quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Comissão celebra 10 anos de luta profética contra o tráfico de pessoas; momento reafirma a missão eclesial


Na noite de 15 de outubro, telas se conectaram de diferentes cantos do país numa mesma sintonia de memória e compromisso profético. A Comissão Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizou um encontro virtual para marcar uma década de caminhada sob o lema: “10 anos rompendo o silêncio: Tráfico de pessoas existe e enfrentá-lo é a nossa missão”.

Mais do que recordar a caminhada institucional, o momento reafirmou a coragem profética e a missão eclesial. Com a participação de bispos, religiosas, leigos, leigas e agentes de pastoral recordando os rostos, histórias e pegadas de uma mobilização firme contra a mercantilização humana, a Comissão abriu o ciclo celebrativo dessa trajetória.

“São dez anos de uma caminhada feita por muitas mãos, muitos rostos, muitas organizações, comunidades e pessoas que acreditaram, e continuam acreditando, que nenhuma vida humana pode ser transformada em mercadoria. Hoje não queremos apenas recordar datas. Queremos recordar pessoas. Queremos agradecer. Queremos rezar. E queremos renovar nosso compromisso com a vida e com a liberdade”, destacou no momento celebrativo a irmã Rose Bertoldo que integra a Comissão.

Ao iniciar a cerimônia, o presidente da Comissão, dom Adilson Pedro Busin, expressou sua gratidão ao Grupo de Trabalho. Ao avaliar o percurso percorrido e os laços consolidados, sublinhou:


“Que bom que estamos no barco; tem gente aqui que é marinheiro da primeira hora, e nós estamos remando, muitas vezes, contra a corrente do tráfico de pessoas”.

Dom Adilson evocou, comovido, a partida de duas referências fundamentais na gênese do trabalho: a defensora de direitos humanos Henriqueta Cavalcante, em janeiro deste ano, e dom Enemésio Ângelo Lazzaris, bispo falecido em 2020.


“Dom Enemésio era muito singelo nas suas colocações e muito atento. Ele e a sua maletinha preta, seus vários caderninhos de anotação, andava para lá e para cá com aquela maleta, mas muito atento, enfrentando as injustiças sociais para que as pessoas, as famílias, os agricultores e agricultoras pudessem ter justiça, paz e dignidade humana”, lembrou Francisco Alan, integrante da Comissão.

De forma igualmente marcante, o legado de Henriqueta Cavalcante foi reverenciado pela sua coragem e escuta vigilante: “Muitas mulheres e homens, defensores e defensoras de direitos humanos, aprenderam com a Henriqueta o exercício da escuta. Uma escuta que era de denúncia, de ação, pautada no anúncio e também centrada na indignação”, ressaltou Alan, lembrando a proximidade de convivência e a atuação incisiva de Henriqueta na proteção a meninas e mulheres no arquipélago do Marajó. O resgate histórico recordou também a dedicação profética de dom José Luiz Azcona no Marajó (PA).

Entre as presenças e memórias marcantes que estruturaram os primeiros mutirões de enfrentamento, foram destacadas a atuação de irmã Claudina Scapini (presente na cerimônia), irmã Rosita Milesi, padre Ari (da Pastoral Afro), frei Xavier Plassat (Comissão Pastoral da Terra – CPT), Alessandra Miranda e dom Plínio José Luz da Silva, bispo de Picos (PI) e bispo referencial da Comissão.
Irmã Eurides, que integra a Comissão em ação na cidade de São Paulo em 2024

Prevenção, acolhimento e a inspiração de Santa Bakhita
Ao avaliar essa década de caminhada e apontar os passos necessários para o presente e o futuro, a secretária executiva da Comissão, Alessandra Miranda, destacou dois eixos fundamentais que sustentam a ação pastoral: a formação de base e a espiritualidade encarnada.

“São dez anos de atuação em defesa da vida, sobretudo das pessoas mais vulneráveis e que são as maiores vítimas do tráfico humano. A meu ver, dois elementos marcam profundamente essa trajetória. O primeiro é a formação e capacitação de lideranças, para que multipliquem materiais e conteúdos voltados à prevenção, aprofundando a compreensão sobre o que é o tráfico e suas diversas modalidades. Assim, cada pessoa torna-se um agente transformador, vigilante na defesa da vida. O segundo é Santa Bakhita, que perpassa todo o nosso caminho eclesial. Ela própria foi vítima do tráfico e nos traz uma profunda inspiração no seguimento de Jesus e do Evangelho, sobretudo pela perseverança, resistência e pelo simbolismo de sua história”, pontuou Alessandra.

Para a secretária executiva, a missão da Igreja exige uma postura ativa e integral diante das violações:

“É missão da Igreja abrir todas as portas para que o tráfico humano seja banido da sociedade. Mas, para isso, precisamos prevenir, identificar e acolher. São esses elementos fortes que mobilizaram estes dez anos e que continuarão nos mobilizando por um bom período pela frente”.
Comissão em missão no estado de Roraima. Foto: Cláudia Pereira

Missões, desafios e luz da esperança no horizonte
O percurso da Comissão, impulsionado pela Campanha da Fraternidade de 2014, integrou esforços com a Rede Um Grito Pela Vida, pastorais e organismos que caminham lado a lado em frentes territoriais por todo o país. Entre as iniciativas, destacam-se as missões realizadas em Roraima, no Regional Norte 1 da CNBB: a primeira em 2018, no ápice do fluxo migratório, quando 40% da Coleta Nacional da Solidariedade foi destinada para estruturar a Cáritas local; e a segunda em 2024, que constatou a persistência e a gravidade das denúncias de tráfico no território.

Os participantes enfatizaram ainda que a Comissão manteve suas atividades ininterruptas durante a pandemia de Covid-19 e alertaram para a urgência de encarar o aliciamento no meio digital como um dos maiores desafios contemporâneos da inteligência e da prevenção pastoral.

A dimensão orante fez-se ecoar a partir da Carta aos Gálatas (5, 1): “É para a liberdade que Cristo nos libertou”. Dom Evaristo Spengler convidou todos a acenderem velas diante das câmeras, afirmando:

“A vela nos recorda o Cristo ressuscitado, a luz de Deus que ilumina os nossos caminhos, não nos deixa na escuridão das trevas, mas nos ilumina com o seu amor. Rezemos celebrando hoje dez anos e celebrando o horizonte que nos espera, porque nenhuma vida é mercadoria, toda vida tem dignidade, toda pessoa nasceu para ser livre”.

Sob a intercessão de Santa Josefina Bakhita, reiterou-se o compromisso de que nenhuma opressão encontre indiferença na Igreja.
Continuidade das celebrações

O encontro virtual marcou a abertura de uma agenda comemorativa e formativa que se estenderá até o primeiro semestre de 2027. A Comissão já disponibilizou subsídios litúrgicos com a oração dos fiéis para celebrações comunitárias, além da nova identidade visual sintetizada pelo lema: “10 anos rompendo o silêncio: Tráfico de pessoas existe e enfrentá-lo é a nossa missão”.

Até o final deste ano, novos materiais e vídeos de resgate histórico circularão nos meios digitais, preparando o caminho para uma série de debates e transmissões ao vivo ao longo de 2027 com foco nas particularidades regionais do país, fortalecendo as redes de denúncia e a incidência em políticas públicas.

Por Cláudia Pereira | Cepast CNBB


Papa: a fé é chamada a se tornar cultura para alcançar todas as pessoas


Na Praça São Pedro, Leão XIV deu continuidade ao ciclo sobre os documentos conciliares, analisando hoje o tema da cultura segundo Constituição Pastoral Gaudium et spes. Neste documento, a Igreja exorta a comunidade internacional a garantir que todos possam ter acesso aos bens culturais fundamentais, superando o analfabetismo e a falta de instrução.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

A cultura e as suas relações com a fé cristã foram o tema da catequese do Santo Padre na Audiência Geral desta quarta-feira, 28 de outubro.

Leão XIV se ateve ao segundo capítulo da segunda parte da Constituição Gaudium et spes (GS), que descreve como a Igreja Católica foi determinante para o desenvolvimento da civilização ocidental não só por meio da criação de escolas e universidades, mas também na promoção da arte.

“A fé pode encarnar-se em qualquer cultura, porque não se identifica com nenhuma delas de forma específica. Ela habita-as, moldando-as a partir de dentro segundo a «forma» de Jesus Cristo, ou seja, com a caridade, o serviço e o reconhecimento filial da paternidade de Deus.”

Papa durante o giro de papamóvel (VATICAN MEDIA)

Garantir acesso à cultura
Assim, acrescentou o Pontífice, a Igreja capta nas diversas culturas o que há de bom, de belo e de verdadeiro, para encarnar e transmitir a mensagem do Evangelho. Ela é capaz de entrar em comunicação com as diversas formas de cultura porque não está exclusiva e indissoluvelmente ligada a nenhuma raça ou nação, a nenhuma tradição antiga ou moderna.

A cultura é um bem em si mesma, através da qual o ser humano pode realizar a sua vocação na terra. "Por esta razão, a Gaudium et spes exorta a comunidade internacional a garantir que todos possam ter acesso aos bens culturais fundamentais, superando o analfabetismo e a falta de instrução", disse ainda o Santo Padre, ressaltando que o Concílio já afirmava a importância da participação das mulheres na vida cultural.

A Gaudium et spes defende, assim, a necessidade para os cristãos de cultivar uma unidade fecunda do saber:"Embora tenham recebido da Revelação as respostas às grandes questões da existência, isso não os dispensa de uma formação intelectual e cultural paciente; pelo contrário, os seus conhecimentos humanos e científicos devem avançar a par dos conteúdos da sua fé", defendeu o Papa.

Por fim, o documento conciliar recomenda que não se viva a fé num espírito de oposição ou de hostilidade em relação ao mundo, à cultura e às suas expressões humanas. "Alcançar uma síntese madura e responsável entre fé e cultura é, com efeito, uma condição necessária para a perseverança na vocação cristã, mas também um requisito indispensável para testemunhar a fé ao mundo e comunicá-la aos outros de forma crível", concluiu o Santo Padre.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 6,12-19)

ANO "A" - DIA: 28.10.2026
30ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERMELHO)
MARTÍRIO DE SÃO JUDAS E ESÃO SIMÃO

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos; vos louva, ó Senhor, o coro dos Apóstolos!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

12 Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13 Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14 Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15 Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16 Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor. 17 Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18 Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19 A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Em oração constante com o Pai"

Em oração, a alma descobre a voz de Deus


“Jesus passou a noite inteira em oração a Deus” (Lucas 6,12-19)


Irmãos e irmãs, nós celebramos, hoje, a festa de São Simão e São Judas, apóstolos. E o Evangelho nos recorda que Jesus passou a noite inteira em oração. Ou seja, antes das grandes decisões, Jesus sempre se colocava em diálogo com o Pai do céu.
Em oração, Jesus nos mostra como discernir

Toda decisão acertada deve ter em vista primeiro a oração, a escuta, o discernimento daquilo que Deus pede a nosso respeito. Não foi diferente com a escolha dos apóstolos que nós estamos celebrando neste dia. Antes de escolher os apóstolos, Jesus reza durante toda a noite.

Não foi pouca a oração: durante toda a noite. Isso nos ensina que as decisões mais importantes da nossa vida nascem não da pressa, mas da intimidade com o coração de Deus. Como está a sua caminhada? Como está o seu coração? Seu coração está muito acelerado? A sua vida está muito acelerada? Você tem parado para escutar Deus? Tem parado para rezar? Tem parado para ler a Palavra que ajuda a discernir o que é melhor para a sua vida segundo Deus?
Superando o imediatismo para sermos docéis

No contexto de vida onde tudo precisa ser imediato, tudo é para agora, tudo é para ontem. Cristo revela o valor do discernimento. Deus não chama pessoas perfeitas. Os apóstolos não eram perfeitos. Estes que celebramos hoje também não eram perfeitos, mas eram homens disponíveis para serem transformados pela graça de Deus. Aquela graça que se antecipa, aquela graça que nos precede, que precede a toda iniciativa nossa, que precede até mesmo a nossa conversão.

Continuamente, o Senhor nos faz este convite: “Colabore com a minha obra”. Os apóstolos colaboraram. Nós também podemos colaborar. Quanto mais profunda for a nossa vida de oração, mais serena e fecunda será a nossa escolha e qualquer tipo de discernimento.

Sobre você desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edson Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


A família como primeira escola de evangelização: berço da fé

A vocação de ser catequista no próprio lar

Num mundo onde o paganismo tem crescido, precisamos refletir sobre o papel da família na Igreja, na sociedade e no ambiente que esteja inserida. Sabemos que, muitas vezes, a vida um é círculo vicioso e virtuoso. E, dependendo da evangelização dos pais, a qualidade de informações para os filhos pode ser melhor e mais frutífera. Para tal, começaremos enfatizando o matrimônio, ou seja, os casais que entendem a importância de viverem esse sacramento, que buscam santificar um ao outro para, juntos, encontrarem a salvação; além de construírem o relacionamento sobre bases sólidas, vivenciadas no modelo cristão.

Foto ilustrativa: kali9 by Getty Images

O casal é o pilar que dará sustentabilidade à família que educarão juntos. Quando entende que tem a missão de anunciar a Palavra de Deus até os confins da terra, entende que essa difusão começa para quem está ao seu lado. Casais que valorizam a fidelidade, igualdade e respeito mútuo pautado nos valores cristãos, proclamam, para quem está ao seu redor, uma evangelização silenciosa, porém eficaz.
Descobrir o papel da família é essencial para a construção de uma sociedade mais justa, respeitosa e amorosa

O casal que aplica as verdades do evangelho em sua família; na educação, exemplifica os valores religiosos, sociais e morais. A família que se constrói é baseada na importância do matrimônio e do seu papel na procriação, mas acima de tudo, no papel de catequista que os pais devem exercer para ensinarem as verdades das escrituras, cumprindo a vocação de pais cristãos. A família ao mesmo tempo que é evangelizada, é evangelizadora, porque, com a mudança dos tempos, novas formas de comunicar a verdade perene tornam-se necessárias. Os esforços dos pais precisam ser maiores, porque o modelo educacional está gerando filhos questionadores, submetidos a uma sociedade laica.

Torna-se necessária uma iniciação cristã desde o ventre materno, onde possam receber a fé e o anuncio da salvação dentro do próprio lar. Para isso, os pais precisam ser exemplos de fé do Deus vivo e generoso que querem transmitir, porque, caso não haja coerência entre fala e ação, o efeito pode ser desastroso. Quando a família tem consciência de que vive num mundo o qual divulga valores anticristãos, mas tem consciência de que precisa evangelizar os seus membros e imitar a família de Nazaré, consegue fazer os filhos crescerem em sabedoria e graça. Essa família catequizada pode evangelizar o mundo só com o seu exemplo, além desses filhos saberem enfrentarem os ensinamentos da escola e do mundo que vão contra as suas crenças, obtendo um educação de forma progressiva até atingir a maturidade cristã.

Intimidade com a Palavra de Deus
Só se pode falar daquilo ou de quem se conhece, portanto, o casal precisa ter um encontro com o Senhor, para poder anunciar- Lo não só à família, mas também à sociedade. É preciso formar pessoas nas Sagradas Escrituras, para que possam conhecer e transmitir o modo de ser cristão. Aprender quais são as exigências que precisam ser cumpridas com amor, pois, não servimos a um senhor autoritário, e sim a um Deus que só quer realizar o Seu plano de amor na vida de cada um.

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No interior de uma família que tem a consciência dessa missão, todos os seus membros evangelizam e são evangelizados. Assim sendo, a família cristã é a primeira comunidade chamada a anunciar o Evangelho à pessoa humana em crescimento e levá-la, por meio de uma catequese e educação progressiva, à plenitude da maturidade humana e cristã. O futuro da humanidade encontra-se no seio familiar a qual educa cidadãos integralmente ou desintegrados. É aqui que as crianças deveriam aprender a viver a fé.

Imitar a Sagrada Família
A família cristã procura imitar a família de Nazaré, para crescer em sabedoria e graça de Deus (cf. Lc 2, 40); fortalecer a fé, a esperança e o amor; criar espaço para a oração e o diálogo; além da fraternidade acontecer a fim de que a dignidade de todos sejam respeitada. Aqui se aprende a fazer uma sociedade melhor, pois nenhum país pode pensar em melhorar o seu índice de qualidade, se não repensar sobre a educação de seus futuros cidadãos.

Portanto, esse texto busca mostrar a importância dos esposos evangelizarem um ao outro, como consequência terão condições de evangelizar os seus filhos. E, famílias maduras na fé podem a transmitir àqueles que estão ao seu redor, criando grupos com ardor missionários em busca de novos métodos que possam transformar a transmissão da fé, justamente numa sociedade que, ao longo de tempo, foi desidratada nesse dom. Sabemos que não é fácil, mas é preciso lutar contra a maré, pois, a primeira missão de uma lar cristão é transmitir a fé para os seus e, juntos, transmitirem para o mundo.

Equipe Formação Canção Nova

São Judas Tadeu

Judas, apóstolo que celebramos hoje, era natural de Caná da Galiléia, na Palestina. O seu pai, Alfeu, era irmão de São José; a mãe, Maria Cléofas, prima irmã de Maria Santíssima. Portanto, Judas era primo irmão de Jesus e irmão de Tiago, chamado o Menor, também discípulo de Jesus.

No evangelho de Mateus, vemos que Judas Tadeu foi escolhido por Jesus. Na ceia, Judas Tadeu perguntou a Jesus: "Mestre, por que razão deves manifestar-te a nós e não ao mundo?" Jesus lhe respondeu que a verdadeira manifestação de Deus está reservada para aqueles que o amam e guardam a sua palavra. Também faz parte do Novo Testamento a pequena Carta de São Judas, a qual traz os fundamentos para perseverar no amor de Jesus e adverte contra os falsos mestres.

Após ter recebido o dom do Espírito Santo, Judas Tadeu iniciou sua pregação na Galiléia. Depois foi para a Samaria e próximo do ano 50, tomou parte no primeiro Concílio, em Jerusalém. Em seguida, continuou a evangelizar na Mesopotâmia, Síria, Armênia e Pérsia, onde encontrou Simão, e passaram a viajar juntos.

O apóstolo Judas Tadeu se tornou um mártir da fé. Os sacerdotes pagãos furiosos mandaram assassinar o apóstolo, a golpes de bastões, lanças e machados. Tudo teria acontecido no dia 28 de outubro de 70. Sua imagem traz até hoje a palavra de Deus e um machadinho, símbolo de seu martírio.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão:

São Bernardo de Claraval assegura que “entre os devotos de S. Judas, poucos há que não tenham recebido provas especiais da sua assistência nas doenças, nos assuntos mais difíceis e mesmo no desespero, nos temores, nos desgostos, nas calúnias, na pobreza, na miséria, e nas ocasiões em que toda a esperança humana parecia perdida”. É invocado como o santo dos desesperados e aflitos, das causas sem solução ou perdidas.

Oração:

Senhor Jesus, Tu escolheste S. Judas entre os teus Apóstolos e fizeste dele, para o nosso tempo, o Apóstolo das causas desesperadas. Agradeço-Te por todos os benefícios que me concedeste por sua intercessão e peço-Te que me concedas a Tua graça nesta vida para que possa participar um dia, na Tua glória, na alegria eterna. Amém.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Comissão Especial de Bioética da CNBB promove 2º Encontro Nacional de Hospitais Católicos


Estão abertas as inscrições para o 2º Encontro Nacional de Hospitais Católicos, promovido pela Comissão Especial de Bioética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o apoio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, da Associação Brasileira de Médicos Católicos, da Associação Lar de São Francisco de Assis da Providência de Deus e do Hospital Santa Marcelina.

O objetivo do evento é discutir sobre os principais desafios bioéticos à luz da Encíclica Magnífica Humanitas, refletir sobre a missão, identidade e vocação das instituições hospitalares católicas na realidade atual e incentivar a criação de comitês de bioética nos hospitais católicos, como espaços de diálogo e discernimento ético para a promoção e defesa da dignidade humana.

O encontro é voltado para gestores e mantenedoras de hospitais católicos e representantes de outras instituições hospitalares. O bispo auxiliar de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Especial de Bioética da CNBB, dom Reginei José Modolo, convida também bispos, padres e religiosos e religiosas que são corresponsáveis pela gestão dos hospitais católicos do país para o evento.

“Juntos podemos propor caminhos para que a promoção e a defesa da vida seja efetiva e consiga atingir uma maior quantidade de profissionais e entidades”, disse dom Reginei.

Sobre o encontro
A programação contará com partilhas e testemunhos de hospitais de várias partes do país, além de palestras e debates em grupo. Carisma e espiritualidade, a bioética na relação entre pessoas e hospitais, cuidados paliativos, comissões de bioética hospitalares, atendimento a comunidades ribeirinhas e cuidar dos que cuidam são alguns dos temas propostos.

Com informações do Portal Vida e Família


Viagem confirmada. Papa: estou feliz de voltar para a América Latina


Leão XIV: é o “continente no qual vivi tantos momentos da minha vida. Que esta viagem seja uma oportunidade para abrirmos nossos corações uns aos outros, fortalecermos nossa comunhão como irmãos e irmãs e renovarmos nosso compromisso de anunciar o Evangelho com alegria!”. Os médicos confirmam a boa recuperação pós-operatória: não há contraindicações.

Vatican News

“Duas semanas após a cirurgia à qual o Papa Leão XIV foi submetido, a Sala de Imprensa da Santa Sé confirma que a recuperação do Santo Padre prossegue, em linha com as avaliações favoráveis comunicadas pela equipe médica que o acompanha. Como já informado, a cirurgia foi realizada com sucesso e sem complicações. Os exames médicos posteriores confirmaram que a doença estava localizada e que não são necessários outros tratamentos oncológicos.” É o que informa um comunicado da Sala de Imprensa vaticana publicado nesta segunda-feira, 26 de outubro.

A recuperação pós-operatória
“Desde seu retorno ao Vaticano”, lê-se no texto, o Pontífice “retomou gradualmente suas atividades, adaptando a programação diária de acordo com os médicos, a fim de dar prioridade à recuperação pós-operatória, ao mesmo tempo em que continua a cumprir as responsabilidades de seu ministério. Manteve importantes compromissos e atividades públicas, prestando atenção às exigências de cada dia e reservando momentos adequados de repouso”.

A gratidão de Leão XIV
O Papa, informa a Sala de Imprensa, “expressa profunda gratidão pelas orações e pelo carinho recebidos de todas as partes do mundo, bem como pelos atenciosos cuidados dos profissionais de saúde que o acompanharam durante a convalescença”.

Nenhuma contraindicação constatada
O doutor Luigi Carbone, médico pessoal do Papa Leão XIV, e o cirurgião que o operou no último dia 13 de outubro, no Hospital Policlínico Gemelli, confirmam que a recuperação pós-operatória do Pontífice “continua avançando e os últimos exames médicos confirmam seu bom estado de saúde e as condições clínicas favoráveis. Diante do quadro clínico atual e dos exames laboratoriais e instrumentais realizados, não foram constatadas contraindicações que impeçam a realização da próxima Viagem Apostólica à América Latina, conforme programado. O Papa segue as recomendações médicas com rigor e atenção, e com profunda determinação de continuar a servir a Igreja”.

A confirmação da viagem
Nesse sentido, a Sala de Imprensa da Santa Sé “confirma que a Viagem Apostólica do Papa Leão XIV ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, prevista de 6 a 17 de novembro de 2026, será realizada de acordo com o programa anteriormente publicado”.



A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou os detalhes da longa "peregrinação" que o Papa fará de 6 a 17 de novembro próximo, visitando Uruguai, Argentina e Peru, na viagem apostólica ...

Fortalecer a comunhão com as Igrejas locais
O Bispo de Roma, prossegue o texto, “aguarda com grande alegria e entusiasmo esta viagem, que oferecerá a oportunidade de fortalecer os laços de comunhão com as Igrejas locais, encorajar os fiéis em sua missão e levar uma mensagem de fé, esperança e paz aos povos do Uruguai, da Argentina e do Peru, encontrar a fé desses povos e partilhar a esperança e a paz que Cristo traz ao nosso mundo”.

A alegria do Pontífice
O comunicado conclui com uma declaração do Papa: “Estou feliz por poder voltar ao continente no qual vivi tantos momentos da minha vida. Que esta viagem seja uma oportunidade para abrirmos nossos corações uns aos outros, fortalecermos nossa comunhão como irmãos e irmãs e renovarmos nosso compromisso de anunciar o Evangelho com alegria!”.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 13,18-21)

ANO "A" DIA: 27.10.2026
30ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18 Jesus dizia: "A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19 Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos". 20 Jesus disse ainda: "Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21 Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O reino cresce como o grão de mostarda"

Cresce a graça divina em nós
“O Reino de Deus é como um grão de mostarda”. (Lucas 13,18-21)

Vivemos pelo extraordinário, e o Evangelho vem e nos diz que o Reino dos Céus é como um grão de mostarda, aparentemente insignificante, mas Deus continua preferindo o caminho da pequenez.

Crescer no silêncio e na simplicidade
As realidades divinas sempre começam aparentemente pequenas, mas depois se expandem naturalmente, crescem. O Reino dos Céus quase sempre começa de maneira discreta. Uma oração que fazemos com sinceridade é uma oração discreta.

Um perdão concedido que ninguém nem sabe, ninguém percebe, uma decisão silenciosa de recomeçar. Enquanto você escuta a Palavra de Deus, o seu coração decide “Eu vou recomeçar”, o Reino de Deus começa a crescer no seu interior.

Deus enxerga os frutos
O Reino de Deus começa pequeno e cresce, se expande. Aos olhos do mundo, isso parece pouco, mas Deus vê sementes onde nós enxergamos apenas gestos comuns. E a vida espiritual amadurece lentamente, como uma árvore que cresce. Quando ela cresce, ela não faz barulho.

Irmãos e irmãs, quem aprende a valorizar os pequenos começos, recomeços, descobre que a graça trabalha continuamente, e assim a graça de Deus trabalha em nós, mesmo quando tudo parece permanecer igual. Na verdade, parece que permanece igual, mas não. Se você se abriu, a graça de Deus está agindo em sua vida.

Sobre você desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova