segunda-feira, 13 de julho de 2026

Comissão da CNBB fortalece ações da Campanha Coração Azul com alerta sobre tráfico de pessoas




O dia 30 de julho marca o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Com o avanço tecnológico e a expansão das redes sociais, as organizações criminosas encontraram novas rotas para a exploração humana.

Diante desse cenário, a Comissão Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH- CNBB) dedica todo o mês de julho para fortalecer a Campanha Coração Azul. Este ano, a iniciativa traz o lema: “Por trás de cada tela virtual existe uma vida: Pessoas não são mercadorias. Diga não ao tráfico de pessoas. Denuncie.”

A temática sobre o tráfico de pessoas no brasil é grave. Dados recentes do Governo Federal revelam um cenário de preocupação, segundo o Disque 100, o número de denúncias de tráfico de pessoas aumentou 102% no primeiro semestre de 2026, enquanto o número de violações registradas cresceu 128%. Ao todo, o país contabilizou 398 denúncias e 590 violações comprovadas no período.
Ambiente virtual e reflexão pontifícia

A mobilização busca articular as diretrizes globais de combate ao crime com as recentes reflexões da encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV. O documento pontifício acende um alerta sobre como a Inteligência Artificial (IA) e as infraestruturas digitais vêm sendo apropriadas para o aliciamento e o controle de vítimas, incluindo crianças e adolescentes. Trata-se de um crime silencioso que, em sua dinâmica atual, utiliza o ambiente virtual para explorar pessoas.

Historicamente associado a fronteiras físicas e abordagens presenciais, o tráfico de pessoas hoje opera também por meio de perfis falsos, promessas de emprego e interações privadas em aplicativos de mensagens. A campanha deste ano convoca a sociedade a olhar com atenção para essa realidade e para a assimetria de poder exercida pelas grandes corporações tecnológicas, fatores que ampliam a vulnerabilidade social e facilitam a violação de direitos humanos.

Em 2026, a Comissão celebra uma década de missão no enfrentamento e na denúncia desse crime de forma firme em defesa da vida e da dignidade humana. Para o organismo, é imperativo que as empresas de tecnologia adotem critérios rigorosos de averiguação ética preventiva. Além das ações criminosas que transitam entre os mundos real e digital, a CEETH defende que as plataformas sejam tensionadas a cooperar com a segurança pública, deixando de ser espaços predatórios.

Mobilização e denúncia
Ao longo de todo o mês, a Campanha Coração Azul impulsionará ações em todo o país. Para subsidiar as atividades, a Comissão preparou materiais informativos como cartazes e faixas para paróquias, praças e escolas, além de spots de rádio, materiais digitais para redes sociais e o subsídio do Roteiro Orante para celebrações comunitárias.

Para acessar os materiais clique aqui

Sobre a Comissão
A Comissão Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH) é um organismo da CNBB dedicado a articular ações de prevenção, combate e incidência em políticas públicas no Brasil. A comissão é composta por leigos(as), religiosas e bispos que atuam em organizações e pastorais no enfrentamento ao tráfico de pessoas, como a Rede Um Grito Pela Vida, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad) e conta também com a parceria da Rede Clamor Brasil.

Serviço
O quê: Campanha Coração Azul 2026 – Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.
Quando: Durante todo o mês de julho (Dia Mundial em 30 de julho).
Realização: Comissão Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano (CEETH-CNBB).
Contato para imprensa: Cláudia Pereira – 11 – 97261 3732.

A palavra do Papa é sempre a do Pastor


Ouça o Editorial de Tornielli e compartilhe

Andrea Tornielli

Mesmo quando fala de paz e de guerra, de acolhimento aos migrantes ou de como permanecer humano na era da inteligência artificial, o Sucessor de Pedro é e continua sendo sempre um líder espiritual. O fato de o Bispo de Roma, em virtude dos Pactos Lateranenses de 1929 que resolveram a “Questão Romana”, ser também soberano do menor Estado do mundo – menos de meio quilômetro quadrado no coração da capital italiana – não significa, de fato, que ele aja ou se expresse como político quando aborda temas que dizem respeito aos acontecimentos da nossa humanidade.

Paulo VI explicou isso muito bem, ao discursar em 4 de outubro de 1965 na Assembleia Geral das Nações Unidas: “Este encontro, como todos vós compreendeis — disse o Papa Montini —, marca um momento simples e grandioso. Simples, porque tendes diante de vós um homem como vós; ele é vosso irmão e, entre vós, representantes de Estados soberanos, um dos menores, revestido também ele — se assim preferirdes nos considerar — de uma soberania temporal minúscula, quase simbólica, a quanto lhe basta para ser livre para exercer sua missão espiritual e para garantir a quem quer que trate com ele que é independente de qualquer soberania deste mundo”. O Papa, em visita aos Estados Unidos, acrescentou logo em seguida, falando de si mesmo: “Ele não possui nenhum poder temporal, nem qualquer ambição de competir convosco; de fato, não temos nada a pedir, nenhuma questão a levantar; se há algum desejo a expressar e uma permissão a solicitar, é o de poder servir-vos naquilo que Nos é dado fazer, com desprendimento, humildade e amor”.

É verdade que, para garantir a liberdade absoluta do Vigário de Cristo, há quase cem anos foi estabelecido que houvesse um minúsculo pedaço de terra onde o Bispo de Roma e Pastor da Igreja universal fosse também soberano, ou seja, chefe de Estado. Mas tratava-se, e trata-se, de uma convenção para reconhecer justamente essa necessidade de independência em relação a qualquer outro Estado, e não a afirmação de uma dupla missão. Qualquer exaltação ou supervalorização do papel do Pontífice como chefe de Estado, qualquer ênfase na importância desse papel, acaba sendo, portanto, enganosa, pois prejudica sua única e verdadeira missão de Pastor universal. Um Pastor que se dirige aos católicos, aos cristãos, aos crentes e a todos os homens de boa vontade com o único intuito de anunciar o Evangelho, sua mensagem de amor, de fraternidade e de paz “desarmada e desarmante”.

Isso foi bem destacado pelo então cardeal Giovanni Battista Montini, cardeal-arcebispo de Milão, em seu discurso no Capitólio em 10 de outubro de 1962, na véspera da inauguração do Concílio Ecumênico Vaticano II. Nesse discurso, o futuro Papa, ao falar do fim do poder temporal da Igreja com a queda do Estado Pontifício em 1870, disse: “Foi então que o papado retomou, com vigor inusitado, suas funções de mestre de vida e de testemunho do Evangelho, de modo a alcançar uma altura tão elevada no governo espiritual da Igreja e na irradiação moral sobre o mundo, como nunca antes”.

Quando pede que a vida humana seja sempre respeitada e protegida em todas as fases de sua existência, quando fala de paz pensando no bem dos povos e pede que se ponha fim à louca corrida ao rearmamento, superando até mesmo o conceito de “guerra justa”, quando convida ao diálogo e à negociação, invocando o Magistério da Doutrina Social, quando pede que os migrantes sejam considerados pessoas a serem acolhidas, sem jamais esquecer sua dignidade humana, quando nos lembra que os pobres estão no centro do Evangelho e que devemos construir sociedades mais justas e equitativas, quando defende o direito à liberdade religiosa, quando ressalta a importância de zelar pela Criação para transmiti-la aos nossos filhos e netos, o Sucessor de Pedro não está falando como chefe de Estado. Ele está simplesmente anunciando o Evangelho.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 10,34-11,1)

ANO "A" - DIA: 13.07.2026
15ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34 "Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35 De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. 36 E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38 Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. 39 Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 40 Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41 Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42 Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa". 11,1 Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A espada de Cristo"

A espada de Jesus rompe as trevas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não penseis que eu vim trazer paz à terra. Não vim trazer a paz, mas sim a espada. De fato, eu vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra e os inimigos do homem serão os seus próprios familiares.” (Mateus 10, 34-11,1)

Bem, meus irmãos e minhas irmãs, Cristo e a espada. Que afirmação enigmática, já que Jesus nunca pegou em armas para lutar contra ninguém. E, naquela ocasião que Pedro retira aquela espada da bainha para ferir aquele soldado, logo recebe a repreensão de Jesus.

A espada um sinal de contradição
Que espada é essa então da qual fala o Evangelho? Inevitavelmente, nós temos que recorrer a ela profecia feita pelo velho Simeão na ocasião da apresentação de Jesus no templo, esse menino será sinal de contradição.

A presença de Jesus no mundo nunca será neutra e indolor, mas será sempre comprometedora e empenhada. A escolha por Cristo estará sempre acima até mesmo dos laços mais fortes e robustos desta terra, como por exemplo, no Evangelho, os laços de família.

Uma decisão radical
Não se pode conciliar a proposta de Cristo com os interesses privados, mesmo aqueles familiares. A mensagem cristã não é nunca um negócio de família, não é um nepotismo. Entra-se no rol dos seguidores aqueles que conformam a sua vida, a vida radical de Cristo.

Basta lembrarmos como foi a relação de Jesus com seus próprios parentes. Quando ele assumiu a radicalidade do anúncio do reino, ele passou a ser considerado um fora de si, um louco. E por isso Ele teve que se mudar de Nazaré para Cafarnaum. A gente se recorda muito bem disso. Foram os seus parentes os primeiros inimigos de Jesus.

Um convite para a libertação
A espada de Cristo é a decisão radical de romper com uma estrutura que não corresponde mais aos valores do reino dos céus. Doa a quem doer. A espada é uma arma espiritual que todos nós devemos usar. É a força de romper com tudo aquilo que pertence às trevas, ao mal. Diria também uma arma psicológica, é romper com estruturas de dependência que nos fazem mal, relacionamentos que distorcem a nossa identidade, que nos arrastam ao erro. Esta é a espada que todos nós precisamos usar hoje.

Por isso, abra o seu coração e permita que o Cristo possa com esta espada também dividir aquilo que é a vida velha daquilo que é a vida nova. Hoje, de modo especial, eu peço a oração de todos vocês para o novo Conselho Geral, que a partir de hoje assume esse encargo de dirigir a comunidade Canção Nova nos próximos 5 anos.

Você, que é família Canção Nova, reze por nós. Desça a bênção do Deus todo poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


A santidade é o positivo do PHN


Deus nos chamou à santidade

Uma frase do Evangelho é como uma pepita de ouro, e esta me chamou à atenção: “Para o discípulo, basta ser como seu mestre; para o servo, ser como seu senhor”. Quer dizer, o ponto de chegada para o discípulo é o mestre, ele vai cada vez mais se assemelhando àquele que admira.

Dunga, missionário da Canção Nova e idealizador do PHN, não foi somente um discípulo meu, mas um discípulo de Jesus. E como ele cresceu! Não apenas o PHN cresceu, mas o Dunga também. Eu quero ver, no próximo ano, com os 20 anos do PHN, este Centro de Evangelização lotado. Estou convidando aqueles que há 19, 18, 10 anos participaram do PHN.


Você precisa ser como Jesus, precisa relacionar-se com Ele. Como Paulo disse: “Eu vivo, mas não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Você precisa viver em Cristo e Cristo viver em você.

A frase chave deste PHN é “Coragem! Levanta-te! Ele te chama!”. O Senhor está fazendo isso! Ele quer, nesta Eucaristia, realizar a festa da sua ressurreição! Não perca essa oportunidade! Quem está diante de você é Jesus, e o objetivo do PHN é formar santos para Ele!
Qual sua escolha? Prazer ou felicidade?

Você não pode permanecer na morte, precisa vir para a vida. Vem para fora! Se você lutar pelo PHN, durante toda a sua vida, quando morrer, logo estará frente a frente com Jesus. Ele vai dizer para você tirar suas faixas, assim como fez com Lázaro. Você, então, entrará no céu, entrará na vida eterna. Você é cidadão do céu, há um lugar lá para você. Quer que seu lugar no céu fique eternamente vazio? Então, lute! Dia após dia, ‘Por Hoje Não vou mais pecar’!

Há tanta gente se lambuzando no pecado! Qual a sua escolha? Você quer prazer ou felicidade? Queira a felicidade aqui e mais ainda a felicidade plena, pois o prazer passa. Diga não à impureza. Se você prostitui seu corpo, você sai da proteção de Deus; e ao sair dela, só a natureza age. Deus perdoa sempre, os homens perdoam às vezes, mas a natureza não perdoa nunca. Se usarmos desregradamente o nosso corpo, a natureza se “vingará”. Veja o grande número de vírus e bactérias espalhadas por aí! Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade.

Você é templo do Espírito Santo, mas quando você despreza seu corpo e o corpo do outro, você despreza o Espírito de Deus que está em você e no outro. Não sabemos quando, mas Jesus voltará em Sua glória. De que lado você vai querer estar? Do lado das ovelhas ou dos cabritos?

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da C. Canção Nova

Santa Teresa de Jesus dos Andes

Santa Teresa de Jesus dos Andes nasceu em Santiago do Chile, no dia 13 de julho de 1900, com o nome de batismo de Juanita Fernández Solar. Ela é a padroeira dos jovens da América Latina.

Viveu uma infância normal com sua família que tinha uma boa situação econômica. Gostava de passar as férias na fazenda, andar a cavalo e brincar na natureza. Foi educada dentro da fé cristã, e desde muito nova manifestou o seu gosto pelas coisas de Deus.

Estudou no colégio das Irmãs francesas do Sagrado Coração. Em 11 de setembro de 1910 recebeu a primeira comunhão, que marcou profundamente a sua vida. Sobre esse dia, ela escreveu em seu diário: "Por um ano me preparei. Durante esse tempo a Virgem me ajudou a limpar meu coração de toda imperfeição". Ela prometeu receber a comunhão todos os dias, na medida do possível.

Aos quatorze anos, leu pela primeira vez a “História de uma alma” de Santa Teresinha do Menino Jesus. Passou por muitos problemas de saúde e movida por Deus, ela decidiu consagrar-se a Ele como religiosa, começando o discernimento sobre a sua vocação.

Aos 17 anos, leu os escritos de Santa Teresa d’Ávila. Começou a viver a oração como amizade e entrega aos demais. Também conheceu os escritos de Isabel da Trindade, experimentando uma grande sintonia com ela. Ao sentir o chamado para ser Carmelita, entrou em contato com a Madre Angélica, priora das Carmelitas de Los Andes e falou com ela sobre sua inquietação vocacional.

Em 7 de maio de 1919, entrou para o Carmelo de Los Andres, iniciando assim o postulantado com o nome de Teresa de Jesus. Exerceu um verdadeiro apostolado com as suas cartas a familiares e amigos, tratando de conduzi-los à amizade com Deus, à alegria e à gratidão. As suas Cartas e os seus Diários ficaram como legados da sua espiritualidade.

Recebeu o hábito carmelita no dia 14 de outubro de 1919 em presença de familiares e amigos de Santiago. Para ela a vida carmelita se resumia em três coisas: amar, sofrer e rezar pela conversão dos pecadores, pela santificação dos sacerdotes e da Igreja.

Em março de 1920, iniciada a Quaresma, Irmã Teresa comunicou ao seu confessor, Padre Avertano, que morreria dentro de um mês; pediu autorização para intensificar sua penitência pelos pecados da humanidade. Sem dar importância ao anúncio, como única resposta o confessor lhe pediu inteira disponibilidade a Deus e que viva a regra carmelita. Foi o que fez, dedicando-se ainda mais aos trabalhos, na entrega à oração e na vivência fraterna com suas coirmãs. Algum tempo depois, ela começou a ter muita febre, sofreu frequentes delírios, seis médicos a atenderam e a diagnosticaram com Tifo.

No dia 07 de abril, fez sua profissão religiosa, por causa do perigo eminente de morte. Repetiu três vezes, emocionada, a fórmula de consagração ao Senhor e agradeceu à comunidade a graça de poder fazer a profissão antes do tempo, pois ainda não havia completado seu Noviciado.

No dia 12 de abril, a Irmã Teresa de Jesus morreu com 19 anos e nove meses, tendo apenas onze meses como carmelita. Muitas pessoas foram à capela do convento para o funeral daquela que já era considerada uma “santinha” por muitos. A fama de santidade foi imediata, muitos diziam ter recebido bênçãos através da intercessão da Irmã Teresa de Jesus.

Em 13 de abril de 1987, Irmã Teresa de Jesus foi beatificada pelo Papa João Paulo II. Em 21 de março de 1993, o mesmo Papa a canonizou em Santiago do Chile. “A Luz de Cristo para toda a Igreja chilena é a Irmã Teresa de Los Andes”, disse João Paulo II na ocasião.

Padroeira dos jovens da América Latina, Santa Teresa dos Andes foi escolhida como uma das intercessoras da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2013, no Rio de Janeiro, sendo invocada como contemplativa de Cristo.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

“Para uma sociedade secularizada, que vive de costas para Deus, esta carmelita chilena, que viveu com alegria apresentada como modelo da perene juventude do Evangelho, oferece o testemunho límpido de uma existência que proclama aos homens e mulheres de hoje que no amar, adorar e servir a Deus estão a grandeza e a alegria, a liberdade e a realização plena da criatura humana”, disse João Paulo II na homilia de canonização de Santa Teresa. O Pontífice destacou que a vida de Santa Teresa “grita suavemente a partir do claustro: ‘só Deus basta!’” e este é um grito “especialmente aos jovens, famintos de verdade e em busca de uma luz que dê sentido a suas vidas”. “A uma juventude solicitada pelas contínuas mensagens e estímulos de uma cultura erotizada e uma sociedade que confunde amor genuíno, que é doação, com o uso hedonista do outro, esta jovem virgem dos Andes proclama hoje a beleza e bem-aventurança que emana corações puros”, acrescentou o Papa.

Oração:

Que das mãos de Maria te converteste Em uma jovem apaixonada por Jesus Cristo, És modelo de santidade e caminho de perfeição para a Igreja. Tu soubeste sorrir, amar, alegrar e servir. Tu foste forte para assumir a dor E generosa para amar. Tu soubeste contemplar a Deus Nas coisas sensíveis da vida. Mostra-nos o amor do Pai Para viver a amizade com alegria E com ternura na família. Ajuda aos fracos e aos tristes Para que o Espírito os anime na esperança. Intercede por nós E pede para o Chile o amor e a paz. Teresa dos Andes, Filha predileta da Igreja chilena, Religiosa do Carmelo, Amiga dos jovens, Serva dos pobres, Roga por nós cada dia.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Dom Ricardo apresentou aos novos bispos a CNBB, sua organização e histórico de serviço ao Brasil


“A CNBB: uma história de comunhão, profecia e serviço ao Brasil” foi o título e fio condutor da apresentação que o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, fez, na tarde do dia 8 de julho, aos bispos de recente nomeação presentes na sede da conferência, em Brasília, para encontro promovido pela Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada.

Em sua introdução, dom Ricardo enfatizou que a CNBB não nasceu para substituir o ministério de nenhum bispo, mas para “ajudá-lo a ser mais plenamente bispo em comunhão com todos os irmãos”, disse.

O bispo auxiliar de Brasília apresentou aos novos bispos a organização, a estrutura e como funciona a CNBB que atualmente, com 498 bispos, figura como a maior conferência episcopal da Igreja Católica no mundo. A apresentação do prelado refez o percurso histórico da Conferência, desde sua criação, em 1952, até os dias atuais.

Espírito missionário
Dom Ricardo mostrou ao grupo os atuais números da Igreja no Brasil com suas 281 circunscrições eclesiásticas, entre as quais 48 arquidioceses, 218 dioceses, 7 prelazias, 3 eparquias, 1 exarcado, 1 ordinariado para os fieis de rito oriental, 1 ordinariado militar do Brasil, 1 administração apostólica pessoal e 1 arquieparquia.

Outro ponto que mereceu destaque na apresentação do secretário-geral da CNBB foram os números de padres diocesanos (15.587) e do clero religioso (6.895), sendo um total de 22.482 presbíteros. O número de 5.947 diáconos; 8 mil seminaristas, sendo 5 mil diocesanos e 3 mil religiosos; O número de membros dos institutos seculares: 2.073; religiosas de vida consagrada: 23.150 e irmãos de votos religiosos: 4.895; e 120 mil catequistas.

O secretário-geral pediu que os novos bispos incentivem em suas igrejas o espírito missionário e de solidariedade, especialmente para com as prelazias da Igreja no Brasil.

Dom Ricardo também apresentou os presidentes e secretários executivos dos 19 regionais e os presidentes e membros das 12 Comissões Episcopais da Conferência, chamando a atenção para a possibilidade de que os novos bispos, em determinado momento de sua trajetória, também sejam convidados a assumirem esses serviços à Igreja no Brasil.


Por Willian Bonfim


Papa almoça com os pobres: a fragilidade como força para as comunidades


A iniciativa do Centro de Alta Formação Laudato Si’, que neste 11 de julho acolherá em Borgo Laudato Si’ duzentas pessoas em situação de vulnerabilidade acompanhadas pela Diocese de Roma, entre elas 35 crianças, quer ser um sinal de uma Igreja aberta, de uma família, porto seguro para quem mais necessita. Donatella Parisi: “São justamente essas pessoas que oferecem muito, enriquecendo com sua presença e com seu pedido de uma visão diferente da sociedade”.

Antonella Palermo – Vatican News

Esperança, acolhida e inclusão. Estes são os sentimentos que inspiraram os organizadores da iniciativa “Almoço com o Papa”, que será realizada em 11 de julho nos jardins de Castel Gandolfo. Duzentas pessoas (entre elas 35 crianças) em situação de vulnerabilidade — acompanhadas pela Diocese de Roma e por associações ligadas a ela — passarão um dia inteiro marcado pela beleza e por uma espiritualidade vivida em um lugar extraordinário. “Este lugar tão precioso, que permaneceu fechado ao mundo por 400 anos e depois foi aberto pelo Papa Francisco e hoje está amplamente acessível graças ao Papa Leão, acolhe essas pessoas que para nós são os convidados de honra”, destaca Donatella Parisi, coordenadora de comunicação do Centro de Alta Formação Laudato Si’. A Missa pela manhã será presidida pelo cardeal Fabio Baggio, diretor-geral do Centro de Alta Formação Laudato Si’, e concelebrada pelo prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade, dom Corrado de San Martín. Em seguida, haverá um momento de confraternização e uma visita guiada conduzida pelos operadores de Borgo Laudato Si’ para os convidados.

A Igreja é uma família, aberta a todos
Borgo Laudato Si’ “conta muito da história de Roma, com os vestígios da Villa de Domiciano, da história dos Papas que, desde o século XVII, vêm aqui para descansar, e também da beleza da natureza, com um jardim botânico que reúne mais de quatro mil plantas de trezentas espécies diferentes”. Trata-se de um tesouro de beleza e harmonia que abre suas portas como símbolo de uma Igreja sem barreiras. “Sim, a mensagem é também que a Igreja seja cada vez mais aberta a todos, sobretudo àqueles que vivem uma periferia existencial. O Papa Leão repete isso muitas vezes e nós também lemos este evento como uma etapa que dá continuidade à viagem a Lampedusa, onde o Pontífice chamou a atenção do mundo para aquela pequena ilha no centro do Mediterrâneo, que se tornou testemunha involuntária de milhares de mortes no mar, de pessoas que buscam um futuro melhor, muitas vezes fugindo de guerras, pobreza e injustiças sociais. Assim, hoje estamos às vésperas de um evento que reafirma que a Igreja está aberta a qualquer pessoa e é família, comunidade e porto seguro para quem mais precisa neste momento”, afirma Parisi.



A iniciativa, realizada nos Jardins do Vaticano em Castel Gandolfo, intitula-se “Almoçando com o Papa” e tem como objetivo reproduzir a experiência de agosto de 2025, quando o ...

São os pobres que mudam a perspectiva
A ideia é que, a cada ano, o evento acolha pessoas provenientes de uma diocese diferente. No ano passado foi a vez de Albano; neste ano, Roma. “Haverá refugiados, mães solteiras com seus filhos, pessoas que participaram do Borgo de cursos de formação profissional e que retornam para celebrar um percurso que hoje olha com renovada confiança para a integração e para a conquista de um emprego. Haverá também pessoas com diferentes capacidades. Estará representada aquela parcela da sociedade e da Igreja frequentemente vista apenas como ‘aqueles que precisam de ajuda’. Na realidade, nós experimentamos todos os dias aqui no Borgo Laudato Si’ que são justamente essas pessoas que dão, e dão muito, enriquecendo o Borgo e, eu diria, toda a Igreja com sua presença e com seu pedido de uma visão diferente da sociedade, um olhar capaz de transformar a fragilidade em uma nova força para as nossas comunidades.”

O almoço foi oferecido com grande generosidade e espontaneidade por um restaurante de Roma, o L’Isola della Pizza. Já o lanche da manhã será oferecido pelo Bar Duomo de Albano, profundamente envolvido nos projetos do Borgo Laudato Si’. “É um testemunho muito bonito de atenção a uma iniciativa como esta”, afirma Parisi. O cardápio será composto por pratos da culinária italiana, mas com sensibilidade também para aqueles que vêm de outros contextos e culturas.

A iniciativa está inserida em uma visão muito forte que o Papa tem deste lugar. “O Santo Padre ama profundamente os Jardins Pontifícios e acompanha de perto este projeto”, confirma Parisi, recordando a audiência realizada no Vaticano em 19 de junho passado, ao término dos dois dias de trabalhos dos Borgo Dialogues, que reuniram representantes de numerosas realidades industriais e empresariais em nível internacional para refletir sobre como tornar os processos produtivos e os ambientes de trabalho mais sustentáveis, tornando-nos “cada vez mais responsáveis e cada vez menos dominadores”. A inspiração, já presente nas encíclicas do Papa Francisco e reafirmada em Magnifica Humanitas, continua sendo a de nos reconhecermos como “criaturas entre as criaturas”.

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EVAGELHO DO DIA (Mt 10,16-23)

ANO "A" - DIA: 10.07.2026
14ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Quando o paráclito vier, o Espírito da verdade, ele vos conduzirá a toda a verdade, lembrar-vos-á de tudo o que eu tenho falado.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16 "Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17 Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18 Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19 Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20 Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21 O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22 Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Permanecer no Sagrado Coração de Jesus"

Permanecer no amor, o chamado para uma fé profunda
Hoje é sexta-feira! E, na Igreja, nós dedicamos toda sexta-feira ao Sagrado Coração de Jesus. Quero mandar um abraço para aqueles que nos acompanham lá da Estônia, do Camarão, de Andorra, da Geórgia, da Tanzânia. Que você possa viver a experiência de permanecer no amor de Deus, que é toda a linha para essa pregação, para essa homilia. No Evangelho de São João, Jesus diz para nós:

“Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor. Assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor” (João 15, 9-11).

A palavra central do Evangelho de hoje é permanecer. Jesus não quer uma fé passageira. Jesus não quer uma fé superficial ou vivida apenas em momentos estratégicos. Ele deseja que nós tenhamos com ele uma união constante, profunda e fiel com cada um de nós.

Permanecer verdadeiramente
Permanecer significa ficar ligado a Cristo todos os dias nas alegrias e também nas provações. Jesus revela que a medida do amor é o próprio amor do Pai. Quando aqui nós ouvimos: “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei.” Isso é extraordinário, meu irmão, minha irmã. Cristo não nos ama de maneira limitada ou interesseira. O amor de Jesus é total. O amor de Jesus é fiel, misericordioso e eterno.

O amor de Jesus e o amor do mundo
Muitas vezes, o mundo oferece a cada um de nós um amor condicionado. Ama enquanto convém, mas Jesus ama até o fim. E como permanecer nesse amor, meu irmão? O próprio Jesus responde: “Se guardares os meus mandamentos”. Na linguagem bíblica, guardar não significa apenas obedecer de forma externa, mas acolher no coração, viver e transformar a sua vida, segundo a Palavra de Deus.

Quem ama verdadeiramente procura viver aquilo que agrada ao Senhor. Que Ele nos dê essa graça de permanecermos no Seu amor para amar de forma gratuita e serena.

Que o Senhor nos ajude a permanecer n’Ele e a guardar os Seus mandamentos.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova