quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Presidente da CNBB é conferencista do seminário “Relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé”, em Roma



Dentro das comemorações do bicentenário de relações do Brasil com a Santa Sé, foi realizado nesta terça-feira, 20 de janeiro, em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana, o seminário “Relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé”, organizado pela Embaixada do Brasil junto a Santa Sé.

O cardeal Jaime Spengler e o reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, padre Anderson Antônio Pedroso, S.J., participaram da mesa institucional de abertura do seminário.

O seminário convidou à reflexão sobre o percurso histórico do bicentenário das relações bilaterais entre o Brasil e a Santa Sé inaugurada em 23 de janeiro de 1826 quando o Papa Leão XII recebeu as credenciais diplomáticas do primeiro representante brasileiro junto ao Vaticano, o monsenhor Francisco Corrêa Vidigal.

O embaixador do Brasil junto à Santa Sé, o diplomata Everton Vieira Vargas, disse ser um privilégio iniciar, com o seminário, as celebrações do bicentenário das relações entre o Brasil e a Santa Sé. “Estas relações tiveram início com a aceitação pelo Papa Leão XII das cartas que credenciavam o monsenhor Francisco Corrêa Vidigal como representante do império brasileiro para negociar o reconhecimento da independência do Brasil pela Santa Sé”, disse.

Segundo o embaixador, trata-se de um fato relevante para história do Brasil porque foi por meio do reconhecimento e adesão do Papa Leão XII que o Brasil teve sucesso em ganhar também o reconhecimento de outros países.
15 anos do acordo Brasil-Santa Sé

Em sua fala, dom Jaime afirmou que o desenho das fronteiras do Brasil como são hoje, seja no Sul ou na região amazônica, se deve muito ao papel dos missionários. “Se o Brasil tem hoje as fronteiras que tem muito se deve aos missionários”, afirmou.

O presidente da CNBB recordou ainda dos 400 anos das missões jesuíticas no Brasil, o que ele definiu como uma epopeia bonita e extraordinária, e dos 15 anos do Acordo Brasil-Santa Sé celebrado pela CNBB em 2025 com a realização do Seminário sobre a Laicidade do Estado e a Liberdade Religiosa, ocasião na qual se recordou a história e os frutos do acordo para a liberdade religiosa no Brasil.

Os membros da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e presidente; dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Goiânia e primeiro vice-presidente; dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, arcebispo de Olinda e Recife e segundo vice-presidente; e dom Ricardo Hoepers, bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral estão participando das programações do bicentenário.

Na foto de capa, repersentantes da CNBB encontram-se com o embaixador do Brasil junto à Santa Sé, o diplomata Everton Vieira Vargas, e com o cardeal cardeal Lorenzo Baldisseri, que foi Núncio Apostólico no Brasil durante nove anos, de novembro de 2002 até janeiro de 2012 e teve um papel relevante na diplomacia pontifícia, incluindo intervenções relacionadas ao acordo entre o Brasil e a Santa Sé.Fotos: Padre Vitor Simão dos Santos Freitas, da arquidiocese de Goiânia

Bicentenário das Relações Brasil-Santa Sé
O Vaticano incluiu o bicentenário das relações diplomáticas entre a Santa Sé e o Brasil, celebrado em 2026, entre as datas comemorativas oficiais que recebem destaque em sua programação institucional. Estabelecidas em 1826, poucos anos após a Independência do Brasil, essas relações figuram entre as mais antigas mantidas pelo Estado brasileiro com outras nações.

A programação comemorativa tem como momento central a missa solene do dia 23 de janeiro, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, mas se estende ao longo do ano com diversas atividades. Entre elas, estão previstos o lançamento de um selo postal comemorativo, produzido pelo Servizio Poste e Filatelia da Santa Sé, no Museu do Vaticano; a realização da Mostra do Bicentenário de Cinema Brasileiro, nos dias 23 e 24 de abril, no Cinema Troisi, com curadoria do cardeal José Tolentino de Mendonça; e um seminário sobre o Padre Antônio Vieira, marcado para o dia 7 de maio, na Biblioteca Nacional Central de Roma.

No Brasil, as celebrações incluem atividades durante a Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em abril, uma Sessão Solene no Congresso Nacional, eventos institucionais na sede da Conferência, em Brasília, além de uma exposição comemorativa. As iniciativas buscam preservar a memória histórica, expressar gratidão mútua e renovar o compromisso comum entre o Brasil e a Santa Sé, destacando a contribuição da Igreja Católica na construção de uma sociedade mais fraterna, justa e solidária.

Confira abaixo o link com a íntegra do seminário:
Por Willian Bonfim com fotos do padre Vitor Simão dos Santos Freitas, da arquidiocese de Goiânia

Parolin: as tensões entre Trump e a Europa agravam o clima internacional

Convidado para o encontro conclusivo das comemorações dos 25 anos do Observatório para o pensamento independente, interpelado pelos jornalistas sobre as tensões entre os EUA e a Europa, o secretário de Estado do Vaticano afirmou que é fundamental “discutir os pontos controversos, mas sem entrar em polêmicas e sem criar tensões”. Sobre o convite de Trump à Santa Sé para participar do Conselho de Paz, ele disse: “Estamos analisando, é uma questão que exige um pouco de tempo para responder”

Daniele Piccini – Vatican News
“As tensões não são saudáveis e criam um clima que agrava a situação internacional, que já é grave por si só. Acredito que o importante seria eliminar as tensões, discutir os pontos controversos, mas sem entrar em polêmicas e sem criar tensões”. Foi assim que se expressou o secretário de Estado vaticano, cardeal Pietro Parolin, respondendo a uma pergunta dos jornalistas sobre as tensões entre os Estados Unidos e a Europa, à margem do encontro “Um diálogo internacional para conectar os jovens ao futuro”, organizado na tarde desta quarta-feira, 21 de janeiro, como conclusão das comemorações dos 25 anos do Observatório para o pensamento independente, no Auditório Antoniaum, em Roma.

O convite para o Conselho de Paz sobre Gaza
A respeito do Conselho de Paz sobre Gaza, continuou o purpurado, “Trump está pedindo a vários países que participem, acho que li esta manhã no jornal que a Itália também está refletindo se deve aderir ou não. Nós também recebemos o convite para o Conselho de Paz para Gaza, o Papa o recebeu e estamos vendo o que fazer, estamos aprofundando, acredito que é uma questão que exige um pouco de tempo para ser considerada e para dar uma resposta”.

Ainda sobre o Conselho de Paz sobre Gaza, o cardeal disse que a Santa Sé não participa do ponto de vista econômico, “nem sequer somos capazes de o fazer, mas evidentemente estamos numa situação diferente em relação aos outros países, por isso será uma consideração diferente, mas creio que o pedido não será o de participar economicamente”.

O respeito pelo direito internacional
Sobre Donald Trump, que em Davos afirmou amar a Europa, mas não gostar da direção que ela está tomando, o secretário de Estado disse que “essa é a opinião dele, basta respeitar o direito internacional, acredito que isso seja o importante, para além dos sentimentos pessoais, que são legítimos, mas respeitar as regras da comunidade internacional”.

Liberdade de imprensa e confiança na imprensa
Por fim, sobre a liberdade de imprensa, o cardeal disse que “a confiança na imprensa é muito importante”, mas é igualmente importante “o uso responsável da imprensa, acredito que essa seja a palavra: um uso responsável da imprensa, pelo qual se busca construir e não polarizar ou destruir”.

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EVANGELHO DO DIA (Mc 3,7-12)

ANO "A" - DIA: 22.01.2-26
2ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)
 
- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 7 Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8 E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9 Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse. 10 Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11 Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: "Tu és o Filho de Deus!" 12 Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Jesus é o Filho de Deus: a diferença entre reconhecer e viver a comunhão"

O Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos (Mc 3,7-12)
“Naquele tempo, Jesus se retirou para a beira do mar junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia e também muita gente da Judeia. Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. Vendo Jesus, os espíritos maus caíam aos seus pés, gritando: ‘Tu és o Filho de Deus!’ Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era” (Marcos 3,7-12).

O paradoxo do reconhecimento: quando saber não é o bastante
O paradoxo do reconhecimento: Quando saber não é o bastante
Irmãos e irmãs, hoje, nós nos colocamos diante de um paradoxo, de uma situação interessante, porque os demônios reconhecem o Senhorio de Jesus. No texto de hoje, eles dizem: “Tu és o Filho de Deus!” O mundo espiritual reconhece, antes do mundo humano, o Senhorio de Jesus.

Mas qual a diferença? Não basta dizer com os lábios: “Jesus é o Senhor!”. Surge a necessidade de comunhão, e nós somos convidados a viver em comunhão com Jesus, porque reconhecê-Lo Filho de Deus, até mesmo os demônios o fazem e fizeram no texto de hoje. Vendo Jesus, os espíritos maus caíam aos seus pés e gritavam: “Tu és o Filho de Deus!”

A verdadeira experiência de comunhão e intimidade com Cristo
Como é a nossa experiência com Jesus?

É uma experiência de dizer apenas que Ele é Deus? Que Ele existe? Ou será que a nossa experiência é de uma verdadeira comunhão com Ele? Que assim seja a nossa vida neste dia em que escutamos esta homilia, que cresçamos no conhecimento de Jesus, um conhecimento que gera comunhão.

O verdadeiro conhecimento nasce da capacidade de deixar-se tocar por Jesus, deixar que Ele nos cure, deixar que Ele nos movimente, que Ele nos resgate, transforme e liberte-nos de todas as amarras.
Não basta conhecer o filho de Deus, precisamos de uma vida de comunhão.

Neste dia, abramos o coração para o Cristo que está em nosso meio, que permanece conosco e nos convida, constantemente, a uma vida de intimidade e interioridade. Não queremos ser como esses espíritos malignos que apenas dizem que Cristo é o Filho de Deus; nós queremos dizer que Jesus transforma, verdadeiramente, a nossa vida, para que façamos a vontade d’Ele em tudo.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


A fé, um escudo nas provações


Pregador: Rafael Brito

A maior prova que o ser humano vai passar será no momento derradeiro da sua vida. É por isso que os santos e a sabedoria da Igreja nos ensinam, o tempo inteiro, a nos lembrar de quem somos e que, um dia, nós iremos morrer.

Vivemos em uma época, em uma sociedade que se esqueceu — justamente por causa daquela filosofia e também do modernismo que entrou não somente na cultura ocidental, mas por causa das tecnologias, do conforto, da busca constante de termos algo sempre melhor: o prazer, a tranquilidade, o conforto, aquilo que é mais rápido – que, um dia, nós vamos morrer. E quando nos esquecemos que vamos morrer, temos a ilusão da imortalidade.

Diz a Palavra de Deus: vive o momento de agora experimentando a presença do Todo-Poderoso agora.

Eu costumo dizer que me considero muito mais um contador de histórias do que um pregador, porque contar histórias era o jeito que Jesus contava pra multidão. E assim a gente consegue encontrar, nas histórias e, ao mesmo tempo, na pregação, aquilo que a Palavra em si traz para nós.

A fé é um escudo nas provações, mas é um escudo diferente do modo como nós imaginamos. Às vezes, nós achamos que a fé vai nos proteger das provas e dos sofrimentos; ao contrário, a fé nos fará enfrentá-los e a vivenciá-los com um jeito diferente de viver.

São Vicente Pallotti

Nascido em Roma, em 1795, Vicente foi o terceiro de 10 filhos. Desde muito pequeno demonstrava grande piedade, e particular sensibilidade para com os pobres; mesmo no inverno, era frequente voltar à casa sem os sapatos ou o casaco que dera aos desvalidos de rua. Sua vocação sacerdotal foi muito natural, e ordenou-se em 1818, doutorando-se depois em Filosofia e Teologia. Ocupou cargos de importância na hierarquia e instituições da diocese de Roma.

Seu carisma especial foi a defesa, apoio e desenvolvimento do apostolado dos leigos. Na época, entendia-se que o apostolado fosse dever e direito do clero, e só a hierarquia podia delegar aos leigos a permissão de fazer este serviço. Vicente antecipou a visão do Concílio Vaticano II nos anos 1960, da participação efetiva de todo batizado na missão evangelizadora da Igreja, no caso dos leigos de acordo com os seus deveres de estado e capacidade pessoal.

Para efetivar este conceito, fundou a Obra do Apostolado Católico, que incluía leigos, religiosos e padres, de modo a que todos pudessem difundir a mensagem de Cristo por todos os meios possíveis. Como centro e força motriz deste movimento, fundou duas congregações, masculina e feminina (os padres palotianos e irmãs palotianas). Estas suas fundações preparavam os leigos nas suas atividades e associações caritativas e evangelizadoras.

Por esta obra, o Papa Pio XI o declarou “Precursor da Ação Católica”. Faleceu em 22 de janeiro de 1850, com 55 anos, em Roma.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:
Hoje em dia pode parecer óbvio que os leigos devem participar ativamente da organização e execução de iniciativas apostólicas, mas no século XVIII não era tão claro, para a Igreja, que certas atribuições deveriam ocorrer “independentemente” da tutela clerical. Em parte, havia despreparo por parte dos fiéis, e isto certamente deveria ser levado em conta, para evitar erros e abusos. Por outro lado, o apostolado é algo natural, no sentido de que qualquer atividade, santamente realizada, é exemplo e divulgação do Evangelho, o que a Igreja deseja e apoia, e certamente não quer impedir. Tratava-se antes de uma questão organizativa, e o reconhecimento da ação mais direta dos leigos é uma riqueza para a Igreja. Porém, infelizmente, nota-se hoje que há ainda grande despreparo, e não só dos leigos, além dos riscos de ideias heréticas, como por exemplo a “Teologia da Libertação”, formalmente condenada pelos últimos Papas, que pretende reduzir a ação da Igreja a uma perspectiva social e econômica, confundindo a verdadeira caridade com uma mera filantropia estatal, ao sutilmente enfatizar as questões materiais em detrimento da primazia espiritual. Sem que seja coibida a legítima participação dos leigos no apostolado, o que é um seu direito e dever, é necessária e urgente a melhor formação de todos os católicos, hierarquia inclusa, no conhecimento da verdadeira Doutrina da Igreja, para que se mantenha sem confusão (e suas nefastas consequências) a fidelidade aos ensinamentos de Jesus.

Oração:
Ó Deus, que és Caminho, Verdade e Vida em Cristo Jesus, dai-nos por intercessão e exemplo de São Vicente Palloti a necessária formação para o apostolado que conduz à salvação e não à confusão. Pelo mesmo Cristo Senhor Nosso, e pela Virgem Maria Vossa fidelíssima Mãe. Amém.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

EVANGELHO DO DIA (Mc 3,1-6)

ANO "A" DIA: 21.011026
2ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERMELHO)
MARTÍRIO DE SANTA INÈS 

- Jesus pregava a Boa-nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2 Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3 Jesus disse ao homem da mão seca: "Levanta-te e fica aqui no meio!" 4 E perguntou-lhes: "É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?" Mas eles nada disseram. 5 Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: "Estende a mão". Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6 Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A cura do homem da mão seca: da atrofia do pecado à liberdade em Cristo"

O Evangelho de Jesus e o milagre no sábado
“Naquele tempo, Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado para poder acusá-lo” (Marcos 3,1-6).

A mão seca, um sinal da humanidade atrofiada
Irmãos e irmãs, hoje, nós celebramos a memória de Santa Inês, virgem e mártir; e somos presenteados com este Evangelho, em que é evidenciado um membro muito específico do corpo humano: a mão.

O homem descrito na passagem possui a mão seca, o que serve como um sinal de uma humanidade atrofiada.

Quantas vezes também nós nos sentimos atrofiados pelos pecados e pelos males que cometemos? A mão é um membro extremamente significativo para todos nós, pois é o instrumento com o qual fazemos doações, realizamos o nosso trabalho e, sobretudo, distribuímos a bênção.

A mão como sinal de bênção e cura
Eu, como sacerdote, dou a bênção com as mãos. Assim, quando este homem se apresenta com a mão atrofiada, seu ser inteiro, de certa forma, compartilha dessa atrofia.

Jesus se aproxima dele com o objetivo claro de tocá-lo e curá-lo. O gesto é muito interessante e carregado de simbolismo, porque Jesus estende a mão para ele, repetindo a atitude de Moisés por ocasião da libertação do povo do Egito.

Esse homem está prestes a viver uma experiência de libertação profunda, um novo êxodo — e o êxodo é sempre a saída daquilo que nos escraviza.

Ao ser curado, ele deixa de ser escravo dessa atrofia, pois a presença de Jesus realiza uma restauração completa em sua vida. A palavra de Cristo não apenas cura fisicamente, mas recria o ser e gera novamente a capacidade de comunhão com Deus e com os irmãos.

O novo êxodo: Jesus estende a mão para libertar
É importante observar a reação daqueles que estavam na sinagoga. Havia judeus ali presentes apenas para tentar acusar Jesus, falhando na caridade e na compaixão.

Deixar de fazer o bem quando se tem a oportunidade é algo muito mais grave do que realizar uma cura no dia de sábado. Jesus desafia esse legalismo seco para mostrar que a vida e a saúde do ser humano estão acima de qualquer interpretação rígida da lei.

Por isso somos convidados a abrir o nosso coração para a compaixão com aqueles que mais sofrem e que mais necessitam do toque e da graça de nosso Senhor, para que também eles sejam libertados de todo tipo de escravidão que aprisiona a alma.

Superando o legalismo através da compaixão
Que a experiência deste homem no Evangelho seja a nossa hoje. Que Jesus toque as áreas da nossa vida que estão secas ou atrofiadas, devolvendo-nos a capacidade de trabalhar, de abençoar e de servir com amor.

Que a memória de Santa Inês nos inspire a uma fidelidade total a Cristo, mesmo diante das perseguições.

O Senhor esteja convosco! Ele está no meio de nós.

Sobre você e sua família, permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison  Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


Santa Inês










Inês nasceu numa nobre família romana que deveria ser cristã, pois desde cedo ela, por amor a Cristo, O escolheu por esposo e a Ele consagrou a sua virgindade. Porém já aos 13 anos era muito atraente, e com esta idade recebeu pedidos de casamento de vários pagãos, incluindo o filho do prefeito de Roma. Recusou dizendo-se esposa de Cristo, e por isso foi acusada, pois estava em pleno desenvolvimento nesta época a perseguição de Dioclesiano aos cristãos.

Diante do juiz, que tentou convencê-la à apostasia primeiro por persuasão, e depois com a ameaça de tortura e morte, respondeu que Cristo velava pela sua pureza e que não conseguiriam profanar o seu corpo. Foi arrastada para a frente de um ídolo, para que lhe oferecesse incenso, o que ela não fez. Então a levaram para um prostíbulo – mas nenhum homem ousou se aproximar dela.

Ordenou-se por fim o seu martírio, por decapitação, a 21 de janeiro de 304. Neste dia da sua festa, são abençoados dois cordeirinhos na basílica romana que leva o seu nome, como símbolos da inocência, e da lã deles são confeccionados os pálios que o Papa dá aos arcebispos.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

O nome Inês tem origem numa palavra grega que significa “casta”, um sinal profético da sua vida de pudor e pureza. A virgindade não era valorizada no mundo pagão (antigo e moderno), mas é uma dos mais altas virtudes dos que seguem a Cristo, seja na vida consagrada, seja na espera do sacramento do Matrimônio. Por sua firmeza, Inês teve o privilégio de, com outras santas mulheres, ter seu nome citado no cânon da Missa, numa clara exaltação da Igreja à excelência e predileção de Deus por esta virtude. A própria Mãe de Deus é a Sempre Virgem Maria; Cristo deu o Seu exemplo pessoal da castidade. Essencial para nossos dias é a preparação das crianças e jovens católicos neste sentido, pois um dos pecados atuais que mais tornam caótica a sociedade e levam ao inferno é a sensualidade exacerbada e corrompida, conforme diversas manifestações sobrenaturais a muitos videntes. E enorme é a pressão sobre a castidade e a virgindade na mídia, na cultura, nas ideias, e até nos locais de formação como escolas e universidades. Que os pais estejam atentos à pureza dos seus filhos, pela qual também são responsáveis, e pelo que deverão prestar contas a Deus.

Oração:

Deus de pureza, concedei-nos desposar a inocência e a castidade do corpo e da alma, a exemplo e pela intercessão de Santa Inês, para que possamos manter a juventude de espírito necessária às bodas definitivas com a Vossa santidade, na vida da Trindade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e a Virgem Maria nossa Mãe. Amém.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Dom Nereudo conhece o trabalho da Pastoral dos Migrantes e da Rede Clamor no Acre e na fronteira tríplice



O bispo auxiliar de Olinda e Recife e referencial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) no acompanhamento à Rede Clamor, dom Nereudo Freire Henrique fez uma visita pastoral, nesta semana, a Rio Branco (AC) para conhecer o trabalho que é desenvolvido pela Pastoral do Migrante e Rede Clamor na diocese e na fronteira tríplice Brasil, Bolívia e Peru. A Rede Clamor tem por missão trabalhar com refugiados, migrantes e combate ao tráfico humano.

Na visita, dom Nereudo conheceu uma Casa de Acolhida e Passagem de migrantes, coordenada pela prefeitura de Rio Branco, onde são acolhidos migrantes da Venezuela, Peru e tantos países em busca de acolhimento, proteção e integração no Brasil. “Eu conheci na ponta o trabalho da Rede Clamor de acolher e estar presente na vida dos migrantes que chegam ao Brasil”, pontuou dom Nereudo.


Levantamento da Pastoral do Migrante, criada em 2020, dá conta de que no no Acre residem aproximadamente 400 famílias, em sua maioria venezuelanas, que se firmaram neste chão amazônico e contribuem de forma significativa na economia, cultura, saberes e com sua culinária. Boa parte delas, segundo dom Nereudo, é acompanhada pelas equipes da Pastoral dos Migrantes compostas por colaboradores contratados e voluntários.

As ações realizadas pela Pastoral do Migrante se estendem desde Rio Branco, capital do Acre, até a região de fronteira com a Bolívia, nas cidades de Epitaciolândia e Brasiléia, até a cidade de Assis Brasil, fronteira com o Peru. Os atendimentos são diversificados, a depender da necessidade de cada beneficiário que chega a um dos escritórios da pastoral.
Parcerias e articulações

Desde 2022, a Pastoral do Migrante conta com apoio do Serviço Pastoral dos Migrantes e com outros parceiros, como a Cáritas Brasileira, Instituto Madre Bernarda, IMDH, ACNUR, OIM, MPT, IFAC, UFAC, para execução do trabalho nesse território acreano.

A pastoral trabalha com migrantes de origem venezuelana, haitiana, uruguaia, paraguaia, chilena, colombiana, peruana, boliviana, bissau-guineense, somaliense, paquistaneses, indianas, vietnamitas e brasileira na dimensão da comunidade de acolhida.

Como braço acolhedor da diocese de Rio Branco, a Pastoral promove acolhimento, proteção e integração aos migrantes e refugiados, oferecendo apoio em documentação, inserção no mercado de trabalho e inclusão social, além de promover orientações sobre acesso a direitos, enfrentamento à xenofobia, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes.

Seus membros também se inserem nos Conselhos e Comitês locais e nacionais, têm articulação com o poder público e com os órgãos regulamentadores e parceria com a Polícia Federal no atendimento à documentação e regularização migratória.
Eixos da Pastoral dos Migrantes

A Pastoral organiza sua ação a partir dos seguintes eixos: I) Acolhimento e orientação – Com atuação na produção de informações seguras, auxílio na documentação e direcionamento/elaboração do plano de vida de migrantes e refugiados; II) Promoção de Direitos – Com atuação na defesa dos direitos dos migrantes e refugiados, denunciando violações e trabalhando pela sua cidadania plena); III – Ações Sociais – Na realização de campanhas, bazare e atividades durante a Semana do Migrante para a integração social.

Busca também atuar nos eixos: Articulação – Na colaboração com os órgãos públicos locais e federais para fortalecer o atendimento a migrantes e refugiados na região do Acre); Formação – Com a promoção de capacitações permanentes e participação em encontros nacionais; e de Incidência social e política na região amazônica e fronteiriça.