quinta-feira, 8 de outubro de 2026

CNBB apresenta orientações pastorais no Fórum, em Brasília (DF), de presidentes e gestores ligados à ANEC


O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participou do Fórum de Presidentes e Gestores de Mantenedoras da Associação Nacional das Escolas Católicas (ANEC) realizado de 6 a 7 de outubro, no hotel Royal Tulip Brasília, em Brasília (DF).

O evento teve como tema “Magnifica Humanitas: Protagonismo Humano nas Instituições Católicas na Era Digital” e reuniu lideranças da educação católica para refletir sobre a centralidade da pessoa humana diante das transformações tecnológicas, culturais e sociais contemporâneas.

O secretário-geral da CNBB foi conferencista no momento da programação intitulado: “Diálogo entre a CNBB, Conferência dos Religiosos do Brasil e ANEC”. Também foram conferencistas o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, a presidente da CRB, irmã Maria do Disterro Rocha Santos, a diretora-presidente e o diretor segundo presidente da ANEC, irmã Iraní Rupolo e padre Charles Lamartine e o assessor jurídico da CNBB, Hugo José Sarubbi Cysneiros de Oliveira.

O secretário-geral da CNBB ressaltou o importante caminho de comunhão em espírito sinodal das instituições de educação católicas na missão evangelizadora da Igreja no Brasil.

Orientações às escolas católicas
De acordo com o padre Júlio Cezar Rezende, na programação do Fórum, coube à CNBB apresentar as reflexões acumuladas no âmbito da Comissão para a Cultura e a Educação com foco no processo de elaboração do “Orientações Pastorais e Normas Gerais para as Escolas Católicas no Brasil”.

O texto busca dar fundamentos, a partir do magistério da Igreja, sobre a identidade da escola católica além de normatizar os processos de solicitação de titularidade de católica para uma escola.

O subsecretário geral da CNBB, padre Leandro Megeto, também participou do encontro.

Por Willian Bonfim com fotos da Assessoria de Comunicação da ANEC.




Papa: que Nossa Senhora Aparecida proteja sempre os brasileiros


A Igreja no Brasil celebra a solenidade de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país, na próxima segunda-feira, 12 de outubro. Leão XIV, assim, aproveitou a saudação aos peregrinos de língua portuguesa para saudar o povo brasileiro: "confio todos vocês e as suas famílias à sua intercessão maternal. Que Nossa Senhora os proteja sempre! Deus os abençoe!".

Andressa Collet - Vatican News

“Uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, em especial aos grupos vindos do Brasil e de Portugal. Queridos irmãos e irmãs, na próxima segunda-feira, 12 de outubro, celebra-se Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. Confio todos vocês e as suas famílias à sua intercessão maternal. Que Nossa Senhora os proteja sempre! Deus os abençoe!”

Os brasileiros presentes na Praça São Pedro nesta quarta-feira (07/10) (VATICAN MEDIA)


O Papa Leão XIV surpreendeu os brasileiros presentes na Praça São Pedro nesta quarta-feira, 7 de outubro, ao antecipar em cinco dias a data de comemoração à padroeira do Brasil. A saudação veio após a catequese da Audiência Geral sobre o quarto capítulo da Constituição Pastoral Gaudium et spes, que trata da missão da Igreja no mundo atual feita pelo testemunho da fé e da caridade, no empenho pela justiça, paz e fraternidade, quando o Pontífice saudou os vários grupos de peregrinos.

Entre as 32 mil pessoas, estavam os frades provenientes de Pato Branco/PR, Fr. Gabriel dell’Andrea e Fr. Augusto Gabriel, pela primeira vez participando da Audiência Geral com o Papa, no Vaticano. Para eles, um momento inesquecível e para "levar sempre no coração", depois de sempre "acompanhar, assistir e transmitir de longe, no Brasil, e agora estar pertindo do Papa", disse Fr. Augusto, ao acrescentar:

"Estar, então, neste momento, junto desta saudação do Papa para a nossa padroeira, a nossa mãe Maria também foi muito especial porque nos recorda desta devoção também, franciscana, que nós franciscanos nutrimos para com Maria e Nossa Senhora Aparecida é a nossa Mãe. Então, vir a Roma e receber também esta saudação do Papa, sem dúvida, nos convoca celebrarmos bem este dia no próximo dia 12."

Fr. Gabriel dell’Andrea, Fr. Augusto Gabriel e Marcos Souza ao visitar a Rádio Vaticano após a Audiência Geral

De Minas Gerais, de São Sebastião do Paraíso, estava a família Duarte na Praça São Pedro. A matriarca, Maria Aparecida, ficou muito emocionada com a menção do Papa à Padroeira do Brasil: "dá vontade até de chorar", disse ela. A filha Rosana, que atualmente mora na Alemanha, fez questão de reunir a família brasileira no Vaticano após 9 anos de imigração. O filho Ronaldo foi quem resumiu a comoção de todos na Praça e com a intercessão materna de Nossa Senhora Aparecida:

"A emoção é muito grande. Ter a oportunidade de estar conhecendo o Vaticano, o Papa, principalmente com a família, a minha mãe, que é muito devota. É uma emoção indescritível! Tive uma experiência de uma romaria em Nossa Senhora Aparecida, que por sinal, o Papa falou de Nossa Senhora, que é a nossa Padroeira; também uma experiência em visita, uma caminhada rumo à Santa Rita de Cássia; e essa terceira, não menos, mas muito, muito importante, tão boa quanto as duas, esta, estar em família e tendo a graça de presenciar a visita do Papa."

A família de Maria Aparecida Duarte escolheu o Vaticano para se reunir após 9 anos de imigração da filha para a Europa

A proximidade materna ao povo brasileiro
Nossa Senhora Aparecida sempre se fez presente como Mãe do povo brasileiro, desde que em outubro de 1717 os três pescadores encontraram aquela imagem no rio Paraíba do Sul. Além do corpo e da cabeça da pequena "Aparecida", veio o primeiro milagre da pesca abundante em sinal de proximidade materna ao povo pobre e simples do Brasil, modelo de fé e esperança.

Desde o achado da imagem, a devoção a Nossa Senhora Aparecida inspirou incontáveis peregrinações. Essa caminhada de fé levou multidões ao Santuário de Aparecida, que se tornou o principal destino de romarias no Brasil. A devoção popular ajudou a erguer o primeiro espaço dedicado à Virgem, em 1745, na então Aparecida do Norte, localizada no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Com o aumento de fiéis e o passar do tempo, o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida foi se tornando o que hoje é reconhecido como o maior centro de peregringação mariana do Brasil e um dos maiores do mundo. O local também já foi visitado oficialmente por João Paulo II (1980), Bento XIV (2007) e Francisco (2013).

Já o título de Padroeira do Brasil foi solenemente proclamado pelo Papa Pio XI, que declarou Nossa Senhora Aparecida como Rainha e Mãe da nação. Assim, todos os anos, milhões de devotos de todas as regiões do Brasil e do exterior vão à Aparecida em romarias, especialmente no mês de outubro, quando se celebra a festa da Padroeira. As peregrinações a pé, de bicicleta, a cavalo ou em caravanas são expressões da fé e do amor do povo brasileiro, que encontra na Mãe Aparecida consolo e esperança.

Mais de 30 mil pessoas participaram da Audiência Geral com o Papa Leão XIV (VATICAN MEDIA)

Novena e Festa da Padroeira de 2026
Entre as expressões mais fortes da piedade mariana no Brasil está a novena dedicada à Padroeira. Tradicionalmente, ela é rezada nos nove dias que antecedem sua festa, celebrada em 12 de outubro — portanto, de 3 a 11 de outubro. Nesta terça-feira (06/10), quarto dia de novena, dom Amilton Manoel, bispo de Guarapuava/PR, presidiu o momento de reflexão e indagou como estamos encarnando a Palavra de Cristo em nossas vidas.

Os devotos se reúnem em oração, meditando sobre aspectos da vida de Maria e pedindo sua intercessão junto de Deus. A Novena e a Festa da Padroeira é considerada, assim, uma das principais celebrações do calendário litúrgico do país, neste ano, com dom Mário Antonio como arcebispo de Aparecida. Durante esse período, o maior santuário mariano do mundo recebe peregrinos de diferentes regiões do Brasil para celebrar Nossa Senhora Aparecida. A programação inclui missas, atividades culturais, ações de solidariedade e outras iniciativas. A prática da novena é uma forma concreta de fortalecer a fé, renovar a esperança e crescer na confiança filial em sua proteção maternal.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 11,5-13)

ANO "A" - DIA: 08.10.2026
27ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Abri-nos, ó Senhor, o coração para ouvirmos a palavra de Jesus!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5 "Se um de vós tiver um amigo e for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: 'Amigo, empresta-me três pães, 6 porque um amigo meu chegou de viagem e nada tenho para lhe oferecer', 7 e se o outro responder lá de dentro: 'Não me incomodes! Já tranquei a porta, e meus filhos e eu já estamos deitados; não me posso levantar para te dar os pães'; 8 eu vos declaro: mesmo que o outro não se levante para dá-los porque é seu amigo, vai levantar-se ao menos por causa da impertinência dele e lhe dará quanto for necessário. 9 Portanto, eu vos digo: pedi e recebereis; procurai e encontrareis; batei e vos será aberto. 10 Pois quem pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, se abrirá. 11 Será que algum de vós que é pai, se o filho pedir um peixe, lhe dará uma cobra? 12 Ou ainda, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13 Ora, se vós que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo aos que o pedirem!"

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Insistência na oração diante do Pai"

Insistência na oração move o coração de Deus
O Evangelho de São Lucas vai nos ensinar sobre a oração do Pai-Nosso, e Jesus nos ensina o seguinte:

“Por isso eu vos digo: pedi, e vos será dado; procurai, e encontrareis; batei, e a porta vos será aberta. Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e, para quem bate, a porta será aberta”. (Lucas 11, 5-13)

O Evangelho que nós acabamos de escutar nos leva à compreensão do Pai-Nosso, que está dentro também de todo esse trecho que nós lemos. Eu frisei isso para que você possa ter a coragem de sempre bater à porta do coração do Pai, que nunca deixa de responder aos Seus filhos.

Insistência e perseverança de filho
Mas aqui isso precisa nos levar a algo importante: Deus deseja que seus filhos rezem com confiança, com insistência e com perseverança. Bater, a porta se abre; procurar, você vai encontrar. A oração do Pai-Nosso justamente nos leva a esta compreensão. Aqui está se revelando para nós que Deus é Pai, um Pai que nunca permanece indiferente ao clamor sincero de seus filhos. Por isso a insistência, por isso Jesus está dizendo: “Pedi e vos será dado”. Se eu tenho essa coragem de acreditar que eu tenho um Pai que ouve a minha oração, então eu vou insistir. A minha insistência deve me levar à perseverança.

O valor da perseverança na fé
Nós vemos também, dentro deste Evangelho, a parábola de um homem que vai à noite procurar algo para o seu amigo. E aquele homem estava dormindo e acorda por causa da insistência. O que nós devemos compreender dentro deste contexto? O valor da oração que é feita com perseverança e com insistência. Deus move o seu coração quando nós temos a coragem de rezar sem desanimar, rezar com perseverança.

Muitas vezes, nós nos desanimamos quando rezamos durante dias, meses, anos, e parece que Deus permanece em silêncio. Entretanto, o silêncio de Deus nunca é ausência. Enquanto esperamos, Deus está trabalhando em nosso coração. E Deus vai mudar as circunstâncias e vai mudar diante daquilo que é o nosso pedido e a oração que nós fazemos. Que o Senhor dê a nós a graça da confiança, da perseverança de sempre pedir e acreditar. Nunca desista.

Nós temos um Pai que nos ouve e que não é indiferente às nossas súplicas, aos nossos clamores.

Em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


Como rezar o Santo Rosário?

Este artigo, dedicado ao Santo Rosário, não poderia ser iniciado senão com um comovente testemunho de São João Paulo II sobre a prática da recitação diária desta oração. A contemplação dos mistérios do Rosário, aliás, pode ser considerada por cada um de nós como um autêntico caminho de santificação, afirma o próprio São João Paulo II. Eis o testemunho:

“Desde a minha juventude, esta oração teve um lugar importante na minha vida espiritual. O Rosário acompanhou-me nos momentos de alegria e nas provações. A ele confiei tantas preocupações; nele encontrei sempre conforto. O Rosário é a minha oração predileta. Oração maravilhosa! Maravilhosa na simplicidade e na profundidade” (Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae).

Foto Ilustrativa: tiero by Getty Images

A oração do Santo Rosário
Conta-se que a oração do Santo Rosário não surgiu com a estrutura tal qual se encontra nos dias de hoje. Ao longo dos séculos, essa antiga prática de oração foi sofrendo diversas transformações ao mesmo tempo em que ia sendo difundida entre os cristãos católicos de todo o mundo. Cabe recordar que essa singela oração jamais encontrara resistências entre os católicos, ao contrário, sua simplicidade cativante sempre atingiu o coração e a vida dos fiéis que buscavam uma espiritualidade verdadeira, aquela que os apontasse para o céu.

Segundo uma explicação enormemente difundida, a oração do Rosário foi inspirada na vida dos monges. Os fiéis leigos, ao observarem a prática da oração contínua dos 150 salmos que os monges realizavam dentro dos mosteiros e conventos, passaram a querer imitá-los de alguma forma. Como muitos não sabiam ler ou não dispunham de tempo suficiente para cumprir esta prática monacal, em vez de 150 salmos, esses fiéis passaram a rezar 150 Ave-Marias.

Posteriormente, as 150 Ave-Marias foram divididas em grupos de 50 Ave-Marias (terço), que, por sua vez, foram sendo subdivididas em grupos de 10 Ave-Marias (cada dezena dos mistérios). Isso explica, inclusive, o nome daquele objeto que comumente é usado nesta prática de oração, ou seja, o “terço”.

Porém, hoje em dia, o rosário não conta mais com 150 Ave-Marias, mas com 200. Essa alteração se deu recentemente, no ano de 2002, pelo Papa São João Paulo II. Por meio da carta apostólica Rosarium Virginis Mariae (O Rosário da Virgem Maria), o Papa incentivou vividamente o acréscimo de mais um grupo de 50 Ave-Marias à oração do Rosário (este novo grupo foi chamado de “mistérios luminosos”). Contudo, o nome da oração das 50 Ave-Marias permaneceu sendo chamado de “Terço” ou “Santo Terço” devido à tradição.

Os mistérios do Santo Rosário
Sendo assim, atualmente, a oração completa do Rosário da Virgem Maria é composta por quatro Mistérios que relembram os principais episódios da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. São eles:

Mistérios Gozosos (ou mistérios da alegria);
Mistérios Dolorosos (ou mistérios da dor);
Mistérios Gloriosos (ou mistérios da glorificação de Jesus);
Mistérios Luminosos (ou mistérios da luz).

Não existe uma regra ou uma imposição para a oração diária desses mistérios do Santo Rosário. Cada fiel poderá estabelecer, segundo as suas possibilidades, a forma como se encaixa melhor à sua vida. Por exemplo, aqueles que puderem, podem rezar os quatro mistérios do Santo Rosário a cada dia. Quem não possui essa disponibilidade, pode rezar um único mistério (terço) por dia. O mais importante é a fidelidade na oração diária.

Pensando nisso, o Papa São João Paulo II, de maneira muito pedagógica, sugeriu (não impôs) que cada um dos mistérios fosse rezado em dias específicos da semana. Sendo assim, a divisão ficou da seguinte forma:Segunda-feira e sábado: Mistérios Gozosos;

Terça e sexta-feira: Mistérios Dolorosos;
Quarta-feira e domingo: Mistérios Gloriosos;
Quinta-feira: Mistérios Luminosos.

Algo importante deve ser dito sobre o Santo Rosário: ele pode ser rezado particularmente ou em grupo. Além disso, o Rosário é uma forma de oração vocal ou mental, ou seja, pode ser rezado mentalmente (sem a presença da voz) ou em voz audível. Cada pessoa e conforme as circunstâncias discernirá qual modalidade será usada para rezar o Rosário. Porém, São Luís Maria Grignion de Montfort no seu livro “O admirável segredo do Santíssimo Rosário” nos orienta a fazer um esforço para unir a oração vocal e a mental durante a recitação do Santo Rosário.

Como rezar o santo terço?
Agora que já conhecemos um pouco mais sobre o Santo Rosário, chegou o momento de praticarmos. Antes de dar início a oração propriamente dita, pode-se fazer um breve momento de entrega de suas intenções, talvez um pedido, um agradecimento, a apresentação das intenções. Esse momento pode ser bem espontâneo, porém, existem várias orações de oferecimento já compostas, por exemplo:

“Divino Jesus, eu vos ofereço este Terço que vou rezar contemplando os mistérios de nossa Redenção. Concedei-me, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem me dirijo, as virtudes que me são necessárias para bem rezá-lo e a graça de ganhar as indulgências anexas a esta santa devoção”.

Créditos: everythingcatholic

Inicia-se, em seguida, a oração do Rosário com o sinal da cruz:
“Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém!”

Em seguida, segurando a cruz do terço, reza-se o “Creio” da seguinte maneira:
“Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, seu Único Filho, Nosso Senhor; que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai Todo-Poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos; creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém!”

Na primeira conta do terço (logo depois da cruz), reza-se a oração do Pai-Nosso:
“Pai Nosso que estais nos céus, santificado seja o Vosso Nome; venha a nós o Vosso Reino, seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no Céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém!”

Passa-se, então, para a 1ª das três contas menores do terço. Em cada uma dessas contas, reza-se uma Ave-Maria dando um total de três Ave-Marias. Esta oração se reza assim:

“Ave, Maria, Cheia de Graça, o Senhor é convosco, Bendita sois vós entre as mulheres e Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém!”

Conclui-se esta primeira parte do terço com a oração do “Glória ao Pai” da seguinte maneira:

“Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém”.

Em seguida, reza-se uma jaculatória que a própria Virgem Maria pediu para que rezássemos por ocasião de suas aparições em Fátima, Portugal. Eis a oração:

“Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno. Levai as almas todas para o céu e socorrei principalmente as que mais precisarem”.

A partir desse momento, anuncia-se o primeiro Mistério. Por exemplo: “Neste primeiro mistério gozoso, contemplo (contemplamos): A anunciação do anjo a Virgem Maria”. (Ao final deste artigo, deixarei a lista completa dos quatro Mistérios do Rosário).

Depois de anunciar o primeiro mistério, reza-se um Pai-Nosso e dez Ave-Marias. Ao concluir as dez Ave-Marias, reza-se novamente o “Glória ao Pai” e a jaculatória que a Virgem de Fátima ensinou.

Em seguida, anuncia-se o segundo mistério e procede-se como no mistério anterior, rezando um Pai-Nosso, dez Ave-Marias, Glória-ao-Pai e jaculatória. Em todos os cinco Mistérios do Terço, procede-se dessa mesma maneira.

Depois de concluir o quinto mistério, o terço já se encaminha para o seu fechamento. Reza-se para concluí-lo a antiquíssima oração da “Salve-Rainha”, que comumente é precedida por uma breve oração de agradecimento. Então, fica assim:

“Infinitas Graças vos damos, soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-vos, agora e para sempre, tomar-nos debaixo do vosso poderoso amparo. E para mais vos obrigar, vos saudamos com uma Salve Rainha”:

“Salve Rainha mãe de misericórdia, vida, doçura e esperança nossa. Salve! A vós bradamos os degredados filhos de Eva, a vós suspiramos, gemendo e chorando neste vale de lágrimas. Eia pois, advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei; e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria. Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém!”

O Santo Terço, então, é finalizado com o sinal da cruz:

“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!”

Caso queira rezar o rosário completo, os mistérios (gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos) podem ser rezados na sequência, finalizando o 5º mistério de um e já começando a próxima dezena com o 1° mistério seguinte. Por exemplo, quando terminar o 5º Mistério Gozoso, depois da jaculatória, já pode contemplar o 1º Mistério Luminoso e assim por diante os quatro “terços”, sem a necessidade de finalizar cada terço com o agradecimento final e a Salve-Rainha, e sem precisar iniciar novamente com o Creio e etc… Aí somente no final dos 4 terços se reza o Agradecimento e a Salve Rainha.

Leia mais:

Dicas para rezar o terço
Em resumo, a estrutura do Santo Terço fica assim:

1) Oração inicial e/ou intenções;
2) Sinal da cruz;
3) Creio;
4) Um Pai-Nosso e três Ave-Marias;
5) Glória ao Pai e a jaculatória
6) Anúncio do mistério, seguido por um Pai-Nosso e dez Ave-Marias;
7) Glória-ao-Pai seguido pela jaculatória;
8) Rezam-se os demais mistérios conforme o primeiro;
9) Após o quinto mistério, reza-se a oração de agradecimento seguida pela Salve-Rainha;
10) Finaliza-se com o Sinal da Cruz.

A lista completa de cada mistério é esta: 

MISTÉRIOS GOZOSOS (segunda-feira e sábado)
1. A Anunciação de São Gabriel à Virgem Maria.
2. A visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel.
3. O nascimento do Menino Jesus em Belém.
4. A Apresentação do Senhor ao Templo (e a purificação da Virgem Maria).
5. A perda e o encontro do Menino Jesus no Templo.

MISTÉRIOS LUMINOSOS (quinta-feira)
1. O batismo de Jesus no Rio Jordão.
2. A autorrevelação de Jesus nas bodas de Caná.
3. O anúncio do Reino de Deus e o convite à conversão.
4. A Transfiguração de Jesus.
5. A instituição da Eucaristia.

MISTÉRIOS DOLOROSOS (terça e sexta-feira)
1. A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras.
2. A flagelação de Jesus.
3. A coroação de espinhos.
4. Jesus carregando a cruz até o Calvário.
5. A crucificação e morte de Jesus.

MISTÉRIOS GLORIOSOS (quarta-feira e domingo)
1. A Ressurreição de Jesus.
2. A Ascensão de Jesus aos céus.
3. A vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos com Maria no cenáculo.
4. A Assunção de Nossa Senhora ao céu.
5. A coroação de Nossa Senhora no céu.

Basta olharmos para os temas de cada mistério para percebermos que, embora nos dirijamos diretamente a Virgem Maria, não deixamos de glorificar também a Santíssima Trindade. Deus Pai é glorificado porque honramos a mais perfeita de suas criaturas, afirma São Luís Maria Grignion de Montfort. O Filho é glorificado porque louvamos sua Mãe puríssima. O Espírito Santo é glorificado porque admiramos as graças com as quais cobriu sua esposa. Desse modo, toda honra dada a Virgem Maria retorna para Deus, que é a causa de toda perfeição e virtude.
Reserve um momento para rezar

Muitos também se perguntam: “O que se deve pensar enquanto se reza o Santo Terço?”. São Luís nos ensina que, para bem rezar a oração do Rosário, é preciso, acima de tudo, estar bem concentrado, “pois Deus ouve muito mais a voz do coração do que a dos lábios”. Segundo ele, rezar com distrações voluntárias seria uma grande irreverência que tornaria nossos Rosários infrutuosos.

Porém, o santo também reconhece que ninguém consegue rezar o Rosário sem se distrair com alguma coisa. É preciso reconhecer a dificuldade de se rezar uma única Ave-Maria sem que a imaginação, sempre irrequieta, não desvie a nossa atenção. De qualquer forma, o esforço heroico para vencer as distrações também faz parte da oração.

Para nos ajudar, São Luís ainda dá uma dica. Ele pede que, antes de iniciarmos a oração, coloquemos o nosso coração na presença de Deus e acreditemos piamente que a Virgem Maria, juntamente com seu Filho Jesus, estão olhando para nós. A cada Ave-Maria bem rezada, nosso bom Anjo da Guarda recolhe-as como que recolhessem rosas para fazer uma coroa para Jesus e Maria.

Antes de concluir o artigo, é importante salientar que o objeto terço, geralmente feito de madeira ou de metal, não é essencial para a oração do Santo Terço. Este objeto é apenas uma ferramenta de auxílio. Na sua falta, pode-se rezar contando mentalmente a quantidade das Ave-Marias ou, até mesmo, utilizando-se dos próprios dedos.

Diante de tudo o que descobrimos sobre o Santo Rosário, não temos mais desculpa para deixarmos de rezá-lo todos os dias. Vimos acima que o Papa São João Paulo II nos disse que essa preciosíssima devoção é capaz de nos colocar dentro do caminho da santidade. Basta olhar para a vida desse grande homem e santo da Igreja que, por onde andava, sempre estava com o seu terço nas mãos.

Peçamos, então, a intercessão de São João Paulo II, a fim de que o nosso coração seja alargado por amor a Vigem Maria e a seu Filho Jesus, nosso Salvador e Redentor.

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Equipe Formação Portal Canção Nova

Santa Pelágia

Pelágia era bailarina e fazia parte de uma companhia de comediantes em Antioquia. Mulher belíssima, divertida e pagã. Costumava encantar e seduzir os homens com sua dança, alegria, roupas e ornamentos luxuosos, além da sua beleza. Tornou-se uma das figuras mais conhecidas de Antioquia e possuía uma grande riqueza.

Certa vez, enquanto passava diante da igreja de São Juliano, Pelágia chamou a atenção de todos que estavam presente em um sermão. O bispo Nono então durante sua pregação exclama “O Todo-Poderoso em Sua infinita bondade exibirá sua misericórdia, mesmo a essa mulher obra de Suas mãos!”

Aquela observação tocou o coração de Pelágia que subitamente juntou-se ao povo.

Ela então procurou o Bispo, pedindo para que fosse instruída, pedindo perdão pelos pecados e solicitando o batismo. O bispo Nono a enviou a uma senhora cristã, para ela ser preparada para o Batismo.
Pelágia distribuiu os seus bens entre os pobres e passou o resto de sua vida em oração e praticando a penitência.
Após o seu batismo ela se retirou para Jerusalém onde viveu em clausura em uma gruta próxima ao Monte das Oliveiras.

Colaboração: Nathália Lima

Reflexão:

Figuras cristãs como Santa Pelágia, recordam profeticamente a Igreja da verdadeira ordem dos valores obscurecidos frequentemente pelos crescentes compromissos temporais. Ainda hoje necessitamos pedir ao bom Deus que envie pessoas animadas e corajosas para a condução de sua Igreja.

Oração:

Deus, nosso Pai, sede nossa luz e nossa direção neste dia. Velai por nossa saúde e por nossa paz interior. Ajudai-nos, pela intercessão de Santa Pelágia, a sermos mais nós mesmos e assim encontraremos a alegria e a paz interior. Ajudai-nos a viver intensamente cada momento e nossa vida, sabendo que tudo caminha rumo à unidade perfeita. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Nossa Senhora do Rosário, o meio de alcançar almas para Deus


Origens

A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas (eremitas dos primeiros séculos do cristianismo) usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Dessa forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nosso e, para a contagem. Doutor da Igreja São Beda, chamado de “o Venerável” (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.

História do Rosário

O Santo Rosário foi sendo transformado com o decorrer dos anos, porém, no ano de 1214, a Santa Igreja o estabeleceu na forma e método que hoje é usado. Antes, as Ave-Marias não eram como agora, nem mesmo os mistérios contemplados entre outros ingredientes da oração. Sua origem se deu com a revelação divina de Nossa Senhora do Rosário a São Domingos de Gusmão, fundador dos dominicanos (O.P.). Por meio das citações referidas ao Bem-aventurado Alano de La Roche em seu livro “De Dignitate Psalterri”, São Luís Maria Grignion de Montfort relata a origem do Rosário.

São Domingos e o Rosário

A tradição espiritual conta com a revelação. São Domingos se preocupava em converter os albigenses, também conhecidos como cátaros (puros), que eram um grupo de hereges de caráter gnóstico e maniqueísta, sendo até mesmo protegida por bispos e nobres da época. Essa doutrina negava a existência de um único Deus, negava a divindade de Jesus, direcionava a salvação através do conhecimento etc.
Rosário: a chave para alcançar as almas endurecidas

Essas realidades entraram em choque com o catolicismo. Desse modo, o santo procurava converter os heréticos e enfrentava grande resistência. Certa vez, procurou retirar-se em uma floresta para rezar e ali recebeu a orientação da Nossa Senhora do Rosário: “Querido Domingos, você sabe de que arma a Santíssima Trindade quer usar para mudar o mundo? [ … ] a principal peça de combate tem sido sempre o Saltério Angélico que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério” (MONTFORT, 2019, p. 42-43).
Do Saltério Angélico ao Santo Rosário

A propagação do Rosário por São Domingos
A partir dessa situação, São Domingos começou a pregar o Santo Rosário, ou como foi dito, em revelação, “Saltério Angélico”. Assim expresso, pois naquela época poucas pessoas eram alfabetizadas e não conheciam a Sagrada Escritura. Por outro lado, os monges costumavam recitar em oração os 150 Salmos, rezando a “liturgia das horas”. Desse modo, os cristãos poderiam imitar a oração e se aproximar dos mistérios de Deus ao recitar 150 Ave-Marias, conhecida como a saudação angélica já que foi dita pelos Anjos e relatava nas Escrituras. Assim, tornou-se o “Saltério Angélico” (Salmos Angélicos).

Os Mistérios: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos
Em um segundo momento, ao esfriar a devoção do Saltério Angélico, em nova aparição, Nossa Senhora do Rosário apareceu ao Beato Alano (1428 – 1475) lhe pedindo que reavivasse a prática. Assim ele formou os agrupamentos de 50 Ave-Marias e seus mistérios, conhecidos como: Gozosos, Dolorosos e Gloriosos. Ela lhe disse que muitas graças e milagres seriam alcançados por meio desse modo e reafirmou os ditos a São Domingos.
A Intercessora pela Igreja do Ocidente

Intercessão de Nossa Senhora do Rosário
Logo após, houve a batalha de Lepanto (Grécia, junto ao porto de Corinto) comandada por João da Áustria, em 7 de Outubro de 1571. O Papa Pio V procurava conter os avanços dos turcos na Europa e, antes disso, convocou os cristãos para que rezassem o rosário através da Carta Breve Consueverunt (1569). Era uma batalha extremamente importante, pois dela dependia a preservação do cristianismo e da cultura ocidental.

Instituição da Festa
Com a vitória adquirida, ele instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário no mesmo dia da batalha e reconheceu que a vitória veio por meio das orações do Rosário. Sendo este Papa da ordem dos dominicanos, por isso, seguiu a inspiração do fundador. O Pontífice instituiu a festa, inicialmente chamada de Santa Maria da Vitória.
Rainha do Sacratíssimo Rosário

Festa Mariana Obrigatória
Em 1573, o Papa Gregório XIII tornou a festa mariana obrigatória para a diocese de Roma e para as Confrarias do Santo Rosário, sob o título de Santíssimo Rosário da Bem-aventurada Virgem Maria. Em 1716, o Papa Clemente XI inscreveu a festa no calendário romano, estendendo-se para toda a Igreja. A celebração ocorria em datas diferentes, conforme os costumes locais. O Papa Leão XIII inscreveu a invocação “Rainha do Sacratíssimo Rosário” na Ladainha Lauretana em 10 de dezembro de 1883. Em 1913, o Papa Pio X fixou a data da celebração da festa em 7 de outubro.

O Quarto Mistério
Por fim, após anos de estímulo e devoção por parte dos papas e dos santos, São João Paulo II, em sua carta “Rosarium Virginis Mariae” (2002), institui o quarto mistério. Foi reconhecido como “luminoso”. Formando, então, o Rosário com quatro terços meditando os mistérios de Cristo. Assim, deu-se o formato daquilo que se conhece atualmente por Santo Rosário.

Minha oração
“Ó Mãe do rosário, consegui junto a Jesus aquilo que não podemos, combatei por nós e consolai-nos das intempéries da vida. Entregamos a nossa existência a Ti e de Ti tudo esperamos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

Rede Clamor Brasil avança na consolidação de parcerias que fortalecem estratégias de trabalho junto a migrantes e refugiados


Representantes da Rede Clamor Brasil se reuniram na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, na terça-feira, (6/10) com o objetivo de avançar na sistematização de um “Protocolo e Estatuto Jurídico da Rede Clamor”, na discussão e aprofundamento das parcerias com universidades, encaminhamentos da sua próxima assembleia geral e sustentabilidade financeira.

  
Rede Clamor, dom Nereudo Freire

O bispo auxiliar de Olinda e Recife e referencial da CNBB no acompanhamento à
Henrique, disse que a equipe avançou bastante em seu processo de comunicação, com a criação de redes sociais e a realização de lives. Outro ponto que ele destaca é a realização de um encontro com 6 universidades brasileiras, entre elas PUC Rio, Unb e outras. “Vamos formatar uma parceria e, quem sabe, trazer a reflexão e o conhecimento técnico científico para pontecialiar o trabalho da Rede”.

Outro ponto que dom Nereudo destaca é a preparação da Rede para aprofundar a realidade das mais de 45 milhões de crianças refugiadas no mundo em sintonia com a Campanha da Fraternidade de 2027 cujo tema será “Fraternidade e o Cuidado das Crianças”. “Estamos participando também da construção do texto-base da Campanha do próximo ano”, disse.

Dom Nereudo destacou a participação e diálogo com o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, no período da manhã. Segundo ele, a presença de dom Ricardo na reunião sinaliza o apoio da CNBB fundamental para o fortalecimento da Rede Clamor.

“A Conferência sinaliza uma preocupação ativa com a realidade de migrantes e refugiados. Este ponto nós agradecemos à CNBB por esta experiência que traduz na prática a Palavra de Deus. É o Evangelho que nos leva ao ac0lhimento dos migrantes e dos refugiados e também a atuação contra o tráfico humano. Isto está muito claro na relação da Rede Clamor com a CNBB”, disse.

Participaram da reunião: Dom Nereudo Freire Henrique, padre Lauro Biolcchi, irmã Rosa Maria Zanchin, frei Vagner J. da Rosa, Marcio José Ribeiro, irmã Michele da Silva, irmã Rosita Milesi, irmã Claudina Scapini, irmã Venícia Meurer e padre Marcelo Maróstica.

O que é a Rede Clamor
A Rede CLAMOR Brasil é uma articulação eclesial vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e inspirada na iniciativa do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM). No Brasil, articula 27 organizações que trabalham com a realidade de migrantes, refugiados e contra o tráfico humano. Atua na promoção, acolhida, proteção e integração de migrantes, refugiados, apátridas e vítimas de tráfico de pessoas. Seu trabalho vai além da assistência material imediata, buscando “caminhar com os migrantes”, defender direitos humanos e incidir em políticas públicas e espaços de participação social.

Secretário-geral da CNBB recebe membros da Rede Clamor Brasil.
 Fotos: Luiz Lopes – ASCOM CNBB.


Por Willian Bonfim


Papa: ao adorar Cristo, o fiel não pode aceitar opressão nem injustiça


Na Audiência Geral na Praça São Pedro, o Papa Leão comentou o quarto capítulo da Constituição Pastoral Gaudium et spes, que trata da missão da Igreja no mundo atual. Esta missão se realiza principalmente pelo testemunho da fé e da caridade, no empenho pela justiça, paz e fraternidade.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

A missão da Igreja no mundo contemporâneo foi o tema da catequese do Papa Leão na Audiência Geral desta quarta-feira, 7 de outubro. O Pontífice retomou o ciclo sobre os documentos do Concílio Vaticano II, comentando esta semana o quarto capítulo da Constituição conciliar Gaudium et spes (GS).

Nosso coração foi feito para olhar para o alto
Em primeiro lugar, o Concílio recorda que a Igreja não está "acima" nem "ao lado" do mundo, mas sim enraizada nele: "a Igreja é o mundo já reconciliado com Deus; somos peregrinos na terra e partilhamos com este mundo a fragilidade e a beleza", explicou o Santo Padre.

Como se lê na Magnifica humanitas, a missão eclesial tem um alcance histórico e implica responsabilidade no que diz respeito à maneira como se tecem as relações sociais. Assim, a primeira tarefa é ajudar as pessoas a estarem atentas às questões profundas da vida, sobre a nossa origem e destino, bem como sobre o sentido do amor e da dor:

“A lógica do lucro a todo o custo e a manipulação da informação correm o risco de exercer uma pressão indevida para que as pessoas se conformem a um estilo de vida centrado no consumo de bens materiais, mas o nosso coração foi feito para olhar para o alto.”
Ao saudar os lusófonos, Papa confiou o povo brasileiro a Nossa Senhora Aparecida (VATICAN MEDIA)

O cristão não pode aceitar a injustiça
Os Padres do Concílio recordam ainda que a missão da Igreja se concretiza também na contribuição para a construção da cidade terrena. Não significa uma tarefa de natureza política, mas consiste no testemunho da fé e da caridade, juntamente com o empenho pela justiça, pela paz e pela fraternidade.

“Ao adorar Cristo, o Justo que morreu pelos injustos, o fiel não pode aceitar a opressão dos pequenos e dos pobres, nem as estruturas injustas que perpetuam condições de dependência e de injustiça.”

Para orientar a ação dos cristãos existe a Doutrina Social da Igreja. De modo especial, os leigos são chamados a animar o mundo com o espírito cristão e a visão do Evangelho, sobretudo na família e na atividade profissional. Isso exige, acima de tudo, coerência. Pois como recordam os Padres conciliares, o distanciamento entre a fé professada e a vida quotidiana "deve ser contado entre os mais graves erros do nosso tempo" (GS, 43).

Papa saúda a multidão (VATICAN MEDIA)

Anunciar com firmeza, sem se sujeitar às modas culturais
O desejo da Igreja, segundo expresso na Gaudium et spes, é "poder desenvolver-se livremente sob qualquer regime que reconheça os direitos fundamentais da pessoa e da família e os imperativos do bem comum". Para isso, está sempre atenta ao que acontece e se desenvolve na sociedade, sem se deixar levar por modas culturais. "Com efeito, não é certamente diluindo os conteúdos e suavizando as exigências que se pode tornar o cristianismo atraente", acrescentou o Santo Padre.

O convite final do Pontífice aos fiéis é para que nos tornemos dóceis à ação do Espírito Santo, "para que Ele nos ajude a viver em santidade e caridade, de modo que o mundo possa acreditar e ter esperança".

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