terça-feira, 18 de agosto de 2026

Vocação à Vida Religiosa Consagrada recorda chamado ao testemunho e à entrega total a Deus

A terceira semana do Mês de agosto é dedicada à oração e promoção da vocação à Vida Religiosa Consagrada, lembrando daquelas mulheres e homens que, assim como a Virgem Maria, disseram seu ‘sim’ ao chamado e consagraram toda a sua vida e a entregaram na proximidade, no serviço e na doação a Deus.

Neste ano, durante a celebração do Dia da Vida Consagrada, em 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, o Papa Leão XIV disse que a Igreja pede aos religiosos para serem profetas: “mensageiros e mensageiras que anunciam a presença do Senhor e preparam o seu caminho”.

Leão também situou o chamado ao testemunho na realidade atual:
“Numa sociedade onde, em nome de um conceito falso e reduzido da pessoa, a fé e a vida parecem cada vez mais distanciar-se uma da outra”, situou o Papa, os religiosos são chamados “a testemunhar que Deus está presente na história como salvação para todos os povos.”

As comunidades religiosas, refletiu o Papa, conservam numerosos “baluartes do Evangelho” em variados contextos, inclusive no meio de conflitos. Essas pessoas consagradas “não vão embora; não fogem; mas permanecem, despojadas de tudo, para ser um apelo, mais eloquente do que mil palavras, à sacralidade inviolável da vida na sua mais pura essência – mesmo onde retumbam as armas e onde parece prevalecer a prepotência, o interesse e a violência”.

Pertencer a Deus e deixar que Ele conduza minha vida
Entre os milhares de religiosos e religiosas, consagrados e consagradas da Igreja no Brasil, a irmã Maristela Ganassini, da Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Jesus, tem a função de contribuir na animação vocacional no Brasil. Desde 2022, ela atua como assessora da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

Ela partilhou sobre seu chamado e o que significa ser consagrada. Para irmã Maristela, a consagração não é sinal de perfeição, mas “significa permitir que Deus transforme, dia após dia, a própria vida e, com humildade, colocar-se a caminho”.

“É aprender, todos os dias, a dizer: ‘Senhor, aqui estou; minha vida é Tua’. É confiar que, por meio do meu sim, do meu serviço e da minha doação, o amor de Deus possa chegar à vida de outras pessoas”.

Ser consagrada é viver no mundo como um sinal de que Deus continua chamando, amando e convidando cada pessoa a descobrir uma vida com sentido, esperança e doação.

Ser consagrada é, de forma simples, pertencer a Deus e deixar que Ele conduza a minha vida. É transformar o cotidiano em espaço de encontro, cuidado e serviço. É dizer “sim” não apenas com palavras, mas com escolhas, atitudes e gestos concretos de amor.

É caminhar com a certeza de que não estou pronta, mas estou disponível; não sou perfeita, mas sou chamada; não tenho todas as respostas, mas tenho a graça de continuar dizendo: “Senhor, conta comigo.”

Luiz Lopes Jr.

Pesar do Papa pelas vítimas de naufrágio no Zimbábue


Em telegrama assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, Leão XIV expressa condolências às famílias das vítimas do naufrágio ocorrido no lago Kariba. Segundo as autoridades locais, ao menos 92 pessoas morreram na tragédia.

Thulio Fonseca – Vatican News

O Papa Leão XIV manifestou sua proximidade às vítimas do naufrágio de uma embarcação no lago Kariba, no Zimbábue, que deixou ao menos 92 mortos, entre eles 18 crianças. O acidente ocorreu no último dia 11 de agosto, e as operações de busca e recuperação dos corpos continuam na região. Segundo a Polícia da República do Zimbábue, oito novos corpos foram encontrados nesta segunda-feira (17/08), elevando para 92 o número de vítimas fatais.

Em telegrama enviado nesta terça-feira, 18 de agosto, e assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Pontífice afirma ter recebido “com profunda tristeza” a notícia do trágico acidente ocorrido no lago Kariba. Leão XIV confia “as almas dos falecidos à amorosa misericórdia de Deus Todo-Poderoso” e envia suas sentidas condolências àqueles que choram a perda de seus familiares. O Santo Padre assegura ainda suas orações pelas autoridades civis e pelas equipes de emergência que continuam trabalhando na resposta à tragédia. Sobre todos os atingidos pelo naufrágio, o Papa invoca “as bênçãos divinas de consolação, cura e força”.

Equipes de resgate e operadores de embarcações locais participam das operações de busca e recuperação nas proximidades da embarcação de passageiros que virou no lago Kariba

A tragédia no lago Kariba
A embarcação naufragou durante a travessia do lago Kariba, na fronteira entre o Zimbábue e a Zâmbia, quando seguia de Kariba Town em direção à região pesqueira de Chalala. As autoridades afirmam que o barco tinha capacidade autorizada para 90 passageiros, mas transportava um número superior ao permitido. A Agência de Proteção Civil do Zimbábue informou que 77 pessoas foram resgatadas com vida. O presidente do país, Emmerson Mnangagwa, declarou estado de desastre, permitindo a mobilização de recursos adicionais para as operações de emergência e a assistência às famílias atingidas.

As buscas por possíveis vítimas e as investigações sobre as circunstâncias do naufrágio prosseguem. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a embarcação estava em operação havia 41 anos e realizava a travessia sob fortes ventos. No último dia 13 de agosto, familiares e moradores participaram de uma cerimônia no estádio de Kariba em memória das vítimas. Um dos maiores reservatórios artificiais do mundo, o lago Kariba se estende por mais de 200 quilômetros e constitui uma importante via de transporte para comunidades rurais e pesqueiras da região, onde as condições das estradas e a oferta de transporte público são limitadas.

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.

EVANGELHO DO DIA (Mt 19,23-30)

ANO "A" - DIA: 18.8.2026
20ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos, mediante sua pobreza.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 23 Jesus disse aos discípulos: "Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus. 24 E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus". 25 Ouvindo isso, os discípulos ficaram muito espantados, e perguntaram: "Então, quem pode ser salvo?" 26 Jesus olhou para eles e disse: "Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível". 27 Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: "Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. O que haveremos de receber?" 28 Jesus respondeu: "Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. 29 E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. 30 Muitos que agora são os primeiros, serão os últimos. E muitos que agora são os últimos, serão os primeiros".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Entrar no Reino dos Céus"

Entrar no Reino de Deus exige um coração livre e desapegado
Naquele tempo, Jesus disse aos discípulos: “Em verdade eu vos digo: dificilmente um rico entrará no reino dos céus. Digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus” (Mateus 19,23-30).

Foram algumas tentativas de interpretar essa alegoria usada por Jesus para falar da dificuldade de uma pessoa que é apegada aos bens materiais entrar no reino dos céus.

Entrar no Reino exige a abertura à renúncia
Alguns adotaram a tradução da palavra kamelon, que significa corda ou nó de marinheiro. Algo que tornaria a tradução da expressão um pouco mais compreensível porque nós estamos falando de elementos do mesmo contexto: corda e agulha. Outros fizeram alusão a uma porta que tem lá em Jerusalém, chamada olho da agulha devido a sua pequenez e a sua estreiteza.

Metáforas à parte, algo certo é que a indisposição de certas renúncias faz dos ricos impossibilitados de entrar no reino dos céus. Apenas um milagre os salvaria da condenação de Jesus. Quanto à riqueza, dirige-se àquele tipo de riqueza egoísta que não deixa espaço para a mensagem do Evangelho, e não aquela riqueza que sabe compartilhar, favorecer o bem dos outros através da abundância que possui.

Dar a Deus o lugar de Deus
Vamos deixar na mente a afirmação chocante de Jesus imaginando a impossibilidade de um camelo passando pelo buraco de uma agulha para mantermos sempre viva a nossa consciência de que não devemos servir a dois senhores. O dinheiro na nossa vida deve sempre ocupar um lugar secundário e deve servir para nos manter numa vida digna e sóbria sem perder o que é mais importante. Deus é o mais importante na nossa vida.

Sobre todos vós desça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


Como ressignificar os sonhos frustrados?


Quando falamos a respeito de sonhos, precisamos levar em consideração diversos aspectos. E um deles é discernir se estamos realmente falando de um sonho ou estamos falando de uma ideia que, na maioria das vezes, foi influenciada por pessoas ou circunstâncias. Sonho é uma inspiração que trazemos na alma desde que começamos a existir. Por outro lado, também é importante considerar que, muitas vezes, situações aparentemente contrárias às nossas expectativas são oportunidades de renovação e crescimento, inclusive em relação aos nossos sonhos.

Por isso, ter calma diante das frustrações e disposição para “recalcular a rota” quando necessário são sinais de sabedoria. São Padre Pio costumava dizer que “nós vemos o monte, mas Deus vê atrás do monte”. Diante da realidade mundial em que vivemos, precisamos confiar ainda mais neste Deus que vê além dos montes e deixarmos que Ele conduza a nossa vida com Sua amorosa mão de Pai, sem ficarmos presos a uma única possibilidade de realização.

Foto Ilustrativa: diego_cervo by Getty Images

Os sonhos de Deus são muito mais belos
Eu posso testemunhar que fazer essa experiência não é fácil. Justamente porque continuamos iludidos de que temos o controle da nossa vida. Porém, quando, pela graça de Deus, percebemos o quanto somos frágeis e damos o passo de realmente nos entregar nas mãos de Deus, vivemos uma experiência tão forte de liberdade interior que compensa todo sacrifício que vivemos para chegar até ela! Recentemente, visitei vários “recantos da minha história” enquanto escrevia o livro “Você não está sozinha”, e foi gratificante perceber que, em muitos aspectos da minha vida, meus planos foram “substituídos” pelos planos de Deus.

Nesse processo, é claro que houve momentos de impaciência, de dor, também rolaram lágrimas e vivi perdas, mas, hoje, olhando para trás, reconheço claramente que foi melhor assim! Chiara Corbella, uma jovem italiana que está em processo de canonização, costumava dizer que, “Aquilo que Deus quer para nós é muito mais belo do que tudo que poderíamos pedir com a nossa imaginação”, e eu sou testemunha disso!

Leia mais:

Certamente, se tivesse persistido nos meus planos, sem permitir que Deus tomasse as rédeas da minha vida, eu não estaria onde estou e, provavelmente, também não estaria feliz. Essa experiência impulsiona-me a continuar confiando também no momento atual, que a providência de Deus vai sempre além do que consigo compreender, é verdade que Ele pode “tirar um bem maior” até mesmo nas situações onde só conseguimos enxergar a dor.
Sonhe, mas submeta-se a Deus!

Sonhar é importante; e Deus aprova nossos sonhos sim, porque, na verdade, é Ele quem nos dá a capacidade de sonhar. Porém, Deus deseja que nossos sonhos estejam submetidos ao projeto d’Ele a nosso respeito, e é preciso acreditar que o projeto de Deus para nós sempre traz realização, embora, às vezes, seja numa perspectiva diferente da que imaginamos.

Tenho aprendido a lidar com meus sonhos procurando cultivar a gratidão por tudo aquilo que Deus me dá, mas também por aquilo que aparentemente Ele me nega. Ele verdadeiramente sabe o que é melhor para mim! Se posso lhe dar um conselho, é este: não permita que a falta de realização dos seus sonhos roube sua alegria. Certamente, ao olhar para sua história, vai perceber quantas vitórias você já alcançou, quantas superações você já viveu… Por que parar na dor? A vida continua lhe oferecendo oportunidades de aprendizado e crescimento, siga em frente! O pássaro não faz seu ninho de um dia para o outro, assim também não chegaremos à realização que almejamos sem lutas. Tudo é uma questão de preparação, expectativa, perseverança, paciência e, é claro, ação! Faça o que você pode fazer hoje, mas não sofra pelo ontem nem pelo amanhã, tudo está nas mãos de Deus; e é agora, no momento presente, que Ele está cuidando de você!

Dijanira Silva
Natural de Bezerros/PE é membro da Comunidade Canção Nova desde 1997. Atualmente, no modo de compromisso do Segundo Elo.

Santa Helena

Flávia Júlia Helena nasceu em meados do século III na Bitínia, província do Império Romano no Golfo da Nicomédia (hoje, Turquia), provavelmente na cidade de Drepamin (posteriormente Helenópolis, em sua honra). Era de família plebeia e pagã, trabalhando como estabulária, ou seja, a estalajadeira encarregada dos estábulos. Casou-se com Constâncio Cloro, um tribuno militar, que a levou para Dardânia, nos Bálcãs.

Em 272 nasceu Constantino, filho do casal, em Naissus, atual Sérvia. Constâncio participou como corregente, junto com Galério (“Césares”), da Tetrarquia de Dioclesiano e Maximiano (“Augustos”), que governou Roma neste período, mas para isso teve que se divorciar de Helena e casar-se com Teodora, enteada de Maximiano, pois a lei romana não reconhecia o casamento entre nobres e plebeus. Helena permaneceu humildemente em segundo plano, fiel ao esposo, e pôde ter contato com e influência sobre o filho, que fazia carreira no exército e foi elevado à corte de Diocleciano.

No ano 312, após vária mudanças políticas na Tetrarquia, Constantino derrotou Maximiano II (Magêncio, Maxêncio, ou Maximino, filho do tetrarca Maximiano), na batalha do rio Tibre em Roma, tornando-se imperador único e absoluto. Neste confronto, estava em desvantagem, mas teve antes a visão de uma cruz luminosa no céu, com as palavras “Com este sinal vencerás". Mandou pintar a cruz nas suas bandeiras, e milagrosamente venceu. Constantino, como Helena, era contrário à perseguição aos cristãos; após este acontecimento, o imperador passou a apoiá-los, e no ano seguinte, com o famoso Edito de Milão de 313, concedeu a liberdade religiosa aos católicos, encerrando a perseguição em todo o império. Helena se fez logo batizar, mas Constantino, apesar de ser considerado o primeiro imperador romano cristão, só quis ser batizado próximo da sua morte, em 337.

Helena, mãe do imperador Constantino Magno, recebeu dele primeiro o título de “Mulher Nobilíssima”, e depois o de “Augusta”, honraria maior do império. Passou a viver na corte e se dedicar à expansão do Cristianismo, promovendo a evangelização, construindo igrejas e mosteiros, e patrocinando obras assistenciais para pobres e enfermos, bem como intercedeu pela libertação de presos e o retorno de exilados. Ela não se deixou contaminar pelos faustos imperiais, e consta que participava das celebrações religiosas modestamente vestida, confundindo-se com a população, e que servia pessoalmente a pessoas com fome, as quais convidava para as refeições.

Já idosa, com quase 80 anos, fez uma peregrinação à Terra Santa, um grande desejo seu. Lá hospedou-se num convento, onde participava piedosamente das orações, e mandou construir vários mosteiros. Empenhou-se particularmente em descobrir as relíquias da Santa Cruz de Cristo, auxiliando nas escavações que fazia o bispo Macário. Por fim, no Gólgota foram encontradas três cruzes, sob um templo pagão que ela mandara derrubar.

Um milagre apontou qual delas era a de Cristo: segundo uma versão, um morto ressuscitou ao ser colocado sobre ela, e não sobre as outras duas; outra versão relata a cura de uma mulher agonizante, pelo mesmo processo. Os três cravos que prenderam Jesus ao Madeiro foram levadas para Constantino, e uma delas foi encastoada na Coroa de Ferro, hoje na catedral de Monza, para lembrar a submissão que devem ter todos os governantes ao Rei dos reis. As Santas Relíquias são conservadas na basílica de Santa Cruz de Jerusalém.

A descoberta de Santa Helena foi registrada pelos escritores Sulpicius Severus e Rufinus no século IV. Mas ela procurou ainda o local do nascimento de Jesus e o local no Monte das Oliveiras onde o Cristo falou aos Apóstolos antes da Ascensão. Em cada um dos lugares construiu uma igreja, respectivamente a Basílica da Natividade em Belém e a da Ascensão no Monte das Oliveiras, a qual recebeu mais tarde o seu nome.

Voltando a Roma, já pressentindo a morte, Helena faleceu em 329 ou 330, com 80 anos, assistida pelo imperador seu filho.

Há uma ilha isolada no sul do Oceano Atlântico chamada Santa Helena (onde foi exilado, por ter somente costas rochosas sem praias, o imperador francês Napoleão Bonaparte, lá falecido em 1821), descoberta em 1502 pelo navegador galego João da Nova no dia 18 de agosto, festa da santa, e que por isso recebeu o seu nome.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Mãe plebeia de um Imperador, Santa Helena tem, sob este aspecto, alguma semelhança com Nossa Senhora… e nós também, pela Eucaristia, nos tornamos de barro sem valor em portadores da nobreza divina, unidos mesmo fisicamente a Deus num mesmo organismo, como na mãe que gesta um filho. Como esposa fiel mesmo na humilhação, e mãe dedicada ao filho, deu exemplo de verdadeiro amor abnegado. Tão logo encontrou a Cristo, fez-se batizar, e, como “Augusta”, não se deixou corromper pelos chamarizes da vida frívola e fácil, mas usou sua influência e posses para o bem dos mais carentes, as necessidades da Igreja e a evangelização. Mesmo idosa, dispôs-se a mais se aproximar de Deus na valorização das Suas Santas Relíquias, as quais são vínculos físicos, encarnados, com o Sagrado, o Transcendental. As relíquias da Santa Igreja e os seus lugares santos evidenciam que o Catolicismo não é um mito, produto da imaginação, mas que Deus de fato Se fez homem num tempo e local históricos; que pisou um solo sobre o qual hoje também podemos andar, tocou paredes e objetos que hoje também podemos tocar; a Encarnação deu à matéria uma nova e mais alta dignidade, e ao corpo humano, que não é um mero “recipiente” da alma, mas sim parte do único tipo de ser formado pela união de corpo material e alma imortal, imagem e semelhança de Deus, o vínculo necessário a Jesus para com Ele ressuscitar. As relíquias dos santos testemunham o santo real, não apenas uma memória, colocando-nos em contato factual com ele e sua santidade. São de alguma forma sacramentais, pelos quais, de acordo com a nossa Fé, podem se realizar milagres. E nos lembram que nós igualmente devemos nos santificar em corpo e alma, ambos capazes da plena união com Deus, o que é, de fato, o seu objetivo nesta e para a outra vida, futura e infinita. Contudo, se as relíquias sagradas são sacramentais aos quais devemos respeito e veneração, e dar crédito de fé, quanto mais nos devemos aproximar e buscar, com amor, tremor e santo temor, do Sacramento vivo da Eucaristia, Jesus presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, não para um simples toque, mas para verdadeiramente vivermos Nele e com Ele!!

Oração:

Senhor, que pelos cravos da Cruz de Vosso Filho pregastes ferreamente nos reinados deste mundo a verdadeira nobreza, do Espírito, concedei-nos pela intercessão de Santa Helena a graça de escavarmos nas nossas almas até lá Vos achar, pois nunca nos abandonas, e construir, edificar as nossas vidas sobre a santidade localizada em Cristo; e assim vencendo as tentações e o mal sob o signo, o sinal da Cruz, nos elevarmos definitivamente para Vós apoiados na rocha de fé e virtudes que é Santa Helena, em meio a este mar revolto da inconstância do mundo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

CNBB e Secretaria-Geral da Presidência da República assinam protocolo de cooperação pelo direito à moradia



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Secretaria-Geral da Presidência da República assinaram um Protocolo de Intenções voltado à articulação e ao fortalecimento de políticas públicas relacionadas ao direito humano à moradia. O acordo estabelece uma cooperação institucional para aproximar pastorais e organismos da Igreja Católica do poder público e favorecer iniciativas em resposta às realidades enfrentadas nos territórios.

A assinatura contou com a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. A parceria prevê a promoção de reuniões e processos formativos, a divulgação de informações e materiais técnicos sobre políticas e programas habitacionais, a identificação de boas práticas e a construção de ações para acompanhar situações de conflitos fundiários urbanos e rurais vivenciadas ou acompanhadas pela Igreja.

Pelo protocolo, a Secretaria-Geral deverá oferecer apoio institucional e disponibilizar recursos técnicos, metodológicos e estatísticos, além de contribuir na articulação com outros parceiros. Uma comissão coordenada conjuntamente pelas duas instituições será responsável por promover e acompanhar a implementação das ações previstas.

À CNBB caberá incentivar a participação das pastorais nos processos formativos, fortalecer a articulação entre pastorais e organismos e contribuir para ampliar o conhecimento da sociedade sobre as políticas públicas de habitação. A Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da CNBB terá papel no apoio às iniciativas e na construção de uma agenda de encontros entre as pastorais e o Governo Federal.


“Moradia digna é direito”
A assessora da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da CNBB, Alessandra Miranda, destacou que a iniciativa vai além da formalização de uma parceria entre as instituições.

“A assinatura deste Protocolo de Intenções representa mais do que a formalização de uma parceria institucional. Ela expressa a disposição de construir pontes, aproximar políticas públicas dos territórios e somar esforços diante de uma realidade que interpela profundamente a sociedade brasileira: o direito de todas as pessoas a uma moradia digna”, afirmou.

Segundo Alessandra, a questão da moradia está diretamente relacionada à defesa da dignidade humana e envolve aspectos como família, comunidade, proteção, pertencimento e direito à cidade e ao território. Ela ressaltou ainda princípios da Doutrina Social da Igreja, como o bem comum, a solidariedade e a participação, como referências para a atuação da Igreja diante das condições concretas de vida da população.

A assessora também relacionou a parceria ao processo desenvolvido pela 6ª Semana Social Brasileira, marcado pela escuta das comunidades, das organizações populares e das diferentes realidades territoriais. Para ela, a participação popular é fundamental na construção de respostas para problemas que atingem pessoas nas periferias, ocupações, comunidades, no campo e nas cidades, especialmente aquelas que enfrentam conflitos fundiários e dificuldades de acesso à moradia.

Alessandra destacou como um dos aspectos relevantes do protocolo a possibilidade de transformar a escuta realizada nos territórios em iniciativas concretas. “Aqui está uma dimensão que valorizamos muito: a capacidade de transformar a escuta dos territórios em incidência, diálogo e políticas públicas”, disse.

Nesse processo, a CNBB contribuirá especialmente por meio de sua presença nos territórios e da atuação de suas pastorais e organismos. Segundo a assessora, essa capilaridade permite conhecer de perto “as dores, as lutas, mas também a enorme capacidade de organização e esperança” das comunidades.

Alessandra Miranda também ressalta a expectativa de que a assinatura produza resultados concretos nas comunidades: “Que esta assinatura seja, portanto, menos um ponto de chegada e muito mais um ponto de partida”. E reforçou: “Moradia digna não é favor. Moradia digna é direito”.

Por Larissa Carvalho

Papa manifesta proximidade às vítimas do terremoto na Indonésia


Papa manifesta proximidade às vítimas do terremoto na Indonésia
Em telegrama assinado pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, Leão XIV expressa sua solidariedade às populações atingidas pelo forte terremoto que atingiu a província de Nusa Tenggara Oriental. Segundo o balanço mais recente das autoridades indonésias, ao menos 54 pessoas morreram. O tremor, de magnitude 7,7, também provocou um tsunami e foi seguido por mais de 1.600 abalos secundários.

Thulio Fonseca – Vatican News

O Papa Leão XIV manifestou sua proximidade às vítimas do forte terremoto que atingiu, no último sábado, 15 de agosto, a província de Nusa Tenggara Oriental, na Indonésia. Em telegrama enviado nesta segunda-feira (17/08) ao arcebispo de Ende, dom Paulus Budi Kleden, e assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Pontífice afirma ter recebido com profunda tristeza a notícia da devastação provocada pelo desastre.

Leão XIV assegura sua “solidariedade espiritual e proximidade àqueles que sofrem os efeitos persistentes desta catástrofe, particularmente aos numerosos deslocados e feridos”. O Papa também encoraja as autoridades eclesiais e civis que continuam prestando assistência humanitária às populações atingidas e reza pelos profissionais envolvidos nas operações de emergência e resgate. Ao confiar os mortos “à amorosa misericórdia de Deus Todo-Poderoso”, o Santo Padre invoca sobre todos os atingidos “as bênçãos divinas de consolação e força”.


Sobe para 54 o número de falecidos
O balanço mais recente da Agência Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia (BNPB) elevou para 54 o número de mortos em consequência do terremoto. As equipes de emergência permanecem mobilizadas nas áreas atingidas, enquanto prosseguem as operações de busca, assistência à população e levantamento dos danos.

O terremoto de magnitude 7,7 atingiu a região de Flores, na província de Nusa Tenggara Oriental, na manhã de sábado. Segundo a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG), o epicentro foi localizado no mar, a cerca de 30 quilômetros a nordeste de Nagekeo, a uma profundidade de 15 quilômetros. O tremor foi classificado como superficial e relacionado à atividade tectônica na região de Flores. O abalo também provocou um tsunami. Alterações no nível do mar foram registradas em diferentes pontos da região, com ondas que chegaram a cerca de 1,6 metro em Pota, na regência de Manggarai Oriental. O alerta de tsunami emitido após o terremoto foi posteriormente encerrado pelas autoridades.

O número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,7 subiu para pelo menos 53. Os feridos são 135. Diversas igrejas e capelas na Arquidiocese de Ende foram danificadas. O arcebispo ...
Mais de 1.600 tremores secundários

A atividade sísmica continua intensa na região. De acordo com a BMKG, até a manhã desta segunda-feira, 17 de agosto, já haviam sido registrados 1.624 tremores secundários, com magnitudes entre 1,3 e 6,2. Entre eles, 23 tiveram magnitude superior a 5 e 59 foram sentidos pela população.

As autoridades indonésias continuam prestando assistência aos moradores das áreas afetadas e pedem à população que permaneça atenta diante da possibilidade de novos tremores, evitando entrar em edifícios que apresentem danos ou cuja segurança ainda não tenha sido verificada.

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.

EVANGELHO DO DIA (Mt 19,16-22)

ANO "C" - DIA: 17.8.2026
20ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 16 alguém aproximou-se de Jesus e disse: "Mestre, o que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?" 17 Jesus respondeu: "Por que tu me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se tu queres entrar na vida, observa os mandamentos". 18 O homem perguntou: "Quais mandamentos?" Jesus respondeu: "Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe, e ama teu próximo como a ti mesmo". 20 O jovem disse a Jesus: "Tenho observado todas essas coisas. O que ainda me falta?" 21 Jesus respondeu: "Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me". 22 Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Voz de Deus ou os apegos do mundo?"

Voz de Deus que nos chama ao desapego total
Naquele tempo, alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, o que eu devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” Jesus respondeu: “Por que tu me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom. Se tu queres entrar na vida eterna, observa os mandamentos?”. O homem perguntou: “Quais?”. Jesus disse: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, ama o próximo como a ti mesmo”. O jovem disse: “Tenho observado todas essas coisas, o que ainda me falta?”. Jesus respondeu: “Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu.” (Mateus 19, 16-22)

Bom, o desfecho desse Evangelho é um pouco frustrante, porque o jovem foi embora triste e não quis acolher a proposta de Jesus.

O drama da vocação falida
Hoje, o Evangelho propõe a história de uma vocação falida. Na verdade, é a ilustração de um drama que toca a todos nós, a duplicidade interior. O encanto de um lado da voz do Senhor e a sedução do mal que tanto nos arrasta ao erro e a fazer escolhas equivocadas.

Como muitas vezes prevalece um apelo do mal tão forte a ponto de anular a voz de Deus que parecia nortear toda a nossa vida, desaparecem os bons propósitos feitos anteriormente e surge com tanta força o desejo de ancorar o coração em outras realizações e em outros afetos. É a famosa história do encontro entre Jesus e o jovem rico. Estamos diante de um jovem com uma conduta moral reta e pura. Bem distante de muitos dos jovens perdidos em pecados graves, dependências de todo tipo.

Voz de Jesus, um chamado à vida plena
Jesus, agora, quer introduzir esse jovem não numa categoria de pessoas perfeitas, superiores aos demais, mas quer que ele se torne um verdadeiro discípulo. Isto é, ser discípulo, alguém capaz de dar algo a mais em relação aos outros, uma doação plena de vida. Jesus pede o desapego dos bens materiais para que a resposta à vocação seja baseada numa escolha livre e voluntária.

Nesse ponto, eu preciso fazer também memória do Padre Jonas quando iniciou a comunidade. Ele foi bem claro com aqueles jovens que estavam reunidos em Queluz, na festa de Cristo Rei. Ele disse: “Quem está disposto a deixar casa, paz, trabalhos, estudos e até o namoro para viver em comunidade?”

A coragem do desapego total diante a voz do Senhor
Quem quer seguir Jesus, mas vem cheio de penduricalhos, logo vai desistir e abandonar o caminho. É preciso se desapegar de tudo. Infelizmente, a resposta não foi à altura do chamado. O jovem volta cheio de tristeza, porque não havia espaço para mais ninguém na sua vida, nem mesmo para Jesus. Por isso, hoje, escutemos a voz de Jesus e nos desapeguemos de tudo aquilo que impede o nosso discipulado.

Sobre todos vós, desça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova