segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

PHN: uma escola de vencedores

Imagem relacionadaAguente firme porque é assim que eu e você receberemos a coroa da vida

Nossa vida é um campo de batalha, pois travamos, dia a dia, uma luta corpo a corpo com o pecado. É a prova pela qual passamos. Se lutamos e vencemos, adquirimos têmpera como o aço doce que passa pelo fogo. Se cedermos ao pecado, seremos sempre aço mole e quebradiço que não resiste a coisa alguma pois não adquiriu têmpera.

Nós só adquirimos têmpera quando lutamos e dominamos o pecado na nossa própria carne. Em outras palavras: é pelo PHN, essa decisão maravilhosa de dominar e vencer o pecado a cada dia, que adquirimos têmpera. São Tiago nos explica bem isso: “Feliz aquele que suporta a provação, porque, uma vez provado, receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam” (Tg 1,12).

É preciso suportar a provação. Eu gosto de dizer isso e repito sempre: provação quer dizer provação! É como as provas de escola, ou as provas na pista de atletismo. Não há provação sem provação! E suportar quer dizer suportar! É o oposto de ceder. Quem vive cedendo ao pecado, não chega a coisa alguma. Será sempre mole como o aço doce.

Suportar é sinônimo também de aguentar. Por isso, eu só posso lhe dizer: aguente, meu irmão! Aguente, minha irmã! Você é um vencedor e precisa vencer. Aguente firme porque é assim que eu e você receberemos a coroa da vida.

Deus o abençoe!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

SÃO VUNIBALDO

Nobre de coração e de linhagem, Vunibaldo nasceu em 701. Era filho de Ricardo, rei da Inglaterra e irmão de Vilibaldo e Valburga, todos também santificados pela igreja. 

Em 720 partiu com o pai e o irmão em peregrinação para a Terra Santa, passando antes por Roma. Mas seu pai adoeceu durante a viagem e morreu na cidade italiana de Luca. Os dois irmãos ficaram juntos em Roma, por dois anos e depois seguiram rumos diferentes. 

Em 738, Vunibaldo foi ordenado sacerdote e foi auxiliar a evangelização da Alemanha, ao lado do tio Bonifácio. Por algum tempo ficou acompanhando o tio na sua obra apostólica. Porém cada vez mais ansiava pela vida monástica e pela contemplação na solidão. Juntou seus bens e construiu um mosteiro. 

Logo foi nomeado abade, dedicando-se ao apostolado para reforçar a fé da população que vivia mergulhada em situações de pecado. Passou a vida em constante oração. Quando já não conseguia mais caminhar até a igreja, pediu para colocarem um pequeno altar em sua cela. Pouco tempo depois morreu, em 18 de dezembro de 761. 


Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR




REFLEXÃO Vunibaldo tinha fama de santidade em vida. O seu culto se difundiu principalmente entre os povos germânicos. A biografia de Santo Vunibaldo foi escrita por sua irmã Santa Valburga, que relatou com detalhes os prodígios que aconteciam com sua simples presença. Vunibaldo dedicou sua vida a oração contemplativa e ao apostolado. Preferia ficar retirado na solidão, mas colocava-se sempre disponível para difundir o Evangelho.


ORAÇÃO Deus de misericórdia, que olhai os seres humanos com bondade e compaixão, criai em nós um coração puro e cheio de desejo de realizar o bem para todos os nossos semelhantes, a exemplo de São Vunibaldo. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

domingo, 17 de dezembro de 2017

EVANGELHO DO DIA (JO 1,6-8.19-28)

ANO "B" -DIA: 17.12.2017
3º DOMINGO DO ADVENTO (ROXO)

Veio um homem, enviado por Deus; seu nome era João. Ele veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz, para que todos pudessem crer, por meio dele. Não era ele a luz, mas veio para dar testemunho da luz. Este é o testemunho de João, quando os judeus enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas para lhe perguntar: «Quem és tu?». Ele confessou e não negou; ele confessou: «Eu não sou o Cristo». Perguntaram: «Quem és, então? Tu és Elias?» Respondeu: «Não sou». — «Tu és o profeta?» — «Não», respondeu ele. Perguntaram-lhe:«Quem és, afinal? Precisamos dar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?» Ele declarou: «Eu sou a voz de quem grita no deserto: ‘Endireitai o caminho para o Senhor!’, conforme disse o profeta Isaías». 

Eles tinham sido enviados da parte dos fariseus, e perguntaram a João: «Por que, então, batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?» João lhes respondeu: «Eu batizo com água. Mas entre vós está alguém que vós não conheceis: aquele que vem depois de mim, e do qual eu não sou digno de desatar as correias da sandália!». Isso aconteceu em Betânia, do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.

COMENTÁRIOS:
«Mas entre vós está alguém que vós não conheceis»

Rev. D. Joaquim MESEGUER García 
(Sant Quirze del Vallès, Barcelona, Espanha)

Hoje, durante o Advento, recebemos um convite à alegria e à esperança: «Vivei sempre contentes. Orai sem cessar.. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo» (1Tes 5,16-18). O Senhor está próximo: «Minha Filha, teu coração é o céu para Mim», lhe diz Jesus a Santa Faustina Kowalska (e, com certeza, o Senhor queria repetir a cada um dos seus filhos). É um bom momento para pensar em tudo o que Ele fez por nós e agradecer.

A alegria é uma característica essencial da fé. Sentir-se amado e salvo por Deus é um grande gozo; saber que somos irmãos de Jesus Cristo que deu sua vida por nós é o motivo principal da alegria cristã. Um cristão abandonado à tristeza terá uma vida espiritual raquítica, não chegará a ver tudo o que Deus fez por ele e, portanto, será incapaz de comunicá-lo. A alegria cristã brota da ação de graças, sobretudo pelo amor que o Senhor nos manifesta; cada domingo o faz comunitáriamente ao celebrar a Eucaristia.

O Evangelho nos apresenta a figura de João Batista, o precursor. João gozava de grande popularidade entre as pessoas simples; mas, quando lhe perguntam, ele responde com humildade: «Pois, então, quem és? perguntaram-lhe eles. És tu Elias? Disse ele: Não o sou. És tu o profeta? Ele respondeu: Não.» (cf. Jn 1,21); «João respondeu: Eu batizo com água, mas no meio de vós está quem vós não conheceis. Esse é quem vem depois de mim; e eu não sou digno de lhe desatar a correia do calçado.» (Jn 1,26-27). Jesus Cristo é Aquele a quem esperamos; Ele é a Luz que ilumina o mundo. O Evangelho não é uma mensagem estranha, nem uma doutrina entre tantas outras, e sim, a Boa Nova que completa o sentido de toda vida humana, porque nos foi comunicada pelo próprio Deus que se fez homem. Todo cristão está chamado a confessar a Jesus Cristo e a ser testemunha de sua fé. Como discípulos de Cristo, estamos chamados a contribuir como o dom da luz. Más além dessas palavras, o melhor testemunho, é e será o exemplo de uma vida fiel.

Profissionais do Amor

Imagem relacionadaQue eu ame Senhor!

O apóstolo são João definiu a Deus como amor. Deus é amor e o amor é Deus; mas eu preciso purificar esse amor, tirar todas as impurezas. As pessoas têm carência de Deus, do amor autêntico. Porém, amor não compramos na loja, precisamos tirar de nós esse amor.

Às vezes precisamos dar mais e mais amor, quando as coisas não vão bem, quando não se tem dinheiro (…) quando as coisas vão bem em casa, rapidamente amamos. Mas, quando as coisas não vão bem, e o amor já está desgastado, é difícil dar amor. Contudo, precisamos tirar amor de dentro de nós para dar ao outro, mesmo quando já estamos um “bagaço”, ainda existe amor para dar.

Estou falando de dar amor e não de receber amor. É preciso dar amor aos filhos quando está tudo bem, mas também quando eles estão revoltados, quando estão nas drogas é preciso continuar dando amor.São João Bosco, dizia que não basta os jovens saberem que são amados, eles precisam tocar nisso. Os jovens da sua cidade que vivem na “balada”, muitas vezes estão lá, procurando amor.

Quanta gente fazendo as piores coisas, roubando, drogando-se, prostituindo-se, porque não teve família ou não sentiu amor. A mãe talvez amava muito os filhos, mas por trabalhar muito não teve tempo de distribuir este amor.

Precisamos ser amadores profissionais. O primeiro sentido da palavra amador é ser que aquele que ama. Quero ser profissional em amar, amar por mais duro que seja. Peçamos esta graça ao Senhor no dia hoje: Que eu ame Senhor!

Que eu seja profissional em amar!

Deus o abençoe!

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

SANTA OLÍMPIA

Olímpia nasceu no ano 361, na Capadócia. Pertencia a uma família muito ilustre e rica dessa localidade, mas ficou órfã logo cedo. Aos vinte anos de idade se casou com o governador de Constantinopla, ficando viúva alguns meses depois. Desejando ingressar para a vida religiosa afastou-se de todos os possíveis pretendentes. 

Esta atitude irritou o imperador Teodósio, que mandou confiscar-lhe os bens. Ao invés de reclamar, Olímpia agradeceu porque não precisaria mais perder tempo com a administração das propriedades. Entretanto o imperador, ao saber da generosidade de Olímpia, acabou restituindo-lhe os bens. Ela pode então continuar suas obras de caridade com maior intensidade. 

Mas seu sofrimento não acabou. Contraiu doenças dolorosas. Conta a tradição que Olímpia jamais pronunciou qualquer reclamação. Desse modo de tornou um modelo perfeito aos cristãos de seu tempo. Era tão competente que aos trinta anos de idade se tornou diaconisa da Igreja, dignidade só concedida às viúvas com mais de sessenta anos. Olímpia morreu no ano 408. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

REFLEXÃO 
Olímpia significa aquela que é celestial. A vida desta santa era um motivo constante para dar glórias a Deus, amando seus perseguidores e aceitando fielmente os sofrimentos da vida. Em tudo soube colocar Deus em primeiro lugar, fazendo sempre a vontade daquele que o redimiu.

ORAÇÃO 
Pai de bondade e amor, abençoai nossa vida e daí-nos viver de acordo com o exemplo de santa Olímpia, que em tudo seguiu os caminhos de Cristo, vosso filho e senhor nosso. Inspirai-nos gestos concretos de solidariedade com os mais pobres e abandonados. Amém.

sábado, 16 de dezembro de 2017

EVANGELHO DO DIA (Mt 17: 10-13)

ANO "A" - DIA: 16.12.2017
2ª SEMANA DO ADVENTO (ROXO) 

- O Senhor esteja com você.
- Ele está no nosso meio.
- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + de acordo com Mateus. 
- Glória a você, Senhor.

10 Seus discípulos perguntaram-lhe: "Por que, então, os escribas dizem que Elias deve vir primeiro?" 11 Ele respondeu: "De fato, Elijah deve vir restaurar tudo. 12 Eu lhe digo, no entanto: Elijah já veio, mas eles não o reconheceram, mas fizeram o que queriam com ele. Assim também o Filho do homem terá que sofrer com eles. " 13 Então os discípulos entenderam que se referia a João Batista.

- Palavra de Salvação.
- Glória a você, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Encontremos no sofrimento a bênção de Deus"

Quando o sofrimento vem bater à nossa porta, Deus vai à frente para dizer que está sofrendo conosco

“Ora, eu vos digo: Elias já veio, mas eles não o reconheceram. Ao contrário, fizeram com ele tudo o que quiseram. Assim, também, o Filho do Homem será maltratado por eles” (Mateus 17,12).

Os judeus esperavam a volta de Elias; ele era um profeta bem reconhecido no Antigo Testamento, era o maior dos profetas por tudo aquilo que ele significou na profecia de Israel, no ensino da vontade de Deus, pela vida austera que levou, pela amizade e intimidade que tinha com o Senhor.

A crença era que Elias deveria voltar, mas não entenderam a lógica divina. Não é que Elias se encarnaria novamente para se fazer presente, mas o “espírito” de Elias. O que ele trazia como o ardor da presença de Deus, no meio do povo, veio na figura de João Batista.

João Batista representou Elias para o povo, mas eles não o reconheceram, não é que João fosse o Elias encarnado, mas os valores dele estavam presentes na vida de João Batista.

Muitos foram ao encontro de João e deixaram-se batizar por ele, acolherem as suas palavras, porém, muitos caçoaram, desprezaram e ridicularizaram João, viram nele um louco ou algo parecido.

Jesus está dizendo: “Assim como fizeram com João, além de não o reconhecerem como um sinal profético, o desprezaram, da mesma forma farão com o Filho do Homem”. O Filho do Homem será maltratado, não será reconhecido, e sabemos que Ele, depois de tudo isso, ainda será crucificado e morto pelos homens.

O desprezo é o não reconhecimento, desprezar quer dizer não acolher, é, acima de tudo, expulsar aquela presença sagrada do meio das nossas vidas.

Não podemos desprezar a presença de Deus do nosso meio, não façamos isso de modo algum. Sabemos que, se não fazemos isso de forma direta, nós o fazemos pela indiferença, pelo pouco caso, não reconhecemos onde Deus se faz presente no meio de nós.

Eu poderia citar a Palavra de Deus, os sacramentos, mas existem visitas de Deus ao nosso meio que são ignoradas e desprezadas, sobretudo, quando Deus se manifesta na pessoa do próximo. Não existe visita mais próxima de Deus em nosso meio, do que a visita d’Ele por meio do sofrimento e dos sofredores.

Não quer dizer que Deus nos quer sofrendo, porém, quando o sofrimento vem bater à nossa porta, Deus vai à frente para dizer que está sofrendo conosco e que está ao nosso lado.

Quando encontro um sofredor, alguém sofrendo de verdade, na minha casa, na minha família, na sociedade onde estamos, ali é o lugar de nos encontrarmos com Deus, é o lugar de acolhê-Lo, ali está a pessoa de Deus presente no meio de nós.

Não desprezemos o sofrimento, como se ele fosse uma maldição, mas encontremos a bênção no sofrimento porque Deus fala, se faz presente, se faz companheiro, solidário, se faz um conosco; naquilo que sofremos e passamos.

Acolha os sofredores, não olhe para eles como desgraçados, desprezados. Olhe para eles como um sinal de que, Deus fala, e está presente no meio de nós.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo
Sacerdote da Canção Nova

Deus é bom!

Imagem relacionadaA bondade do Senhor dura para sempre

Moisés, um dia pediu a Deus: “‘Mostra-me a tua glória. E o Senhor respondeu: ‘Farei passar diante de ti toda a minha bondade’” (Ex 33,18).

A riqueza de Deus é a Sua Divina Misericórdia para com todas as criaturas. Toda a bondade está em Deus Pai, e somente n’Ele alguém pode ser bom. Embora o mal pareça vencer no mundo, ele nunca prevalecerá, porque a bondade do Senhor dura para sempre. A maldade e a malícia humana podem acumular mal sobre mal, mas, acima delas, está a benevolência de Deus que nunca muda, pois Ele é bom e sabe transformar o que é mal em bem.

Em Jesus Cristo, Deus transforma em bondade o que antes era iníquo, porque em Seu amor Ele se entregou à morte de cruz, por pura misericórdia e generosidade. Que alívio para nós! Que consolo! Que força! Vamos rezar, louvando o Senhor e dizendo sempre: Deus é bom

Jesus, eu confio em Vós!

Luzia Santiago
Cofundadora da Comunidade Canção Nova

SANTA ADELAIDE

Adelaide nasceu em 931, filha do rei da Borgonha. Casou cedo com o rei Lotário, na Itália. Mas três anos depois ficou viúva. Seu marido foi morto numa batalha. O rei adversário enviou Adelaide para a prisão, onde sofreu maus tratos terríveis. 

Contudo ajudada por amigos leais, conseguiu a liberdade. Viajou para a Alemanha para pedir o apoio do imperador Oton. Esse, além de lhe devolver a corte, casou-se com ela. Assim, tornou-se a imperatriz Adelaide, caridosa, piedosa e amada pelos súditos. 

Mas o infortúnio a acompanhava. Ficou viúva de novo e passou a ajudar o filho, Oton II, no governo. Mas o filho casou-se com uma imperatriz grega, Teofânia, maldosa e ciumenta, que passou a perseguir a rainha, até conseguir que ela fosse exilada. Fugiu para Roma, mas a preocupação com o seu reino não a abandonava. Lembrava dos pobres que precisavam de seu auxílio. 

Alguns anos depois o filho arrependeu-se e mandou buscar sua mãe. Adelaide se reconciliou com filho e a paz voltou ao reino. Entretanto o imperador morreria logo depois. Teofânia, sua nora, agora regente, pretendia matar a sogra. Só não morreu, porque Teofânia foi assassinada antes, quatro semanas depois de assumir o governo. 

Adelaide se tornou a imperatriz regente da Alemanha. Administrou com justiça, solidariedade e piedade. Nos últimos anos de vida Adelaide foi para o convento beneditino na Alsácia. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no dia 16 de dezembro de 999. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

REFLEXÃO 
A vida de Santa Adelaide emociona pelos sofrimentos que passou. De rainha tornou-se prisioneira, sofreu maus tratos e passou por diversas privações, para depois, finalmente assumir um império. Tudo isso dentro da honestidade, vivendo uma existência piedosa, de muita humildade e extrema caridade para com os pobres e doentes.

ORAÇÃO 
Faça, Senhor Deus, nosso Pai, que aspiremos incansavelmente ao descanso que nos preparastes em vosso reino. Dai-nos forças e inteligência nesta vida, para suportarmos as agruras que nos rodeiam; para promovermos o bem e a justiça e servirmos nossos irmãos. Amém.