sexta-feira, 25 de setembro de 2026

O sinal da cruz é encontrado na Bíblia?


Os cristãos fazem o sinal da cruz sobre o corpo há séculos, e a prática tem raízes na Igreja primitiva

Uma das práticas mais distintivas tanto dos católicos quanto dos cristãos ortodoxos orientais é a realização do Sinal da Cruz sobre o próprio corpo. Mas ela está na Bíblia?

Esse costume é normalmente realizado antes e depois da oração, embora algumas culturas tenham estendido sua prática para antes de fazer praticamente qualquer coisa. Esta é uma das razões pelas quais você pode ver um jogador de beisebol fazendo o Sinal da Cruz quando se prepara para rebater a bola.

No entanto, embora essa tradição tenha se tornado uma parte enraizada da cultura católica, muitos se perguntam sobre suas origens e se ela é encontrada na Bíblia.

Uma breve história do Sinal da Cruz
Depois que Jesus foi crucificado na cruz, Seus primeiros seguidores começaram a ver a cruz como uma fonte de vida e salvação. São Paulo escreveu frequentemente sobre a cruz de Cristo em suas cartas e sobre como ela se tornou um símbolo de glória: "Longe esteja de mim gloriar-me a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo" (Gálatas 6,14).

O que era um meio de tortura tornou-se um sinal de salvação eterna. Embora isso agora nos pareça tão normal que nem pensamos nisso, inicialmente teria sido um sinal de fé nos caminhos misteriosos de Deus. Para nos ajudar a imaginar, pensem talvez em usar algum outro sinal de tortura e morte como símbolo — uma cadeira elétrica, por exemplo, ou uma corda de forca.

No entanto, os primeiros cristãos perceberam que a cruz não era apenas o "trono" de Jesus, mas também havia sido prefigurada de maneira bela e poética no Antigo Testamento, particularmente pelo fato de que o Gênesis coloca uma árvore no Jardim do Éden. Foi por meio de uma árvore que a morte chegou à criação de Deus, e por meio de uma árvore (a cruz) que a vida nos resgatou.
Raízes bíblicas

A rigor, não há um manual de instruções na Bíblia que diga aos seguidores para fazerem o Sinal da Cruz sobre seus corpos. No entanto, São João observa no livro do Apocalipse como os cristãos serão marcados com um símbolo específico em suas testas: "Foi-lhes dito que não danificassem a erva da terra, nem qualquer verdura, nem árvore alguma, mas apenas os homens que não têm o selo de Deus em suas testas" (Apocalipse 9,4).

Isso pode ter sido uma referência a uma passagem anterior no livro de Ezequiel, onde Deus disse: "Percorre a cidade, passa pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que nela se cometem" (Ezequiel 9,4).

Acreditava-se que essa marca era a letra grega tau, que é um T, e foi rapidamente adotada pelos cristãos como estando relacionada ao sinal da cruz.

Com esse contexto bíblico em mente, não deveria ser surpresa que os primeiros cristãos inicialmente fizessem o Sinal da Cruz em suas testas. Tertuliano escreveu no século II: "Nós, cristãos, gastamos nossas testas com o sinal da cruz".

Gradualmente, esse movimento de fazer o sinal da cruz foi sendo estendido, até que finalmente se tornou um movimento muito maior que abrange a cabeça, os ombros e o peito — como se estivéssemos nos revestindo com a cruz ou sendo abraçados por ela.

Embora a Bíblia não instrua especificamente os cristãos a fazerem o sinal da cruz, é um costume que se desenvolveu nos primeiros séculos da Igreja e possui fundamentos bíblicos que o tornam uma tradição potente que muitos cristãos incorporaram em suas vidas diárias.

Por que existem padres católicos casados?

Crédito: Gregory Dean | Shutterstock

A Igreja Católica Romana não permite o casamento para os padres, mas em alguns casos eles são casados e até exercem seu ministério entre os católicos.

Não é uma situação comum. Os sacerdotes católicos da Igreja do rito latino fazem uma promessa de celibato perpétuo antes de receber o sacramento da Ordem, portanto, não podem ser casados, como estipulado no Direito Canônico:

"Os clérigos são obrigados a observar uma continência perfeita e perpétua pelo Reino dos céus e, portanto, estão sujeitos a manter o celibato, que é um dom peculiar de Deus pelo qual os ministros sagrados podem se unir mais facilmente a Cristo com um coração inteiro e dedicar-se com maior liberdade ao serviço de Deus e dos homens."

Além disso, o Código esclarece como devem viver o celibato, tanto para não se colocar em perigo quanto para não causar escândalo:

"Os clérigos devem ter a devida prudência em relação àquelas pessoas cujo tratamento pode colocar em risco sua obrigação de guardar a continência ou ser causa de escândalo para os fiéis"

Então, se há tanto cuidado em conservar tudo sobre o celibato, por que existem alguns presbíteros que são casados? E, que, além disso, exercem seu ministério entre os católicos de alguma comunidade específica.

Para tirar toda a dúvida, é necessário explicar por que esses casos ocorreram.

Os episcopalianos convertidos
Seria muito raro ver essa situação no Brasil e em geral, na América Latina. Acontece, sobretudo nos Estados Unidos, com alguns sacerdotes episcopalianos - que são casados - e que se converteram ao catolicismo. As causas são diversas. Até aconteceu com comunidades inteiras. O notável é que muitos deles pediram para serem admitidos como padres católicos.

O padre Kenneth Doyle explicou isso em um artigo escrito para o The Catholic Missourian:

"Em 1980, uma disposição pastoral do Papa João Paulo II permitiu que clérigos anglicanos convertidos ao catolicismo fossem ordenados sacerdotes católicos romanos, mesmo casados. Esta disposição tem sido aplicada desde então nos Estados Unidos a cerca de 120 clérigos, principalmente ex-padres anglicanos (episcopais)".

A Provisão Pastoral
A Conferência Episcopal dos Estados Unidos tem um documento chamado Provisão Pastoral, cuja origem é atribuída a São João Henrique Newman por "sua previsão de uma completa unidade dos anglicanos com a Igreja" - lembremos que ele mesmo era anglicano -.

É claro que eles devem passar por todo um processo de avaliação, discernimento e aceitação porque também devem ser ordenados como padres católicos.

Também é conveniente ressaltar que, se o clérigo ficar viúvo, não poderá se casar novamente, vivendo em celibato pelo resto de sua vida.

Grupo de Assessores se encontra em momento de partilhas e apresentação de novidades para a Comunicação da CNBB


O Grupo de Assessores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) esteve reunido na sede da entidade, em Brasília (DF), na manhã desta quinta-feira, 24 de setembro. O encontro foi marcado pelas partilhas das atividades realizadas e pela apresentação de novidades no âmbito da Comunicação da CNBB. A reunião também contou com a participação on-line de assessores que não estão na Capital Federal.

O início do encontro foi marcado pela oração que será meditada no início do próximo mês por grupos e comunidades de todo o Brasil, durante a Semana Nacional da Vida. O assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, padre Rodolfo Chagas, conduziu a oração proposta no subsídio Hora da Vida.

Após a saudação do secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, os assessores partilharam sobre os eventos nacionais promovidos pelas Comissões Episcopais da CNBB, como o Fórum das Pastorais Sociais; o Encontro de Formação Ecumênica; o XVIII Seminário com os Bispos Referenciais para as CEBs e para o Laicato; a reunião ampliada da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e o 5º Congresso Vocacional do Brasil; e o XXIII Encontro Nacional da Pastoral da Educação (Enape) e XIII Encontro Nacional do Ensino Religioso (Ener).


Comunicação
Seguindo com a dinâmica de abrir espaço para apresentações específicas dos assessores sobre iniciativas e processos dentro de sua área de atuação, o assessor de comunicação da CNBB, padre Arnaldo Rodrigues, falou sobre algumas novidades propostas pela Assessoria de Comunicação da Conferência.

A primeira novidade é a atualização do portal da CNBB, com renovação visual e uma ideia de maior integração das páginas institucionais. Na sequência, padre Arnaldo também apresentou a proposta de Protocolo de Comunicação construído pelo departamento com o objetivo de aprimorar o atendimento das solicitações de cobertura, divulgação e apoio da equipe de comunicação. “A ideia é implementar uma cultura e processos que dinamizem a comunicação, tanto interna, quanto externa, em vista da missão institucional da Conferência dos Bispos”, explica padre Arnaldo.

O assessor também partilhou sobre o encontro realizado na tarde de ontem entre a Presidência da CNBB e jornalistas dos principais veículos de comunicação do país.

Questões administrativas
A reunião também foi oportunidade para alinhamentos administrativos. Os assessores partilharam sobre a construção dos relatórios quadrienais, em vista da próxima Assembleia Geral da CNBB, e receberam informes sobre o planejamento orçamentário relacionado às atividades que ainda serão realizadas até o primeiro semestre de 2027.

Subsecretário adjunto geral, padre Leandro Megeto, fala sobre os relatórios quadrienais

Subsecretário adjunto de Pastoral, padre Tiago Camargo

Luiz Lopes Jr. | Fotos: Paulo Augusto Cruz


O Papa a caminho de Paris: vou à França para levar uma mensagem de paz ao mundo


No voo rumo à França, Leão XIV cumprimenta os cerca de 80 jornalistas que o acompanham durante os quatro dias da viagem transalpina. O Pontífice expressou gratidão pelo trabalho que será realizado, seguido de saudações e respostas a algumas perguntas sobre temas atuais, como a crise em Ceuta ou a inteligência artificial. Os presentes foram significativos, a começar por dois livros: um com as cartas dos católicos franceses ao jornal La Croix; o outro, com as fotografias do terremoto na Venezuela

Salvatore Cernuzio – Do voo Roma/Paris

“Bom dia a todos! Bonjour! Good morning!”. A saudação é a de sempre no início de cada voo papal, com a adição do francês, a língua que ele falará nesta maratona de quatro dias na França. Leão XIV, de pé e com o microfone na mão, uma hora após a decolagem do aeroporto de Roma/Fiumicino, passa a cumprimentar os cerca de 80 jornalistas de dez países (mais de 20 são franceses) que o acompanham em sua quinta viagem apostólica. Ele agradece antecipadamente pelo trabalho de cobertura que será realizado na TV, no rádio, na internet, na imprensa escrita e nas redes sociais e — como já aconteceu em voos anteriores —, durante a rodada de saudações, não se intimida diante de piadas ou perguntas relacionadas à atualidade premente.

Como a Inteligência Artificial, após o anúncio das Big Tech de uma “desaceleração” do progresso tecnológico. “Talvez estejam começando a ler sua encíclica?”. “Nossa Comissão vaticana está em contato com muitos dos líderes do mundo da IA e estamos dando continuidade ao diálogo que espero ter iniciado com a encíclica. Acho que muitos deles — acrescenta Leão — estão abertos a buscar maneiras de garantir que a IA não suplantem nem destruam a humanidade, mas que seja, ao contrário, uma ferramenta a favor dos seres humanos. Coisas positivas estão começando a acontecer”.

O Papa Leão, em sua saudação aos jornalistas (@Vatican Media)

Ceuta, crise humanitária
A recente decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de proibir a CNN e outros meios de comunicação de acessarem a Casa Branca transparece — ainda que indiretamente — na saudação do Papa ao correspondente da própria CNN, Christopher Lamb, a quem o Pontífice diz: “estou muito contente por vocês estarem todos aqui e acho que é necessário, que é muito importante haver uma boa cobertura da mídia em todos os lugares e para todos”. Já com os colegas espanhóis, Leão XIV relembra a crise migratória do verão passado em Ceuta, que ele afirma ter acompanhado “desde o primeiro dia”: “É uma crise que tem causas de diferentes tipos por trás. É preciso entender como responder para evitar esse tipo de emergência. Foi realmente uma crise humanitária”.

Uma menção do Papa à Espanha, sua quarta viagem apostólica em junho passado, também nas palavras iniciais de saudação: “Gostaria de fazer uma menção especial àqueles de vocês que viajaram comigo quando voltamos de Espanha para Roma. E quero pedir desculpas pessoalmente por um incidente, com o qual não tenho nada a ver, mas sei que deixou alguns de vocês chateados pelo fato de não termos podido viajar juntos de volta para Roma”.

Para anunciar a paz
O Papa Leão agradece, então, a todos pelo trabalho de “cobertura da viagem à França”, que aborda “vários temas importantes”. Ele adia a entrevista para a coletiva de imprensa no voo de volta de Metz: “Mal posso esperar para vê-los durante a viagem de volta, e teremos a oportunidade de conversar um pouco”. Mas, antes, uma observação importante: “Em primeiro lugar, viajo à França, assim como a qualquer outra parte do mundo, como seguidor de Jesus Cristo para anunciar a paz, a paz de Cristo em todo o mundo. É uma mensagem que, como todos sabemos, é importante neste momento”.

Além das breves conversas, dos pedidos e das bênçãos, surgiram também algumas perguntas mais pessoais. “O senhor é uma pessoa feliz?”, pergunta a especialista em assuntos do Vaticano do jornal “Il Messaggero”, Franca Giansoldati. “Sim, sou feliz, apesar das dificuldades, mas encontro consolo na fé…”, responde o Papa. “De qualquer forma, estou contente com a escolha que fiz há tantos anos. Mas por que você me vê triste?”. “Não, mas o peso da Igreja se faz sentir?”. “Às vezes um pouco mais… mas Deus é grande!”, responde Leão.

Presente ao Papa (@Vatican Media)

Os presentes para Leão XIV
Também foram muitos os presentes durante a viagem a bordo do Airbus da Ita Airways. Dois presentes se destacam em especial: dois livros. O primeiro é aquele que o tradicional jornal francês “La Croix2 elaborou com mensagens de 340 leitores de todo o país. “Cher Pape León” é o título do livro que reúne preocupações geopolíticas, pedidos de reformas na Igreja e confidências íntimas ao Papa, figura que, como transparece nas páginas do livro, muitos veem como uma autoridade moral ouvida e respeitada em um mundo que está “à beira do abismo”. São muitas as preocupações dos franceses com a crise climática, a guerra, a IA, mas também com questões geopolíticas. Há quem, como Martine, agradeça ao Papa “por sua firmeza” diante daqueles que “querem instrumentalizar o cristianismo para conduzir guerras que atendam aos seus interesses políticos e financeiros”. E há quem peça “mais força para os palestinos e todas as pessoas privadas de sua terra”. Outros compartilham os temores em relação ao próprio país diante das eleições presidenciais de 2027, com o risco de uma polarização política, ou em relação à recente aprovação da lei sobre o suicídio assistido. Há também mensagens de gratidão por um caminho de fé reencontrado.

Cartas para o Papa é, por sua vez, o título do outro livro entregue ao Papa. Ele também reúne cartas — 74, para ser mais exato — com depoimentos de pessoas afetadas pelos terremotos de 24 de junho na Venezuela, além de fotografias do fotojornalista Miguel Gutiérrez que documentam as consequências do sismo em La Guaira. Imagens comoventes, algumas em preto e branco, assim como são comoventes os relatos — em espanhol — daqueles que viram tudo desabar sobre si. Quem entrega o livro a Leão é a repórter fotográfica Lola Gómez, veterana dos voos papais e natural da Venezuela. Ela é uma das idealizadoras da iniciativa (“Pensada para o Papa e destinada apenas ao Papa”), juntamente com outros quatro correspondentes em Roma: Jovel Álvarez, José Arnaldo Mujica e Daniel Cáceres. “Pretende ser uma ponte para levar ao Santo Padre as experiências, o sofrimento e a esperança expressos por aqueles que participaram”.

A cruz presenteada ao Papa (@Vatican Media)

Uma cruz feita com madeira recuperada após os incêndios na Espanha
Da Espanha, e mais uma vez como testemunho de um desastre natural, o outro presente ao Pontífice, trazido de avião pela jornalista da Rádio Cope, Eva Fernández: uma cruz feita com madeira de carvalho recuperada dos incêndios do verão passado na Espanha, que queimaram hectares inteiros de áreas florestais. No interior da cruz, um óculo contendo os restos carbonizados recolhidos nas proximidades da capela de Nossa Senhora da Nova, em Getafe (Madri), uma das poucas igrejas poupadas pelas chamas. O Papa observou atentamente o presente e, em seguida, afirmou: “Diante das catástrofes naturais, devemos assumir a responsabilidade e cuidar da Casa Comum”. Acima de tudo, devemos “rezar”. Ele, assegurou, é a primeira coisa que faz diante desse tipo de tragédia.

Houve também momentos mais descontraídos, acompanhados de risadas, diante de outras perguntas dos repórteres. Como aquela sobre se ele está praticando francês: “Um pouco!”. Mas com o Duolingo (famoso aplicativo para aprender idiomas estrangeiros, ndr)? “Não, não, não uso mais esse. É uma notícia falsa!”. Ao colega americano que lembrou da partida de basquete de 1º de novembro em Roma entre as universidades norte-americanas de Villanova e Notre-Dame e perguntou se a Villanova, universidade do jovem Prevost, teria o apoio e a bênção papal, Leão XIV respondeu: “Disseram-me que 90% das pessoas que irão ao jogo são de Villanova e 10% de Notre Dame. Portanto, a voz do povo de Deus será muito forte do lado de Villanova”.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 9,18-22)

ANO "A" - DIA: 25.09.2026
25ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Veio o filho do homem, a fim de servir e dar sua vida em resgate por muitos.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Aconteceu que Jesus 18 estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: "Quem diz o povo que eu sou?" 19 Eles responderam: "Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou". 20 Mas Jesus perguntou: "E vós, quem dizeis que eu sou?" Pedro respondeu: "O Cristo de Deus". 21 Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22 E acrescentou: "O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Em oração diante do Senhor"

Em oração, discernir e professar a fé
Aconteceu que Jesus estava rezando no lugar retirado, e os discípulos estavam com Ele. Então, Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?”. Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista, outros que és Elias, mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”. Pedro respondeu: O Cristo de Deus” (Lucas 9,18-22).

Irmãos e irmãs, o Evangelho começa mostrando Jesus em oração. Ele estava no lugar retirado.

Em um lugar retirado, buscar o discernimento de Deus
Aqui em São Lucas, nos momentos decisivos, em que Jesus precisava fazer algum tipo de discernimento, Ele é sempre precedido pela oração. Nossos momentos de grandes decisões também precisam ser precedidos pela oração. Que a oração seja uma marca da nossa vida, da nossa existência. Em Jesus, por exemplo, no batismo, na escolha dos apóstolos, na transfiguração e, agora, antes da confissão de Pedro.

Na oração, nasce a intimidade com Deus
O que isso nos revela? Revela-nos que o verdadeiro conhecimento de Jesus não nasce apenas da nossa inteligência, de ler livros, de teologia ou algo assim, mas de uma revelação recebida na intimidade com Deus. Enquanto o povo formula opiniões incompletas: uns dizem que é o profeta Elias, outros que é João Batista. 

Os discípulos são conduzidos a uma fé mais profunda.
O mundo pode admirar Jesus como Mestre – um mestre moral, um líder espiritual até mesmo –, mas somente a fé concedida pelo Pai reconhece n’Ele o Cristo de Deus, o Ungido, o Prometido desde o Antigo Testamento, e isso é revelado pela resposta de São Pedro.

Que essa resposta de São Pedro também seja a nossa resposta em relação a Jesus: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus”.

Sobre você, desça e permaneça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


Deus quer que você viva o presente, viva a boa semente em Cristo


Como semear a boa semente no dia a dia
Olá, queridos amigos! Nós estamos levando para você a boa semente. Aquele pouquinho que eu sei, que eu estudo, que eu quero deixar para vocês: a meditação que Deus quer que nós vivamos no dia de hoje. E você não se esqueça nunca de levar a sua semente para o terreno do outro, para o coração do outro. É assim que nós vamos semear a boa semente, que é Jesus Cristo.

Quando você leva a Boa Semente para o irmão – seja a Bíblia, uma mensagem, alguma coisa boa para o irmão – você está levando uma boa semente para regar o coração dele. Nós precisamos de muita força e alegria, e nós estamos nessa batalha, nessa luta interior de sermos vencedores em Cristo.

A Palavra de Deus em 1 Coríntios 10,12-13 e as provações da vida
A Palavra que Deus nos dá hoje está em Primeira Coríntios 10,12-13: “Portanto, quem julga estar de pé, tome cuidado para não cair. Não tendes sido provados além do que é humanamente suportável. Deus é fiel e não permitirá que sejais provados acima de suas forças. Pelo contrário, junto com a provação, ele providenciará o bom êxito para que possa suportá-la”. Isso aqui é a esperança que Deus traz para nós no dia de hoje, a felicidade d’Ele. Ele é fiel com quem Ele chamou nas horas de provação. Então, você tem que ser fiel a Deus, porque Ele é fiel a você mesmo nas provações, certo?

Buscando a santidade e fugindo do pecado
Quando falamos em santidade, parece uma coisa tão distante de nós, mas tão distante, que acabamos dizendo: “Eu não tenho como ser santo”. É ao contrário: Deus quer que você seja santo. E o que é ser santo? É viver uma vida normal que Ele nos deixou. Deus já deixou toda a Sua lei aqui, o velho e novo. Você quer saber alguma coisa para a sua santidade, o que você deve e o que não deve fazer? Você acha na Bíblia. Não é importante uma coisa assim? Então, eu penso que, cada vez mais, nós devemos procurar a nossa santidade. E, para ser santo, eu tenho que fugir de muitas coisas.

Os perigos da prostituição mental e da idolatria
A ira de Deus é outro exemplo que eu posso trazer para vocês. Não podemos deixar Deus ficar bravo. E quando Ele fica bravo? Quando fazemos alguma coisa de ruim para nós mesmos ou para o irmão, nós nos distanciamos d’Ele. Não é que Deus tira o Seu olhar de nós, mas nós nos distanciamos d’Ele, damos-Lhe as costas. E Deus não quer isso. Ele quer nos amar, e quer que nós O amemos.

Outro exemplo que eu posso trazer para vocês é a prostituição, que não é somente a relação sexual errônea, mas também a prostituição mental, pois existe aquele olhar maligno que você não consegue dominar. Então, o que acontece? Deus se afasta. E essa liberdade que Deus nos dá, que é o perigo. Jesus, quando veio e trouxe para nós essa boa nova, essa libertação, nós misturamos “alho com bugalho”.

Como é triste a idolatria! É muito difícil a pessoa que idolatra, que não foge das paixões da mocidade!
O cuidado com a liberdade e com as paixões da mocidade
Às vezes, você tem 60, 70, 50 anos, e relembra a sua mocidade e sente falta dela. Nossa, lembra aquela moça com quem eu saí? Lembra aquela bebedeira? Lembra aquela festa, lembra aquilo isso, aquilo outro? Você ainda está vivendo o passado. Deus quer que você viva o presente. O passado já foi!

Você, muitas vezes, acorda com aquela vontade de ter uma vida de 30 anos. Aí você cai na sua, levanta, lava o rosto, toma um café e fala: “É… estou com 70, estou com 50, não sou mais aquele”. Certo? Lembra quando você era responsável por uma turma no seu serviço? Que todo mundo o bajulava? Lembra quando você era o rei da cocada branca ou a rainha da cocada preta na vida que você dominava, que você era a mais charmosa, que você era a que mais aparecia, que você era mais bonita, o mais bonito? Isso tudo passa.

O verdadeiro líder vive no presente com humildade
Um líder não depende do passado. Quando Deus nos coloca essa Palavra: “Quem julga estar de pé, toma cuidado para não cair”, eu quero dizer para você o seguinte: um líder não precisa de passado, ele tem que ser líder no presente. Eu fui responsável pela Canção Nova por 50 anos. Eu não tenho um inimigo na Canção Nova, e aqueles que passaram e já foram embora, estão vivendo outra vida.

Eu recebi uma visita muito importante para mim essa semana. Ele saiu do serviço dele, estava passando por Cachoeira Paulista [sede da Canção Nova], e veio me visitar, foi à minha casa. Ele chegou lá, sentamos no sofá e ele puxou aqueles assuntos antigo que nós vivíamos, aquela coisa toda… Como é bom a gente viver assim! Como é bom relembrar a alegria do passado! Mas nós não vivemos o passado.

Então, meu amigo, “quem julga estar de pé, tome cuidado para não cair. Não tendes sido provados além que a humanidade suportável. Deus é fiel e não permitirá que sejais provado acima de suas forças”. Seja dócil, seja amigo, abra o seu coração para o seu irmão, seja ele preto, branco, azul, cor-de-rosa, a cor que for… Ao dinheiro que tiver, ele é seu irmão, ele é filho de Deus.

Então você não é chefe. E se você é chefe, você é o chefe hoje. Amanhã a Deus pertence. Às vezes, irmão, hoje você é chefe, e eu sou subordinado. Às vezes, amanhã, eu sou chefe e você poderá ser subordinado. E aí Jesus o ama e eu também.

Deus abençoe seu dia.

Do seu amigo,

Wellington Silva Jardim – Eto
Cofundador da Comunidade Canção Nova

São Firmino


Firmino (Firmin) nasceu pelo  final do século III em Pompaelo (atual cidade de Pamplona, na Espanha). Sua família era pagã, e seu pai um senador do império romano. Foram todos convertidos por São Saturnino, bispo de Toulouse, França, quando ele esteve na Espanha. Firmino ficou sob a educação do sacerdote Honesto até os 17 anos, e já era conhecido como bom pregador quando, então, seguiu para Toulouse, a completar sua formação com o bispo Honorato.

Logo foi ordenado sacerdote, iniciando seu trabalho na região de Navarra, em Pamplona, onde conseguiu muitas conversões; por isso Honorato o sagrou como o primeiro bispo da cidade, aos 24 anos. Depois de bem organizar a diocese, sagrou outro bispo em seu lugar e foi como missionário para o norte da França. Numa época de perseguição aos cristãos, até os pagãos ficavam admirados de ver a sua coragem em pregar o Evangelho, expondo-se à prisão e à morte. De fato, acabou preso em Lisieux, e quando sua condenação parecia certa, o governador morreu, e ele foi solto.

Dedicou-se novamente à pregação corajosa nas Gálias, atual França, em várias regiões, como Aquitânia, Auvergne, Anjou, etc., e com tal sucesso que ficou conhecido como “Apóstolo das Gálias”, convertendo milhares de pessoas. Suas conversões mais famosas, na cidade de Beuvais, são as de Arcádio e Rômulo, que o perseguiam implacavelmente, procurando desmoralizá-lo. Mas a firmeza na Fé, os milagres que operava, as pregações, santidade e bondade de Firmino lhes tocaram as almas, bem como a Graça de Cristo, e diante das evidências eles pediram o Batismo.


Por fim Firmino foi para Samobriva Ambianorum, atual Amiens, onde estava muito intensa a perseguição religiosa, e de onde foi feito o primeiro bispo. Obteve ali tantas conversões que os magistrados responsáveis, Lôngulo e Sebastião, temendo ser acusados de negligência na repressão aos católicos, mandaram prendê-lo e, com medo de uma revolta popular no futuro julgamento, também decapitá-lo discretamente na prisão, espalhando a notícia que morrera por causa de um ataque cardíaco. A execução foi feita no dia 25 de setembro, num ano entre 290 e 303.

São Firmino é patrono de Amiens, Lesaka, da diocese de Pamplona, e co-patrono de Navarra junto com São Francisco Xavier. Também é padroeiro dos tanoeiros, barqueiros, viticultores e padeiros, e invocado contra as doenças.

As tradicionais festas de Pamplona em 7 de julho, as Sanfermines, de fama internacional, incluem a procissão de São Firmino, pela manhã, e os encierros, corridas de touros soltos num percurso de aproximadamente 850 metros nas ruas da cidade, acompanhados por homens que se arriscam junto com eles, até chegarem na arena. Antes de participarem, os corredores pedem ajuda a São Firmino, cantando em frente a uma sua imagem na Cuesta de Santo Domingo, uma rua inclinada onde as corridas começam.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Algo que muito chama a atenção na vida e obra de São Firmino é a sua coragem. Não sei qual é a orgiem dos encierros e a sua relação direta com ele, mas de fato é preciso ser corajoso para se expor à corrida de touros desembestados – como o santo se expôs à fúria bestial das perseguições cristãs. Naturalmente, o motivo, o sentido e o conteúdo da sua atuação corajosa têm valor real, enquanto que as corridas da Sanfermines, com risco de vida desnecessário, talvez não agradem tanto nem a Deus nem a Firmino; melhor associação com o touro nos dá São Lucas, por ser representado por um ao destacar no seu Evangelho o caráter sacrificial de Cristo, na Sua obra de Redenção, sendo que os touros eram eminentemente, na antiguidade, animais ofertados em sacrifício. A vida não deixa de ser uma corrida perigosa ao longo de um caminho, portanto mais sensato é segui-la não no ritmo alucinado e irresponsável de um encierro, mas no de uma procissão, como se dá início às Sanfermines: de forma ordenada e para Deus, sob Sua proteção e a dos santos. Outra bela característica de São Firmino, e que une as ideias de não temer as bestialidades deste mundo e o seu ritmo processional na vida, é a tranquilidade da alma, pela confiança – Fé – e convicção de “combater o bom combate” (cf. 2Tm 4,6-8) em Jesus e na certeza da sua vocação. Ele tranquilamente lançou-se ao apostolado, em ritmo intenso sim, mas sobretudo espiritualmente, do qual é apenas consequência sua atividade missionária física: como sempre, é preciso antes preparar, e manter sempre, o espírito, para depois testemunhar Nosso Senhor ao próximo, sob qualquer vocação particular. Preparo que São Firmino cultivou desde criança, com o mérito da reta intenção, e providências concretas dos pais, necessárias em todos os tempos... “Diante das evidências”, mesmo inimigos de Firmino se converteram, e é o que acontece quando o testemunho católico é verdadeiro e coerente. Mas o que fica evidente diante de nós, hoje, é a carência de vidas santas que proclamem este testemunho: um sério alerta para nós, católicos, que certamente devemos viver radicalmente a nossa Fé, para o bem das nossas almas e as dos irmãos. É sempre possível a organização pessoal para este objetivo, que aliás é o fundamento da nossa existência nesta Terra, tudo o mais constando apenas como os meios que Deus proporciona para este fim – circunstâncias e vocações individuais. E se o medo, a injustiça, a maldade e a mentira dos carrascos de Deus levam à morte, não é a dos fiéis a Ele, mas a dos próprios carrascos.

Oração:

Pai de infinito amor e bondade, que nos ofereceis o exemplo da coragem de Jesus diante do martírio para a salvação das almas, concedei-nos por intercessão de São Firmino a graça de como ele, desde jovem um bom Pregador, pregarmos igualmente com nossas vidas a juventude infinita da alma no Vosso amor, através da perseverança na paciência e nas virtudes em vista da conversão dos pecadores, e jamais consentirmos numa vivência espiritual mentirosa, que ataca o Vosso Sagrado Coração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB lança a publicação: “Novos compromissos do Pacto Educativo Global”


Como parte da programação do XXIII Encontro Nacional da Pastoral da Educação (Enape) e do o XIII Encontro Nacional do Ensino Reigioso (Ener), promovidos Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi lançado no sábado, 19/09, após Celebração Eucarística na Catedral de Brasília a publicação: “Novos compromissos do Pacto Educativo Global – Guia pedagógico-pastoral para a Educação Básica”.

O guia tem como objetivo apresentar os três novos compromissos do Pacto Educativo Global — educar para a paz, para a interioridade e para um mundo digital mais humanizado —, traduzindo-os para a realidade concreta de nossas escolas. Para isso, oferece sugestões pedagógicas e pastorais que possam colaborar com os educadores na concretização desses compromissos e na construção de novos horizontes para a educação.
Inspiração na pedagogia de Jesus

O arcebispo de Fortaleza (CE) e presidente da Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da CNBB, dom Gregório Paixão, reforça que o Papa Leão XIV deu continuidade, com vigor renovado, ao caminho aberto pelo Papa Francisco por meio das iniciativas do Pacto Educativo Global.

Segundo ele, trata-se de uma resposta lúcida da Igreja que, inspirada na pedagogia de Jesus, reconhece os desafios de um contexto marcado, em tantas partes do mundo, pelo enfraquecimento do compromisso com uma educação integral e humanizadora.

Dom Gregório Paixão reforça que é importante, como Igreja no Brasil, assumir também os três novos compromissos do Pacto Educativo Global. “Queremos somar forças com as instituições educativas, os governos e a sociedade como um todo, a fim de fortalecer um compromisso renovado com a educação. Acreditamos que educar é uma tarefa essencial para a construção de uma sociedade mais fraterna, solidária e capaz de promover a dignidade de cada pessoa”, afirmou.
Sobre a publicação

A publicação está organizada em três capítulos: 1) Educar para vida interior; 2) Educar para um diálogo humano; e 3) Educar para Paz. Em cada um dos compromissos/capítulo, a publicação apresenta as inspirações bíblicas, conecta-se com as Bases Nacional Curricular Comum (BNCC), propostas pedagógicos e pastorais, quadro de atividades e projetos integrados.

Se destina a gestores, coordenadores, professores, agentes de pastoral e equipes de Ensino Religioso. O essencial não é seguir cada sugestão à risca, mas permitir que os três compromissos se tornem cultura escolar — um modo de ser e de educar.

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