sexta-feira, 24 de abril de 2026

Papa: como pastor, não posso ser a favor da guerra; há muitos mortos inocentes


No voo para Roma, Leão XIV reitera que sua primeira missão é anunciar o Evangelho. Lembra as crianças vítimas da guerra no Irã e no Líbano, condena a pena de morte e insiste no direito internacional. Sobre os migrantes, questiona: “O que o Norte faz pelo Sul do mundo?” e denuncia o fato de serem tratados pior que animais. Sobre os casais homossexuais, confirma que a Santa Sé não concorda com a bênção formalizada adotada na Alemanha, mas reforça o princípio de acolhida a "todos, todos, todos".

Vatican News

“Bom dia a todos, espero que estejam bem e prontos para mais uma viagem. Já com as baterias recarregadas!.” O Papa Leão XIV concluiu a longa viagem apostólica à África e, no voo de Malabo — última etapa na Guiné Equatorial — rumo a Roma, responde às perguntas de cinco dos cerca de 70 jornalistas que o acompanharam nessa viagem internacional. A guerra, as negociações entre os EUA e o Irã, a questão migratória, a pena de morte e a bênção de casais homossexuais estão entre os temas abordados pelo Pontífice durante a entrevista, precedida por uma reflexão do Papa Leão sobre a experiência que acaba de viver na África.

“Quando faço uma viagem, falo por mim mesmo; porém, hoje, como Papa, Bispo de Roma, trata-se sobretudo de uma viagem apostólica pastoral para encontrar, acompanhar e conhecer o povo de Deus. Muitas vezes, o interesse é mais político: ‘O que o Papa diz sobre este ou aquele tema? Por que não julga o governo de um país ou de outro?’. E há certamente muitas coisas a dizer. Falei de justiça e há temas a esse respeito. Mas essa não é a palavra principal: a viagem deve ser interpretada sobretudo como a expressão da vontade de anunciar o Evangelho, de proclamar a mensagem de Jesus Cristo, o que, então, é uma forma de se aproximar do povo em sua alegria, na profundidade de sua fé, mas também em seu sofrimento. Lá, claro, muitas vezes é necessário fazer comentários ou procurar como encorajar o próprio povo a assumir responsabilidades em sua vida. É importante conversar também com os chefes de Estado, para incentivar uma mudança de mentalidade ou uma maior abertura para pensar no bem do povo, uma oportunidade de analisar questões como a distribuição dos recursos de um país. Nas conversas que tivemos, fizemos um pouco de tudo, mas acima de tudo, ver e encontrar o povo com esse entusiasmo. Estou muito contente com toda a viagem, mas viver, acompanhar e caminhar com o povo da Guiné Equatorial foi realmente uma bênção com a água… Eles estavam contentes com as chuvas do outro dia, mas, acima de tudo, esse sinal de compartilhar com a Igreja universal o que celebramos em nossa fé."

Papa interage com os jornalistas (@Vatican Media)

Ignazio Ingrao (Tg1): Santidade, obrigado por esta viagem rica de encontros, histórias e rostos. No encontro pela paz em Bamenda, Camarões, o senhor descreveu um mundo de cabeça para baixo, onde um punhado de tiranos ameaça destruir o planeta. A paz, disse, não deve ser inventada, mas acolhida. As negociações sobre o conflito no Irã estão em caos, com graves repercussões na economia mundial. O senhor espera uma mudança de regime no Irã, visto que a sociedade civil e os estudantes saíram às ruas nos últimos meses e há preocupação mundial em relação à corrida atômica? Que apelo o senhor faz aos Estados Unidos, ao Irã e a Israel para sair do impasse e interromper a escalada? A OTAN e a Europa deveriam se envolver mais?

Gostaria de começar dizendo que é preciso promover uma nova atitude e uma cultura de paz. Muitas vezes, quando avaliamos certas situações, a resposta imediata é que é preciso intervir com a violência, com a guerra, atacando. O que vimos foi a morte de muitos inocentes. Acabei de ler a carta de algumas famílias das crianças que morreram no primeiro dia do ataque. Elas falam sobre o fato de terem perdido seus filhos, as filhas, as crianças que morreram naquele ataque. A questão não é se o regime muda — o regime não muda —, a questão é como promover os valores em que acreditamos sem a morte de tantos inocentes. A questão do Irã é evidentemente muito complexa. As tratativas que estão fazendo, um dia o Irã diz sim e os Estados Unidos dizem não, e vice-versa, e não sabemos para onde isso vai. Foi criada essa situação caótica, crítica para a economia mundial, mas também há toda uma população no Irã de pessoas inocentes que estão sofrendo com essa guerra. Então, sobre a mudança de regime, sim ou não: não está claro que regime existe neste momento, após os primeiros dias dos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã. Em vez disso, eu gostaria de incentivar a continuação do diálogo pela paz, para que as partes se esforcem para promover a paz, afastar a ameaça de guerra e para que o direito internacional seja respeitado. É muito importante que os inocentes sejam protegidos, o que não aconteceu em vários lugares. Carrego comigo a foto de um menino muçulmano que, durante minha visita ao Líbano, me esperava com um cartaz que dizia "Bem-vindo, Papa Leão". Depois, nesta última fase da guerra ele foi morto. São muitas as situações humanas e creio que devemos ter a capacidade de pensar dessa forma. Como Igreja — repito — como pastor, não posso ser a favor da guerra. Incentivo a todos a se esforçarem para buscar respostas que venham de uma cultura de paz, não de ódio e divisão.

Eva Fernández (Radio Cope): Estamos deixando um continente em que muitas pessoas desejam, sonham, viajar para a Europa. Sua próxima viagem será à Espanha, onde a questão migratória ocupa um lugar importante, sobretudo nas Ilhas Canárias. O senhor sabe que o tema da migração na Espanha suscita grande debate e polarização; inclusive entre os católicos não há uma posição clara. O que poderemos dizer aos espanhóis e, em particular, aos católicos a respeito da imigração? Depois, se me permite: a próxima viagem será à Espanha, mas sabemos que o senhor tem o desejo, a intenção de viajar ao Peru e talvez à Argentina e ao Uruguai, mas também gostaria de saudar a Virgem de Guadalupe?

O tema da imigração é muito complexo e afeta muitos países, não apenas a Espanha, não apenas a Europa, os Estados Unidos — é um fenômeno mundial! Portanto, uma resposta minha começa com uma pergunta: o que faz o Norte do mundo para ajudar o Sul do mundo ou aqueles países onde os jovens hoje não encontram um futuro e, por isso, vivem esse sonho de querer ir para o Norte? Todos querem ir para o Norte, mas muitas vezes o Norte não tem respostas sobre como lhes oferecer possibilidades. Muitos sofrem… O tema do tráfico de seres humanos, o “trafficking”, também faz parte da migração. Pessoalmente, acredito que um Estado tem o direito de estabelecer regras em suas fronteiras. Não estou dizendo que todos devam entrar sem ordem, criando às vezes, nos lugares para onde vão, situações mais injustas do que aquelas que deixaram. Porém, dito isso, eu me pergunto: o que fazemos nos países mais ricos para mudar a situação nos países mais pobres? Por que não podemos tentar, seja com ajuda estatal, seja com investimentos das grandes empresas ricas, das multinacionais, mudar a situação em países como aqueles que visitamos nesta viagem? A África, para muitas pessoas, é considerada um lugar onde se pode ir buscar minerais, extrair suas riquezas para a riqueza de outros, em outros países. Talvez, em nível mundial, devêssemos trabalhar mais para promover maior justiça, igualdade e o desenvolvimento desses países da África, para que não tenham a necessidade de emigrar para outros países, para a Espanha, etc. E o outro ponto que gostaria de abordar é que, em todo caso, são seres humanos e devemos tratar os seres humanos de maneira humana, não tratá-los muitas vezes pior do que os animais. Há um grande desafio: um país pode declarar que atingiu o limite de sua capacidade de acolhimento, porém, quando as pessoas chegam, são seres humanos e merecem o respeito que cabe a todo ser humano por sua dignidade.

E as próximas viagens?
Tenho um grande desejo de visitar vários países da América Latina. Até agora não está confirmado, veremos. Vamos aguardar.

O Papa respondeu a cinco perguntas (@Vatican Media)

Arthur Herlin (Paris Match): Santo Padre, agradecemos-lhe imensamente por esta viagem extraordinária. Foi maravilhosa. Durante esta viagem, o senhor encontrou alguns dos líderes mais autoritários do mundo. Como o senhor evita que a sua presença confira autoridade moral a esses regimes? Não se trata, por assim dizer, de uma “lavagem de imagem” graças ao Papa?

Certamente, a presença de um Papa ao lado de qualquer chefe de Estado pode ser interpretada de maneiras diferentes. Pode ser interpretada — e por alguns foi interpretada — como se o Papa ou a Igreja estivesse dizendo que é aceitável viver daquela maneira. Outros podem dizer coisas diferentes. Gostaria de voltar ao que disse em minhas observações iniciais sobre a importância de compreender o objetivo principal das viagens que faço, que o Papa realiza: visitar as pessoas. E sobre o grande valor que a Santa Sé continua a atribuir, às vezes com grandes sacrifícios, à manutenção de relações diplomáticas com países do mundo inteiro. E, às vezes, temos relações diplomáticas com países que têm líderes autoritários. Temos a oportunidade de falar com eles em nível diplomático, em nível formal. Nem sempre fazemos grandes declarações de crítica, de julgamento ou de condenação. Mas há muito trabalho sendo feito nos bastidores para promover a justiça, para promover causas humanitárias, para procurar, às vezes, situações em que há presos políticos e encontrar uma maneira de libertá-los. Situações de fome, de doença, etc. Portanto, a Santa Sé, mantendo uma neutralidade e buscando formas de manter relações diplomáticas positivas com tantos países diferentes, está, na verdade, tentando aplicar o Evangelho às situações concretas para que a vida das pessoas possa melhorar. As pessoas interpretarão o resto como quiserem, mas acredito que seja importante para nós buscarmos a melhor maneira possível de ajudar o povo de qualquer país.

Verena Stefanie Schälter (ARD Rundfunk): Santo Padre, parabéns por sua primeira viagem papal ao Sul do mundo. Vimos muito entusiasmo e também, diria, euforia. Imagino que tenha sido muito comovente também para o senhor. Gostaria de saber como o senhor avalia a decisão do cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e Freising, de conceder permissão para abençoar casais do mesmo sexo em sua diocese. E, à luz das diferentes perspectivas culturais e teológicas, sobretudo na África, como o senhor pretende preservar a unidade da Igreja universal sobre essa questão?

Em primeiro lugar, acredito que seja muito importante compreender que a unidade ou a divisão da Igreja não deve girar em torno de questões sexuais. Temos a tendência de pensar que, quando a Igreja fala de moral, o único tema moral é o sexual. Na verdade, acredito que existam questões muito maiores e mais importantes, como a justiça, a igualdade, a liberdade dos homens e das mulheres, a liberdade religiosa, que deveriam ter prioridade em relação a essa questão específica. A Santa Sé já conversou com os bispos alemães. A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais — neste caso, casais homossexuais, como a senhora perguntou — ou de casais em situações irregulares, além do que foi especificamente permitido pelo Papa Francisco, ao dizer que todas as pessoas recebam a bênção. Quando um sacerdote dá a bênção no final da Missa, quando o Papa dá a bênção no final de uma grande celebração como a que tivemos hoje, há bênçãos para todas as pessoas. A famosa expressão de Francisco “todos, todos, todos” expressa a convicção da Igreja de que todos são acolhidos, todos são convidados, todos são convidados a seguir Jesus e todos são convidados a buscar a conversão em sua própria vida. Ir além disso hoje, creio que pode causar mais desunião do que unidade, e que devemos procurar construir nossa unidade em Jesus Cristo e no que Jesus Cristo ensina. Esta é a minha resposta à pergunta.

Anneliese Taggart (Newsmax TV - USA): Santo Padre, nesta viagem, o senhor falou sobre como as pessoas têm fome e sede de justiça. Ainda esta manhã foi noticiado que o Irã executou mais um membro da oposição, e isso ocorre enquanto o regime já enforcou publicamente muitas outras pessoas e assassinou milhares de seus próprios cidadãos. O senhor condena essas ações? O senhor tem alguma mensagem para o regime iraniano?

Condeno todas as ações injustas. Condeno o assassinato de pessoas. Condeno a pena de morte. Acredito que a vida humana deve ser respeitada e que a vida de todas as pessoas — desde a concepção até a morte natural — deve ser respeitada e protegida. Portanto, quando um regime, quando um país toma decisões que tiram injustamente a vida de outras pessoas, isso é evidentemente algo que deve ser condenado.

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EVANGELHO DO DIA (Jo 6,52-59)

ANO "A" - DIA: 24.04.2026
3ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Quem come a minha carne e bebe o meu sangue em mim permanece e eu vou ficar nele.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 52 os judeus discutiam entre si, dizendo: "Como é que ele pode dar a sua carne a comer?" 53 Então Jesus disse: "Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57 Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre". 59 Assim falou Jesus, ensinando na sinagoga em Cafarnaum.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Permanência em Cristo: o mistério da comunhão com o Sagrado"

Permanência vital através da Santa Eucaristia
Comer a carne e beber o sangue de Jesus significa permanência e vínculo com a realidade que é eterna.

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6,52-59).

Irmãos e irmãs, comer a carne e beber o sangue de Jesus gera uma permanência vital n’Ele. Nós queremos permanecer em Ti, Senhor Jesus. E também uma outra frase: presença que nutre para a vida eterna. Queremos ser nutridos para a vida eterna. Então, comer e beber, neste contexto, transcende aquele nosso ato físico. Este comer e beber significam comunhão de vida e assimilação em si mesmo da própria vida divina em nós, da vida de Jesus em nós, daquela realidade recebida.

Permanência na Trindade
Qual realidade recebida? Corpo, sangue, alma e divindade de Nosso Senhor. Nós entramos em comunhão com o sagrado, pois comungar é entrar em comunhão com o sagrado. E também, irmãos e irmãs, união de interioridade com a Trindade Divina. Comungar é permitir que a vida divina aja em nós. A vida divina agindo em nós, também nossos comportamentos manifestaram o agir de Deus e a Sua transformação.

Quando recebemos a Eucaristia, irmãos e irmãs, recebemos o Cristo que, com Sua humanidade e divindade, unido inseparavelmente do Pai e do Espírito Santo nos insere no movimento de amor da Trindade. E é assim que nós queremos caminhar, por isso pedimos essa graça para nós neste dia, para a nossa família, para o nosso ambiente, e que sejamos expressão de comunhão, expressão da presença de Deus.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


Não podemos ser músicos cegos!

Olá, queridos irmãos músicos! Deus abençoe sua vida!

Estamos vivendo o tempo pascal com alegria. Neste terceiro domingo, ouvimos o Evangelho que fala dos discípulos de Emaús, cujo tema central é: “Os discípulos estavam cegos e não reconheceram Jesus, que andou com eles pelo caminho”.

Créditos: Arquivo CN.

E nós, reconhecemos Jesus?
Os discípulos, desanimados, retornavam a sua vida cotidiana. O desânimo e a falta de fé foram maiores do que todo o aprendizado. O desânimo, geralmente, vem por causa de alguma decepção, frustração, ou falta de oração, falta de vida sacramental e cansaço. Devemos tomar cuidado com o desânimo que, naturalmente, vai abafando a fé, a ponto de não termos mais capacidade de reconhecer Jesus ao nosso lado diante das situações.

O desânimo e a tentação do isolamento
Desanimados, a primeira atitude equivocada é nos afastarmos da comunidade. Assim que as dificuldades chegam, temos a tendência a deixar o que estamos fazendo e pensar que tudo o que vivemos ao lado de Jesus foi bom enquanto durou, mas que, agora, nos sentimos abandonados por Ele. Dessa forma, tudo perde o sentido. Então, retorno à vida comum.

Vejam que coloco aqui “vida comum” e não “vida errada”. Porque não quero pensar que alguém que experimentou a vida com Jesus queira voltar a uma vida errada (mesmo sabendo que isso acontece), mas à vida comum: longe da comunidade, focado apenas no trabalho, na casa, na família. Ou seja, ser somente uma “boa pessoa”.

Não conseguindo ver Jesus nas realidades — sobretudo dentro da comunidade paroquial, no testemunho de vida das pessoas e em situações que vão acontecendo no decorrer da vida —, enfraquecidos, ficamos cegos espiritualmente e caminhamos sem conseguir reconhecer a presença de Jesus ao nosso lado. Às vezes, até continuamos servindo em nossa paróquia, mas o coração está distante.

O encontro com o ressuscitado a partir do pão
Jesus vem, hoje, até você para partir o pão. Veja como a Missa é necessária em sua vida: os discípulos não tiveram seus olhos abertos pela notícia da ressurreição nem pelo “burburinho” que esse fato estava gerando. Os olhos se abriram ao partir do pão. E esse “partir do pão” acontece, hoje, em cada Missa que é celebrada.

Aí está o segredo: não se afaste da sua comunidade porque algo não saiu como planejado. Fique firme. Aguente firme. Jesus vai repartir o pão e você poderá ver o Senhor. E não será por iniciativa sua, pois Ele virá até você.

Jesus entende suas dores, frustrações e dificuldades, mas não se afaste d’Ele. Não se afaste da comunidade. Pelo contrário, peça ajuda. A comunidade é o lugar onde encontramos pessoas como nós, que estão em processo de construção e querem, de fato, uma vida ao lado de Jesus. Só é preciso ter paciência e saber lidar com o processo de cada um, pois cada pessoa está em um momento da sua conversão.

Duvido que seu coração não fique ardendo quando você está servindo ao Senhor, quando você dedica tempo para escutá-Lo. Então, em cada Missa, reconheça Jesus no partir do Pão e deixe-se ser reanimado por Ele.

Seu irmão,

André Florêncio
C. Canção Nova

Santa Maria Isabel Hesselblad e seu retorno à fé católica


Origem
Maria Isabel Hesselblad nasceu em Faglavik, Suécia, em 1870, em uma família de fé luterana, vivida de modo diário e concreto. Desde a escola primária, pelo seu sensível grau de observação, notava que seus colegas de classe professavam as crenças cristãs mais diversas, mas achava que não deveria ser assim. Por isso, começou a pôr-se em busca da única Verdade.

Enfermeira em Nova Iorque
Aos 18 anos, Maria Isabel Hesselblad decidiu emigrar para Nova Iorque para ajudar, financeiramente, a sua família. Lá, começou a trabalhar como enfermeira no Hospital Roosevelt. Seu contato direto com o mundo do sofrimento e da enfermidade a deixou profundamente impressionada. Naquele período, ocorreu um episódio, narrado em sua biografia, que demonstra o quanto a futura Santa era agraciada por Deus.

O Episódio
Certa noite, por descuido, ficou fechada no necrotério do hospital, por isso decidiu passar o tempo rezando ao lado de cada um dos cadáveres. Ajoelhada ao lado do corpo de um homem, teve a impressão de sentir uma espécie de respiro, mesmo se fraco. Em seu certificado médico, dizia que ele tinha falecido por ataque cardíaco. Mas Isabel sentia aquele respiro sempre mais forte e claro. Como boa enfermeira, sabia que aquele cadáver, no estado entre a vida e a morte, precisava de calor para voltar à vida. Então, cobriu-o com sua roupa. No dia seguinte, ela foi encontrada assim, rezando ao lado daquele jovem, que reviveu.
Santa Maria Isabel Hesselblad e a Reforma da Ordem de Santa Brígida

Retorno à Europa como católica
Nos Estados Unidos, Isabel tinha como diretor espiritual o jesuíta Padre Johann Hagen. Graças a ele, abraçou definitivamente a fé católica e foi batizada no dia da Assunção de Nossa Senhora em 1902. Logo, voltou à Europa como católica: primeiro visitou sua família na Suécia e, depois, foi para Roma, onde ficou hospedada na casa que era de Santa Brígida, mas depois utilizada pelas Carmelitas.

Permissão de Papa Pio X
Ali, com uma permissão especial do Papa Pio X, recebeu o hábito religioso das Brigidinas e aprofundou a espiritualidade deste Instituto, originário da sua terra natal. Assim, entendeu qual era a sua vocação: refundar a Ordem, segundo as exigências daquele tempo, mas também fiel à tradição do carisma contemplativo e à solene celebração litúrgica. Transcorria o ano 1911.

Autobiografia – “O rebanho”
Em seus escritos autobiográficos, emergiu que Isabel ficou fascinada, em tenra idade, por uma frase do Novo Testamento, que se referia a um único rebanho, para o qual o Senhor, Bom Pastor, reconduziria todos. Passeando pela natureza extensa e sem confins do seu país, começou a se interrogar qual seria aquele rebanho único. Porém, ao invés de desanimar, diante de todas aquelas perguntas sem resposta, recebeu, como dom de Deus, um grande conforto e uma força incrível. Ouviu até uma voz, que lhe fez uma promessa: iria descobrir, um dia, qual seria este único rebanho. Ao sentir a presença do Senhor, tão perto de si, Isabel se tranquilizou.

Refundação da Ordem
Desde então, Isabel, que acrescentou ao seu nome o de Nossa Senhora, se esforçou para levar, novamente, a Ordem de Santa Brígida à Suécia, que conseguiu em Djursholm, em 1923, e, enfim, em Vadstena, em 1935. Dedicou toda a sua vida à caridade concreta com todos, sobretudo com os necessitados e mais frágeis. Durante a II Guerra Mundial, junto com suas coirmãs, acolheu muitos judeus perseguidos, transformando sua casa em centro de distribuição de alimentos e roupas para quem não tinha nada.
O Falecimento e a Orações a Santa Maria Isabel Hesselblad

Páscoa
Cansada fisicamente, mas não de espírito, Maria Isabel faleceu em Roma, em 1957, onde foi beatificada durante o Grande Jubileu do 2000, e canonizada pelo Papa Francisco em 2016.

Oração
Maria Isabel escreveu de próprio punho e o deu a sua avó, antes de retornar aos Estados Unidos em 1903: “Eu vos adoro, grande prodígio do céu, por dar-me alimento espiritual em vestes terrenas! Vós me consolais nos momentos obscuros, quando se dissipam em mim todas as esperanças! Ao coração de Jesus, junto ao balaústre do altar, estarei unida, eternamente, por amor”.

Minha oração
“Ao seu tempo, haverá um só pastor e um só rebanho. Dai-nos, querida santa, o amor e o trabalho pela unidade das nossas comunidades e da Igreja, a fim de que Cristo Reine sobre tudo e sobre todos.”

Santa Maria Isabel Hesselblad, rogai por nós!

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Evangelização da Juventude: episcopado reunido na 62ª AG da CNBB define pela continuidade da elaboração do documento


O oitavo dia da 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (62ª AGCNBB) trabalhou, nas duas sessões da manhã, sobre a evangelização juvenil. Após a oração das Laudes desta quarta-feira, 22 de abril, a Comissão Episcopal para a Juventude apresentou a proposta da atualização do Documento 85, lançado em 2007.


Dom Vilsom Basso, bispo de Imperatriz (MA) e presidente da Comissão apresentou o grupo de trabalho responsável pela revisão do Documento 85 “Evangelização da Juventude: desafios e perspectivas pastorais”, e traçou a linha do tempo do processo de atualização. A proposta nasceu do encontro dos responsáveis pela juventude de mais de 200 arqui/dioceses brasileiras e foi aprovada pelo Conselho Permanente da CNBB em novembro de 2024.

Pesquisa envolveu quase 11,5 mil jovens
Ao longo do Jubileu de 2025, a Comissão Episcopal para a Juventude realizou uma pesquisa nacional entre os meses de abril, maio e junho, em parceria com a Universidade Católica de Brasília, a Cátedra Unesco de Juventude, além das Pontifícias Universidades Católicas do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro. Segundo dom Vilsom, “a Comissão fez este levantamento que é equitativo, proporcional, válido cientificamente, com 11.498 jovens e adolescentes, majoritariamente católicos”.

Com o resultado da pesquisa em mãos, em julho de 2025, a Comissão de Redação foi constituída com pessoas que acompanharam desde o início as escutas feitas.
Novas linhas de ação abraçam a comunicação e ecologia integral

Membros da Comissão de Redação e da Comissão Episcopal para a Juventude fizeram a apresentação de cada um dos pontos do texto, construído a partir da dinâmica do ver-julgar-agir. Depois da apresentação, os bispos se reuniram de forma reservada nos 19 regionais da CNBB para que pudessem ler a nova versão do Documento 85. Em plenária, cada grupo pôde explanar novas sugestões para emendar o texto.

Ao final da plenária os bispos avaliaram que o texto não estava suficientemente maduro para sua votação e decidiram por continuar o processo de elaboração do documento que orientará a evangelização da juventude nos próximos anos, em sintonia com o magistério da Igreja, buscando responder aos desafios atuais, sem deixar de reconhecer e valorizar a importância do documento 85.

Por Felipe Padilha - 62ª Comunicação AG CNBB

O Papa: a luz da caridade, cultivada nos lares e vivida na fé, pode transformar o mundo


Testemunhemos todos os dias que amar é belo, que as maiores alegrias, em todos os ambientes, provêm da capacidade de dar e de se doar, especialmente quando nos inclinamos perante quem mais precisa. A luz da caridade, cultivada nos lares e vivida na fé, pode verdadeiramente transformar o mundo, inclusivamente nas suas estruturas e instituições, para que cada pessoa nele encontre respeito e ninguém seja esquecido: disse Leão XIV no Encontro com os jovens e as famílias, em Bata, na Guiné Equatorial

Ouça a reportagem com a voz do Papa Leão XIV e compartilhe

Raimundo de Lima – Vatican News

O Encontro com os jovens e as famílias no Estádio de Bata, em Bata, cidade costeira da Guiné Equatorial, encerrou os compromissos do Papa esta quarta-feira, 22 de abril, em seu segundo e penúltimo dia no país africano.

O Estádio de Bata, uma das principais estruturas esportivas do país, reformado para a Copa da África de 2012 e com capacidade para 35 mil pessoas, transformou-se no cenário de um grande evento de luzes e cores, embalado pelo ritmo dos cantos juvenis e danças tradicionais com os trajes típicos dos principais grupos étnicos que formam o povo da Guiné Equatorial. A forte chuva que se abateu no Estádio até pouco antes da chegada do Papa não tirou o entusiasmo dos presentes.

Antes do discurso de Leão XIV, teve lugar a saudação de boas-vindas de dom Miguel Angel ao Papa, a apresentação dos grupos juvenis com danças e vestes tradicionais, seguida do testemunho de uma jovem trabalhadora, de um jovem casal, de um jovem seminarista e de um adolescente.

Encontro do Papa Leão XIV com os jovens e as famílias no Estádio de Bata, na Guiné Equatorial (@Vatican Media)

Cristo é alegria, sentido, inspiração e beleza para a nossa vida
No discurso, o Pontífice lembrou o lema desta viagem - Cristo, luz da Guiné Equatorial, rumo a um futuro de eseprança -, bem como o logotipo, em que se destaca a imagem de uma cruz dourada. Colhendo a inspiração bíblica deste Encontro com os jovens e as famílias “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12) e a ideia central do evento - Cristo é a Luz. Os jovens, iluminados por Ele, são esperança do país e a família é a primeira escola de luz -, o Santo Padre afirmou:

“Aqui, a luz mais resplandecente é a dos vossos olhos, dos vossos rostos, do vosso sorriso, dos vossos cânticos, nos quais tudo é testemunho de que Cristo é alegria, sentido, inspiração e beleza para a nossa vida.”

O Santo Padre ressaltou que a Guiné Equatorial é um país rico de história e tradições. “Vimo-lo há pouco - disse -, nas danças, nos trajes e nos símbolos com que cada grupo expressou a sua identidade, tornando ainda mais evidente e comovente o nosso estar juntos. Trouxestes objetos simples e do quotidiano – um bastão, uma rede, a reprodução de uma ilha, um barco, um instrumento musical – que falam da vossa vida e dos valores antigos e nobres que a animam, como o serviço, a unidade, o acolhimento, a confiança, a festa. É a herança luminosa e exigente da qual vós, queridos jovens, sois chamados a ser, na fé, o alicerce do vosso futuro e desta Terra”.

Encontro do Papa Leão XIV com os jovens e as famílias no Estádio de Bata, na Guiné Equatorial (@Vatican Media)

Promover sempre a dignidade de cada ser humano
Lembrando os testemunhos precedentemente apresentados, Leão XIV referiu-se ao de uma jovem trabalhadora. Ela afirmou que ser cristã não significa apenas participar na celebração eucarística, mas também trabalhar com dignidade e tratar todos com respeito, evocando ainda o desafio de ser mulher no mundo do trabalho.

Alicia falou-nos da importância de se ser fiel aos próprios deveres e de contribuir, através do trabalho quotidiano, para o bem da família e da sociedade. Partilhou conosco o seu sonho de uma terra “na qual os jovens, homens e mulheres, não procurem o sucesso fácil, mas optem pela cultura do esforço, da disciplina e do trabalho bem feito, e que este seja valorizado”.

Isto convida-nos a refletir sobre a importância do empenho fecundo e sobre a necessidade de promover sempre a dignidade de cada ser humano, frisou o Santo Padre, acrescentando:

O mesmo testemunhou Francisco Martin, referindo-se ao chamamento para o sacerdócio. Ele escancarou diante de nós uma janela para a belíssima realidade de tantos jovens que se entregam totalmente a Deus pela salvação dos irmãos. Não escondeu que teve dificuldade em encontrar coragem para dizer sim, seu fiat, sim Senhor, mas nas suas palavras todos nós compreendemos que confiar na vontade de Deus dá alegria e profunda serenidade. Uma vida entregue a Deus é uma vida feliz, que se renova todos os dias na oração, nos sacramentos e no encontro com os irmãos e irmãs que o Senhor coloca no nosso caminho.

Encontro do Papa Leão XIV com os jovens e as famílias no Estádio de Bata, na Guiné Equatorial (@Vatican Media)

Não tenhais medo de seguir as pegadas de Cristo
Na comunhão dos corações e na ação solícita para com os necessitados, renovam-se os milagres da caridade. Por isso, se sentis que Cristo vos chama a segui-lo num caminho de especial consagração – como sacerdotes, religiosas, religiosos, catequistas –, não tenhais medo de seguir as suas pegadas, exortou o Papa.

Leão XIV lembrou aos jovens que eles vieram a este encontro com suas famílias. “Elas são o terreno fértil no qual a árvore fresca e frágil do vosso crescimento humano e cristão afunda as suas raízes. Convido-vos, portanto, a agradecer juntos ao Senhor pelo dom dos vossos entes queridos”, a confiar-vos a Ele para que as vossas famílias possam crescer na união, acolher a vida como um dom a ser protegido e educado para o encontro com o Senhor, Caminho, Verdade e Vida.

Muitos de vós preparam-se para o sacramento do Matrimônio. Ser esposos e pais é uma missão entusiasmante, uma aliança a viver dia após dia, na qual vos descobrireis sempre novos um para o outro, artífices, com Deus, do milagre da vida e construtores de felicidade, para vós e para os vossos filhos.

Encontro do Papa Leão XIV com os jovens e as famílias no Estádio de Bata, na Guiné Equatorial (@Vatican Media)

Uma família que sabe acolher e amar é luz, é calor
Victor Antonio lembrou-nos que acolher a vida requer amor, empenho e cuidado, e estas palavras nos lábios de um adolescente devem levar-nos a refletir seriamente sobre o quão importante é tutelar e proteger a família e os valores que nela se aprendem. Uma família que sabe acolher e amar é luz, é calor.

Antes de despedir-se, o Santo Padre fez uma forte exortação aos jovens, aos pais e a todos os presentes, convidando-os a deixar-se entusiasmar pela beleza do amor, a ser testemunhas do amor que Jesus nos deu e ensinou: “Testemunhemos todos os dias que amar é belo, que as maiores alegrias, em todos os ambientes, provêm da capacidade de dar e de se doar, especialmente quando nos inclinamos perante quem mais precisa. A luz da caridade, cultivada nos lares e vivida na fé, pode verdadeiramente transformar o mundo, inclusivamente nas suas estruturas e instituições, para que cada pessoa nele encontre respeito e ninguém seja esquecido”.

“Façamos juntos disto mesmo um firme propósito e um compromisso alegre, para que Cristo, Crucificado e Ressuscitado, luz da Guiné Equatorial, da África e do mundo inteiro, possa guiar-nos a todos rumo a um futuro de esperança”, disse por fim.

Encontro do Papa Leão XIV com os jovens e as famílias no Estádio de Bata, na Guiné Equatorial (@Vatican Media)

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EVANGELHO DO DIA (Jo 6,44-51)

ANO "A" - DIA: 23.04.2026
3ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Eu sou o pão vivo descido do céu, quem deste pão come, sempre há de viver.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44 "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o atrai. E eu o ressuscitarei no último dia. 45 Está escrito nos Profetas: 'Todos serão discípulos de Deus'. Ora, todo aquele que escutou o Pai e por ele foi instruído, vem a mim. 46 Não que alguém já tenha visto o Pai. Só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. 47 Em verdade, em verdade vos digo, quem crê, possui a vida eterna. 48 Eu sou o pão da vida. 49 Os vossos pais comeram o maná no deserto e, no entanto, morreram. 50 Eis aqui o pão que desce do céu: quem dele comer, nunca morrerá. 51 Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Uma oferta que gera vida"

O sacrifício de Cristo, uma oferta total na Eucaristia
O amor verdadeiro se esvazia e não retém nada para si. Assim fez Jesus por nós, que se deu por inteiro.

“Eis aqui o pão que desce do céu, quem dele comer nunca morrerá. Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo”. (Jo 6,44-51)

Irmãos e irmãs, o texto de hoje revela o que nós chamamos de amor kenótico. Esse amor kenótico de Cristo por nós significa esvaziamento. Então, Jesus se esvaziou de Sua glória, fez-Se humano, assumiu a nossa carne para que fôssemos elevados por Sua bondade.

A oferta de Jesus como fonte de vida para o mundo
Cristo não reteve nada, não retém nada, mas Se oferece totalmente, irmãos e irmãs, na cruz e na Eucaristia, transformando este sacrifício em fonte de vida para nós, em fonte de vida para o mundo inteiro. Então Jesus se esvazia para nos preencher de Deus, para nos preencher da glória de Deus. E nós somos desejosos, queremos esta glória de Deus em nossa vida.

O alimento do céu
Esse pão que nós ouvimos, aqui no Evangelho, é presença que atualiza o mistério pascal de Jesus Cristo. Esse trecho do Evangelho tem, então, irmãos e irmãs, essa dimensão pascal e eucarística. Dimensão eucarística: Ele mesmo Se fez pão para nos alimentar a cada dia, até o fim dos tempos.

Por isso o convite para que, juntos, elevemos o nosso coração ao Senhor em oração: “Ajuda-nos, Jesus, nós Te pedimos, pois queremos ser oferta a cada dia. Também nós queremos nos esvaziar, queremos ser uma oferta agradável a Ti, uma oferta agradável a Deus. Oferta no cuidado que o Senhor coloca, com as pessoas que o Senhor coloca em nosso caminho. Que a Sua graça nos guie, Senhor”.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


Dizer ‘sim’ a Deus: o caminho da verdadeira alegria


A nossa alegria vem do sim que damos a Deus
Deus é o único que sabe da nossa vida e do caminho que devemos seguir, por isso precisamos acolher Suas orientações e fazer tudo o que Ele nos manda. A nossa alegria e o nosso bem-estar dependem do nosso sim a Deus. Não se deixe abater, procure viver o que o Senhor tem para você a cada dia. Revista-se da armadura do cristão.

Deus tem um sonho, um plano para a vida de cada um de nós, e esse plano não é revelado de uma vez só, mas vai se desvendando dia após dia. Quando olhamos um bordado pelo lado contrário, vemos muitas linhas entrelaçadas, sem sentido, mas quando olhamos o outro lado do bordado, começamos a identificar um lindo desenho.

Da mesma forma acontece conosco. Hoje, só vemos as dificuldades, as linhas entrelaçadas, mas Deus está trabalhando continuamente; e quando olharmos do outro lado, veremos o lindo bordado que é a nossa vida! A maior alegria do coração de Deus é contemplar a Sua vontade se realizando na vida de Seus filhos. E a alegria do Senhor é a nossa alegria!

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova