segunda-feira, 26 de outubro de 2026

CNBB participa do Congresso Internacional de Pastoral Escolar e Universitária no Vaticano


A Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participou do Congresso Internacional de Pastoral Escolar e Universitária, promovido pelo Dicastério para a Cultura e a Educação da Santa Sé, nestes dias 22 e 23 de outubro, no Vaticano. A Comissão estava representada por dom Carlos Lema Garcia, bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo e referencial do Setor Universidades da Comissão para a Cultura e a Educação, e pelos assessores Maria Beatriz Leal (Setor Ensino Religioso) e padre João Paulo dos Santos Silva (Setor Universidades).


O Congresso teve como tema “Traçar novos mapas de esperança” e representou, segundo o prefeito do Dicastério, cardeal José Tolentino de Mendonça, um convite para sermos guardiões da beleza da pessoa humana, “obra de arte de Deus, única e irrepetível”.

A educação, segundo ele, não se limita à transmissão do conhecimento, mas, como observou o prefeito, “encontra sua plenitude no serviço”. A “beleza pastoral” opera “não por coerção, mas por atração”.

“Um pastor que quer educar sem atrair torna-se um funcionário. Um educador que atrai para o bem, o verdadeiro e o belo torna-se uma testemunha”.

Em encontro com os participantes, o Papa Leão XIV disse ser fundamental que a pastoral escolar e universitária “saiba responder ao desejo que cada um traz em si e percorrer juntos um caminho humano e cristão”.

“Uma pastoral escolar e universitária será tanto mais fecunda quanto mais se concentrar na educação do coração. Educar o coração para a compaixão, a gratidão, a capacidade de se deixar tocar pela dor do próximo; educá-lo para o louvor e o desejo de Deus. O serviço aos pobres, o voluntariado, o cuidado pela criação não são atividades acessórias, mas lugares onde o coração aprende a dilatar-se”.

“Inspirado no compromisso de desenhar novos mapas de esperança, o Congresso reforça a importância de uma educação comprometida com a dignidade humana, a cultura do encontro e a construção da paz”, resumiu Beatriz Leal.


Em entrevista à TV Aparecida, a assessora explicou que o tema do congresso retoma e aprofunda o que o Papa Leão XIV escreveu na carta apostólica “Traçar novos mapas de esperança”. A importância do congresso está também em discutir os três novos eixos incluídos pelo Papa Leão no Pacto Educativo Global, o que já é articulado no Brasil com o relançamento do Pacto no país. Inclusive, Maria Beatriz entregou ao padre Ezio Bono, animador do Pacto Educativo no Dicastério, a publicação com Pacto Educativo atualizado para o Brasil.

“A participação da CNBB reafirma seu compromisso com essa missão, em sintonia com os princípios do Pacto Educativo Global e com os desafios da educação no mundo contemporâneo”, destaca.

A delegação brasileira foi organizada pela FTD Educação e composta por representantes da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC), da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e de redes de ensino, fortalecendo a presença e a contribuição da Igreja no Brasil nas reflexões sobre a missão educativa e pastoral.

Luiz Lopes Jr com informações da Comissão para a Cultura e a Educação e da TV Aparecida

Apelos do Papa pelos povos do Iêmen e Jordânia: todos têm direito de viver em paz


"Continuemos juntos a rezar pela paz", exortou Leão XIV ao final do Angelus: "que o Senhor inspire escolhas de diálogo e de paz!". Os apelos foram dirigidos ao Iêmen, que sofre agravamento da emergência humanitária na cidade de Taiz, e à Jordânia, onde um ataque terrorista desestabilizou a "convivência pacífica" em Hammoud. "Vamos nos unir espiritualmente" aos líderes religiosos a partir de Assis, lembrou o Papa, para o Encontro pela paz que começa neste domingo (25/10).

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV, ao final da oração mariana do Angelus deste domingo (25/10) a cerca de 20 mil pessoas na Praça São Pedro, voltou a exortar "o diálogo e a paz" entre os povos. Os apelos do Pontífice começaram pelo Iêmen, para que "cessem as hostilidades", favorecendo "o direito de viver em paz" sobretudo na cidade de Taiz - a terceira maior do país -, que sofre com o agravamento rápido da emergência humanitária. Segundo as Nações Unidas, o centro urbano local está isolado há 20 dias com os combates entre rebeldes e forças do governo que tomaram as principais rotas de abastecimento, o que dificulta o deslocamento de civis e a entrada de alimentos e combustível. O Programa Mundial de Alimentos da ONU estima que mais de 800 mil pessoas em Taiz continuam sem acesso a ajuda humanitária. Pela grave situação, veio o apelo do Papa:

"Queridos irmãos e irmãs, acompanho com preocupação a grave situação humanitária no Iêmen, especialmente na cidade de Taiz, onde a população sofre com a falta de alimentos, água e cuidados médicos. Dirijo um apelo sincero para que cessem as hostilidades e seja garantido ao povo iemenita e a todos os povos da região o direito de viver na paz."

A oração pelas vítimas na Jordânia
Ainda no Oriente Médio, o Papa direciona o pensamento às vítimas do atentado durante um funeral na Jordânia. Após o ataque armado de 23 de outubro, que causou 8 mortos e 40 feridos, os representantes das comunidades cristãs afirmaram à Greco-ortodoxa que o ocorrido não fará senão fortalecer o vínculo com a Terra Santa e o diálogo inter-religioso. Leão XIV demonstrou proximidade e preocupação:

"Asseguro minhas orações por todos aqueles que foram mortos e feridos na última sexta-feira, no ataque terrorista contra os fiéis da Igreja Ortodoxa de São Jorge, em Hammoud, na Jordânia. Estou próximo àquela comunidade e a todo o país, que se destaca pela convivência pacífica e pelo respeito entre as diferentes religiões."

Encontro pela paz e de união espiritual em Assis
Enfim, o Papa Leão XIV citou o encontro "Paz desarmada e desarmante" que começa neste domingo (25/10), em Assis, para reforçar o apelo apartir da Itália:

“Continuemos juntos a rezar pela paz. Depois de amanhã, 27 de outubro, vamos nos unir espiritualmente aos Chefes das Igrejas e aos líderes religiosos que irão se reunir em Assis por ocasião do aniversário de 40 anos do encontro convocado por São João Paulo II. Nunca como hoje ficou tão evidente que as guerras, além de semear morte e destruição, empobrecem e prejudicam o mundo. Que o Senhor inspire escolhas de diálogo e de paz!”

O Pontífice deve enviar uma mensagem manifestando "proximidade aos organizadores, aos líderes e representantes das confissões cristãs e das religiões, assim como aos convidados que estarão presentes, na convicção de que o Espírito de Assis, o diálogo e a busca de palavras e gestos de paz são recursos preciosos em uma época de conflitos”. Isso porque, ainda segundo um comunicado da Santa Sé divulgado na última sexta-feira (23/10), o Papa "não poderá estar presente em Assis no dia 27 de outubro, como estava previsto”, para "favorecer a recuperação após a cirurgia torácica" realizada em 13 de outubro, no Hospital Gemelli, de Roma, para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar.

A natureza da doença foi confirmada em boletim médico de 21 de outubro, que apresentou os resultados definitivos dos exames histológicos e das análises de biologia molecular: com base em uma avaliação oncológica posterior, “não é necessária nenhuma terapia adicional” para o Papa. Nessa última semana, após alta do hospital em 17 de outubro, Leão XIV manteve os compromissos previstos na agenda, enquanto prossegue o período de recuperação no Vaticano.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 13,10-17)

ANO "A" - DIA: 26.10.2026
30ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 10 Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11 Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12 Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: "Mulher, estás livre da tua doença". 13 Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou, e começou a louvar a Deus. 14 O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: "Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado". 15 O Senhor lhe respondeu: "Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16 Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?" 17 Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Olhar para o alto com esperança"

Olhar para o céu e reencontrar as forças em Jesus
“Mulher, estás livre da tua doença” (Lucas 13,10-17)

Irmãos e irmãs, no Evangelho de hoje, Jesus encontra uma mulher encurvada há 18 anos. Só que, mais do que esta enfermidade física que nós percebemos, aquela postura da mulher diz muito, revela uma condição espiritual triste: ela vive sem esperança. Esta mulher não olha para o alto. Esta mulher não está buscando as coisas do alto. Ela está encurvada. Ela olha para o chão, olha apenas para o chão. Cristo se aproxima, toma a iniciativa e devolve a essa mulher a dignidade.

Diante as lutas olhar para Cristo
Provavelmente, se pudéssemos imaginar agora – use a sua imaginação: ela está encurvada, olhando para o chão. Jesus se aproxima dela um pouco do alto, e ela tem que erguer o olhar. Então, ela precisa olhar para o alto.

Irmãos e irmãs, diante de tantos desafios, de tantos sofrimentos, de tantas dificuldades que assolam a sua vida, não continue olhando para baixo, não continue olhando para o chão, não continue encurvado diante das dificuldades. Olhe para Jesus como essa mulher. Olhe para o alto. Reerga-se, retome a dignidade. O Senhor nos dá dignidade.

Libertar-se dos pesos que encurvam a alma
Existem pesos invisíveis que nos curvam, existem culpas antigas jamais confessadas, jamais perdoadas. Existem medos. Quantos ressentimentos nos encurvam, nos fazem olhar para o chão também. E o que dizer das frustrações, que são tantas, com tantas realidades! O tamanho, às vezes, da nossa expectativa em relação a alguém, a alguma criatura, é o tamanho também da nossa frustração. Mas quem põe a sua confiança no Senhor não sai desapontado, não se frustra.

O Senhor não deseja apenas aliviar fardos, mas Ele nos devolve a capacidade de olharmos para o alto. Ele nos levanta, Ele faz com que levantemos os nossos olhos para contemplar novamente o céu, as realidades divinas. Então, irmãos e irmãs, toda verdadeira cura começa quando permitimos que Cristo toque aquilo que escondemos até de nós mesmos.

Sobre você desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


As 5 pedrinhas espirituais: armas contra o "gigante Golias"

O chamado à conversão individual em Medjugorje

Quando Jesus disse que há mais alegria no céu por um só pecador que se converte do que por 99 justos que não necessitam de conversão, está nos convidando a mudar de vida e a viver na fidelidade da Sua misericórdia. A Virgem Maria, durante toda a aparição, recorda-nos a mensagem do Evangelho: “Convertam-se!”.

Um dia, em Medjugorje, a Virgem pediu-nos para viver a seguinte mensagem: “Filhos queridos, convido-vos à conversão individual. Este tempo é para vocês, porque o meu Filho dileto, sem a vossa cooperação, não pode realizar o que deseja. Filhos queridos, orem a fim de que possam crescer espiritualmente e ficar mais próximos de Deus. Entrego para vocês as 5 pedrinhas, que representam as armas contra o vosso gigante Golias, com as quais poderão vencer qualquer batalha”.

A primeira pedra: a Eucaristia
A primeira pedra é a Eucaristia. A Eucaristia é o próprio Jesus de Nazaré vivo, verdadeiro e ressuscitado. Não é uma presença simbólica de Jesus, mas a Sua presença real. Nós não O vemos, porém acreditamos que Ele está verdadeiramente presente na força da Sua Palavra. O próprio Jesus nos diz em verdade: “Tomai e comei, isto é o meu corpo” e, depois, tomando um cálice de vinho, fala-nos: “Tomai e bebei, isto é o Meu Sangue. Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por cada um de vós”. A Igreja, estando consciente de que se trata de um grande mistério, obriga o celebrante, após a consagração, a proclamar: “Eis o mistério da nossa fé”.

Com o poder da Eucaristia, podemos nos defender dos ataques do inimigo com muita facilidade. A Eucaristia é o sacramento da nossa salvação. Jesus nos convida: “Fazei isto em minha memória”, e é pela força destas palavras que podemos celebrar a Eucaristia. Também Santo Agostinho conhecia a potência desta “primeira pedra”, tanto que afirmava: “Deus é tão grande que podia criar mil mundos mais bonitos que este atual, mas, apesar da sua Onipotência, não podia fazer nada de mais perfeito e grande do que a Eucaristia”. A Eucaristia, irmãos, é o próprio Jesus de Nazaré!.

A importância de viver os mandamentos de Deus
Que dor sinto no coração quando, durante a celebração da Missa, muitos católicos batizados e crismados não recebem a Santa Eucaristia porque não vivem segundo os mandamentos de Deus. Muitas vezes, deixam passar anos sem receber o Corpo de Cristo. Este é um sinal evidente da falha na evangelização. Eles vivem na ignorância. Outros, não compreendendo a importância do Sacramento do Matrimônio, vivem como pagãos. Pedimos a Jesus que nos ilumine e nos ajude a viver segundo o Seu Evangelho.

Ele nos disse: “Se desejas entrar no reino dos céus, observa os meus mandamentos”.

Créditos: Canva Pro

Todos nós desejamos entrar no céu, não é verdade? Agora, o que devemos fazer para entrar? É simples. Jesus lhe dá a resposta: “Observa os meus mandamentos”. Os mandamentos de Deus são dez, mas alguns estão dispostos a observar somente cinco ou seis, sendo que os restantes não são do seu agrado. Quem observa apenas cinco ou seis mandamentos não poderá entrar no reino dos céus. No Livro do Apocalipse, em verdade, encontramos escrito que os adúlteros não entrarão no reino dos céus, mas parece que alguns nunca leram isto. Desejam entrar no paraíso, porém não renunciam a viver no adultério. Preferem não se comprometer com Jesus, vivendo uma vida santa através de um matrimônio cristão e abençoado por Deus.

A Virgem, durante uma aparição em Fátima, disse: “Se aqueles homens soubessem como é a eternidade, mudariam de vida”. O mundo está se destruindo porque são poucos aqueles que refletem. Querem viver de forma mais cômoda, esperando poder entrar no mesmo reino dos céus. Estes, porém, esquecem que Jesus nos recomenda observar os Seus mandamentos para podermos entrar no paraíso.

A Santíssima Eucaristia é o Sacramento do Amor de Jesus, através do qual Ele Se doa a nós como Pão Vivo descido do céu. Na noite da Páscoa, Jesus nos doou o Seu Corpo para nos fortificar. Não é por acaso que a Virgem Santíssima nos indica a Eucaristia como “primeira pedra” para nos defender do nosso gigante Golias, que é Satanás.

A segunda pedra: a Confissão (o Sacramento da Reconciliação)
Como “segunda pedra”, a Virgem nos sugere a Confissão, que é o Sacramento da Reconciliação. O Sacramento da Reconciliação não é um castigo, mas o presente de Páscoa de Jesus ressuscitado. Após a ressurreição, Jesus apareceu aos Seus apóstolos, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”.

Quando é que um sacerdote não pode perdoar um pecado? Quando a pessoa não está sinceramente arrependida. Jesus nos Evangelhos nos diz: “Existe um só pecado que não será perdoado, nem neste mundo nem no outro: é o pecado contra o Espírito Santo”. Qual é o pecado contra o Espírito Santo? O pecado contra o Espírito Santo é a falta de arrependimento. No dia do nosso batismo, Jesus fez de nós verdadeiramente filhos de Deus, templo vivo do Espírito Santo e herdeiros dos céus. Desde o dia do nosso batismo, o Espírito Santo fez morada em nós como em um templo. Quando cometemos um pecado, Ele nos impulsiona ao arrependimento, ajuda-nos, faz-nos sentir um senso de culpa e um desejo de pedir perdão. Se a pessoa não deseja pedir perdão, não poderá ser perdoada, nem neste mundo nem no outro. Porém, não é suficiente apenas confessar o próprio pecado ao sacerdote; é necessário estar sinceramente arrependido para receber a absolvição. Por isso Jesus fala: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”.

A necessidade do sincero arrependimento
Um dia, um homem foi se confessar: — “Padre, eu roubei nove garrafas de cerveja do meu vizinho”. O sacerdote, sendo um pouco surdo, pediu ao homem para repetir. Aproveitando o momento, o homem corrigiu sua confissão: — “Padre, eu disse nove, mas, já que estamos aqui, coloque 12, porque ainda sobraram 3 que penso em ir roubar esta noite”.

Este homem estava sinceramente arrependido? Poderia ser perdoado? Certamente não! Para receber o perdão, deveria estar arrependido. Existem católicos que têm medo deste sacramento. Deveríamos nos aproximar dele com alegria, sem nenhum temor, porque através deste sacramento Jesus nos purifica e nos faz criaturas novas.

Testemunhos e o valor da Confissão Sacramental
Um dia, encontrei um homem que tinha muito medo deste sacramento. Eu chegava da cidade de Samaná. Estava sem batina, apenas com uma camisa normal. Estava atrasado e, por isso, ultrapassei o limite de velocidade permitido. De repente, percebi a presença de um guarda, que logo percebeu o meu erro e me parou: — “Por amor de Deus, percebeu que estava correndo? Agora pague-me a multa”. Aproximou-se de mim e deu uma volta em torno do automóvel com um jeito muito severo. Eu lhe disse: — “Boa tarde, deseja confessar-se?”. Ele me olhou surpreso e perguntou: — “Você é um sacerdote?”. Respondi: — “Sim, sou o pároco de Sánchez”. Ele me respondeu: — “Não, padre, tenho medo…”. Estranho, mas quando lhe ofereci a oportunidade de se confessar, ele se esqueceu da multa. 

Espantoso!
Este sacramento não é um castigo, mas uma bênção que nos restitui a paz. Outras vezes, as pessoas se confessam, mas têm o mau costume de dar voltas ao redor dos próprios pecados, com o desejo de diminuí-los e evitar que o sacerdote tome consciência daquilo que fizeram. Recordo-me de que uma vez uma mulher veio para se confessar. Perguntei-lhe: — “Filhinha, o que queres que Jesus te perdoe?”. Respondeu-me: — “Padre, eu disse uma pequena mentira, porém era uma coisa insignificante”. Eu continuei: — “Tens outras coisas para me dizer?”. Ela respondeu: — “Sim, fiquei brava, porém não exageradamente”. Fez alguns minutos de silêncio e depois continuou: — “Ah, esqueci, com o meu namorado fizemos um menino, porém é pequeno, pequeno…”.

Digam-me, irmãos: fazer um menino pequeno é menos pecado do que fazer um grande? Ela desejava diminuir o seu pecado de forma que parecesse lícito. Não temos motivo para diminuir os nossos pecados; devemos fazer deles um só pacote para entregá-lo a Jesus, a fim de que os queime na fornalha ardente do Seu Coração. Não devemos esconder nada. Devemos tomar consciência de que este é o Sacramento da Misericórdia de Jesus para restituir a paz a todos os que a perderam por causa do pecado.

Alguns, infelizmente de mentalidade protestante, dizem: “Eu me confesso diretamente com Deus”. Claro, estou de acordo. Também eu, quando me confesso, digo: “Confesso a Deus Todo-Poderoso e a ti, padre…”, porém Deus me ama tanto que delegou o Seu ministro a fim de que nos diga, com amor, fazendo as vezes de Cristo: “Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. O sacerdote não diz “Te absolvo em meu nome”, mas “Em nome de Deus”. Em meu próprio nome, eu, sacerdote, não posso perdoar pecados, porém posso fazê-lo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Quanta paz sentimos ao ouvir dizer que Deus nos perdoa! O sacerdote, no momento da confissão, é um dom para todos. Confessam-se o Papa, os bispos, os sacerdotes, as freiras e todos os cristãos que receberam uma válida evangelização. Este sacramento é uma grande bênção para um maior crescimento espiritual, para viver uma vida de maior pureza e amor, e para podermos caminhar como filhos da luz. Por isso, a Virgem Maria nos propõe a Confissão como “segunda pedra”, para nos defender contra o gigante Golias, que se chama Satanás, o qual deseja a nossa perdição.

A terceira pedra: a Palavra de Deus (A Bíblia Sagrada)
A “terceira pedra”, proposta pela Virgem, é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. A Palavra de Deus é uma palavra de luz que te faz sair das trevas do pecado. É a palavra da verdade que nos liberta da mentira na qual Satanás quer que vivamos. É palavra de vida. A Palavra de Deus é o próprio Jesus, que é o Verbo eterno do Pai e que nos orienta. São Paulo diz: “A fé vem pela escuta da Palavra de Deus e pela pregação dela”. Lendo a Bíblia, alimentamos a nossa vida espiritual com a Palavra de Deus.

A quarta pedra: o Santo Rosário
A “quarta pedra” é a recitação do Santo Rosário, que é uma oração maravilhosa. Através da meditação dos 20 mistérios, temos a oportunidade de percorrer toda a vida de Jesus e contemplar o Seu nascimento, Sua vida pública, a Sua morte e a Sua ressurreição. Meditando os mistérios gozosos, revivemos a alegria do Seu nascimento; com os mistperios luminosos, dedicamos especial atenção à vida pública de Jesus, inaugurada pelo seu Batismo no Jordão; nos mistérios dolorosos, o caminho de tudo quanto sofreu para a nossa salvação; e nos mistérios gloriosos, o Seu triunfo sobre a morte e o pecado, graças ao qual foi aberta a porta do céu.
A quinta pedra: o Jejum

A “quinta pedra” é o jejum. O jejum é um sacrifício, uma penitência que ajuda a crescer na humildade e a fortificar a nossa vontade para resistir às ciladas do demônio. O jejum é muito importante. A Virgem pede aos cristãos que puderem que jejuem a pão e água às sextas-feiras. O jejum pode ser feito de diversos modos, pois implica uma privação. Podemos jejuar com os olhos, evitando querer uma coisa que não podemos ter; com a boca, evitando dizer palavras que ofendam os nossos irmãos; e, enfim, pode-se jejuar comendo menos do que se deseja. O jejum nos purifica e nos fortifica.
Vencendo o nosso Golias espiritual

Estas “cinco pedrinhas” foram-nos dadas por Maria para nos ajudar a ser mais fortes na nossa vida espiritual e a vencer definitivamente o demônio. Foi deste mesmo modo que Davi venceu Golias, graças às cinco pedrinhas. Assim, Ela nos ensina a vencer Satanás, o Golias da nossa vida espiritual.

Santo Evaristo

No atual Anuário dos Papas encontramos Evaristo em pleno comando da Igreja católica, como quarto sucessor de Pedro, no ano 97. Era o início da era cristã e poucos são os registros sobre ele. Somente encontramos algumas indicações sobre sua vida nas obras de Irineu e Eusébio, escritores dos inícios do cristianismo.

Evaristo era grego e foi formado na Antioquia. Em Roma ocupou o cargo de papa como sucessor de Clemente. Ele governou a Igreja durante nove anos, nos quais incentivou o crescimento das lideranças nas comunidades, ordenando pessoalmente muitos padres, bispos e diáconos.

Atribui-se a Evaristo a divisão de Roma em “títulos” ou paróquias com um padre encarregado delas. Esses títulos são o embrião dos futuros títulos dos cardeais-presbíteros ou padres. Também teria ordenado que os bispos pregassem sempre na presença de diáconos, náo só pela solenidade, mas para ter quem pudesse atestar sobre o que o bispo tinha pregado.

Papa Evaristo morreu em 107. Uma tradição muito antiga afirma que ele teria sido mártir da fé durante a perseguição imposta pelo imperador Adriano, e que depois seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão:

Muitos dos papas da Igreja foram exemplos de santidade e respeito pelo povo de Deus. Evaristo destacou-se pelo carinho com que dirigiu as primeiras comunidades cristãs, sendo ele próprio um pastor zeloso e preocupado pessoalmente com a evangelização do fiéis. Rezemos também hoje por nosso atual pontífice.

Oração:

Ó Deus, que concedestes ao Papa Santo Evaristo a graça do Magistério Romano, permiti que, pela sua intercessão, sejamos sempre fiéis ao papa e aos Bispos a ele unidos. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Conselho Permanente encerra reunião com missa e debates sobre o Ano Missionário e Congresso Eucarístico


A reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi encerrada nesta quinta-feira, 22 de outubro, na sede da Conferência, em Brasília (DF). No último dia do encontro, os bispos trataram de temas relacionados à formação presbiteral, ao Congresso Eucarístico Nacional, à preparação do Ano Missionário 2028-2029 e às comemorações dos 75 anos da CNBB. A programação também contou com informes dos regionais e uma apresentação sobre a atuação da Conferência no contexto das eleições de 2026.
Congresso Eucarístico Nacional


Dom João Justino, primeiro vice-presidente da CNBB, apresentou informações sobre a preparação do Congresso Eucarístico Nacional, que será realizado em Goiânia (GO), em setembro de 2027, com a temática “Hóstias Vivas no Mundo para a Glória do Pai”. Ele destacou as atividades do Ano Eucarístico, que incluem visitas dos bispos a 134 paróquias e a formação de aproximadamente 8 mil missionários. Até o momento da apresentação, o evento contabilizava 177 bispos inscritos e 333 participantes no Simpósio Teológico. Saiba tudo sobre a programação (aqui).

Ano Missionário 2028-2029
Dom Maurício Jardim, presidente da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, apresentou os encaminhamentos para a preparação do Ano Missionário Nacional 2028-2029, que pretende fortalecer a vocação missionária de todo o povo de Deus, em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE).


A proposta prevê um processo de escuta das Igrejas locais e de diferentes organismos eclesiais, com prazo até 28 de fevereiro de 2027 para o envio das contribuições (uma carta ainda será enviada às dioceses com as orientações e o acesso a um formulário).

O objetivo é construir o projeto a partir do discernimento comunitário, valorizando a participação das bases.

75 anos da CNBB
O presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, recordou que a Conferência completará 75 anos em 2027 e consultou os bispos sobre possíveis iniciativas comemorativas. Entre as sugestões apresentadas estiveram a realização de um simpósio teológico e o resgate histórico dos documentos da instituição.
Informes dos regionais

A reunião também contou com a apresentação de atividades desenvolvidas pelos regionais da CNBB, incluindo assembleias pastorais, encontros de formação, iniciativas voltadas à juventude, catequese, comunicação e preparação para a implementação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora.




Comunicação e eleições de 2026
O padre Arnaldo Rodrigues, assessor de Comunicação da CNBB, apresentou um panorama da atuação da Conferência durante o período eleitoral de 2026, destacando o trabalho de comunicação institucional, o combate à desinformação e a repercussão dos posicionamentos da entidade.


Segundo os dados apresentados, o perfil da CNBB no Instagram alcançou 38 milhões de visualizações e conquistou 58 mil novos seguidores no período analisado. Já no site da CNBB foram contabilizados 106 mil usuários ativos e 82 mil novos usuários. A página teve 33 mil visualizações apenas no período de 1º de setembro a 16 de outubro.

O assessor também destacou a repercussão da mensagem do Conselho Permanente sobre o segundo turno das eleições, divulgada na quarta-feira, 21 de outubro, e ressaltou a importância de uma comunicação clara para fortalecer a identidade institucional da Conferência e orientar a sociedade diante da circulação de informações falsas.

Por Larissa Carvalho | Fotos: Paulo Augusto Cruz


Leão XIV não irá a Assis para favorecer a recuperação após a cirurgia


Os médicos informam que Leão XIV foi submetido a uma radiografia de controle do tórax e que a evolução do pós-operatório é “excelente”. Por precaução, foi desaconselhada a viagem de helicóptero prevista para 27 de outubro a Assis, onde o Papa participaria do encontro com representantes de todas as religiões. O Pontífice enviará uma mensagem aos participantes, na convicção de que “o diálogo e a busca de palavras e gestos de paz são recursos preciosos em uma época de conflitos”.

Vatican News

“Conforme previsto”, o Papa Leão XIV “foi submetido a uma radiografia de controle do tórax. O exame confirmou a excelente evolução do pós-operatório”. A informação foi divulgada pelo Dr. Luigi Carbone e pelo Prof. Stefano Margaritora a respeito da recuperação pós-operatória do Papa.

“No entanto, considerando o pouco tempo transcorrido desde a cirurgia, os médicos responsáveis — lê-se na nota — desaconselham, por precaução, a viagem de helicóptero prevista para o próximo dia 27 de outubro.” Trata-se da viagem que levaria o Papa a Assis para participar da cerimônia conclusiva de Paz desarmada e desarmante, encontro realizado por ocasião do 40º aniversário da Jornada Mundial de Oração pela Paz, convocada por São João Paulo II.

O Papa não estará presente em Assis
Uma comunicação posterior divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé informa que, “para favorecer a recuperação após a cirurgia torácica realizada na terça-feira da semana passada, o Papa Leão XIV não poderá estar presente em Assis no dia 27 de outubro, como estava previsto”.

“O Papa Leão — prossegue a nota — enviará uma mensagem manifestando sua proximidade aos organizadores, aos líderes e representantes das confissões cristãs e das religiões, assim como aos convidados que estarão presentes, na convicção de que o Espírito de Assis, o diálogo e a busca de palavras e gestos de paz são recursos preciosos em uma época de conflitos.”

Prossegue o período de recuperação
A presença do Papa na cerimônia conclusiva do encontro organizado pela Comunidade de Santo Egídio havia sido anunciada durante a coletiva de apresentação do evento, realizada no último dia 6 de outubro. Portanto, antes da cirurgia de 13 de outubro, no Hospital Gemelli, para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar. A natureza da doença foi confirmada pelo último boletim médico, divulgado na noite de quarta-feira, que apresentou os resultados definitivos dos exames histológicos e das análises de biologia molecular. Na mesma comunicação, foi informado que, com base em uma avaliação oncológica posterior, “não é necessária nenhuma terapia adicional” para o Papa.

Nestes dias, Leão XIV tem mantido os compromissos previstos em sua agenda, enquanto prossegue o período de recuperação no Vaticano.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 12,54-59)

ANO "A" - DIA: 23.10.2026
29ª SEMANA DO EMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54 Jesus dizia às multidões: "Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. 55 Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. 56 Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? 57 Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? 58 Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. 59 Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Os acontecimentos revelam a presença de Deus"

Acontecimentos que nos mostram a face do Pai
“Sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente?” (Lucas 12,54-59)

Irmãos e irmãs, é curioso perceber como nos tornamos facilmente especialistas em tantas coisas e, ao mesmo tempo, permanecemos distraídos diante daquilo que Deus realiza em nossa própria história.

Os acontecimentos e a interpretação interior
Somos especialistas em comentar sobre a vida dos outros. Somos especialistas em fazer grandes análises sobre esporte e futebol. Mas as grandes análises sobre a nossa vida, sobre o nosso interior, sobre nós mesmos, quando paramos para fazer um exame de consciência, aí bate a dificuldade. Por que será que isso acontece na nossa vida? Jesus nos convida a desenvolver um olhar espiritual capaz de reconhecer a Sua presença nos acontecimentos cotidianos.

Deus se manifesta no dia a dia. Ele se manifesta nas realidades que estão à nossa volta. Deus se manifesta no seu contexto. E qual é o seu contexto? No seu contexto familiar, no contexto da sua profissão, no contexto daquilo que você está fazendo agora enquanto escuta o padre. Este é o contexto, o local onde Deus se manifesta e se manifestará na sua vida.

Aprender a ler os acontecimentos com a fé
E nós precisamos ter essa atenção para o que Deus está nos falando. Nem tudo o que nos acontece é vontade d’Ele, mas tudo pode tornar-se lugar de encontro com Ele a partir da disposição do seu coração. Portanto, a maturidade da fé consiste em aprendizado.

Aprender a ler os acontecimentos com os olhos do Evangelho e descobrir que Deus continua conduzindo nossa vida mesmo quando seus caminhos parecem misteriosos. Mesmo quando você não compreende, Deus continua agindo em sua vida. Mesmo quando você está no sofrimento, você acha que Deus está ausente? Não. Deus não está ausente. Ele está presente fortalecendo o seu coração, fortalecendo a sua vida para que você responda positivamente e com fé a esses desafios que surgiram na sua vida.

Sobre você desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova