terça-feira, 13 de outubro de 2026

Animados pela Palavra de Deus, Bispos do Brasil conduzem novena de Nossa Senhora Aparecida no Santuário Nacional



A Novena e Festa de Nossa Senhora Aparecida no Santuário Nacional tem recebido, a cada noite, um bispo para conduzir as reflexões que meditam textos bíblicos e documentos do magistério da Igreja. A partir do tema “Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a Palavra”, a proposta do Santuário neste ano foi destacar a Palavra de Deus e convidar os devotos a aprofundarem a relação com a Sagrada Escritura.

Maria revestida da Palavra de Deus

No primeiro dia de novena, o bispo emérito de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ), dom Francisco Biasin, conduziu a celebração com o tema “Com Maria, em comunidade, conhecer e praticar a Palavra”. No início de sua reflexão, o prelado manifestou palavras de consolo ao lembrar das alegrias e dificuldades enfrentadas pelas famílias dos devotos, lembrando que Maria também experimentou essas alegrias e dificuldades. Dom Biasin destacou que Deus conduz os seus filhos, convidando à abertura a Deus, na escuta e vivência de sua Palavra.

“Caminhamos na vida certos de que o Senhor conduz o nosso caminho pessoal e eclesial, e que é necessário deixarmo-nos conduzir por Ele sempre, sobretudo na escuta e na vivência da Palavra”.

Sobre Maria, dom Francisco Biasin destacou sua relação com as Sagrada Escrituras.

“Podemos afirmar que Maria falava com a Palavra de Deus, se expressava com frases da Bíblia. O dicionário dela era o dicionário dos profetas e dos simples de Israel. Ela era toda revestida da Palavra de Deus”.

O exemplo de cuidado
No segundo dia de novena, dom Rogério Augusto das Neves, bispo auxiliar de São Paulo (SP), meditou sobre a relação entre o discipulado de Maria e o cuidado para com os irmãos e a Casa Comum.

“Maria, nós podemos dizer que ela é discípula perfeita, porque traz em si as duas condições – discípula de Jesus e mãe de Jesus ao mesmo tempo. O Papa Francisco disse que a Casa Comum tem conosco uma dupla relação: por um lado é nossa irmã, como São Francisco a chamou, por outro lado, dependemos tanto dela, que também temos com ela uma relação de filhos”.


Dom Rogério falou do exemplo de Maria no cuidado: “Cuidamos da vida de cada um e da casa comum com Maria porque com ela que nós aprendemos a cuidar”, afirmou, citando a solicitude no cuidado de Isabel, o pedido a Jesus nas Bodas de Caná e a solicitude da Igreja nascente narrada nos Atos dos Apóstolos.

Maria testemunha da paz
No terceiro dia de novena, o convite foi a “olhar para Maria a partir desse tripé: paz, união, reconciliação”. O bispo de Petrolina (PE), dom Antônio Carlos Santos Cruz, recordou as motivações dos Papas para pedirmos e promovermos a paz, meditando especialmente a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial da Paz de 2026, quando falou de uma paz “desarmada e desarmante”.

“Com Maria, queremos construir uma unidade. E um dos elementos para construir essa unidade é aquilo que o Papa chama de uma paz desarmada”.

Dom Antônio exortou que amar a paz “é também amar aqueles que são contra a paz, porque não se vence aqueles que são contra a paz fazendo guerra”.



Ele citou ainda o papel das religiões na construção da paz:
“Se as nossas religiões não forem instrumento da paz, nós vamos fazer guerras santas. E as guerras santas são terríveis, porque nós cometemos as maiores atrocidades e dizemos que é vontade de Deus e voltamos sem drama de consciências para casa. A guerra nunca é santa. Santa é paz”.

Citando São Paulo, dom Antônio convidou a confiar no amor de Deus, não temer, e, a partir dessa “experiência do amor de Cristo que nós encontraremos forças para construir a paz e a unidade”. Nesse sentido, “Maria é a grande testemunha de quem foi capaz de viver essa paz de Jesus”.

Aprender sobre o discipulado com Maria

No quarto dia de novena, o bispo de Guarapuava (PR), dom Amilton Manoel da Silva, meditou sobre os ensinamentos de Maria sobre discipulado. Pela proximidade dela com Seu filho, ela também nos aproxima de Jesus para não tirarmos o olhar Dele, que vai à nossa frente.

“Nós vamos aprendendo, também olhando para Maria, o jeito de segui-lo, de amá-lo e o jeito de servi-lo. Isto é discipulado”.


Dom Amilton recordou a exortação do Papa Bento XVI na abertura da Conferência de Aparecida, em 2007: “Permanecei na escola de Maria aqui a partir deste altar. Aprender com ela a conduzir e a direcionar as nossas vidas para Jesus”.

Terço e Bíblia na mão e no coração
O bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, dom Vilsom Basso, presidiu a celebração do 5º dia de novena da Padroeira. Ele convidou a todos estarem juntos com Maria e levar “o terço e a Bíblia na mão e no coração”.

Meditando o texto do capítulo 4 dos Atos dos Apóstolos, que apresenta as primeiras comunidades, dom Vilsom recordou sua infância, no interior do Rio Grande do Sul, quando a família rezava o terço todas as noites, e em todos os dias da semana haviam as atividades de oração, meditação, estudo da Bíblia e da Doutrina, além de um testemunho de vida comunitária.


Dom Vilsom recordou e motivou práticas como os Círculos Bíblicos, a partilha da vida e dos dons, o ensinamento dos fundamentos da fé para as novas gerações para assim promover o discipulado e “guardar no coração a Palavra, como Maria o fez”.

Dom Vilsom recordou a pesquisa nacional com a juventude, a qual revela “a importância da missão, da evangelização, da criação de comunidades, de ter grupos de jovens, de famílias, círculos bíblicos, espaços onde se possa oferecer a iniciação à vida cristã, lugares e opções onde as pessoas possam se congregar, se reunir, se encontrar, partilhar sua vida, serem escutados, receberem os valores cristãos e reconhecerem a importância da oração, do terço, da bíblia, da Palavra de Deus”.

A fé se faz no caminho
No 6º dia de novena, dom Rubival Cabral Britto, bispo de Bom Jesus da Lapa (BA), iniciou motivando os devotos a olharem para o altar da Rainha e padroeira do Brasil com a certeza de que não caminhamos sozinhos. “A mãe nos acompanha, cuida de cada um de nós e nos apresenta ao seu filho, o Bom Jesus”.


Ao refletir sobre o trecho do Evangelho de Lucas sobre a ida da Sagrada Família à Jerusalém, quando o Menino Jesus é perdido e reencontrado, dom Rubival meditou sobre a piedade popular. O bispo citou a tradição anual de subir até a cidade como a “pura expressão da piedade popular naquela época”.

“A sagrada família de Nazaré caminha com o povo no meio da caravana, cantando os salmos, partilhando as dores e as alegrias da caminhada. Maria e José nos ensinam que a nossa fé se faz no caminho, no meio do povo, na beleza, na grandeza das nossas tradições, das nossas novenas, dos benditos, dos reizados, onde a fé se ilumina com a Palavra Sagrada”, refletiu.

A novena da Padroeira segue neste final de semana, culminando com a festa no dia 12 de outubro. Confira a programação.

Fotos: Thiago Leon/Santuário Nacional de Aparecida


Papa Leão será internado na terça-feira, 13 de outubro


Um dia antes da internação, o Papa Leão cumpriu regularmente sua agenda no Vaticano. Sofreram modificações os compromissos previstos por ocasião do encontro sobre os 10 anos da Exortação Apostólica "Amoris laetitia".

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, confirmou que o Papa Leão será internado terça-feira, 13 de outubro, no final da manhã, para se submeter a uma operação para a retirada de um nódulo no pulmão.

A notícia da internação foi dada ontem pelo próprio Pontífice, ao final da oração mariana do Angelus. É previsto que o Santo Padre permaneça cerca de uma semana na Policlínica Gemelli, de Roma. Ainda de acordo com Bruni, o nódulo foi descoberto durante exames de rotina.

Ao final do Angelus, Leão XIV anunciou aos fiéis que deverá passar por uma intervenção médica para retirar um nódulo “circunscrito no pulmão”, identificado “em uma fase muito 

Agenda do Santo Padre
Um dia antes da internação, o Papa Leão cumpriu regularmente sua agenda no Vaticano.

O Pontífice recebeu em sua série de audiências o Núncio Apostólico na Suíça, no Principado de Liechtenstein e no Principado de Mônaco, Dom Martin Krebs; o Presidente da Caritas Internationalis, Cardeal Tarcisio Isao Kikuchi, acompanhado do Secretário-Geral, Dr. Alistair Dutton; o Arcebispo de San Juan de Cuyo (Argentina), Dom Jorge Eduardo Lozano; o Núncio Apostólico na Nigéria e Representante Permanente da Santa Sé junto à Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental, Dom Michael Francis Crotty; o Arcebispo Ordinário Militar dos Estados Unidos, Dom Timothy Broglio; o Presidente da Conferência Episcopal da Nicarágua, Dom Carlos Enrique Herrera Gutiérrez. A manhã se concluiu com uma audiência concedida aos membros do Círculo São Pedro.

Já os compromissos previstos por ocasião do encontro sobre os 10 anos da Exortação Apostólica "Amoris laetitia" sofreram modificações. O Santo Padre não participará do evento esta tarde, 12 de outubro, nem presidirá à Santa Missa de encerramento marcada para a quarta-feira, 14 de outubro.

A celebração eucarística será presidida pelo decano do Colégio Cardinalício, Card. Luis Antonio G. Tagle, com transmissão ao vivo do Vatican News a partir das 10h locais e comentários em português.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 11,37-41)

ANO "A" - DIA: 13.10.2026
28ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 37 enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. 38 O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tivesse lavado as mãos antes da refeição. 39 O Senhor disse ao fariseu: "Vós fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. 40 Insensatos! Aquele que fez o exterior não fez também o interior? 41 Antes, dai esmola do que vós possuís e tudo ficará puro para vós".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O interior do coração purificado por Cristo"

O interior do homem deve ser habitado por Deus
Naquele tempo, enquanto Jesus falava, um fariseu convidou-o para jantar com ele. Jesus entrou e pôs-se à mesa. O fariseu ficou admirado ao ver que Jesus não tinha lavado as mãos antes da refeição. O Senhor disse ao fariseu: “Vós, fariseus, limpais o copo e o prato por fora, mas o vosso interior está cheio de roubos e maldades. Insensatos!”. (Lucas 11,37-41)

Palavrinhas duras, fortes, mas que nos levam à reflexão. Jesus reflete sobre um binômio: exothe, esothen, exterior e interior.

O exterior e os preceitos
São as duas realidades que aparecem aqui no Evangelho de hoje. A motivação foi o espanto, não é? Thaumazo, uma admiração surpreendente, diz o texto, por parte do fariseu que convidou Jesus para um jantar e vê que Jesus não fez a ablução das mãos, não lavou as mãos. A ablução das mãos entrava num daqueles 613 preceitos derivados da Torá, que os fariseus observavam rigorosamente. Não bastassem os 10 mandamentos, os fariseus tinham, como tradição, 613 preceitos a serem observados.

O excesso de regras
Curiosidade: 248 desses preceitos eram positivos, ou seja, “faça isso”, “faça aquilo”. E existia também uma alusão, uma interpretação: 248 era o número dos ossos do corpo humano, ou seja, você, com todo o seu corpo, obedeça a Deus. Depois, 365 preceitos eram negativos: “não faça isso”, “não faça aquilo”. Uma alusão aos dias do ano, 365 dias, cada um deveria rigorosamente mostrar o seu amor a Deus observando tudo isso. Muito bem a nível exterior, exótico, mas faltava o interior.

No interior cultivar a presença de Deus
E Jesus chama estes fariseus de afron, quer dizer, sem razão, sem sentido, estúpidos, incapazes de refletir. Jesus é muito sincero, porque se coloca a atenção no exterior, mas esquece-se de cultivar a interioridade, o coração onde Deus habita. Por isso, se o nosso coração pertence a Deus e é de Deus, o nosso exterior vai manifestar esta presença do Senhor. Por isso, mais do que preocupar-nos com a exterioridade, vamos nos preocupar com a interioridade.

Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


Herdeiros da graça: o chamado para uma vida plena em Deus

Vida no Espírito

Um herdeiro é aquele que tem direito a receber bens, sejam eles materiais ou espirituais. E nós, filhos de Deus, somos chamados a herdar tudo o que o Próprio Deus nos preparou. O Senhor deseja derramar sobre nós as Suas bênçãos sem medida.

No entanto, a nossa tendência ao pecado, muitas vezes, conduz-nos à morte espiritual como se estivéssemos com os olhos vendados e incapazes de distinguir o que é do Espírito e o que é da carne. Por isso, somos convidados a deixar para trás o “homem velho” e a assumir, com liberdade e responsabilidade, a escolha que moldará toda a nossa existência, ou seja, a decisão por Deus, que exige de nós conversão constante.

Foto Ilustrativa: MarioGuti by Getty Images

Já estamos em alto-mar: cabe-nos seguir em frente, mesmo quando as exigências aumentam. Se observarmos bem, sabemos que nem somos dignos de tamanho investimento divino e que Ele vai continuar, dia a dia, a nos convocar a sermos mais d’Ele e por Ele.

A vida se cumpre na missão
Reconheçamos a Sua providência em nossa vida e peçamos insistentemente: “Vem, Espírito Santo, santifica-nos!”. É hora de perceber e aceitar nossos erros, meditar constantemente, viver o exercício diário da gratidão e buscar a santidade nas coisas ordinárias. O caminho, muitas vezes, é silencioso e solitário, mas nunca deixa de ser fecundo, e que estamos aqui para deixar um legado, começando por uma profunda transformação interior.

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A vida se cumpre na missão, e só nos tornamos quem devemos ser à medida em que nos sacrificamos, morremos para nossos gostos e apetites, e buscamos fazer a vontade de Deus.

Às vezes, esse “sim” é dito nas coisas mais simples: quando acordamos mais cedo para rezar, quando estendemos a mão a quem precisa, quando perdoamos, ainda que com o coração ferido; quando resistimos à tentação de responder com impaciência e escolhemos o silêncio; quando priorizamos a Santa Missa do domingo, deixando em segundo plano todas as outras ofertas de lazer.

Mas também é verdade que, no dia a dia, recusamos o chamado quando agimos com indiferença; quando preferimos falar mal de alguém, quando escolhemos o conforto em vez do serviço; quando deixamos de rezar porque “não sobrou tempo”, quando a nossa resposta é o adiamento constante: “amanhã eu mudo, amanhã eu começo, amanhã eu perdoo”.

A cada novo dia, somos chamados a dar um passo a mais, conscientes de que cada conquista abre uma nova etapa que só se encerrará no dia de nossa morte. Até lá, permanecemos como uma obra em construção, uma tarefa inacabada. Essa jornada se opõe frontalmente às nossas tendências ao pecado, às prisões interiores do orgulho e do preconceito. É um contraste constante entre vícios e virtudes.

Santo Agostinho também hesitou em dar o grande passo. Procurou em lugares e pessoas aquilo que só poderia encontrar em Deus. Demorou, como nós tantas vezes demoramos, e sabia que havia resistido ao chamado e perguntava-se: “Por quanto tempo direi amanhã?”.

Deus nos dá a liberdade: cabe a nós decidir
Toda jornada espiritual costuma começar com uma recusa. Isso revela o quanto o caminho é exigente, desafiador e, ao mesmo tempo, transformador. É uma virada de página que exige luta, coragem e virtude que, no seu sentido original, é força e virilidade espiritual. Dizer “sim” aos chamados de Deus nunca é algo banal.

À medida que dizemos “sim” nas pequenas coisas, somos preparados para dizer “sim” nas grandes. Essa recusa inicial pode ser trágica, levando à perda eterna, ou pode ser apenas o primeiro passo antes de um “sim” generoso e definitivo. No fim, Deus nos dá a liberdade: cabe a nós decidir se responderemos ou não ao Seu chamado.



São Carlo Acutis


Carlo Acutis nasceu em 3 de maio de 1991, em Londres, Inglaterra, mas cresceu na Itália, onde sua família se estabeleceu. Desde muito jovem, Carlo demonstrava grande interesse pela tecnologia, sendo autodidata em programação e design de sites.

Sua paixão pelo mundo digital, entretanto, não se sobrepunha à sua profunda fé católica. Desde a infância, Carlo tinha uma forte devoção à Eucaristia, que considerava seu “caminho para o céu”. A simplicidade e a profundidade de sua espiritualidade conquistaram a admiração de todos ao seu redor.

Aos sete anos, Carlo fez a sua primeira comunhão e, desde então, não deixou de participar diariamente da missa, sempre que possível. Além disso, dedicava-se ao sacramento da confissão semanalmente, buscando sempre estar em comunhão com Deus. A sua vida era marcada por uma intensa prática de caridade, ajudando os mais necessitados, tanto material quanto espiritualmente.

Em meio à sua vivência cristã, Carlo encontrou na internet uma forma de evangelização. Ele criou um site em que documentou os milagres eucarísticos ao redor do mundo, destacando a importância da presença real de Cristo na Eucaristia. Com isso, queria compartilhar sua fé com o mundo e mostrar como a tecnologia poderia ser uma ferramenta a serviço do Evangelho.

Infelizmente, aos 15 anos, Carlo foi diagnosticado com uma leucemia fulminante. Durante o tratamento, ofereceu seus sofrimentos pela Igreja e pelo Papa, demonstrando uma profunda aceitação da vontade de Deus. Ele faleceu em 12 de outubro de 2006, em Monza, Itália. Sua vida, breve, mas repleta de testemunho cristão, inspirou milhares de pessoas.

Carlo foi beatificado em 10 de outubro de 2020, pelo Papa Francisco, e canonizado em 07 de setembro de 2025, pelo Papa Leão XIV, tornando-se um exemplo contemporâneo de santidade jovem e próxima das realidades tecnológicas do mundo moderno.

Em 2026, durante a 62.ª Assembleia Geral da CNBB, o episcopado brasileiro aprovou a mudança da memória litúrgica de São Carlo Acutis no Brasil para o dia 13 de outubro, devido à precedência litúrgica da Solenidade de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, no dia 12.

Reflexão:

A espiritualidade de Carlo Acutis era centrada na Eucaristia. Ele costumava dizer que “a Eucaristia é a minha estrada para o céu”, evidenciando sua profunda fé na presença real de Cristo nesse sacramento. Além disso, ele tinha uma forte devoção à Virgem Maria, rezando o terço diariamente e incentivando outras pessoas a fazerem o mesmo. Para Carlo, a oração e os sacramentos eram o alicerce de uma vida cristã autêntica, enraizada no amor a Deus e ao próximo. Carlo também acreditava que a santidade era um caminho acessível a todos, e não algo reservado a uma minoria. Ele dizia que “todos nascem como originais, mas muitos morrem como cópias”, chamando atenção para a necessidade de cada pessoa buscar viver a sua fé de maneira pessoal e autêntica. Sua vida espiritual era simples e direta, com um foco claro no essencial: amor a Deus e serviço aos outros.

Oração:

Ó, Pai, que nos deste um ardente testemunho do jovem Carlo Acutis, que fez da Eucaristia o centro da sua vida e a força da sua entrega cotidiana, concedei-me a graça que tanto necessito (pedido), à imitação dele, para que também eu possa colocar Cristo no centro da minha vida. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

CNBB apresenta orientações pastorais no Fórum, em Brasília (DF), de presidentes e gestores ligados à ANEC


O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participou do Fórum de Presidentes e Gestores de Mantenedoras da Associação Nacional das Escolas Católicas (ANEC) realizado de 6 a 7 de outubro, no hotel Royal Tulip Brasília, em Brasília (DF).

O evento teve como tema “Magnifica Humanitas: Protagonismo Humano nas Instituições Católicas na Era Digital” e reuniu lideranças da educação católica para refletir sobre a centralidade da pessoa humana diante das transformações tecnológicas, culturais e sociais contemporâneas.

O secretário-geral da CNBB foi conferencista no momento da programação intitulado: “Diálogo entre a CNBB, Conferência dos Religiosos do Brasil e ANEC”. Também foram conferencistas o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, a presidente da CRB, irmã Maria do Disterro Rocha Santos, a diretora-presidente e o diretor segundo presidente da ANEC, irmã Iraní Rupolo e padre Charles Lamartine e o assessor jurídico da CNBB, Hugo José Sarubbi Cysneiros de Oliveira.

O secretário-geral da CNBB ressaltou o importante caminho de comunhão em espírito sinodal das instituições de educação católicas na missão evangelizadora da Igreja no Brasil.

Orientações às escolas católicas
De acordo com o padre Júlio Cezar Rezende, na programação do Fórum, coube à CNBB apresentar as reflexões acumuladas no âmbito da Comissão para a Cultura e a Educação com foco no processo de elaboração do “Orientações Pastorais e Normas Gerais para as Escolas Católicas no Brasil”.

O texto busca dar fundamentos, a partir do magistério da Igreja, sobre a identidade da escola católica além de normatizar os processos de solicitação de titularidade de católica para uma escola.

O subsecretário geral da CNBB, padre Leandro Megeto, também participou do encontro.

Por Willian Bonfim com fotos da Assessoria de Comunicação da ANEC.




Papa: que Nossa Senhora Aparecida proteja sempre os brasileiros


A Igreja no Brasil celebra a solenidade de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país, na próxima segunda-feira, 12 de outubro. Leão XIV, assim, aproveitou a saudação aos peregrinos de língua portuguesa para saudar o povo brasileiro: "confio todos vocês e as suas famílias à sua intercessão maternal. Que Nossa Senhora os proteja sempre! Deus os abençoe!".

Andressa Collet - Vatican News

“Uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, em especial aos grupos vindos do Brasil e de Portugal. Queridos irmãos e irmãs, na próxima segunda-feira, 12 de outubro, celebra-se Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Confio todos vocês e as suas famílias à sua intercessão maternal. Que Nossa Senhora os proteja sempre! Deus os abençoe!”

Os brasileiros presentes na Praça São Pedro nesta quarta-feira (07/10) (VATICAN MEDIA)


O Papa Leão XIV surpreendeu os brasileiros presentes na Praça São Pedro nesta quarta-feira, 7 de outubro, ao antecipar em cinco dias a data de comemoração à padroeira do Brasil. A saudação veio após a catequese da Audiência Geral sobre o quarto capítulo da Constituição Pastoral Gaudium et spes, que trata da missão da Igreja no mundo atual feita pelo testemunho da fé e da caridade, no empenho pela justiça, paz e fraternidade, quando o Pontífice saudou os vários grupos de peregrinos.

Entre as 32 mil pessoas, estavam os frades provenientes de Pato Branco/PR, Fr. Gabriel dell’Andrea e Fr. Augusto Gabriel, pela primeira vez participando da Audiência Geral com o Papa, no Vaticano. Para eles, um momento inesquecível e para "levar sempre no coração", depois de sempre "acompanhar, assistir e transmitir de longe, no Brasil, e agora estar pertindo do Papa", disse Fr. Augusto, ao acrescentar:

"Estar, então, neste momento, junto desta saudação do Papa para a nossa padroeira, a nossa mãe Maria também foi muito especial porque nos recorda desta devoção também, franciscana, que nós franciscanos nutrimos para com Maria e Nossa Senhora Aparecida é a nossa Mãe. Então, vir a Roma e receber também esta saudação do Papa, sem dúvida, nos convoca celebrarmos bem este dia no próximo dia 12."

Fr. Gabriel dell’Andrea, Fr. Augusto Gabriel e Marcos Souza ao visitar a Rádio Vaticano após a Audiência Geral

De Minas Gerais, de São Sebastião do Paraíso, estava a família Duarte na Praça São Pedro. A matriarca, Maria Aparecida, ficou muito emocionada com a menção do Papa à Padroeira do Brasil: "dá vontade até de chorar", disse ela. A filha Rosana, que atualmente mora na Alemanha, fez questão de reunir a família brasileira no Vaticano após 9 anos de imigração. O filho Ronaldo foi quem resumiu a comoção de todos na Praça e com a intercessão materna de Nossa Senhora Aparecida:

"A emoção é muito grande. Ter a oportunidade de estar conhecendo o Vaticano, o Papa, principalmente com a família, a minha mãe, que é muito devota. É uma emoção indescritível! Tive uma experiência de uma romaria em Nossa Senhora Aparecida, que por sinal, o Papa falou de Nossa Senhora, que é a nossa Padroeira; também uma experiência em visita, uma caminhada rumo à Santa Rita de Cássia; e essa terceira, não menos, mas muito, muito importante, tão boa quanto as duas, esta, estar em família e tendo a graça de presenciar a visita do Papa."

A família de Maria Aparecida Duarte escolheu o Vaticano para se reunir após 9 anos de imigração da filha para a Europa

A proximidade materna ao povo brasileiro
Nossa Senhora Aparecida sempre se fez presente como Mãe do povo brasileiro, desde que em outubro de 1717 os três pescadores encontraram aquela imagem no rio Paraíba do Sul. Além do corpo e da cabeça da pequena "Aparecida", veio o primeiro milagre da pesca abundante em sinal de proximidade materna ao povo pobre e simples do Brasil, modelo de fé e esperança.

Desde o achado da imagem, a devoção a Nossa Senhora Aparecida inspirou incontáveis peregrinações. Essa caminhada de fé levou multidões ao Santuário de Aparecida, que se tornou o principal destino de romarias no Brasil. A devoção popular ajudou a erguer o primeiro espaço dedicado à Virgem, em 1745, na então Aparecida do Norte, localizada no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Com o aumento de fiéis e o passar do tempo, o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida foi se tornando o que hoje é reconhecido como o maior centro de peregringação mariana do Brasil e um dos maiores do mundo. O local também já foi visitado oficialmente por João Paulo II (1980), Bento XIV (2007) e Francisco (2013).

Já o título de Padroeira do Brasil foi solenemente proclamado pelo Papa Pio XI, que declarou Nossa Senhora Aparecida como Rainha e Mãe da nação. Assim, todos os anos, milhões de devotos de todas as regiões do Brasil e do exterior vão à Aparecida em romarias, especialmente no mês de outubro, quando se celebra a festa da Padroeira. As peregrinações a pé, de bicicleta, a cavalo ou em caravanas são expressões da fé e do amor do povo brasileiro, que encontra na Mãe Aparecida consolo e esperança.

Mais de 30 mil pessoas participaram da Audiência Geral com o Papa Leão XIV (VATICAN MEDIA)

Novena e Festa da Padroeira de 2026
Entre as expressões mais fortes da piedade mariana no Brasil está a novena dedicada à Padroeira. Tradicionalmente, ela é rezada nos nove dias que antecedem sua festa, celebrada em 12 de outubro — portanto, de 3 a 11 de outubro. Nesta terça-feira (06/10), quarto dia de novena, dom Amilton Manoel, bispo de Guarapuava/PR, presidiu o momento de reflexão e indagou como estamos encarnando a Palavra de Cristo em nossas vidas.

Os devotos se reúnem em oração, meditando sobre aspectos da vida de Maria e pedindo sua intercessão junto de Deus. A Novena e a Festa da Padroeira é considerada, assim, uma das principais celebrações do calendário litúrgico do país, neste ano, com dom Mário Antonio como arcebispo de Aparecida. Durante esse período, o maior santuário mariano do mundo recebe peregrinos de diferentes regiões do Brasil para celebrar Nossa Senhora Aparecida. A programação inclui missas, atividades culturais, ações de solidariedade e outras iniciativas. A prática da novena é uma forma concreta de fortalecer a fé, renovar a esperança e crescer na confiança filial em sua proteção maternal.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 11,5-13)

ANO "A" - DIA: 08.10.2026
27ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Abri-nos, ó Senhor, o coração para ouvirmos a palavra de Jesus!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5 "Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: 'Amigo, empresta-me três pães, 6 porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer', 7 e se o outro responder lá de dentro: 'Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães'; 8 eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9 Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10 Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. 11 Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12 Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!"

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Insistência na oração diante do Pai"

Insistência na oração move o coração de Deus
O Evangelho de São Lucas vai nos ensinar sobre a oração do Pai-Nosso, e Jesus nos ensina o seguinte:

“Por isso eu vos digo: pedi, e vos será dado; procurai, e encontrareis; batei, e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, a porta será aberta”. (Lucas 11, 5-13)

O Evangelho que nós acabamos de escutar nos leva à compreensão do Pai-Nosso, que está dentro também de todo esse trecho que nós lemos. Eu frisei isso para que você possa ter a coragem de sempre bater à porta do coração do Pai, que nunca deixa de responder aos Seus filhos.

Insistência e perseverança de filho
Mas aqui isso precisa nos levar a algo importante: Deus deseja que seus filhos rezem com confiança, com insistência e com perseverança. Bater, a porta se abre; procurar, você vai encontrar. A oração do Pai-Nosso justamente nos leva a esta compreensão. Aqui está se revelando para nós que Deus é Pai, um Pai que nunca permanece indiferente ao clamor sincero de seus filhos. Por isso a insistência, por isso Jesus está dizendo: “Pedi e vos será dado”. Se eu tenho essa coragem de acreditar que eu tenho um Pai que ouve a minha oração, então eu vou insistir. A minha insistência deve me levar à perseverança.

O valor da perseverança na fé
Nós vemos também, dentro deste Evangelho, a parábola de um homem que vai à noite procurar algo para o seu amigo. E aquele homem estava dormindo e acorda por causa da insistência. O que nós devemos compreender dentro deste contexto? O valor da oração que é feita com perseverança e com insistência. Deus move o seu coração quando nós temos a coragem de rezar sem desanimar, rezar com perseverança.

Muitas vezes, nós nos desanimamos quando rezamos durante dias, meses, anos, e parece que Deus permanece em silêncio. Entretanto, o silêncio de Deus nunca é ausência. Enquanto esperamos, Deus está trabalhando em nosso coração. E Deus vai mudar as circunstâncias e vai mudar diante daquilo que é o nosso pedido e a oração que nós fazemos. Que o Senhor dê a nós a graça da confiança, da perseverança de sempre pedir e acreditar. Nunca desista.

Nós temos um Pai que nos ouve e que não é indiferente às nossas súplicas, aos nossos clamores.

Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova