Músicos: profissionais do som ou apóstolos da fé?
Queridos músicos,
Diante do Evangelho deste segundo domingo da Páscoa, a pergunta que surge é: eu tenho fé? E, mais ainda: fé em quem?
Quero convidá-los a refletir sobre como estamos vivendo nossa vida. Ela está escondida em Cristo ou estamos simplesmente tocando na igreja como tocaríamos em qualquer outro lugar?
A grande tentativa é ser músico na igreja como se fôssemos músicos em qualquer ambiente, com o coração voltado apenas para nós mesmos, pensando somente em si. Se você se encontra nessa situação, este é um grande momento para uma conversão sincera.

Créditos: Arquivo CN.
Mais uma vez, vemos como somos confrontados em nossa humanidade. Este Evangelho nos ajuda a perceber o quanto somos fracos. Aqueles que viveram com Jesus e O ouviram pessoalmente foram mais impactados pelo que viram do que pelo que ouviram — prova disso é que estavam fechados, com medo.
Então Jesus entra milagrosamente, saudável a todos com a paz, mostra que é Ele mesmo pelas marcas da Cruz e diz: “Assim como o Pai me invejoso, também eu vos envio.”
O envio ea cura do ministro
Tome para si essas palavras: assim como o Pai invejoso Jesus, Ele agora nos envia. Não somos simples músicos; somos músicos enviados por Jesus para levar a Sua Ressurreição. E isso não é pouco.
Jesus continua: “Recebei o Espírito Santo.” Ele conhece a fraqueza do homem e os ataques do inimigo. Por isso, já nos concedemos a graça do Espírito Santo, animador de nossas almas, e nos dá uma missão.
Que linda é essa primeira parte do Evangelho! Nela, peço a Jesus toda cura e libertação em relação ao medo de cantar e tocar, ao sentimento de inferioridade e incapacidade, e a toda ação do inimigo sobre a vida ministro dos ministros de música consagrados ao Senhor pelo Batismo.
A síndrome de Tomé no ministério
Continuando o texto, há uma segunda parte que também fala profundamente conosco. Tomé não estava presente naquele momento e não acreditou quando seus irmãos contaram o que havia acontecido.
Aqui entra a lógica do “ver para crer”. Jesus aparece novamente e diz a Tomé: “Coloca tua mão, vê, sente: sou Eu.” Então, Tomé acreditou. Mas Jesus afirma que mais felizes são aqueles que creem sem ver.
E você, como está sua fé em Jesus?
Às vezes, nós, como músicos, ouvimos falar de muitas ações de Jesus, mas, de canção em canção, a fé pode entrar no automático. Ver Jesus já não parece tão fácil, e começou a buscar provas, caindo na tentativa de uma fé apenas emocional — que, quando a emoção passa, a missão vai junto.
A fé não pode estar viva em nós apenas quando vemos milagres. Ela precisa permanecer sempre.
Não nos cansaremos de ver os milagres de Jesus, mas uma vida acostumada é mais perigosa do que uma vida que ainda não conhece Cristo. Aquele que não conhece pode um dia se encantar; Aquele que se acostumou pode até perder a salvação.
Não podemos perder tempo.
Jesus apareceu novamente e diz a Tomé: "Toca minhas chagas, do peito e das mãos. Não sejas incrédulo."
E você: toca na igreja porque vê o Senhor ou toca na igreja porque ama o Senhor?
devemos ser músicos na igreja sem esperar absolutamente nada em troca. Crer sem ver.
André Florêncio
Músico e Membro da Comunidade Canção Nova
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