terça-feira, 14 de julho de 2026

Inscrições prorrogadas, até 12/7, para o curso “Liderança e Coordenação de Grupos de Jovens”



As inscrições para o curso “Liderança e Coordenação de Grupos de Jovens” foram prorrogadas até o dia 12 de julho. A formação é promovida pela Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e pode ser feita de forma gratuita. O público-alvo são jovens de 14 a 29 anos que desejam liderar, coordenar, animar e servir melhor na missão junto às juventudes.

Segundo a Comissão para a Juventude da CNBB, o Curso de Liderança e Coordenação de Grupos de Jovens é uma proposta formativa da Pastoral Juvenil do Brasil, voltada a fortalecer o protagonismo juvenil e preparar jovens líderes para o serviço e a comunhão. “É um itinerário de amadurecimento humano, espiritual e pastoral, que ajuda o jovem a descobrir seu papel como discípulo missionário de Cristo no meio da juventude”, explica a Comissão para a Juventude.

A proposta é que, após a conclusão do curso, o jovem seja capaz de compreender e viver a identidade cristã da liderança; animar grupos com maturidade, fé e espírito comunitário; ser referência de compromisso e serviço em sua realidade pastoral; contribuir para a unidade e o crescimento da Pastoral Juvenil em sua diocese ou comunidade.

O curso é oferecido na plataforma de Ensino a Distância (EAD) dos Jovens Conectados, combinando teoria, espiritualidade e prática pastoral, estimulando os participantes a viverem a liderança como serviço e testemunho de fé. Os módulos combinam formação teórica, com base em documentos da Igreja e experiências da Pastoral Juvenil; reflexão pessoal e comunitária, a partir da realidade dos grupos de jovens; ação prática, com propostas de aplicação no cotidiano das comunidades.


Papa: que os ventos da guerra não apaguem a chama da esperança e da paz



Após rezar a oração do Angelus em Castel Gandolfo, Leão XIV voltou a fazer um forte apelo pela paz diante dos conflitos que atingem diversas regiões do mundo. O Pontífice recordou as populações afetadas pelas guerras no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras partes do planeta, pedindo que prevaleçam o diálogo, o encontro e a diplomacia.

Thulio Fonseca – Vatican News

Em seus apelos, ao término da oração mariana deste domingo, 12 de julho, na Praça da Liberdade, em Castel Gandolfo, o Papa Leão XIV voltou a manifestar sua preocupação com os conflitos que continuam a provocar sofrimento em diversas regiões do mundo e renovou seu apelo em favor da paz:

“Infelizmente, voltam a soprar os ventos da guerra no Oriente Médio, na Ucrânia e em muitas outras partes do mundo, semeando violência, terror e morte e atingindo, mais uma vez, tantos inocentes. Não permitamos que esses ventos apaguem a chama da esperança e da paz, mesmo quando ela parece frágil e vacilante. Reitero o meu apelo para que se prossiga com perseverança o caminho do diálogo, do encontro e da diplomacia, o único caminho capaz de conduzir a uma paz justa e duradoura, na qual os povos possam viver reconciliados, em segurança mútua e no respeito pela dignidade de cada pessoa.”

Domingo do Mar
Em seguida, o Papa recordou a celebração do “Domingo do Mar”, dirigindo um pensamento especial aos marinheiros, pescadores e trabalhadores portuários de todo o mundo. Leão XIV destacou aqueles que vivem marcados pela distância de seus familiares e, por vezes, pelo medo provocado pelos conflitos que atravessam as rotas marítimas, agradecendo o trabalho paciente e silencioso com que sustentam o comércio e a vida de muitos povos.

Saudação a Castel Gandolfo e aos fiéis poloneses
Por fim, o Santo Padre saudou os habitantes da "bela cidade de Castel Gandolfo", onde passa alguns dias de descanso, e acolheu com alegria os peregrinos vindos de diversas partes do mundo. O Papa também se uniu em oração aos numerosos fiéis poloneses reunidos na peregrinação anual diante do ícone de Jasna Góra, pedindo que, "como discípulos missionários, sejam testemunhas alegres do Evangelho".

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EVANGELHO DO DIA (Mt 11,20-24)

ANO "A" - DIA: 14.07.226
15ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. 21 "Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. 22 Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23 E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24 Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!"

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Acolhida sincera da voz de Jesus"

A acolhida do Evangelho nos livra das escolhas erradas
Naquele tempo, Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte dos seus milagres, porque não se tinham convertido: “Ai de ti, Corazim, ai de ti, Betsaida. Porque se os milagres que se realizaram no meio de vós tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de e cobrindo-se de cinzas” (Mateus 11,20-24).

Ai de ti, Corazim. Ai de ti, Betsaida. Parece até que a gente escuta a voz da nossa mãe quando ela queria nos advertir de alguma coisa. E não era por ódio, nem por vingança, terror ou ameaça. Era por amor. Era para evitar que uma escolha errada nossa depois nos fizesse mal lá na frente.

Jesus sofre diante a dureza do coração
Essa interjeição do Evangelho indica uma tristeza. Um pesar, justamente uma preocupação de Jesus com o grau de dureza e fechamento dos habitantes daquelas cidades diante da proposta de salvação que Jesus lhes apresentava. Jesus sofre porque as duas cidades às quais Ele dedicou mais tempo, força, empenho, entusiasmo, são as que menos se abriram a sua mensagem.

Na experiência de amor de uma mãe, pai, amigo ou no matrimônio, às vezes acontece esse tipo de coisa muita dedicação e pouco resultado. A atitude de Jesus é de não desanimar diante disso, porque o amor de Jesus é gratuito. Isso que poupou Jesus de um desespero, na sua forma de amar.

A acolhida de Jesus é uma decisão
Jesus amava e pronto. Onde ele encontrava acolhida, ele entrava, fazia festa e a vida das pessoas era transformada, onde não havia acolhida como foram, são os casos de Betsaida e Corazim. O jeito era sacudir a poeira dos pés e seguir em frente.

As palavras de sentença que Jesus profere não são maldições, mas é apenas um modo de alerta para as consequências das nossas escolhas. Jesus não pode evitar um final escolhido por cada um de nós. Ele respeita a nossa liberdade, até mesmo usada de forma errada e leviana. Porém, Ele deixa claro aquilo que pode nos acontecer. Por isso, hoje, escute a voz de Jesus. Não desperdice a oportunidade que Ele está lhe dando.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Ferreira Heleno
Sacerdote Da C. Canção Nova


Novo governo geral da Comunidade Canção Nova toma posse

Eleitos durante a 16ª Assembleia Geral da comunidade, novos membros foram empossados durante Missa no Santuário do Pai das Misericórdias nesta segunda-feira, 13

Gabriel Fontana
Da Redação
Eleitos para o govrno geral da Canção Nova tomaram posse nesta segunda-feira, 13 / Foto: Daniel Xavier

O novo governo geral da Canção Nova, eleito durante a 16ª Assembleia Geral da comunidade, tomou posse nesta segunda-feira, 13. A cerimônia se deu durante a Missa presidida pelo bispo de Lorena (SP), Dom Joaquim Wladimir. Estiverem presentes os membros do último governo e os eleitos para a próxima gestão, com mandato de cinco anos.

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Antes da Missa, todos os membros de ambas as gestões, a antiga e a nova, se reuniram para um momento de oração no túmulo do fundador da Canção Nova, Padre Jonas Abib. Emocionado, padre Roger destacou o valor daquele momento e agradeceu aos irmãos de comunidade que a governaram nos últimos anos por seus esforços.

Missionários rezam no túmulo do Padre Jonas Abib / Foto: Daniel Xavier

Durante a celebração, Dom Wladimir refletiu, em sua homilia, sobre o Evangelho do dia (Mt 10,34-11,1). Ele indicou que a passagem em que Jesus afirma que não veio trazer paz ao mundo pode trazer estranheza, mas não é uma promoção à violência ou à divisão entre as pessoas.

“Cristo está nos ensinando que o Evangelho exige escolhas, discernimento, coragem e determinação da nossa parte. Seguir Jesus significa permitir que Sua Palavra transforme nossa vida, nossos projetos e nossas estruturas. Significa colocar Jesus no centro de tudo”, declarou o bispo.
Guardiões do Carisma Canção Nova

Neste contexto, Dom Wladimir apontou que, mais que um ato administrativo, a celebração da posse do novo governo geral é um momento de fé e escuta do Espírito Santo, no qual a comunidade reafirma sua confiança na condução de Deus. Ele agradeceu aos membros da última gestão, reconhecendo que os anos recentes foram carregados de desafio.

Neste período que exigiu discernimento, responsabilidade e profunda confiança na Providência Divina, assinalou o bispo, os missionários que lideraram a comunidade procuraram responder às necessidades da missão de manter vivo o legado do Padre Jonas Abib. Voltando-se aos eleitos para a próxima gestão, sublinhou a importância desta tarefa à qual darão sequência nos cinco anos que estão por vir.

“Vocês recebem uma missão exigente, mas também profundamente bela. Não são chamados a administrar uma comunidade. São chamados a guardar um carisma, discernir os sinais dos tempos e ajudar a Comunidade Canção Nova a continuar sendo um instrumento de evangelização neste contexto histórico”, declarou Dom Wladimir.

Abrir-se à ação do Espírito Santo
Dom Wladimir durante a homilia / Foto: Daniel Xavier

Segundo ele, a sociedade atual não se encontra diante apenas de mudanças pontuais ou superficiais, mas de transformações que atingem profundamente a maneira como as pessoas vivem, se relacionam e se aproximam de Deus. Sendo assim, a Igreja não pode permanecer parada: deve renovar métodos, linguagens e estruturas para anunciar Jesus de forma sempre eficaz.

O caminho da atualização, do discernimento e da renovação não deve causar medo, mas ser vivido com confiança, observou o bispo. Toda mudança vivida com a condução do Espírito Santo não destrói a identidade, mas fortalece a missão, ressaltou, recordando que o Espírito de Deus continua conduzindo sua Igreja.

“Foi Ele quem suscitou o Carisma Canção Nova por meio do coração do Padre Jonas Abib e é ele quem continua falando a Igreja nos dias de hoje”, destacou Dom Wladimir, exortando o novo governo geral a cultivar a escuta espiritual, confiando cada vez mais na Providência Divina.

“Mais do que olhar para as dificuldades, devemos olhar para Cristo, que permanece Senhor da história”, frisou o bispo. “Caminhemos juntos, caminhemos em unidade, caminhemos em comunhão, caminhemos com confiança. Ao novo conselho geral, asseguro minhas orações, minha proximidade, minha amizade e minha confiança, concluiu.

Cerimônia de posse
Ao final da homilia, os eleitos se apresentaram diante do presbitério. Padre Roger Luis, escolhido como presidente, fez a profissão de fé e o juramento de lealdade em nome de todo o governo geral. Em seguida, Dom Wladimir os declarou empossados, dando início oficialmente à nova gestão da Comunidade Canção Nova em um momento que emocionou os presentes na celebração.

Eleitos para o governo geral leem o juramento de fidelidade / Foto: Daniel Xavier

São Camilo de Léllis


Camilo nasceu na vila Bucchianico, em Chieti, região de Abruzos, geograficamente no centro da Itália, no ano de 1550. Sua família era nobre e tradicional, e seus pais já muito idosos, por isso seu parto foi difícil, mas bem sucedido.

O pai, militar, passava muito tempo fora de casa, mas sua mãe, dedicada e de fé, o educou nos princípios católicos e nos bons costumes. Camilo tinha 13 anos quando ela faleceu, sendo obrigado a morar com o pai. Este não era propriamente má pessoa, mas tinha o vício do jogo, o que, além das frequentes mudanças da vida militar, tornavam a vida instável. 

Camilo tornou-se rebelde e passou a detestar os estudos.
Apesar das suas fraquezas, seu pai o amava e procurou ajudá-lo colocando-o como soldado no exército. O filho, com 14 anos e mal sabendo ler, fazia serviços braçais, favorecido ao menos pelo corpo atlético. Perdeu o pai aos 19 anos, tendo como herança apenas sua espada e seu punhal, e o vício do jogo; jovem, forte, violento e jogador, desenvolveu má fama, levando vida mundana e com dificuldades financeiras. Estas se agravaram quando lhe surgiu uma úlcera no pé.

Em 1570, conheceu um jovem frade franciscano que, sem medo dele como outros, dispôs-se a aproximar-se e conversar, desenvolvendo uma amizade e descobrindo até para ele mesmo os sofrimentos e bondade que havia no seu coração. Esta maravilhosa experiência o motivou a procurar também a vida franciscana, mas não foi aceito no convento por causa da grave úlcera podal. Os religiosos o encaminharam para ser atendido no hospital de São Tiago, em Roma, onde descobriu-se que o tumor não tinha cura. Para receber os possíveis cuidados paliativos, ofereceu-se como servente, pagando o tratamento com o trabalho. Mas por causa do vício no jogo, gerando dívidas e confusões, acabou despedido.

Viu-se assim sem casa, trabalho e dinheiro, com uma chaga incurável. Buscou então o emprego de servente de pedreiro junto a frades capuchinhos que começavam a construção de um convento. O contato diário com os religiosos começou a mudar seu coração. E indo para a construção Deus um dia lhe concedeu a graça de uma visão, nunca revelada a ninguém, que mudou completa e definitivamente a sua vida aos 25 anos, convertendo-o e fazendo com que abandonasse o jogo. Procurou novamente a admissão nos franciscanos, sem sucesso, mas de novo os frades conseguiram que voltasse ao hospital de São Tiago para ser cuidado.

Desta vez, não apenas empenhou-se no tratamento, mas pediu para trabalhar voluntariamente como auxiliar de enfermeiro e assistir também aos outros doentes, que entendeu deveria servir como ao Cristo chagado. Antes já havia, como soldado, testemunhado a situação de enfermos agonizantes e terminais, e na realidade do hospital procurou cuidar dos casos mais repugnantes, usualmente abandonados pelos funcionários regulares da casa. Passou a amar os enfermos como a Jesus, com dedicação total, e muitos reconheceram o seu amor cristão. Vários deles, por intermédio de Camilo, aproximaram-se do arrependimento e da Confissão, morrendo em estado de graça.

Surgiram então outros jovens que, motivados pelo seu exemplo, se dispunham ao cuidado gratuito e amoroso dos doentes. A amizade com o futuro São Filipe Néri levou a que retornasse aos estudos, com 32 anos, e à sua ordenação sacerdotal aos 34, bem como à fundação por ambos, em 1582, da Companhia dos Servidores dos Enfermos, ou Congregação dos Ministros Camilianos.

Os Camilianos, como eram simplesmente conhecidos, era inicialmente apenas uma irmandade de voluntários para assistir aos doentes pobres, miseráveis, terminais e rejeitados. Em 1591, com aprovação do Papa, a Congregação se tornou uma Ordem religiosa, a Ordem dos Padres Enfermeiros, ou Ordem dos Ministros dos Enfermos, sendo Camilo eleito superior e como tal atuando por 20 anos. Além dos votos de pobreza, castidade e obediência, havia também o da dedicação aos doentes, ainda que com risco da própria vida.

Pouco depois os camilianos serviram como a primeira unidade médica de campo, na guerra ocorrida na Hungria.

Camilo, apesar das dores no pé, ia visitar os doentes em casa, e quando preciso, dando graças a Deus pelo seu físico, os carregava nas costas para o hospital. Recebeu o dom da cura pela oração, e por isso era muito procurado. Trabalhou duramente, até não ter mais forças. Nos seus últimos sete anos de vida, já não como superior, dedicou-se a ensinar aos irmãos como cuidar e conviver com os enfermos.

Faleceu em Roma aos 14 de julho de 1614, com 64 anos, recomendando aos seus religiosos a dedicação ao apostolado dos enfermos. A úlcera no seu pé desapareceu no instante da sua morte.

Atualmente, no Brasil, a Ordem dos Camilianos está presente em muitos Estados, e no de São Paulo, na cidade de Santo André, está localizada a Paróquia São Camilo de Léllis.

São Camilo de Léllis é padroeiro dos enfermeiros, dos doentes e dos hospitais católicos, juntamente a São João de Deus, e protetor contra o vício do jogo.
Colaboração: José Duarte de Barros Filho



Reflexão:

Do princípio da vida de São Camilo, fica a evidência de que não se deve jogar com os vícios. Um leva a outro, e o aparecimento de chagas é inevitável. E se é verdade que Deus pode tudo curar, há uma doença para a qual, nesta vida, não há operação definitiva: o nosso orgulho, para o qual temos que tomar, a vida toda, o remédio da humildade, na Eucaristia. Numa segunda fase, destaca-se a importância da atuação dos religiosos na conversão das pessoas. Particularmente a eles foi dada a unção de buscar as ovelhas desgarradas, e seu exemplo e ensinamentos são um padrão natural de comportamento humano, constantemente observado e avaliado. Mesmo por quem não é da Igreja. Sim, por serem abertamente comprometidos com uma vida de perfeição, muito se espera dos religiosos, nada menos que a santidade, e por isso devemos rezar continuamente por eles, agradecendo sua vocação e pedindo ao dono da messe que envie mais trabalhadores (cf.Lc 10,2). Mas, sem esquecer que todo ser humano é falho, é preciso o empenho sincero dos vocacionados na própria santificação, pois “A quem muito foi dado, muito será pedido. A quem muito foi confiado, dele muito será exigido” (Lc 12, 48). E a cobrança virá de Deus. Vivemos em tempos, previstos por Nossa Senhora em Fátima, Portugal, 1917, de séria crise no testemunho do clero e dos consagrados da Igreja Católica. Aumentemos nossas orações, pelo bem de todos, fiquemos atentos à Verdade, e “...quem pensa estar de pé cuide para não cair” (Lc 10,12). Numa última etapa da sua vida, a dedicação de São Camilo aos doentes fala por si mesma. São suas palavras: “Os doentes nos revelam o rosto de Deus”; “Todos peçam a Deus que lhes dê um amor de mãe para com o próximo”; “Deixe tudo nas mãos de Deus e recorra a Nossa Senhora”. Esta última citação destaca a sua preocupação também com as enfermidades da alma. De fato, no seu leito de morte, recomendou aos seus religiosos a dedicação ao apostolado dos enfermos. Um modo de entender o desaparecimento da úlcera no seu pé, até então incurável, é que, no Céu, só a perfeição entra. Antes, Camilo precisava da chaga para lembrá-lo da sua pobre condição humana, e lhe trazer méritos por suportá-la com amor. Aproveitemos este sinal visível para pensar – também, aqui, no sentido de cuidar – nas nossas feridas de alma ainda abertas, dentre as quais há de haver algumas que possam e devam ser curadas ainda nesta vida.

Oração:

Senhor Deus, Médico dos Médicos, que pelas chagas de Vosso Filho curastes as nossas, concedei-nos, pela intercessão e pelo exemplo de São Camilo de Léllis, a sua mesma caridade para com os adoentados de corpo e alma, seguindo a recomendação de continuamente preservar a dignidade humana, para alcançarmos a realização do significado plena destas suas palavras: “Tudo passa, o bem permanece”. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Comissão da CNBB fortalece ações da Campanha Coração Azul com alerta sobre tráfico de pessoas




O dia 30 de julho marca o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Com o avanço tecnológico e a expansão das redes sociais, as organizações criminosas encontraram novas rotas para a exploração humana.

Diante desse cenário, a Comissão Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH- CNBB) dedica todo o mês de julho para fortalecer a Campanha Coração Azul. Este ano, a iniciativa traz o lema: “Por trás de cada tela virtual existe uma vida: Pessoas não são mercadorias. Diga não ao tráfico de pessoas. Denuncie.”

A temática sobre o tráfico de pessoas no brasil é grave. Dados recentes do Governo Federal revelam um cenário de preocupação, segundo o Disque 100, o número de denúncias de tráfico de pessoas aumentou 102% no primeiro semestre de 2026, enquanto o número de violações registradas cresceu 128%. Ao todo, o país contabilizou 398 denúncias e 590 violações comprovadas no período.
Ambiente virtual e reflexão pontifícia

A mobilização busca articular as diretrizes globais de combate ao crime com as recentes reflexões da encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV. O documento pontifício acende um alerta sobre como a Inteligência Artificial (IA) e as infraestruturas digitais vêm sendo apropriadas para o aliciamento e o controle de vítimas, incluindo crianças e adolescentes. Trata-se de um crime silencioso que, em sua dinâmica atual, utiliza o ambiente virtual para explorar pessoas.

Historicamente associado a fronteiras físicas e abordagens presenciais, o tráfico de pessoas hoje opera também por meio de perfis falsos, promessas de emprego e interações privadas em aplicativos de mensagens. A campanha deste ano convoca a sociedade a olhar com atenção para essa realidade e para a assimetria de poder exercida pelas grandes corporações tecnológicas, fatores que ampliam a vulnerabilidade social e facilitam a violação de direitos humanos.

Em 2026, a Comissão celebra uma década de missão no enfrentamento e na denúncia desse crime de forma firme em defesa da vida e da dignidade humana. Para o organismo, é imperativo que as empresas de tecnologia adotem critérios rigorosos de averiguação ética preventiva. Além das ações criminosas que transitam entre os mundos real e digital, a CEETH defende que as plataformas sejam tensionadas a cooperar com a segurança pública, deixando de ser espaços predatórios.

Mobilização e denúncia
Ao longo de todo o mês, a Campanha Coração Azul impulsionará ações em todo o país. Para subsidiar as atividades, a Comissão preparou materiais informativos como cartazes e faixas para paróquias, praças e escolas, além de spots de rádio, materiais digitais para redes sociais e o subsídio do Roteiro Orante para celebrações comunitárias.

Para acessar os materiais clique aqui

Sobre a Comissão
A Comissão Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH) é um organismo da CNBB dedicado a articular ações de prevenção, combate e incidência em políticas públicas no Brasil. A comissão é composta por leigos(as), religiosas e bispos que atuam em organizações e pastorais no enfrentamento ao tráfico de pessoas, como a Rede Um Grito Pela Vida, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad) e conta também com a parceria da Rede Clamor Brasil.

Serviço
O quê: Campanha Coração Azul 2026 – Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.
Quando: Durante todo o mês de julho (Dia Mundial em 30 de julho).
Realização: Comissão Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH-CNBB).
Contato para imprensa: Cláudia Pereira – 11 – 97261 3732.

A palavra do Papa é sempre a do Pastor


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Andrea Tornielli

Mesmo quando fala de paz e de guerra, de acolhimento aos migrantes ou de como permanecer humano na era da inteligência artificial, o Sucessor de Pedro é e continua sendo sempre um líder espiritual. O fato de o Bispo de Roma, em virtude dos Pactos Lateranenses de 1929 que resolveram a “Questão Romana”, ser também soberano do menor Estado do mundo – menos de meio quilômetro quadrado no coração da capital italiana – não significa, de fato, que ele aja ou se expresse como político quando aborda temas que dizem respeito aos acontecimentos da nossa humanidade.

Paulo VI explicou isso muito bem, ao discursar em 4 de outubro de 1965 na Assembleia Geral das Nações Unidas: “Este encontro, como todos vós compreendeis — disse o Papa Montini —, marca um momento simples e grandioso. Simples, porque tendes diante de vós um homem como vós; ele é vosso irmão e, entre vós, representantes de Estados soberanos, um dos menores, revestido também ele — se assim preferirdes nos considerar — de uma soberania temporal minúscula, quase simbólica, a quanto lhe basta para ser livre para exercer sua missão espiritual e para garantir a quem quer que trate com ele que é independente de qualquer soberania deste mundo”. O Papa, em visita aos Estados Unidos, acrescentou logo em seguida, falando de si mesmo: “Ele não possui nenhum poder temporal, nem qualquer ambição de competir convosco; de fato, não temos nada a pedir, nenhuma questão a levantar; se há algum desejo a expressar e uma permissão a solicitar, é o de poder servir-vos naquilo que Nos é dado fazer, com desprendimento, humildade e amor”.

É verdade que, para garantir a liberdade absoluta do Vigário de Cristo, há quase cem anos foi estabelecido que houvesse um minúsculo pedaço de terra onde o Bispo de Roma e Pastor da Igreja universal fosse também soberano, ou seja, chefe de Estado. Mas tratava-se, e trata-se, de uma convenção para reconhecer justamente essa necessidade de independência em relação a qualquer outro Estado, e não a afirmação de uma dupla missão. Qualquer exaltação ou supervalorização do papel do Pontífice como chefe de Estado, qualquer ênfase na importância desse papel, acaba sendo, portanto, enganosa, pois prejudica sua única e verdadeira missão de Pastor universal. Um Pastor que se dirige aos católicos, aos cristãos, aos crentes e a todos os homens de boa vontade com o único intuito de anunciar o Evangelho, sua mensagem de amor, de fraternidade e de paz “desarmada e desarmante”.

Isso foi bem destacado pelo então cardeal Giovanni Battista Montini, cardeal-arcebispo de Milão, em seu discurso no Capitólio em 10 de outubro de 1962, na véspera da inauguração do Concílio Ecumênico Vaticano II. Nesse discurso, o futuro Papa, ao falar do fim do poder temporal da Igreja com a queda do Estado Pontifício em 1870, disse: “Foi então que o papado retomou, com vigor inusitado, suas funções de mestre de vida e de testemunho do Evangelho, de modo a alcançar uma altura tão elevada no governo espiritual da Igreja e na irradiação moral sobre o mundo, como nunca antes”.

Quando pede que a vida humana seja sempre respeitada e protegida em todas as fases de sua existência, quando fala de paz pensando no bem dos povos e pede que se ponha fim à louca corrida ao rearmamento, superando até mesmo o conceito de “guerra justa”, quando convida ao diálogo e à negociação, invocando o Magistério da Doutrina Social, quando pede que os migrantes sejam considerados pessoas a serem acolhidas, sem jamais esquecer sua dignidade humana, quando nos lembra que os pobres estão no centro do Evangelho e que devemos construir sociedades mais justas e equitativas, quando defende o direito à liberdade religiosa, quando ressalta a importância de zelar pela Criação para transmiti-la aos nossos filhos e netos, o Sucessor de Pedro não está falando como chefe de Estado. Ele está simplesmente anunciando o Evangelho.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 10,34-11,1)

ANO "A" - DIA: 13.07.2026
15ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34 "Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35 De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. 36 E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38 Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. 39 Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 40 Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41 Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42 Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa". 11,1 Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A espada de Cristo"

A espada de Jesus rompe as trevas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não penseis que eu vim trazer paz à terra. Não vim trazer a paz, mas sim a espada. De fato, eu vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra e os inimigos do homem serão os seus próprios familiares.” (Mateus 10, 34-11,1)

Bem, meus irmãos e minhas irmãs, Cristo e a espada. Que afirmação enigmática, já que Jesus nunca pegou em armas para lutar contra ninguém. E, naquela ocasião que Pedro retira aquela espada da bainha para ferir aquele soldado, logo recebe a repreensão de Jesus.

A espada um sinal de contradição
Que espada é essa então da qual fala o Evangelho? Inevitavelmente, nós temos que recorrer a ela profecia feita pelo velho Simeão na ocasião da apresentação de Jesus no templo, esse menino será sinal de contradição.

A presença de Jesus no mundo nunca será neutra e indolor, mas será sempre comprometedora e empenhada. A escolha por Cristo estará sempre acima até mesmo dos laços mais fortes e robustos desta terra, como por exemplo, no Evangelho, os laços de família.

Uma decisão radical
Não se pode conciliar a proposta de Cristo com os interesses privados, mesmo aqueles familiares. A mensagem cristã não é nunca um negócio de família, não é um nepotismo. Entra-se no rol dos seguidores aqueles que conformam a sua vida, a vida radical de Cristo.

Basta lembrarmos como foi a relação de Jesus com seus próprios parentes. Quando ele assumiu a radicalidade do anúncio do reino, ele passou a ser considerado um fora de si, um louco. E por isso Ele teve que se mudar de Nazaré para Cafarnaum. A gente se recorda muito bem disso. Foram os seus parentes os primeiros inimigos de Jesus.

Um convite para a libertação
A espada de Cristo é a decisão radical de romper com uma estrutura que não corresponde mais aos valores do reino dos céus. Doa a quem doer. A espada é uma arma espiritual que todos nós devemos usar. É a força de romper com tudo aquilo que pertence às trevas, ao mal. Diria também uma arma psicológica, é romper com estruturas de dependência que nos fazem mal, relacionamentos que distorcem a nossa identidade, que nos arrastam ao erro. Esta é a espada que todos nós precisamos usar hoje.

Por isso, abra o seu coração e permita que o Cristo possa com esta espada também dividir aquilo que é a vida velha daquilo que é a vida nova. Hoje, de modo especial, eu peço a oração de todos vocês para o novo Conselho Geral, que a partir de hoje assume esse encargo de dirigir a comunidade Canção Nova nos próximos 5 anos.

Você, que é família Canção Nova, reze por nós. Desça a bênção do Deus todo poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova