segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Com transmissão ao vivo, Seminário de Missiologia vai contribuir no processo de preparação para o Ano Missionário Nacional



Na próxima semana, o Centro Cultural Missionário (CCM) promove o Seminário de Missiologia, de forma virtual. O evento tem como objetivo contribuir com a caminhada sinodal-missionária da Igreja no Brasil no processo de preparação para o Ano Missionário Nacional e para o 7º Congresso Americano Missionário (CAM7), que será realizado na arquidiocese de Curitiba (PR), em 2029. Serão dois encontros virtuais, com transmissão ao vivo, nos dias 20 e 21 de outubro de 2026.

A realização é feita em parceria com a Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e as Pontifícias Obras Missionárias (POM).

O tema do seminário será “América em saída: povo de Deus que anuncia e testemunha Jesus Cristo!” e o lema “Igrejas da América, em missão nas fronteiras”. Foi escolhido ainda um texto bíblico iluminador para o encontro:

“Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (Jo 20,21).
A proposta do seminário é ajudar os missiólogos e as missiólogas do Brasil a adentrar no processo de preparação para o Ano Missionário Nacional e para o CAM7 e envolvê-los na caminhada que a Igreja das Américas está percorrendo.

O Ano Missionário Nacional foi estabelecido pelos bispos do Brasil como um dos passos decisivos para preparar a Igreja no Brasil para o CAM7 e será vivenciado de 26 de novembro de 2028 a 18 de novembro de 2029. Além de proporcionar momentos celebrativos da missionariedade, o Ano Missionário deverá oferecer também o aprofundamento da responsabilidade na Missão de toda a Igreja no Brasil.

Confira a programação e os links da transmissão:

20 de outubro (terça-feira) | 19h30 às 21h30
✓ Apresentação do projeto geral do CAM 7 — Ir. Regina da Costa Pedro;
✓ Passos dados até agora no processo de preparação do CAM 7 — Ir. Regina;
✓ Reflexão: “Contribuições da teologia da Missio Dei para uma espiritualidade missionária enraizada no dinamismo da Trindade” — Pe. Joachim Andrade;
✓ Contribuições e ressonâncias dos participantes;
✓ Como os/as missiólogos/as do Brasil podem contribuir no processo do CAM 7?
✓ Espaço de escuta dos participantes.

21 de outubro (quarta-feira) | 19h30 às 21h30
✓ Apresentação das informações sobre o Ano Missionário Nacional — Dom Maurício Jardim;
✓ Passos dados até agora no processo de preparação do Ano Missionário — Pe. Valdeir;
✓ Reflexão: “Opção pelos pobres, fronteiras e presença profética em novas realidades” — Pe. Estêvão Raschietti;
✓ Contribuições e ressonâncias dos participantes;
✓ Como os/as missiólogos/as do Brasil podem contribuir no processo do Ano Missionário?
✓ Espaço de escuta dos participantes.

Luiz Lopes Jr

O Papa continua sua recuperação no Vaticano. Fará a Audiência Geral na Praça São Pedro


Leão XIV recebeu alta no último sábado do Hospital Agostino Gemelli e continua seu período de recuperação na Residência Apostólica Vaticana após a cirurgia de remoção de um adenocarcinoma pulmonar. Ele não irá hoje nem amanhã à sua residência em Castel Gandolfo. Após o Angelus do último domingo, o povo o verá novamente na quarta-feira de manhã para a Audiência Geral.

Salvatore Cernuzio – Vatican News

A recuperação pós-operatória do Papa Leão XIV continua na Residência Apostólica Vaticana. O Pontífice fará a Audiência Geral na manhã de quarta-feira.

Essas são as informações atualizadas fornecidas pela Sala de Imprensa da Santa Sé sobre o estado de saúde do Pontífice, que foi submetido a uma cirurgia no dia 13 de outubro para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar. Leão XIV recebeu alta do Hospital Gemelli no sábado, 17 de outubro, após cinco dias de internação. No domingo, 18 de outubro, da janela da Residência Apostólica Vaticana, o Papa saudou as 15 mil pessoas que se reuniram na Praça São Pedro para lhe dar as boas-vindas, reiterar seu carinho e apoio, e rezar com ele a oração do Angelus.

Mantida a Audiência Geral na Praça São Pedro
Leão encontrará novamente o povo na praça na quarta-feira para a Audiência Geral. O evento está confirmado no momento, segundo informa a Sala de Imprensa da Santa Sé, e está previsto na Praça São Pedro. Não foram divulgados outros detalhes, como por exemplo, se o Papa fará seu habitual trajeto no papamóvel pela multidão, mas a notícia mais importante para os fiéis é que o encontro semanal foi mantido.

O Papa não irá a Castel Gandolfo
Por outro lado, o Papa Leão não se irá à sua residência em Castel Gandolfo, onde, desde o início do pontificado, todas as segundas-feiras até a noite de terça-feira, o Papa costumava passar 24 horas entre trabalho e descanso. Por enquanto, Leão permanecerá no Vaticano para dar continuidade ao período de recuperação que, conforme afirmou à mídia vaticana o cirurgião que o operou, Stefano Margaritora, poderá durar cerca de dez dias.

Mais informações
Mais informações sobre outras atividades serão divulgadas pela Sala de Imprensa da Santa Sé nas próximas horas e nos próximos dias. Não há previsões, no momento, sobre a visita programada a Assis em 27 de novembro, onde o Papa deverá encerrar o evento "Paz desarmada e desarmante", organizado pela Comunidade de Santo Egídio para comemorar os 40 anos do evento que ficou na história como Espírito de Assis com João Paulo II.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 12,13-21)

ANO "A" - DIA: 20.10.2026
29ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)
SÃO PEDRO DE ALCÂNTARA-PADROEIRO DO BRASIL

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: "Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo". 14 Jesus respondeu: "Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?" 15 E disse-lhes: "Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque, mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância de bens". 16 E contou-lhes uma parábola: "A terra de um homem rico deu uma grande colheita. 17 Ele pensava consigo mesmo: 'O que vou fazer? Não tenho onde guardar minha colheita'. 18 Então resolveu: 'Já sei o que fazer! Vou derrubar meus celeiros e construir maiores; neles vou guardar todo o meu trigo, junto com os meus bens. 19 Então poderei dizer a mim mesmo: Meu caro, tu tens uma boa reserva para muitos anos. Descansa, come, bebe, aproveita!' 20 Mas Deus lhe disse: 'Louco! Ainda nesta noite, pedirão de volta a tua vida. E para quem ficará o que tu acumulaste?' bAssim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Herança do Reino de Deus"

Herança espiritual ou material: qual ocupa o seu coração?
Naquele tempo, alguém do meio da multidão disse a Jesus: “Mestre, dize ao meu irmão que reparta a herança comigo”. Jesus respondeu: “Homem, quem me encarregou de julgar ou de dividir vossos bens?” E disse-lhes: “Atenção, tomai cuidado contra todo tipo de ganância, porque mesmo que alguém tenha muitas coisas, a vida de um homem não consiste na abundância dos seus bens”. (Lucas 12,13-21)

Jesus, após essa fala, conta a parábola daquele homem que teve uma grande colheita e ficou preocupado: onde é que ele ia guardar tudo aquilo? Ele tinha que construir celeiros ainda maiores.

Herança e discórdia
Jesus está sendo colocado aqui como juiz de Direito de Família e Sucessões, como a gente chama na linguagem jurídica. O juiz que cuida dessas causas familiares e das situações de herança. Alguém quer que Ele resolva uma questão de divisão de herança.

Quanto trabalho Jesus teria nos tempos de hoje! Jesus teria muito trabalho, porque quantas famílias estão vergonhosamente indo aos tribunais, expondo as suas divergências logo que os pais morrem por causa de herança! Irmão brigando contra irmão para a divisão dos bens. Jesus teria muito trabalho! E Ele faz aqui um diagnóstico muito claro: é a pleonexia, ou seja, um desejo ávido de ter cada vez mais; a cobiça do coração do ser humano, a ganância de possuir muitas coisas. Ele conta, como eu disse, a parábola do homem rico que obteve uma grande colheita.

O ego e as falsas seguranças
No texto, você pode depois ler Lucas 12 a partir do versículo 13; lá. aparecem nove referências a um ego inchado e voltado para si mesmo: “eu”, “os meus”, “o meu celeiro”, “a minha colheita”, “os meus interesses”. O único momento em que esse sujeito da parábola se confronta é diante dele mesmo, diante de um espelho.

Porque aqui nós vemos um potencial narcisista massageando o seu ego; ele encontra o consolo, porque quando a gente se confronta só com a gente mesmo, vai encontrar o que está na parábola: “Descansa, come, bebe, aproveita, fica tranquilo, você não está fazendo nada de errado.”

Quando a gente se confronta só com o nosso ego, vai encontrar consolo e justificativa para todos os nossos comportamentos. Há, na psicologia, o chamado transtorno da acumulação compulsiva, que é uma doença: a dificuldade que a pessoa tem de se desfazer das suas posses, e vai só acumulando.

Deus chega com a Sua palavra; e nós temos que nos confrontar com Eles. O que será que Deus está nos pedindo hoje? Abramos o coração e nos deixemos interpelar pela Sua palavra.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


Que limites estou dando aos meus filhos?

Muitos pais e mães encontram-se perdidos na hora de impor limites aos filhos e adolescentes, perdendo a referência sobre o que é verdadeiramente importante no desenvolvimento infantil. Segundo a psicóloga Adriana Potexki, ocorre atualmente uma inversão preocupante no comportamento dos pais ao dizerem “não” e “sim”.

A inversão dos limites: o “não” para a vida e o “sim” para os excessos

O “não” protetivo em excesso
É comum observar mães e pais negando experiências simples e saudáveis da infância, como tomar um banho de chuva em um dia quente de verão. Frequentemente, esse “não” é uma herança cultural transmitida por gerações (avós e bisavós) por receio de resfriados ou gripe, impedindo que as crianças brinquem na rua ou se molhem.

O “sim” prejudicial nos momentos decisivos
Em contrapartida, nos momentos em que os limites são fundamentais para a proteção física e emocional, muitos pais sentem medo de posicionar-se com firmeza. Por conta disso, toleram que os filhos passem o fim de semana inteiro em jogos de videogame (como Fortnite), demonstrando uma clara incoerência educacional.
O papel dos pais como o “chefe do navio”

Liderança e segurança emocional

Para educar com firmeza, os pais precisam assumir a liderança da família e compreender que são o “chefe do navio”. Quando os pais exercem essa autoridade protetiva em relação à segurança e ao uso de jogos, a criança se sente segura e desenvolve uma personalidade fortalecida para enfrentar o mundo.

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Preparando os filhos para as crises da vida adulta
Satisfazer rapidamente todos os desejos dos filhos impede que eles aprendam a esperar e a lidar com a frustração.O aprendizado da espera: Antigamente, esperar até o Natal para ganhar um brinquedo desejado era um processo importante para aprender a valorizar a recompensa.
Construção da autonomia: Para ilustrar essa preparação para o futuro, temos como exemplo a atitude de um empresário bem-sucedido cujo filho de 18 anos queria um carro. Mesmo tendo recursos para comprar um veículo novo, o pai calculou quanto o jovem poderia dispor do salário de seu estágio e ajudou apenas com a entrada para a aquisição de um carro usado, ensinando o jovem a construir a própria vida e a se preparar para futuras dificuldades.
Os perigos do vício em telas e a “anorexia emocional”
O impacto neurológico dos jogos eletrônicos

Quando as crianças não têm seus desejos atendidos de imediato, costumam recorrer à birra e à manha, e muitos pais acabam cedendo. O uso desmedido de jogos eletrônicos gera o que a autora denomina “anorexia emocional”. Os jogos virtuais estimulam o cérebro de forma similar ao crack e ao alcoolismo.

Consequências graves e a “cócega no cérebro”
A dependência ocorre porque os jogos causam uma estimulação contínua (uma “cócega no cérebro”), sem a qual nada mais parece ter graça ou sentido:Abandono de responsabilidades: Em casos graves, o vício em jogos leva jovens e adultos a abandonarem a escola, o trabalho e o casamento.
Tratamento médico: Psiquiatras chegam a prescrever para dependentes de jogos os mesmos medicamentos utilizados no tratamento de usuários de crack e alcoolistas.
Perda do interesse pelo mundo real: Como exemplo dessa gravidade, cita-se um casal que levou os filhos à Disney; mesmo diante das montanhas-russas mais radicais, os jovens só queriam retornar ao quarto do hotel para continuar jogando no tablet.
Dizer “não” ao vício e “sim” à vida

Restabelecendo prioridades na educação
A principal orientação para os pais é inverter a lógica atual: dizer “não” nos momentos em que o limite é necessário e dizer “sim” para as vivências reais da vida.

Resgatando as experiências essenciais
É fundamental incentivar os filhos a vivenciarem o mundo físico e natural:Brincar ao ar livre, correr e subir em árvores;
Tomar banho de chuva e andar descalço (mesmo na geada);
Aproveitar a infância com liberdade, equilibrando a imposição de limites protetivos com o afeto genuíno.




Adriana Katia Potexki

São Paulo da Cruz


Paulo Francisco Nasceu em Ovada, região norte da Itália, no dia 03 de janeiro de 1694. Apesar do nome e da posição social, a família não possuía fortuna. Seu pai era um dedicado comerciante que viajava muito. Desde a infância Paulo acostumou-se a acompanhar o pai, primeiro como seu companheiro, depois também para ajudá-lo nos negócios.

Também desde pequeno se entregava a exercícios de oração e penitência e à leitura da vida dos santos, encantando-se especialmente com a dos eremitas. Gostava ir à igreja para rezar o terço. Essa rotina floresceu e fez crescer sua vocação. Aos dezenove anos decide-se pela vida religiosa.

Viveu como eremita, longe das cidades. Somente nos fins de semana ia até a cidade, onde pregava e enaltecia a paixão do Senhor. Assim amadurecia em seu coração um projeto de uma comunidade religiosa. Inspirado pelo Espírito Paulo inicia uma nova obra missionária, que teria Jesus Cristo Crucificado como centro, chamados de Padres Passionistas.

Idoso e doente, quando foi desenganado pelos médicos, Paulo da Cruz, mandou pedir a bênção do Papa Pio VI. O pontífice o convidou para ir até Roma, onde Paulo ainda viveu três anos. Morreu com 81 anos de idade. Hoje, a Ordem dos Padres Passionistas está em missão nos cinco continentes. No Brasil eles chegaram em 1911 e tem a sede instalada em São Paulo.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão:

Homem de oração profunda, Paulo da Cruz sempre insistiu, com palavras e com o exemplo, a importância da oração. Desejava que seus seguidores rezassem sem cessar e que as comunidades fossem lugares apropriados para favorecer intensa experiência de Deus e se tornassem autênticas escolas de oração.

Oração:

Glorioso e Eterno Deus, que conferistes a São Paulo da Cruz a graça das grandes iniciativas cristãs, fazendo-o fundador dos Padres Passionistas, concedei-nos a graça de sermos sempre diligentes e fiéis para as coisas de Deus. Isto vos pedimos por Cristo Nosso Senhor. Amém.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

7º Congresso Americano Missionário (CAM7): lançados a identidade visual e um triênio preparatório no Paraná

7º Congresso Americano Missionário (CAM7): lançados a identidade visual e um triênio preparatório no Paraná


A Igreja na América se prepara para a celebração de seu 7º Congresso Americano Missionário, o CAM7. O evento será realizado na arquidiocese de Curitiba (PR), de 14 a 18 de novembro de 2029, com o tema: “América em saída: povo de Deus que anuncia e testemunha Jesus Cristo”. Nesse caminho até o evento, foi lançada a identidade visual do congresso, no início deste mês. Em âmbito local, o Regional Sul 2 da CNBB lançou um triênio de preparação missionária com diversas atividades a partir de 2027.

Identidade visual

No final de setembro, a equipe das Pontifícias Obras Missionárias (POM) no Brasil apresentou a marca preparada para o CAM7 durante o Simpósio Internacional Missiológico, realizado no Chile, com a participação de 18 delegações da América.

A identidade visual celebra o tema do CAM7, “América em saída: povo de Deus que anuncia e testemunha Jesus Cristo”, e o lema “Igrejas da América em missão nas fronteiras”. A marca une a jovialidade, o movimento da missão e as culturas populares a partir de três elementos:
Imagem: POM

Além do logo, as POM pensaram em um grafismo de apoio que remete às pinturas dos povos originários. A intenção foi convergir a memória dos povos indígenas aos símbolos cristãos para dar início à peregrinação pelas paróquias, dioceses e arquidioceses da América. Segundo a diretora nacional das POM, Ir. Regina da Costa Pedro, a nova marca abraça todos os povos e gera pertencimento.

“Essa marca não é só para nós do Brasil, mas é para todos os países do continente que se identificam com essa marca para dizer, visualmente, eis-nos aqui. Somos o 7º Congresso Americano Missionário. Este congresso é todo guiado por Jesus Cristo […]”.


O manual da nova identidade visual do 7º Congresso Americano Missionário (CAM7) já está disponível, junto com o material completo, disponível aqui. O material visa orientar as bases sobre o uso da marca e disponibilizar os elementos para utilizarem nos grupos. A identidade acompanhará toda a jornada do CAM7 até 2029.

Preparação missionária
O triênio de preparação do Regional Sul 2 da CNBB é proposto como “uma oportunidade para fortalecer a consciência missionária em todo o Paraná”. A sugestão foi apresentada aos bispos pelo Conselho Missionário Regional (Comire) e, durante a assembleia do episcopado local, foi assumido o compromisso de promover, animar e articular iniciativas missionárias em sintonia com o Congresso. O planejamento prevê ações em 2027, 2028 e 2029.

Para 2027, durante o Tempo Pascal, está prevista uma grande mobilização missionária junto às famílias, envolvendo pastorais, movimentos e grupos, com visitas às casas e momentos de oração.

Em 2028, a proposta é ampliar as visitas missionárias para casas, comércios, empresas, lares de idosos e outros espaços sociais, envolvendo diferentes expressões pastorais de acordo com seus carismas.

Já em 2029, o caminho estará integrado ao Ano Missionário Nacional, que será desenvolvido de novembro de 2028 a novembro de 2029 como parte da preparação para o CAM7.

Com informações do Regional Sul 2 da CNBB e das Pontifícias Obras Missionárias

Papa em mensagem à FAO: jamais usar o pão como arma de guerra

No Dia Mundial da Alimentação, a mensagem de Leão XIV ao diretor-geral da FAO: “a fome não pode ser considerada uma anomalia estatística, pois é causada principalmente pela falta de vontade política e de solidariedade coletiva”. O Pontífice exorta a garantir a todos o direito a uma alimentação segura, adequada e suficiente: “é uma obrigação de justiça que vincula tanto os Estados individualmente quanto a comunidade internacional”.

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV, através de uma mensagem, também participou da cerimônia oficial desta sexta-feira, 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma. O texto, assinado em 12 outubro, um dia antes da sua internação no Hospital Gemelli para a cirurgia de remoção de um adenocarcinoma pulmonar, foi lido pelo arcebispo Fernando Chica Arellano, observador permanente da Santa Sé junto à FAO e dirigido ao diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, por ocasião do Fórum Mundial da Alimentação (WFF) realizado de 8 a 16 de outubro. Anualmente, o evento global procura orientar e impulsionar ações de transformação dos sistemas agroalimentares para que possam ajudar a garantir a todos no planeta o acesso à alimentação.

As atividade do WFF terminam nesta sexta-feira (16/10), na sede da FAO, em Roma

A fome não é uma anomalia estatística
"Encontramo-nos atualmente em uma situação paradoxal, na qual o progresso global avança a um ritmo cada vez mais acelerado, enquanto a fome e a pobreza continuam a persistir. Não se trata de um problema técnico ou financeiro, mas sim de uma profunda crise antropológica e ética", escreve o Pontífice logo no início da mensagem, ao refletir sobre o termo da "inovação" presente no tema da jornada deste ano “Inovar hoje para nutrir o amanhã”. O Papa alerta a humanidade para que não se limite à otimização da técnica, "em referência ao desenvolvimento de dispositivos e algoritmos" com "o único fim de obter lucro econômico", mas procure cuidar da terra e cultivá-la: "a verdadeira inovação não substitui a criação, mas implica uma investigação respeitosa das leis complexas que orientam a obra das mãos do Criador'.

Ser um "colaborador de Deus na obra da criação", continua Leão XIV, é ajudar a proteger a dignidade humana e com o uso de uma tecnologia adequada, não o contrário, como privar o solo da fertidilidade natural, afastar o agricultor da sua terra por motivos econômicos, usar de maneira irresponsável a tecnologia "para interesses exclusivamente egoístas": são exemplos, explica o Papa, que violam o princípio da solidariedade, ignorando o dever de salvaguardar a criação, não podendo "ser considerado um progresso, mas uma forma sofisticada de destruição". O tipo de inovação de que o mundo precisa, afirma o Pontífice, "não se mede apenas pela quantidade de grãos produzidos", negociados na bolsa de valores, porque "as sementes que germinam no solo acabam nas mãos de monopólios que sufocam a agricultura de pequena escala" gerando uma "distribuição negligenciada".

“A fome não pode ser considerada uma anomalia estatística, pois é causada principalmente pela falta de vontade política e de solidariedade coletiva. Nem a escassez de alimentos é geograficamente inevitável. De fato, em uma época caracterizada por um progresso tecnológico sem precedentes, é intolerável que o pão seja considerado um privilégio e a água, uma mercadoria disputada. O acesso regular a uma alimentação segura, adequada e suficiente, em consonância com a dignidade de cada pessoa, é um direito humano fundamental. Garantir esse direito é uma obrigação de justiça que vincula tanto os Estados individualmente quanto a comunidade internacional.”

Converter os gastos com a guerra em recursos para agricultura
Para assegurar esse objetivo, "é necessário libertar a produção de alimentos de uma mentalidade puramente especulativa", insiste o Papa, ao acrescentar: "o pão não deveria ser nem um instrumento de pressão geopolítica nem um bem financeiro volátil. Tampouco deve jamais ser usado como arma de guerra". Além disso, recorda o Pontífice, "o mito de que o crescimento pode ser infinito, apesar dos recursos limitados, chegou ao seu limite". Por isso a inovação, hoje, exige "responsabilidade intergeracional", conciliando o avanço tecnológico com a sabedoria da terra proveniente do agricultor - o que implica também na proteção da água "como bem comum inalienável".

O Papa Leão XIV, antes de invocar a bênção de Deus a todos participantes do Fórum Mundial da Alimentação e assegurar "o apoio constante da Santa Sé às iniciativas que auxiliam a FAO em seus nobres esforços", encorajou "a não se contentar com análises abstratas ou declarações de eficácia limitada":

"Chegou a hora de dar prova de ousadia moral. É essencial uma nova ordem alimentar global, na qual a inovação tecnológica esteja incondicionalmente subordinada ao respeito pela dignidade humana doada por Deus e ao bem comum universal. Além disso, existe um imperativo ético urgente de redirecionar os recursos investidos na indústria bélica para a pesquisa agrícola sustentável e a regeneração de solos degradados. O amanhã não é um período de tempo abstrato que nos aguarda passivamente; é, antes, a colheita do que semeamos hoje através das nossas decisões. Se semearmos uma inovação não ética, baseada no desejo de dominar a terra e excluir os fracos, colheremos aridez e conflitos. Se, ao contrário, a inovação brotar do respeito pela ordem natural e da justiça para com aqueles que passam fome, o amanhã trará uma mesa farta para o sustento da humanidade."

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EVANGELHO DO DIA (Lc 12,1-7)

ANO "A" - DIA: 16.10.2026
27ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: "Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2 Não há nada de escondido, que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. 3 Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados. 4 Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5 Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. 6 Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7 Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O fermento do Evangelho

O fermento dos fariseus e o alerta de Jesus
Naquele tempo, milhares de pessoas se reuniram a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro, aos discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada de escondido que não venha a ser revelado e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão será ouvido à luz do dia.” (Lucas 12,1-7)

Meus irmãos e minhas irmãs, o fermento tem a capacidade de levedar a massa, levá-la a mudar os seus elementos. Quando se leveda uma massa, até os elementos dela sofrem alterações. Esse é o poder do fermento. Por isso, na Páscoa judaica, evitava-se qualquer traço de fermento para significar a pureza do pão que se comia nesse período.

O fermento e o seu impacto
Jesus usa o exemplo do fermento para advertir a nós, os seus discípulos, mas num nível espiritual, não no nível alimentar. Aqui diz que o fermento farisaico é a hipocrisia; é bem clara a palavra. Do grego, hypokrisis significa dissimulação, corromper a identidade assumindo outras facetas segundo diferentes ambientes. Traduzindo, é um ator. No teatro grego, eles usavam a hypokrisis, que era uma máscara, para fazer diversos papéis; então a máscara servia para mudar os personagens que os atores interpretavam.

A verdade liberta a consciência
Cabe-nos hoje uma pergunta bem existencial: Eu sou a mesma pessoa em qualquer lugar onde estou? Nós assumimos papéis na sociedade e na comunidade, isso é claro. As pessoas têm funções, ministérios, mas cuidado para não nos confundirmos com esses papéis, nem vivermos uma vida cristã com diferentes nuances segundo cada ambiente.

Jesus afirma: “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo.” Nós temos que retomar a consciência do poder transformador da presença de um cristão no mundo. Um cristão que vive a sua fé e vive o Evangelho é um agente transformador, ele é um fermento na massa e pode transformar todas as realidades. Por isso, peçamos a graça ao Senhor de viver coerentemente a nossa vida cristã em todos os ambientes onde nós estivermos: na Igreja, e também no mundo e na sociedade.

Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova