segunda-feira, 31 de agosto de 2026

II Romaria Nacional de Catequistas começa em Aparecida com chamado à renovação da missão de anunciar Jesus Cristo


Teve início nesta sexta-feira, 28, no Santuário Nacional de Aparecida, a II Romaria Nacional de Catequistas, encontro de fé, formação e comunhão que reúne mais de 4,6 mil participantes entre catequistas, coordenadores de catequese, ministros ordenados, religiosos e religiosas de diversas regiões do país.

Promovida pela Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, a Romaria tem como tema “Transmitir a fé hoje” e como lema “O que vimos e ouvimos, vos anunciamos” (1Jo 1,3). A proposta do encontro é fortalecer a missão daqueles que anunciam Jesus Cristo nas comunidades, aprofundando o querigma – o primeiro anúncio do amor de Deus revelado em Cristo – como centro de evangelização e da catequese de inspiração catecumenal.

A Romaria Nacional de Catequistas é um espaço de encontro, convivência, formação e celebração, criado para animar e fortalecer o serviço catequético nas comunidades do Brasil. A proposta desta edição é ajudar os catequistas a redescobrirem a centralidade do anúncio de Jesus Cristo e encontrar caminhos para transmitir a fé no contexto atual.


A abertura oficial reuniu representantes da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, autoridades da Igreja no Brasil e os participantes da Romaria em um momento marcado pela oração, comunhão e reflexão sobre os desafios atuais da transmissão da fé.

Participaram da mesa de abertura dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB; dom Juarez Marques Sousa da Silva, arcebispo de Teresina (PI); dom Andherson Franklin Lustoza, bispo auxiliar de Vitória (ES); os assessores da Comissão, padre Wagner Francisco de Sousa Carvalho e Mariana Aparecida Venâncio; além dos convidados cardeal Jaime Spengler, presidente da CNBB e arcebispo de Porto Alegre (RS), e dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida (SP).

Durante a abertura, os participantes foram convidados a voltar o olhar para o centro da missão catequética: o anúncio de Jesus Cristo e a experiência do encontro que transforma a vida e gera discípulos missionários.

Dom Leomar destaca Jesus Cristo como centro do querigma
A primeira conferência da Romaria foi conduzida por dom Leomar Antônio Brustolin, com o tema “O Querigma: coração da evangelização”. A reflexão destacou que toda caminhada catequética nasce do anúncio fundamental da fé: Deus ama, salva e chama cada pessoa ao encontro com Jesus Cristo.

Ao falar aos catequistas, dom Leomar ressaltou que a Romaria é um momento de renovação da missão e de retorno ao essencial da evangelização:

“Ninguém sai daqui do jeito que chegou.”
O arcebispo destacou que o querigma não é apenas um conteúdo a ser transmitido, mas o anúncio de uma pessoa: Jesus Cristo.

“O centro do querigma é Jesus Cristo. Nós precisamos não apenas conhecê-lo, mas segui-lo.”

Durante a reflexão, dom Leomar reforçou que a Iniciação à Vida Cristã (IVC) precisa ser compreendida como um caminho amplo de acompanhamento da fé, envolvendo toda a comunidade e diferentes momentos da vida cristã.

O presidente da Comissão também chamou atenção para a necessidade de uma catequese que supere uma visão reduzida de transmissão de conteúdos e valorize o encontro, o testemunho e a experiência comunitária.

Ao refletir sobre a missão do catequista, destacou que esse serviço nasce de um chamado de Deus e exige uma vida coerente com aquilo que se anuncia:

“Ninguém dá aquilo que não tem.”
Dom Leomar ainda recordou que a comunidade é essencial para a transmissão da fé, pois a catequese não acontece de forma isolada, mas como missão de toda a Igreja.


Dom Jaime lembra a espiritualidade como sustento da missão catequética
Durante a abertura da II Romaria Nacional de Catequistas, o presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, destacou a importância da espiritualidade e da comunhão da Igreja como fundamentos para a missão dos catequistas. Ao dirigir sua mensagem aos participantes, o arcebispo recordou que a missão de transmitir a fé precisa estar enraizada em uma vida de oração e encontro com Cristo e fez uma confidência pessoal.

“Todos os dias eu rezo pelos catequistas. E com palavras muito simples, colho as palavras daquele que foi crucificado com Jesus. Ele dizia: Jesus, lembra-te e mim quando estiveres no teu reino. Eu rezo: Jesus, lembra-te dos nossos catequistas”.

Dom Jaime afirmou que a catequese acompanha a pessoa durante toda a existência e destacou que a Romaria é um momento de celebrar Jesus Cristo como referência maior da caminhada cristã.

“Estamos aqui para celebrar Jesus Cristo, que é a nossa referência maior, o caminho, a verdade e a vida que queremos anunciar aos demais.”

O presidente da CNBB também ressaltou que, diante dos desafios atuais, muitas pessoas esperam uma palavra de esperança, sentido e Evangelho.
O querigma na história da Igreja e no anúncio de hoje


Na sequência da programação da manhã, dom Antônio Luiz Catelan Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, apresentou a conferência “O Querigma: da Igreja Primitiva ao Papa Leão XIV”.

A reflexão aprofundou a presença do primeiro anúncio cristão ao longo da história da Igreja, mostrando como o querigma permanece como fundamento da missão evangelizadora em diferentes tempos e culturas.

Dom Antônio destacou que o anúncio de Jesus Cristo acompanha a caminhada da Igreja desde suas origens e continua sendo essencial para responder aos desafios atuais da transmissão da fé.
Romaria segue com oficinas, celebrações e momentos de espiritualidade


Após a abertura e as conferências da manhã, a programação da II Romaria Nacional de Catequistas continua com oficinas formativas durante a tarde desta sexta-feira, reunindo os participantes em espaços de aprofundamento sobre diferentes dimensões da missão catequética.

Entre os temas das oficinas estão Leitura Orante da Palavra, Ministério de Catequista, Catequese Inclusiva, Catequese Batismal, Iniciação à Vida Cristã, cultura digital, família, catequese com adultos, coordenação e formação de catequistas, entre outros.

O primeiro dia será concluído com a celebração da Missa no Santuário Nacional de Aparecida, às 18h, reunindo os participantes em um momento de oração e comunhão.

Programação segue até domingo
No sábado, 29, os participantes continuarão o caminho formativo com as conferências “Do Anúncio ao Encontro: experiência que transforma”, com dom Jânison de Sá Santos, e “O Querigma hoje: desafios e oportunidades”, com dom Joel Portella Amado.

A programação também contará com a partilha “A IVC na prática: partilha de uma experiência”, conduzida por dom Juarez Marques Sousa da Silva, além de momentos de oração e celebração, incluindo o Terço Luminoso.

No domingo, 30, a Romaria será concluída com a conferência “Querigma e Comunidades de discípulos missionários”, conduzida por dom Andherson Franklin, a celebração de envio e a Missa do Dia do Catequista e abertura do Mês da Bíblia, presidida por Dom Leomar Antônio Brustolin.

Serviço da Romaria
II Romaria Nacional de Catequistas

Local: Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida e Santuário Nacional de Aparecida
Data: 28 a 30 de agosto de 2026
Tema: “Transmitir a fé hoje”
Lema: “O que vimos e ouvimos, vos anunciamos” (1Jo 1,3)

Os principais momentos da Romaria poderão ser acompanhados pelas redes sociais oficiais:

Instagram: @romariadecatequistas
Facebook: II Romaria de Catequistas

Com informações e fotos da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética 

Haiti, Nepal, Cuidado da Criação e a paz na oração do Papa


A dor causada por um suceder de catástrofes naturais ao redor do mundo, mas também pela violência causada pelo próprio homem, voltou a receber a atenção de Leão após rezar o Angelus em Castel Gandolfo: depois dos terremotos nas últimas semanas, agora é a tragédia no Nepal, bem como o flagelo da violência das gangues no Haiti. Por isso, a necessidade de aumentar no mundo aqueles que "distribuem o pão da paz". Também o agradecimentos aos policiais que garantem sua segurança e dos peregrinos.

Vatican News

Após rezar o Angelus, o Papa dirigiu seu olhar a várias realidades de sofrimento, a começar pelo Haiti, onde no último domingo, 23 de agosto, a violência das gangues que aterrorizam o país matou 47 pessoas na região de Kenscoff, nas proximidades de Porto Príncipe, deixando outras 22 feridas. Homens armados invadiram a comunidade, mataram moradores e incendiaram casas. Das pessoas sequestradas durante a ação, seis crianças - três com menos de 2 anos - e sete mulheres, foram libertadas.

Do Haiti chegam notícias dramáticas do grave massacre perpetrado em Kenscoff, no qual numerosas pessoas perderam a vida, enquanto outras foram sequestradas. Expresso minha proximidade em oração às vítimas e aos seus familiares e peço que todos os reféns sejam libertados sem demora. Dirijo um veemente apelo a todos os responsáveis para que se empenhem concretamente em garantir a segurança da população e pôr fim a todas as formas de violência.

Grupos armados expandiram seu domínio para além de Porto Príncipe e continuam impondo o terror sobre comunidades inteiras. A violência tem provocado deslocamentos em massa, ...

Nepal e Tibete
Ao Nepal, cuja catástrofe ocorrida na quarta-feira, 26 de agosto, já deixou mais de 750 mortos e 3.044 desaparecidos, o Santo Padre assegurou a sua oração. Após um telegrama enviado no dia 28, o Pontífice, por meio do Dicastério para o Serviço da Caridade, enviou ajuda financeira à Cáritas Nepal, enquanto prosseguem as operações de resgate:

Asseguro minhas orações às pessoas atingidas pela terrível inundação que ocorreu no Nepal e no Tibete. Rezemos por aqueles que perderam a vida, pelos feridos e desaparecidos, pelas famílias e pelos socorristas. Que a solicitude de todos possa contribuir para aliviar os sofrimentos e levar a ajuda necessária às populações.
Nas áreas devastadas pelo rio de lama e rochas, as equipes de resgate continuam seu trabalho incansavelmente, lutando contra deslizamentos de terra e infraestrutura destruída para ...

"Partilhar e distribuir o pão da paz"
Na sequência de seus apelos, o pedido a continuarmos a rezar pela paz:
Santo Agostinho, cuja memória celebramos nestes dias, dizia que «a paz [...] é semelhante ao pão do milagre que crescia nas mãos dos discípulos enquanto o partiam e distribuíam» (Sermo 357, 2). Que possam aumentar no mundo aqueles que, com coragem, partem e distribuem o pão da paz, superando as divisões, promovendo a justiça e praticando o perdão, para o bem de todos.

Cuidado da Criação
Falando em inglês, Leão XIV recordou o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, em 1° de setembro, ocasião em que presidirá a Celebração Eucarística no Jardim da Madonnina do Borgo Laudato si’, nos Jardins Pontifícios de Castel Gandolfo:

Na terça-feira, celebraremos o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. Esta data marca o início do Tempo da Criação – celebrado por cristãos de várias denominações –, cujo tema neste ano é “Água Viva”. Como recordei na Mensagem para este Dia, cuidar da nossa casa comum exige uma conversão do coração, para que aquilo que foi usado para provocar destruição possa, ao contrário, ser orientado para a vida. Convido todos a se unirem em oração e ação, para que nos tornemos canais da água viva da paz de Deus, refrescando o nosso mundo ferido.

O Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação é celebrado anualmente em 1º de setembro como um momento para os cristãos rezarem e agirem pela proteção da nossa casa comum. A data ...

Agradecimento às forças de segurança
Depois de saudar os vários grupos presentes na Praça da Liberdade, diante do palácio Apostólico, o Santo Padre dirigiu um agradecimento especial às diversas forças policiais que garantem a sua segurança quando está em Castel Gandolfo, especialmente durantes os encontros com os peregrinos:

Agradeço às Forças da Ordem e a todos aqueles que contribuíram para a minha permanência de verão aqui em Castel Gandolfo, bem como pelo serviço prestado para garantir a segurança durante os encontros com os peregrinos. Muito obrigado!

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EVANGELHO DO DIA (Lc 4,16-30)

ANO "A" - DIA: 31.08.226
22ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- O Espírito do Senhor repousa sobre mim; e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 16 veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18 "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19 e para proclamar um ano da graça do Senhor". 20 Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir". 22 Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: "Não é este o filho de José?" 23 Jesus, porém, disse: "Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum". 24 E acrescentou: "Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25 De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27 E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio". 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30 Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O Espírito do Senhor é a nossa fortaleza"

Espírito do Senhor, a força para perseverar nas tribulações
“O Espírito do Senhor está sobre mim.” (Lucas 4,16-30)
Na sinagoga de Nazaré, irmãos e irmãs, Jesus proclama: “O Espírito do Senhor está sobre mim”, revelando que Sua missão nasce da unção e da intimidade com o Pai. Ele não fala por si mesmo, mas como Aquele que foi enviado para anunciar a Boa Nova aos pobres, para libertar a todos nós. Essa palavra não é apenas uma declaração, mas a manifestação de um Deus que entra na história, que a transforma, transforma vidas concretas e alcança aqueles que mais necessitam de esperança. O Senhor nos conhece.

O perigo de rejeitar a novidade divina
Virão a mim todos aqueles que o Pai atrair. No entanto, aqueles que o conheciam desde criança têm dificuldade de acolher Jesus – vimos isso no Evangelho. A familiaridade se torna um obstáculo e o coração se fecha diante da novidade de Deus. Às vezes, pensamos que conhecemos Jesus, mas nem sempre estamos dispostos a deixar que Ele nos surpreenda e até mesmo questione as nossas certezas. Quando a Palavra toca em nossas seguranças ou denuncia nossas resistências, podemos reagir com rejeição, assim como o povo de Nazaré quis rejeitar Jesus. Eles foram tomados pela incredulidade e não reconheceram a presença de Deus no meio deles.

Espírito do Senhor, o sustento para permanecer
A incredulidade faz um grande mal e pode ser um grande mal para a nossa alma também. Mesmo diante da rejeição, Jesus permanece fiel à sua missão. Ele não se deixa paralisar pela falta de acolhida, mas segue adiante, conduzido pelo Espírito. Então, diante das rejeições, não desista. Diante das rejeições, persevere, continue, mantenha-se em Deus.

Essa atitude nos ensina a perseverar, mesmo quando não somos compreendidos ou quando encontramos oposição no caminho do bem. Abramos o nosso coração à ação do Espírito Santo, permitindo que Ele nos transforme e nos envie também como instrumentos de libertação, como instrumentos de cura e de esperança para o mundo. Que assim sejamos.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


Os dez mandamentos em perguntas simples e diretas

Qual a utilidade dos dez mandamentos?

O Catecismo da Igreja Católica afirma que os dez mandamentos devem ser entendidos como um caminho de vida, pois suas normas visam a vivência da liberdade dos filhos de Deus, “indicam as condições de uma vida liberta da escravidão do pecado” (n. 2057).

Foto ilustrativa: roman023 by Getty Images

Os mandamentos servem para nos ensinar “a verdadeira humanidade do homem”; além disso, eles “iluminam os deveres essenciais e, portanto, indiretamente, os direitos humanos fundamentais, inerentes à natureza da pessoa humana” (Catecismo, n. 2070).

São úteis à vida de cada um de nós, porque o pecado deixou a luz da nossa razão obscurecida e também gerou o desvio da vontade. É o que afirma o Catecismo (n. 2071), citando São Boaventura, um monge franciscano do século XIII.
Eles são atuais?

Sim, os Dez Mandamentos são atuais. O Catecismo afirma que “são obrigações” graves (n. 2072); logo, o descuido na vivência deles nos colocam as matérias que precisam ser confessadas quando fazemos nosso exame de consciência.
Quais são os mandamentos a respeito do relacionamento com Deus?

A base dos 10 mandamentos é o texto bíblico de Êxodo 20,2-17 e Deuteronômio 5,6-21. A Igreja, no período em que as pessoas tinham menos acesso aos textos escritos, porque eram caros, formulou-os de maneira catequética, e é dessa forma que utilizaremos, em nosso resumo, a base é o Catecismo da Igreja Católica. Os 10 mandamentos são:

1 – Amar a Deus sobre todas as coisas: porque Deus nos amou primeiro, nós devemos corresponder amando-O de volta. O amor a Deus implica rejeição aos falsos deuses e renúncia a todo tipo de idolatria e superstição, também à incredulidade, heresia, apostasia e cisma, ao sacrilégio e agnosticismo. Você pode se aprofundar mais nos números 2083 a 2139 do Catecismo.

2 – Não tomar seu Santo nome em vão: “o dom do nome pertence à ordem da confiança e da intimidade” (n. 2143). O respeito ao nome de Deus é o respeito devido a Ele mesmo. Aqui, devemos nos ater aos cuidados também referentes à blasfêmia, que é “proferir contra Deus – interior ou exteriormente – palavras de ódio, censura e desafio, dizer mal de Deus, faltar-Lhe ao respeito nas conversas, abusar do nome d’Ele” (n. 2148). Evite também fazer falso juramento usando o nome de Deus.

3 – Guardar domingos e festas de guarda: “O domingo realiza plenamente, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do sábado judaico e anuncia o descanso eterno do homem em Deus” (n. 2175). O Catecismo afirma que “a Eucaristia dominical fundamenta e sanciona toda a prática cristã. É por isso que os fiéis têm obrigação de participar da Eucaristia nos dias de preceito, a menos que estejam justificados por motivo sério. Os que deliberadamente faltam a essa obrigação cometem um pecado grave” (n. 2181).
Quais são os mandamentos a respeito do relacionamento para com os outros?

4 – Honrar pai e mãe: “Deus quis que, depois de Si, honrássemos os nossos pais, a quem devemos a vida e os que nos transmitiram o conhecimento divino. Temos a obrigação de honrar e respeitar todos aqueles que Deus, para nosso bem, revestiu da sua autoridade” (n. 2197). É um mandamento dirigido diretamente aos filhos nas suas relações com os pais. Mas também tem seus desdobramentos, os quais podem ser conferidos no Catecismo, na sequência dos números citados acima.

5 – Não Matar: Além do respeito pela vida, que é sagrada, como afirma o Catecismo (n. 2258), esse mandamento ainda implica outros atos. São eles: o aborto, inclusive os que colaboram; a Eutanásia; o suicídio, sendo que “perturbações psíquicas graves, a angústia ou o temor grave de uma provação, de um sofrimento, da tortura, são circunstâncias que podem diminuir a responsabilidade do suicida” (n. 2282). “Não se deve desesperar da salvação eterna das pessoas que se suicidaram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, oferecer-lhes a ocasião de um arrependimento salutar.

A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida” (n. 2283). “A virtude da temperança leva a evitar toda a espécie de excessos, o abuso da comida, da bebida, do tabaco e dos medicamentos. Aqueles que, em estado de embriaguez ou por gosto imoderado da velocidade, põem em risco a segurança dos outros e a sua própria, nas estradas, no mar ou no ar, tornam-se gravemente culpados” (n. 2290). Você ainda pode conferir mais sobre esse mandamento na sequência do número anteriormente citado.
Qual o mandamento relacionado à sexualidade e à afetividade?

6 – Não pecar contra a castidade: a sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, na unidade do seu corpo e da sua alma. Diz respeito particularmente à afetividade, à capacidade de amar e de procriar, e, de um modo mais geral, à aptidão para criar laços de comunhão com outrem. Compete a cada um, homem e mulher, reconhecer e aceitar a sua identidade sexual. A diferença e a complementaridade físicas, morais e espirituais orientam-se para os bens do matrimônio e para o progresso da vida familiar” (n. 2332-2333). A castidade significa a integração da sexualidade na pessoa, ou seja, sua unidade interior, corporal e espiritual.

A sexualidade torna-se pessoal e verdadeiramente humana, quando integrada na relação de pessoa a pessoa, no dom mútuo total e temporalmente ilimitado, do homem e da mulher. A virtude da castidade engloba a integridade da pessoa e a integralidade da doação (cf. n. 2337). Implica a aprendizagem do domínio de si. O Catecismo da Igreja Católica afirma ainda que “a castidade conhece leis de crescimento e passa por fases marcadas pela imperfeição, muitas vezes até pelo pecado” (n. 2343). Ofende a Castidade os pecados da luxúria, que é a vivência desregrada dos prazeres, a masturbação, a fornicação, a pornografia e a prostituição. Além de outros que você pode conferir também na sequência dos números citados anteriormente.
Quais mandamentos preservam os bens materiais, espirituais e pessoais, e a dignidade do próximo?

7 – Não furtar: Este mandamento “proíbe tomar ou reter injustamente o bem do próximo e prejudicá-lo nos seus bens, seja como for. Prescreve a justiça e a caridade na gestão dos bens terrenos, e dos frutos do trabalho dos homens” (n. 2401).

8 – Não levantar falso testemunho: “O oitavo mandamento proíbe falsificar a verdade nas relações com outrem. Essa prescrição moral decorre da vocação do povo santo, para ser testemunha do seu Deus, que é e deseja a verdade. As ofensas contra a verdade exprimem, por palavras ou por atos, a recusa em empenhar-se na retidão moral: são infidelidades graves para com Deus e, nesse sentido, minam os alicerces da Aliança” (n. 2464).
Qual mandamento preserva a vivência da pureza, da dignidade humana e do respeito à vocação matrimonial?

9 – Não desejar a mulher do próximo: “O coração é a sede da personalidade moral: ‘Do coração procedem as más intenções, os assassinatos, os adultérios, as prostituições’ (Mt 15,19). A luta contra a concupiscência carnal passa pela purificação do coração e pela prática da temperança” (n. 2517). O Batismo confere a quem o recebe a graça da purificação de todos os pecados. Mas o batizado tem de continuar a lutar contra a concupiscência da carne e os desejos desordenados.

Com a graça de Deus, pela virtude e pelo dom da castidade, pode-se crescer na pureza, pois a castidade permite amar com um coração reto, pela pureza de intenção, que consiste em ter em vista o verdadeiro fim do homem. Com um olhar simples, procure descobrir e cumprir em tudo a vontade de Deus pela pureza do olhar, exterior e interior; pela disciplina dos sentidos e da imaginação; pela rejeição da complacência em pensamentos impuros, que o levariam a desviar-se do caminho dos mandamentos divinos e pela oração. A pureza exige o pudor.

Leia mais:

O pudor é parte integrante da temperança. O pudor preserva a intimidade da pessoa. Designa a recusa de mostrar o que deve ficar oculto. Ordena-se à castidade e comprova-lhe a delicadeza. Orienta os olhares e as atitudes em conformidade com a dignidade das pessoas e com a união que existe entre elas. O pudor protege o mistério da pessoa e do seu amor. Convida à paciência e à moderação na relação amorosa, e exige que se cumpram as condições do dom e do compromisso definitivo do homem e da mulher entre si. O pudor é modéstia. Inspira a escolha do vestuário, mantém o silêncio ou o recato, onde se adivinha o perigo duma curiosidade malsã. O pudor é discrição.
Qual mandamento preserva o homem da idolatria e da concupiscência do olhar?

10 – Não cobiçar as coisas alheias: O décimo mandamento desdobra e completa o nono, que tem por objeto a concupiscência da carne. Proíbe cobiçar o bem dos outros, raiz de onde procede o roubo e a fraude, proibidos pelo sétimo mandamento. A “concupiscência dos olhos” (1 Jo 2, 16) conduz à injustiça, proibida pelo quinto mandamento. A cobiça, bem como a fornicação, tem a sua origem na idolatria, proibida nos três primeiros mandamentos da Lei. O décimo mandamento incide sobre a intenção do coração e resume, com o nono, todos os preceitos da Lei.
Para um bom exame de consciência

Assim, de maneira bem resumida, temos material para trabalhar nosso exame de consciência diário. Todos os dias, antes de dormir, você pode fazer a experiência de pensar o seu dia. Faça perguntas para você mesmo: “Onde acertei? Onde errei? O que preciso melhorar? Que passo posso dar?”

Você pode, diariamente, ir se exercitando na oração para crescer em contrição. Por isso, sugiro que você reze, todos os dias, após o seu exame de consciência, o ato de contrição com a proposta de se confessar o mais rápido possível. Você pode rezar da seguinte maneira o ato de contrição:

Meu Deus, eu me arrependo, de todo coração, de todos meus pecados e os detesto, porque, pecando, não só mereci as penas que justamente estabelecestes, mas, principalmente, porque ofendi a Vós, sumo bem e digno de ser amado sobre todas as coisas. Por isso proponho firmemente, com a ajuda da vossa graça, não mais pecar e fugir das ocasiões próximas de pecar. Amém

Deus abençoe você!

Equipe Formação Canção Nova

São José de Arimatéia


José foi contemporâneo de Jesus no século I, e sua origem é Arimateia (Armathahim, em hebraico), um povoado no alto do Monte Efraim, na Judeia (região sul do atual Israel, então Reino de Judá). É mencionado nos quatro Evangelhos, na ocasião do recolhimento e sepultamento do corpo de Jesus (Mt 27,57-60, Mc 15,42-46, Lc 23,50-54, Jo 19,38-42).

Destas breves menções, podemos saber que José era rico, membro importante do Sinédrio, o Tribunal Superior dos judeus. Sendo reto e justo, discípulo de Jesus (mas em segredo, por medo dos judeus), esperava o Reino de Deus, e opôs-se à decisão do Sinédrio de condenar o Cristo. Depois da morte do Senhor, teve a coragem de, ao cair da tarde, apresentar-se a Pilatos e lhe pedir o corpo do Crucificado. Pilatos, surpreso de que a morte já tivesse ocorrido, primeiro informou-se do fato com um oficial romano, mas depois concedeu a José a autorização.

José retirou o corpo de Jesus da Cruz, tenho antes providenciado um lençol de linho para envolvê-lo, como era o costume judaico. Presente estava também Nicodemos, igualmente judeu e discípulo escondido de Jesus, que levou grande quantidade de mirra com aloés, substâncias utilizadas para ungir o cadáver. Em seguida, o depositaram num túmulo novo, isto é, ainda não utilizado por ninguém, que José mandara cavar na rocha para si mesmo; este sepulcro estava num jardim próximo ao local da crucifixão. Por fim, José rolou uma grande pedra para fechar a entrada do sepulcro e se retirou.

Todos estes passos do tradicional sepultamento judaico — manto, mirra e aloés, túmulo escavado na rocha com uma pedra para fechá-lo — foram feitos com carinho, mas às pressas, pois também era do costume judaico não executar qualquer tarefa ao cair do sábado, o seu dia sagrado, particularmente naquele, que era a véspera da festa da Páscoa, que devia ser preparada.

De fato, a ordem de Pilatos para quebrar as pernas dos outros dois condenados com Jesus, para lhes apressar a morte, foi pedida pelos judeus, de modo a poderem retirar os corpos das cruzes antes do sábado (Jo 19,31-32). À hora do sepultamento, “já cintilavam as luzes do início do sábado” (Lc 23,54) indicando talvez a luz das primeiras estrelas no céu e / ou as luzes acesas pelos judeus para a noite.

Outras dados sobre José de Arimateia são fornecidos por escritos apócrifos. Assim, o “Evangelho de Pedro”, do século II, diz que o pedido a Pilatos para a retirada do corpo de Jesus foi feito antes da Crucifixão, e o “Evangelho de Nicodemus” indica que José teria participado da fundação da comunidade cristã da Lídia. Estas informações não são confiáveis, mas também têm pouca importância.

O que pode ser muito provável é que José se tenha unido aos discípulos de Jesus de forma mais clara posteriormente à Sua Ressurreição. E certamente faleceu no primeiro século. Também é certo que o manto que levou para envolver Jesus é hoje conhecido como Santo Sudário, uma das evidências mais marcantes da Ressurreição, estudado cada vez mais profundamente pela Ciência, que cada vez mais corrobora os relatos bíblicos a respeito.

O que é completamente fantasioso e sem nenhum fundamento histórico é o conjunto de lendas que surgiram sobre José de Arimateia a partir do século IV. Elas apenas refletem a importância que os fiéis davam aos primeiros discípulos de Cristo.

Entre estas histórias, José teria ficado com o cálice da última Ceia, o famoso Santo Graal das lendas do Rei Arthur e Cavaleiros da Távola Redonda na Inglaterra; neste país, o seu cajado teria sido fincado na terra, em Gastonbury, e ali se transformado numa árvore de espinhos de onde nasciam uvas no Natal; ou teria sido parente distante de Jesus, sendo dono de minas de zinco em Cornwall, aonde teria levado o Cristo (argumento de base do poema “Jerusalém”, de Willian Blake); e muitas outras.

São José de Arimateia é padroeiro dos mineiros, dos coveiros e diretores de funerais.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Imensas foram a caridade e a coragem de José de Arimatéia ao, expondo-se publicamente, num momento de extremo ódio religioso, revelar-se como seguidor de Cristo e atrever-se a pedir o Seu corpo a Pilatos. Não apenas a sua situação e reputação diante dos judeus, mas também a sua própria vida ficou em risco. Se por justificada prudência mantinha-se antes discreto na sua Fé, neste momento de necessidade não pensou mais em si mesmo mas no dever que tinha como cristão, colocando o amor a Deus acima de qualquer outra consideração. O seu cuidado, o melhor possível nas circunstâncias, com o Santíssimo Corpo do Senhor, é um gesto de profundo amor do qual a Igreja será sempre devedora: o que teria acontecido ao corpo de Jesus, e como ocorreria a Sua Ressurreição? Talvez em condições indignas? Certamente Deus, na Sua Providência, levou José a agir, mas ele infinitamente terá o mérito de ter acedido. Esta mesma coragem e caridade devemos nós, os católicos de todos os séculos, ter e praticar. O cuidado com o que é sagrado deve nos mover a ser intrépidos na defesa da nossa Fé, seja nas atenções com os aspectos materiais, Igrejas, objetos de culto como cálices, sacrários; seja, ainda mais, nos aspectos imateriais e espirituais, como ritos litúrgicos, comportamento respeitoso nas cerimônias, vestes ideais (não apenas nas Igrejas), e vivência dos Mandamentos. Será que temos coragem, ao menos, de ajoelhar no momento da Comunhão, e receber a Eucaristia na boca, já que nossas mãos não são ungidas como as dos sacerdotes para tocar em Jesus? Ou, mesmo então, diante do próprio Cristo, vivo e não morto, temos vergonha ou preguiça, mais preocupados com o que os outros pensam do que com o devido respeito a Jesus e à Doutrina da Igreja? Teremos coragem de não ver algo de conteúdo pornográfico, por temer a reação debochada dos mundanos? A Paixão de Jesus deu a São José de Arimatéia a força para enfrentar o ridículo, a incompreensão, a exposição, possíveis retaliações na sociedade e no trabalho, e o possível risco de morte. É para viver tal caridade que participamos da Igreja e dos Sacramentos, especialmente da Eucaristia.

Oração:

Senhor Deus, que desejais mais do que nós mesmos, no Vosso infinito amor, a nossa ressurreição para o Céu, concedei-nos por intercessão e exemplo de São José de Arimatéia a graça de nos envolver no Seu manto de misericórdia e ungir-nos com o bom odor das Vossas bênçãos, para que tenhamos a coragem de viver corretamente o Evangelho, auxiliando a despregar da cruz dos pecados os membros da Vossa Igreja, a começar por nós mesmos, e merecer assim o santo e infinito repouso do Paraíso. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Encontro reúne representantes para fortalecer a prevenção de abusos e a cultura do cuidado na Igreja



De 31 de agosto a 3 de setembro de 2026, a Casa Dom Luciano, em Brasília (DF), sediará o IV Encontro da Rede Latino-Americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado, reunindo responsáveis pela prevenção de abusos de conferências episcopais, congregações religiosas e da Cáritas América Latina e Caribe. Ao todo, o evento contará com 102 participantes de 17 países e de diversas organizações eclesiais da região. Do Brasil, 41 representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) integram a iniciativa.

Com o tema “A cultura do cuidado na Igreja da América Latina e do Caribe: uma perspectiva a partir da Magnifica Humanitas”, o encontro aprofundará os desafios contemporâneos da proteção e salvaguarda, as responsabilidades institucionais e a construção de ambientes eclesiais seguros. Nesta edição, os debates darão ênfase especial aos abusos de natureza não sexual (como abusos de poder e de consciência) e às vulnerabilidades que surgem ou se propagam nas redes sociais e no ambiente digital.

A programação conta com conferências, painéis temáticos, sessões plenárias e trabalhos por regiões geográficas (Cone Sul, Região Bolivariana, Caribe, México e América Central – CAMEX). O objetivo central é estreitar a cooperação internacional, promover a troca de boas práticas e traçar diretrizes conjuntas para a continuidade das ações de prevenção no continente.

O encontro é promovido pelo Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam), pela Confederação Latino-Americana e Caribenha de Religiosos (CLAR) e pela Cáritas América Latina e Caribe, com realização e acolhida local a cargo da CNBB, da CRB Nacional e da CLAR.

Serviço
Evento: IV Encontro da Rede Latino-Americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado

Tema: “A cultura do cuidado na Igreja da América Latina e do Caribe: uma perspectiva a partir da Magnifica Humanitas”

Data: 31 de agosto a 3 de setembro de 2026

Local: Casa Dom Luciano Mendes de Almeida – Brasília (DF)

Contato de imprensa: Osnilda Lima | tutela@cnbb.org.br | 61 98366-1236

A dor do Papa pelas vítimas da inundação no Nepal


Leão XIV expressa seu pesar pelo desastre natural que atingiu o país por meio de um telegrama assinado pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin. O Pontífice confia a Deus as almas daqueles que perderam a vida, reza pelas equipes de resgate e manifesta sua “proximidade espiritual” a todas as pessoas afetadas.

Vatican News

Leão XIV recebeu com “dor” a trágica notícia das numerosas vítimas e da “devastação” causada pela recente inundação que atingiu o Nepal. Em um telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Papa confia as “almas dos falecidos” à misericórdia de Deus e expressa suas “mais sentidas condolências” aos familiares das vítimas. Pelo menos 290 pessoas morreram e mais de 1.300 estão desaparecidas em decorrência da catástrofe natural. Os danos materiais são de grandes proporções: estradas, pontes, moradias e infraestruturas hidrelétricas foram destruídas. O Pontífice assegura sua “proximidade espiritual” a todas as pessoas atingidas por essa “tragédia”, garante suas orações por todos os “profissionais dos serviços de emergência”, que continuam empenhados nas operações de resgate, e invoca sobre todos a “proteção divina”.

(AFP or licensors)

Grandes perdas humanas e materiais
Embora a causa do desastre ainda esteja sendo investigada por especialistas, imagens de satélite e análises sísmicas indicariam que ontem, quarta-feira, 26 de agosto, o colapso de uma geleira em grande altitude teria provocado a cheia repentina do rio Bhote Koshi, no distrito de Rasuwa, perto da fronteira entre o Tibete e a China. As localidades de Timure, Syaphrubesi e outros povoados ao longo do rio foram duramente atingidos pela inundação.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 25,1-13)


ANO "A" - DIA: 28.8.2026
21ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)
MEMÓRIA DE SANTO AGOSTINHO_BISPO E DOUTOR

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Vigiai e orai para ficardes de pé, ante o Filho do Homem!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1 "O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2 Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3 As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4 As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5 O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6 No meio da noite, ouviu-se um grito: 'O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!' 7 Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8 As imprevidentes disseram às previdentes: 'Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando'. 9 As previdentes responderam: 'De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores'. 10 Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11 Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: 'Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!' 12 Ele, porém, respondeu: 'Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!' 13 Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia nem a hora".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Demora do Senhor e a perseverança de Santo Agostinho"

Demora de Cristo e a espera confiante da Igreja
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: “O reino dos céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. Cinco delas eram imprevidentes e as outras cinco eram previdentes. As imprevidentes pegaram suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas.” (Mateus 25,1-13)

Meus irmãos e minhas irmãs, hoje, a Igreja celebra a memória de Santo Agostinho e a liturgia nos propõe a parábola das dez virgens que esperam o esposo que demora a chegar.

O despertar de Santo Agostinho
Remontando a demora da parousia, porque os primeiros cristãos aguardavam a iminência da volta do Senhor. Porém, passaram-se muitos anos e Cristo não voltou e a comunidade precisava dar sentido a esta espera. O santo de hoje elaborou um discurso sobre a demora para que ele aceitasse o amor de Cristo.

“Tarde te amei, beleza antiga e tão nova. Eis que eu procurava fora o que estava dentro de mim e teu grito rompeu a minha surdez”. Santo Agostinho compõe esta realidade justamente falando da demora para que ele aceitasse o amor de Cristo em sua vida. Lembremos que a mãe dele rezou pela sua conversão por mais de trinta anos, mantendo a fidelidade, sabendo que Deus um dia alcançaria o seu coração.

O óleo da perseverança
Voltando para a parábola, as cinco das virgens, as primeiras imprevidentes dormem, mas tem o óleo suficiente, as previdentes dormem, mas tem o óleo suficiente. As cinco imprevidentes também dormem, mas não tem o óleo suficiente para a espera do esposo.

Elas se parecem um pouco conosco, porque nós começamos até bem a nossa caminhada, mas pouco a pouco nós vamos perdendo o entusiasmo, vamos perdendo certas coisas, deixando de lado o ardor, é esta falta do óleo.

Demora do Senhor é um convite à fidelidade
Não basta dizer “Senhor! Senhor!”, é preciso manter a fidelidade em todas as situações. Mesmo quando não se tem vontade de rezar, de ir ao grupo de oração na paróquia, de frequentar a comunidade, de ir à missa. Nós não podemos nos basear somente nas nossas emoções, a vida cristã é manter o entusiasmo. A chama do amor deve ser mantida todos os dias até a vinda gloriosa do Senhor, ou nós irmos ao seu encontro.

Santo Agostinho, demorou a aceitar o amor de Deus, mas depois que ele foi seduzido pelo Senhor, nunca mais ele o deixou. Sigamos também o exemplo de Santo Agostinho e vamos pedir a fidelidade a nosso Senhor em todos os tempos.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova