terça-feira, 20 de outubro de 2026

Representantes da Igreja Ortodoxa Siríaca Malankara são recebidos pelo secretário-geral da CNBB


Um grupo de representantes da Igreja Ortodoxa Siríaca Malankara, incluindo um bispo e 6 padres, foram recebidos pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, na quinta-feira, 16 de outubro, em uma visita de cortesia para apresentação e estreitamento de laços com a Conferência. A visita foi acompanhada pelo subsecretário geral da CNBB, padre Leandro Megeto, e pelo assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso, padre Marcus Barbosa.

De acordo com o assessor da Comissão para o Ecumenismo, tratou-se de um visita de cortesia, um “um encontro singelo, fraterno, de acolhida e diálogo”. Padre Marcus reforça que fica sempre mais claro que o caminho de respeito, escuta e o conhecimento verdadeiro de nossas tradições é base da busca sincera do caminho de unidade e comunhão entre os cristãos.

“É fonte que elimina muitas incompreensões, enfraquece as competições e cura feridas. Somos diferentes, mas o que nos une é maior”, disse padre Marcus.

A Comissão para o Ecumenismo informou que, após o encontro, fica o compromisso entre as duas Igrejas de continuar trilhando a missão comum que é evangelizar. “Um caminho apontado também nesse encontro é a busca de ampliar o diálogo com os bispos onde a Igreja Ortodoxa Siríaca Malankara atua”, pontuou.

Padre Marcus acolhe membros da Igreja Siríaca Malankara. | Fotos: Luiz Lopes Jr. – ASCOM CNBB.
Participantes do encontro
A comitiva da Igreja Ortodoxa Siríaca Malankara foi composta pelo bispo diocesano Thomas Mar Ivanios e pelo padre George Hatcher, ambos atuam nos Estados Unidos da América, e por padres que atuam em difentes missões da Igreja no Brasil: padre Elias Mota (missão Recife), padre Luciano Massucatti (missão Rio de Janeiro), padre Antônio Guedes (missão Brasília), padre Gregório Marius (missão São Paulo) e padre João Luiz Dias (missão Ceará).

Sobre a Igreja Igreja Ortodoxa Siríaca Malankara

A Igreja Ortodoxa Siríaca Malankara (em inglês: Malankara Orthodox Syrian Church – MOSC), também conhecida como Igreja Ortodoxa Indiana, é uma igreja cristã ortodoxa oriental e independente com sede em Devalokam, Kottayam, em Kerala, na Índia.

O chefe máximo da igreja acumula os títulos de Católico do Oriente e Metropolita de Malankara, sendo regida por uma constituição própria adotada em 1934 e ratificada em diversas ocasiões pela Suprema Corte da Índia. É membro fundador do Conselho Mundial de Igrejas e possui dioceses espalhadas pela Índia e em comunidades da diáspora (como na Europa, Reino Unido, América do Norte e Golfo Pérsico).

Por Willian Bonfim

Causas dos Santos: a história não é uma "ameaça", mas um diálogo entre Deus e a humanidade

O bispo de Termoli-Larino, dom Claudio Palumbo, abre o segundo dia do encontro em andamento no Augustinianum. Em sua reflexão, ele define os santos como "anticorpos históricos": mesmo sem serem "teólogos de profissão", eles traduzem o Evangelho em ações concretas. O padre Godding, diretor da Société des Bollandistes, examina as problemáticas e os instrumentos da pesquisa documental e arquivística.

Edoardo Giribaldi – Vatican News

Cabe à história a tarefa "titânica e nobre" de narrar o "como" das coisas; à Teologia cabe a responsabilidade igualmente essencial de revelar o "porquê". No meio, o fluxo do tempo e a vida real, que Deus não anula, mas "provoca" por meio das figuras dos santos, "anticorpos históricos" e testemunho concreto de uma reciprocidade operativa entre dois âmbitos, a Teologia e a história, por muito tempo considerados incompatíveis. Essas foram algumas das reflexões apresentadas pelo bispo de Termoli-Larino, dom Claudio Palumbo, que na manhã desta terça-feira, 20 de outubro, abriu o segundo dia do congresso intitulado "A santidade na história", organizado pelo Dicastério das Causas dos Santos e programado até o dia 21, no Instituto Patrístico Augustinianum, em Roma.

A história, "espaço teológico"
Em seu discurso de abertura, moderado pelo chefe do Dicastério, monsenhor Gianpaolo Rizzotti, dom Palumbo evocou uma perspectiva já delineada por Santo Tomás de Aquino, mas amplamente assimilada somente na era moderna: a história não é uma "ameaça da qual se defender", mas sim um "espaço teológico no qual ocorre o diálogo entre Deus e a humanidade, entre a Igreja e o mundo contemporâneo". Cultivar um olhar "sintético" entre a fé e o curso dos acontecimentos significa, portanto, viver "a missão que o Ressuscitado, no âmbito da história, confiou e confia à sua Igreja".

"O que Atenas tem a ver com Jerusalém?"
O prelado reconheceu a aparente incompatibilidade entre os dois campos de estudo. "De um lado está a história: o reino da mudança, do contingente, do fragmento, onde tudo flui e nada permanece o mesmo. Do outro, encontramos a Teologia: o olhar voltado para o Eterno, o Imutável, o Absoluto que transcende o tempo. A pergunta é: como podem o transitório e o eterno dialogar?" Já no século II, a tentação era a de separá-los: "O que Atenas tem a ver com Jerusalém?", perguntou o escritor e filósofo cristão Tertuliano. Com o tempo, porém, teólogos e historiadores desenvolveram a consciência da necessidade de diálogo. "Reconhecer a fronteira da diversidade" foi "o primeiro passo para descobrir que, apesar de falarem línguas diferentes, as duas disciplinas contemplam o mesmo mistério idêntico: o caminho do homem no mundo."

Remover o "absurdo"
É na experiência da humanidade, de fato, que a proclamação kerigmática de Jesus ressoa. Ela se realiza no desenrolar dos eventos, dentro dos quais Deus se faz conhecido "falando aos homens como a amigos", explicou dom Palumbo. "Se o cristianismo é a religião da intervenção de Deus na história, pode-se dizer que a categoria da história é introduzida nele precisamente por essa intervenção. A história se torna o próprio tecido da Revelação." A Teologia, por sua vez, ofereceu-se ao estudo dos eventos humanos como "hermenêutica", isto é, como a "ciência da interpretação", removendo-os do "não sentido" de uma história que, para usar a imagem de Shakespeare, é "uma história narrada por um idiota, cheio de barulho e fúria, e sem sentido".

"Autonomia mútua"
O princípio que une Teologia e história é, portanto, o da "autonomia mútua", sem que uma seja subordinada à outra. "A história fornece à Teologia seu contexto real. Ela a lembra de que o homem não é uma ideia abstrata, mas um ser imerso nos desafios de seu tempo: pobreza, guerras, transições tecnológicas, mudanças culturais. A Teologia, por sua vez, fornece à história uma direção baseada em valores. Ela injeta no fluxo dos eventos históricos um desafio ético, uma lembrança da dignidade intrínseca do ser humano, que nenhum poder temporal pode pisotear."

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EVANGELHO DO DIA (Lc 12,35-38)

ANO "A" - DIA: 20.10.2026
29ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Vigiai e orai para ficardes de pé, ante o Filho do Homem!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 35 "Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36 Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37 Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38 E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar!"

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Espera e vigilância cristã"

Um coração à espera do Senhor
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que estão esperando o seu Senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrirem imediatamente a porta logo que ele chegar e bater. Felizes os empregados que o Senhor encontrar acordados quando ele chegar” (Lucas 12,35-38).

Meus irmãos e minhas irmãs, Jesus põe em ressalto uma figura muito recorrente no Antigo Testamento, que é a do sentinela, o vigia: pessoas de expectativa, que sabiam esperar.
Espera com confiança no Senhor

Nos relacionamentos humanos, existe uma lei prudencial, que é aquela de não criar expectativa, para não se frustrar em relação ao outro. Mas o sentinela de que Jesus fala, ele espera é pelo seu Senhor, e não por nenhuma realidade humana, seja de pessoas ou estrutura. Ele espera pelo seu Senhor.

Essa esperança nas promessas do Senhor deve dar-se, inclusive, nas horas mais difíceis do ciclo da vida. O texto fala de meia-noite, madrugada, significando não os horários em que normalmente se fazem vigias, se rezam rosários, pois a vigilância é uma postura de retidão.
A vigília como um convite à prontidão

Quando eu morei em Roma, eu fiquei um pouco frustrado quando fui participar, uma vez, de uma vigília na Praça de São Pedro, inclusive com a presença do Santo Padre, o Papa. Porque eu imaginei e pensei nas vigílias como nós temos aqui no nosso Brasil. Mas lá as vigílias são cedo: começavam quatro ou cinco horas da tarde e, quando dava sete ou oito da noite, já terminavam.

A vigilância é uma postura de retidão, independentemente do horário, que espera Jesus, o noivo, pois Ele pode nos visitar em diversas ocasiões, em diversos momentos da nossa vida. O mais importante é o que está no Evangelho: felizes seremos se o Senhor nos encontrar prontos para o encontro com Ele. Independentemente do seu horário de encontro com Cristo, espere o Senhor na vigilância e na fidelidade.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Pe Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


O perigo da falta de perdão


Se nos fecharmos ao perdão, o mal se enraizará em nosso ser
Perdoamos não porque gostamos de perdoar, e sim porque Ele é o Senhor; e é Ele quem nos manda perdoar. Obedecemos às Suas ordens por sabermos, por termos consciência de que Ele deseja o melhor para nós. Por isso perdoamos.

Precisamos, acima de tudo, reconhecer a nossa pequenez e nos compadecer das misérias dos outros. O perdão gera reciprocidade: perdoai e sereis perdoados.

Sabemos que a falta de perdão é a causa de muitas enfermidades que se desenvolvem a partir de situações difíceis que vivemos. Essas situações, muitas vezes, não são esquecidas e ficam armazenadas em nosso inconsciente, minando nosso organismo. A doença, propriamente dita, é o estágio final desse acúmulo de sentimentos negativos que foram depositados ao longo dos anos em nosso inconsciente.

A falta de perdão pode vir a ser causa de doenças graves, como câncer, doenças respiratórias, alergias, insuficiência renal, gastrite, hipertensão arterial e, principalmente, depressão, que é o mal do século.

O ressentimento, a raiva e a vingança são alimentos para diversos tipos de enfermidades que surgem sorrateiramente, muitas vezes, sem apresentar sintomas.

O perdão é o antídoto para que a cura e a libertação aconteçam. Se nos fecharmos ao perdão, o mal se enraizará em nosso ser e as suas consequências serão gravíssimas.

Trecho extraído do livro “Combatentes no Perdão”, de monsenhor Jonas Abib

Mensagem do Dia






Santa Maria Bertilla Boscardin

Ana Francisca nasceu em 06 de outubro de 1888, na cidade de Vicenza, na Itália. Os pais eram simples camponeses e sua infância transcorreu entre o estudo e os trabalhos do campo, rotina natural dos filhos e filhas de agricultores dessa época.

Aos dezessete anos mudou o modo de encarar a vida e ingressou no convento das Irmãs Mestras de Santa Dorotéia dos Sagrados Corações, quando adotou o nome de Maria Bertilla. Durante seu período de formação religiosa estudou também enfermagem, de modo que pôde tratar os doentes com ciência e fé. Teve uma existência de união com Deus no silêncio, no trabalho, na oração e na obediência.

Tinha apenas vinte e dois anos de idade quando teve que enfrentar em seu próprio corpo a marca de um tumor. Logo foi operada e antes que pudesse se recuperar totalmente, já estava aos pés dos seus doentes outra vez. Não descansava nunca, mesmo diante das humilhações pessoais que precisava enfrentar.

Naquela época estourou a Primeira Guerra Mundial e Irmã Maria Bertilla surpreendeu com sua incansável disposição e solidariedade de religiosa e enfermeira, no tratamento dos feridos de guerra. Porém, sua doença se agravou e aos trinta e quatro anos sofreu a segunda cirurgia. Não resistiu e morreu no dia 20 de outubro de 1922.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão:

Uma simples camponesa pôde demonstrar, com suas atitudes diárias, que mesmo sem êxtases, sem milagres, sem grandes feitos, o ser humano traz em si a santidade e a marca de Deus em sua vida. Modelo de recolhimento e de oração, durante a vida teve uma profunda união com Deus, no silêncio e no trabalho. Se vivermos com pureza e fé, a graça divina vai se manifestar em cada detalhe da nossa vida, da mesma forma que se manifestou na vida de Maria Bertilla.

Oração:

Ó Deus, Pai todo misericórdia, ao recordarmos a memória de santa Maria Bertilla, nós vos pedimos que, seguindo seus passos na caminhada rumo ao Reino definitivo, possamos nos dedicar sempre mais no serviço generoso à sua Igreja na pessoa dos nossos irmãos mais abandonados e necessitados. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Com transmissão ao vivo, Seminário de Missiologia vai contribuir no processo de preparação para o Ano Missionário Nacional



Na próxima semana, o Centro Cultural Missionário (CCM) promove o Seminário de Missiologia, de forma virtual. O evento tem como objetivo contribuir com a caminhada sinodal-missionária da Igreja no Brasil no processo de preparação para o Ano Missionário Nacional e para o 7º Congresso Americano Missionário (CAM7), que será realizado na arquidiocese de Curitiba (PR), em 2029. Serão dois encontros virtuais, com transmissão ao vivo, nos dias 20 e 21 de outubro de 2026.

A realização é feita em parceria com a Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM).

O tema do seminário será “América em saída: povo de Deus que anuncia e testemunha Jesus Cristo!” e o lema “Igrejas da América, em missão nas fronteiras”. Foi escolhido ainda um texto bíblico iluminador para o encontro:

“Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21).
A proposta do seminário é ajudar os missiólogos e as missiólogas do Brasil a adentrar no processo de preparação para o Ano Missionário Nacional e para o CAM7 e envolvê-los na caminhada que a Igreja das Américas está percorrendo.

O Ano Missionário Nacional foi estabelecido pelos bispos do Brasil como um dos passos decisivos para preparar a Igreja no Brasil para o CAM7 e será vivenciado de 26 de novembro de 2028 a 18 de novembro de 2029. Além de proporcionar momentos celebrativos da missionariedade, o Ano Missionário deverá oferecer também o aprofundamento da responsabilidade na Missão de toda a Igreja no Brasil.

Confira a programação e os links da transmissão:

20 de outubro (terça-feira) | 19h30 às 21h30
✓ Apresentação do projeto geral do CAM 7 — Ir. Regina da Costa Pedro;
✓ Passos dados até agora no processo de preparação do CAM 7 — Ir. Regina;
✓ Reflexão: “Contribuições da teologia da Missio Dei para uma espiritualidade missionária enraizada no dinamismo da Trindade” — Pe. Joachim Andrade;
✓ Contribuições e ressonâncias dos participantes;
✓ Como os/as missiólogos/as do Brasil podem contribuir no processo do CAM 7?
✓ Espaço de escuta dos participantes.

21 de outubro (quarta-feira) | 19h30 às 21h30
✓ Apresentação das informações sobre o Ano Missionário Nacional — Dom Maurício Jardim;
✓ Passos dados até agora no processo de preparação do Ano Missionário — Pe. Valdeir;
✓ Reflexão: “Opção pelos pobres, fronteiras e presença profética em novas realidades” — Pe. Estêvão Raschietti;
✓ Contribuições e ressonâncias dos participantes;
✓ Como os/as missiólogos/as do Brasil podem contribuir no processo do Ano Missionário?
✓ Espaço de escuta dos participantes.

Luiz Lopes Jr

O Papa continua sua recuperação no Vaticano. Fará a Audiência Geral na Praça São Pedro


Leão XIV recebeu alta no último sábado do Hospital Agostino Gemelli e continua seu período de recuperação na Residência Apostólica Vaticana após a cirurgia de remoção de um adenocarcinoma pulmonar. Ele não irá hoje nem amanhã à sua residência em Castel Gandolfo. Após o Angelus do último domingo, o povo o verá novamente na quarta-feira de manhã para a Audiência Geral.

Salvatore Cernuzio – Vatican News

A recuperação pós-operatória do Papa Leão XIV continua na Residência Apostólica Vaticana. O Pontífice fará a Audiência Geral na manhã de quarta-feira.

Essas são as informações atualizadas fornecidas pela Sala de Imprensa da Santa Sé sobre o estado de saúde do Pontífice, que foi submetido a uma cirurgia no dia 13 de outubro para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar. Leão XIV recebeu alta do Hospital Gemelli no sábado, 17 de outubro, após cinco dias de internação. No domingo, 18 de outubro, da janela da Residência Apostólica Vaticana, o Papa saudou as 15 mil pessoas que se reuniram na Praça São Pedro para lhe dar as boas-vindas, reiterar seu carinho e apoio, e rezar com ele a oração do Angelus.

Mantida a Audiência Geral na Praça São Pedro
Leão encontrará novamente o povo na praça na quarta-feira para a Audiência Geral. O evento está confirmado no momento, segundo informa a Sala de Imprensa da Santa Sé, e está previsto na Praça São Pedro. Não foram divulgados outros detalhes, como por exemplo, se o Papa fará seu habitual trajeto no papamóvel pela multidão, mas a notícia mais importante para os fiéis é que o encontro semanal foi mantido.

O Papa não irá a Castel Gandolfo
Por outro lado, o Papa Leão não se irá à sua residência em Castel Gandolfo, onde, desde o início do pontificado, todas as segundas-feiras até a noite de terça-feira, o Papa costumava passar 24 horas entre trabalho e descanso. Por enquanto, Leão permanecerá no Vaticano para dar continuidade ao período de recuperação que, conforme afirmou à mídia vaticana o cirurgião que o operou, Stefano Margaritora, poderá durar cerca de dez dias.

Mais informações
Mais informações sobre outras atividades serão divulgadas pela Sala de Imprensa da Santa Sé nas próximas horas e nos próximos dias. Não há previsões, no momento, sobre a visita programada a Assis em 27 de novembro, onde o Papa deverá encerrar o evento "Paz desarmada e desarmante", organizado pela Comunidade de Santo Egídio para comemorar os 40 anos do evento que ficou na história como Espírito de Assis com João Paulo II.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 12,13-21)

ANO "A" - DIA: 20.10.2026
29ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)
SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA-PADROEIRO DO BRASIL

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: "Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo". 14 Jesus respondeu: "Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?" 15 E disse-lhes: "Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens". 16 E contou-lhes uma parábola: "A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17 Ele pensava consigo mesmo: 'O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita'. 18 Então resolveu: 'Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19 Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!' 20 Mas Deus lhe disse: 'Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?' bAssim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Herança do Reino de Deus"

Herança espiritual ou material: qual ocupa o seu coração?
Naquele tempo, alguém do meio da multidão disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” E disse-lhes: “Atenção, tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância dos seus bens”. (Lucas 12,13-21)

Jesus, após essa fala, conta a parábola daquele homem que teve uma grande colheita e ficou preocupado: onde é que ele ia guardar tudo aquilo? Ele tinha que construir celeiros ainda maiores.

Herança e discórdia
Jesus está sendo colocado aqui como juiz de Direito de Família e Sucessões, como a gente chama na linguagem jurídica. O juiz que cuida dessas causas familiares e das situações de herança. Alguém quer que Ele resolva uma questão de divisão de herança.

Quanto trabalho Jesus teria nos tempos de hoje! Jesus teria muito trabalho, porque quantas famílias estão vergonhosamente indo aos tribunais, expondo as suas divergências logo que os pais morrem por causa de herança! Irmão brigando contra irmão para a divisão dos bens. Jesus teria muito trabalho! E Ele faz aqui um diagnóstico muito claro: é a pleonexia, ou seja, um desejo ávido de ter cada vez mais; a cobiça do coração do ser humano, a ganância de possuir muitas coisas. Ele conta, como eu disse, a parábola do homem rico que obteve uma grande colheita.

O ego e as falsas seguranças
No texto, você pode depois ler Lucas 12 a partir do versículo 13; lá. aparecem nove referências a um ego inchado e voltado para si mesmo: “eu”, “os meus”, “o meu celeiro”, “a minha colheita”, “os meus interesses”. O único momento em que esse sujeito da parábola se confronta é diante dele mesmo, diante de um espelho.

Porque aqui nós vemos um potencial narcisista massageando o seu ego; ele encontra o consolo, porque quando a gente se confronta só com a gente mesmo, vai encontrar o que está na parábola: “Descansa, come, bebe, aproveita, fica tranquilo, você não está fazendo nada de errado.”

Quando a gente se confronta só com o nosso ego, vai encontrar consolo e justificativa para todos os nossos comportamentos. Há, na psicologia, o chamado transtorno da acumulação compulsiva, que é uma doença: a dificuldade que a pessoa tem de se desfazer das suas posses, e vai só acumulando.

Deus chega com a Sua palavra; e nós temos que nos confrontar com Eles. O que será que Deus está nos pedindo hoje? Abramos o coração e nos deixemos interpelar pela Sua palavra.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova