Ano B - Dia: 10/11/2012- 31ª semana do Tempo Comum (cor verde)

Por isso eu digo a vocês: usem as riquezas deste mundo para conseguir amigos a fim de que, quando as riquezas faltarem, eles recebam vocês no lar eterno. Quem é fiel nas coisas pequenas também será nas grandes; e quem é desonesto nas coisas pequenas também será nas grandes. Pois, se vocês não forem honestos com as riquezas deste mundo, quem vai pôr vocês para tomar conta das riquezas verdadeiras? E, se não forem honestos com o que é dos outros, quem lhes dará o que é de vocês?
- Um escravo não pode servir a dois donos ao mesmo tempo, pois vai rejeitar um e preferir o outro; ou será fiel a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e também servir ao dinheiro.
Os fariseus ouviram isso e zombaram de Jesus porque amavam o dinheiro. Então Jesus disse a eles:
- Para as pessoas vocês parecem bons, mas Deus conhece o coração de vocês. Pois aquilo que as pessoas acham que vale muito não vale nada para Deus.
Comentário do Evangelho
"A riqueza iníqua"
Esta fala de Jesus complementa a parábola do administrador desonesto e esperto (Lc 16,1-8). A tônica é a iniquidade do dinheiro e os fariseus são mencionados como sendo amigos do dinheiro, e zombavam de Jesus.
Na tradição cristã antiga, os Padres da Igreja tinham grande empenho em denunciar a injustiça da acumulação de riqueza. Isto porque tinham consciência de que esta acumulação se faz com o sacrifício das maiorias humildes, tímidas e submissas. Estes Padres da Igreja já proclamavam o sentido social dos bens da criação. A riqueza iníqua acumulada por alguns é obtida pela espoliação dos demais. Assim, cabe a justa partilha dos bens para que todos tenham condições dignas de vida.
Hoje, os arrogantes e poderosos adoradores do dinheiro desrespeitam os direitos humanos e matam pela fome e pela guerra. Tornam-se assim detestáveis para Deus e para os povos.
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