quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Edições CNBB lança texto-base da Campanha da Fraternidade 2027 nesta quarta-feira, às 16h



A editora Edições CNBB lança, nesta quarta-feira, 4 de novembro, o texto-base da Campanha da Fraternidade 2027, com o tema “Fraternidade e o Cuidado das Crianças”. O material será oferecido com as principais reflexões que vão nortear ações e iniciativas a partir do tempo quaresmal do próximo ano.

O lançamento será realizado durante uma live especial, transmitida nos canais da CNBB e da Edições CNBB no Youtube. O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, conduzirá o evento on-line.

A CF de 2027 convidará comunidades, pastorais e grupos a promoverem um caminho de conversão cristã para a corresponsabilidade no cuidado das crianças, reconhecendo, à luz do Reino de Deus, a infância como tempo sagrado de desenvolvimento integral, em um ambiente de relações seguras, marcadas pelo amor e pelo respeito.

Fonte: www.cnbb.org.br 


Papa: a política deve cuidar das feridas dos povos e oferecer esperança

Na Audiência Geral desta quarta-feira (04/11), Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, refletindo sobre a vida econômica, social e política à luz da Constituição pastoral Gaudium et spes. O Pontífice destacou a dignidade do trabalho, a necessidade de combater as desigualdades e a responsabilidade da política na construção da paz.

Thulio Fonseca - Vatican News

A economia e a política devem estar a serviço da dignidade humana, do bem comum e da paz. Foi o que destacou o Papa Leão XIV na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, 4 de novembro, na Praça São Pedro, ao refletir sobre os capítulos III e IV da segunda parte da Constituição pastoral Gaudium et spes, dedicados à vida econômico-social e à comunidade política.

Aos milhares de fiéis presentes, o Pontífice recordou que a dimensão social faz parte da própria natureza humana e da fé cristã. Nesse contexto, alertou para os riscos que um desenvolvimento econômico injusto, marcado pelas desigualdades e pelo desrespeito à criação, representa para a paz mundial. Para mudar essa realidade, ressaltou, não basta o progresso técnico: são necessárias reformas econômicas e sociais, acompanhadas de uma mudança de mentalidade e de hábitos.

Segundo Leão XIV, o desenvolvimento econômico deve estar sempre a serviço do ser humano, princípio que está na base do conceito de desenvolvimento integral, aprofundado por São Paulo VI na encíclica Populorum progressio, de 1967. O Papa também destacou a atualidade do apelo conciliar para eliminar as discriminações que atingem os grupos sociais mais vulneráveis e os migrantes.

Ao abordar a dignidade do trabalho, o Santo Padre ressaltou sua importância para a realização pessoal, o sustento das famílias e a participação na sociedade. O trabalho, explicou, é também uma forma de colaborar com a obra do Criador:

“O coração da economia é o trabalho. Através dele, o homem desenvolve-se como pessoa, satisfaz as necessidades da família, expressa o seu talento, participa na vida social e constrói um mundo melhor, colaborando na obra criadora de Deus.”

Nesse sentido, o Papa condenou o desemprego, a exploração e as condições de trabalho que colocam em risco a saúde e a vida das pessoas. Destacou ainda o direito dos trabalhadores de participar das decisões relacionadas às suas atividades e a importância do diálogo e de ações não violentas na resolução dos conflitos. Leão XIV recordou também o princípio da destinação universal dos bens, segundo o qual as decisões econômicas e financeiras devem garantir condições dignas de vida para todos, sem comprometer as necessidades das futuras gerações.

A política a serviço do bem comum
Na segunda parte da reflexão, o Pontífice voltou sua atenção para a responsabilidade da comunidade política na defesa dos direitos humanos e na promoção do bem comum. Recordou que o exercício da autoridade deve considerar não apenas os interesses particulares, mas o bem de toda a família humana. O Papa reafirmou ainda a autonomia e a independência da Igreja e da comunidade política em seus respectivos âmbitos, destacando, porém, a importância de uma cooperação saudável entre ambas a serviço das pessoas.

(VATICAN MEDIA)

Construir a paz e oferecer esperança
Ao concluir, Leão XIV ressaltou que o compromisso com uma economia justa e uma política voltada para o bem comum representa um caminho concreto para a paz. Nesse contexto, citou a encíclica Fratelli tutti, do Papa Francisco, que recorda as consequências da guerra para a humanidade:

“A guerra é um fracasso da política e da humanidade, uma rendição vergonhosa, uma derrota perante as forças do mal.”

Em contraposição, o Santo Padre destacou que a política capaz de cuidar das feridas dos povos e daqueles que sofrem injustiças oferece esperança para o futuro da humanidade. Por fim, encorajou os jovens a seguirem o exemplo de homens e mulheres que deram testemunho no campo econômico e político e renovou seu apelo às comunidades cristãs para fortalecerem a formação na doutrina social da Igreja.

(VATICAN MEDIA)

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EVANGELHO DO DIA (Lc 14,25-33)

ANO "A" - DIA: 04.11.2026
31ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)
MEMÓRIA DE SÃO CARLOS BORROMEU

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Felizes sereis vós, se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25 grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26 "Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 28 Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29 ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30 'Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!' 31

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:

São Carlos nos mostra o valor da doação

Hoje, nós comemoramos a memória de São Carlos Borromeu, um grande bispo da Igreja, cuja história nós vamos também tocar no dia de hoje. O Evangelho de São Lucas diz para nós o seguinte:

“Assim, pois, qualquer um de vós que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo” (Lucas 14,25-33).

Jesus, hoje, procura discípulos dispostos a segui-Lo com o coração inteiro. Aqui está a grande verdade do Evangelho: não se pode seguir a Nosso Senhor pela metade; é preciso estar inteiro em tudo o que nós fizermos.

Renunciar a tudo para ser fiel a Cristo
Essas palavras de Jesus não significam desprezar a família nem os bens materiais necessários para cada um de nós. Mas nada pode ocupar o lugar de Deus em nosso coração. O Evangelho também fala sobre carregarmos a nossa cruz; e essa não é procurada por si mesma, mas nasce da fidelidade ao Evangelho.

Por isso que nós precisamos compreender: a nossa fidelidade a Nosso Senhor nos trará muitas cruzes, mas essa cruz Nosso Senhor nos ajuda a carregar. Quem ama verdadeiramente a Jesus aprende a suportar as dificuldades, as incompreensões, os sacrifícios e até mesmo as perseguições sem abandonar a fé. Não existe ressurreição sem cruz nem santidade sem perseverança.

São Carlos e a total entrega ao Pai
São Carlos Borromeu viveu um tempo de muitas dificuldades, mas não desanimou. Ele se dedicou à reforma da Igreja no tempo dele, à formação dos novos sacerdotes, ao cuidado dos pobres e doentes, sendo um verdadeiro pastor segundo o coração de Cristo. Sua vida mostra que seguir a Jesus exige deixar de lado os interesses pessoais para colocar o Reino de Deus em primeiro lugar.

Esse santo não teve medo da cruz; ele viveu uma vida de coerência, de oração, de caridade, uma vida de amor profundo a Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso define o verdadeiro discípulo de Cristo: amar a Nosso Senhor profundamente.

Que São Carlos Borromeu nos ajude a renunciar às coisas fúteis deste mundo para abraçar a cruz com perseverança e também com muita confiança.

Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


Tesouro escondido: como usar seus dons para servir ao próximo


A descoberta dos dons interiores

O propósito espiritual e humano dos talentos
Guardo, em meus pensamentos, lembranças de tantas coisas que foram importantes na formação de meu caráter, da minha personalidade e sensibilidade de músico, escritor e, porque não, poeta. Nos últimos tempos, tenho feito um exercício muito difícil, que é o de assumir meus dons sem timidez nem vergonha de mostrar o que sou e para que sou.

Tenho a certeza de que todos nós, sem exceção, temos muitos tesouros escondidos e que foram feitos para ser colocados a serviço da humanidade. Só que, em muitos casos, precisamos muito mais do que pequenos incentivos e empurrões. Necessitamos de confirmações que nos deem a certeza de que estamos fazendo a coisa certa e na vontade de Nosso Senhor.
A fama passageira e o propósito verdadeiro

A reflexão sobre a função da arte
Com tanta facilidade tecnológica e tantos meios de autopromoção, qualquer um é capaz de conseguir muito mais do que os 15 segundos de fama de que tanto já ouvimos falar na célebre frase: “Todos nós temos direito a 15 segundos de fama”. Para subir o degrau do sucesso humano, basta se juntar com gente competente, bem aparelhada e disposta a ganhar muita grana, assim como qualquer um dos caçadores de fama que você conheça.

Créditos: bowie15 by Getty Images

O grande questionamento interior, que deve acontecer em cada um que sabe os dons que tem é: “será que minha música, meu quadro, minha fotografia, meu livro ou o meu texto vai trazer algum crescimento em quem escuta, admira, observa, lê ou interpreta o que fiz?”.

Quando os talentos devem permanecer ocultos
Se o motivo que me leva a expor minhas habilidades é puramente interessado em galgar degraus de fama, dinheiro e reconhecimento, é melhor que meus tesouros permaneçam escondidos e sem que ninguém observe o brilho que possuem.

Leia também:

A motivação correta para revelar seus tesouros
Contudo, se cada peça que exponho ao abrir esse valioso baú de qualidades e dons tem como finalidade o bem-estar do outro, o auxílio num momento de angústia ou a cura de sentimentos – com acordes que acordam para uma nova vida, com letras que falam tudo que se vive e apontam uma trilha de esperança, com frases inspiradas pelo sobrenatural, onde quem escreve nem acredita que saíram de seus teclados aquele conjunto de palavras –, então, sim, seus tesouros precisam deixar de permanecer escondidos.
Desenterrando riquezas para libertar emoções

O valor prático da riqueza compartilhada
Tesouros escondidos não terão nenhum valor se permanecerem escondidos e sem que seu valioso conteúdo seja a salvação de quem precisa dessa riqueza enterrada.

Desenterre tudo o que você tem aí dentro e ponha a serviço daqueles que, neste exato momento, precisam soltar as lágrimas travadas, o grito engasgado, o canto sufocado e o “GRAÇAS A DEUS a vida continua”.



São Carlos Borromeu


Carlos nasceu em Arona, próximo de Milão, a 2 de outubro de 1538. O pai era o conde Gilberto Borromeu e a mãe era Margarida de Médicis, a mesma casa da nobreza de grande influência na sociedade e na Igreja.

Carlos era o segundo filho do casal, e aos doze anos a família o entregou para servir a Deus, como era hábito na época. Diplomou-se aos vinte e um anos de idade em Direito Canônico, e aos vinte e quatro anos recebeu as ordens do sacerdócio e do episcopado, levando a partir de então uma conduta acentuadamente piedosa e ascética. Como Bispo de Milão, colocou em prática, de forma admirável e exemplar, os decretos do Concílio de Trento (1545) visando a reforma da Igreja que, naquela época (e também hoje em dia), devia começar pelos próprios bispos e padres, desorientados pelas seduções mundanas.

Assim destacou-se pela sua missão pastoral, assombrosa na sua vastidão e profundidade: promoveu vários sínodos diocesanos e concílios provinciais, visitou as mais de mil paróquias da sua diocese, foi visitador apostólico nas 15 dioceses sufragâneas de Milão, visitou regiões da Suíça ameaçadas por heresias; incentivou o dever da residência dos vigários, foi o primeiro Bispo a fundar, segundo o Concílio, seminários para a formação de sacerdotes; favoreceu a criação de escolas, a boa imprensa e, sobretudo, a formação catequética dos fiéis, bem como a elevação moral dos costumes.

Destacou-se também na extraordinária caridade, especialmente durante a peste de 1576 que duramente assolou Milão. Faleceu aos 46 anos, esgotado pelas fadigas das suas incansáveis atividades pastorais.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, C.Ss.R.
Revisão e acréscimos: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

A obra de São Borromeu, um dos santos mais importantes e mais queridos da Igreja, poderia ser resumida em duas palavras: dedicação e trabalho. Oriundo da nobreza, Carlos Borromeu utilizou a inteligência notável, a cultura e o acesso às altas elites de Roma para velar pela moralidade e formação verdadeiramente católicas de toda a sua diocese (e cristandade), começando pelo próprio clero e alcançando todas as faixas sociais.

Oração:

Deus, nosso Pai, a exemplo de São Carlos Borromeu, ajuda-nos a abrir a nossa mente e o nosso coração ao Vosso Espírito de Amor. Que nos deixemos converter pela Vossa Palavra de amor e obediência, para podermos experimentar a Vossa ternura e bondade, mediante uma vida dedicada aos irmãos e fundamentada no Vosso Evangelho. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

terça-feira, 3 de novembro de 2026

III Seminário Nacional das Missões Populares reúne missionários e lideranças em Brasília até domingo


Começa nesta sexta-feira, na região administrativa de Sobradinho, em Brasília (DF), o III Seminário Nacional das Missões Populares. O evento vai reunir missionários, lideranças e religiosos de várias partes do país até domingo para momentos de formação, celebração e convivência, animados pelo tema “Passemos para a outra margem” (Mc 4,35). O evento é promovido pela Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e sediado na Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Sobradinho I, Brasília (DF).

A abertura será a partir das 18h desta sexta-feira, com a Procissão de abertura e o acendimento da vela missionária. A mesa de abertura será logo em seguida, com a apresentação dos conferencistas; a acolhida pelo pároco anfitrião, padre José Valdo dos Santos, e a saudação do bispo referencial do Conselho Missionário Nacional (Comina), dom Paolo Andreolli, bispo eleito de Ponta de Pedras (PA).
Da memória à missão, da identidade ao compromisso

Segundo os organizadores, as atividades serão desenvolvidas a partir de quatro eixos temáticos: memória, identidade e encantamento; Igreja Sinodal e Eclesiologia da Missão; desafios contemporâneos; e metodologia, continuidade e estado permanente. Esses eixos temáticos propostos conduzem os participantes numa travessia pedagógica e espiritual: da memória à missão, da identidade ao compromisso.

As temáticas incluem o estudo da memória das missões populares, a identidade e o entendimento da missão como processo espiritual. Também serão aprofundados a sinodalidade missionária, com o chamado da Igreja à missão; os desafios contemporâneos, com a conjuntura socioeclesial, mundo digital, a realidade dos grandes centros, a juventude, as periferias e as fronteiras. O grupo ainda vai refletir sobre a continuidade das iniciativas missionárias, percebendo como garantir que a missão não seja só evento.

A metodologia do seminário prevê conferências, rodas de conversa, grupos temáticos, painel de testemunhos, noite cultural e momentos de oração, especialmente a partir da meditação da Liturgia das Horas.

No domingo, Solenidade de Todos os Santos, será celebrada a Missa de Envio com a bênção da carta-compromisso redigida ao final do encontro. A Missa terá início às 11h, no espaço paroquial.

Missões populares como compromisso eclesial
Um dos organizadores do seminário, o frade capuchinho frei Anderson Teodoro explica que as missões populares iniciaram muito ligadas às congregações religiosas e passaram a ser assumidas também pelas comunidades paroquiais e diocesanas.

“Elas começam ainda no período Colonial e ganham sua forma mais conhecida no Brasil Império, no século XIX, quando os religiosos percorriam as comunidades fazendo aquela missão de casa em casa, de povoado em povoado. Cada congregação tinha o seu jeito próprio de missionar: os capuchinhos, os frades menores, os carmelitas, os jesuítas, os redentoristas — cada família religiosa com o seu método, sua estilo e sua espiritualidade. Com o tempo, a missão deixou de ser exclusiva das congregações e passou a ser assumida também nas dioceses, comunidades, as paróquias e o povo se tornando protagonista. É por isso que a missão popular continua tão atual: ela não é um evento isolado, é um processo contínuo de uma Igreja que sai ao encontro da vida das pessoas, onde quer que elas estejam”, conta.

Acompanhe o evento no Instagram e no site da Comissão para a Ação Missionária da CNBB.

Papa: rezemos pelos falecidos e por quem hoje chora as dores da guerra

Papa: rezemos pelos falecidos e por quem hoje chora as dores da guerra
Na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, Leão XIV presidiu a Santa Missa no Cemitério Monumental do Verano, em Roma. Em sua homilia, o Pontífice recordou a esperança cristã diante da morte e rezou por aqueles que perderam uma pessoa querida, em particular pelas famílias atingidas pela violência das guerras.

Thulio Fonseca - Vatican News

Na tarde desta segunda-feira, 2 de novembro, o Papa Leão XIV se dirigiu ao Cemitério Monumental do Verano, em Roma, para celebrar a Santa Missa na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. Ao chegar, o Santo Padre deteve-se diante dos túmulos, recolheu-se em oração e ofereceu flores em memória daqueles que ali repousam.

Localizado na região central de Roma, o Verano é um dos cemitérios históricos e monumentais mais importantes da capital italiana. Com cerca de 83 hectares, reúne monumentos, esculturas, capelas e sepulturas que testemunham mais de dois séculos da história da Cidade Eterna. É o segundo ano consecutivo que Leão XIV escolhe o local para a celebração de 2 de novembro. Em 2025, no primeiro Dia de Finados de seu pontificado, o Papa também presidiu ali a Eucaristia.

(VATICAN MEDIA)

Um lugar de “afeto e de esperança”
Ao iniciar a homilia, Leão XIV voltou o olhar para o significado da celebração realizada em meio às sepulturas:

“Reunimo-nos para celebrar a Eucaristia neste lugar de oração e de memória, de afeto e de esperança. Nós a oferecemos em sufrágio dos fiéis defuntos, em particular daqueles que aqui repousam e daqueles que cada um de nós traz no coração.”

O Papa recordou ainda que a Comemoração dos Fiéis Defuntos, celebrada no dia seguinte à Solenidade de Todos os Santos, orienta a oração para a esperança na vida eterna. À luz do Livro da Sabedoria, ressaltou a confiança nas mãos de Deus, capazes de guardar as almas dos justos, sobre as quais “nenhum tormento” terá poder.
As Bem-aventuranças diante da morte

A reflexão prosseguiu a partir do Evangelho das Bem-aventuranças. No cemitério, destacou o Pontífice, as palavras de Jesus ressoam com uma força espiritual particular: “As Bem-aventuranças são o caminho da vida plena e realizada, já agora e por toda a eternidade. Quando as ouvimos proclamadas na Liturgia — nós o sabemos —, é o Senhor Ressuscitado que nos fala. E este anúncio de salvação, que são as Bem-aventuranças, ressoa com particular força espiritual em um cemitério, que é como um limiar entre o aquém e o além, entre a existência terrena e aquilo que nos espera. Jesus Ressuscitado nos diz: bem-aventurados aqueles que vivem segundo este caminho, porque deles é o Reino dos Céus.”

(VATICAN MEDIA)

As lágrimas das vítimas das guerras
Ao comentar a Bem-aventurança “Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados”, Leão XIV dirigiu seu pensamento às consequências da violência dos conflitos:

“Neste momento, queremos rezar por aqueles que perderam recentemente uma pessoa querida; em particular, por aqueles dos quais a absurda violência da guerra arrancou um ente querido. Que as lágrimas de tantas mães, de tantas crianças, de tantos idosos toquem a consciência daqueles que têm o poder de fazer calar as armas!”
São Francisco e a “irmã morte”

No oitavo centenário da morte de São Francisco de Assis, o Papa evocou também as palavras acrescentadas pelo Santo de Assis ao Cântico das Criaturas quando percebeu que se aproximava o fim de sua vida: “Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã, a morte corporal, / da qual nenhum homem vivente pode escapar. / Ai daqueles que morrerem em pecado mortal! / Bem-aventurados aqueles que ela encontrar em tua santíssima vontade, / pois a segunda morte não lhes fará mal.”

