quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Nossa Senhora do Rosário, o meio de alcançar almas para Deus


Origens

A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas (eremitas dos primeiros séculos do cristianismo) usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Dessa forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nosso e, para a contagem. Doutor da Igreja São Beda, chamado de “o Venerável” (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

História do Rosário

O Santo Rosário foi sendo transformado com o decorrer dos anos, porém, no ano de 1214, a Santa Igreja o estabeleceu na forma e método que hoje é usado. Antes, as Ave-Marias não eram como agora, nem mesmo os mistérios contemplados entre outros ingredientes da oração. Sua origem se deu com a revelação divina de Nossa Senhora do Rosário a São Domingos de Gusmão, fundador dos dominicanos (O.P.). Por meio das citações referidas ao Bem-aventurado Alano de La Roche em seu livro “De Dignitate Psalterri”, São Luís Maria Grignion de Montfort relata a origem do Rosário.

São Domingos e o Rosário

A tradição espiritual conta com a revelação. São Domingos se preocupava em converter os albigenses, também conhecidos como cátaros (puros), que eram um grupo de hereges de caráter gnóstico e maniqueísta, sendo até mesmo protegida por bispos e nobres da época. Essa doutrina negava a existência de um único Deus, negava a divindade de Jesus, direcionava a salvação através do conhecimento etc.
Rosário: a chave para alcançar as almas endurecidas

Essas realidades entraram em choque com o catolicismo. Desse modo, o santo procurava converter os heréticos e enfrentava grande resistência. Certa vez, procurou retirar-se em uma floresta para rezar e ali recebeu a orientação da Nossa Senhora do Rosário: “Querido Domingos, você sabe de que arma a Santíssima Trindade quer usar para mudar o mundo? [ … ] a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério” (MONTFORT, 2019, p. 42-43).
Do Saltério Angélico ao Santo Rosário

A propagação do Rosário por São Domingos
A partir dessa situação, São Domingos começou a pregar o Santo Rosário, ou como foi dito, em revelação, “Saltério Angélico”. Assim expresso, pois naquela época poucas pessoas eram alfabetizadas e não conheciam a Sagrada Escritura. Por outro lado, os monges costumavam recitar em oração os 150 Salmos, rezando a “liturgia das horas”. Desse modo, os cristãos poderiam imitar a oração e se aproximar dos mistérios de Deus ao recitar 150 Ave-Marias, conhecida como a saudação angélica já que foi dita pelos Anjos e relatava nas Escrituras. Assim, tornou-se o “Saltério Angélico” (Salmos Angélicos).

Os Mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos
Em um segundo momento, ao esfriar a devoção do Saltério Angélico, em nova aparição, Nossa Senhora do Rosário apareceu ao Beato Alano (1428 – 1475) lhe pedindo que reavivasse a prática. Assim ele formou os agrupamentos de 50 Ave-Marias e seus mistérios, conhecidos como: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. Ela lhe disse que muitas graças e milagres seriam alcançados por meio desse modo e reafirmou os ditos a São Domingos.
A Intercessora pela Igreja do Ocidente

Intercessão de Nossa Senhora do Rosário
Logo após, houve a batalha de Lepanto (Grécia, junto ao porto de Corinto) comandada por João da Áustria, em 7 de Outubro de 1571. O Papa Pio V procurava conter os avanços dos turcos na Europa e, antes disso, convocou os cristãos para que rezassem o rosário através da Carta Breve Consueverunt (1569). Era uma batalha extremamente importante, pois dela dependia a preservação do cristianismo e da cultura ocidental.

Instituição da Festa
Com a vitória adquirida, ele instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário no mesmo dia da batalha e reconheceu que a vitória veio por meio das orações do Rosário. Sendo este Papa da ordem dos dominicanos, por isso, seguiu a inspiração do fundador. O Pontífice instituiu a festa, inicialmente chamada de Santa Maria da Vitória.
Rainha do Sacratíssimo Rosário

Festa Mariana Obrigatória
Em 1573, o Papa Gregório XIII tornou a festa mariana obrigatória para a diocese de Roma e para as Confrarias do Santo Rosário, sob o título de Santíssimo Rosário da Bem-aventurada Virgem Maria. Em 1716, o Papa Clemente XI inscreveu a festa no calendário romano, estendendo-se para toda a Igreja. A celebração ocorria em datas diferentes, conforme os costumes locais. O Papa Leão XIII inscreveu a invocação “Rainha do Sacratíssimo Rosário” na Ladainha Lauretana em 10 de dezembro de 1883. Em 1913, o Papa Pio X fixou a data da celebração da festa em 7 de outubro.

O Quarto Mistério
Por fim, após anos de estímulo e devoção por parte dos papas e dos santos, São João Paulo II, em sua carta “Rosarium Virginis Mariae” (2002), institui o quarto mistério. Foi reconhecido como “luminoso”. Formando, então, o Rosário com quatro terços meditando os mistérios de Cristo. Assim, deu-se o formato daquilo que se conhece atualmente por Santo Rosário.

Minha oração
“Ó Mãe do rosário, consegui junto a Jesus aquilo que não podemos, combatei por nós e consolai-nos das intempéries da vida. Entregamos a nossa existência a Ti e de Ti tudo esperamos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Rede Clamor Brasil avança na consolidação de parcerias que fortalecem estratégias de trabalho junto a migrantes e refugiados


Representantes da Rede Clamor Brasil se reuniram na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, na terça-feira, (6/10) com o objetivo de avançar na sistematização de um “Protocolo e Estatuto Jurídico da Rede Clamor”, na discussão e aprofundamento das parcerias com universidades, encaminhamentos da sua próxima assembleia geral e sustentabilidade financeira.

  
Rede Clamor, dom Nereudo Freire

O bispo auxiliar de Olinda e Recife e referencial da CNBB no acompanhamento à
Henrique, disse que a equipe avançou bastante em seu processo de comunicação, com a criação de redes sociais e a realização de lives. Outro ponto que ele destaca é a realização de um encontro com 6 universidades brasileiras, entre elas PUC Rio, Unb e outras. “Vamos formatar uma parceria e, quem sabe, trazer a reflexão e o conhecimento técnico científico para pontecialiar o trabalho da Rede”.

Outro ponto que dom Nereudo destaca é a preparação da Rede para aprofundar a realidade das mais de 45 milhões de crianças refugiadas no mundo em sintonia com a Campanha da Fraternidade de 2027 cujo tema será “Fraternidade e o Cuidado das Crianças”. “Estamos participando também da construção do texto-base da Campanha do próximo ano”, disse.

Dom Nereudo destacou a participação e diálogo com o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, no período da manhã. Segundo ele, a presença de dom Ricardo na reunião sinaliza o apoio da CNBB fundamental para o fortalecimento da Rede Clamor.

“A Conferência sinaliza uma preocupação ativa com a realidade de migrantes e refugiados. Este ponto nós agradecemos à CNBB por esta experiência que traduz na prática a Palavra de Deus. É o Evangelho que nos leva ao ac0lhimento dos migrantes e dos refugiados e também a atuação contra o tráfico humano. Isto está muito claro na relação da Rede Clamor com a CNBB”, disse.

Participaram da reunião: Dom Nereudo Freire Henrique, padre Lauro Biolcchi, irmã Rosa Maria Zanchin, frei Vagner J. da Rosa, Marcio José Ribeiro, irmã Michele da Silva, irmã Rosita Milesi, irmã Claudina Scapini, irmã Venícia Meurer e padre Marcelo Maróstica.

O que é a Rede Clamor
A Rede CLAMOR Brasil é uma articulação eclesial vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e inspirada na iniciativa do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM). No Brasil, articula 27 organizações que trabalham com a realidade de migrantes, refugiados e contra o tráfico humano. Atua na promoção, acolhida, proteção e integração de migrantes, refugiados, apátridas e vítimas de tráfico de pessoas. Seu trabalho vai além da assistência material imediata, buscando “caminhar com os migrantes”, defender direitos humanos e incidir em políticas públicas e espaços de participação social.

Secretário-geral da CNBB recebe membros da Rede Clamor Brasil.
 Fotos: Luiz Lopes – ASCOM CNBB.


Por Willian Bonfim


Papa: ao adorar Cristo, o fiel não pode aceitar opressão nem injustiça


Na Audiência Geral na Praça São Pedro, o Papa Leão comentou o quarto capítulo da Constituição Pastoral Gaudium et spes, que trata da missão da Igreja no mundo atual. Esta missão se realiza principalmente pelo testemunho da fé e da caridade, no empenho pela justiça, paz e fraternidade.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

A missão da Igreja no mundo contemporâneo foi o tema da catequese do Papa Leão na Audiência Geral desta quarta-feira, 7 de outubro. O Pontífice retomou o ciclo sobre os documentos do Concílio Vaticano II, comentando esta semana o quarto capítulo da Constituição conciliar Gaudium et spes (GS).

Nosso coração foi feito para olhar para o alto
Em primeiro lugar, o Concílio recorda que a Igreja não está "acima" nem "ao lado" do mundo, mas sim enraizada nele: "a Igreja é o mundo já reconciliado com Deus; somos peregrinos na terra e partilhamos com este mundo a fragilidade e a beleza", explicou o Santo Padre.

Como se lê na Magnifica humanitas, a missão eclesial tem um alcance histórico e implica responsabilidade no que diz respeito à maneira como se tecem as relações sociais. Assim, a primeira tarefa é ajudar as pessoas a estarem atentas às questões profundas da vida, sobre a nossa origem e destino, bem como sobre o sentido do amor e da dor:

“A lógica do lucro a todo o custo e a manipulação da informação correm o risco de exercer uma pressão indevida para que as pessoas se conformem a um estilo de vida centrado no consumo de bens materiais, mas o nosso coração foi feito para olhar para o alto.”
Ao saudar os lusófonos, Papa confiou o povo brasileiro a Nossa Senhora Aparecida (VATICAN MEDIA)

O cristão não pode aceitar a injustiça
Os Padres do Concílio recordam ainda que a missão da Igreja se concretiza também na contribuição para a construção da cidade terrena. Não significa uma tarefa de natureza política, mas consiste no testemunho da fé e da caridade, juntamente com o empenho pela justiça, pela paz e pela fraternidade.

“Ao adorar Cristo, o Justo que morreu pelos injustos, o fiel não pode aceitar a opressão dos pequenos e dos pobres, nem as estruturas injustas que perpetuam condições de dependência e de injustiça.”

Para orientar a ação dos cristãos existe a Doutrina Social da Igreja. De modo especial, os leigos são chamados a animar o mundo com o espírito cristão e a visão do Evangelho, sobretudo na família e na atividade profissional. Isso exige, acima de tudo, coerência. Pois como recordam os Padres conciliares, o distanciamento entre a fé professada e a vida quotidiana "deve ser contado entre os mais graves erros do nosso tempo" (GS, 43).

Papa saúda a multidão (VATICAN MEDIA)

Anunciar com firmeza, sem se sujeitar às modas culturais
O desejo da Igreja, segundo expresso na Gaudium et spes, é "poder desenvolver-se livremente sob qualquer regime que reconheça os direitos fundamentais da pessoa e da família e os imperativos do bem comum". Para isso, está sempre atenta ao que acontece e se desenvolve na sociedade, sem se deixar levar por modas culturais. "Com efeito, não é certamente diluindo os conteúdos e suavizando as exigências que se pode tornar o cristianismo atraente", acrescentou o Santo Padre.

O convite final do Pontífice aos fiéis é para que nos tornemos dóceis à ação do Espírito Santo, "para que Ele nos ajude a viver em santidade e caridade, de modo que o mundo possa acreditar e ter esperança".

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EVANGELHO DO DIA (Lc 1,26-38)

ANO "A" - DIA: 07.10.2026
27ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!" 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim". 34 Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?" 35 O anjo respondeu: "O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível". 38 Maria, então, disse: "Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A escuta atenta e confiante de Nossa Senhora do Rosário"

A escuta da Palavra que vence todas as incertezas
Hoje, a Igreja comemora a memória de Nossa Senhora do Rosário. O Evangelho Lucas vai dizer para nós o seguinte:

O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor é contigo”. (Lucas 1, 26-38)

Diante dos nossos olhos, para você que tem o costume de ler a Palavra de Deus, este é um dos momentos mais belos de toda a história da salvação: a Anunciação do Senhor. No dia em que comemoramos a memória de Nossa Senhora do Rosário, Deus entra na história da humanidade através da humildade de uma jovem de Nazaré, a Virgem Maria. Tudo começa não pela iniciativa dos homens, mas pela iniciativa de Deus.

A escuta atenta e dócil de Maria
A primeira palavra dirigida a Maria é um convite à alegria. Deus visita o Seu povo e encontra em Maria um coração totalmente aberto à Sua vontade. Ela é chamada de “cheia de graça”, no grego, kecharitomene. A ela não faltou nenhuma graça, porque, desde o início de sua existência, ela foi preparada para a missão de ser a mãe do Salvador. Entretanto, Maria não responde de forma imediata, porque precisava gestar no coração, entender e refletir sobre aquele anúncio.

O Evangelho afirma que ela ficou perturbada. O “ficar perturbado” não é negativo. Algo mexeu no coração de Maria, de Nossa Senhora. Isso nos ensina que a fé não elimina as perguntas, mas nos leva a confiar, mesmo quando não entendemos plenamente os caminhos de Deus.

Diante dos medos, confiar na graça de Deus
Se com Nossa Senhora foi assim, imagine conosco. Nós não vamos compreender totalmente a vontade de Deus, mas, pela fé, pela disponibilidade e pela escuta, nós podemos escutar também o que o anjo diz a ela: “Não tenhais medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus”.

E quantas vezes também somos tomados pelo medo: medo das dificuldades, medo da cruz, medo das mudanças… Mas nós temos que ter essa coragem, como a de Maria, de escutar o que ela escutou de Nosso Senhor: “Não tenhais medo”. Diante das provações, diante das dificuldades, diante do medo, confie, escute, reflita, porque Nosso Senhor jamais nos desampara. Como Maria, recebemos de Deus, com alegre esperança, o Seu chamado para as nossas vidas.

Que a Virgem do Rosário rogue por nós. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


Deus cuida de nós: a presença do Deus vivo e a força da fé



Deus cuida de nós: a presença do Deus vivo na nossa caminhada

Como você chamaria esse tempo em que estamos? Veio ao meu coração: O Poder da Palavra. Porém, como você chamaria esse nosso encontro? A Palavra de Deus cela a nossa confiança n’Aquele que tudo pode: o Deus vivo. Naquele que nos chama à salvação, ao crescimento, à restauração, à cura e à santidade. E nós aprendemos isso com o nosso Senhor Jesus Cristo. Nós nos apoiamos n’Ele. Ele é a nossa rocha, a nossa salvação. Ao mesmo tempo, nós nos enriquecemos e oramos com a Sagrada Escritura, com homens e mulheres e todos os livros da Bíblia que nos fazem crescer na fé. Muito obrigada!
Eu estarei contigo: a resposta de Deus às aflições de Moisés

“Estamos na presença do Deus vivo”. E falando do Deus vivo, eu tomo essa passagem do livro do Êxodo 3, quando Moisés está aflito, sem saber como ele vai falar, como vai enfrentar as situações difíceis para ir até o faraó. Imagine… que coragem ele precisou ter para ir até o faraó que queria matá-lo! O faraó que judiava do povo de Moisés. Mas o Senhor diz a ele: “Eu estarei contigo” (Ex 3,12). O Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó (cf. Ex 3,16).

Eu Sou Aquele que Sou: O nome eterno do Senhor de geração em geração
Moisés então disse a Deus: “Quando eu for para junto dos israelitas e lhes disser que o Deus de seus pais me enviou a eles, que lhes responderei se me perguntarem qual é o seu nome? Deus respondeu a Moisés: “Eu sou aquele que sou’. E ajuntou: ‘Eis como responderás aos israelitas: Aquele que se chama Eu Sou, envia-me junto de vós’. E Deus disse, ainda, a Moisés: ‘Assim falarás aos israelitas: É Javé, o Deus de Isaac, o Deus de Abraão, o Deus de Jacó é quem lhes fala. Este é o meu nome para sempre. E assim me chamarão de geração em geração’.” (Ex 3,13-15)

O poder de Deus manifestado na nossa fraqueza
Qual é a sua experiência com esse Deus vivo, com esse Deus que ama o Seu povo, que se manifestou na sarça ardente a Moisés? Esse Deus que se compadeceu e se compadece do Seu povo? Um Deus humano. É por isso que Jesus foi enviado.

Deus se tornou homem no plano de amor da salvação para que nós percebêssemos que Ele cuida de nós. Ele está conosco. O Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó cuida de nós. Não precisamos ter medo.

“Eu vou em frente, Senhor. Eu quero ir em frente, Senhor, porque eu sei que a Sua graça me envolve. Porque eu sei que o Seu poder se manifesta na minha fraqueza.”

E o Senhor nos abandonará? Jamais! Jamais Ele nos abandonará como jamais abandonará nossa casa, nossa família… o Seu povo. Mesmo que passemos, Senhor, por tribulações, por angústias, por situações quase que insuportáveis, como aqueles que passaram e que passam por enchentes, transtornos da natureza de todas as formas, violências… Nós vamos, Senhor, seguindo o nosso caminho, porque o Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, Jesus, o filho de Deus vivo, está conosco. Amém.

Maranatha! Vem, Senhor Jesus!

Luzia Santiago
Cofundadora da Canção Nova

Santa Justina de Pádua


No dia 7 de outubro, a Igreja Católica comemora a festa de Santa Justina, conhecida por debater com o filósofo pagão Cipriano, que chegou a converter-se ao cristianismo pelo impacto que lhe gerou o testemunho de sabedoria e convicção da jovem. Este episódio a tornou conhecida como defensora incansável da fé em Jesus Cristo.

Nascida no século II, em Antioquia, uma das cidades mais importantes do Império Romano, Santa Justina cresceu em uma família pagã, mas desde cedo demonstrou uma inclinação para a fé cristã.

Desde jovem, Santa Justina enfrentou desafios em sua busca por Deus. Ela foi perseguida por seu pai, que era um adorador dos deuses romanos, devido à sua conversão ao cristianismo. No entanto, sua fé inabalável e sua determinação em seguir os ensinamentos de Jesus Cristo a ajudaram a superar as adversidades e a perseverar em sua jornada espiritual.

A vida de Santa Justina foi marcada por milagres e feitos notáveis. Seu profundo amor por Deus a levou a realizar votos privados de castidade e a aceitar a coroa do martírio durante a perseguição de Diocleciano.

Sua vida e a devoção é até hoje fonte de inspiração para todos aqueles que buscam a Deus e a verdade, lembrando-nos sempre do poder da fé e do amor em nossas vidas.

Colaboração: Yara Fonseca

Reflexão:

A espiritualidade de Santa Justina era profunda e inspiradora. Ela dedicou sua vida à oração, à caridade e ao serviço aos necessitados, mostrando uma compaixão genuína por todos. Seu legado perdura através da devoção e da inspiração que ela ofereceu a gerações de cristãos, que encontram na sua história um exemplo de fé e coragem.

Oração:

Ó Santa Justina, modelo de fé inabalável e coragem inigualável, olhai por nós em nossas horas de desafio e dúvida. Que possamos encontrar a força para defender nossas convicções e permanecer firmes na nossa fé, esperança e caridade. Intercedei por nós junto a Deus, para que possamos seguir vosso exemplo de amor e compaixão para com todos os nossos irmãos e irmãs. Santa Justina, rogai por nós. Amém.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Seminário sobre bens culturais da Igreja começa nesta segunda-feira, 5, em Brasília, com transmissão ao vivo



A Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) inicia, nesta segunda-feira, 5 de outubro, em Brasília (DF), o II Seminário Nacional de Patrimônio Cultural Católico e o III Encontro dos Equipamentos e Centros Culturais Católicos. A programação segue até quinta-feira, 8, na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida.

Com o tema “Os bens culturais da Igreja e sua gestão integrada a serviço da evangelização”, os eventos são realizados no contexto do Acordo de Cooperação Técnica entre a CNBB e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Abertura será transmitida ao vivo
A abertura oficial será realizada hoje, às 19h30, no auditório São João XXIII, com momento orante e a participação do primeiro vice-presidente da CNBB, dom João Justino de Medeiros Silva; do presidente da Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação, dom Gregório Paixão; e do bispo referencial do Setor Bens Culturais, dom Dirceu de Oliveira Medeiros.

Na sequência, às 20h10, será realizada a aula magna “A Pastoral da Cultura e as Expressões Culturais Católicas na Evangelização”, conduzida pela diretora do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) de Portugal, doutora Isabel Maria Alçada Cardoso.

Link para acompanhar a abertura hoje, às 19h30, pelo Youtube da CNBB:

Gestão e preservação do patrimônio
O encontro deve reunir representantes das arquidioceses, profissionais e técnicos do Iphan, integrantes de equipamentos e centros culturais católicos, como museus, memoriais, arquivos e bibliotecas eclesiásticas, além de especialistas de diferentes áreas.

Durante os quatro dias, os participantes vão refletir e traçar estratégias relacionadas à preservação e à sustentabilidade dos bens culturais da Igreja, além da identificação, captação de recursos e investimentos voltados ao Patrimônio Cultural Católico.

A programação inclui conferências, painéis, mesas-redondas e workshops sobre temas como inventário e catalogação, conservação preventiva, Lei Rouanet, projetos de intervenção e adequação de espaços litúrgicos, além do uso de técnicas científicas e inteligência artificial aplicadas ao patrimônio cultural.

Também está prevista a apresentação de uma proposta de gestão integrada dos bens culturais da Igreja e a construção da Rede Eclesial Nacional de Equipamentos e Centros Culturais (RENECC).
Precioso patrimônio

O arcebispo de Fortaleza (CE) e presidente da Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da CNBB, dom Gregório Paixão, recorda que a Igreja Católica no Brasil possui um “precioso patrimônio cultural material e imaterial, constituído ao longo dos séculos”.

“São igrejas, imagens, documentos, objetos litúrgicos, músicas, festas, tradições e tantas expressões de fé que testemunham a história da evangelização e da vida do nosso povo”, afirma.

Segundo dom Gregório, o trabalho desenvolvido pela Comissão, por meio do Setor de Bens Culturais, busca promover, preservar, divulgar, salvaguardar e pesquisar esse patrimônio, além de fortalecer a cooperação com instituições públicas responsáveis pela preservação dos bens culturais, como ocorre no Acordo de Cooperação Técnica com o Iphan.

“Na Igreja, preservar um patrimônio não significa apenas cuidar de coisas antigas, significa cuidar da memória, da identidade e da fé de um povo. Aquilo que recebemos de gerações passadas, pode continuar sendo instrumento de evangelização para as novas gerações”, destaca.

Programação segue até quinta-feira
Na terça-feira, 6, a programação contará com uma participação, por videoconferência, do prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação da Cúria Romana, cardeal José Tolentino de Mendonça. Também serão debatidos temas como identificação e salvaguarda dos bens culturais eclesiásticos, captação de recursos, políticas públicas e atuação do Iphan.

Na quarta-feira, 7, o destaque será o Workshop de Gestão Integrada dos Bens Culturais da Igreja e o Patrimônio Cultural Católico no Brasil, além de oficinas temáticas voltadas à conservação, inventário, financiamento de projetos, espaços litúrgicos, arqueometria e inteligência artificial.

O encontro será concluído na quinta-feira, 8, com o Workshop de Elaboração da Rede Eclesial Nacional de Equipamentos e Centros Culturais (RENECC). A programação prevê ainda o lançamento da “Jornada Nacional de Mobilização sobre Investimentos e Promoção do Patrimônio Cultural – 2026”, iniciativa da CNBB e do Iphan.

Papa: não tenham medo, Deus chama os jovens ao grande amor do matrimônio


Os jovens "foram criados para o amor", escreve Leão XIV no prefácio do livro da Fundação YOUCAT, intitulado "Amor para sempre", que será apresentado em Roma nesta terça (06/10). E a forma de amor entre homem e mulher é verdadeiro, é um "sim profundo ao outro", uma aliança para a vida toda quando reflete Deus. A obra, inspirada pelo Papa Francisco, prepara casais ao matrimônio e ao chamado para esse "grande amor. Não tenham medo da sua profundidade", "não é perfeito, mas cresce à luz da fé".
Vatican News

O Papa Leão XIV escreveu o prefácio do novo "YOUCAT Amor para sempre”, uma obra destinada a acompanhar os jovens na reflexão sobre o amor, os relacionamentos e o matrimônio à luz da fé católica. A apresentação internacional será nesta terça-feira, 6 de outubro, no Centro Internazionale Giovanile San Lorenzo de Roma, com a presença de representantes da Igreja e colaboradores envolvidos no projeto YOUCAT. Na programação da noite, celebração de missa presidida por dom John Joseph Kennedy, secretário do Dicastério para a Doutrina da Fé; apresentação de testemunhos e do próprio livro com o prólogo do Pontífice, em formato audiovisual, que agora propomos o texto na íntegra:

"Queridos jovens amigos,
O coração de vocês anseia por amor. Um amor que seja profundo, apaixonado e duradouro. Esse anseio não é por acaso. É sinal de que vocês foram criados para o amor. Santo Agostinho, cujo coração ardente, trespassado por uma seta, está representado no meu brasão, expressou-o desta forma: 'Inquieto está o nosso coração enquanto não repousar em Ti, ó Deus' (Confi ssões 1,1). Assim ele expressou o anseio pelo amor divino, que Deus realmente derrama em nossa alma quando estamos unidos a Ele. De fato, o próprio Deus pode estar presente no amor humano e transformá-lo. Então, Ele nos concede a capacidade de amar como Ele ama: no serviço, na generosa entrega de si mesmo e, quando necessário, no perdão. Pois Deus é amor e nos criou para amar – a Ele e às pessoas ao nosso lado.

Entre todas as formas de amor humano, o amor que existe entre homem e mulher ocupa um lugar especial. Ele pode atingir o coração como uma flecha – de forma intensa e rápida. Mas o amor verdadeiro não para por aí.

Não é simplesmente um sentimento fugaz, que se acende só por um instante. É mais do que isso. É um “sim” profundo ao outro, uma decisão, um caminho e uma aliança para a vida toda. “O amor é autêntico e pode durar para sempre apenas quando reflete o esplendor eterno de Deus, que é amor (cf. 1Jo 4,8). Relacionamentos sólidos e fecundos constroem-se juntos, com base na confiança mútua, neste ‘para sempre’ que palpita em cada vocação à vida familiar e à consagração religiosa” (Discurso no encontro com jovens no Líbano). Esse amor pergunta, em primeiro lugar: “Como posso amar como Cristo amou?” (cf. Jo 15,12); e coloca em segundo plano a pergunta “O que recebo em troca?”.

No matrimônio, algo do próprio mistério de Deus se revela. Quando um homem e uma mulher se entregam totalmente um ao outro no amor, Deus ganha vida no meio deles. Sua fidelidade, seu perdão e sua luta diária pelo bem são um reflexo do amor de Cristo pela sua Igreja. Pode parecer um exagero romântico, mas é uma verdade profunda sobre a realidade: “Naquele que é um, somos um” (Agostinho, Comentário ao Salmo 127). Deus chama vocês, queridos jovens, a esse grande amor. Não tenham medo da sua profundidade! Pois o amor para o qual vocês são chamados é forte o suficiente para vencer as dificuldades; e grande o suficiente para sustentá-los por toda a vida. Não é perfeito, mas cresce à luz da fé. O amor verdadeiro é um dom de Deus e não podemos simplesmente criá-lo. Enquanto o amor humano muitas vezes é manchado por desejos egoístas, o amor de Deus, pelo contrário, é altruísta, longânime, paciente e possui todas as maravilhosas qualidades que Paulo elenca na Carta aos Coríntios (cf. 1Cor 13).

A imagem mais bela do amor verdadeiro é vista quando contemplamos a cruz de Jesus Cristo. Ele nos amou tanto que se dispôs a morrer por nós. Esse é o “DNA” do cristianismo, o mandamento de Cristo: “Amem-se uns aos outros, assim como eu amei a vocês. Ninguém tem amor maior do que alguém que dá a vida pelos amigos” (Jo 15,12-13).

Este livro, YOUCAT – Amor para sempre, quer acompanhá-los nesse caminho. Jovens como vocês, de mais de 30 países diferentes, deram aqui testemunho de que o ideal para o qual Cristo nos chama é um tesouro fascinante. O livro convida vocês a abrirem o coração a um projeto que é maior do que qualquer sonho humano. Ele serve como preparação para um “sim” que não é para apenas um dia, mas para a vida toda – um “sim” que, como o amor de Deus, é incansável e fiel.

Rezo por vocês que leem este livro, uma obra inspirada pelo nosso amado papa Francisco. Que Jesus Cristo agite o coração de vocês até que nele encontrem descanso. Que o Espírito Santo seja a luz e a força de vocês. E que, como Maria, a Mãe do Belo Amor, vocês respondam com confiança e coragem à mais bela de todas as vocações: a vocação ao amor."

A capa do livro que leva o prefácio do Papa Leão XIV



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