domingo, 21 de julho de 2019

EVANGELHO DIA (Lc 10,38-42)

ANO "C" - DIA: 21.07.2019
16º DOMINGO DO TEMPO COMUM (VERDE)

Jesus entrou num povoado, e uma mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Ela tinha uma irmã, Maria, a qual se sentou aos pés do Senhor e escutava a sua palavra. Marta, porém, estava ocupada com os muitos afazeres da casa. Ela aproximou-se e disse: «Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda pois que ela venha me ajudar!». O Senhor, porém, lhe respondeu: «Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada com muitas coisas. No entanto, uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada».

COMENTÁRIOS:
«No entanto, uma só é necessária»

Rev. D. Bernat GIMENO i Capín 
(Barcelona, Espanha)


Hoje, vemos um Jesus tão divino quanto humano: está cansado da viagem e deixa-se acolher por esta família que tanto ama, em Betânia. Aproveitará a ocasião para nos dizer o que é “o mais importante”.

Na atitude destas duas irmãs era costume ver duas maneiras de viver a vocação cristã: a vida ativa e a vida contemplativa. Maria, «sentou-se aos pés do Senhor»; Marta, atarefada com muitas coisas e ocupações, sempre servindo e contente, mas cansada (cf. Lc 10,39-40.42). —«Calma», diz-lhe Jesus, «é importante o que fazes, mas é necessário que descanses, e mais importante ainda que descanses estando comigo, olhando-me e escutando-me». Dois modelos de vida cristã que temos de coordenar e integrar: viver tanto a vida de Marta como a de Maria. Temos de estar atentos à Palavra do Senhor, e vigilantes, já que o barulho e o movimento do dia a dia escondem – frequentemente - a presença de Deus. Porque a vida e a força de um cristão só se mantêm firmes e crescem se ele permanecer unido à verdadeira vide, de onde lhe vem a vida, o amor, a vontade de continuar em frente... E de não olhar para trás.

À maioria, Deus chamou a ser como “Marta”. Mas não podemos esquecer que o Senhor quer que sejamos cada vez mais como “Maria”: Jesus Cristo também nos chamou a “escolher a melhor parte” e a não deixar que ninguém no-la roube.

Ele lembra-nos que o mais importante não é o que possamos fazer, mas a Palavra de Deus que ilumina as nossas vidas e assim, pelo Espírito Santo, também as nossas obras serão impregnadas do seu amor.

Descansar no Senhor só é possível se gozarmos da sua presença real perante a Eucaristia. Oração diante do sacrário! É o maior tesouro que os cristãos têm. Recordemos o título da última encíclica de S. João Paulo II: A Igreja vive da Eucaristia. O Senhor tem muitas coisas para nos dizer, mais do que pensamos. Procuremos sempre momentos de silêncio e de paz para encontrar Jesus e n’Ele nos reencontrarmos a nós próprios. Jesus convida-nos hoje a fazer uma opção: escolher «a melhor parte» (Lc 10,42).

Fonte: evangeli.net

Oração para vencer o medo

Resultado de imagem para imagem de padre jonasO medo é como um monstro interior que nos paralisa

O medo não vem de Deus, porque os nossos primeiros pais não tiveram medo. Foi depois do pecado que eles tiveram medo de Deus e, a partir de então, começaram a ter medo de tudo. Hoje, estamos vivendo uma situação em que as pessoas estão tomadas por esse sentimento negativo.

Existe um medo que se chama síndrome do pânico, porque a palavra síndrome é o tipo de doença que os médicos não entendem, por isso a chamam assim. Um medo inexplicável que nasce nas pessoas. O medo não vem de Deus.

Por meio desta oração, que você possa se libertar deste pânico que você vive. É interessante você também buscar, além da oração, uma ajuda psicológica se perceber que é mais grave, pois, esse medo também pode ser uma lembrança do passado ou um trauma que o impede de prosseguir.


Oração:

“Senhor Jesus, o Senhor diz em Sua Palavra: ‘No mundo tereis tribulações. Coragem! Eu venci o mundo!’ O Senhor não venceu apenas a tristeza, não venceu apenas o medo, o Senhor venceu tudo! O Senhor tem a vitória. Obrigado porque a vitória é Sua. Obrigado, Senhor, porque venceu e venceu ao nosso favor.”

Deus abençoe!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

SÃO LOURENÇO DE BRINDISI

Júlio César Russo nasceu no dia 22 de julho de 1559 em Brindisi, na Itália. Seu nome de batismo, mostrava claramente a ambição dos pais, que esperavam para ele um futuro brilhante como o do grande general romano.

Aos seis anos de idade, o menino Júlio César encantava a todos com o extraordinário dom de memorizar as páginas de livros em poucos minutos, para depois declamá-las em público. E cresceu assim, brilhante nos estudos. Quando ficou órfão aos catorze anos de idade, foi acolhido por um tio, que residia em Veneza.

Dois anos após chegar a Veneza ele atendeu ao chamado de Deus e ingressou na vida religiosa: primeiro com os frades menores e depois com os capuchinhos, onde foi ordenado sacerdote.

Tornou-se especialista em línguas e sua erudição o levou à ocupar altos postos de sua Ordem e também a serviço do Sumo Pontífice. Foi provincial em vários estados e chegou a ser Superior Geral e embaixador do Papa Paulo V, com a missão de intermediar príncipes e reis em conflito.

Lourenço de Brindisi morreu no dia do seu aniversário em 1619. Foi canonizado em 1881 e recebeu o título de "Doutor da Igreja" em 1959.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

REFLEXÃO 
Deus concede as pessoas a inteligência e a sabedoria. A inteligência nos ajuda a descobrir os melhores meios de conduzir nossa vida, mas nem sempre ela é usada para o bem. Já a sabedoria, fruto do Espírito e da experiência de vida, sempre leva o ser humano ao respeito mútuo e ao encontro com Deus. São Lourenço soube ser inteligente e sábio. Peçamos a Deus que nos ensine a usar nossa inteligência com sabedoria.

ORAÇÃO 
Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de São Lourenço de Brindisi, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina e a proclamemos em nossas ações. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

sábado, 20 de julho de 2019

EVANGELHO DO DIA (Mt 12,14-21)

ANO "C" - DIA: 20.07.2019
15ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14os fariseus saíram e fizeram um plano para matar Jesus. 15Ao saber disso, Jesus retirou-se dali. Grandes multidões o seguiram, e ele curou a todos. 16E ordenou-lhes que não dissessem quem ele era, 17para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 18“Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual ponho a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito. 19Ele não discutirá, nem gritará, e ninguém ouvirá a sua voz nas praças. 20Não quebrará o caniço rachado, nem apagará o pavio que ainda fumega, até que faça triunfar o direito. 21Em seu nome as nações depositarão a sua esperança”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Acolher a Palavra é acolher Jesus"

“Eis o meu servo, que escolhi; o meu amado, no qual ponho a minha afeição; porei sobre ele o meu Espírito, e ele anunciará às nações o direito” (Mateus 12,18).

Quando Jesus toma posse da profecia de Isaías e faz com que a Palavra se cumpra nele, Ele está nos dizendo que precisamos tomar posse da Palavra de Deus. Precisamos, de fato, nos apossar da Palavra para que ela também se aposse de nós, para que ela esteja em nós e possamos realizar a missão de Jesus.

Não basta sabermos ou conhecermos a Palavra, precisamos deixar que ela seja viva em nós. Os fariseus conheciam as Leis e as Escrituras, mas não tinham a Palavra de Deus viva neles, por isso o Evangelho começa narrando que eles saíram e fizeram um plano para matar Jesus.

Jesus é a Palavra de Deus viva e encarnada. Quando não acolhemos a Palavra, quando não vivemos por intermédio dela, quando ela não dirige nem ordena os nossos passos e a nossa vida, nós a condenamos, opomo-nos a ela e somos indiferentes à Palavra. E de, alguma forma, damos as nossas escusas, razões humanas e intelectuais para nos opor aquilo que é a força viva da Palavra de Deus no meio de nós.
Precisamos acolher Jesus acolhendo a sua Palavra, porque só Ele tem palavras de salvação

Opor-se à Palavra é opor-se a Jesus. Opor-se à Palavra é colocar-se contra Jesus. Acolher a Palavra é acolher Jesus, pois nela repousa o Espírito, para que Ele anuncie às nações a Palavra do Senhor. Esse mesmo Espírito também repousa sobre nós, está em nós, porque em Jesus fomos batizados para que como Ele, com Ele e n’Ele realizemos a missão profética, que é anunciar e proclamar a Palavra com todas as consequências que ela tem. 

É a Palavra que cura, liberta, salva, restaura, renova e faz o Reino de Deus acontecer. Aproximamo-nos de Deus, porque a Sua Palavra se aproxima de nós e nos coloca em comunhão com Ele, por isso precisamos acolher Jesus acolhendo a Sua Palavra, porque só Ele tem palavras de salvação, palavras que curam, libertam e restauram.

Hoje, colocamo-nos na presença d’Ele e dizemos: “Senhor, que a Sua Palavra se realize em mim, e que eu me torne também servo da Sua Palavra. Eu sou o servo que o Senhor escolheu, o servo amado do Pai, mas que o Seu Espírito esteja em mim, para que eu leve a Palavra aos corações, às nações, onde eu estiver e para onde o Senhor me enviar”.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Canção Nova

Deus não faz o milagre pela metade

Isto é obra do Senhor, um milagre aos nossos olhos 

Vamos começar uma jornada testemunhal sobre os milagres que Deus fez em minha vida e na vida da minha família! Espero que, ao conhecer a nossa história, isso seja bom para você. Desejo de todo o coração que você tenha um encontro pessoal com o Senhor, assim como minha família teve.


Conheci a minha esposa aqui na Canção Nova.

Somos de locais diferentes: ela, de Londrina – PR; eu, de Brasília – DF. Viemos na mesma época para a comunidade. Trilhamos um belo caminho de amizade, partilha e transparência. Nos fizemos acompanhar pela comunidade. Sentimos Deus nos conduzindo um para o outro, abençoando as nossas escolhas, confirmando o nosso mútuo sentimento que, com o passar dos anos, culminou no nosso casamento em novembro de 2007.

O primeiro grande milagre 

Esperamos um tempo que julgamos adequado para ter nossos filhos. Um tempo necessário para nos adaptar em uma vida a dois. Então, no meio de 2008, iniciamos nosso “projeto bebê”. Sabíamos que poderíamos ter certa dificuldade, pois nos exames pré-nupciais foi diagnosticado baixa fertilidade em mim. Por mais esforços que fizemos, meu processo não era mais reversível. No entanto, em outubro, nosso pequeno já estava em gestação. Mas que grande alegria! Um milagre aos nossos olhos!

Leia mais:

Minha esposa ri até hoje da minha expressão de surpresa ao receber o resultado do exame de sangue. Eu acho que não soube reagir à notícia. Fiquei petrificado! Uma mistura de alegria, surpresa, medos… Engraçado ficar sem reação, mesmo sabendo que era isso que estávamos buscando. Uma vida! Co-criação com Deus! Uma misturinha nossa!

Lá estava eu, sem saber o que esboçar. Minha esposa estava emocionada e não esperava a minha estagnação! Depois de alguns instantes assim, retomei o controle da minha confusão interior e percebi a decepção que minha esposa estava tendo da minha falta de posicionamento. Soltei o sorriso e a festa que estava já sendo sonhada por nós, levantei-me e dei-lhe um abraço, agora, também, emocionado!


Depois de espalharmos a notícia entre nossas famílias e irmãos de comunidade, mais do que depressa nos dirigimos aos cuidados médicos necessários que essa condição exige. Fomos muito bem assistidos. Buscamos fazer exatamente o que nos era pedido, afinal, já se iniciava nossas responsabilidades com aquele “serzinho” que crescia e se desenvolvia no seio de minha esposa.
A presença de Deus em tudo 

Depois do quinto mês de gestação, minha esposa teve um inesperado aumento de peso. Achando igualmente estranho, a obstetra pediu vários exames que não acusaram nada. Minha esposa passou a ser suspeita de que estaria comendo demais. Mas, nós sabíamos que não era isso. E, como estava tudo normal, ficou por isso mesmo.

Fomos alertados que, pela vigésima sexta ou vigésima sétima semana, poderia haver algum desconforto passageiro e esperado no seu processo gestacional. Pois bem, na vigésima sexta semana, minha esposa começou a sentir uma pressão na nuca, um mal-estar estranho que ela não sabia explicar. Pensamos: “deve ser o tal mal-estar de que a médica nos falou…”. Nos tranquilizamos e esperamos passar, como com tantos outros passaram.

No dia 21 de abril de 2009, antes de dormir, nos pusemos a rezar já no leito para dormir. Ali agradecemos a Deus pelo tempo vivido, pelo dom da vida, pela serenidade de todo o processo gestacional até ali e, de modo especial, rezamos pelo futuro.

Colocamo-nos nas mãos de Deus mais uma vez. Renovamos ali a nossa entrega a Ele e pedimos que Sua Mão poderosa continuasse a repousar sobre nós e nos livrasse de todo mal.

Ainda lembro-me que nosso pequeno menino movia-se, vigorosamente, na barriga de minha esposa, como que exultando de alegria pela presença de Deus, que sempre nos ouve e nos sentíamos próximo a d’Ele. Com o coração tranquilo, fomos repousar.
A grande prova

Na madrugada, acordei com minha esposa a andar pela casa. Fui-lhe ao encontro e ela dizia que estava com dor de cabeça, dores na barriga, sentia um mal-estar estranho. Depois de algumas horas, ainda com esses sintomas, ligamos para a médica que recomendou um remédio e que nos esperava logo cedo em seu consultório.

Após medicá-la ali na sala de casa, deitei-me e cochilei. Ela ainda ia e vinha, de quando em quando, do quarto para a sala sem encontrar repouso. Às cinco e pouco da manhã acordo com ela vindo do quarto para a sala. Perguntei como estava. Ela, ligando a televisão e sentando, disse-me que algo estranho estava acontecendo. Alguma coisa escurecia sua visão. Ela mostrou-me a TV e disse não ser capaz de ler as letras que corriam na tela. Logo, ela entrou em processo de convulsão.

Apavorado, bati nas portas de meus vizinhos que vieram acudir-me! Chamamos a ambulância e nos dirigimos velozmente ao hospital que era numa cidade vizinha.

Uma irmã médica da comunidade, Doutora Márcia Mayumi, nos acompanhou e até ali nada me disse. Já havia ligado para a obstetra que chegou junto conosco ao hospital.

Depois de tomar controle da situação e de medicá-la, a encaminhou para a UTI e só me disse: “Sua esposa teve eclâmpsia e está em estado gravíssimo! Vou me concentrar em salvar a vida dela. Do bebê eu não garanto!”. E ela se foi e eu fiquei ali, sem entender. Aquele estado petrificante tomou-me novamente. “Eclâmpsia”. O que é isso?
Agora faço uma pausa na narrativa para a gente meditar um pouco

Veja que, de acordo com todo o relato, tudo parecia “idealmente perfeito!”. Fazíamos tudo certinho, procurando ser fiéis a Deus e aos homens em cada passo. De repente, cai um balde de água gelada em nós e, “sem merecer”, entramos num processo de dor e sofrimento tão profundo que atingia até os nossos ossos!

Exatamente assim começam várias de nossas crises de fé. Nos nossos dias, quantos de nós não aceitamos a dor e o sofrimento por achar que não merecemos… Parece que fazemos com Deus uma espécie de contrato: “Eu vou procurar ser fiel e o Senhor atende meus pedidos, ok?”. Parece feio dizer essas coisas, no entanto, (internamente) sem o nosso consentimento, falamos exatamente isso pra Deus. Esperamos exatamente isso d’Ele. Pautamos nosso proceder exatamente com esse fim!

Hoje, eu paro por aqui. E te convido a meditar por um tempo nessa realidade. Sem medo procure em si, no seu trato com Deus, no jeito de como você O vê, se você se identifica com o que disse acima. Quer uma ajuda? Pense o que você espera das pessoas a partir do modo de como você se relaciona com elas, e veja se com Deus você não faz o mesmo.

Continuamos semana que vem com a narrativa da nossa história.

Deus te abençoe!

Roger de Carvalho
Missionário da Canção Nova

SANTA MARGARIDA

Margarida nasceu no ano 275, em Antioquia de Pisídia. Órfã de mãe desde pequena e filha de um sacerdote pagão e idólatra, Margarida tinha tudo para jamais se aproximar de Deus. Mas algo divino aconteceu: o pai acabou confiando sua educação a uma ama extremamente católica e a vida de Margarida seguiu outro caminho.

Cresceu muito dedicada às coisas do espírito. Mas o pai começou a perceber que ela não ia aos cultos ou mesmo ao templo, para participar dos sacrifícios aos deuses. Ele não suspeitava que ela participasse escondida dos cultos cristãos até o dia em que alguém o alertou.

Foi aí que começou o suplício de Margarida. Ele exigiu que ela abandonasse o cristianismo. Como ela se recusou, primeiro lhe impôs um severo castigo, mandando a jovem para o campo trabalhar ao lado dos escravos. Depois, como nem a força fazia a filha mudar de ideia, entregou-a as autoridades para que fosse julgada.

O martírio da jovem Margarida foi terrível. Diante das autoridades, negou-se a abandonar sua fé. Começaram então os suplícios físicos e psicológicos. Margarida foi açoitada, depois teve o corpo colocado sobre uma trave e rasgado com ganchos de ferro. Diz a tradição que a jovem ainda foi queimada, jogada num rio gelado e finalmente decapitada.

Ela morreu no dia 20 de julho de 290, com a idade de quinze anos e a fama de sua santidade espalhou-se rapidamente pelo Oriente e pelo Ocidente.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

REFLEXÃO 
Outra vez celebramos a memória de uma mártir cristã. Desejosa de unir-se ao Cristo, Margarida suportou os maiores sofrimentos sem desanimar. Soube colocar seu amor a Deus em primeiro lugar. Tantas vezes nós reclamamos diante de qualquer sofrimento e desanimamos no menor sinal de fracasso. Lembremos de santa Margarida e peçamos sua intercessão nos momentos de dor.

ORAÇÃO 
Deus de amor e misericórdia, derramai sobre nós, pela intercessão de santa Margarida, as graças necessárias para enfrentarmos as dificuldades do dia a dia. Que o nosso sofrimento se una ao do Cristo Crucificado e nos aproxime cada vez mais das glórias do Reino do Céu. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Guarabira vai sediar Congresso Estadual da Renovação Carismática Católica

O evento acontecerá no Shopping Cidade Luz.


A Renovação Carismática Católica do Estado da Paraíba promove nos próximos dias 31 de agosto e 01 de Setembro, na cidade de Guarabira, o seu Congresso Estadual. São 50 anos de caminhada da Renovação Carismática Católica. O evento será realizado no Shopping Cidade Luz. Em versos, o convite chega até você:

Oh minha irmã e meu irmão
Outra novidade vou contar
Preste muita atenção
Que vai dar o que falar
Hora de preparar sua passagem
Organizar a hospedagem
Que informações eu vou passar

O shopping Cidade Luz
Será território santo
Pois nele vai ter Jesus
O Pai e o Espírito Santo
A Virgem Maria, a Beata Elena Guerra
Frei Damião, todos os santos da terra
E gente de todo canto

Sei que todos estão ansiosos
Mas se aperreiem muito não
Temos pacotes maravilhosos
Pra se adequar à sua condição
No link você vai clicar
Pra caravana organizar
Do Litoral ao Sertão

Você pode conferir
Sua hospedagem nas escolas
Mas se você preferir
Temos hotéis e pousadas: vambora!
Só não pode lamentar
Depois que o congresso acabar
E você ter ficado de fora.


Pascom – Pastoral da Comunicação
Diocese de Guarabira

EVANGELHO DO DIA (Mt 12,1-8)

ANO "C" - DIA: 19.07.2019
15ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

1Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido fazer em dia de sábado!”

3Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma?

6Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo. 7Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A vida está perecendo por falta de misericórdia"

“Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado” (Mateus 12,7).

Os fariseus estavam preocupados, porque os discípulos de Jesus, tendo fome, começaram a apanhar espigas para comer, e era dia de sábado. A preocupação deles, no entanto, não era com a fome dos discípulos, mas com o sábado. A preocupação deles não era com a situação da pessoa humana, mas era a preocupação da lei pela lei.

Não podemos fazer pouco-caso das leis humanas nem das leis divinas, que são sagradas para a existência das relações humanas e da nossa própria relação com Deus.

As leis do Senhor são sagradas, mas nada é mais sagrado do que a lei da vida; mas a lei da vida não é só a vida enquanto o direito de nascer. Não, não podemos impedir que a vida humana nasça. A união do óvulo com o espermatozoide gera uma nova vida, e essa vida tem de ser respeitada, acolhida e amada. A vida, desde o momento de sua concepção até o entardecer, quando um irmão nosso está no leito de uma cama, de um hospital, padecendo à enfermidade, ele tem vida.
A vida humana está perecendo por falta de amor, de cuidado e misericórdia

É nossa responsabilidade cuidarmos da vida, é nossa responsabilidade darmos o melhor para a vida. Não importa se é sexta-feira, sábado ou domingo, não importa que dia seja, o que importa é a vida acima de toda e qualquer situação.

Façamos o melhor de nós. Demos o melhor de nós por causa da vida, porque se o Senhor está dizendo: “Eu quero a misericórdia e não o sacrifício”, é porque nós podemos fazer muitos sacrifícios para agradar a Deus.

Quando queremos, fazemos promessas, penitências e cumprimos preceitos religiosos – que os façamos! –, mas que tudo isso esteja a serviço da vida. Se temos tempo para rezar, para fazer penitência, façamos as nossas orações, mas não descuidemos da vida humana. Não descuidemos daquele que passa fome, daquele que passa necessidade e aflição, porque a vida humana está perecendo por falta de amor, de cuidado e misericórdia.

Se o irmão morre de frio, não é porque faltou cobertor, mas é porque faltou o calor humano para cuidar dele. Se o irmão padece de fome, não é porque falta alimento no mundo, mas falta misericórdia, bondade e cuidado. Estamos preocupados com os nossos preceitos religiosos, estamos preocupados apenas em cumprir as nossas obrigações religiosas, ficamos no devocionismo, mas não voltamos a cuidar uns dos outros.

É nossa missão cuidarmos dos nossos irmãos, é nossa missão não restringirmos a nossa religião às leis e aos preceitos religiosos. “Vou à missa todo domingo. Rezo meu terço. Faço a minha adoração”. Mas como fazemos adoração e não fazemos adoração para cuidar de Jesus sofredor? Como rezamos, como fazemos jejum, mas não nos preocupamos com quem não tem o que comer nenhum dia da vida?

A religião de Jesus é a religião da vida em Deus, que nos leva a cuidar do próximo seja qual for a necessidade que ele passe.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Canção Nova