sexta-feira, 24 de julho de 2026

XI Encontro Nacional da Pastoral do Turismo debate turismo sustentável e evangelização em Lorena (SP)


Entre os dias 3 e 6 de setembro, a cidade de Lorena (SP) sediará o XI Encontro Nacional da Pastoral do Turismo (PASTUR Brasil), que reunirá agentes da Pastoral do Turismo, lideranças da Igreja Católica, pesquisadores, gestores públicos, profissionais do turismo e representantes de diversas regiões do país. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma oficial do evento: (AQUI).

Com o tema “Caminhos Sustentáveis e Transformação”, o encontro será realizado no Seminário Diocesano de Lorena e terá como foco a reflexão sobre o papel da Pastoral do Turismo na promoção de um turismo pautado pela evangelização, hospitalidade, sustentabilidade, valorização da pessoa humana e cuidado com a 

Casa Comum.
A programação contará com palestras, mesas de diálogo, minicursos, visitas técnicas e momentos de espiritualidade, além de debates sobre turismo responsável, economia circular, inteligência artificial aplicada à hospitalidade, presença digital na evangelização e fortalecimento dos núcleos da Pastoral do Turismo em todo o Brasil.

Entre os convidados estão o assessor eclesiástico nacional da Pastoral do Turismo, padre Manoel de Oliveira Filho, o pesquisador Alexandre Panosso Netto, o gestor de projetos João Gouveia, representantes da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, guias de turismo especializados em turismo religioso e integrantes da coordenação nacional da PASTUR.

Além da formação, os participantes conhecerão experiências de turismo religioso e peregrinação na região do Vale do Paraíba, incluindo visitas técnicas à Diocese de Lorena e à Arquidiocese de Aparecida, reconhecidas pela forte tradição de acolhimento aos peregrinos.

O encontro é promovido pela Coordenação Nacional da Pastoral do Turismo, em parceria com a Pastoral do Turismo da Diocese de Lorena, fortalecendo a missão da Igreja na promoção de um turismo que favoreça a fé, a cultura, a inclusão, o desenvolvimento sustentável e a valorização dos territórios.
Serviço

Evento: XI Encontro Nacional da Pastoral do Turismo (PASTUR Brasil)
Tema: Caminhos Sustentáveis e Transformação
Data: 3 a 6 de setembro de 2026
Local: Seminário Diocesano de Lorena – Rua Wenceslau Brás, 664, Cidade Industrial, Lorena (SP)
Realização: Coordenação Nacional da Pastoral do Turismo e Pastoral do Turismo Diocese de Lorena
Contato para imprensa: Paulo Duarte – (12) 99171-4187
E-mail: pastur.br@gmail.com
Instagram: @pastur.br

O Papa ao presidente Mattarella: obrigado pela atenção à vida eclesial da Itália


Leão XIV enviou um telegrama ao presidente da República Italiana por ocasião de seu 85º aniversário, garantindo suas orações pela “alta missão” desempenhada a serviço do povo e confiando-o à intercessão dos santos padroeiros do país, Francisco de Assis e Catarina de Siena.

Vatican News

Gratidão pela “atenção constante” com que é acompanhada a “vida eclesial e social” da Itália e a confiança depositada em seus santos padroeiros, Francisco de Assis e Catarina de Siena. É assim que o Papa Leão XIV se dirige ao presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, em um telegrama enviado nesta quinta-feira, 23 de julho, por ocasião de seu 85º aniversário. Um desejo que, segundo o texto, é acompanhado da bênção apostólica concedida aos familiares, aos colaboradores e à própria “querida Itália”.

A visita de Leão ao Quirinal
O Bispo de Roma havia visitado o Quirinal no último dia 14 de outubro de 2025, proferindo um discurso centrado no multilateralismo e no apoio às famílias em uma Europa onde a natalidade está, como observou Leão, em “notável declínio”. O Papa também se detivera nas guerras em curso no mundo, convidando a olhar para os rostos dos muitos “atingidos pela ferocidade irracional daqueles que, sem piedade, planejam a morte e a destruição” nas inúmeras guerras “que devastam nosso planeta” e a ouvir seu clamor. Mattarella, por sua vez, havia destacado a ação de Leão XIV voltada para a “centralidade da pessoa humana” e o diálogo. Um compromisso reiterado e elogiado várias vezes pelo presidente em outras mensagens enviadas ao Pontífice, como a enviada um ano após o início do ministério petrino e por ocasião da Páscoa.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 13,18-23)

ANO "A" - DIA: 24.07.2028
16ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18 "Ouvi a parábola do semeador: 19 Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20 A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21 mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. 22 A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. 23 A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Deus semeia a Sua graça sem medidas"

Deus semeia a Si mesmo em toda alma e espera os frutos
“O que foi semeado em terra boa é aquele que ouve a palavra e a compreende.” (Mateus 13,18-23)

Irmãos e irmãs, estamos na dinâmica ainda das parábolas que funcionam como um filtro, que abre o nosso coração para as realidades sagradas, sobrenaturais. Deus não seleciona o solo.

Ele semeia sem olhar nossos limites
Ele não seleciona o solo, na verdade, Ele lança a semente, que simboliza a graça. Assim Ele faz com cada um de nós. Todos nós recebemos abundantes graças, pois muitas sementes são lançadas, abundantes graças de Deus, e nós as recebemos sem medidas. A receptividade, contudo, é diferente. Pode ter um coração fechado ou um coração aberto. Deus semeia sua graça até mesmo onde tal realidade parece desperdício. “Nossa, mas por que Deus está lançando graça e semente nesta terra perdida, cheia de espinhos, cheia de pedras?” Ele, ainda assim, lança a graça. Deus não seleciona previamente quem a merece. Ele não age assim. A graça é oferecida até onde parece inútil.

A lógica de Deus está na generosidade
Alguma vez você sentiu que a graça que Deus lhe concede parece inútil? Talvez seja a nossa realidade. Mas vemos, no texto de hoje, que há a beleza do excesso divino, uma generosidade que ultrapassa a lógica humana. A lógica humana fica nos espinhos, a lógica humana permanece nas pedras, mas Deus vai além.

Na verdade, irmãos e irmãs, a semente é uma presença viva de Deus em nossa alma, e se acolhermos essa semente, ela reorganiza tudo e gera fecundidade para as realidades sagradas em cada um de nós, para as realidades sagradas em nossa vida.

Cooperar com o Senhor para gerar frutos
E a boa terra? A boa terra é alguém que, primeiramente, permite ser trabalhado por Deus, portanto, é alguém humilde. Um segundo ponto é alguém que persevera, mesmo sem consolações, ainda que tudo pareça muito difícil, e a boa terra ordena sua vida, organiza a sua vida segundo Deus.

Essa parábola revela uma tensão essencial da nossa existência. Deus age primeiro, e isso é a graça, mas o ser humano pode resistir, ou seja, limitar essa ação em sua vida ou pode cooperar. Todos nós somos chamados a cooperar com a graça de Deus.

Deus semeia a Si mesmo em toda a alma, mas a transformação depende de como essa alma responde. Como você vai responder à graça de Deus neste dia? Que seja com cooperação e abertura de coração.

Sobre você, desça e permaneça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


Sangue do Bom Jesus, dado a nós na Eucaristia


Qual é o valor do Corpo e Sangue de Jesus?

A memória da Paixão de Jesus, que se faz cada vez que nos voltamos ao seu Preciosíssimo Sangue, está indissoluvelmente unida à Santíssima Eucaristia, ao Sangue Eucarístico do Senhor.

Muitas vezes, quando celebramos a Sagrada Eucaristia, temos bem presente a última Ceia do Senhor. Essa Ceia foi a primeira de todas as celebrações eucarísticas. Mas a própria última Ceia de Jesus não se entende sem referência à Sua Paixão; ao mesmo tempo, a Ceia foi o modo mais eloquente com que Jesus expressou o sentido que Ele mesmo daria à morte, que iria sofrer no dia seguinte.

Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

Na noite em que ia ser entregue, celebrando com os apóstolos a última Ceia, o Bom Jesus “tomou o pão, deu graças, partiu-o e lhes deu, dizendo: ‘Isto é o meu corpo, que é dado por vós'” (Lc 22,19). Também “pegou o cálice, deu graças, passou-o a eles, e todos beberam. E disse-lhes: ‘Este é o meu sangue da nova Aliança, que é derramado por muitos’.” (Mc 14,23-24).
Sacrifício da Cruz

Nos sinais do pão e do vinho, Jesus entregou seu Corpo e Sangue, isto é, sua vida, entregou-se a si mesmo, antecipando o sacrifício da cruz. Sem ela, a Ceia seria um anúncio sem realização, uma promessa sem cumprimento.

Por outro lado, sem a Ceia, a Cruz correria o risco de não ser compreendida: quem poderia ver, na execução de um condenado, o sacrifício da nova e eterna aliança, se Aquele mesmo que foi morto não mostrasse como entendia a própria morte? “Ninguém me tira a vida, mas eu a dou por própria vontade” (Jo 10,18): mostrou-o na Ceia, antecipando a entrega que faria na cruz.

Nas Missas que celebramos, obedecendo à Palavra do Senhor – “fazei isso em memória de mim” –, também tomamos o pão e o cálice, recordando a morte e a ressurreição de Jesus; e no pão e no vinho consagrados, é oferecida a nós, como foi aos apóstolos naquela Ceia, a própria vida de Jesus, Ele mesmo, oculto no sinal do sacramento.
Espírito Santo

Tudo isso é possível pela força do Espírito Santo. “Impelido pelo Espírito Eterno, Cristo ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha” (Hb 9,14). Esse Espírito garante que o mistério da cruz e da Ressurreição, antecipado na Ceia e recordado em nossas Missas, não seja uma mera lembrança psicológica, mas contenha Aquilo que simboliza.

Justamente por ser eterno, o Espírito Santo faz com que o sacrifício de Cristo, o próprio Jesus morto e ressuscitado, esteja sempre presente em todo o tempo, nos sinais do pão e do vinho que consagramos. Mais ainda, Espírito Eterno faz com que os homens e mulheres de todos os tempos, recebendo a comunhão, participem da graça e da bênção obtidas pela morte e ressurreição do Senhor.

Leia mais:
Em memória da Paixão

Nos dois sinais sacramentais, pão e vinho, estão presentes o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Cristo, pelo que basta a comunhão em apenas um deles para se receber Jesus inteiro. Também, já no sinal do pão, partido e dado, e, mais ainda, na própria existência de dois sinais, Corpo e Sangue, é expressa a morte do Senhor. Mas é no sinal do vinho que o simbolismo da Paixão aparece de modo mais marcante.

Do mesmo modo como o pão traz à memória a encarnação de Jesus (com razão a Santa Eucaristia é saudada no antigo hino: “Salve Corpo verdadeiro que da Virgem Mãe nascestes”), o vinho vermelho, “sangue da uva” (Dt 32,14) traz, quase que espontaneamente, a memória de Sua Paixão, de Seu Sangue derramado.

O fato da piedade eucarística voltar-se, quase que exclusivamente, ao sinal do Pão consagrado, empobreceu a compreensão que o nosso povo tem da Santíssima Eucaristia, onde o sinal do vinho é tão essencial quanto o sinal do pão.

Meditamos sobre o Sangue sagrado, que Ele derramou por nós. Ao mesmo tempo que adoramos esse Sangue Precioso no sacramento do altar, queremos crescer na compreensão deste Santíssimo Sacramento e na gratidão pelo dom infinito, que Ele fez de si mesmo por nós, no altar da cruz. Assim seja.

Artigo extraído do Devocionário ao Preciosíssimo Sangue de Jesus

Santa Cristina

Santa Cristina nasceu em Tiro, Itália perto do lago de Bolsena, em 288 D.C., filha de um rico e poderoso magistrado, chamado Urbano. Ela é considerada protetora contra os males da depressão.

Seu pai era pagão e perseguia os cristãos impondo-lhes os piores castigos e torturas, às vezes dentro de sua própria casa. Cristiana via tudo, e ficava abismada com a crueldade do pai e a serenidade e alegria com que os cristãos enfrentavam a perseguição. Através do testemunho dos cristãos, ela começou a conhecer Jesus e quis conhecer mais profundamente esta fé que tantos perseguiam.

Uma escrava cristã ficou presa na casa de Cristina por um bom tempo. Ao vê-la, percebeu que a menina tinha interesse em conhecer mais sobre os cristãos e sentiu que o seu coração estava aberto e que queria conhecer Jesus, a escrava preparou-a para receber o batismo. Terminada sua preparação, ela foi batizada sem que o pai soubesse. Ela passou a defender os cristãos e a se interessar pela comunidade cristã local.

Ao ver que o comportamento de Cristina havia mudado, Urbano começou a pressioná-la pedindo que preste culto aos ídolos romanos e ofereça sacrifícios a eles. A filha, porém, disse não. Pressionada pelo pai, ela respondeu: “Tolo é vosso medo, tola a vossa advertência; diante de um deus cego aos sofrimentos do povo, surdo ao clamor dos fracos, eu não peço favores e não acendo uma vela. Ao Deus vivo ao Senhor do céu e da terra que nos enviou seu Filho Jesus, a este, sim, apresento sacrifícios de verdade e amor”.

O pai, inconformado, ameaçou Cristina, porém, ela respondia a isso participando da celebração da Eucaristia e de outras reuniões dos cristãos, visitando os encarcerados, dando esmola aos pobres. Sua coragem e caridade fizeram-na vender as imagens dos ídolos que tinha em seu quarto para adquirir bens em favor dos pobres. O pai ficou furioso. Por isso, Cristina foi chicoteada. Muitos de sua casa lhe pediram para que ela aceitasse a vontade do pai, mas ela respondia: “Deixar a vida não me custa; abandonar minha fé, isto nunca”.

Seu pai, cada vez mais furioso e inconformado, continuou com as torturas, amarrando a filha e lançando-a ao fogo. A história conta que, nesse momento, um anjo protegeu-a e as chamas não lhe fizeram mal. Mais irado ainda, mandou prender a filha. Cristina permaneceu em oração, entregando seu coração e sua vida ao Senhor. Então, mandou amarrá-la a uma pedra de moinho e jogá-la no lago. Conta-se que, milagrosamente, a pedra boiou e Cristina não se afogou. A fúria do pai foi tão forte que seu coração não resistiu e ele morreu.

Cristina foi acusada pela morte do pai e foi presa. Dio, o sucessor do seu pai, nada conseguiu e submeteu Cristina a terríveis torturas como jogá-la ao fogo. Porém, mais uma vez, o fogo não a queimou. Ordenou, então, que ela fosse jogada às víboras, mas nenhuma picou a menina. Mandou cortar sua língua, mas, mesmo assim, ela continuou cantando louvores ao Senhor.

A essa altura, os cristãos se fortaleceram na fé e vários outros se converteram a Jesus vendo o testemunho inacreditável de uma menina de apenas doze anos. Então, Dio ordenou que ela fosse morta a flechadas. Ela faleceu no dia 24 de julho do ano 300.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Deus escolhe aquele que é pequeno, fraco, indefeso, para confundir os fortes e poderosos. Através da fragilidade física desta menina, o Senhor mostrou que a verdadeira força vem d’Ele. Que o Senhor nos dê a graça para enfrentarmos todos os obstáculos desta vida, perseverando na fé e prontos para testemunhar que pertencemos a Ele.

Oração:

Sede para todos nós, ó Deus Altíssimo, exemplo de fidelidade e de espírito resoluto para que possamos imitar a vida de Santa Cristina, que sofreu e morreu professando a fé cristã. Dai-nos, por sua intercessão, a Graça que ousamos pedir. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Secretários dos regionais falam da acolhida das novas diretrizes nas dioceses do Brasil


O secretário-executivo do regional Sul 3, padre Rogério Ferraz de Andrade, afirmou ser muito importante para quem trabalha na linha de frente da missão da Igreja estar atento e alinhado ao que os bispos e a Igreja no Brasil esperam de seu papel.

“Esses dias aqui em Brasília, no Encontro com Bispos Secretários e Secretários-Executivos dos regionais, nos ajudam a compreender em que consiste a missão do secretário executivo de um regional”, afirmou.

Segundo o padre Rogério, em razão de seu papel pastoral, a função do secretário executivo de um regional, vai além de apenas articular as questões administrativas. “Para nós é uma alegria encontros como este. São dias de partilha, encontro com os outros secretários e os responsáveis pela gestão na CNBB, sendo um tempo de muito crescimento, aprendizado e harmonia”, disse.

Alegrias e esperanças da evangelização


O bispo de Pesqueira (PE) e secretário do regional Nordeste 2 da CNBB, dom José Luiz Ferreira Sales, destacou a contribuição do Encontro para a implementação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) – 2026-2032.

“Nesta reunião tão importante, aqui na sede da CNBB, temos a oportunidade de partilhar o chão de onde viemos, do nosso povo e da nossa gente. Também as alegrias e as esperanças do trabalho Evangelizador. De modo muito especial, agora, com as novas diretrizes”, ressaltou.

Dom José Luiz destacou a beleza do caminho feito com as novas diretrizes. “Tivemos uma boa acolhida, em nossas Igrejas Particulares, das novas diretrizes. É uma contribuição valiosa que a gente partilha de evangelização no Brasil, escutando o Brasil inteiro através de seus regionais”, afirmou.

Diálogo e escuta
O subscretário adjunto de pastoral da CNBB, padre Tiago Ávila, reforçou o papel do encontro com os bispos secretários e secretários-executivos dos 19 regionais da CNBB, realizado uma vez por ano na sede da conferência. “É uma alegria poder acolher esses nossos irmãos e irmãs que colaboram diretamente na missão do regionais junto às Igrejas locais”, disse.

O objetivo, segundo o padre Tiago, é oferecer uma espaço de partilha das experiências pastorais e administrativas e tudo o que envolve a vida dos regionais e o diálogo com a CNBB.

O subsecretário adjunto de pastoral da CNBB, reforça que, de modo especial, com as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2026-2032, o secretariado de pastoral da CNBB, está criando uma oportunidade no diálogo e de escuta poder construir um caminho bonito, no qual se partilha as experiências, conhece os desafios em função de uma caminhada conjunta.


Programação do segundo dia
A manhã do segundo dia do encontro, terça-feira, (14), foi dedicada às questões administrativas, jurídicas, contábeis e de gestão do patrimônio.

A tarde foi dedicada à uma conversa reservada dos bispos secretários dis regionais com o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers (foto abaixo).

O próximo encontro dos secretários-executivos será realizado no regional Leste 3, em Vitória no Espírito Santo, em novembro deste ano. Padre Tiago destaca que trata-se de uma oportunidade também de encontro, convívio e partilhas, avançando nesta construção bonita e importante entre o secretariado geral da CNBB com os secretários dos regionais.

Secretário-geral se encontra com bispos secretários. 
Fotos: Fiama Tonhá – ASCOM CNBB.

Veja fotos do encontro no link abaixo:


Por Willian Bonfim

Guerra e IA: no Borgo Laudato si’, reflexões sobre o futuro da paz

Castel Gandolfo sedia um encontro entre vencedores do Prêmio Nobel, especialistas e representantes de grandes empresas de tecnologia para debater o desenvolvimento da Inteligência Artificial e as implicações para a condição humana. Na quinta (16/07), no Campidoglio, será assinada uma declaração que visa promover uma visão da segurança internacional baseada na cooperação, na dignidade humana e no desenvolvimento integral. O cardeal Tomasi: “a linguagem da dissuasão voltou a dominar as relações".

Federico Piana - Castel Gandolfo

Trinta vencedores do Prêmio Nobel, 20 dos principais especialistas em Inteligência Artificial, incluindo membros de gigantes da tecnologia como OpenAI, Google DeepMind, AarU e Anthropic. Além disso, 30 ex-chefes de Estado e de governo e 30 representantes das universidades e instituições de pesquisa mais importantes e influentes do mundo, como a Universidade de Harvard, a Universidade de Oxford e a Universidade de Columbia, apenas para citar algumas.

Diálogo construtivo
A partir de hoje e até o próximo dia 16 de julho, o Borgo Laudato si’ está sediando a “Global Nobel Laureates Assembly on Artificial Intelligence and Nuclear War” — a Assembleia Mundial dos Prêmios Nobel sobre Inteligência Artificial e Guerra Nuclear — cujo objetivo declarado é promover um debate construtivo sobre “o futuro da segurança internacional, a governance das tecnologias emergentes, o desarmamento e a construção de uma economia de paz”. E a paz, como destacou na saudação de boas-vindas o cardeal Fabio Baggio, pro-prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral e diretor-geral do Centro de Formação Superior do Borgo Laudato si’, “não representa simplesmente a ausência de guerra. É uma ordem fundamentada na justiça, na confiança mútua, no respeito ao direito e na dignidade inviolável de cada ser humano”.

A serviço do bem comum
A Inteligência Artificial, portanto, torna-se uma ferramenta que deve estar autenticamente voltada para o serviço à pessoa e à paz: “ela constitui uma oportunidade extraordinária para o progresso da medicina, da pesquisa, da educação, da economia e da cooperação entre os povos. Justamente por isso, ela exige uma reflexão ética proporcional ao alcance de suas consequências”.

As reflexões sobre o futuro da humanidade

Visão ampla
O evento, iniciado na manhã desta terça-feira (14/07), foi idealizado por diversas organizações internacionais que atuam nas áreas de desarmamento, gestão de crises humanitárias e estudos científicos de ponta, inspirando-se e alimentando-se da encíclica de Leão XIV, Magnifica humanitas, sobre a proteção da pessoa humana na era da Inteligência Artificial e, como afirmam os organizadores, “insere-se na visão do Pontífice de uma paz desarmada e desarmante”.

No centro do debate destes dias está a busca por um novo paradigma global capaz de conciliar inovação, responsabilidade e ética. E certamente não é por acaso que um evento de tão grande alcance esteja ocorrendo justamente no Borgo Laudato si’, 55 hectares dentro das vilas pontifícias de Castel Gandolfo, que abrigam não apenas jardins históricos, estufas, hortas, olivais, vinhedos, árvores monumentais e inúmeras espécies vegetais, mas, essencialmente, um centro de pesquisa, acolhimento, formação e reflexão sobre a relação entre o homem, a natureza, a tecnologia e o desenvolvimento.

Mudança geopolítica
Um crescimento tecnológico que, nos últimos anos, vem recebendo um grande impulso da corrida pelos algoritmos, explicou o cardeal Silvano Maria Tomasi, núncio apostólico e presidente da Fundação Communis, entidade dedicada a apoiar encontros internacionais, fóruns e eventos centrados na ética e na promoção do bem comum: «a Inteligência Artificial, os sistemas autônomos, as tecnologias quânticas, as capacidades informáticas e as infraestruturas computacionais avançadas estão redefinindo o próprio conceito de segurança». Essas inovações técnicas, explicou o cardeal, estão repercutindo em um cenário geopolítico mundial em que “a linguagem da dissuasão voltou a dominar as relações internacionais, as ameaças nucleares são novamente invocadas abertamente e as atuais estruturas de controle de armamentos têm se enfraquecido progressivamente”.

A conferência que começou nesta terça-feira (14/07)

O perigo de Babel
O cardeal Tomasi afirmou, com preocupação, que os conflitos regionais envolvem cada vez mais as potências globais, enquanto a possibilidade de uma escalada nuclear não é mais vista como um cenário abstrato, mas como um risco concreto e iminente. Citando a Magnifica humanitas, o cardeal quis lembrar que a humanidade de hoje se depara com uma escolha, como, no fundo, aconteceu com todas as gerações: «a de construir uma nova Babel, onde o poder tecnológico se torna um ídolo que promete a salvação, reduzindo, ao mesmo tempo, a pessoa humana a dados, eficiência e controle. Ou reconstruir Jerusalém, onde a diversidade se torna comunhão, a tecnologia está a serviço da fraternidade e toda inovação é medida com base na dignidade da pessoa humana, e não na expansão do poder. O Santo Padre nos lembra que a tecnologia nunca é moralmente neutra”.

Direitos fundamentais
A convicção de que um algoritmo, capaz de alterar profundamente o modo de viver e trabalhar do ser humano, não pode substituir a capacidade de discernimento humano é compartilhada também pelo cardeal Ángel Fernández Artime, pro-prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Em sua intervenção diante dos palestrantes e convidados internacionais, ele destacou que “o problema não é a tecnologia, mas a orientação que queremos dar a ela. Se não levarmos em conta os direitos fundamentais, corremos o risco de criar sistemas que favoreçam o controle, a manipulação e até mesmo novas formas de desigualdade”.

Alguns hóspedes da conferência ao testar mecanismos de IA

Rumo à Declaração de Roma
Durante toda a manhã desta terça-feira (14/07), houve inúmeras intervenções de vencedors do Prêmio Nobel, especialistas, ex-chefes de Estado e de governo e representantes de organizações da sociedade civil. A tarde continuaram as sessões a portas fechadas, em um processo de escuta e compartilhamento.

Ao final dos três dias de trabalhos será redigida a “Declaração de Roma por uma paz desarmada e desarmante na era da Inteligência Artificial, das armas nucleares e autônomas, dos novos protocolos digitais e dos modelos emergentes de desenvolvimento digital”, que será apresentada no dia 16 de julho no âmbito de um evento solene a ser realizado no Campidoglio. Este documento, segundo informaram os organizadores, “tem como objetivo definir princípios e diretrizes para a governance da Inteligência Artificial, promovendo uma visão da segurança internacional baseada na cooperação, na dignidade humana, no desenvolvimento integral e na paz entre os povos”.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 11,25-27)

ANO "A" - DIA: 15.07.226
15ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)
MEMÓRIA DE SÃO BOAVENTURA

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

25 Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: "Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27 Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Esconder em Jesus para testemunhar o Seu amor"

Esconder-se em Cristo para testemunhar a Sua luz
Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondestes estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado” (Mateus 11,25-27).

Meus irmãos e minhas irmãs, aparecem dois termos no Evangelho de hoje que servem para nossa reflexão: esconder e revelar.

Esconder e revelar um caminho interior
Os dois vocábulos gregos são kriptein e apocalyptein. O primeiro, kriptein, gera uma palavra muito conhecida de todos nós no português, que é “cripta”. Normalmente associada a um lugar subterrâneo onde se depositavam os corpos dos santos, dos mártires. E também relíquias importantes para serem preservadas como um lugar de peregrinação. Muitas basílicas que visitamos têm uma cripta.

Em uma geração onde tudo é postado: tudo o que se faz, tudo o que se fala, tudo o que se come, tudo o que se vive. Parece até um alerta para nós cristãos, para não perdermos a capacidade do recolhimento, do escondimento, para saborear as coisas divinas.

Nós não podemos nos deixar escravizar pela mentalidade do aparente, do midiático. Nós devemos retornar às criptas de antigamente. Não mais aquelas feitas de pedras, nos subsolos das igrejas, mas àqueles lugares privilegiados de encontro com Cristo para receber dele a sabedoria para conduzir bem a nossa vida.

A revelação e o anúncio do amor
O segundo termo que apareceu é apocalyptein, que também gera uma palavra que é “apocalipse”, a qual conhecemos muito bem como revelação, tornar conhecido ou manifestar. Também nós podemos olhar para o mundo de hoje, onde a verdade do Evangelho, em muitos contextos, tem sido escondida, trancada e, até mesmo em algumas culturas, aprisionada.

Essa verdade de Cristo precisa ser revelada não apenas com palavras, mas, antes de tudo, com a própria vida. Revelá-la primeiramente aos mais pequeninos, aqueles que ainda não conheceram a palavra e nem tiveram a oportunidade de encontrar-se com Cristo. São esses dois movimentos que nós, cristãos, precisamos fazer: esconder-nos no coração de Cristo para poder revelá-lo com mais entusiasmo a todas as pessoas.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova