segunda-feira, 17 de agosto de 2026

CNBB e Secretaria-Geral da Presidência da República assinam protocolo de cooperação pelo direito à moradia



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Secretaria-Geral da Presidência da República assinaram um Protocolo de Intenções voltado à articulação e ao fortalecimento de políticas públicas relacionadas ao direito humano à moradia. O acordo estabelece uma cooperação institucional para aproximar pastorais e organismos da Igreja Católica do poder público e favorecer iniciativas em resposta às realidades enfrentadas nos territórios.

A assinatura contou com a participação do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. A parceria prevê a promoção de reuniões e processos formativos, a divulgação de informações e materiais técnicos sobre políticas e programas habitacionais, a identificação de boas práticas e a construção de ações para acompanhar situações de conflitos fundiários urbanos e rurais vivenciadas ou acompanhadas pela Igreja.

Pelo protocolo, a Secretaria-Geral deverá oferecer apoio institucional e disponibilizar recursos técnicos, metodológicos e estatísticos, além de contribuir na articulação com outros parceiros. Uma comissão coordenada conjuntamente pelas duas instituições será responsável por promover e acompanhar a implementação das ações previstas.

À CNBB caberá incentivar a participação das pastorais nos processos formativos, fortalecer a articulação entre pastorais e organismos e contribuir para ampliar o conhecimento da sociedade sobre as políticas públicas de habitação. A Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da CNBB terá papel no apoio às iniciativas e na construção de uma agenda de encontros entre as pastorais e o Governo Federal.


“Moradia digna é direito”
A assessora da Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da CNBB, Alessandra Miranda, destacou que a iniciativa vai além da formalização de uma parceria entre as instituições.

“A assinatura deste Protocolo de Intenções representa mais do que a formalização de uma parceria institucional. Ela expressa a disposição de construir pontes, aproximar políticas públicas dos territórios e somar esforços diante de uma realidade que interpela profundamente a sociedade brasileira: o direito de todas as pessoas a uma moradia digna”, afirmou.

Segundo Alessandra, a questão da moradia está diretamente relacionada à defesa da dignidade humana e envolve aspectos como família, comunidade, proteção, pertencimento e direito à cidade e ao território. Ela ressaltou ainda princípios da Doutrina Social da Igreja, como o bem comum, a solidariedade e a participação, como referências para a atuação da Igreja diante das condições concretas de vida da população.

A assessora também relacionou a parceria ao processo desenvolvido pela 6ª Semana Social Brasileira, marcado pela escuta das comunidades, das organizações populares e das diferentes realidades territoriais. Para ela, a participação popular é fundamental na construção de respostas para problemas que atingem pessoas nas periferias, ocupações, comunidades, no campo e nas cidades, especialmente aquelas que enfrentam conflitos fundiários e dificuldades de acesso à moradia.

Alessandra destacou como um dos aspectos relevantes do protocolo a possibilidade de transformar a escuta realizada nos territórios em iniciativas concretas. “Aqui está uma dimensão que valorizamos muito: a capacidade de transformar a escuta dos territórios em incidência, diálogo e políticas públicas”, disse.

Nesse processo, a CNBB contribuirá especialmente por meio de sua presença nos territórios e da atuação de suas pastorais e organismos. Segundo a assessora, essa capilaridade permite conhecer de perto “as dores, as lutas, mas também a enorme capacidade de organização e esperança” das comunidades.

Alessandra Miranda também ressalta a expectativa de que a assinatura produza resultados concretos nas comunidades: “Que esta assinatura seja, portanto, menos um ponto de chegada e muito mais um ponto de partida”. E reforçou: “Moradia digna não é favor. Moradia digna é direito”.

Por Larissa Carvalho

Papa manifesta proximidade às vítimas do terremoto na Indonésia


Papa manifesta proximidade às vítimas do terremoto na Indonésia
Em telegrama assinado pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, Leão XIV expressa sua solidariedade às populações atingidas pelo forte terremoto que atingiu a província de Nusa Tenggara Oriental. Segundo o balanço mais recente das autoridades indonésias, ao menos 54 pessoas morreram. O tremor, de magnitude 7,7, também provocou um tsunami e foi seguido por mais de 1.600 abalos secundários.

Thulio Fonseca – Vatican News

O Papa Leão XIV manifestou sua proximidade às vítimas do forte terremoto que atingiu, no último sábado, 15 de agosto, a província de Nusa Tenggara Oriental, na Indonésia. Em telegrama enviado nesta segunda-feira (17/08) ao arcebispo de Ende, dom Paulus Budi Kleden, e assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o Pontífice afirma ter recebido com profunda tristeza a notícia da devastação provocada pelo desastre.

Leão XIV assegura sua “solidariedade espiritual e proximidade àqueles que sofrem os efeitos persistentes desta catástrofe, particularmente aos numerosos deslocados e feridos”. O Papa também encoraja as autoridades eclesiais e civis que continuam prestando assistência humanitária às populações atingidas e reza pelos profissionais envolvidos nas operações de emergência e resgate. Ao confiar os mortos “à amorosa misericórdia de Deus Todo-Poderoso”, o Santo Padre invoca sobre todos os atingidos “as bênçãos divinas de consolação e força”.


Sobe para 54 o número de falecidos
O balanço mais recente da Agência Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia (BNPB) elevou para 54 o número de mortos em consequência do terremoto. As equipes de emergência permanecem mobilizadas nas áreas atingidas, enquanto prosseguem as operações de busca, assistência à população e levantamento dos danos.

O terremoto de magnitude 7,7 atingiu a região de Flores, na província de Nusa Tenggara Oriental, na manhã de sábado. Segundo a Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG), o epicentro foi localizado no mar, a cerca de 30 quilômetros a nordeste de Nagekeo, a uma profundidade de 15 quilômetros. O tremor foi classificado como superficial e relacionado à atividade tectônica na região de Flores. O abalo também provocou um tsunami. Alterações no nível do mar foram registradas em diferentes pontos da região, com ondas que chegaram a cerca de 1,6 metro em Pota, na regência de Manggarai Oriental. O alerta de tsunami emitido após o terremoto foi posteriormente encerrado pelas autoridades.

O número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,7 subiu para pelo menos 53. Os feridos são 135. Diversas igrejas e capelas na Arquidiocese de Ende foram danificadas. O arcebispo ...
Mais de 1.600 tremores secundários

A atividade sísmica continua intensa na região. De acordo com a BMKG, até a manhã desta segunda-feira, 17 de agosto, já haviam sido registrados 1.624 tremores secundários, com magnitudes entre 1,3 e 6,2. Entre eles, 23 tiveram magnitude superior a 5 e 59 foram sentidos pela população.

As autoridades indonésias continuam prestando assistência aos moradores das áreas afetadas e pedem à população que permaneça atenta diante da possibilidade de novos tremores, evitando entrar em edifícios que apresentem danos ou cuja segurança ainda não tenha sido verificada.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 19,16-22)

ANO "C" - DIA: 17.8.2026
20ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 16 alguém aproximou-se de Jesus e disse: "Mestre, o que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?" 17 Jesus respondeu: "Por que tu me perguntas sobre o que é bom? Um só é o Bom. Se tu queres entrar na vida, observa os mandamentos". 18 O homem perguntou: "Quais mandamentos?" Jesus respondeu: "Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, 19 honra teu pai e tua mãe, e ama teu próximo como a ti mesmo". 20 O jovem disse a Jesus: "Tenho observado todas essas coisas. O que ainda me falta?" 21 Jesus respondeu: "Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me". 22 Quando ouviu isso, o jovem foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Voz de Deus ou os apegos do mundo?"

Voz de Deus que nos chama ao desapego total
Naquele tempo, alguém aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre, o que eu devo fazer de bom para possuir a vida eterna?” Jesus respondeu: “Por que tu me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom. Se tu queres entrar na vida eterna, observa os mandamentos?”. O homem perguntou: “Quais?”. Jesus disse: “Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe, ama o próximo como a ti mesmo”. O jovem disse: “Tenho observado todas essas coisas, o que ainda me falta?”. Jesus respondeu: “Se tu queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no céu.” (Mateus 19, 16-22)

Bom, o desfecho desse Evangelho é um pouco frustrante, porque o jovem foi embora triste e não quis acolher a proposta de Jesus.

O drama da vocação falida
Hoje, o Evangelho propõe a história de uma vocação falida. Na verdade, é a ilustração de um drama que toca a todos nós, a duplicidade interior. O encanto de um lado da voz do Senhor e a sedução do mal que tanto nos arrasta ao erro e a fazer escolhas equivocadas.

Como muitas vezes prevalece um apelo do mal tão forte a ponto de anular a voz de Deus que parecia nortear toda a nossa vida, desaparecem os bons propósitos feitos anteriormente e surge com tanta força o desejo de ancorar o coração em outras realizações e em outros afetos. É a famosa história do encontro entre Jesus e o jovem rico. Estamos diante de um jovem com uma conduta moral reta e pura. Bem distante de muitos dos jovens perdidos em pecados graves, dependências de todo tipo.

Voz de Jesus, um chamado à vida plena
Jesus, agora, quer introduzir esse jovem não numa categoria de pessoas perfeitas, superiores aos demais, mas quer que ele se torne um verdadeiro discípulo. Isto é, ser discípulo, alguém capaz de dar algo a mais em relação aos outros, uma doação plena de vida. Jesus pede o desapego dos bens materiais para que a resposta à vocação seja baseada numa escolha livre e voluntária.

Nesse ponto, eu preciso fazer também memória do Padre Jonas quando iniciou a comunidade. Ele foi bem claro com aqueles jovens que estavam reunidos em Queluz, na festa de Cristo Rei. Ele disse: “Quem está disposto a deixar casa, paz, trabalhos, estudos e até o namoro para viver em comunidade?”

A coragem do desapego total diante a voz do Senhor
Quem quer seguir Jesus, mas vem cheio de penduricalhos, logo vai desistir e abandonar o caminho. É preciso se desapegar de tudo. Infelizmente, a resposta não foi à altura do chamado. O jovem volta cheio de tristeza, porque não havia espaço para mais ninguém na sua vida, nem mesmo para Jesus. Por isso, hoje, escutemos a voz de Jesus e nos desapeguemos de tudo aquilo que impede o nosso discipulado.

Sobre todos vós, desça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


Amar a minha pequenez e a minha pobreza

A glória de Deus manifestada nos humildes

Deus faz as grandes coisas por meio dos pequenos. É para o pequeno e o humilde que Ele manifesta a Sua glória. Para os orgulhosos, é difícil acolher a própria pequenez e assumir que são pequenos, por isso assuma-se e ame-se.

Somos apenas uma “poeirinha”, mas Deus volve o olhar d’Ele para nós. O que agrada a Deus e o que dá liberdade para Ele agir é, primeiro: quando admitimos que somos pequenos, pobres e humildes; segundo: quando aceitamos e assumimos que somos pequenos. Maria nunca quis ser grande, por isso o Senhor olhou para Ela.
Exemplos de entrega

Meus irmãos, quem era João XXIII, hoje São João XXIII? Ele só queria ser um pároco da Igreja, viver uma vida de simplicidade, pois sabia que era pequeno. Mas Deus pôs Seus olhos nele e ele foi eleito Papa e, como a Santíssima Virgem Maria, deu o seu “sim”. E quantas maravilhas Deus fez por intermédio dele, que foi chamado de “O Papa bom”, porque sabia que era pequeno e também sabia que tudo era por inspiração de Deus.

Créditos: cancaonova.com

A missão que nasce do “nada” humano
Deus pode fazer coisas grandiosas nas pessoas que assumem seu nada. Lembro que, no início de meu sacerdócio, no começo de janeiro, Dom Antônio Afonso de Miranda me chamou e disse: “Esse documento (Evangelii Nuntiandi) é muito sério, precisamos colocá-lo em ação; comece com os jovens”.

Eu vi inspiração nas palavras de Dom Antônio, mas ele não parou por aí. E foi me falando que “os batizados não são evangelizados. Faça alguma coisa!”. Eu me senti pequeno diante de algo tão grande. Comecei com os jovens através dos encontros com os Catecumenatos e, mais tarde, os desafiei a darem um ano de suas vidas a Deus.

A história de entrega na Canção Nova
Doze jovens começaram comigo a experiência de largar tudo para ser só de Deus e evangelizar. Mas alguém que estava sentada em sua cadeira disse que era algo muito sério, pois não seria só um ano, mas daria sua vida toda ao Senhor. A única dos doze que começaram comigo, que ficou até hoje foi a Luzia. É uma história de duas pessoas que tiveram a graça de, assim como Maria, assumir o seu nada.

Lembro que a Luzia, quando se confessou comigo, só chorava mais do que se confessava. Naquele momento, ela assumiu sua pequenez. Por isso, digo aos meus filhos de comunidade: “O segredo é assumir sua pequenez”.

O impossível realizado por Deus
Se nós tivéssemos amado ainda mais nosso nada, Deus teria feito ainda muito mais, mas, mesmo assim, o Senhor fez em nós maravilhas. É por isso que a Canção Nova existe.

Para o Senhor nada é impossível; o segredo está aí. É necessário aceitar e assumir a nossa pequenez e pobreza. Louvemos ao Senhor, que faz o impossível naqueles que reconhecem a sua pequenez.

Monsenhor Jonas Abib (⭐ 21/12/1936 ✝️12/12/2022)
Fundador da Comunidade Canção Nova

São Jacinto

São Jacinto nasceu na Silésia, atual Polônia, em 1183, era sobrinho do bispo da Cracóvia. É conhecido como o apóstolo da Polônia e da Rússia.

Ele recebeu uma educação cristã, aprendendo desde cedo a viver a caridade e as virtudes. Com essa educação, sua vocação religiosa foi se concretizando.

Estudou direito e teologia em Cracóvia, Praga e Bolonha e foi ordenado sacerdote e depois cônego da catedral de Cracóvia. Em Roma, conheceu São Domingos de Gusmão e entrou na Ordem dos Pregadores. Um ano depois foi enviado por Domingos para evangelizar a Polônia, onde fundou duas casas, e pregou por todo o Oriente. Trabalhou para a união das Igrejas do Oriente e do Ocidente chegando até Kiev, Ucrânia, onde desenvolveu uma missão evangelizadora levando a Ordem dos Dominicanos para aquela região.

São Jacinto fundou Mosteiros Dominicanos na Ucrânia, na sua Polônia, e foi um incansável pregador da palavra de Cristo. Por onde ele passava, multidões se convertiam, segundo Alban Butler, 120 mil pagãos e infiéis foram batizados por ele. Fez muitos milagres em vida e, em Cracóvia, um jovem voltou a viver após a sua intercessão.

Butler conta em seu livro “Vida dos Santos”, que quando os tártaros saquearam a cidade de Kiev, São Jacinto estava lá e só soube depois que rezou a Missa. Ainda com as vestes litúrgicas, pegou o cibório e foi para fora da igreja. Ao passar por uma imagem de Maria, uma voz lhe disse: “Jacinto, meu filho, por que me abandonas? Leva-me contigo e não me deixes na companhia de meus inimigos”. A imagem era muito pesada, mas quando Jacinto a pegou, estava muito leve, então, ele saiu carregando o cibório e a imagem de Nossa Senhora e caminhou sobre as águas do rio Dnieper sem molhar os pés.

São Jacinto foi um grande pregador da Eucaristia e da Adoração do Santíssimo Sacramento, morreu em 1257 e ficou conhecido como padroeiro da Lituânia como nomeou o Papa Inocêncio XI, ele foi canonizado em 1594 pelo Papa Clemente VIII.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

São Jacinto é conhecido pelo amor à Eucaristia e por arriscar a própria vida para não permitir que fosse profanada. Os muitos milagres e feitos extraordinários brotam do seu amor a Jesus na Eucaristia, reconhecendo-o como o Senhor da sua vida. Desse amor, dessa devoção brotam a evangelização e a pregação. Que a fé vivida e compartilhada de São Jacinto seja um exemplo para cada um de nós, para que a partir do nosso encontro com o Senhor possamos pregar com zelo o Evangelho a todos.

Oração:

Oh Senhor, que todos os anos nos alegrais com a festa do vosso santo confessor Jacinto, concedei-nos que, enquanto celebramos a sua festa, imitemos também as suas ações. Por Cristo, Nosso Senhor, amém.

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Assessoria de Comunicação da CNBB amplia diálogo com veículos de imprensa e faz visita às redações


A Assessoria de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) iniciou uma série de visitas às redações dos principais veículos de comunicação com o objetivo de fortalecer e aprimorar a relação da entidade com a imprensa nacional e internacional. A iniciativa também integra o planejamento estratégico da Ascom e busca ampliar o diálogo com jornalistas e profissionais da comunicação.

Nesta semana, a equipe da Assessoria de Comunicação visitou as redações da CBN, Estadão, Metrópoles, Poder360, Correio Braziliense, Globo e TV Brasil, em Brasília. A agenda de aproximação terá continuidade no próximo mês, com visitas a outros veículos.

Para o assessor de Comunicação da CNBB, padre Arnaldo Rodrigues, manter uma relação próxima e permanente com os profissionais da imprensa é fundamental para uma instituição que participa do debate público e acompanha temas relevantes para a sociedade brasileira.

“Não só a CNBB, mas qualquer instituição que tenha relevância na formação da opinião pública precisa estreitar os laços com a imprensa. A imprensa não é somente um lugar de transmissão de informação, mas também colabora com a sociedade em suas decisões”, afirmou.



Segundo padre Arnaldo, a presença histórica da CNBB no cenário nacional reforça a importância desse diálogo. Para ele, a aproximação também permite oferecer aos jornalistas uma compreensão mais ampla sobre a atuação da Igreja e sua contribuição em temas relacionados à dignidade humana e ao bem comum.





Encontro com a Presidência da CNBB
Durante as visitas, a Assessoria de Comunicação também tem convidado os profissionais dos veículos para um encontro com a Presidência da CNBB. A proposta é proporcionar um espaço de diálogo e aproximação entre os dirigentes da Conferência e jornalistas que atuam nas redações sediadas em Brasília.

Padre Arnaldo explica que a iniciativa está inspirada na “cultura do encontro”, frequentemente incentivada pelo então Papa Francisco, e busca aproximar não apenas instituições, mas também as pessoas que fazem parte delas.

“Quando um jornalista entra em contato com a CNBB para pedir alguma informação ou ajuda, qual é o rosto com quem ele fala? Quem são as pessoas que estão ali? Queremos aproximar essas pessoas e essas realidades, favorecendo uma clareza ainda maior sobre a instituição, sobre o que ela pensa e sobre sua atuação”, destacou.

O encontro com a Presidência, segundo o assessor, pretende criar oportunidades para o diálogo direto, contribuir para o conhecimento mútuo e facilitar o trabalho dos profissionais que acompanham assuntos relacionados à Igreja Católica e à atuação da CNBB.

“Essa cultura do encontro só tem a trazer benefícios para o diálogo, inclusive ajudando a combater a desinformação e compreensões equivocadas. Queremos criar realmente esse espaço de encontro entre a CNBB e a imprensa”, acrescentou.

Fortalecimento da relação com a imprensa
O fortalecimento da relação com os veículos de comunicação também está entre as prioridades do planejamento estratégico da Assessoria de Comunicação. Embora o contato com jornalistas já faça parte da rotina diária da equipe, a proposta agora é desenvolver iniciativas mais sistemáticas de aproximação.

“A relação com a imprensa é uma das finalidades da Assessoria de Comunicação. Os jornalistas da equipe já fazem esse trabalho diariamente, mas queremos pensar também em como realizá-lo de maneira mais sistemática e ampla, envolvendo inclusive a Presidência da CNBB”, explicou padre Arnaldo.

Com a continuidade das visitas e a realização de novos encontros, a Assessoria de Comunicação pretende consolidar canais permanentes de diálogo, facilitar o acesso da imprensa às fontes da Conferência e contribuir para uma comunicação cada vez mais próxima, qualificada e transparente.

Papa: o clamor dos menores migrantes chega a Deus, não podemos ficar indiferentes


Na mensagem para o 112º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado em 27 de setembro, Leão XIV chama a atenção para as crianças e adolescentes envolvidos na experiência da migração e da fuga. O Papa denuncia as inúmeras formas de violência a que estão expostos e pede uma mudança de perspectiva: da mera gestão dos fluxos migratórios para a proteção plena dos direitos humanos.

Thulio Fonseca – Vatican News

“Não podemos permanecer indiferentes, nem habituar-nos a tanto sofrimento.”
É o apelo do Papa Leão XIV na mensagem para o 112º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado em 27 de setembro. “Mesmo uma só destas crianças” é o tema escolhido para este ano, inspirado nas palavras de Jesus no Evangelho e dedicado especialmente aos menores envolvidos na experiência da migração e da fuga. O Pontífice recorda que, todos os anos, milhões de crianças e adolescentes são obrigados a abandonar a própria terra devido a guerras, pobreza, violência, catástrofes ambientais e outras tragédias, um número que continua a aumentar.

Os menores, os mais vulneráveis
Leão XIV chama a atenção para os rostos e as histórias por trás dos números. Há jovens que perderam pais, irmãos e amigos, que testemunharam violências indescritíveis ou foram separados durante longos períodos de suas famílias. Outros enfrentam viagens em condições extremas e traumáticas ou são separados dos pais devido ao repatriamento. A esse cenário somam-se as mortes ao longo das rotas migratórias, o tráfico e a exploração, o recrutamento de menores em conflitos armados, a violência sexual e os casamentos forçados, pois "a sua dignidade é espezinhada de demasiadas formas".

O Papa recorda ainda as palavras de Francisco, que, em sua mensagem para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado de 2017, definiu essas crianças como “três vezes mais vulneráveis”: por serem menores, estrangeiras e indefesas. Em meio a esse cenário, porém, Leão XIV destaca os sinais concretos de solidariedade oferecidos por famílias que abrem as portas de suas casas, educadores, voluntários, profissionais e comunidades eclesiais que cuidam das feridas, muitas vezes invisíveis, dessas crianças: “Com o seu empenho, testemunham que o amor pode vencer a indiferença.”

Papa durante a visita a Lampedusa (@Vatican Media)

“Não se trata de números ou estatísticas”
No centro da mensagem está o convite a reconhecer em cada criança migrante o próprio Cristo. Leão XIV retoma as palavras de Jesus – “Quem receber um menino como este, em meu nome, é a mim que recebe” – para recordar que a resposta ao drama migratório não pode se limitar aos números:

“Não se trata de números ou estatísticas. O Evangelho convida-nos a não fazer cálculos: mesmo um só. Cada criança, cada ser humano possui uma dignidade infinita. É imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1, 26), é presença do Senhor. Perante cada menor migrante, somos chamados a realizar um ato de humanidade e de fé: na criança, com efeito, podemos acolher e encontrar o Senhor.”

O Pontífice pede que sejam enfrentadas, nos países de origem, as causas que obrigam os menores a fugir e, ao mesmo tempo, que lhes sejam garantidos proteção e acolhimento nos países de trânsito e de chegada. O clamor dessas crianças, afirma, chega a Deus e interpela também a consciência e a ação de cada pessoa.

Acolher, integrar e proteger
A mensagem apresenta um apelo à responsabilidade em diferentes âmbitos. Na vida pessoal, o Papa convida a abrir os olhos e o coração para a história, os medos e os sonhos de cada criança, reconhecendo-a em sua dignidade antes mesmo de sua condição de “migrante” e protegendo seus direitos fundamentais à vida, à educação e ao desenvolvimento integral.

Às comunidades cristãs, Leão XIV pede que o acolhimento não permaneça um conceito abstrato nem seja delegado exclusivamente a instituições ou associações. Toda a comunidade é chamada a considerar essas crianças como seus filhos, favorecendo a integração de migrantes e refugiados como membros de pleno direito da família eclesial e superando a lógica do mero assistencialismo. O Papa destaca ainda a necessidade de prevenir a solidão, o isolamento e a rejeição, promovendo espaços de encontro nos quais jovens locais e migrantes possam crescer juntos “num percurso de respeito mútuo, solidariedade e amizade”.

Leão XIV atravessa a "Porta da Europa" (@Vatican Media)

Uma responsabilidade que não conhece fronteiras
No âmbito das diferentes religiões, Leão XIV afirma que a vulnerabilidade das crianças supera as fronteiras confessionais e exige uma responsabilidade humanitária e espiritual compartilhada. As comunidades de fé são chamadas a cooperar na criação de redes de proteção e de espaços onde cada criança seja respeitada em sua identidade cultural, prevenindo também o risco de radicalização por grupos extremistas:

“Em última instância, proteger um menor significa salvaguardar a marca divina nele impressa.”

Às instituições civis, o Pontífice pede que seja reafirmado o princípio do interesse superior do menor, com instrumentos jurídicos eficazes de proteção, medidas que favoreçam o reagrupamento familiar e ações capazes de evitar os traumas provocados pela separação.

Da gestão dos fluxos à proteção dos direitos
Leão XIV pede, por fim, uma mudança na maneira de enfrentar o fenômeno migratório, colocando no centro a dignidade da pessoa e, de modo particular, das crianças e adolescentes:

“Urge uma mudança de perspectiva: é necessário deslocar o eixo do debate da mera gestão dos fluxos para a tutela plena e imediata dos direitos humanos, adotando «uma resposta coordenada, solidária e eficaz, capaz de garantir proteção, acolhimento e oportunidades reais de integração a quem emigra».”

Ao concluir a mensagem, o Papa confia os menores migrantes e refugiados à proteção da Virgem Maria, que, com São José e Jesus ainda criança, também conheceu a violência de Herodes e o drama do exílio no Egito. Leão XIV pede que Nossa Senhora acompanhe os passos dessas crianças e ajude as comunidades cristãs “a tornarem-se sinais vivos e fidedignos do Evangelho”.
Encontro com migrantes na Espanha (@Vatican Media)

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EVANGELHO DO DIA (Mt 19,3-12)

ANO "A" - DIA: 14.08.2026
19ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERMELHO)
MARTÍRIO DE SÃO MAXIMILIANO MARIA KOLBE

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Acolhei a palavra de Deus, não como palavra humana, mas como mensagem de Deus o que ela é, em verdade!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 3 alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar: "É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?' 4 Jesus respondeu: "Nunca lestes que o Criador, desde o início os fez homem e mulher? 5 E disse: 'Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne'? 6 De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe". 7 Os fariseus perguntaram: "Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?" 8 Jesus respondeu: "Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9 Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher - a não ser em caso de união ilegítima - e se casar com outra, comete adultério". 10 Os discípulos disseram a Jesus: "Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se". 11 Jesus respondeu: 'Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12 Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender, entenda".

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"União matrimonial indissolúvel"

Vida matrimonial, o desafio de se tornar uma só carne
Naquele tempo, alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e perguntaram para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” Jesus respondeu: “Nunca lestes o que o Criador desde o início fez homem e mulher e disse, o homem deixará pai e mãe e se unirá a sua mulher e os dois serão uma só carne. De modo que eles já não são dois, mas uma só carne.” Os fariseus perguntaram: “Então como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher por causa da dureza do vosso coração.” (Mateus 19,3-12)

Existem as chamadas exceções a uma regra, não é? A gente já escutou isso muitas vezes: toda regra tem a sua exceção. Claro que isso não valida um comportamento, mas abre uma discussão, caso por caso, para ajudar os fiéis a viver plenamente os sacramentos e a vida da Igreja.

União matrimonial que supera a dureza do coração
Jesus foi bem claro quando interrogado sobre a certidão de divórcio: foi pela dureza de coração que Moisés permitiu tal certidão. Na verdade, quando o coração se torna duro, é incapaz de amar até o extremo. Homem e mulher que foram criados para se tornar uma só carne, acabam rompendo os laços pactuais e fragilizando a união entre eles.

A indissolubilidade como tesouro da Igreja
No tempo de Jesus, existiam duas escolas rabínicas, uma que era muito liberal, e a outra que era muito rigorosa. A primeira dava concessão de separação por motivos absurdos e insignificantes. Por exemplo: se a mulher cozinhava mal, era motivo para o marido despedi-la.

Já na segunda escola, ela seguia uma linha mais rígida, e não admitia concessão a não ser em caso de adultério. A temática matrimonial seguiu o curso dos séculos, adotando cada vez mais a linha da revelação, salvaguardando a indissolubilidade como tesouro da relação entre o homem e a mulher.

A lei canônica foi sendo cada vez mais pautada pelo entendimento da maturidade dos cônjuges ao assumir o compromisso matrimonial. E buscou-se valorizar as propriedades do matrimônio, como a unidade e a indissolubilidade, ambas em vista do bem do casal e da constituição da prole.

O discernimento e acompanhamento espiritual
Vale a pena ler o Catecismo da Igreja, na sessão sobre o sacramento do matrimônio, aqueles que trazem dúvidas quanto a esse tema. E as pessoas que vivem em situações irregulares possam reorganizar a vida e buscar a comunhão com Deus. Acima de tudo, ter discernimento e deixar-se ser acompanhado, pelo seu pároco, seu diretor espiritual, para que as coisas sejam encaminhadas da melhor forma possível.

Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova