quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Seminário Nacional aprofunda gestão integrada dos bens culturais da Igreja a serviço da evangelização



A Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, em outubro, dois eventos conjuntos sobre os bens culturais da Igreja: O II Seminário Nacional de Patrimônio Cultural Católico e III Encontro dos Equipamentos e Centros Culturais Católicos. Realizado no contexto do Acordo de Cooperação Técnica entre a CNBB e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o seminário terá como tema “Os bens culturais da Igreja e sua gestão integrada a serviço da evangelização”.

A programação será realizada de 5 a 8 de outubro, na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília (DF). Haverá aula magna conduzida pela diretora do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (SNPC) de Portugal, doutora Isabel Maria Alçada Cardoso. Os participantes também terão a oportunidade de acompanhar conferências e painéis e participar de workshops.


A expectativa é reunir representantes das (arqui)dioceses, profissionais e técnicos do Iphan, representantes dos equipamentos e centros culturais católicos (centros culturais, museus, memoriais, arquivos e bibliotecas eclesiásticas), profissionais especialistas de diversas áreas, para refletir e traçar estratégias sobre a preservação, sustentabilidade, identificação e captação de recursos e investimentos em vista dos Bens Culturais da Igreja e do Patrimônio Cultural Católico.

Precioso patrimônio
Dom Gregório Paixão, arcebispo de Fortaleza (CE) e presidente da Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB, recorda que a Igreja Católica no Brasil possui um “precioso patrimônio cultural material e imaterial, constituído ao longo dos séculos”.

“São igrejas, imagens, documentos, objetos litúrgicos, músicas, festas, tradições e tantas expressões de fé que testemunham a história da evangelização e da vida do nosso povo”, enumera.

Nesse sentido, salienta o bispo, o trabalho da Comissão, por meio do Setor de Bens Culturais, é de promover, preservar, divulgar, salvaguardar e pesquisar esse patrimônio. O trabalho ainda busca fortalecer a cooperação com as instituições públicas na sua preservação, como é o caso do Acordo de Cooperação Técnica com o Iphan.

“Na Igreja, preservar um patrimônio não significa apenas cuidar de coisas antigas, significa cuidar da memória, da identidade e da fé de um povo. Aquilo que recebemos de gerações passadas, pode continuar sendo instrumento de evangelização para as novas gerações”, destaca dom Gregório.


Papa: a Igreja não pode permanecer passiva nem indiferente ao que acontece no mundo


Após a Sacrosanctum Concilium, agora é a vez da Constituição Pastoral Gaudium et Spes ser aprofundada pelo Papa Leão XIV em seu ciclo de catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II. O texto trata da relação da Igreja com o mundo contemporâneo, buscando "responder, de modo adaptado em cada geração, às eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida".

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

A Audiência Geral desta quarta-feira voltou para a Praça São Pedro, depois de quatro semanas sendo realizada na Basílica Vaticana. Diante de cerca de 15 mil fiéis, Leão XIV introduziu um novo documento do Concílio Vaticano II, a Constituição Pastoral Gaudium et spes.

O texto aprofunda um tema fundamental, que é a relação da Igreja com o mundo contemporâneo, reconhecendo "uma nova ordem de relações humanas", como definiu São João XXIII. A Constituição Conciliar Gaudium et spes começa por declarar que a Igreja sente como suas "as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem" (GS 1).

"Essa partilha com a humanidade é o caminho que Cristo pede à Igreja", afirmou Leão XIV.

“É uma partilha que nos convida a sair de toda a passividade e indiferença perante os acontecimentos, a história e a vida das pessoas, sobretudo perante a mudança rápida e profunda que hoje vivemos. Não é possível permanecer como espectadores desinteressados; pelo contrário, é preciso escutar com o coração, deixar-se interpelar, envolver-se.”

A ilusão de que a guerra é um caminho eficaz para construir a paz
Os fiéis são então chamados a assumir as dificuldades dos irmãos, "sobretudo daqueles que são oprimidos pela injustiça, pela discriminação e pela violência". Nesse sentido, acrescentou o Pontífice, a proximidade com a humanidade abre caminho a uma leitura mais profunda dos acontecimentos e da própria Revelação e, nessa mesma perspetiva, a Gaudium et spes recorda o «dever de a Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpretá-los à luz do Evangelho» (GS 4).

Esta Constituição conciliar, portanto, exortou a Igreja a um compromisso permanente de conversão e a desmascarar as contradições que caracterizam o mundo contemporâneo. Como exemplo, o Papa citou o progresso científico e tecnológico que oferece sempre novas possibilidades, mas apenas a alguns; ou ainda, uma maior disponibilidade de riquezas desproporcionamente distribuídas; ou ainda, diante de ações que ameaçam o futuro do planeta, a incapacidade de renunciar ao consumo egoísta e à ilusão de que a guerra é um caminho eficaz para construir a paz.

A Igreja é chamada a servir o ser humano
Assim, concluiu Leão XIV, numa época de profundas mudanças, "das quais decorrem desequilíbrios preocupantes, a Igreja é chamada a servir o ser humano, escutando e acolhendo as questões mais profundas do seu coração e os anseios que nele habitam, indicando em Cristo «a chave, o centro e o fim de toda a história humana» (GS 10)".

“Queridos irmãos e irmãs, que a alegria e a esperança – gaudium et spes – sejam as características distintivas de uma Igreja que anuncia e testemunha o Evangelho, aproximando-se das mulheres e dos homens do nosso tempo.”

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EVANGELHO DO DIA (Lc 4,38-44)

ANO "A" - DIA: 02.09.2026
22ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 38 Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39 Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. 40 Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41 De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: "Tu és o Filho de Deus". Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. 42 Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. 43 Mas Jesus disse: "Eu devo anunciar a boa-nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado". 44 E pregava nas sinagogas da Judeia.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Compaixão e misericórdia de Jesus"

Compaixão divina que acolhe as nossas dores e nos restaura
Nós vamos, neste Evangelho de hoje, ver que Jesus se coloca a serviço com um coração compassivo para tocar o coração das pessoas. E o Evangelho de São Lucas vai nos dizer o seguinte:

“Jesus inclinou-se sobre ela, ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los” (Lucas 4, 38-44).

Jesus não apenas toca e cura o nosso físico, o nosso corpo, mas Ele restaura o coração e devolve o sentido da nossa missão. A sogra de Pedro, da qual o Evangelho fala, depois de ela ser curada, não permanece inerte, não permanece parada; ela se coloca a serviço.

O encontro com a compaixão de Jesus
O encontro verdadeiro com Cristo sempre gera em nós serviço, caridade e disponibilidade. Meu irmão, minha irmã, o Evangelho continua mostrando que, ao pôr do sol, muitos levavam os doentes até Jesus, e Ele impunha as mãos sobre cada um deles.

São Lucas destaca a palavra compaixão, a qual mostra quem é Jesus: um Homem misericordioso. Jesus não olha as multidões de forma distante, Ele toca pessoa por pessoa. Isso nos mostra que Deus conhece as nossas dores, as nossas lutas e as nossas necessidades mais escondidas.

Compaixão para anunciar Jesus
Termino com algo importante da missão de Jesus: anunciar o reino dos céus. Quando Jesus anuncia o reino dos céus, anuncia libertações, curas e conversões acontecem no meio de nós. A missão de Jesus é anunciar o reino para tirar o Seu povo da escravidão, do pecado e da morte.

Jesus quer nos levar a essa experiência profunda de sermos tocados por Ele e sermos esses que irão também tocar outros por meio da Sua misericórdia. A misericórdia que nos alcança é a mesma que precisamos levar para as pessoas. Colocar-se a serviço como a sogra de Pedro é viver como Jesus viveu nesta terra. Jesus passou por esta terra fazendo o bem. E como Santa Teresinha de Jesus disse: “Eu quero passar o meu céu nesta terra fazendo o bem”.

Que Jesus nos dê a graça e nos encoraje. Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


A Quaresma de São Miguel e a promessa de Cristo a respeito dos Anjos

O céu aberto e o papel dos Santos Anjos na salvação

Nesta Quaresma de São Miguel, queremos refletir sobre a promessa que Cristo Jesus fez aos seus discípulos:

“Em verdade, em verdade vos digo: vereis o céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem!” (Jo 1, 50-51).

Ao ouvirem estas palavras, os discípulos de Jesus pensavam certamente na escada de Jacó. Este teve um sonho no qual “via uma escada, que, apoiando-se na terra, tocava com o cimo o céu; e os santos anjos de Deus subiam e desciam pela escada. E no alto estava o Senhor” (Gn 28,12). No entanto, nas palavras da promessa de Jesus, podemos notar uma mudança significativa: os Anjos já não são apenas os mediadores entre Deus no alto e os homens embaixo, mas eles sobem e descem sobre o Filho do homem.


Qual é o significado disso?
O Filho de Deus desceu à terra para se tornar Filho do homem; ele veio para nos salvar trazendo consigo os Santos Anjos para o auxiliarem na sua missão de salvador da humanidade. Por isso, diz o Catecismo da Igreja Católica (n.º 331):

“Cristo é o centro do mundo dos anjos. Estes pertencem-lhe… são dele… porque Ele os fez mensageiros do seu plano salvador”.

O centro do mundo angélico já não é o trono de Deus sobre os céus, mas Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem. E assim, os Anjos sobem e descem sobre o Filho do homem. O Catecismo afirma ainda (n.º 333):

“Desde a Encarnação até a Ascensão, a vida do Verbo Encarnado é cercada da adoração e do serviço dos anjos.”

Os Anjos na vida de Jesus
Será que Jesus precisava do serviço e do auxílio dos Santos Anjos? O mistério de Jesus Cristo consiste precisamente nisto: ele é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Como Deus, os anjos o adoram. Como homem, os Anjos o servem e auxiliam. Com efeito, enquanto homem, ele precisava também do serviço dos Anjos.Um Anjo avisou São José do iminente perigo para a vida do menino Jesus (cf. Mt 2,13).
Os Anjos vieram para servir Jesus no deserto e durante toda a sua vida (cf. Mt 4,11).
Um Anjo fortaleceu-o na sua agonia no Monte das Oliveiras (cf. Lc 22,43).

De fato, em Jesus como homem havia uma íntima relação com os Anjos. Estes o assistiram e ajudaram-no a cumprir a vontade do Pai e realizar a obra da redenção. E disso os próprios discípulos de Jesus se tornaram testemunhas. De fato, junto de Jesus, os seus discípulos viram os “céus abertos” e a poderosa ação dos Anjos de Deus que acompanharam e serviram Cristo na sua missão salvadora e, ao mesmo tempo, foram os primeiros evangelizadores. Eles proclamaram a Boa-Nova do nascimento do Salvador aos pastores (cf. Lc 2,10-14), a notícia da ressurreição às mulheres na manhã da Páscoa (cf. Lc 24,5-7) e a promessa da segunda vinda de Cristo aos discípulos depois da ascensão de Cristo ao céu (cf. At 1,10-11).

Os Anjos na vida da Igreja
Será que Jesus cumpre sua promessa ainda hoje? Onde é que podemos ver o céu aberto e os Santos Anjos descendo e subindo?

Disse o saudoso Papa Bento XVI: “A Eucaristia é o lugar onde se cumpre a promessa de Cristo a Natanael. É na liturgia que podemos ver o céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem” (cf. Jo 1,51). Pois na Eucaristia Cristo se faz presente em nosso meio. E onde Cristo está presente, aí o céu está aberto e os Anjos sobem e descem.

Por isso, “em sua Liturgia, a Igreja se associa aos anjos para adorar o Deus três vezes Santo” (Catecismo, 335). No início da oração eucarística, o celebrante convida, pois, os fiéis a se unirem de modo particular aos Anjos:

“Concedei-nos também a nós, associar-nos à multidão dos querubins e serafins, cantando a uma só voz: Santo, Santo, Santo…”

Os Anjos na nossa vida
Santo Agostinho pergunta: Como é possível que os Santos Anjos subam e desçam sobre o Filho do homem, se este, depois de ter subido ao céu, está sentado à direita do Pai? Ele então lembra a palavra de Jesus a Paulo: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9,4). E responde: É verdade, Cristo subiu aos céus, mas, ao mesmo tempo, ficou na terra em cada um dos Seus discípulos. Jesus não disse a Saulo: Por que persegues “meus discípulos”, mas sim por que “me” persegues a mim. Pelo batismo, tornamo-nos cristãos, o que quer dizer: Cristo está em nós e nós em Cristo. Este é um dom que nos foi dado no Batismo e, ao mesmo tempo, uma tarefa que perdura por toda a nossa vida: seguir Cristo, tornar-se semelhante a ele.

Portanto, os Anjos não somente servem a Cristo presente na Eucaristia, mas também a Cristo em nós. A sua tarefa é a de nos ajudar no caminho da salvação. Assim, diz o Catecismo (n.º 334):

“Toda a vida da Igreja se beneficia da ajuda misteriosa e poderosa dos anjos.”

Então, é verdade que os Anjos descem e sobem sobre nós, ou melhor, sobre Cristo presente em nós: descem para nos comunicar as palavras, graças e bênçãos de Deus e sobem para elevar a Deus nossos louvores, orações e sacrifícios.
Qual é a missão dos Anjos em relação a nós?

Cristo faz todos os Santos Anjos participarem no seu projeto de salvação:
“Porventura não são todos os Anjos espíritos a serviço de Deus, que lhes confia missões para o bem daqueles que devem herdar a salvação?” (Hb 1, 14).

Os Anjos que serviam a Cristo durante sua vida aqui na terra continuam a servir a Cristo em nós, membros do seu Corpo, que é a Igreja. De modo particular, enquanto Anjos da Guarda, eles se tornam nossos servos para acompanhar-nos no caminho da salvação e conduzir-nos ao céu.

Será que os Anjos são felizes em servir a nós, seus “irmãos menores”?
Os Santos Anjos desejam colaborar na nossa salvação. Disse Jesus:
“Digo-vos que haverá júbilo entre os Anjos de Deus por um só pecador que se converte” (Lc 15,10).
Os anjos veem Cristo em nós, e por isso eles nos servem com muita dedicação e grande zelo. Eles estão conscientes de que o que fizerem a um desses seus irmãos menores será a Cristo que o farão (cf. Mt 25,40). De fato, no Juízo Final, quando Jesus vier na Sua glória, juntamente com todos os Anjos (cf. Mt 25,31), poderemos contemplar com admiração a ação misericordiosa, muitas vezes escondida, mas eficaz dos Anjos, especialmente do nosso Anjo da Guarda, na nossa vida e na história.
Será que a promessa de Jesus sobre os Anjos descendo e subindo vale para todos os homens ou somente para os que, pelo batismo, se tornaram filhos de Deus?

O Catecismo (n.º 336) faz duas afirmações:
“Desde o início até a morte, a vida humana é cercada pela proteção e pela intercessão dos Anjos.”

Portanto, não há dúvida de que todos os homens gozam da proteção e da intercessão dos Santos Anjos ao longo de sua vida, pois todos são chamados à salvação em Cristo. No entanto, há uma grande diferença entre a relação de uma pessoa batizada e uma pessoa não batizada com o seu Anjo da Guarda. Por isso o Catecismo continua citando São Basílio:

“Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à vida.”
Pelo batismo, somos unidos a Cristo, e n’Ele com todos os outros membros de Seu corpo, isto é, com nossos irmãos aqui na terra e, ao mesmo tempo, com nossos irmãos no céu, ou seja, com os Anjos e Santos. Por conseguinte, somente uma pessoa batizada se torna irmão do seu Anjo, e então pode experimentar uma profunda união com ele em Cristo. De fato, “ainda aqui na terra, a vida cristã participa na fé da sociedade bem-aventurada dos anjos e dos homens, unidos em Deus” (Catecismo, 336).

Sugestões: Medite nesta semana sobre a promessa de Jesus: “Vereis o céu aberto e os Anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem!” (Jo 1, 50-51).
Abra os olhos do seu coração para ver a presença dos Santos Anjos na celebração da Santa Missa e também na sua vida no dia a dia!

Imite os Anjos no seu serviço para com os homens praticando obras de misericórdia! Seja um “Anjo” para seu irmão, sua irmã!
Una-se aos Anjos para adorar Jesus no Santíssimo Sacramento do altar.
E reze com frequência a oração dos Anjos: o “Sanctus”, e experimentará que o céu se abrirá sobre você e os Anjos descerão sobre você e sua casa:
Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo, o céu e a terra estão cheios de sua glória. Hosana nas alturas. Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas.

Autor: Pe Fidelis Stockl, ORC

São Zenão, Mártir de Nicomédia

São Zenão, um cristão fervoroso de Nicomédia, na atual Turquia, foi um dos muitos mártires perseguidos durante o reinado do imperador Juliano, o Apóstata, conhecido por seu esforço em restaurar o paganismo e suprimir o cristianismo. Zenão, um homem de grande fé, era pai de dois filhos, Concórdio e Teodoro, que também foram alvos da perseguição. Sua história, marcada pelo sacrifício e pela devoção, foi preservada através de uma antiga passio latina, que mistura fatos históricos com elementos lendários.

De acordo com a tradição, Zenão e seus filhos foram capturados e torturados pelas autoridades romanas, que buscavam fazê-los renunciar à sua fé cristã. Contudo, eles permaneceram firmes em suas convicções, mesmo diante das mais terríveis provações. O testemunho de Zenão, assim como o de Concórdio e Teodoro, tornou-se um símbolo de resistência espiritual e fidelidade a Cristo, inspirando gerações de cristãos a perseverarem na fé, independentemente das adversidades.

Entre a história e a lenda, o martírio de São Zenão e seus filhos se destaca como um exemplo de amor incondicional a Deus, a ponto de escolher a morte em vez de renunciar à fé. Esse exemplo de coragem e lealdade continua a ser um farol para os cristãos de todo o mundo, que encontram em sua vida uma fonte de inspiração e força.

Reflexão:

A espiritualidade de São Zenão é marcada por uma profunda confiança na providência divina e uma entrega total à vontade de Deus. Ele nos ensina a importância da perseverança na fé, mesmo quando enfrentamos as mais duras perseguições e desafios. A vida de São Zenão nos convida a uma fé inabalável, sustentada pelo amor a Cristo e pela esperança na vida eterna. Sua história é um lembrete de que o verdadeiro cristão deve estar disposto a sacrificar tudo por amor a Deus, confiando plenamente em Sua graça e misericórdia.

Oração:

Ó glorioso São Zenão, mártir fiel e corajoso, que suportaste os mais terríveis sofrimentos por amor a Cristo, intercede por nós para que possamos ser firmes na fé e corajosos em nossas provações. Ajuda-nos a viver com a mesma entrega e confiança em Deus que tu mostraste em tua vida. Concede-nos, por tua intercessão, a graça de permanecermos sempre fiéis ao Evangelho, mesmo diante das adversidades. Amém.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Dia do Catequista marca encerramento da II Romaria Nacional em Aparecida e abertura do Mês da Bíblia


No domingo, 30 de agosto, Dia do Catequista, a Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) concluiu a II Romaria de Catequistas, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, e celebrou a abertura do Mês da Bíblia, que terá início no próximo dia 1º.

Cerca de 4,7 mil participantes da II Romaria Nacional de Catequistas renovaram o compromisso de anunciar Jesus Cristo nas comunidades, após três dias de formação, oração, convivência e celebração. Promovida pela Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Romaria teve como tema “Transmitir a fé hoje” e como lema “O que vimos e ouvimos, vos anunciamos” (1Jo 1,3).

Do encontro ao envio
No Dia do Catequista, a Igreja no Brasil reconhece e agradece a missão de homens e mulheres que se colocam a serviço da transmissão da fé e acompanham crianças, jovens, adultos e famílias em seus itinerários de encontro com Jesus Cristo.

Dom Leomar Brustolin presidiu a Missa que encerrou a Romaria e louvou a Deus pelos catequistas que fazem ecoar a Palavra e fazem da sua vida uma missão. São religiosas e religiosos, presbíteros, diáconos e bispos, e uma imensidão de homens e mulheres, sobretudo mulheres que nas comunidades levam adiante essa missão.

“Todos unidos pelo mesmo mistério: um dia, nos deixamos encontrar pelo Senhor e hoje estamos celebrando na Casa da Mãe o Dia do Catequista”.

A reflexão do presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB é que o segredo mais profundo da vocação do catequista esteja no encontro com Cristo.

“Antes de ensinar, nós fomos seduzidos; antes de anunciar, nós fomos encontrados; antes de falar de Deus, Deus falou ao nosso coração. Em algum momento da nossa história, Cristo passou pela nossa vida”, afirmou.


O bispo destacou, pela experiência dos dias de encontro que os catequistas não estão sozinhos: “nós não estamos sozinhos, há milhares caminhando conosco, a Igreja caminha conosco, Cristo caminha conosco”.

Meditando a liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum, dom Leomar destacou que o catequista é alguém que carrega o fogo do Espírito Santo: “um fogo silencioso que arde por dentro e nos faz dizer assim: eu preciso anunciar Jesus Cristo”.

No Evangelho, o convite de Jesus foi ao discipulado, e assim a Igreja no Brasil tem insistido na proposta da Iniciação à Vida Cristã.

“A Iniciação à Vida Cristã, essa nova consciência da catequese, que catequese não é ensinar coisas sobre Jesus, é levar a pessoa a fazer um encontro com Jesus. E por isso a IVC não conduz apenas ao conhecimento da verdade, mas conduz ao encontro e ao seguimento de Jesus Crucificado e Ressuscitado”.

Catequistas celebram abertura do Mês da Bíblia
No envio dos catequistas, dom Leomar destacou que o retorno às comunidades e dioceses se dará “com o coração seduzido pela Palavra, sedento de Deus, novamente disposto a seguir”. E ao concluir a Romaria, continuou, é aberto o Mês da Bíblia, neste ano com o convite a meditar e aprofundar o livro de Daniel.

A imagem que dom Leomar ofereceu aos catequistas e romeiros no Santuário de Nossa Senhora Aparecida foi da janela aberta.

“Daniel viveu numa terra estrangeira, tudo era contrário à sua fé: ele tinha ameaças, perseguições, poderes e até feras – leões que rugiam na cova esperando por ele. E Daniel fez algo belíssimo. Não tinha saída, abriu a janela, voltou-se para Jerusalém e começou a rezar. Quando tudo parecer fechado em sua vida, mantenha uma janela aberta para Deus, aí sua vida muda. Enquanto você ficar fechado em si mesmo, não tem muita saída”, destacou dom Leomar.

Segundo dom Leomar, Daniel nos ensinará neste Mês da Bíblia que a fé não significa ausência de feras.
“Quem tem fé não fica livre dos perigos, mas pede que esses perigos não derrubem e não estingam a vida. As feras não têm a última palavra. A fé abre sempre a janela”.

Celebrado durante o mês de setembro pela Igreja no Brasil, o Mês da Bíblia convida comunidades, grupos e famílias a aprofundarem a escuta, o estudo, a oração e a vivência da Palavra de Deus. Em 2026, o livro escolhido para o aprofundamento é o Livro de Daniel, que convida à fidelidade a Deus diante dos desafios e fortalece a esperança e a perseverança do povo.

Luiz Lopes Jr.

Em 1° setembro, Leão XIV preside Santa Missa pelo Cuidado da Criação


O Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação é celebrado anualmente em 1º de setembro como um momento para os cristãos rezarem e agirem pela proteção da nossa casa comum. A data foi criada originalmente pela Igreja Ortodoxa em 1989 (com registros e celebrações desde a década de 1970), sendo oficializada no catolicismo em 2015 pelo Papa Francisco, inspirada na encíclica Laudato si' sobre o cuidado da "casa comum".

Por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, no próximo 1º de setembro, às 18h30, o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral e o Centro de Alta Formação Laudato si’ promovem conjuntamente a celebração da Santa Missa pela Custódia da Criação, que será presidida pelo Santo Padre Leão XIV, no Jardim da Madonnina do Borgo Laudato si’, nos Jardins Pontifícios de Castel Gandolfo.

A Celebração Eucarística, coração da vida cristã, convida a um olhar renovado sobre a Criação. «Celebrar a Eucaristia em torno de um altar imerso em um jardim ajuda-nos a recordar que toda a criação é um dom e que todo dom gera uma responsabilidade. A fé nos ensina a reconhecer na nossa casa comum não principalmente um recurso do qual nos servir, mas um dom a ser acolhido com gratidão e cuidado com amor. Na Missa, a nossa ação de graças a Deus torna-se também compromisso: cuidar da criação significa cuidar da vida, das pessoas, sobretudo das mais vulneráveis, e das gerações futuras», afirma o cardeal Michael Czerny, S.I., prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
Santa Missa no Dia de Oração pelo Cuidado da Criação, em 2025 (foto de arquivo) (@Vatican Media)

«Para a Igreja, custodiar a Criação e promover a dignidade humana são duas faces de uma única missão, profundamente enraizada na fé cristã. Cremos em Deus, criador do mundo e da família humana por amor e, precisamente por amor, Ele nos confiou o cuidado dos irmãos e irmãs e a custódia da Criação. Cuidar da Casa Comum significa amar o próximo, de modo particular aqueles que mais sofrem as consequências da degradação ambiental, da pobreza, da crise climática e dos conflitos. A fé nos recorda que não podemos amar a Deus sem cuidar daquilo que Ele criou e daqueles que nos confiou», ressalta o cardeal Fabio Baggio, C.S., diretor-geral do Centro de Alta Formação Laudato si’.

O 1º de setembro marca também, todos os anos, o início do Tempo da Criação, o caminho ecumênico de oração e compromisso pelo cuidado da Casa Comum, que se conclui em 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, de cuja morte celebramos os 800 anos. Trata-se de um período no qual a Igreja, juntamente com as outras comunidades cristãs, é convidada a renovar seu compromisso com a Criação, deixando-se guiar pela oração, pela conversão e por gestos concretos de cuidado.

Neste ano, a Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação recorda o profundo vínculo entre paz, cuidado da Criação e dignidade humana, convidando a orientar os recursos para a vida, o desenvolvimento e a sustentabilidade, em vez de para a violência e a destruição.

Para a Celebração Eucarística de 1º de setembro, será utilizado o formulário da «Missa pela Custódia da Criação», fruto de um caminho compartilhado entre o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, o Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Dicastério para a Doutrina da Fé e o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Da mesma celebração participarão os funcionários do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, os colaboradores e funcionários do Centro de Alta Formação Laudato si’, bem como colaboradores e apoiadores do Borgo Laudato si’.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 4,31-37)

ANO "A" - DIA: 01.09.2026
22ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31 Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32 As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33 Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34 "O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!" 35 Jesus o ameaçou, dizendo: "Cala-te, e sai dele!" Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36 O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: "Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem". 37 E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A autoridade na Palavra de Cristo"

A autoridade de Jesus que liberta e vence o mal
No Evangelho de hoje, vamos contemplar Jesus na Sinagoga de Cafarnaum, onde a Sua presença provoca admiração e libertação. O Evangelho é de São Lucas diz o seguinte:

Todos ficaram admirados com o Seu ensinamento, porque falava com autoridade (Lucas 4, 31-37).

A palavra que mais ressoa neste Evangelho é justamente autoridade. Jesus não ensina como os mestres da época, Ele fala como o próprio Filho de Deus. Sua palavra não apenas informa, mas transforma, cura e liberta. Quando Jesus fala, o mal perde força.

A autoridade divina em nossa vida
Você precisa acreditar nesta ação, nessa moção do Espírito. Quando Jesus fala, o mal perde força. O Evangelho mostra um homem possuído por um Espírito mudo, um Espírito mau que grita diante de Jesus. E o próprio Jesus ordena: “Cala-te e sai daqui!”

O mal perde força quando Jesus dá uma ordem. Muitas vezes, o mal continua a prevalecer na nossa vida, porque nós não temos dado a Jesus a autoridade que Ele tem em nossa vida para expulsar o mal. Muitas vezes, nós dialogamos com o mal através de nós mesmos, mas precisamos pedir ao Espírito Santo o dom do discernimento para dar autoridade ao nome de Jesus e exorcizar todo o mal em nossa vida.

A vitória pela palavra de Jesus
Meu irmão, basta uma palavra de Jesus para que o inimigo seja vencido. Nós temos todas as armas em nossas mãos para vencer o mal, para vencer o tentador, para vencer o maligno. O Senhor Jesus tem poder sobre todo mal. Quantas vezes também nós somos dominados pela maldade, pela tristeza, pela tibieza, pela falta de fé, pelo pecado.

Hoje, Jesus está dando a mim e a você uma ordem, Ele quer entrar em nosso coração para expulsar aquilo que O afasta de nós. Que, hoje, você possa receber essa libertação por meio do Evangelho, que é o próprio Jesus que fala. Eu quero, em nome de Jesus, dizer a todo mal que o aflige: “Cala-te e saia!” Todo o mal perde força com o poder do nome de Jesus.

Que o Senhor nos abençoe em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Comunidade Canção Nova