sexta-feira, 27 de março de 2026

Iniciativa “Um real, um recomeço” mobiliza fiéis em prol da moradia digna na arquidiocese de Belo Horizonte


Inspirada pela Campanha da Fraternidade 2026, a iniciativa “Um real, um recomeço” surge como um gesto concreto de solidariedade para enfrentar a realidade da falta de moradia digna. A proposta busca mobilizar fiéis, comunidades de fé e instituições da arquidiocese de Belo Horizonte em torno da construção de 105 casas populares – número que faz referência aos 105 anos da arquidiocese.

A campanha propõe um gesto simples e acessível: a doação de R$ 1,00 por mês, durante 10 meses. A ideia é que, por meio da soma de pequenas contribuições, seja possível transformar a realidade de famílias que vivem em condições precárias, promovendo dignidade e esperança. As contribuições podem ser feitas por meio do Pix: 31 997549067; ou por meio da conta: Ag. 0097 130087971 (Santander).







De acordo com o padre Roberto Rubens, vigário espiscopal do setor social e coordenador do projeto, a iniciativa nasce como resposta concreta à realidade de vulnerabilidade habitacional na região metropolitana de Belo Horizonte, composta por 28 municípios.

“A campanha nasce como um gesto de solidariedade diante da realidade de tantas famílias que vivem em situação de precariedade habitacional, com o apoio do arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo”, afirma.
Padre Roberto Rubens, coordenador do projeto

A proposta está em sintonia com o chamado da Campanha da Fraternidade 2026, que convida à vivência do amor ao próximo e ao compromisso com a dignidade humana. Nesse sentido, a iniciativa pretende envolver paróquias, universidades, escolas católicas, congregações religiosas e diversos parceiros na construção de soluções concretas para o direito à moradia.

Além da arrecadação, o projeto também prevê acompanhamento das famílias beneficiadas, promovendo cuidado, fortalecimento dos vínculos comunitários e apoio contínuo.

“Mais do que viabilizar reformas ou construções, queremos caminhar junto às famílias, reconhecendo a moradia como um direito fundamental e um sinal concreto de dignidade”, reforça o padre.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo de 2022 e projeções para 2025, apontam que os 28 municípios da arquidiocese somam mais de 5,1 milhões de habitantes, sendo cerca de 2,5 milhões de católicos – o que corresponde a 44,29% da população. Esse cenário revela o grande potencial de mobilização da campanha.

Caso haja ampla adesão, a iniciativa poderá alcançar valores expressivos. A estimativa aponta que, se todos os católicos participassem com a contribuição proposta, o valor arrecadado poderia ultrapassar R$ 25 milhões, evidenciando a força da mobilização coletiva como instrumento de transformação social.

Para o padre Roberto Rubens, o impacto da moradia digna vai muito além da estrutura física.

“Ela proporciona segurança, identidade, acesso a serviços públicos e contribui diretamente para o desenvolvimento educacional e psicológico das famílias. Esperamos que essa ação gere condições de vida digna e sirva também como exemplo de compaixão diante das desigualdades sociais”, destaca.

Ainda segundo o padre Roberto Rubens as famílias em situação de vulnerabilidade interessadas em participar podem procurar a Pastoral Metropolitana dos Sem Casa da Arquidiocese, o Projeto Presença Solidária da PROVIDENS – Centro de Apoio aos Sem Casa (CASA) ou os Núcleos de Acolhida e Articulação da Solidariedade Paroquial (NAASP’s), onde recebem acompanhamento e orientação.

A campanha “Um real, um recomeço” reforça que pequenos gestos, quando vividos em comunidade, têm força para gerar grandes transformações.
Coleta Nacional da Solidariedade

Em 2026, a Campanha da Fraternidade tem como tema “Fraternidade e Moradia”, convidando a sociedade a refletir sobre o direito à moradia digna e as condições de vida das famílias, especialmente das mais vulneráveis.

A coleta deste ano acontecerá nos dias 28 e 29 de março, durante as celebrações do Domingo de Ramos. Os recursos arrecadados são destinados ao Fundo Nacional de Solidariedade e aos fundos diocesanos, que apoiam projetos sociais em diversas regiões do Brasil.

Conheça o site de Campanhas da CNBB
Acesse o site Fundo Nacional de Solidariedade e confira os projetos apoiados

Por Larissa Carvalho

Leão XIV: doação de órgãos consciente é ato generoso numa época de interesses


Desde a primeira doação de órgãos na Itália, das córneas do Pe. Carlo Gnocchi há 70 anos, "a Igreja acompanhou o desenvolvimento da medicina dos transplantes, reconhecendo seu valor e indicando os critérios éticos", disse Leão aos participantes da assembleia da Rede Nacional de Transplantes. "É uma ação que une a generosidade à responsabilidade moral que a acompanha", continuou o Papa, encorajando às campanhas de conscientização para crescer a cultura da doação consciente e livre.

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência nesta quinta-feira (26/03) cerca de 400 pessoas que participaram da Assembleia Geral da Rede Nacional de Transplantes da Itália, um evento promovido pelo órgão técnico-científico do Ministério da Saúde no setor, o Centro Nacional de Transplantes (CNT). Durante dois dias, profissionais e voluntários da área, instituições e comunidade científica se reuniram para analisar o sistema de doação e transplante de órgãos, tecidos e células no país, com um olhar no futuro através dos novos modelos de doação. E o encontro com o Pontífice foi caracterizado como uma das atividades para enaltecer os princípios da solidariedade, da responsabilidade e do cuidado que inspiram o sistema de transplantes na Itália, país que está entre os primeiros da Europa em doações de órgãos: em 2025 foi batido um novo recorde com um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior. Os transplantes seguem crescendo junto com as doações, representando os maiores números já registrados na Itália, como confirmaram os dados do Relatório Preliminar do CNT apresentando durante a assembleia.

Na Sala Clementina, Leão XIV compartilhou a alegria em receber o grande grupo do setor, que é sempre acompanhado pela Pontifícia Academia para a Vida, por um "serviço da vida humana nos momentos de maior fragilidade". Oportunidade em que o Papa recordou do gesto de amor de Pe. Carlo Gnocchi, o primeiro doador de órgãos da Itália, em 28 de fevereiro de 1956:

"Vocês comemoram uma data importante: há 70 anos ocorreu a primeira doação italiana, quando o Beato Pe. Carlo Gnocchi pediu que as suas córneas fossem retiradas após a sua morte e transplantadas a dois jovens assistidos pela sua Obra, que puderam voltar a enxergar. Aquele gesto, realizado num contexto ainda desprovido de uma normativa específica, suscitou uma ampla reflexão na sociedade italiana e contribuiu para iniciar um percurso de definição legislativa."

“Justamente poucas semanas após aquele gesto de Pe. Gnocchi, o Papa Pio XII ofereceu uma primeira orientação moral sobre esses temas, reconhecendo a licitude da retirada para fins terapêuticos, no respeito à dignidade do corpo humano e aos direitos das pessoas envolvidas. Desde o início, portanto, a reflexão da Igreja acompanhou o desenvolvimento da medicina dos transplantes, reconhecendo seu valor e indicando, ao mesmo tempo, os critérios éticos necessários.”

As pesquisas científicas, então, se intesificaram e a Rede Nacional de Transplantes da Itália ganhou reconhecimento internacional, mérito de "um patrimônio de competências e também de uma cultura da responsabilidade e da confiança que precisa ser preservada e sustentada".

Cerca de 400 pessoas encontraram o Papa Leão XIV (@VATICAN MEDIA)

Um ato gratuito que requer generosidade dos doadores
A doação de órgãos, continuou Leão XIV, é "uma ação que une a generosidade da doação à responsabilidade moral que a acompanha". Para São João Paulo II, está entre os "gestos que alimentam a cultura da vida". O Papa Francisco, por sua vez, destacou que "a doação não se esgota na sua utilidade social" e que "deve permanecer um ato gratuito, capaz de testemunhar uma cultura da ajuda, da doação, da esperança e da vida". O próprio Catecismo da Igreja Católica afirma que "a doação de órgãos após a morte é um ato nobre e meritório e deve ser encorajada como manifestação de generosa solidariedade". Trata-se de um apelo extremamente valioso, enalteceu Leão XIV, "em uma época em que tudo corre o risco de ser avaliado segundo a lógica do preço, da eficiência ou do interesse":

"É preciso estar sempre vigilante para evitar qualquer forma de mercantilização do corpo humano e para garantir critérios justos e transparentes para os transplantes. A medicina dos transplantes nos lembra que a relação de cuidado, confiança e responsabilidade mútua constitui uma condição imprescindível para que o transplante possa ser realizado. A própria possibilidade de salvar vidas através dos transplantes depende, de fato, da generosidade dos doadores."

Mais pesquisa científica, mais campanhas de conscientização
Leão XIV aproveitou a oportunidade para encorajar a pesquisa científica, "que continua abrindo perspectivas importantes para a medicina dos transplantes", além de responder à necessidade de órgãos e dos pacientes, "em um contexto em que a demanda ainda supera em muito a disponibilidade". Um empenho, acrescentou ainda o Pontífice, que precisa ser acompanhado "por uma reflexão responsável, para que o progresso científico permaneça orientado ao bem integral da pessoa e ao respeito à sua dignidade":

"O trabalho de vocês é exigente e muitas vezes oculto, que exige competência e rigor e, ao mesmo tempo, consciência, equilíbrio e um vivo senso de humanidade. Nele se entrelaçam responsabilidades clínicas, escolhas delicadas e relações que tocam a vida das pessoas nos momentos mais difíceis. Continuem a desempenhá-lo com fidelidade e dedicação, tendo sempre como referência o bem do paciente. Por fim, encorajo as instituições e o mundo do voluntariado a prosseguirem com o trabalho de informação e sensibilização, para que possa crescer uma cultura da doação cada vez mais consciente, livre e compartilhada, capaz de reconhecer nesse gesto um sinal de solidariedade, fraternidade e esperança."

A audiência foi realizada na Sala Clementina, no Vaticano (@VATICAN MEDIA)

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EVANGELHO DO DIA (Jo 10,31-42)

ANO "A" - DIA: 27.03.2026
5ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

- Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai que é amor!
- Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31 os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32 E ele lhes disse: "Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?" 33 Os judeus responderam: "Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!" 34 Jesus disse: "Acaso não está escrito na vossa Lei: 'Eu disse: vós sois deuses'? 35 Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, 36 por que então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37 Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. 38 Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai". 39 Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. 40 Jesus passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. 41 Muitos foram ter com ele, e diziam: "João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade". 42 E muitos, ali, acreditaram nele.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Quando não restar nada, fique com o essencial"

A atitude de quem tem fé é enxergar Deus como essencial
“Naquele tempo, Jesus passou para o outro lado do Jordão e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado e permaneceu ali. Muitos foram ter com ele e diziam: João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem é verdade. E muitos ali acreditaram nele” (João 10,31-42).

Abramos o nosso coração, neste dia, para a Palavra de Deus. Na Palavra, Jesus se mostra como incompreensível, parece até estranho, incompreensível para aqueles que não querem compreender.

É assim que Jesus se mostra. Quem vive sem fé caminha como que com os olhos, irmãos e irmãs, fechados para as manifestações de Deus neste mundo. Quem não tem fé só consegue ver desgraça. Quem tem fé encontra nos eventos mais trágicos oportunidade para melhorar, para crescer em confiança e em amor a Deus, sabendo que Ele cuidará de tudo, ainda que você pareça não ter nada.

A fé que abre os olhos para o essencial diante da dor
Quantas vezes, em experiências de tragédias, é isso que sentimos? Não sobrou nada, eu não tenho nada, mas eu tenho Deus. Essa é a atitude de quem tem fé. Fique com o essencial. O essencial é o próprio Deus. É isso que o Evangelho deste dia nos revela.

Ver a presença de Deus em cada momento
O que é o essencial para a minha vida? O essencial para a minha vida é Deus. Então, eu vejo para além da tragédia. Eu vejo para além do sofrimento. Eu vejo a presença de Deus que me dá a oportunidade de ser uma pessoa melhor neste mundo, de ser uma pessoa melhor para Ele.

Sobre você, desça e permaneça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


Colocando a Palavra de Deus no centro


Deus no centro da nossa existência
Neste tempo favorável da Quaresma, somos convidados a mergulhar em um profundo processo de cura e libertação. A liturgia nos recorda que o verdadeiro combate espiritual não começa com o pecado. Mas com o “empurrão” do Espírito Santo que nos conduz ao deserto para reencontrarmos os passos do Senhor.
Um chamado à totalidade

O Evangelho segundo Marcos nos apresenta uma pergunta existencial: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”. A resposta de Jesus é clara e exige tudo de nós: amar a Deus de todo o coração, alma, entendimento e força. Deus não aceita ser apenas um fragmento ou uma prática religiosa isolada em nossa rotina. Ele deseja ser o centro da nossa existência!

Muitas vezes, a falta de progresso espiritual se deve ao fato de oferecermos apenas “pedaços” de nós mesmos. Mantendo o coração dividido entre os apegos do mundo e a vontade divina. O amor verdadeiro não divide, ele consome por inteiro. Quando Deus possui o coração totalmente, nada mais falta à alma.

A Palavra de Deus no centro
Conforme a mensagem do Papa para esta Quaresma, é urgente “recolocar a Palavra de Deus no centro da vida”. Isso implica reconhecer que, por algum motivo, a Palavra foi deslocada para a periferia de nossas decisões.

“Não adianta buscar exorcismos ou libertações extraordinárias se não houver a disposição de centralizar a vida na Escritura.”

A “casa limpa” — o coração liberto — exige a vigilância da leitura orante e do silêncio diante de Deus, para que o inimigo não encontre brechas para voltar.

A samaritana e a sede de Jesus por nós
O encontro de Jesus com a Samaritana, no “centro do dia”, revela um Deus que tem sede de nós como ensinava Madre Teresa de Calcutá. Essa sede não é de água, mas da nossa presença e da nossa história. Mesmo com todas as nossas misérias. Ao ser tocada por essa verdade, a mulher abandona seu balde e sua vergonha, voltando para os seus de “cara limpa”. Assim como os discípulos no monte, ela sai desse encontro de três formas fundamentais: tocada, erguida e sem medo.

O Amor ao próximo como prova real da fé
O segundo mandamento: amar o próximo como a si mesmo. É a prova concreta do nosso amor a Deus. O perdão, mesmo àqueles que humanamente não merecem, é uma ferramenta de libertação para quem o concede.

Ao perdoar, você não perde nada, pelo contrário, você garante que será julgado com a mesma medida de misericórdia. O amor cristão não é um sentimento romântico, mas a decisão firme de tratar o outro com a dignidade que Deus lhe deu.

Tu não estás longe do Reino de Deus
Jesus afirma ao escriba que o amar ao próximo vale mais do que todos os holocaustos e ritos externos. Deus não busca rituais vazios, mas corações que batam no ritmo do Seu.

Se você está aproveitando este tempo para transformar seu orgulho em pó e para amar em vez de murmurar, console-se com as palavras do Mestre: “Tu não estás longe do reino de Deus”. Que esta Quaresma seja o marco da sua decisão de ser todo de Deus, vivendo não apenas perto do Reino, mas dentro d’Ele.

Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin

São Ruperto

São Ruperto, também conhecido como Ruprecht, foi um influente bispo do século VII e fundador da diocese de Salzburgo, na atual Áustria. Nascido em uma família nobre da França, ele dedicou sua vida ao serviço religioso e à propagação da fé cristã na região dos Alpes. Sua obra missionária foi crucial para a disseminação do cristianismo entre os povos germânicos que habitavam aquela área.

Como bispo, São Ruperto enfrentou numerosos desafios, incluindo a hostilidade de tribos pagãs locais e a oposição de líderes políticos. No entanto, sua determinação e fervor espiritual foram fundamentais para estabelecer uma base sólida para a fé cristã na região. Ele foi um exemplo de liderança e coragem, inspirando tanto os fiéis como seus contemporâneos.

Além de suas atividades missionárias, São Ruperto é lembrado por sua contribuição para o desenvolvimento cultural e educacional da região. Ele fundou várias escolas e mosteiros, onde a educação e a espiritualidade eram cultivadas. Seu legado perdura até os dias de hoje, influenciando não apenas a vida religiosa, mas também a história e a cultura da Áustria e da Baviera.

São Ruperto é venerado como um santo não apenas pela Igreja Católica, mas também por outras denominações cristãs. Sua festa é celebrada em 27 de março, o dia de sua morte, e ele é invocado como padroeiro de Salzburgo, dos padeiros e dos fazendeiros. Sua vida e obra continuam a inspirar milhões de pessoas em todo o mundo, lembrando-nos da importância da fé, da perseverança e do serviço aos outros.

Reflexão:

Em uma reflexão sobre a vida de São Ruperto, podemos aprender valiosas lições sobre dedicação, humildade e confiança na providência divina. Seu exemplo nos lembra que, mesmo diante das adversidades, é possível fazer a diferença e deixar um legado significativo através do serviço desinteressado e do amor ao próximo.

Oração:

Ó, Deus, que pelo bispo São Ruperto fizeste crescer a vossa Igreja com a pregação do Evangelho e com a fundação de mosteiros e escolas, concedei-nos, por sua intercessão, perseverar na fé e no amor, para que, seguindo seu exemplo, possamos servir-vos com fidelidade e generosidade. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Comissão de Textos Litúrgicos se encontra para preparar método de votação de textos litúrgicos na 62ª AG CNBB



A Comissão de Textos Litúrgicos (Cetel) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) encontra-se em reunião na sede da Conferência em Brasília (DF), de 24 a 26 de março. De acordo com o presidente da Comissão e bispo de Bonfim (BA), dom Hernaldo Pinto Farias, trata-se de um encontro presencial previsto na programação de 2026 da Cetel.

“Nesta reunião presencial nós nos dedicamos, em primeiro lugar, em preparar o formato e o método de votação dos cinco textos litúrgicos que serão apresentados na 62ª Assembleia Geral da CNBB para aprovação e votação”, disse dom Hernaldo.


Formulários revisados
A Cetel alinhou com o Secretariado Geral da CNBB como serão apresentados na próxima Assembleia Geral os textos já revisados dos formulários de Santa de Tereza de Calcutá, formulário completo da Missa pelo cuidado da Criação e os formulários da Bem Aventurada Maria, Advento e Natal.

Além disto, segundo dom Hernaldo, a Comissão também vai submeter à aprovação da 62ª AG CNBB as datas, no Brasil, para a celebração da memória de São Carlo Acutis e do Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires.



Por Willian Bonfim com fotos de Fiama Tonhá - ASCOM CNBB.

O Papa: na loucura da guerra, é importante defender a vida em todas as suas fases


O Papa: na loucura da guerra, é importante defender a vida em todas as suas fases
O Pontífice fez um apelo pela proteção da vida desde a concepção até a morte natural, com um pensamento voltado para aqueles que vivem em áreas de conflito, no final da Audiência Geral, na saudação aos fiéis da Polônia, onde se celebra, neste 25 de março, o Dia da Santidade da Vida. Dirigindo-se aos peregrinos franceses, convidou a rezar pelos Pastores da Igreja, para que estes ajudem os fiéis a "se engajarem ativamente na construção da Igreja e na construção de um mundo de paz".

Tiziana Campisi – Vatican News

O Papa Leão XIV voltou a pedir a proteção da vida humana durante a Audiência Geral desta quarta-feira (25/03) realizada na Praça São Pedro, enquanto os conflitos e hostilidades continuam semeando morte no Oriente Médio.

O Pontífice fez este apelo na saudação aos peregrinos poloneses, lembrando que nesta quarta-feira, 25 de março, celebra-se o Dia da Santidade da Vida na Polônia, que promove a adoção espiritual de uma criança concebida. Abençoada e apoiada por João Paulo II, em 1994, a iniciativa agora é difundida em todo o mundo. Consiste numa oração diária, durante nove meses, pela vida de uma criança concebida que esteja em risco, podendo ser iniciada em qualquer dia do ano. Iniciativas semelhantes são "realmente necessárias", afirmou o Papa, que lançou um novo apelo:

“Em tempos marcados pela loucura da guerra, é importante defender a vida desde a concepção até o seu fim natural.”

Compromisso com a construção da paz
Dirigindo-se aos fiéis de língua francesa, o Bispo de Roma reiterou seu convite a trabalhar em prol da harmonia entre os povos e pediu orações pelo trabalho daqueles a quem foi confiada a orientação do Povo de Deus.

“Rezemos pelos Pastores da Igreja, para que, trabalhando colegialmente e em comunidade, proclamem fervorosamente a Boa Nova e ajudem os fiéis a se engajarem ativamente na construção da Igreja e na construção de um mundo de paz.”

Sejam testemunhas corajosas de Cristo
Em sua saudação aos peregrinos de língua árabe e aos provenientes da Terra Santa, o Pontífice encorajou todos os fiéis a levarem a Boa Nova de Cristo e a serem suas testemunhas amorosas.

“Todo cristão é chamado a ser um discípulo cheio de amor e um mensageiro corajoso para anunciar o Evangelho em todo o mundo.”

Seguir o exemplo de Maria
Antes de se despedir dos fiéis, Leão XIV recordou que nesta quarta-feira a Igreja celebra a Solenidade da Anunciação do Senhor. "Que seja para todos um convite a seguir o exemplo de Maria Santíssima, para estar sempre prontos a fazer a vontade de Deus", concluiu.

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EVANGELHO DO DIA (Jo 8,51-59)

ANO "A" - DIA: 26.03.2026
5ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

- Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!
- Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 51 "Em verdade, em verdade, eu vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte". 52 Disseram então os judeus: "Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: 'Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte'. 53 Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes tu ser?". 54 Jesus respondeu: "Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55 No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56 Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se". 57 Os judeus disseram-lhe então: "Nem sequer cinquenta anos tens , e viste Abraão!?" 58 Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou". 59 Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Jamais verá a morte quem guardar a Palavra de Jesus"

Vença o pecado e guarde o seu coração no Coração de Jesus
Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: “Em verdade, em verdade eu vos digo: ‘Se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a mortes'” (João 8,51-59).

Irmãos e irmãs, a morte física não é o fim para aqueles que creem e guardam a Palavra de Jesus. Isso nós escutamos no Evangelho de hoje: a morte física jamais será o fim para aqueles que têm fé.

Guardar a Palavra como um compromisso de obediência e fé
O que significa guardar a palavra? Guardar a palavra é crer, guardar a palavra é obedecer. Guardar a palavra é viver em conformidade, guardar a palavra é atitude ativa. Então nós vamos viver em conformidade com a vontade de Deus, para aquilo que nós fomos criados, com um objetivo sublime, um objetivo solene: viver longe do pecado.

Esse objetivo sublime é a vida em santidade, e todos nós somos vocacionados a ela. A santidade é muito mais escolha de permanecer em comunhão, então é uma escolha positiva. Se eu estou em comunhão com Deus, logicamente eu vou abandonar tudo aquilo que não gera comunhão com Ele, e, logicamente, vou abandonar o pecado. Mas o primeiro objetivo da santidade é que o nosso coração esteja vinculado ao coração de Deus. Então, quando se fala de santidade assim, talvez até soe um pouco “mais leve” para você.

O caminho para abrir-se à graça
Santidade não se trata apenas de um combate seu, de um combate sozinho, mas de acolhida e abertura para viver, de fato, aquilo que Deus esperou para você desde sempre e nunca será uma realidade penosa. Abra-se à ação da graça de Deus, guarde a palavra e guarde-se para a vida eterna.

O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós. A bênção do Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova