quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer é confirmado como membro do Conselho para a Economia da Santa Sé


O Papa Leão XIV confirmou o arcebispo de São Paulo, o cardeal Odilo Pedro Scherer, como membro do Conselho para a Economia da Santa Sé. As nomeações e confirmações para a composição do organismo foram divulgadas nesta terça-feira, 11.

Também foram confirmados o cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e Freising, na Alemanha, como coordenador do Conselho, e a professora Charlotte Kreuter-Kirchhof, da Universidade Heinrich-Heine de Düsseldorf, como vice-coordenadora.

Instituído pelo Papa Francisco em 24 de fevereiro de 2014, por meio da Carta Apostólica Fidelis dispensator et prudens, o Conselho para a Economia tem a tarefa de supervisionar a gestão econômica e as estruturas e atividades administrativas e financeiras dos Dicastérios da Cúria Romana, das instituições ligadas à Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

Permanecem como membros, além de dom Odilo, os cardeais Gérald Cyprien Lacroix, arcebispo de Quebec, no Canadá, e Joseph William Tobin, C.Ss.R., arcebispo de Newark, nos Estados Unidos; Leslie Jane Ferrar, administradora da Arquidiocese de Westminster, na Grã-Bretanha; e Alberto Minali, administrador da REVO Insurance. Monsenhor Brian Edwin Ferme foi confirmado como secretário.
Supervisão da gestão econômica

Instituído pelo Papa Francisco em 24 de fevereiro de 2014, por meio da Carta Apostólica Fidelis dispensator et prudens, o Conselho para a Economia tem a tarefa de supervisionar a gestão econômica e as estruturas e atividades administrativas e financeiras dos Dicastérios da Cúria Romana, das instituições ligadas à Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano.

O organismo exerce, portanto, uma função de supervisão e orientação no âmbito econômico e administrativo. Em entrevista ao Vatican News, em 2023, Dom Odilo explicou que o Conselho não é um órgão executivo, mas atua no discernimento e na apresentação de propostas e sugestões em vista das decisões do Papa.

Dom Odilo integra o Conselho para a Economia desde agosto de 2020, quando foi nomeado pelo Papa Francisco. Desde então, participa das reuniões do organismo dedicadas, entre outros temas, à análise dos balanços, dos orçamentos e das políticas econômicas e financeiras da Santa Sé. Com informações do jornal O São Paulo.

Papa envia primeira ajuda econômica à Colômbia


Por meio da Esmolaria Apostólica, com o prefeito em contato direto com a Nunciatura e a Conferência Episcopal, o Papa enviou uma doação urgente às dioceses afetadas pelo abalo de 7,4. na segunda-feira. Mais ajudas serão enviadas em breve.

Salvatore Cernuzio – Cidade do Vaticano

Em meio aos escombros e à poeira nas áreas devastadas pelo violento terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a região oeste da Colômbia na segunda-feira, manifesta-se a proximidade do Papa Leão XIV, que se concretiza não apenas pela oração e por palavras - como o telegrama enviado na terça-feira ao presidente da Conferência Episcopal Colombiana, dom Francisco Javier Múnera Corre, ou a mensagem de solidariedade na Audiência Geral desta quarta-feira - mas também com uma alocação inicial e urgente de recursos enviados por meio do Dicastério para o Serviço da Caridade - Esmolaria Apostólica -, para as dioceses afetadas pelo terremoto, graças ao contato constante do prefeito, o arcebispo Luis Marín de San Martín, com a Nunciatura e a Conferência Episcopal local.

A situação na Colômbia é crítica e de extrema urgência após o potente terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país. O desastre provocou colapso hospitalar, mortes em ...

Primeiro auxílio emergencial
Assim como ocorreu com a Venezuela, também atingida por um forte terremoto em junho, o Pontífice enviou um auxílio financeiro inicial à Colômbia, como sinal concreto de sua proximidade neste momento de emergência. Essa quantia de € 100.000 é destinada diretamente à Secretaria Nacional de Pastoral Social - Cáritas Colombiana da Conferência Episcopal, que atua como ponto central de coordenação para a arrecadação e distribuição do auxílio, de modo a prestar assistência solidária às dioceses afetadas. O valor foi acordado com os beneficiários e é uma doação inicial para atender às emergências mais urgentes. Outros auxílios concretos serão enviados conforme as necessidades forem identificadas e prontamente comunicadas ao Dicastério.

A atenção constante da Esmolaria
De fato, desde as primeiras horas, é constante o contato entre o Esmoler, o arcebispo Marín de San Martín, e o presidente do Episcopado Colombiano, dom Francisco Javier Múnera Correa, arcebispo de Cartagena, que o informou sobre o que está acontecendo nas áreas afetadas, e com a Nunciatura, por meio de seu secretário, monsenhor In Je Hwang.

Um relatório também está sendo preparado para delinear as necessidades urgentes do Dicastério para o Serviço da Caridade, o que confirma seu papel como o “braço” do Papa estendido onde houver necessidade. “É a Igreja como família de Deus”, afirma o prefeito, “uma Igreja atenta ao sofrimento e às necessidades, que responde com fraternidade e eficácia.”

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EVANGELHO DO DIA (Mt 18,21-19,1)

ANO "A" - DIA:  13.08.2026
19ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)
MEMÓRIA DE SANTA DULCE DOS POBRES

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo e ensinai-me vossas leis e mandamentos!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?" 22 Jesus respondeu: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo'. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que me deves'. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei'. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: "Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?" 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão". 19,1 Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O perdão e a memória da misericórdia"

O perdão recebido nos capacita a agir com misericórdia
Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se o meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não digo até sete vezes, mas setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com o que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e prostrado suplicava, daime um prazo e eu te pagarei.” Diante disso, o patrão teve compaixão. Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas, agarrou e começou a sufocá-lo dizendo paga o que me deves.” (Mateus 18,21-19,1)

Quem recebe o perdão está marcado para sempre com o golpe de misericórdia dado por Deus e nunca poderá se esquecer disso. Fará memória sempre desse perdão, para também estar pronto a usar a mesma medida de amor àqueles que precisarem da sua compaixão.

O perdão de Deus e nossa dívida impagável
Pena que isso não aconteceu com o personagem do Evangelho de hoje. A dívida que ele possuía com o patrão era de, mais ou menos, 250 mil anos de trabalho.

Fazendo o cálculo aqui, o número é astronômico! Isso nos mostra que não havia recurso humano para sanar aquela dívida. Só uma bondade maior poderia resolver tal situação. O perdão acontece. Algo parecido com o que nós experimentamos em cada confissão que fazemos. O perdão que é recebido sem nenhum merecimento.

Usar de misericórdia para com o próximo
A coisa se complica logo depois, porque esse bendito, que foi perdoado, fraco de memória, encontra um companheiro. O termo grego usado aqui é syndoulós, um coescravo, alguém que serve o mesmo patrão, alguém da mesma raça, podemos dizer, do nosso grupo, da nossa comunidade, da nossa família, do nosso ambiente. Quantas vezes não usamos de misericórdia para com aqueles que estão mais perto, que nós conhecemos e com quem convivemos!

A força recriadora da misericórdia divina
Por isso, eu volto ao que eu disse acima: como é importante manter a memória viva do dia em que nós fomos agraciados com o perdão de Deus, para que nunca nos esqueçamos de que devemos fazer o mesmo com os nossos irmãos que erram.

Ninguém nasce pronto. A única que nasceu santa foi a Virgem Maria. Todos nós precisamos da força recriadora da misericórdia divina. Por isso não se esqueça do dia em que Deus perdoou os seus pecados, para que você também perdoe os seus irmãos.

Sobre todos vós desça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


“Vocação matrimonial é experiência de conhecimento mútuo”

Casal coordenador nacional da Pastoral Familiar reflete sobre desafios e passos no discernimento pelo matrimônio e frisa auxílio de outros casais da comunidade

Gabriel Fontana
Da Redação

Foto: Canva

A segunda semana do Mês das Vocações, em agosto, é dedicada à vocação familiar. Mais do que “juntar as escovas de dente”, um casal é chamado a experimentar uma realidade muito maior, marcada pelo sacramento do matrimônio. Nele, experimenta-se a doação total um ao outro, gerando testemunho para aqueles que estão ao redor.

Alisson e Solange Schila, casal coordenador nacional da Pastoral Familiar, pontuam que o discernimento vocacional pelo matrimônio é tão importante quanto para os outros estados de vida. “A vida matrimonial também exige que esse processo de discernimento seja feito com muita oração, muita reflexão, e tempo para que isso possa ser realizado”, indica Solange.

Alisson observa ainda que o discernimento dessa vocação é mais complexo, pois depende da resposta de duas pessoas, ao passo que a resposta a outras vocações é pessoal. Entre os pontos que devem ser considerados nesse período, Solange cita a reflexão sobre a capacidade de doação e entrega ao outro e de construir uma família.

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“Deve ser um momento de autoconhecimento e de conhecimento do outro, se há objetivos comuns e quais são as prioridades”, aponta Alisson. Neste contexto, Solange frisa que, normalmente, quem pode orientar um casal neste discernimento são outras famílias, que vivem a vocação matrimonial com todos os seus desafios e alegrias e que já têm essa caminhada.

Alisson e Solange Schila / Foto: Arquivo pessoal

Segundo Alisson, a vocação matrimonial, familiar, é uma experiência de convivência e conhecimento mútuo e constante. Por isso, há algumas fases extremamente importantes: tudo começa com o namoro, que é um período de conhecimento e discernimento; depois vem o noivado, onde vai se afinando esse conhecimento e a proximidade; e depois os primeiros anos do matrimônio, onde também se encontram elementos de conhecimento, de referencialidade, de autoconhecimento e de conhecimento do outro.

“Os cuidados que devem ser levados em conta é para que se tenha, mesmo no namoro e no noivado, esse conhecimento, assumindo o outro com toda a sua história, com todo o seu ser, com todas as suas maneiras. É realmente assumir a outra pessoa também como parte sua”, expressa Solange.

Alisson destaca ainda que não pode faltar, nesse caminho, a experiência de fé e de proximidade com Cristo. “Esse é um segredo de toda vocação: Jesus dá a todos os seus discípulos, principalmente aqueles que respondem ao sacramento do matrimônio, a força espiritual interior e o conteúdo missionário do anúncio do Reino”, salienta.

Neste contexto, o coordenador aponta a importância da proximidade entre os cônjuges. “Dizemos que o matrimônio é um sacramento de resposta cotidiana, onde nós, ao acordar e ao dormir, reafirmamos essa intenção de vivermos e convivermos todos os dias, enquanto esposo e esposa, enquanto pai e mãe, para que possamos fazer um encontro com o Senhor todos os dias e dar nosso testemunho de casados”, indica.

Acompanhamento da Igreja
Solange observa que, nesta jornada de discernimento, a Igreja dispõe de casais que já vivem essa vocação matrimonial para preparar, através de um verdadeiro itinerário, aqueles que se preparam para trilhar o mesmo caminho.

“Para colaborar conosco nesses momentos importantes da vocação familiar, é importante no namoro, por exemplo, procurarmos um grupo paroquial para que juntos possamos fazer um discernimento, um encontro com o Senhor dentro daquela realidade a qual nós escolhemos vocacionalmente”, reitera Alisson.

Ele frisa que a Igreja pede uma preparação especial, para que, quando chegar o momento, a resposta dada pelo casal seja uma resposta madura. Neste sentido, a Pastoral Familiar atua diretamente neste acompanhamento aos casais que buscam o sacramento do matrimônio, sejam eles jovens ou pessoas que já convivem e estão buscando casar-se.

Da mesma forma, a Igreja segue acompanhando seus filhos, mesmo após o matrimônio. Solange sinaliza que, na criação dos filhos, a Igreja aponta um caminho muito sólido e seguro para a educação, pautado sempre no Evangelho. “Nós somos convidados a aprofundar cada vez mais a liturgia da casa, a Igreja doméstica, a fazermos esses processos dentro de nós mesmos para que possamos passar isso tudo aos nossos filhos”, conclui Alisson.

Santa Dulce dos Pobres

Nascida em Salvador, Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes foi canonizada pelo Papa Francisco no ano de 2019, tornando-se a primeira santa brasileira. Recebe o título de Santa Dulce dos Pobres, em memória a sua vida completamente dedicada ao serviço dos mais necessitados.

Depois de sua formatura como professora, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus. Na toma de hábito escolheu o nome de Dulce em homenagem a sua falecida mãe e para recordar que foi no calor da família que brotou sua vocação religiosa e o amor desinteressado pelos mais pobres.

Mulher de saúde frágil, porém de coração forte e decidido, não regateou esforços e criatividade para ajudar a minimizar os sofrimentos dos irmãos mais desvalidos da sociedade baiana. Foi promotora de diversas obras sociais e amou com carinho de mãe a cada um dos pequenos a ela confiados por Deus Pai.

Dulce dos Pobres é conhecida como o anjo bom da Bahia, pois para muitos foi ajuda vinda dos céus em momentos de extrema pobreza e desamparo. Seu olhar terno e penetrante confortou doentes, órfãos, idosos e moradores de rua; suas mãos trabalhadoras deram sustento aos abandonados e descartados do nosso Brasil.

Colaboração: Yara Fonseca

Reflexão:

A santidade de Santa Dulce dos Pobres é um convite à caridade para todos os cristãos, especialmente para nós, brasileiros, que compartilhamos com ela a mesma cultura e desafios sociais. Nosso anjo bom foi mensagem de Deus para os desamparados, com suas palavras e ações foi rosto da misericórdia e amor providente de Deus Pai. Busquemos que seu testemunho desperte em nossos corações a atitude do bom samaritano que no caminho da vida socorreu ao irmão ferido.

Oração:

Santa Dulce, Anjo Bom do nosso Brasil, já que na vida terrena fostes enviada pelo Pai para socorrer aos pobres, imploramos a Deus que no céu sejais nossa intercessora e nos ajude a viver uma autêntica caridade para com todos, especialmente os mais necessitados. Intercedei para que nesta terra de Santa Cruz reine o amor de Cristo e a fraternidade universal. Que assim seja, amém.

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Cimi lança na próxima quinta-feira, 13, relatório sobre violência contra povos indígenas em 2025



O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lança, na próxima quinta-feira (13), às 14h30, o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025. O evento de lançamento da publicação anual do Cimi ocorrerá na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), e será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Cimi.

O relatório reúne 19 categorias de análise das violências e violações praticadas contra os povos originários no Brasil, divididas em três seções: violência contra o patrimônio indígena, violência contra a pessoa e violência por omissão.

No capítulo sobre patrimônio indígena, o levantamento reúne dados sobre conflitos territoriais, invasões a terras indígenas, danos ao patrimônio indígena, exploração ilegal de recursos nesses territórios e morosidade na regularização das terras. Na seção sobre violência contra a pessoa, o relatório traz dados atualizados sobre assassinatos de indígenas, agressões e ameaças. Já no terceiro capítulo, são reunidas informações sobre a desassistência nas áreas da saúde e da educação, mortalidade na infância e suicídios.

“O levantamento reúne dados sobre conflitos territoriais, invasões a terras indígenas, danos ao patrimônio indígena, exploração ilegal de recursos nesses territórios e morosidade na regularização das terras”

O relatório sistematiza informações de diferentes fontes. Além dos registros feitos pelas equipes regionais do Cimi, levantadas junto a comunidades indígenas, órgãos públicos e veículos de comunicação, são analisados dados obtidos a partir da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e de secretarias estaduais de saúde.

Em 2025, os direitos territoriais dos povos indígenas seguiram sob forte ataque. Medidas legislativas e decisões judiciais contrárias aos direitos constitucionais dos povos originários somaram-se à vigência da Lei nº 14.701/2023, conhecida como Lei do Marco Temporal e alvo de contestação desde sua promulgação.

Ainda em vigor, a medida tem fragilizado os direitos constitucionais indígenas, marcando mais um ano de violência contra os povos originários. Enquanto os povos indígenas em luta pela terra sofrem com a violência e a vulnerabilidade, em terras indígenas demarcadas as ações de invasores não cessaram, apesar das operações de desintrusão realizadas.

“Em 2025, os direitos territoriais dos povos indígenas seguiram sob forte ataque”
Em 1996, o relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil trazia na capa uma enorme cratera aberta por garimpeiros na terra dos Nambikwara. Três décadas depois, a TI Sararé retorna à capa da publicação para retratar uma nova intensificação do garimpo ilegal, em um contexto ainda mais crítico.

Esse cenário é retratado novamente pela atual edição do relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. A publicação reúne, ainda, análises sobre as ameaças aos povos indígenas em isolamento voluntário no país e artigos com reflexões sobre temas relacionados aos dados sistematizados na publicação, como o racismo contra os povos indígenas, a política indigenista brasileira, os direitos indígenas no sistema de justiça criminal e a luta por justiça, memória e verdade.

Participarão do lançamento lideranças indígenas, representantes da CNBB, do Cimi e de organizações parceiras da causa, além de um dos organizadores do relatório, Roberto Antonio Liebgott.

Serviço
O quê: lançamento do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)
Quando: 13 de agosto, às 14h30 (horário de Brasília)

Formato: presencial com transmissão ao vivo pelo canal do Cimi no YouTube
Onde: auditório Dom Helder Câmara, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), situada no Setor de Embaixadas Sul, quadra 801, conjunto B, em Brasília (DF)


Por Assessoria de Comunicação do Cimi

Papa: o ano litúrgico acompanha os fiéis na história da salvação

Na Audiência Geral desta quarta-feira, 12/08, Leão XIV aprofundou o capítulo V da Constituição conciliar Sacrosanctum Concilium, dedicado ao ano litúrgico. O Pontífice recordou a centralidade do domingo e da Eucaristia e ressaltou que, ao longo do ano, a Igreja celebra a atualidade do mistério de Cristo e permite aos fiéis participar cada vez mais profundamente dele.

Thulio Fonseca – Vatican News

Pela segunda semana consecutiva, a Audiência Geral com o Papa Leão XIV foi realizada na Basílica de São Pedro, nesta quarta-feira, 12 de agosto, enquanto Roma continua enfrentando as altas temperaturas do verão no hemisfério norte. Em sua catequese, o Santo Padre deu continuidade ao ciclo de reflexões sobre os documentos do Concílio Vaticano II, detendo-se desta vez no capítulo V da Constituição Sacrosanctum Concilium, dedicado ao ano litúrgico.

Cristo no centro do ano litúrgico
Ao explicar o significado do ano litúrgico para a vida dos fiéis, o Pontífice recordou o ensinamento de Pio XII na Encíclica Mediator Dei: não se trata simplesmente de recordar acontecimentos do passado, mas de entrar em contato com o mistério de Cristo, que permanece vivo e atuante na Igreja.

“O ano litúrgico deve, portanto, ser entendido como uma atualização constante da obra da salvação, que Cristo realiza na história.”

Ao percorrer esse ciclo, explicou Leão XIV, a Igreja permanece em contato com a ação redentora do Senhor e coloca no centro de cada momento a celebração do mistério pascal: o encontro com Jesus, morto e ressuscitado por nós.

(@VATICAN MEDIA)
O domingo, “dia do Senhor”
O Papa dedicou especial atenção ao domingo, definido pelos Padres conciliares como “o principal dia de festa” e “fundamento e centro de todo o ano litúrgico”. Citando São João Paulo II, recordou que o domingo é a “Páscoa semanal”, que torna presente a Ressurreição de Cristo e orienta o tempo dos homens para a sua segunda vinda. Para santificar o domingo, acrescentou, é fundamental a celebração da Eucaristia. A comunidade cristã reunida torna visível sua comunhão com o Senhor e testemunha sua pertença a Cristo e sua fidelidade à Igreja:

“Esta assembleia não pode ser substituída por uma presença meramente virtual, nem se reduz a uma reunião meramente passiva.”

Nesse contexto, Leão XIV dirigiu também um apelo para que sejam criadas condições que permitam a participação na Missa inclusive daqueles que precisam trabalhar aos domingos.

(@VATICAN MEDIA)

Participar do mistério de Cristo
Na parte final da catequese, o Papa percorreu brevemente o desenvolvimento histórico do ano litúrgico: da celebração da Páscoa semanal à Páscoa anual, passando pela Quaresma, pelo tempo pascal e pelo ciclo do Natal, até a inserção da veneração da Virgem Maria e da memória dos mártires e dos santos. Dessa forma, concluiu Leão XIV, o ano litúrgico acompanha os fiéis ao longo de toda a história da salvação, “desde a espera do Messias até à plenitude do mistério pascal e à antecipação da glória futura”.

“Nele, a Igreja celebra a atualidade salvífica do mistério de Cristo, permitindo aos fiéis participar nele cada vez mais profundamente.” Por isso, ressaltou o Pontífice, o ano litúrgico constitui “o princípio inspirador e o quadro de referência essencial de toda a ação pastoral”.

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(Mt 18,15-20)

ANO "A" - DIA: 12.08.2026
19ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15 "Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16 Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18 Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19 De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20 Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Comunidade, lugar de amor e reconciliação"

Comunidade exige decisão de amar e coragem de reconciliar
Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo. Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, diz-o à igreja. Se nem mesmo a igreja lhe ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público.” (Mateus 18,15-20)

Meus irmãos e minhas irmãs, as dificuldades em comunidade existem desde que mundo é mundo. É inevitável que haja discordâncias, sobretudo no campo das ideias.

Comunidade e os desafios reais
Padre Jonas nos dizia que a vida fraterna em comunidade exige tempo, suor e lágrimas. Ele resumiu as etapas do amadurecimento da vida comunitária, deixando explícito que se trata de uma conquista, de um esforço contínuo de recorrer, muitas vezes, ao perdão e à reconciliação.

Correção fraterna com caridade
O Evangelho apontou-nos as fases da correção fraterna para preservar a harmonia em comunidade. A primeira atitude é o famoso a sós. Monos, na tradução grega, quer dizer sem companhia. É o tu-a-tu da correção que deve buscar o irmão para esclarecer as razões que o levaram a agir de certa forma.

Depois é o momento dos dois ou três testemunhas. Estas não podem ser escolhidas à revelia, mas devem servir de apoio para outros critérios de discernimento da questão. No terceiro momento, aparece a Ekklesia ou a Igreja, aqui entendida como recurso às autoridades constituídas.

Certas demandas precisam chegar ao conhecimento do pároco, ao conhecimento do bispo, do Núncio apostólico e assim por diante. A Igreja é muito sábia. Ao longo destes mais de dois mil anos, ela aprendeu o agir de Cristo e pode ajudar a sanar certas situações dos fiéis.

O limite do diálogo e a força da oração
Por fim, caso todas estas atitudes sejam frustradas, chega o momento de tratar o irmão que erra, como um publicano ou um pagão. Ou seja, alguém que se colocou fora da esfera da comunidade e não aceita mais a vida de Cristo como modelo a ser seguido. A partir daqui, é oração e acolhimento para que Deus convença tal pessoa dos seus erros. Essa é a atitude fraterna e cristã que todos nós precisamos assumir.

Sobre todos vós, desça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova