quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Seminário Bíblico aprofunda o livro de Daniel durante o Mês da Bíblia 2026


A Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Edições CNBB, promove, nos dias 8, 9 e 10 de setembro, o Seminário Bíblico – Mês da Bíblia 2026. A iniciativa oferece três noites de formação e aprofundamento na Palavra de Deus, sempre às 19h30, com transmissão ao vivo pelos canais Catequese do Brasil e Edições CNBB.

Acompanhe, ao vivo, o primeiro dia:

Livro de Daniel
Neste ano, o livro bíblico proposto para estudo e reflexão durante o Mês da Bíblia é o de Daniel. O texto-base preparado para orientar a celebração e a vivência deste período apresenta aprofundamento bíblico, contextualização histórica e pistas pastorais para ajudar as comunidades a compreenderem a mensagem do livro e sua atualidade.

Marcado por narrativas, símbolos, sonhos e visões, o livro de Daniel apresenta uma mensagem de fidelidade e esperança em meio às adversidades. Surgido em um contexto de forte opressão cultural e religiosa, o texto bíblico recorda que, mesmo diante das tribulações e dos poderes que ameaçam a fé, a história permanece nas mãos de Deus.

Esperança e fidelidade em tempos de desafios
Um dos aspectos centrais do livro é o testemunho de Daniel, que vive no coração do Império Babilônico e exerce funções públicas sem abandonar os valores fundamentais de sua fé. Sua trajetória convida os fiéis a refletirem sobre como viver a fidelidade a Deus em meio às pressões sociais e culturais do próprio tempo, aliando sabedoria, discernimento e perseverança.

O livro também oferece elementos importantes para a compreensão bíblica da esperança na ressurreição. No capítulo 12, diante do sofrimento e da perseguição dos justos, ganha força a certeza de que a morte não tem a última palavra. A esperança na ressurreição torna-se, assim, fonte de coragem para enfrentar as dificuldades do presente.

Outro episódio destacado é a história de Susana, narrada no capítulo 13. Vítima de assédio, abuso de poder e de um julgamento injusto promovido por autoridades de sua própria comunidade, Susana tem sua inocência reconhecida graças à intervenção de Daniel. A narrativa convida à defesa da vida e da dignidade das mulheres e ao enfrentamento das diferentes formas de injustiça.

A linguagem apocalíptica é outra característica marcante do livro. Repleta de símbolos e visões, ela não pretende provocar medo, mas transmitir uma mensagem de esperança. As imagens utilizadas pelo texto apontam para a transitoriedade dos poderes humanos e reafirmam a confiança na vitória de Deus, da verdade e da salvação.

Papa: a dignidade humana é dom de Deus, não depende de capacidades ou riquezas


Leão XIV dedicou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (09/09) à dignidade da pessoa humana, tema abordado no primeiro capítulo da Constituição conciliar Gaudium et spes: “Comprometamo-nos a promovê-la e defendê-la sempre, com a luz e a força do Evangelho”, exortou.

Thulio Fonseca – Vatican News

O reconhecimento dos aspectos e dos direitos fundamentais da dignidade humana representa um dos capítulos mais significativos da história da humanidade. Essa trajetória, porém, ainda não terminou e deve enfrentar antigas e novas contradições que impedem sua plena realização. Foi o que afirmou o Papa Leão XIV na Audiência Geral desta quarta-feira, 9 de setembro, realizada na Praça São Pedro, com a presença de milhares de fiéis.

Dando continuidade ao ciclo de catequeses dedicado à Constituição Pastoral Gaudium et spes, do Concílio Vaticano II, o Pontífice aprofundou o primeiro capítulo do documento, que apresenta a dignidade da pessoa como fundamento dos valores mais apreciados na sociedade. Esses valores, advertiu, não podem perder sua relação com a fonte divina, sob o risco de sofrer as distorções provocadas pela corrupção do coração humano.

Uma dignidade que precede cada pessoa
Ao apresentar a contribuição da Igreja para a compreensão da dignidade humana, Leão XIV retomou um trecho de sua recente encíclica Magnifica Humanitas:

“Cada pessoa, constitutivamente feita para a relação, é pensada e desejada por Deus para entrar numa história de comunhão com Ele, com os outros e com a criação. A sua dignidade não depende das capacidades que possui, das riquezas ou da função que desempenha, de escolhas certas ou erradas, mas é um dom que a precede e a ultrapassa, concedido por Deus como expressão do seu amor que nunca falha.”

A dignidade infinita do ser humano está, portanto, enraizada em sua identidade de criatura feita à imagem de Deus, capaz de conhecer e amar seu Criador. Na fé, explicou o Papa, é possível compreender o fundamento último dessa dignidade, pois Cristo, ao revelar o mistério do Pai e de seu amor, também revela plenamente o ser humano a si mesmo e lhe apresenta sua sublime vocação.
(@Vatican Media)

Um dom a ser partilhado
Ao explicar a dimensão relacional da pessoa humana, o Pontífice evidenciou que “Uma pessoa significa sempre relação, comunhão e participação com Deus e com os outros, portanto, uma relação filial com Deus Pai e uma relação fraterna com Cristo e com todos os homens. Exclui fechamentos autorreferenciais. Ser pessoa significa perceber-se como um dom a partilhar, crescendo e amadurecendo na acolhida, na reciprocidade e no serviço.”

Essa dignidade, acrescentou Leão XIV, é confiada à responsabilidade de cada indivíduo, mas exige também solidariedade e cuidado mútuo. Por isso, é necessário superar as inúmeras falsificações e manipulações que ainda desfiguram a percepção da dignidade humana e impedem sua realização. Ao longo da história, as escolhas contrárias à dignidade fizeram com que o ser humano se encontrasse dividido dentro de si, vivendo uma luta dramática entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas. Contudo, recordou o Papa, Cristo veio para libertar e fortalecer a pessoa, renovando-a interiormente e libertando-a da escravidão do pecado.

(@Vatican Media)

Não reduzir o corpo a um objeto
Segundo o Papa, a Gaudium et spes também chama a atenção para a unidade da pessoa humana: “A dignidade humana diz respeito à totalidade da pessoa e, por isso, as visões dualistas devem ser ultrapassadas: o ser humano é um ‘ser uno, composto de corpo e alma’. Reduzir o corpo a um ‘objeto’ de que se pode dispor arbitrariamente é sempre uma negação da dignidade da pessoa.” Por fim, Leão XIV recordou que, em Cristo, o ser humano recebe luz diante do mistério da dor e da morte e caminha em direção à ressurreição, e concluiu:

“Queridos irmãos e irmãs, criados à imagem de Deus, por meio de Cristo e para Ele, recebemos uma dignidade única e indelével. Comprometamo-nos a promovê-la e defendê-la sempre, com a luz e a força do Evangelho.”

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EVANGELHO DO DIA (Lc 6,20-26)

ANO "A" - DIA: 09.09.2026
23ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Meus discípulos, alegrai-vos, exultai de alegria, pois grande é a recompensa que nos céus tereis um dia!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20 Jesus levantando os olhos para os seus discípulos, disse: "Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! 21 Bem-aventurados, vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! 22 Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! 23 Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. 24 Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! 25 Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! 26 Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Verdadeira felicidade para os filhos de Deus"

A verdadeira felicidade está no Reino dos Céus
A Palavra de Deus hoje, através do Evangelho de São Lucas, quer nos levar a uma experiência de intimidade com Deus, na qual somos convidados a não nos apegarmos às riquezas deste mundo, que são passageiras. O Evangelho de São Lucas diz para nós:

“Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus. Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados. Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir.” (Lucas 6, 20 a 26)


Meu irmão, minha irmã, Jesus nos revela, através deste trecho do Evangelho, o verdadeiro caminho da felicidade. O Senhor não fala de uma alegria passageira, baseada em riquezas ou em sucessos humanos, mas da felicidade que nasce da confiança em Deus.

Verdadeira felicidade na dependência de Deus
O homem e a mulher que são providos desta confiança não se abalam, não se deixam entristecer e também não se deixam ludibriar pelas coisas deste mundo. Jesus apresenta para nós uma lógica diferente da lógica do mundo. O mundo ensina que felizes são os ricos, os fortes, os admirados e os que nunca sofrem. Mas Cristo mostra que a verdadeira felicidade está em viver na dependência de Deus, com o coração desapegado e cheio de confiança.

O depósito da nossa confiança
O Senhor não nos condena simplesmente por possuirmos bens. O que Jesus condena é o coração fechado, é o coração orgulhoso, é o coração indiferente ao sofrimento do seu próximo. Quando a pessoa coloca a sua segurança apenas nas suas riquezas, no prazer ou no reconhecimento humano, corre o risco de se esquecer de Deus e de perder o essencial.

Este Evangelho nos convida a examinar o coração: onde está a minha verdadeira felicidade? Em Deus ou nas coisas passageiras? Nossa vida está fundamentada no amor ou na esperança do Reino? Jesus faz este questionamento para nos levar à fidelidade e a cultivar um coração simples, misericordioso e cheio de confiança.

Que o Senhor nos ajude e que nós tenhamos os nossos olhares voltados para a vida eterna, e não para as coisas passageiras.

Que Deus nos abençoe. Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote Da C. Canção Nova


A alegria na Natividade de Nossa Senhora

A Natividade de Maria como convite à alegria

No dia 8 de setembro, celebramos a festa litúrgica da Natividade da Santíssima Virgem Maria. Acontece nesta data porque, nove meses antes, no dia 8 de dezembro, celebramos a solenidade da Imaculada Conceição. A Igreja Católica se enche de alegria e esperança, porque veio ao mundo a Mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Virgem de Maria é a aurora resplandecente que surgiu na plenitude dos tempos (cf. 4,4), prenunciando a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Sol da Justiça (cf. Ml, 3,20).

São João Paulo II afirmou, em uma homilia, que a festa da Natividade de Maria é um “convite à alegria, exatamente porque, com o nascimento de Maria Santíssima, Deus deu ao mundo quase a garantia concreta da salvação estar já iminente: a humanidade […] podia finalmente olhar, comovida e vacilante, para Maria ‘Criancinha’, que era o ponto de convergência e de chegada de um conjunto de promessas divinas, que tinham encontrado eco misteriosamente no coração mesmo da história”¹.
Créditos: nicodemos by GettyImages.

Segundo o Santo Padre, é exatamente esta Menina, ainda pequenina e frágil, a “Mulher” do primeiro anúncio da Redenção futura, contraposta por Deus à serpente tentadora: “Porei ódio entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3,15).

É também precisamente esta Menininha a “Virgem” que “(…)conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel, que significa: Deus conosco” (Mt 1,23; cf. Is 7,14). Será também esta pequena Criança que será a “Mãe” que dará à luz em Belém aquele que deve ser o Senhor de Israel (cf. Mq 5,1s).
Divina complacência de Maria

A Igreja toda não pode, hoje, deixar de alegrar-se ao celebrar a festa da Natividade de Nossa Senhora, que — segundo afirma São João Damasceno com palavras comoventes —, é aquela “porta virginal e divina, da qual e através da qual, Deus, que está acima de todas as coisas, está para fazer o Seu ingresso na terra corporalmente”.

[…] Hoje, brotou um rebento do tronco de Jessé, do qual nascerá para o mundo uma Flor substancialmente unida à divindade. Hoje, sobre a terra, da natureza terrestre, Aquele — que em tempos separou o firmamento e as águas e o elevou ao alto — criou um céu, e este céu é divinamente muito mais esplêndido que o primeiro”².
Maria, predestinada, santificada e glorificada

A Liturgia da festa da Natividade aplica a Maria a passagem da Carta aos Romanos, em que São Paulo descreve o plano misericordioso de Deus relativamente aos eleitos: Maria é a predestinada por excelência pela Santíssima Trindade para uma altíssima missão. Ela é chamada, santificada e glorificada para ser Mãe do Verbo de Deus encarnado, a fim de que este seja o Primogênito de uma multidão de irmãos (cf. Mt 8, 28-30).

Deus predestinou a Virgem Maria para estar intimamente associada à vida e à obra do seu Filho, Jesus Cristo. Por isso santificou-a de maneira admirável e singular, desde o primeiro momento da sua Conceição Imaculada, constituindo-a “cheia de graça” (cf. Lc 1, 28); “tornou-a conforme à imagem do Seu Filho: conformidade que, podemos dizer, foi única, porque Maria foi a primeira e a mais perfeita discípula do Filho”³.

O desígnio de Deus em Nossa Senhora culminou na glorificação. Tornou o seu corpo mortal conforme ao corpo glorioso de Jesus ressuscitado. A assunção de Maria ao céu, em corpo e alma, representa a última etapa da vida desta Criatura predestinada. Na qual o Pai celeste manifestou, de maneira exaltante, a Sua divina complacência.

Leia mais:

Nossa Senhora, modelo concedido por Deus

Olhar para Maria significa vislumbrar o modelo que o próprio Deus nos concedeu para a nossa elevação e nossa santificação. Nossa Senhora, hoje, nos ensina primeiramente a conservar intacta a fé em Deus. Aquela fé que nos foi dada no Batismo. E deve continuamente crescer e chegar à maturidade em nós, nas várias etapas da nossa vida cristã.

Comentando as palavras de São Lucas (cf. Lc 2,19), Santo Ambrósio assim se exprime: “Reconheçamos em tudo o pudor da Virgem Santa, que, intemerata no corpo não menos que nas palavras, meditava no seu coração os argumentos da fé”4. Também nós, exorta-nos São João Paulo II, “devemos continuamente meditar no nosso coração ‘os argumentos da fé’, isto é, devemos estar abertos e disponíveis à Palavra de Deus, para fazer que a nossa vida quotidiana — a nível pessoal, familiar e profissional —, esteja sempre em perfeita sintonia e em harmoniosa coerência com a mensagem de Jesus, com o ensinamento da Igreja e com os exemplos dos Santos”5.

Nossa Senhora, a Virgem-Mãe, reafirma hoje, a todos nós, mas especialmente às mulheres, o valor altíssimo da mulher, da maternidade, glória e alegria da mulher, e também da virgindade cristã, professada e acolhida em vista do Reino dos Céus (cf. Mt 19, 12), isto é, como um testemunho, na caducidade do mundo, daquele mundo final, em que os salvos serão como os anjos de Deus (cf. Mt 22, 30).
Oração de São João Paulo II a Nossa Senhora da Natividade

“Ó Virgem nascente, esperança e aurora de salvação para o mundo inteiro, volve benigna o teu olhar materno para nós todos, aqui reunidos para celebrar e proclamar as tuas glórias.

Ó Virgem fiel, que sempre estiveste pronta e solicita para acolher, conservar e meditar a Palavra de Deus, faz que também nós, no meio das dramáticas alternativas da história, saibamos manter sempre intacta a nossa fé cristã, tesouro que nos foi transmitido pelos antepassados.

Ó Virgem poderosa, que esmagas com o teu pé a cabeça da serpente tentadora, faz que, dia após dia, cumpramos as nossas promessas batismais, renunciando a Satanás, às suas obras e às suas seduções, e saibamos dar ao mundo alegre testemunho da esperança cristã.

Ó Virgem clemente, que sempre abriste o teu coração maternal às invocações da humanidade, às vezes dividida pelo desamor e também, infelizmente, pelo ódio e pela guerra, faz que saibamos sempre crescer todos, segundo o ensinamento do teu Filho, na unidade e na paz, para sermos dignos filhos do único Pai celestial.

Amém!

São Pedro Claver

Pedro Claver nasceu em Barcelona, na Espanha, em 1580. Filho de um casal de gente do campo, o jovem espanhol manifestou desde cedo sua vocação religiosa. Tornou-se jesuíta, logo viajando para uma missão em Cartagena, atual país da Colômbia.

Começou então o apostolado que iria marcar sua vida: o trabalho como os negros que vinham escravizados da África. Apesar das dificuldades da língua, a linguagem do amor e da caridade falava ao coração dos escravos e aproximava-os de Pedro Claver.

O missionário além de lhes dar alimento, vinho e tabaco, oferecia palavras de fé para aquecer seus corações e lhes dar esperança. Por esse motivo os escravos negros o veneravam e respeitavam como um justo e bondoso pai.

Em sua missão, lutava ao lado dos negros e sofria com eles. O que podia fazer por eles era mitigar seus sofrimentos e oferecer-lhes a salvação eterna. Com essa proposta, Pedro Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica.

Durante a peste não abandonou os escravos, mas acabou contaminado. Depois de quatro anos de sofrimento, Pedro Claver morreu aos setenta e três anos de idade, em 08 de setembro de 1654, no dia na festa da Natividade da Virgem Maria.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:
Novamente constatamos, com São Pedro Claver, que a devoção à Sagrada Eucaristia e à Nossa Senhora são um denominador comum aos grandes santos de Deus. É só destas fontes que a alma recebe a condição de caridade superior que lhe permite ser “escravo dos escravos”, ou, como é próprio dos Papas, “servo dos servos de Deus”, no seguimento autêntico do ensinamento maior do Cristo: “Compreendeis o que vos fiz? Vós me chamais de Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque realmente Eu o sou. Se Eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Eu vos dei o exemplo, para que vós também façais como eu fiz. Eu vos afirmo e esta é a verdade: não é o servidor maior do que o seu mestre, nem o enviado maior do que aquele que o envia” (Jo 13,13-16). É preciso termos sede de almas para Cristo, conquistando para Ele muitos outros filhos, irmãos nossos que se salvem, particularmente os mais necessitados – não apenas ou principalmente os pobres materiais, mas sobretudo os que, independentemente da situação financeira e social, vivem no pecado, longe de Deus, correndo objetivo risco de condenação infinita; como o Cristo, Deus mesmo, nos serviu nas nossas misérias, igualmente nos devemos fazer escravos dos irmãos, começando pela oração e santificação pessoal, de modo a bem servir às almas, por amor ao Pai. São Pedro Claver não obteve a melhoria de vida social dos escravos, mas os libertou do paganismo e do pecado, e muitos deles, segundo os relatos históricos, consideravam-se mais felizes depois da conversão, mesmo como cativos na América, do que como idólatras na sua terra natal. Talvez não vivamos sequer os 70 anos que São Pedro Claver atingiu; aproveitemos o tempo para rezar e trabalhar na caridade para com o próximo, inciando pelos mais próximos, família, o Clero, os fiéis, sem esquecer dos mais precisados espiritualmente, como os dirigentes das nações e outras autoridades, enormemente responsáveis pelas decisões que afetam espiritual e materialmente todas as pessoas. Faz parte deste carinho e caridade o zelo pelas coisas de Deus, como a Liturgia, à qual São Pedro Claver dedicava tanto cuidado, na preparação e no tempo íntimo com Jesus, depois da Comunhão. Não podemos reclamar se, não tendo estas atenções para com Jesus, que dizemos amar, viermos a sofrer sem grandes méritos, ao contrário deste santo que tanto padeceu no assemelhar-se a Cristo – não é o servidor maior do que o seu mestre – e que ainda assim era ciente de que “Mais merecem minhas culpas”; por isso, por esse amor, é que mereceu falecer na Natividade… estava preso, pelas contas do Rosário, às mãos de Maria, que o levou para o Céu.

Oração:
Senhor Deus, que nos libertais da escravidão do pecado, concedei-nos pela intercessão de São Pedro Claver a cura da paralisia espiritual, com ao menos um pouco da sua ardente caridade em livremente obedecermos primeiro a Vós e assim ao cuidado dos irmãos, e com o auxílio e compromisso da Eucaristia e do Rosário diário, podermos servir como devemos já nesta Terra e mais ainda do Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Painel sobre abusos não sexuais convidou a ampliar o olhar para outras formas que podem comprometer a dignidade e a integridade


O IV Encontro da Rede Latino-Americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado continua nesta quarta-feira, 02 de setembro, com momentos de reflexão e partilhas sobre a atuação da Igreja na prevenção e no enfrentamento aos abusos de crianças e adultos vulneráveis.

Pela manhã, após um momento de partilha das ações no âmbito da vida religiosa consagrada, os participantes acompanharam a exposição do padre agostiniano recoleto Antonio Carrón de la Torre sobre os abusos não sexuais nos ambientes eclesiais.

O convite foi para ampliar o olhar para outras formas que podem comprometer a dignidade, a integridade e a liberdade das pessoas no ambiente eclesial.

Padre Carrón, espanhol especialista em Proteção de Menores pela Universidade Gregoriana de Roma, apresentou tipos desses abusos, que podem ser de poder, psicológico, espiritual, de consciência e de confiança, inclusive digital. Também sugeriu mecanismos e indicações para identificá-los.

Uma de suas reflexões foi a respeito do exercício do poder, que faz parte da semelhança divina, mas precisa de limites. Nos contextos eclesiais, é necessária a distinção entre autoridade e poder, o que é usado muitas vezes como sinônimos.

O sacerdote recordou algumas falas do Papa Francisco, que denunciou o elitismo e o clericalismo como fatores que favorecem toda forma de abuso na Igreja, como em agosto de 2018, na Irlanda:

“Esse drama dos abusos, especialmente quando é de proporções amplas e gera um grande escândalo tem por trás situações de Igreja marcadas por elitismo e clericalismo, uma incapacidade de proximidade ao povo de Deus. O elitismo, o clericalismo favorecem toda forma de abuso. E o abuso sexual não é o primeiro. O primeiro é o abuso de poder e de consciência”.

As diferentes vulnerabilidades também foram tipificadas, as quais podem ser uma enfermidade, uma deficiência física ou psicológica ou privação de liberdade.


Ao final, padre Antonio Carrón apresentou dez elementos que podem ser incorporados como um código de ética no âmbito da Igreja, especialmente nos ambientes formativos de religiosos e seminaristas. Entre elas o treinamento credenciado e verificável para aqueles que orientam, formam e governam. e regras sobre questões de conflito de interesses: aqueles que governam não orientam; quem faz acompanhamento de vocacionados não decide sobre admissão, atribuições ou continuidade do serviço.

As indicações ainda preveem o estabelecimento de um canal de denúncias acessível e externo, com nome e informações de contato publicamente disponíveis, e proteção contra represálias, além de consequências para violações, com procedimentos e salvaguardas, incluindo a revogação da autorização de acompanhamento.

Cultura do Cuidado

O IV Encontro da Rede Latino Americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado segue até quinta-feira com reflexões e aprofundamentos sobre o trabalho de prevenção e enfrentamento aos abusos a crianças e adultos vulneráveis no ambiente da Igreja.

Participam do evento cerca de 100 pessoas, representando 18 países da América Latina e do Caribe, entre bispos, religiosas e religiosos, padres e leigos. Do Brasil, a delegação conta com secretários executivos de Regionais da CNBB e representantes de regionais da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Luiz Lopes Jr | Fotos: Fiama Tonhá e Paulo Augusto Cruz


Missão, pastoral, liturgia, abusos: o "mini-mestrado" para novos bispos no Vaticano


De hoje, 2 de setembro, até quinta-feira, dia 10, será realizado o Curso anual de formação para pastores recentemente nomeados, provenientes dos cinco continentes. Ao todo, são 147 participantes de diferentes partes do mundo, divididos nos dois percursos propostos pelo Dicastério para os Bispos e pelo Dicastério para a Evangelização. Ao final, os participantes terão uma audiência com o Papa Leão XIV.

Salvatore Cernuzio – Cidade do Vaticano

Serão abordados temas como liturgia, missão, abusos, novas seitas, administração, justiça e transparência, mas também sinodalidade, tribalismo, formação sacerdotal, crises e disciplina do clero, diálogo inter-religioso e desafios culturais, durante o Curso anual de formação para novos bispos. Trata-se de uma espécie de “minimaster” para pastores recém-nomeados, realizado todos os meses de setembro desde 2000 — ano da primeira edição, por iniciativa de João Paulo II —, com o objetivo de favorecer o diálogo e o conhecimento mútuo entre pastores recentemente nomeados, provenientes dos mais diversos contextos eclesiais, culturais e sociais. O curso também pretende oferecer orientações para o exercício do ministério nas Igrejas particulares.

No Curso de 2026 participam 147 pastores dos cinco continentes, incluindo representantes de países como Índia, Congo, Papua-Nova Guiné, Zimbábue, Quirguistão e Tailândia. Noventa e oito estão inscritos no curso organizado pelo Dicastério para os Bispos, com o tema Em Cristo, guardiões da Magnífica Humanidade em tempos de transformação; 49 participam do curso promovido pelo Dicastério para a Evangelização – Seção para a Primeira Evangelização, intitulado Servidores da Comunhão na Igreja. Os dois cursos — estruturados em várias sessões conduzidas pelos responsáveis pelos dicastérios da Cúria Romana ou por outros bispos e arcebispos, além de missas, jantares e momentos de “diálogo fraterno” — começaram hoje, quarta-feira, dia 2, e terminarão no dia 10, com o encontro dos bispos com o Papa Leão XIV.

O curso do Dicastério para os Bispos
Mais especificamente, o curso do Dicastério para os Bispos terá como primeiro compromisso, nesta noite, a palestra do cardeal Arthur Roche, prefeito do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Amanhã pela manhã, será realizada a intervenção do cardeal Claudio Gugerotti, prefeito do Dicastério para as Igrejas Orientais, sobre o ministério episcopal, seguida da palestra de monsenhor Vittorio Viola, secretário do Dicastério para o Culto Divino, sobre liturgia. À tarde, haverá grupos menores divididos por idiomas e um encontro com os superiores do Dicastério.

No dia seguinte, 4 de setembro, haverá uma reflexão de monsenhor Luis Javier Argüello García, presidente da Conferência Episcopal Espanhola, sobre a missão do pastor nos âmbitos da família e da sociedade. A sessão da tarde tratará da proteção de menores, da cultura da prevenção e da gestão dos casos de abusos. O palestrante será monsenhor Thibault Verny, presidente da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores. À noite, será a vez do cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, falar sobre a atuação da Santa Sé no mundo globalizado e sobre a paz. O sábado, 5 de setembro, será marcado pela palestra do cardeal José Tolentino de Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, sobre as atuais “mudanças culturais”, e pela intervenção do penitenciário-mor, cardeal Angelo De Donatis, sobre o foro interno.

O curso do Dicastério para a Evangelização
Já o curso de formação destinado aos bispos pertencentes às circunscrições eclesiásticas confiadas ao Dicastério para a Evangelização será realizado no Pontifício Colégio Missionário São Pedro Apóstolo. Os trabalhos começarão efetivamente amanhã, 3 de setembro, com uma sessão dedicada ao conhecimento do Dicastério para a Evangelização e ao seu serviço às Igrejas nos territórios de missão. O cardeal Luis Antonio G. Tagle fará as honras da casa, enquanto o arcebispo secretário Fortunatus Nwachukwu apresentará uma reflexão sobre “tribalismo, castismo, racismo e regionalismo excludente na Igreja contemporânea”. À tarde, o padre Joseph Koonamparampil, colaborador e consultor do Dicastério, falará sobre “disciplina do clero, vida consagrada e administração patrimonial”. Em seguida, monsenhor Erwin Balagapo, subsecretário, abordará o tema das associações de fiéis, enquanto o padre Anton Paul Padinjarathala, oficial do Dicastério, tratará de questões relacionadas à vida consagrada na Igreja missionária.

“Fé e inculturação” será o tema do dia 4 de setembro. O cardeal George Jacob Koovakad, prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, falará sobre o Diálogo inter-religioso no contexto atual. O arcebispo Aurelio García Macías, subsecretário do Dicastério para o Culto Divino, apresentará uma reflexão sobre Continuidade e novidade na liturgia no contexto da primeira evangelização. À noite, o cardeal Kurt Koch, prefeito do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, encerrará a programação falando sobre o Fenômeno das seitas e dos novos movimentos religiosos. O sábado, 5 de setembro, será dedicado à competência jurídica no governo episcopal. O arcebispo Anthony Randazzo, prefeito do Dicastério para os Textos Legislativos, falará sobre as estruturas diocesanas de comunhão e colaboração e sobre os tribunais; por sua vez, o arcebispo John Joseph Kennedy, secretário da Seção Disciplinar do Dicastério para a Doutrina da Fé, abordará a maneira de lidar com os casos relativos aos delicta graviora. À tarde, o arcebispo Dario Gervasi e a doutora Gabriella Gambino, respectivamente secretário e subsecretária do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, proporão uma reflexão sobre acompanhamento e formação no cuidado pastoral do Povo de Deus.

Peregrinação a Assis e sessão conjunta na Urbaniana
O domingo será um dia livre para todos, com a possibilidade de participar de uma peregrinação a Assis por ocasião do Ano Jubilar pelos 800 anos do trânsito de São Francisco. Os trabalhos serão retomados no dia 7 de setembro, na Pontifícia Universidade Urbaniana, com uma sessão conjunta dos participantes dos dois cursos. Caberá ao cardeal Michael Czerny, prefeito emérito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, apresentar a encíclica do Papa Leão XIV, Magnífica Humanidade. À tarde, o cardeal Mario Grech, secretário-geral do Sínodo dos Bispos, e o cardeal Roberto Repole, arcebispo de Turim, aprofundarão a questão da “eclesiologia sinodal”.

Na festa da Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, em 8 de setembro, todos os novos bispos se deslocarão para Santa Maria Maior para a missa presidida pelo cardeal Baldassare Reina, vigário para a Diocese de Roma. Novamente na Urbaniana, o curso prosseguirá com as intervenções dos cardeais Tagle e You Heung-sik, prefeito do Dicastério para o Clero, sobre a formação sacerdotal no contexto atual. A sessão da tarde será centrada na relação missionária com a Santa Sé — Óbolo de São Pedro, cânon 1271 e Pontifícias Obras Missionárias. Participarão o prefeito Iannone, seguido pelo arcebispo Samuele Sangalli, secretário-adjunto para a Administração do Dicastério para a Evangelização, e pelo padre Tadeusz Nowak, secretário-geral da Pontifícia Obra da 

Propagação da Fé.
Na quarta-feira, 9 de setembro, monsenhor Peter Beer, professor do Instituto de Antropologia da Gregoriana, falará sobre a gestão das “crises” no clero, enquanto o padre Hans Zollner, diretor do Instituto de Antropologia da mesma universidade, analisará o tema da responsabilidade das Igrejas pela “proteção” de menores e adultos vulneráveis. O próprio Instituto de Antropologia conduzirá o laboratório da tarde, organizado em grupos linguísticos.

O encontro com Leão XIV
Por fim, na quinta-feira, 10 de setembro, haverá missa e veneração das relíquias do Apóstolo na Basílica de São Pedro, presididas pelo cardeal arcipreste Mauro Gambetti. Em seguida, os novos bispos participarão da audiência com o Papa Leão XIV, ponto culminante desses dias de formação, oração e fraternidade.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 5,1-11)

ANO "A" - DIA: 03.09.226
22ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)
MEMÓRIA DE SÃO GREGÓRIO MAGNO

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Vinde após mim, disse o Senhor, e eu ensinarei a pescar gente.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2 Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3 Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões. 4 Quando acabou de falar, disse a Simão: "Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca". 5 Simão respondeu: "Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes". 6 Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7 Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem. 8 Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: "Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!" 9 É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10 Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: "Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens". 11 Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Avança para águas mais profundas"

Avança, confie e espere em Deus
Nós, hoje, comemoramos a memória de São Gregório Magno; e por meio do Evangelho de São Lucas, queremos pedir a Nosso Senhor um coração como o de São Gregório. Nós vamos ver, no Evangelho, que Jesus entra na barca de Pedro, transforma uma noite de fracasso em uma experiência de graça e missão. Depois de terem trabalhado a noite inteira sem terem pescado nada, nós ouvimos o Evangelho nos dizer:

“Avança para águas mais profundas e lançai vossas redes para a pesca” (Lucas 5,1-11).
Aqui, há algo muito importante: Pedro, mesmo desanimado e cansado, responde com confiança. Diante do seu cansaço e desânimo, responda ao Senhor com confiança. Pedro ouviu de Jesus: “Avança para águas mais profundas”. Pedro, em atenção à palavra de Jesus, lançou as redes, e aconteceu ali a pesca abundante.

Avança na profundidade da providência
Esse Evangelho nos ensina que, quando confiamos na Palavra de Cristo, aquilo que parecia vazio se torna fecundo. Que grande graça Pedro quer nos ensinar pela sua humildade de pescador: a confiança gera providência. Deus se manifesta: a pesca foi milagrosa. Pedro, que a noite inteira pescou e não pegou nada, teve a graça de ouvir a Palavra de Jesus e tocar no milagre.

Muitas vezes, nós experimentamos noites de fracassos, cansaços, frustrações e dúvidas, porém, Jesus continua nos convidando para ir mais fundo, a não desistir e a confiar novamente. As palavras centrais deste Evangelho são: avançar, confiar e esperar em Jesus.

Na confiança, o envio para a missão
O chamado de Cristo não é apenas para uma pesca material, mas para uma transformação interior. Pedro reconhece a sua pequenez diante do milagre e exclama: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou pecador”. Jesus não o rejeita; ao contrário, dá a ele uma missão ainda maior: “Não tenhais medo, de agora em diante, serás pescador de homens”.

Que o Senhor nos ajude a ter a mesma confiança de Pedro e de São Gregório Magno para nos tornarmos pescadores de homens.

Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova