terça-feira, 1 de abril de 2025

Arquidiocese de Palmas investe em ministério de Guardiões Ecológicos como gesto de compromisso com a Casa Comum

A arquidiocese de Palmas realizou a investidura de 45 Guardiões Ecológicos, no dia 22 de março. A iniciativa do arcebispo, dom Pedro Brito Guimarães, é um gesto que reforça o compromisso de cuidado com a Casa Comum, por meio de um novo ministério. A celebração foi realizada na Paróquia São Judas Tadeus, na capital do Tocantins.

Segundo a arquidiocese, a inspiração para a criação dos Guardiões Ecológicos remonta ao Sínodo da Amazônia, realizado em 2019. Seis anos depois, a arquidiocese de Palmas concretiza essa visão, instituindo um ministério dedicado à proteção da “Casa Comum”.

Na exortação apostólica pós-sinodal Querida Amazônia, publicada após o Sínodo sobre o bioma, o Papa Francisco citou a missão dada aos cristãos de ser “guardiões da criação inteira”. Anos antes, na encíclica Laudato Si’, o pontífice colocava essa vocação dentro do contexto da conversão ecológica.

Segundo o Papa, essa conversão “comporta deixar emergir, nas relações com o mundo que os rodeia, todas as consequências do encontro com Jesus”. Assim, continuou o Papa, “viver a vocação de guardiões da obra de Deus não é algo de opcional nem um aspecto secundário da experiência cristã, mas parte essencial duma existência virtuosa”.

Durante a celebração, dom Pedro Brito aprofundou a reflexão sobre o surgimento do conceito de “pecado ecológico”, originado no Documento Final do Sínodo para a Amazônia (nº 89). O arcebispo também destacou a importância da criação de ministérios e pastorais voltados para a missão de cuidar da natureza, ressaltando a intrínseca ligação entre alma e natureza.

“A nossa salvação também está ligada ao cuidado com a Casa Comum”, afirmou Dom Pedro, enfatizando a responsabilidade de cada indivíduo na preservação do planeta.



A instituição do ministério foi precedida por uma formação. No início do mês, foi realizado um retiro com momentos de reflexão inspirados na passagem bíblica da criação (Gênesis 1, 1-31). Na ocasião, os participantes aprofundaram a importância do equilíbrio ecológico, compartilharam experiências e fortaleceram laços fraternos.


Os Guardiões Ecológicos buscam promover a conscientização e a ação em defesa do meio ambiente, inspirados pelos princípios da fé e da solidariedade, segundo a arquidiocese de Palmas. Desde o Sìnodo da Amazônia, a arquidiocese tem trabalhado para concretizar a missão dos guardiões da criação. Após as formações virtuais, a Campanha da Fraternidade 2025 foi considerada o momento ideal para dar o passo final e realizar o gesto concreto de compromisso com a ecologia integral.

Luiz Lopes Jr. com informações e fotos da arquidiocese de Palmas


Torna-se Venerável o brasileiro José Antônio Maria Ibiapina


Serão canonizados Inácio Choukrallah Maloyan, arcebispo de Mardin dos Armênios, martirizado, em 1915, durante o genocídio armênio, e o leigo Pedro To Rot, mártir que viveu na Papua Nova Guiné no século passado. Também será canonizada Maria do Monte Carmelo, fundadora das Irmãs Servas de Jesus. A religiosa será a primeira santa da Venezuela. Será beatificado o pe. Carmelo De Palma e o sacerdote brasileiro José Antônio Maria Ibiapina se torna Venerável.

Tiziana Campisi – Vatican News

A Igreja terá três novos santos, um novo beato e também um novo venerável. Os decretos foram autorizados pelo Papa Francisco nesta segunda-feira, 31 de março.

Serão canonizados Choukrallah Maloyan, bispo de Mardin dos Armênios, martirizado em 1915 durante o genocídio armênio; o leigo Pedro To Rot, da ilha de Rakunai – Rabaul, na atual Papua Nova Guiné, catequista, que viveu no século passado, também mártir, morto por ter continuado seu apostolado não obstante a proibição imposta pelos japoneses durante a II Guerra Mundial; e Maria do Monte Carmelo, religiosa fundadora das Servas de Jesus da Venezuela, que desempenhou com amor o seu serviço nas paróquias e escolas, dedicando-se em particular aos mais necessitados.

Será beatificado Carmelo De Palma, sacerdote diocesano que exerceu seu ministério na Puglia entre o final do século XIX e o século XX. Foram reconhecidas as virtudes heroicas do servo de Deus José Antônio Maria Ibiapina, sacerdote brasileiro que viveu no século XIX, que se torna venerável.

Arcebispo armênio, mártir durante o genocídio de seu povo

Choukrallah Maloyan nasceu em 1869, em Mardin, na atual Turquia. Desde a infância, demonstrou inclinação para a oração e em 1883 ingressou no convento de Bzommar, no Líbano, sede do Instituto do Clero Patriarcal Armênio. Foi ordenado sacerdote, em 1896, e foi chamado de Inácio. Enviado para Alexandria, no Egito, destacou-se por suas pregações, em árabe e turco, e dedicou-se ao ministério paroquial e ao estudo dos textos sagrados. Nomeado vigário patriarcal do Cairo, continuou o cuidado pastoral dos armênios, mas no ano seguinte retornou a Alexandria devido a problemas nos olhos. Mais tarde, foi chamado a Constantinopla pelo Patriarca Boghos Bedros XII Sabbagghian, que lhe confiou seu secretariado pessoal, mas em julho de 1904 retornou a Alexandria para buscar tratamento e continuar seu apostolado lá. Seis anos depois, ele tornou-se vigário patriarcal de Mardin. Em 1911, participou do Sínodo dos Bispos Armênios em Roma, convocado para estudar a situação criada na Turquia depois que o movimento dos Jovens Turcos chegou ao poder. Foi eleito arcebispo de Mardin. Em seguida, empreendeu uma visita à sua diocese, dedicando-se particularmente à formação do clero. Após o atentado de Sarajevo em 28 de junho de 1914, quando a Turquia se preparava para entrar na guerra, alistamentos forçados e perseguições contra cristãos, especialmente armênios, Maloyan colaborou com as autoridades, mas as igrejas continuaram recebendo ameaças e ataques, tanto que todas foram revistadas. Em 3 de junho, festa de Corpus Christi, Maloyan foi preso junto com 13 sacerdotes e outros 600 cristãos. Recusando-se a renunciar à sua fé, todos foram executados em 11 de junho de 1915. Choukrallah Maloyan foi beatificado por João Paulo II em 7 de outubro de 2001, ano do centenário da cristianização da Armênia, e a fama de seu martírio se espalhou rapidamente pelo mundo. Suas palavras e ensinamentos, especialmente sua caridade e perdão aos perseguidores, são considerados por toda a Igreja, em seus diversos ritos, um exemplo válido e precioso para viver a fidelidade ao Evangelho, mesmo nos momentos mais difíceis. Por isso, reconhecendo a atualidade de seu testemunho, Raphaël Bedros XXI Minassian, patriarca da Cilícia dos Armênios, pediu sua canonização com a dispensa do milagre.

O primeiro santo da Papua Nova Guiné

Pedro To Rot nasceu em 5 de março de 1912 na ilha de Rakunai-Rabaul, na atual Papua Nova Guiné. Criado numa família numerosa, recebeu educação cristã e se tornou catequista. Dedicou-se ao serviço pastoral com humildade e solicitude, movido também por grande caridade para com o próximo: dedicou-se sobretudo aos pobres, aos doentes e aos órfãos. Aos 23 anos, casou-se com Paula La Varpit, com quem teve três filhos. Quando os japoneses ocuparam Papua Nova Guiné durante a II Guerra Mundial, todos os missionários foram presos, mas inicialmente a atividade pastoral não foi impedida. Pedro, portanto, limitou-se ao que é permitido para não abandonar a comunidade cristã, continuou a catequese e preparou os casais para o matrimônio, depois foi obrigado a restringir suas atividades que, por fim, foram todas proibidas. Pedro continuou seu apostolado em segredo, com extrema cautela, para não colocar em risco a vida dos fiéis, mas com plena consciência de estar colocando em risco a sua própria vida. Defensor corajoso do vínculo sacramental do matrimônio cristão, ele se opôs à poligamia que os japoneses tinham permitido para ganhar as tribos locais e chegou ao ponto de contestar seu irmão mais velho, que a havia escolhido. Foi por este motivo que este último o denunciou à polícia, que o prendeu em 1945. Condenado a dois meses de prisão, morreu no cárcere em julho, vítima de envenenamento. Beatificado por João Paulo II em 17 de janeiro de 1995 em Port Moresby, ele também foi dispensado de um milagre no caminho para a canonização.

A primeira santa da Venezuela

Nascida Carmen Elena Rendíles Martínez, Maria do Monte Carmelo é natural de Caracas, Venezuela. Ela nasceu em 11 de agosto de 1903 e desde pequena ajudou sua mãe a administrar a família, após a morte de seu pai, e se dedicou ao apostolado na paróquia. Sentiu vocação religiosa e se aproximou de vários institutos até escolher, em 1927, a Congregação das Servas de Jesus do Santíssimo Sacramento. Em 8 de setembro de 1932, ela fez seus votos perpétuos e foi nomeada mestra de noviças. Em 1946, tornou-se superiora provincial da Congregação, que mais tarde se tornou um instituto secular, mas muitas religiosas latino-americanas decidiram criar uma nova família religiosa: a Congregação das Servas de Jesus. Após um acidente de carro em 1974, Carmen passou os últimos anos de sua vida numa cadeira de rodas e morreu em 9 de maio de 1977. Beatificada em 16 de junho de 2018, para a canonização, a cura milagrosa, atribuída à sua intercessão, de uma jovem que em 2015 foi diagnosticada com hidrocefalia triventricular idiopática, que exigiu a colocação de uma válvula de bypass, foi apresentada para exame ao Dicastério das Causas dos Santos. Após passar por diversas cirurgias e internações, o estado de saúde da jovem piorou. Mas um dia uma tia, participando de uma celebração eucarística em frente ao túmulo de Madre Carmen, rezou por sua cura. Outros fiéis também pediram a intercessão da religiosa e a própria jovem doente participou de uma missa no local do sepultamento, na capela do Colégio Belén, em Caracas. Após tocar num quadro da religiosa, a doente melhorou rapidamente, tanto que no dia 18 de setembro começou a andar e a se comunicar, expressando o desejo de ir agradecer à Madre Carmen. A recuperação da jovem foi completa, estável e duradoura e o evento foi considerado cientificamente inexplicável.

Um sacerdote da Puglia será beatificado

Próximo à beatificação, Carmelo De Palma nasceu em 27 de janeiro de 1876, em Bari, na Itália. Depois de entrar no seminário, foi ordenado sacerdote em 17 de dezembro de 1898 em Nápoles. De volta à sua cidade natal, ocupou vários cargos na Basílica de São Nicolau e também se tornou assistente diocesano da juventude feminina da Ação Católica, assistente diocesano das Mulheres da Ação Católica, diretor espiritual das Irmãs Beneditinas de Santa Escolástica de Bari e dos Oblatos e Oblatas de São Bento, além de ser o animador da União Apostólica do Clero de Bari. Sua espiritualidade de inspiração beneditina o levou a visitar frequentemente o mosteiro de Montecassino, onde conheceu o cardeal Alfredo Ildefonso Schuster, beneditino e arcebispo de Milão, com quem manteve correspondência epistolar. Quando a Basílica de São Nicolau foi confiada aos Padres Dominicanos em 1951, pe. Carmelo dedicou-se incansavelmente à direção espiritual de sacerdotes, religiosas e seminaristas e ao Sacramento da Reconciliação, tanto que foi definido como um “herói do confessionário”. Afligido por diversas enfermidades, continuou a exercer seu ministério sacerdotal com fidelidade e humildade até sua morte em 24 de agosto de 1961. Para sua beatificação, a postulação apresentou ao Dicastério das Causas dos Santos para exame a cura milagrosa, atribuída à sua intercessão, de uma monja beneditina do mosteiro de Santa Escolástica de Bari, acometida em 8 de dezembro de 2001 por uma febre inicialmente considerada causada por uma gripe. Manifestou-se então um enfraquecimento progressivo dos membros superiores e inferiores, foram detectados problemas neurológicos a nível cervical e uma estenose do forame magno com consequente compressão das estruturas bulbo-medulares que tiveram então consequências graves incapacitantes. Em fevereiro de 2003, os restos mortais de Carmelo De Palma foram transferidos para o mosteiro de Santa Escolástica e a abadessa convidou as religiosas a pedirem a intercessão do venerável Servo de Deus pela cura da religiosa. Em 1º de junho de 2003, a religiosa teve uma melhora repentina e na manhã seguinte conseguiu se levantar e andar. Embora testes repetidos tenham confirmado a persistência da pressão na medula, nenhum efeito patológico foi encontrado e a monja recuperou a funcionalidade total de seus membros.

Um novo venerável para o Brasil

Brasileiro, natural de Sobral, no Estado do Ceará, José Antônio Maria Ibiapina, hoje venerável, nasceu em 5 de agosto de 1806. Ingressou no seminário de Olinda (Pernambuco) em 1823, onde permaneceu apenas três meses devido à morte prematura de sua mãe. Quando eclodiu a revolta antilusitana em 1824, durante a qual seu pai e seu irmão foram presos como rebeldes, o primeiro executado e o segundo condenado ao exílio, José foi obrigado a dedicar-se aos estudos jurídicos para poder exercer uma profissão e sustentar suas irmãs que continuavam na pobreza. Após se formar em Direito, tornou-se professor e depois magistrado e delegado de Polícia da Prefeitura de Quixeramobim-Ceará. Em 2 de maio de 1834, foi eleito para o Parlamento Nacional e lhe foi confiada a presidência da Comissão de Justiça Criminal. Em 1835, ele apresentou um projeto de lei para impedir o desembarque de escravos vindos da África em território brasileiro. Mas como suas tentativas de melhorar o sistema judiciário não tiveram sucesso, ele renunciou ao cargo de juiz e, uma vez encerrado seu mandato, não renovou sua candidatura ao Parlamento e mudou-se para Recife a fim de exercer a advocacia ao lado dos mais pobres. Em 1850, ele abandonou sua carreira jurídica, retirou-se para a solidão e voltou a cultivar sua vocação inicial e, em 1853, foi ordenado sacerdote. Foi-lhe confiada várias tarefas na diocese da Paraíba e durante a epidemia de cólera entregou-se sem reservas, tanto que o povo o chamava de “peregrino da caridade”. Fundou várias casas de acolhimento e assistência à saúde, educação cultural e moral, formação religiosa e profissionalizante nas regiões da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Ele também organizou missões populares e fez construir igrejas, capelas, hospitais e orfanatos. No final de 1875, ele foi acometido por uma paralisia progressiva dos membros inferiores e foi obrigado a se locomover numa cadeira de rodas. Tendo piorado irreversivelmente, faleceu em 19 de fevereiro de 1883. Foi reconhecido como venerável por sua existência exemplar, por ter vivido uma fé intensa, alimentada pela oração constante e pela Eucaristia e evidenciada por sua constante confiança em Deus e em sua Providência em cada escolha de vida. A fama de santidade que o acompanhou durante sua vida continuou após sua morte, acompanhada de testemunhos de graças.

EVANGELHO DO DIA (Jo 5,1-16)

ANO "C" - DIA: 01.04.2025
4ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

— Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos!
— Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo a alegria de ser salvo!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João
— Glória a vós, Senhor.

Houve uma festa dos judeus, e Jesus foi a Jerusalém. 2 Existe em Jerusalém, perto da porta das Ovelhas, uma piscina com cinco pórticos, chamada Betesda em hebraico. 3 Muitos doentes ficavam ali deitados — cegos, coxos e paralíticos —. 4 De fato, um anjo descia, de vez em quando, e movimentava a água da piscina, e o primeiro doente que aí entrasse, depois do borbulhar da água, ficava curado de qualquer doença que tivesse. 5 Aí se encontrava um homem, que estava doente havia trinta e oito anos. 6 Jesus viu o homem deitado e sabendo que estava doente há tanto tempo, disse-lhe: "Queres ficar curado?" 7 O doente respondeu: "Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina, quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente". 8 Jesus disse: "Levanta-te, pega a tua cama e anda". 9 No mesmo instante, o homem ficou curado, pegou a sua cama e começou a andar. Ora, esse dia era um sábado. 10 Por isso, os judeus disseram ao homem que tinha sido curado: "É sábado! Não te é permitido carregar tua cama". 11 Ele respondeu-lhes: "Aquele que me curou disse: 'Pega tua cama e anda' ". 12 Então lhe perguntaram: "Quem é que te disse: 'Pega tua cama e anda?' " 13 O homem que tinha sido curado não sabia quem fora, pois Jesus se tinha afastado da multidão que se encontrava naquele lugar. 14 Mais tarde, Jesus encontrou o homem no Templo e lhe disse: "Eis que estás curado. Não voltes a pecar, para que não te aconteça coisa pior". 15 Então o homem saiu e contou aos judeus que tinha sido Jesus quem o havia curado. 16 Por isso, os judeus começaram a perseguir Jesus, porque fazia tais coisas em dia de sábado.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Deseja e busca a cura"

“Naquele tempo, por ocasião de uma festa dos judeus, Jesus subiu a Jerusalém. Existe, em Jerusalém, junto à porta das ovelhas, uma piscina chamada, em hebraico, Betisada, que tem cinco pórticos. Ali, jazia um grande número de enfermos, cegos, coxos e paralíticos. Estava ali também um homem enfermo há 38 anos. Ao vê-lo deitado e sabendo que estava assim há muito tempo, Jesus perguntou-lhe: ‘Queres ser curado?’ O enfermo respondeu: ‘Senhor, não tenho ninguém que me introduza na piscina quando a água é agitada. Enquanto eu vou, outro desce antes de mim’. Disse-lhe Jesus: ‘Levanta-te, toma tua cama e anda'” (João 5,1-16).

A Paralisia Espiritual

Aqui, meus irmãos e minhas irmãs, existe o contexto de um homem que estava paralisado, paralítico há 38 anos, e também outras pessoas que estavam na mesma condição. Mas existiam os fariseus, os mestres da lei que estavam paralisados não física, mas espiritualmente.

O paralítico de Betesda e a cura do pecado

É nessa realidade que eu quero levar você a refletir, no dia de hoje, sobre a paralisia, a cegueira espiritual em que muitos de nós podemos estar. Aqui, existe algo muito importante: o homem, que estava há 38 anos paralisado, tinha o desejo de ser curado.

A Importância do Desejo
O que isso significa para nós?

Que nós devemos nos aproximar de Jesus para sermos curados, mas precisamos desejar. Essa cura é, justamente, a cura do pecado, e o pecado gera em nós um grande mal, mais do que uma enfermidade física.

Porque, meus irmãos, minhas irmãs, se a pessoa que vive uma enfermidade, uma paralisia está em Deus, ela tem o seu coração curado por Ele, e isso vai levá-la à salvação.

A cegueira Espiritual e o Afastamento de Deus

O pecado nos faz ficar cegos diante daquilo que Deus nos oferece. E isso pode nos custar a nossa salvação se nós não formos curados por Jesus. Aquele homem desejou ser curado por Cristo.

A Cura em Jesus: Renovação e Salvação

Essa é uma opção que nós vamos fazer de forma livre, deixar-se curar e não pecar. E isso pode nos levar a um esfriamento espiritual e também a um afastamento de Deus. Faça como esse homem que estava ali paralítico, mas que desejava ser curado por Jesus.

A Ação de Jesus em Nossas Vidas

Isso deve nos levar a uma conversão verdadeira e a um desejo de estar unido a Deus sempre. Que o Senhor nos abençoe, que o Senhor nos tire de toda cegueira e de toda dureza que o pecado pode causar em nós, e só Jesus pode tocar na nossa vida e nos curar profundamente.

Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!


Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


A fé é o nosso sustento


“E Jesus perguntou: ‘Por que este medo, gente de pouca fé?’ Então levantando-se, deu ordens aos ventos e ao mar, e fez-se uma grande calmaria.” (Mateus 8, 26)

Na passagem da tempestade acalmada, os discípulos estavam conduzindo o barco enquanto Jesus descansava. De repente, o vento soprou muito forte, e as ondas agitaram o mar a ponto de encher o barco de água. Com medo, os discípulos acordaram Jesus, que ordenou ao vento que cessasse e fez-se uma grande calmaria.

Podemos comparar nossa vida a esse barco junto com Jesus. Em algum momento, ou até em vários, passamos por tempestades. Nessas horas de aflição, precisamos ter fé e confiar que Jesus está conosco no barco, nos guiando e nos sustentando, mesmo quando as dificuldades parecem insuportáveis.

Senhor, salva-nos, nós perecemos!

“Os discípulos achegaram-se a Ele e O acordaram, dizendo: Senhor, salva-nos, nós perecemos.” (Mateus 8,25)

Podemos observar duas situações nesta passagem: de um lado, temos os discípulos desesperados, apavorados e com medo; do outro, temos Jesus, que dormia, ou seja, estava em paz, mesmo no meio da tempestade. A lição que podemos tirar disso é que precisamos agir com fé, mesmo quando a situação ao nosso redor nos diz que estamos perdidos. Em momentos de medo, quando sentimos que o Senhor nos abandonou ou que não está ao nosso lado, precisamos lembrar: Ele está sempre conosco. Ele nunca nos abandona.

E como agir assim?

É necessário ter fé em meio às tempestades da vida, manter nosso olhar firme em Jesus e voltado para o Céu. Não devemos deixar as situações externas tomarem o lugar de Jesus, por mais difíceis que elas pareçam ser. Em nossa humanidade, tendemos a agir com desespero e medo, mas é justamente nesses momentos que a fé deve ser nossa força.

Mas Jesus perguntou: “Por que tendes medo?”. Temos medo porque olhamos para nossas incapacidades, nossas misérias, e abandonamos a nossa fé. Os discípulos olharam para a tempestade, viram a fragilidade do barco e reconheceram sua própria fraqueza, e assim, o medo tomou conta deles. Nós também, quando olhamos para nossas tempestades e vemos o quanto somos frágeis, somos tomados pelo medo. A verdade, porém, é que Jesus é quem nos torna fortes. Ele é a nossa força.

A fé precisa ser o nosso sustento! Quando o sofrimento, o medo ou a tempestade balançarem o barco da nossa vida, precisamos agir com fé e declarar: Sim, o Senhor está comigo, e então eu não temo coisa alguma”. Que nossos olhos permaneçam firmes em Jesus, que Ele seja o nosso sustento e fortaleça a nossa fé e a nossa esperança no Céu.


Taciane Oliveira
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator


São Hugo de Grenoble


Hugo, nascido em Châteauneuf-sur-Isère, no sudeste da França em 1053, era filho de um nobre, soldado da corte. Foi educado na Fé pela mãe, demonstrando, muito jovem, piedade e facilidade para assuntos teológicos.

Ainda como leigo, foi feito cônego de Valence, e em seguida trabalhou como secretário do arcebispo de Lyon. Este o levou para o Concílio de Avignon em 1080, onde foi indicado para o bispado de Grenoble; quis recusar por humildade, mas, obedecendo, foi ordenado sacerdote pelo legado papal, e bispo pelo Papa Gregório VII, em Roma, aos 28 anos.

A extensa e populosa sé de Grenoble, antiga, entre a Itália e a França, e possuidora de uma grande e importante biblioteca com muitos códigos e antigos manuscritos, estava muito mal ordenada, há tempos sem pastor. Havia problemas como a indisciplina do clero, incluindo sacerdotes que desrespeitavam o celibato, e simonia (cargos eclesiásticos obtidos por compra); leigos que se apoderavam de bens da Igreja, e outros patrimônios depredados; dívidas com empregados da diocese; e falta de catequese para o povo.

Hugo trabalhou para estabelecer a reforma gregoriana (relativa a Gregório VII, medidas para restaurar a independência da Igreja frente às interferências laicas dos Estados e moralizar o clero), e de fato conseguiu resultados. Mas diante das fortes resistências, quis renunciar ao bispado entrando para o mosteiro beneditino de Cluny, por dois anos. Contudo o Papa o restituiu; Hugo apresentou sua renúncia cinco vezes, a cinco Papas, mas permaneceu no bispado de 1080 a 1132, 52 anos. Ao longo deste período, por meio de muito tempo em oração, e visitando todas as paróquias, obteve a reestruturação de toda a diocese. Seus sermões alcançaram várias conversões.

Importantíssima foi a sua acolhida a São Bruno e seus seis companheiros, a quem cedeu um terreno (Chartreuse) em local isolado, alpino e rochoso, para fundar o primeiro mosteiro da Ordem dos Cartuxos. O bispo também fundou uma ordem independente, Monastère de Chalais (mas atualmente assumida por freiras dominicanas).

Hugo deixou uma importante obra sobre a história da Igreja de Grenoble. Já idoso, pouco antes da sua morte, perdeu a memória, exceto a dos Salmos e do Pai Nosso: nos seus últimos dias ficou repetindo estas orações. Faleceu em 1º de abril de 1132, com 80 anos, em Grenoble.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

O que nunca devemos esquecer, como São Hugo, é das orações… este é o caminho pelo qual, perseverantes, alcançamos o necessário para esta e para a vida infinita que virá (“Quanto mais importunas e perseverantes as nossas orações, mais agradáveis a Deus.” - São Jerônimo). Também como ele, devemos ter a “inteligência”, o “tino” (significados de “Hugo”), do zelo pela evangelização e vida ordenada, começando pelo exemplo pessoal.

Oração:

Senhor Deus, que sempre estais disposto a dialogar conosco pela oração, concedei-nos por intercessão de São Hugo de Grenoble a graça de favorecer estes momentos de íntima e frequente comunhão Convosco, na humildade e sinceridade de coração, e sempre lembrar do apoio devido às Ordens contemplativas, colunas que sustentam este mundo obtendo Vossas benesses e impedindo maiores desgraças, por sua vida de entrega orante. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora, nossos maiores exemplos de como devemos rezar. Amém.

segunda-feira, 31 de março de 2025

Dia 1º de abril, próxima terça, junte-se à Comissão para a Ação Missionária e à ACN e reze por Moçambique


A Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) une-se à Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) na promoção do Dia de Unidade de Oração. Na próxima terça-feira, 1º de abril, o convite é para que todas as comunidades façam um dia de oração por Moçambique.


O Dia de Unidade de Oração é uma iniciativa mensal organizada pela ACN, com a renovada parceria da CNBB, fortalecendo essa ação de solidariedade e comunhão. A cada mês, os cristãos serão convidados a se unir em oração por uma nação específica, especialmente aquelas marcadas por conflitos, perseguições religiosas e crises humanitárias.

A parceria entre a CNBB e a ACN fortalece a conexão entre o testemunho cristão e a ação pastoral, convidando todos os fieis a serem agentes de esperança e transformação. Em comunhão com Moçambique, essa iniciativa reafirma o papel da Igreja no cuidado com aqueles que sofrem, promovendo uma cultura de paz, reconciliação e fraternidade, onde o Evangelho possa florescer e dar frutos de justiça e amor.

Missionariedade em Moçambique

A irmã Lourdes Dill, da Congregação das Filhas do Amor Divino da Província Nossa Senhora da Anunciação, do Sul do Brasil, é missionária em Moçambique. Ela e outras três irmãs assumiram uma missão junto à arquidiocese de Nampula, especificamente em Micane, no distrito de Moma, desde o final de setembro de 2023.
Irmã Lourdes Dill, da Congregação das Filhas do Amor Divino / Acervo pessoal

Juntas formaram a Comunidade Luz da Aurora e colaboram com a equipe missionária do regional Sul 3 da CNBB, que corresponde ao estado do Rio Grande do Sul. Desde 2024, a missão também conta com uma paróquia coordenada pelo regional Sul 4 da CNBB, que corresponde ao estado de Santa Catarina.

Em Moçambique as irmãs contribuem nos trabalhos de evangelização e desenvolvem alguns projetos próprios da Congregação. Trata-se de uma missão profética que enfrenta diversos desafios, tais como pobreza extrema, ausência de políticas públicas adequadas, precariedade na saúde, educação, emprego, entre outras dificuldades sociais.

Irmã Lourdes conta que, desde outubro de 2024, Moçambique viveu grandes desafios devido à violência, que incluiu mortes, ferimentos, saques a lojas, destruição de casas e conflitos prolongados decorrentes das tensões pós-eleitorais cujos resultados ainda não foram aceitos pela população.

“Tudo isso causou inúmeros danos materiais e um clima generalizado de medo, intensificado por assaltos e destruição de espaços públicos. Além das questões políticas, Moçambique também foi recentemente atingido por vários ciclones, causando mortes e muitos estragos em diversas regiões”, disse.

Neste contexto, os missionários e missionárias, a serviço do Reino de Deus, estão junto a este povo que evangeliza e vive sua fé de maneira comprometida e profética. “Um povo simples, pobre e humilde, que não se queixa, não acumula bens e muitas vezes vive sem o essencial para sua sobrevivência”, completa a irmã.

“Esta experiência missionária é única, profundamente profética e desafiadora. Esta escolha nos impulsiona a olhar o mundo com um coração missionário amplo e autêntico e nos torna, de fato, como indica o tema do Jubileu de 2025, verdadeiros “Peregrinos de Esperança”. Por fim, buscamos vivenciar as sábias palavras do Papa Francisco, que nos exorta dizendo para que não deixemos que nos roubem a esperança, finaliza a irmã Lourdes.

Foto: ACN

Entenda a realidade de Moçambique

Segundo a ACN, Moçambique está classificado em 147.º lugar entre 180 países do mundo no Índice de Percepção da Corrupção. Além disso, é o 7.º país menos desenvolvido do mundo em termos de Índice de Desenvolvimento Humano, e em declínio constante no Índice de Fragilidade Global desde 2014.

Na província de Cabo Delgado, as estatísticas revelam a situação extremamente precária: 76,4% dos agregados familiares não têm acesso a saneamento básico; 56,1% não têm acesso a fontes de água potável e 21,9% a instalações de saúde; 86,6% das crianças vivem em agregados familiares sem acesso a eletricidade; 45% das crianças com menos de cinco anos sofrem de mal nutrição crônica; e 55,7% da população em idade escolar nunca frequentou a escola.

A taxa de analfabetismo em Cabo Delgado é elevada, 12,5% acima da média nacional (pessoas com 15 anos ou mais: 66,8% mulheres e 36,7% homens), e apenas 30% da população compreende português, a língua oficial do país. Tanto os líderes religiosos cristãos como os muçulmanos alertaram para a “profunda crise humanitária” agravada pela violência terrorista e pelas restrições impostas pela COVID-19.

Em contraste com esta miséria humana, após a descoberta de uma vasta quantidade de gás natural ao longo da costa norte de Moçambique em 2010, Cabo Delgado tornou-se a região com os maiores projetos de investimento para a exploração de GNL (Gás Natural Liquefeito) na África. Os analistas preveem que as empresas transnacionais de energia deverão gastar até 100 mil milhões de dólares. Contudo, os habitantes locais dizem que não têm visto grandes benefícios, uma vez que os empregos criados vão para estrangeiros altamente qualificados e não para eles. Além disso, o desenvolvimento dos projetos implicou a reinstalação forçada de milhares de agricultores e pescadores, empurrando-os cada vez mais para a pobreza.

A opinião prevalecente entre a população local é que se trata de uma estratégia deliberada e bem organizada para os expulsar das suas terras, a fim de tirar partido dos seus ricos recursos, incluindo o gás e a grafite, uma componente essencial para as baterias dos carros elétricos. O Governo provocou um descontentamento mais alargado no início de 2017, quando expulsou, por vezes de forma violenta, milhares de mineiros artesanais que detinham concessões perto de Montepuez.

Foi este contexto social, econômico e político de extrema pobreza, corrupção e frustração entre os jovens que permitiu que os pregadores islâmicos radicalizados, muitas vezes treinados no exterior, expandissem as suas mensagens de ódio e recrutassem jovens em Moçambique. Jihadistas estrangeiros e gangues locais cometeram o seu primeiro ataque em Cabo Delgado em outubro de 2017, quando 30 terroristas do “Ahl Al Sunna Wa-Al Jamâa” (ASWJ), também conhecido como “Ansar al-Sunna” ou “al-Shabaab” (não relacionado com o grupo terrorista somali com o mesmo nome), invadiram uma esquadra da polícia na cidade estratégica de Mocímboa da Praia, matando dois agentes.

O ASWJ terá jurado fidelidade ao autoproclamado Estado Islâmico já em abril de 2018 e foi reconhecido por este como filiado em agosto de 2019 sob o nome de “Província Centro-Africana do Estado Islâmico” (ISCAP) – um grupo combinado da ASWJ em Moçambique e da ADF na República Democrática do Congo (RDC). O autoproclamado Estado Islâmico começou a referir-se ao IS-Moçambique (IS-Moz ou ISM) separadamente da ISCAP-DRC em maio de 2022.
MateriaisAcesse o relatório de Liberdade Religiosa, produzido pela ACN: https://www.acn.org.br/mocambique/

Acesse a uma página com as notícias mais recentes publicadas pela ACN sobre Moçambique: https://www.acn.org.br/?s=Mo%C3%A7ambique

Com informações da ACN


O Papa Francisco: construir um futuro de paz e estabilidade

No texto do Angelus divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, Francisco pede às partes em conflito no Sudão do Sul que trabalhem pela estabilidade e que a Comunidade internacional forneça ajuda. Oração pelas nações em guerra e por Mianmar "que também sofre muito com o terremoto". Viver "esta Quaresma como um tempo de cura. Eu também estou vivendo isso, na alma e no corpo".

Mariangela Jaguraba – Vatican News

A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou o texto do Angelus do Papa Francisco, deste domingo (30/03), que está em convalescença na Casa Santa Marta, após receber alta do Hospital Gemelli há uma semana.

Em sua mensagem aos fiéis, Francisco recorda que no Evangelho deste domingo, "Jesus percebe que os fariseus, em vez de ficarem felizes porque os pecadores se aproximam dele, ficam escandalizados e murmuram pelas costas".

Quaresma, tempo de cura

"Então Jesus lhes conta a história de um pai que tem dois filhos: um sai de casa, mas depois, tendo acabado na pobreza, volta e é acolhido com alegria; o outro, o filho "obediente", indignado com o pai, não quer entrar na festa", escreve o Papa.

“Assim, Jesus revela o coração de Deus: sempre misericordioso para com todos. Ele cura nossas feridas para que possamos amar uns aos outros como irmãos.”

Francisco convida a viver "esta Quaresma, especialmente o Jubileu, como um tempo de cura".

“Eu também estou vivendo isso, na alma e no corpo. Por isso, agradeço de coração a todos aqueles que, à imagem do Salvador, são instrumentos de cura para os outros com suas palavras e com seu conhecimento, com o carinho e com a oração.”
Continuar rezando pela paz

Segundo o Papa, "a fragilidade e a doença são experiências que nos unem a todos; razão ainda maior, porque somos irmãos na salvação que Cristo nos doou".

“Confiando na misericórdia de Deus Pai, continuamos a rezar pela paz: na martirizada Ucrânia, na Palestina, em Israel, no Líbano, na República Democrática do Congo e em Mianmar, que também sofre muito com o terremoto.”

Deixar de lado as divergências

O Papa acompanha "a situação no Sudão do Sul com preocupação" e renovou seu "sincero apelo a todos os líderes para que façam todos os esforços para reduzir a tensão no país".

“É preciso deixar de lado nossas divergências e, com coragem e responsabilidade, sentar à mesa e iniciar um diálogo construtivo. Somente assim será possível aliviar o sofrimento do amado povo sul-sudanês e construir um futuro de paz e estabilidade.”
Iniciar novas negociações

Francisco recorda que "no Sudão a guerra continua causando vítimas inocentes".

“Exorto as partes em conflito a colocarem a proteção da vida de seus irmãos civis em primeiro lugar; e espero que novas negociações sejam iniciadas o mais breve possível, capazes de garantir uma solução duradoura para a crise. A Comunidade internacional deve aumentar seus esforços para enfrentar essa terrível catástrofe humanitária.”

Excelente resultado diplomático

Francisco recorda também que há fatos positivos, como "a ratificação do Acordo sobre a delimitação da fronteira entre o Tajiquistão e o Quirguistão, que representa um excelente resultado diplomático. Encorajo ambos os países a continuarem neste caminho".

O Papa conclui o texto, pedindo a Maria, Mãe de Misericórdia, que "ajude a família humana a se reconciliar na paz".

EVANGELHO DO DIA (Jo 4,43-54)

ANO "C" - DIA: 31.03.2025
4ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

— Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
— Buscai o bem, não o mal, pois assim vivereis; então o Senhor, nosso Deus, convosco estará!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 43 Jesus partiu da Samaria para a Galileia. 44 O próprio Jesus tinha declarado, que um profeta não é honrado na sua própria terra. 45 Quando então chegou à Galileia, os galileus receberam-no bem, porque tinham visto tudo o que Jesus havia feito em Jerusalém, durante a festa. Pois também eles tinham ido à festa. 46 Assim, Jesus voltou para Caná da Galileia, onde havia transformado a água em vinho. Havia em Cafarnaum um funcionário do rei que tinha um filho doente. 47 Ouviu dizer que Jesus tinha vindo da Judeia para a Galileia. Ele saiu ao seu encontro e pediu-lhe que fosse a Cafarnaum curar seu filho, que estava morrendo. 48 Jesus disse-lhe: "Se não virdes sinais e prodígios, não acreditais". 49 O funcionário do rei disse: "Senhor, desce, antes que meu filho morra!" 50 Jesus lhe disse: "Podes ir, teu filho está vivo". O homem acreditou na palavra de Jesus e foi embora. 51 Enquanto descia para Cafarnaum, seus empregados foram ao seu encontro, dizendo que o seu filho estava vivo. 52 O funcionário perguntou a que horas o menino tinha melhorado. Eles responderam: "A febre desapareceu, ontem, pela uma da tarde". 53 O pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito: "Teu filho está vivo". Então, ele abraçou a fé, juntamente com toda a sua família. 54 Esse foi o segundo sinal de Jesus. Realizou-o quando voltou da Judeia para a Galileia.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Movimento gradual"

“O Pai verificou que tinha sido exatamente na mesma hora em que Jesus lhe havia dito ‘Teu filho está vivo’. Então, ele abraçou a fé juntamente com toda a sua família. Esse foi o segundo sinal de Jesus” (João 4,43-54)

Processo de cura

Esse trecho, irmãos e irmãs, expressa um pai que estava desesperado pedindo a cura do seu filho. E aqui, ele verificou que, de fato, essa graça tinha acontecido no mesmo momento. Instante em que ele estava ali falando sobre isso com Jesus.

O ato de fé, irmãos e irmãs, é colocar-se em atitude de prontidão, mesmo quando tudo parece dizer o contrário, mesmo quando o desespero bater em nossos corações ou quando o desespero bater em nossa porta.

De vez em quando, o desespero aparece em nossa vida. Muitas vezes, andamos como esse pai do Evangelho de hoje, desesperados, pedindo algo a Jesus.

A fé, então, irmãos e irmãs, não é uma atitude de convencimento; então o milagre gerado, o sinal visto não foi para convencer, pois a fé, irmãos e irmãs, é a atitude de confiança, e é nessa confiança, nessa dinâmica, nesse movimento gradual de aproximação de Deus que a graça d’Ele vem sobre nós e gera mudanças.

Nós vimos, no Evangelho de hoje, esse processo de mudança, de cura. Talvez você precise também desse processo de mudança, de cura para si mesmo e para alguma pessoa pela qual você interceda, pela qual você tenha rezado ao longo desse tempo.

Que a graça de Deus o alcance, que a graça de Deus alcance essas pessoas, e assim possam, cada vez mais, crescer em atitudes de confiança, crescer em atitudes de fé.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edmilson Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova