quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Cimi lança na próxima quinta-feira, 13, relatório sobre violência contra povos indígenas em 2025



O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lança, na próxima quinta-feira (13), às 14h30, o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025. O evento de lançamento da publicação anual do Cimi ocorrerá na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), e será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Cimi.

O relatório reúne 19 categorias de análise das violências e violações praticadas contra os povos originários no Brasil, divididas em três seções: violência contra o patrimônio indígena, violência contra a pessoa e violência por omissão.

No capítulo sobre patrimônio indígena, o levantamento reúne dados sobre conflitos territoriais, invasões a terras indígenas, danos ao patrimônio indígena, exploração ilegal de recursos nesses territórios e morosidade na regularização das terras. Na seção sobre violência contra a pessoa, o relatório traz dados atualizados sobre assassinatos de indígenas, agressões e ameaças. Já no terceiro capítulo, são reunidas informações sobre a desassistência nas áreas da saúde e da educação, mortalidade na infância e suicídios.

“O levantamento reúne dados sobre conflitos territoriais, invasões a terras indígenas, danos ao patrimônio indígena, exploração ilegal de recursos nesses territórios e morosidade na regularização das terras”

O relatório sistematiza informações de diferentes fontes. Além dos registros feitos pelas equipes regionais do Cimi, levantadas junto a comunidades indígenas, órgãos públicos e veículos de comunicação, são analisados dados obtidos a partir da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e de secretarias estaduais de saúde.

Em 2025, os direitos territoriais dos povos indígenas seguiram sob forte ataque. Medidas legislativas e decisões judiciais contrárias aos direitos constitucionais dos povos originários somaram-se à vigência da Lei nº 14.701/2023, conhecida como Lei do Marco Temporal e alvo de contestação desde sua promulgação.

Ainda em vigor, a medida tem fragilizado os direitos constitucionais indígenas, marcando mais um ano de violência contra os povos originários. Enquanto os povos indígenas em luta pela terra sofrem com a violência e a vulnerabilidade, em terras indígenas demarcadas as ações de invasores não cessaram, apesar das operações de desintrusão realizadas.

“Em 2025, os direitos territoriais dos povos indígenas seguiram sob forte ataque”
Em 1996, o relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil trazia na capa uma enorme cratera aberta por garimpeiros na terra dos Nambikwara. Três décadas depois, a TI Sararé retorna à capa da publicação para retratar uma nova intensificação do garimpo ilegal, em um contexto ainda mais crítico.

Esse cenário é retratado novamente pela atual edição do relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. A publicação reúne, ainda, análises sobre as ameaças aos povos indígenas em isolamento voluntário no país e artigos com reflexões sobre temas relacionados aos dados sistematizados na publicação, como o racismo contra os povos indígenas, a política indigenista brasileira, os direitos indígenas no sistema de justiça criminal e a luta por justiça, memória e verdade.

Participarão do lançamento lideranças indígenas, representantes da CNBB, do Cimi e de organizações parceiras da causa, além de um dos organizadores do relatório, Roberto Antonio Liebgott.

Serviço
O quê: lançamento do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)
Quando: 13 de agosto, às 14h30 (horário de Brasília)

Formato: presencial com transmissão ao vivo pelo canal do Cimi no YouTube
Onde: auditório Dom Helder Câmara, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), situada no Setor de Embaixadas Sul, quadra 801, conjunto B, em Brasília (DF)


Por Assessoria de Comunicação do Cimi

Papa: o ano litúrgico acompanha os fiéis na história da salvação

Na Audiência Geral desta quarta-feira, 12/08, Leão XIV aprofundou o capítulo V da Constituição conciliar Sacrosanctum Concilium, dedicado ao ano litúrgico. O Pontífice recordou a centralidade do domingo e da Eucaristia e ressaltou que, ao longo do ano, a Igreja celebra a atualidade do mistério de Cristo e permite aos fiéis participar cada vez mais profundamente dele.

Thulio Fonseca – Vatican News

Pela segunda semana consecutiva, a Audiência Geral com o Papa Leão XIV foi realizada na Basílica de São Pedro, nesta quarta-feira, 12 de agosto, enquanto Roma continua enfrentando as altas temperaturas do verão no hemisfério norte. Em sua catequese, o Santo Padre deu continuidade ao ciclo de reflexões sobre os documentos do Concílio Vaticano II, detendo-se desta vez no capítulo V da Constituição Sacrosanctum Concilium, dedicado ao ano litúrgico.

Cristo no centro do ano litúrgico
Ao explicar o significado do ano litúrgico para a vida dos fiéis, o Pontífice recordou o ensinamento de Pio XII na Encíclica Mediator Dei: não se trata simplesmente de recordar acontecimentos do passado, mas de entrar em contato com o mistério de Cristo, que permanece vivo e atuante na Igreja.

“O ano litúrgico deve, portanto, ser entendido como uma atualização constante da obra da salvação, que Cristo realiza na história.”

Ao percorrer esse ciclo, explicou Leão XIV, a Igreja permanece em contato com a ação redentora do Senhor e coloca no centro de cada momento a celebração do mistério pascal: o encontro com Jesus, morto e ressuscitado por nós.

(@VATICAN MEDIA)
O domingo, “dia do Senhor”
O Papa dedicou especial atenção ao domingo, definido pelos Padres conciliares como “o principal dia de festa” e “fundamento e centro de todo o ano litúrgico”. Citando São João Paulo II, recordou que o domingo é a “Páscoa semanal”, que torna presente a Ressurreição de Cristo e orienta o tempo dos homens para a sua segunda vinda. Para santificar o domingo, acrescentou, é fundamental a celebração da Eucaristia. A comunidade cristã reunida torna visível sua comunhão com o Senhor e testemunha sua pertença a Cristo e sua fidelidade à Igreja:

“Esta assembleia não pode ser substituída por uma presença meramente virtual, nem se reduz a uma reunião meramente passiva.”

Nesse contexto, Leão XIV dirigiu também um apelo para que sejam criadas condições que permitam a participação na Missa inclusive daqueles que precisam trabalhar aos domingos.

(@VATICAN MEDIA)

Participar do mistério de Cristo
Na parte final da catequese, o Papa percorreu brevemente o desenvolvimento histórico do ano litúrgico: da celebração da Páscoa semanal à Páscoa anual, passando pela Quaresma, pelo tempo pascal e pelo ciclo do Natal, até a inserção da veneração da Virgem Maria e da memória dos mártires e dos santos. Dessa forma, concluiu Leão XIV, o ano litúrgico acompanha os fiéis ao longo de toda a história da salvação, “desde a espera do Messias até à plenitude do mistério pascal e à antecipação da glória futura”.

“Nele, a Igreja celebra a atualidade salvífica do mistério de Cristo, permitindo aos fiéis participar nele cada vez mais profundamente.” Por isso, ressaltou o Pontífice, o ano litúrgico constitui “o princípio inspirador e o quadro de referência essencial de toda a ação pastoral”.

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(Mt 18,15-20)

ANO "A" - DIA: 12.08.2026
19ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15 "Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16 Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18 Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19 De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20 Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Comunidade, lugar de amor e reconciliação"

Comunidade exige decisão de amar e coragem de reconciliar
Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo. Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, diz-o à igreja. Se nem mesmo a igreja lhe ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público.” (Mateus 18,15-20)

Meus irmãos e minhas irmãs, as dificuldades em comunidade existem desde que mundo é mundo. É inevitável que haja discordâncias, sobretudo no campo das ideias.

Comunidade e os desafios reais
Padre Jonas nos dizia que a vida fraterna em comunidade exige tempo, suor e lágrimas. Ele resumiu as etapas do amadurecimento da vida comunitária, deixando explícito que se trata de uma conquista, de um esforço contínuo de recorrer, muitas vezes, ao perdão e à reconciliação.

Correção fraterna com caridade
O Evangelho apontou-nos as fases da correção fraterna para preservar a harmonia em comunidade. A primeira atitude é o famoso a sós. Monos, na tradução grega, quer dizer sem companhia. É o tu-a-tu da correção que deve buscar o irmão para esclarecer as razões que o levaram a agir de certa forma.

Depois é o momento dos dois ou três testemunhas. Estas não podem ser escolhidas à revelia, mas devem servir de apoio para outros critérios de discernimento da questão. No terceiro momento, aparece a Ekklesia ou a Igreja, aqui entendida como recurso às autoridades constituídas.

Certas demandas precisam chegar ao conhecimento do pároco, ao conhecimento do bispo, do Núncio apostólico e assim por diante. A Igreja é muito sábia. Ao longo destes mais de dois mil anos, ela aprendeu o agir de Cristo e pode ajudar a sanar certas situações dos fiéis.

O limite do diálogo e a força da oração
Por fim, caso todas estas atitudes sejam frustradas, chega o momento de tratar o irmão que erra, como um publicano ou um pagão. Ou seja, alguém que se colocou fora da esfera da comunidade e não aceita mais a vida de Cristo como modelo a ser seguido. A partir daqui, é oração e acolhimento para que Deus convença tal pessoa dos seus erros. Essa é a atitude fraterna e cristã que todos nós precisamos assumir.

Sobre todos vós, desça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


Reacenda o fogo: o chamado de Deus para uma vida de fervor


O que é tibieza?

A tibieza, conforme o parágrafo 2094 do Catecismo da Igreja Católica, é caracterizada pela hesitação ou negligência em corresponder ao amor divino. O termo “tíbio” é sinônimo de “morno”, descrevendo aquele que, embora aceite a Deus e Sua graça, não demonstra uma reação ou entrega que corresponda à magnitude desse amor. É crucial diferenciar o tíbio do indiferente, que não se importa com a fé, e do ingrato, que não reconhece os dons recebidos. O tíbio, por sua vez, reconhece e aceita, mas carece de entusiasmo e fervor em sua resposta espiritual.

Causas e a dinâmica da vida espiritual
A principal causa da tibieza reside na falta de uma resposta ativa ao amor de Deus. Pode ser comparada a receber um presente valioso e reagir com um simples “ok”, sem o devido entusiasmo. Na vida espiritual, não há estagnação; ou se progride ou se retrocede. A tibieza marca o início de um processo de retrocesso, uma espécie de “morbidez espiritual” que leva a pessoa a uma autossuficiência em seu estado morno.


O movimento espiritual
É fundamental compreender que a vida espiritual é dinâmica. Não é possível permanecer no mesmo lugar. A tibieza, ao invés de ser um ponto de equilíbrio, é um deslizamento gradual para o esfriamento da fé. Aqueles que se encontram nesse estado, frequentemente se iludem, acreditando que estão bem, o que dificulta a percepção da necessidade de mudança.

Leia mais:

Sintomas da tibieza
Os sintomas da tibieza incluem um esfriamento gradual da fé, que não tende a melhorar com o tempo, mas sim a piorar. Esse estado gera aridez espiritual, uma secura que pode levar à dúvida sobre a ação de Deus, questionando se Suas graças são reais ou meras coincidências. O afastamento de Deus é uma consequência direta da falta de fervor, tornando a alma mais vulnerável a outros pecados. O maior perigo, contudo, é a falsa segurança: o tíbio, muitas vezes, se considera “quente” o suficiente, o que o impede de reconhecer a necessidade de conversão, diferentemente de quem está “frio” e sabe que precisa mudar.
Impacto na relação com Deus

A tibieza compromete profundamente a relação pessoal com Deus. A oração torna-se mecânica, a participação nos sacramentos perde o sentido e o desejo de buscar a santidade diminui. A alma, ao invés de se nutrir da graça divina, se fecha, tornando-se insensível às inspirações do Espírito Santo.
Como superar a tibieza espiritual

Superar a tibieza exige o reconhecimento de que é uma batalha espiritual que demanda ouso das “armas do Espírito”. A solução fundamental é a invocação diária da força e da graça do Espírito Santo. A oração fervorosa é essencial, começando os momentos de oração com um pedido sincero: “Senhor, vem me fortalecer, dá-me a graça do Teu Espírito, sabedoria e fortaleza”. É preciso retomar o “dinamismo da caridade”, sendo ativo na fé e buscando realizar a vontade de Deus com prontidão, combatendo a tendência de “estacionar” na vida espiritual.

Passos práticos para o combate à tibieza
1. Exame de Consciência: Avaliar honestamente o próprio estado espiritual, identificando áreas de negligência.
2. Confissão Frequente: Buscar o sacramento da Reconciliação para purificar a alma e receber a graça de Deus.
3. Leitura Espiritual: Dedicar tempo à leitura da Palavra de Deus e de livros que inspirem o fervor.
4. Obras de Caridade: Engajar-se em atos de serviço e amor ao próximo, que reavivam o espírito.
5. Direção Espiritual: Buscar a orientação de um diretor espiritual para auxiliar no discernimento e no crescimento.

Ao combater a tibieza com fervor e determinação, o fiel pode reacender a chama do amor divino em seu coração e progredir na jornada da santidade.

Transcrito e adaptado por Rophiman Souza

Fonte: 

Santa Joana Francisca de Chantal


Joana nasceu no ano de 1572 em Dijon, na França. Ficou órfã de mãe muito cedo. Seu pai era presidente de uma seção política em Borgonha, e por intrigas sofreu muitas humilhações e pobreza, mas teve sempre um caráter exemplar, orientando a família na verdadeira Fé. Assim, com cinco anos, Joana respondeu a um calvinista que questionava seu pai a respeito da Transubstanciação: “O Senhor Jesus Cristo está presente no Santíssimo Sacramento, porque Ele mesmo o disse. Se pretendeis não aceitar o que Ele falou, fazeis Dele um mentiroso”.

Aos 20 anos Joana se casou com o barão de Chantal, indo morar no castelo de Bourbillye. O casal teve quatro filhos, educados pelo seu santo exemplo. Ela era caridosa e humilde com todos, esposo, filhos e empregados. Instituiu a Missa diária para que todos estes participassem, e cuidou pessoalmente da educação religiosa dos seus servidores, bem como das suas necessidades materiais.

Um acidente de caça a deixou viúva aos 28 anos. Perdoando os responsáveis, dedicou-se à educação dos filhos, entre orações e trabalho. Por essa época conheceu o bispo de Genebra, futuro São Francisco de Sales, que se tornou seu diretor espiritual e a orientou para uma vida religiosa. Depois de nove anos de viuvez, tendo já as filhas bem casadas e o seu filho de 15 anos, herdeiro do baronato, sob a tutela do avô em Dijon, retirou-se para um convento.

No ano seguinte, 1610, fundou com São Francisco de Sales a Congregação da Visitação de Santa Maria (Irmãs da Visitação de Nossa Senhora, conhecidas também como “Salesianas” e “Visitandinas”), com o carisma do cuidado aos doentes. Foi sua primeira Superiora, acrescentando ao próprio o nome de Francisca. A partir de então devotou-se exclusivamente a esta obra. A primeira casa foi em Anecy; ela fundou mais 75, com o auxílio da sua fortuna.

Após um período de grande sofrimento por causa de uma febre, Joana faleceu em Moulins, aos 13 de dezembro de 1641. Neste ano já havia 90 casas da Ordem na França, e atualmente a obra está presente no mundo todo. Santa Joana Francisca de Chantal é venerada como modelo de perfeição em todos os estados de vida feminina – solteira, casada, mãe, viúva e religiosa.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Aceitar com perfeição qualquer coisa que Deus permitir na nossa vida, sem revoltas ou reclamações, não é algo fácil, e muitos não lidam bem sequer com as mudanças naturais da vida, como da juventude à maturidade e desta à velhice. É grande, portanto, o valor e o exemplo de Santa Joana, que em cada diferente estado de vida primou pela santidade. De fato, mesmo na infância deu corajoso e contundente testemunho de Fé sobre a Transubstanciação para um herege. Transubstanciação essa que, por comprovação pessoal e direta, constatou-se como totalmente desconhecida por uma criança, de família católica, há dois dias de receber a Primeira Comunhão… isto depois de dois anos de, digamos, “catequese”, numa paróquia com presença normal de padres e pastorais diversas. É criminoso, diante de Deus, fechar os olhos à decadência e desvios dentro da Igreja atual. Urge que os religiosos e as famílias católicas, conscientes, rezem e trabalhem na prática para uma sã renovação espiritual, pois o Corpo Místico de Cristo está seriamente doente, com vários membros em processo de gangrena. Não surpreenderá que, eventualmente, tenham que ser amputados. Oração, penitência, firmeza e não tibieza, amor a Deus e não respeitos humanos, coragem e não omissão, formação séria e não comodismo, assumir a evangelização e não delegá-la a quem não tem condições de fazê-la, estas as necessidades atuais da Igreja, pela qual e da qual Santa Joana recebeu, e proveu inclusive aos seus empregados, o apostolado da palavra e do exemplo.

Oração:

Deus e Pai de amor, que para nos instruirdes na Verdade não poupastes a vida do Vosso próprio Filho, concedei-nos por intercessão de Santa Joana Francisca de Chantal a disposição de nos santificarmos em todas as situações que nos permitis vivenciar, e nos dedicarmos, à imitação do carisma da sua Congregação, à cura dos doentes, principalmente os da alma, com nossas orações, sacrifícios, evangelização e fidelidade total aos Vossos ensinamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

O Papa: promover a comunicação inspirada na verdade e no respeito pela dignidade humana


Mensagem de Leão XIV, assinada pelo cardeal Parolin, aos participantes do Congresso Mundial da SIGNIS, que se realiza em Kigali, Ruanda, pela primeira vez. O Pontífice exorta os profissionais da mídia a contribuírem "para uma cultura que reflita os valores da comunhão, da paz e da proteção do ambiente". Prefeito Ruffini: "Nunca permitir que os algoritmos escrevam a nossa história. A grande inovação não será uma máquina mais inteligente, mas uma maneira mais humana de comunicar."

Salvatore Cernuzio – Vatican News

O Papa Leão XIV enviou uma mensagem, nesta terça-feira (04/08), aos participantes do Congresso Mundial da Associação Católica Mundial para a Comunicação (SIGNIS) em andamento em Kigali, capital de Ruanda.

Realizado de 3 a 8 de agosto, este é um evento histórico para a SIGNIS, pois é a primeira vez que o Congresso Mundial se realiza em solo africano. Kigali recebe mais de 300 profissionais provenientes de 100 países, reunidos para refletir sobre o tema: "Comunicação Digital para a harmonia cultural e o bem-estar ambiental". O foco são os desafios da mídia contemporânea, o uso ético das tecnologias digitais e da Inteligência Artificial.

"Verdade e respeito pela dignidade humana: dois valores, dois princípios que orientam e inspiram estratégias e instrumentos de comunicação." O Papa os indica em sua mensagem aos participantes do Congresso Mundial da SIGNIS que reúne profissionais dos meios de comunicação católicos de todo o mundo.

Novo impulso para as plataformas de comunicação
Estes são os temas já explorados por Leão XIV em sua encíclica Magnifica Humanitas, que o próprio Papa cita na mensagem aos participantes, assinada pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, e lida no início do dia pelo núncio apostólico em Ruanda, dom Arnaldo Sanchez Catalan. Na mensagem, o Pontífice expressa, em primeiro lugar, a esperança de que os trabalhos em Kigali "contribuam para dar um novo impulso às plataformas de comunicação na promoção do bem comum da família humana", especialmente nesta época "frequentemente chamada de era digital", em que grande parte da vida é "impulsionada pela tecnologia digital e pela internet".

Uma cultura de comunhão, paz e proteção do ambiente
O Papa cita então a Magnifica Humanitas, que afirma que "a comunicação online não é apenas a transmissão de informações, mas a criação de uma cultura", uma vez que "tem o poder de moldar o modo como as pessoas percebem o mundo" e, consequentemente, "influencia profundamente a consciência coletiva". Nessa perspectiva, o Papa espera que os participantes do Congresso Mundial da SIGNIS de 2026 procurem "identificar formas de promover estratégias e instrumentos de comunicação inspirados na busca da verdade e no respeito pela dignidade humana". Isso ajuda a edificar "uma cultura que reflita os valores evangélicos de comunhão, da paz e da proteção do ambiente".

Olhando uns para os outros
Imediatamente após a leitura da mensagem papal, uma mensagem de vídeo do prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini, foi projetada no salão do Hotel Sainte Famille — onde se realiza o evento. Ele expressou sua gratidão por encontros como este da SIGNIS, que "nos lembram de algo que nosso mundo digital muitas vezes esquece: que a comunicação não começa com a tecnologia, mas com as pessoas".

O prefeito deteve-se particularmente neste ponto, analisando os acontecimentos atuais, estes "tempos difíceis" marcados por "guerras, polarização, desinformação e crescente desconfiança". São também tempos em que, pela primeira vez, temos instrumentos "poderosos" disponíveis para nos conectarmos uns com os outros. "No entanto, uma simples conexão digital não é o mesmo que uma relação baseada na comunhão", disse Ruffini. "Olhar-se através de uma tela não é exatamente a mesma coisa que apertar a mão e sentir o calor de uma presença."

O vírus do isolamento e da fragmentação
Em paralelo com a crescente conectividade, "o vírus do isolamento, da fragmentação e da falsa intimidade, moldada por algoritmos em vez de encontros reais", também cresceu. "Um like digital não é o mesmo que um sorriso presencial", enfatizou o prefeito. E é por isso que a missão dos comunicadores católicos, chamados a construir confiança e demonstrar que "outra forma de comunicação é possível", torna-se crucial.

É claro que a tecnologia é indispensável, e a Inteligência Artificial continuará transformando nossas sociedades de maneira extraordinária. Em sua essência, porém, reside uma questão simples, mas crucial: "Que tipo de seres humanos escolhemos nos tornar ao usá-la?" "Isso depende de nós", disse Paolo Ruffini. "A IA sabe calcular. Pode organizar informações. Pode nos ajudar. Pode até imitar a linguagem. Mas não pode substituir a verdadeira sabedoria, que nasce da liberdade, da experiência pessoal, da responsabilidade e, acima de tudo, do amor."

Ser e permanecer os autores de nossa história
Portanto, "nunca devemos permitir que os algoritmos escrevam nossa história. Somos e devemos permanecer seus autores." Como afirmaram o Papa Francisco e, posteriormente, o Papa Leão XIV, "somos chamados a salvaguardar a pessoa humana, a preservar vozes e rostos humanos." Isso não significa "conservá-los em um museu", mas sim "cuidar ativamente deles, cultivar o pensamento crítico, preservar espaços para o diálogo e garantir que a tecnologia permaneça sempre a serviço da pessoa humana." É uma tarefa árdua, e para realizá-la é necessária "uma rede global para valorizar e apoiar boas formas de comunicação e uma informação confiável". Ao mesmo tempo — e os Papas sempre reiteraram isso — há necessidade de empreendedores e engenheiros de informação "corajosos" para "moldar um ecossistema global de comunicação digital melhor".

A serviço da verdade e não do lucro
A SIGNIS pode desempenhar um papel essencial nessa missão. “A SIGNIS nunca deve ser uma burocracia eclesiástica, mas uma rede de pessoas, uma rede de profissionais que compartilham a mesma fé”, afirmou Ruffini. “A SIGNIS deve ser um espaço onde se estabeleçam relações de confiança, se compartilhem informações verdadeiras e se planejem iniciativas de qualidade”. Portanto, uma comunidade na qual possa tomar forma “o sonho de um ecossistema comunicativo diferente” e onde as diversidades se transformem em diálogo, onde a discordância não destrua a fraternidade e onde se possa imaginar “um modelo econômico de comunicação diferente”. Sempre “a serviço da verdade” e nunca a serviço da “maximização dos lucros” ou do “mero consenso”.

O prefeito do Dicastério para a Comunicação incentivou a “construir pontes”, “promover encontros” e “dar espaço aos rostos e às vozes humanas num mundo cada vez mais digital”. Pois a grande inovação a ser oferecida às sociedades não será “uma máquina mais inteligente”, mas “uma maneira mais humana de comunicar”.

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Comissão para a Vida e a Família da CNBB motiva celebração da Semana Nacional da Família, a partir de 9 de agosto



Comunidades, paróquias e dioceses de todo o país vão celebrar, a partir do próximo domingo, 9 de agosto, a Semana Nacional da Família. Este momento de destaque à vocação ao matrimônio e à vida família é motivado pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).

As atividades celebrativas serão realizadas entre os dias 9 e 15 de agosto, com a reflexão do tema “Família, torna-te aquilo que és” e o lema: “O amor jamais acabará” (1Co 13,8). A temática escolhida está em sintonia com os 10 anos da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, e os 45 anos da Exortação Apostólica Familiaris Consortio, de São Paulo II.
Hora da Família

Para apoiar as famílias e grupos, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) preparou o subsídio Hora da Família, que chega à sua 30ª edição.

“Isso é motivo de grande alegria! São três décadas caminhando com as famílias, oferecendo apoio, formação e inspiração para que, em todas as paróquias, capelas e comunidades a Semana Nacional da Família seja vivida com fé, unidade e esperança”, comemora o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Bruno Elizeu Versari.

O material é vendido e distribuído pela CNPF. É possível adquirir pela loja virtual da CNPF ou no WhatsApp (61) 3443-2900.
Kit gráfico

Também está disponível o kit gráfico com arquivos, dicas de fontes e imagens para as coordenações locais começarem a organizar e divulgar a Semana Nacional da Família. O objetivo é possibilitar que as paróquias e comunidades de todo o país possam elaborar suas próprias artes para os encontros e divulgar o momento de reflexão sobre a família e sobre a defesa da vida.


Luiz Lopes Jr com Portal Vida e Família

EVANGELHO DO DIA (Mt 15,1-2.10-14)

ANO "A" - DIA: 04.08.226
18ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Mestre, tu és o Filho de Deus, és rei de Israel!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

1 Naquele tempo, alguns fariseus e mestres da Lei, vindos de Jerusalém, aproximaram-se de Jesus, e perguntaram: 2 "Por que os teus discípulos não observam a tradição dos antigos? Pois não lavam as mãos quando comem o pão!" 10 Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: "Escutai e compreendei. 11 Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca, isso é que torna o homem impuro". 12 Então os discípulos se aproximaram e disseram a Jesus: "Sabes que os fariseus ficaram escandalizados ao ouvir as tuas palavras?" 13 Jesus respondeu: "Toda planta que não foi plantada pelo meu Pai celeste será arrancada. 14 Deixai-os! São cegos guiando cegos. Ora, se um cego guia outro cego, os dois cairão no buraco".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A verdade do nosso interior é acolhida por Deus"

Viver a verdade do coração como resposta ao Evangelho
Meu irmão, minha irmã, comemoramos, hoje, a memória de São Maria Vianney, um grande sacerdote e um grande coração que acolhia as pessoas através dos sacramentos e, principalmente, da confissão. Nós vamos meditar o Evangelho de São Mateus:

“Escutei e compreendei, não é o que entra pela boca que torna o homem puro, mas o que sai da boca.” (Mateus 15, 1-2.10-14)

O que nós devemos compreender deste Evangelho de hoje? Que nós precisamos escutar, precisamos compreender, precisamos ter pureza do coração e também devemos nos distanciar de tudo aquilo que possa nos tornar cegos espiritualmente. O Senhor quer nos levar a uma verdade palpável do Evangelho para gerar em nós conversão.

A verdade e a ilusão das aparências
Jesus quer nos ensinar que a fé não pode ser apenas de aparência. A grande dificuldade no mundo de hoje é as pessoas quererem ser quem elas não são. De algum modo, em algum momento, toda a falsidade, toda a hipocrisia cai por terra.

Jesus está preocupado que a nossa fé nos leve a viver uma vida de coerência e testemunho. Deus não olha somente os ritos externos que nós praticamos, mas olha para o interior do coração. Uma pessoa pode cumprir muitas práticas religiosas e ainda assim estar distante de Deus no coração.

Deus vê a verdade do nosso interior
O que o Senhor deseja de nós, meu irmã e minha irmã, é sinceridade, humildade e verdade. Quem não tem a coragem de viver esses três pontos, vai viver somente de aparência. Pode até enganar as pessoas, pode até enganar aqueles com os quais convive, mas a Deus, a você e a mim não podem enganar, porque Ele olha para o mais profundo do nosso coração.

A coerência em São João Vianney
Se não houver retidão e arrependimento, o nosso coração se tornará estéril, e vamos viver de máscaras e falsidade. Por isso Jesus quer, através deste Evangelho, nos levar para a vida de São João Maria Vianney, o curador.

Ele não era um homem de grande inteligência acadêmica, tinha dificuldade nos estudos, sofreu muito para ser ordenado, porém possuía um coração totalmente entregue a Deus. Ele era o que Ele era. Ele não vivia de aparência, Ele vivia com coerência.

Que São Maria Vianney nos ajude a buscar este caminho da retidão e da verdade do coração. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova