ANO "A" - DIA: 27.10.2017
29ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 54Jesus dizia às multidões: “Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. 55Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. 56Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? 57Por que não julgais por vós mesmos o que é justo?
58Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. 59Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
COMENTÁRIOS
"Analisemos o que é melhor para nossa vida"
Somos bons para analisar tantas coisas da vida, mas nos tornamos pobres na forma de analisar o que é essencial para a nossa vida
“Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? Por que não julgais por vós mesmos o que é justo?” (Lucas 12,56-57).
Jesus está advertindo, falando com muita seriedade para os Seus, porque todo mundo sabe distinguir os sinais do tempo e da terra, sabemos quando vai chover, quando a tempestade está vindo, quando o tempo fechou e está nublado, quando o sol vai chegar, ou seja, sabemos reconhecer a natureza das coisas, mas não reconhecemos a nossa própria natureza, não sabemos distinguir o que é certo e o que é errado, o que nos convêm do que não convêm.
Não sabemos distinguir o tempo em que vivemos, o tempo em que estamos nem a forma como vivemos. Essa é uma forma de sermos também negligentes com a graça de Deus, de não termos prudência, discernimento naquilo que fazemos ou na forma como levamos a vida.
Sabemos, no mínimo do bom senso, que muitas coisas nos levarão a ficar doentes, mas somos tão negligentes com a vida, que é preciso um médico, um atestado, exames para mostrar que nossa saúde está correndo riscos. Não precisa ninguém falar que o cigarro vai estragar os nossos pulmões, até uma criança sabe disso, nós sabemos, mas fingimos não saber. Dei o exemplo do cigarro, para falar de tantas coisas que nós comemos, de tantas situações da vida que levamos, para depois dizermos: “Senhor, socorra-me!”. No entanto, somos nós quem nos expomos, não fazemos discernimento do que nos convêm e do que não convêm.
Somos bons para analisar tantas coisas da vida, mas nos tornamos pobres – para não dizer que somos miseráveis – na forma de olhar, analisar o que é essencial para nossa vida, as posturas que temos diante dos outros, diante dos acontecimentos e assim por diante.
É fundamental o dom do discernimentos não é só para aquilo que temos como prioridade, mas sim discernir todas as coisas. É discernir se devemos sair dirigindo, porque a estrada não está boa, porque o tempo está fechando. Discernir se devemos comprar ou não tal coisa, se é a hora de falar ou não, se devemos ou não fazer assim. Não levemos a vida de qualquer jeito.
A sabedoria de Deus está no ar. A sabedoria que nos leva a saber os sinais dos tempos é maior e mais sensível para discernir o que devemos ou não fazer. Se não nos aplicamos para buscá-la, ela também não pode nos ajudar. Precisamos nos aplicar em ser dóceis, porque a sabedoria vai guiar os nossos passos.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo
Sacerdote da Canção Nova
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