(VATICAN MEDIA)

“Nosso vínculo não foi interrompido, mas transformado”
Na parte final da homilia, o Santo Padre voltou à esperança que nasce da fé em Cristo e à comunhão que encontra na Eucaristia a sua antecipação:

“Queridos irmãos e irmãs, a fé em Cristo nos diz que o nosso vínculo com os fiéis defuntos não foi interrompido, mas transformado. Com a oração de sufrágio, acompanhamos os nossos entes queridos rumo à plena comunhão com o Senhor, aquela comunhão que, verdadeiramente, já experimentamos antecipadamente aqui, no Sacramento da Eucaristia.”

(VATICAN MEDIA)

Leão XIV convidou, assim, os fiéis a prosseguir o caminho terreno com uma fé “repleta de esperança”, à espera do dia em que Deus “enxugará toda lágrima” e “não haverá mais morte, nem luto, nem clamor, nem dor”.

Ao final da celebração, o Santo Padre aspergiu e abençoou os túmulos. Em seguida, elevou a oração pelos falecidos: “Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso. Entre os esplendores da luz perpétua. Descansem em paz. Amém.”

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EVANGELHO DO DIA (Lc 14,15-24)

ANO "A" - DIA: 03.11.2026
31ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o senhor.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 15 um homem que estava à mesa, disse a Jesus: "Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!" 16 Jesus respondeu: "Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17 Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: 'Vinde, pois tudo está pronto'. 18 Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: 'Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas'. 19 Um outro disse: 'Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas'. 20 Um terceiro disse: 'Acabo de me casar e, por isso, não posso ir'. 21 O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: 'Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos'. 22 O empregado disse: 'Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar'. 23 O patrão disse ao empregado: 'Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia'. 24 Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete'".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O grande banquete e a promessa do Céu"

O grande banquete e o convite da comunhão com o Pai
O Evangelho de São Lucas vai nos ajudar a compreender melhor o convite de Deus e a resposta que eu e você devemos dar a Deus. Ele nos diz assim:

“Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. Mas todos, um por um, começaram a dar desculpas” (Lucas 14,15-24).

O Evangelho de hoje nos apresenta uma parábola muito bela diante daquilo que nós costumamos ouvir de Jesus. É a Parábola do Grande Banquete.
Um lugar preparado no grande banquete

Diante da exclamação “feliz aquele que comer do pão no Reino de Deus”, Jesus está nos revelando que Ele prepara para todos um lugar. Cada um de nós tem um lugar na morada eterna, e não devemos arrumar desculpas para chegar um dia até lá.

Quantas vezes somos chamados e quantas vezes rejeitamos o chamado de Deus! Não O escutamos. O banquete representa o Reino de Deus, representa a comunhão com o Senhor, representa que Deus deseja oferecer à humanidade a vida eterna.
As desculpas que nos afastam da vontade divina

Deus não prepara para nós um banquete somente para satisfazer as nossas vontades. Ele prepara o grande banquete porque Ele quer viver em comunhão com cada um de nós. Mas quantos de nós vamos dando desculpas para não entrar neste banquete?

Um vai dizendo que comprou um campo, outro vai dizendo que adquiriu cinco juntas de bois, outro vai afirmando que ele precisa se casar. E nenhuma dessas coisas era má em si mesma, mas o problema era não responder ao chamado de Deus.

O grande banquete gera a comunhão e sacia a alma
A Palavra de Deus e o Catecismo da Igreja Católica nos ensinam que o homem tem o desejo de responder ao chamado do Senhor. Mas é preciso que ele elimine do coração as preocupações, as vaidades e o orgulho, que ele elimine tudo aquilo que possa roubar o lugar que pertence a Deus em nosso coração. Não rejeitemos ao Senhor, mas O acolhamos, porque o desejo d’Ele é que esse banquete nos leve à Sua comunhão, à vida eterna.

Que Deus nos abençoe e que o nosso coração se encha de alegria por participarmos deste banquete, a fim de que, um dia, participemos de forma eterna.

Em nome do Pai, Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova