sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Conselho Permanente encerra reunião com missa e debates sobre o Ano Missionário e Congresso Eucarístico


A reunião do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi encerrada nesta quinta-feira, 22 de outubro, na sede da Conferência, em Brasília (DF). No último dia do encontro, os bispos trataram de temas relacionados à formação presbiteral, ao Congresso Eucarístico Nacional, à preparação do Ano Missionário 2028-2029 e às comemorações dos 75 anos da CNBB. A programação também contou com informes dos regionais e uma apresentação sobre a atuação da Conferência no contexto das eleições de 2026.
Congresso Eucarístico Nacional


Dom João Justino, primeiro vice-presidente da CNBB, apresentou informações sobre a preparação do Congresso Eucarístico Nacional, que será realizado em Goiânia (GO), em setembro de 2027, com a temática “Hóstias Vivas no Mundo para a Glória do Pai”. Ele destacou as atividades do Ano Eucarístico, que incluem visitas dos bispos a 134 paróquias e a formação de aproximadamente 8 mil missionários. Até o momento da apresentação, o evento contabilizava 177 bispos inscritos e 333 participantes no Simpósio Teológico. Saiba tudo sobre a programação (aqui).

Ano Missionário 2028-2029
Dom Maurício Jardim, presidente da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, apresentou os encaminhamentos para a preparação do Ano Missionário Nacional 2028-2029, que pretende fortalecer a vocação missionária de todo o povo de Deus, em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE).


A proposta prevê um processo de escuta das Igrejas locais e de diferentes organismos eclesiais, com prazo até 28 de fevereiro de 2027 para o envio das contribuições (uma carta ainda será enviada às dioceses com as orientações e o acesso a um formulário).

O objetivo é construir o projeto a partir do discernimento comunitário, valorizando a participação das bases.

75 anos da CNBB
O presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, recordou que a Conferência completará 75 anos em 2027 e consultou os bispos sobre possíveis iniciativas comemorativas. Entre as sugestões apresentadas estiveram a realização de um simpósio teológico e o resgate histórico dos documentos da instituição.
Informes dos regionais

A reunião também contou com a apresentação de atividades desenvolvidas pelos regionais da CNBB, incluindo assembleias pastorais, encontros de formação, iniciativas voltadas à juventude, catequese, comunicação e preparação para a implementação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora.




Comunicação e eleições de 2026
O padre Arnaldo Rodrigues, assessor de Comunicação da CNBB, apresentou um panorama da atuação da Conferência durante o período eleitoral de 2026, destacando o trabalho de comunicação institucional, o combate à desinformação e a repercussão dos posicionamentos da entidade.


Segundo os dados apresentados, o perfil da CNBB no Instagram alcançou 38 milhões de visualizações e conquistou 58 mil novos seguidores no período analisado. Já no site da CNBB foram contabilizados 106 mil usuários ativos e 82 mil novos usuários. A página teve 33 mil visualizações apenas no período de 1º de setembro a 16 de outubro.

O assessor também destacou a repercussão da mensagem do Conselho Permanente sobre o segundo turno das eleições, divulgada na quarta-feira, 21 de outubro, e ressaltou a importância de uma comunicação clara para fortalecer a identidade institucional da Conferência e orientar a sociedade diante da circulação de informações falsas.

Por Larissa Carvalho | Fotos: Paulo Augusto Cruz


Leão XIV não irá a Assis para favorecer a recuperação após a cirurgia


Os médicos informam que Leão XIV foi submetido a uma radiografia de controle do tórax e que a evolução do pós-operatório é “excelente”. Por precaução, foi desaconselhada a viagem de helicóptero prevista para 27 de outubro a Assis, onde o Papa participaria do encontro com representantes de todas as religiões. O Pontífice enviará uma mensagem aos participantes, na convicção de que “o diálogo e a busca de palavras e gestos de paz são recursos preciosos em uma época de conflitos”.

Vatican News

“Conforme previsto”, o Papa Leão XIV “foi submetido a uma radiografia de controle do tórax. O exame confirmou a excelente evolução do pós-operatório”. A informação foi divulgada pelo Dr. Luigi Carbone e pelo Prof. Stefano Margaritora a respeito da recuperação pós-operatória do Papa.

“No entanto, considerando o pouco tempo transcorrido desde a cirurgia, os médicos responsáveis — lê-se na nota — desaconselham, por precaução, a viagem de helicóptero prevista para o próximo dia 27 de outubro.” Trata-se da viagem que levaria o Papa a Assis para participar da cerimônia conclusiva de Paz desarmada e desarmante, encontro realizado por ocasião do 40º aniversário da Jornada Mundial de Oração pela Paz, convocada por São João Paulo II.

O Papa não estará presente em Assis
Uma comunicação posterior divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé informa que, “para favorecer a recuperação após a cirurgia torácica realizada na terça-feira da semana passada, o Papa Leão XIV não poderá estar presente em Assis no dia 27 de outubro, como estava previsto”.

“O Papa Leão — prossegue a nota — enviará uma mensagem manifestando sua proximidade aos organizadores, aos líderes e representantes das confissões cristãs e das religiões, assim como aos convidados que estarão presentes, na convicção de que o Espírito de Assis, o diálogo e a busca de palavras e gestos de paz são recursos preciosos em uma época de conflitos.”

Prossegue o período de recuperação
A presença do Papa na cerimônia conclusiva do encontro organizado pela Comunidade de Santo Egídio havia sido anunciada durante a coletiva de apresentação do evento, realizada no último dia 6 de outubro. Portanto, antes da cirurgia de 13 de outubro, no Hospital Gemelli, para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar. A natureza da doença foi confirmada pelo último boletim médico, divulgado na noite de quarta-feira, que apresentou os resultados definitivos dos exames histológicos e das análises de biologia molecular. Na mesma comunicação, foi informado que, com base em uma avaliação oncológica posterior, “não é necessária nenhuma terapia adicional” para o Papa.

Nestes dias, Leão XIV tem mantido os compromissos previstos em sua agenda, enquanto prossegue o período de recuperação no Vaticano.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 12,54-59)

ANO "A" - DIA: 23.10.2026
29ª SEMANA DO EMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54 Jesus dizia às multidões: "Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. 55 Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. 56 Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? 57 Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? 58 Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. 59 Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Os acontecimentos revelam a presença de Deus"

Acontecimentos que nos mostram a face do Pai
“Sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente?” (Lucas 12,54-59)

Irmãos e irmãs, é curioso perceber como nos tornamos facilmente especialistas em tantas coisas e, ao mesmo tempo, permanecemos distraídos diante daquilo que Deus realiza em nossa própria história.

Os acontecimentos e a interpretação interior
Somos especialistas em comentar sobre a vida dos outros. Somos especialistas em fazer grandes análises sobre esporte e futebol. Mas as grandes análises sobre a nossa vida, sobre o nosso interior, sobre nós mesmos, quando paramos para fazer um exame de consciência, aí bate a dificuldade. Por que será que isso acontece na nossa vida? Jesus nos convida a desenvolver um olhar espiritual capaz de reconhecer a Sua presença nos acontecimentos cotidianos.

Deus se manifesta no dia a dia. Ele se manifesta nas realidades que estão à nossa volta. Deus se manifesta no seu contexto. E qual é o seu contexto? No seu contexto familiar, no contexto da sua profissão, no contexto daquilo que você está fazendo agora enquanto escuta o padre. Este é o contexto, o local onde Deus se manifesta e se manifestará na sua vida.

Aprender a ler os acontecimentos com a fé
E nós precisamos ter essa atenção para o que Deus está nos falando. Nem tudo o que nos acontece é vontade d’Ele, mas tudo pode tornar-se lugar de encontro com Ele a partir da disposição do seu coração. Portanto, a maturidade da fé consiste em aprendizado.

Aprender a ler os acontecimentos com os olhos do Evangelho e descobrir que Deus continua conduzindo nossa vida mesmo quando seus caminhos parecem misteriosos. Mesmo quando você não compreende, Deus continua agindo em sua vida. Mesmo quando você está no sofrimento, você acha que Deus está ausente? Não. Deus não está ausente. Ele está presente fortalecendo o seu coração, fortalecendo a sua vida para que você responda positivamente e com fé a esses desafios que surgiram na sua vida.

Sobre você desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


A força da aliança divina e a transformação do nosso interior


Sem Deus nada podemos fazer: a intervenção divina que nos fortalece e nos sustenta nos momentos difíceis

Como é bom estarmos com Deus! Como é bom falarmos de Deus! Quanto mais temos esse diálogo, mais se enche o nosso coração de todas as previdências e providências que nós temos que ter! Precisamos de tudo isso. Mas sem Deus nada podemos fazer. Creiamos nisso: “Eu sem Deus não sou nada”.

A Palavra de Deus para nós hoje é a Sua intervenção, é a nova aliança. Em Isaías 59,16, lemos: “O Senhor viu tudo isso e não achou nada bom, pois o direito já não existe. Ele viu que não havia ninguém. Ficou admirado por não haver quem tomasse providência. Então, sua própria força veio em ajuda, sua própria justiça veio em apoio. Revestir-se da justiça qual couraça e a cabeça o capacete da salvação. Vestiu a vingança com túnica e aos ombros jogou a capa do ciúme”. Olha quanta coisa,não é verdade? Ele viu que não havia ninguém. Ficou admirado por não haver quem tomasse providência.
Deus como guardião do nosso interior: a força divina que nos protege do pecado e nos sustenta nas dificuldades

Casa sem mando é casa destruída. Se o nosso interior é uma casa sem mando, ela é um interior totalmente destruído, aberto a todas as dificuldades, a todos os pecados. Então, nós temos que ter um guardião muito rígido para tomar conta do nosso interior. E quem que você quer que seja esse comandante, essa pessoa que que vai fazer de tudo para o seu interior ser completo, realizado; e, nos momentos difíceis, ele o ajudar e estar junto contigo? Só Deus, não é verdade? Então, sua própria força veio em ajuda, Sua própria justiça veio em apoio. Vamos repetir o versículo 16: “Ele viu que não havia ninguém, ficou admirado por não haver quem tomasse providência. Então, a sua própria força veio em ajuda, sua própria justiça veio em apoio”.

A ausência de Deus na sociedade: a dificuldade de confiar e a necessidade de viver a comunhão e a amizade verdadeira.
Uma sociedade sem a presença de Deus: é isso que acontece quando não temos destino, quando não temos um guia para poder nos levar. Nós estamos às cegas num mundo com tanta turbulência. Hoje é tão difícil acreditarmos em alguém! Você já parou e pensou sobre isso? Que dificuldade nós temos de acreditar! Hoje, a nossa cabeça é consumida, constantemente, pelos bens materiais e pelas fofocas, e passamos a não acreditar mais em ninguém.

Como é bom quando temos um amigo em quem podemos jogar até as nossas tristezas em cima dele, e ele tem condição de arcar com tudo! Mas hoje é o contrário: você fica pisando em ovos para ver com quem você fala e com quem você deixa de falar; no final das contas, você fica contando amigos na palma da sua mão. Certo?

Quantos amigos eu tenho? Eu tenho cinco dedos na mão, e eu já vi e já fiz isso várias vezes: eu tenho fulano, cicrano e beltrano como amigo, pelos quais eu dou a vida.

O mundo é de partilha, de comunhão. Jesus veio para dar a comunhão, e Ele se tornou a nossa comunhão, que significa ser “comum” com alguém. Então, não vim para para ter dois amigos, para três amigos; eu vim para ter vários amigos. Deus me fez para ter vários amigos, não é? Mas a sociedade é uma ausência tão grande de Deus, que ficamos contando os amigos em quem acreditar.

A necessidade de permanecer fundamentado em Deus em meio às mentiras, às críticas e à perda da confiança no mundo

Hoje, nós temos um material na mão que é terrível: chama-se celular. Eu cheguei a ponto de falar para a Luzia Santiago que eu não acredito em mais nada que esteja escrito no celular, porque é tanta mentira, é tanto foi-não-foi que, até numa guerra, quando você chora com o caso da guerra, no final alguém chega e fala: “É tudo mentira! Nada aconteceu.” Então, é preferível eu ser descrente? Mas eu não nasci para ser descrente. Eu nasci para ser crente. Você nasceu para ser crente?

Mas a que estado nós estamos chegando! Quem é Deus para você? Chega um momento em que a gente senta, reza… Eu passo boa parte da manhã ou a manhã toda em oração e na leitura diária minha. Mas qual é a minha leitura minha? Um bom livro cristão ou a Bíblia. Por quê? Porque eu quero estar fundamentado naquilo que Deus quer de mim.

Eu acredito em Deus. Ele é tudo para mim. Então, eu tenho que estar fundamentado nas Suas palavras. E, no mundo hoje, o relacionamento com Deus está tão longe, tão difícil, porque até aqueles que falam de Deus estão sendo criticados! E corre um grande risco de não termos mais aquele locutor que fala de Deus por medo do próprio povo de Deus! Então, se a gente julga aquele que dá a vida por Deus e O anuncia, daqui a pouquinho ele estará fora, de tanto jogarmos pedra nele.

Deus e eu: fortalecer a relação com o Senhor para viver o amor, a caridade e a comunhão com os irmãos
O nosso coração foi feito para acréscimos e não para fofoca, não para intrigas. Vamos examinar, cada vez mais, o nosso relacionamento com Deus, e esse relacionamento vai ser a mostra do nosso relacionamento com os nossos irmãos. Volto a dizer: Deus e eu, eu e Deus. Assim vai ser a nossa vida.

Não se esqueça de que, quando você mandar uma mensagem para alguém, mande com muito carinho, com muita doação e felicidade, porque você está mandando para um filho de Deus. Não jogue pedra. Jogue amor.

Deus abençoe a todos nós! Amém.

Do seu amigo,

Wellington Silva Jardim – Eto
Cofundador da Comunidade Canção Nova

São João de Capistrano

João nasceu no dia 24 de junho de 1386, na cidade de Capistrano, no então reino de Nápoles. Era filho de um conde alemão e uma jovem italiana. Estudou direito civil e canônico, formando-se com honra ao mérito. Ainda jovem casou-se com uma nobre dama da sociedade.

Numa crise política no Reino de Nápoles, João foi cogitado para auxiliar nas negociações. Entretanto houve confusões e o jovem acabou preso. Para piorar a situação ele recebeu a notícia da morte de sua esposa.

Foi então um momento de mudança radical de vida. Abriu mão de todos os cargos, vendeu todos os bens e propriedades, pagou o resgate de sua liberdade e pediu ingresso num convento franciscano. Mas antes de vestir o hábito precisou enfrentar as humilhações do superior da comunidade.

Durante trinta anos fez rigoroso jejum, duras penitências e se dedicou às orações. Trabalhou com energia, evangelizando na Itália, França, Alemanha, Áustria, Hungria, Polônia e Rússia. Tornou-se grande pregador e missionário. Foi conselheiro de quatro Papas.

João de Capistrano contava com setenta anos de idade, quando um enorme exército muçulmano ameaçava tomar a Europa. O Papa Calisto III o designou como pregador de uma cruzada, que defenderia o continente. Durante onze dias e onze noites João esteve entre os soldados, animando-os para a resistência. Finalmente os cristãos conseguiram vencer os invasores.

Morreu no dia 23 de outubro de 1456. João de Capistrano é o padroeiro dos juízes.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão:

Por causa de suas andanças pela Europa, João mereceu ser chamado o apóstolo da Europa. Espírito inquebrantável, organizou a ordem franciscana, foi conselheiro de papas e em suas viagens apostólicas, procurou fortalecer a moral cristã e refutar os erros dos heréticos. Deixou uma obra escrita em dezessete volumes e foi um homem que participou ativamente da angústia de seu tempo, em tudo reconhecendo a ação de Deus.

Oração:

Deus, nosso Pai, a exemplo de São João Capistrano, faça de nós o sal da terra, mediante uma vida honrada e íntegra, trabalhando com ardor para construção da paz e da comunhão. Dai-nos também ser luz para este mundo carente de valores espirituais, fazendo o bem sem olhar à quem. Por Cristo nosso Senhor. Amém.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Para a CNBB, redução da maioridade penal não enfrenta as causas da violência nem oferece respostas para a segurança pública



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é contra a redução da maioridade penal. O tema retornou ao debate público nesta quarta-feira, 14, após o pedido para inserir no texto da PEC da Segurança Pública (Proposta de Emenda à Constituição nº 18/2025) a alteração do artigo 228 da Carta Magna, reduzindo para dezesseis anos como regra geral e para quatorze anos em determinadas hipóteses.

Os bispos recordam a carta enviada aos parlamentares em junho deste ano, na qual chamam atenção de que “a redução da maioridade penal não enfrenta as causas da violência nem oferece respostas duradouras para a segurança pública”.

Para o Conselho Permanente, “o Brasil será mais seguro se investir na proteção, na educação e na promoção de sua juventude, e não ampliando o encarceramento precoce de adolescentes”.

Os bispos pediram, na ocasião, que o Congresso Nacional “priorize políticas públicas capazes de enfrentar as causas da violência: educação de qualidade, fortalecimento das famílias, proteção da infância e da adolescência, ampliação de oportunidades para os jovens e aperfeiçoamento das medidas socioeducativas”.

Leia a carta na íntegra:

Brasília – DF, 26 de junho de 2026

Aos
PARLAMENTARES

Ref.: Redução da maioridade penal.

Senhoras e Senhores Parlamentares,

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, fiel à missão evangelizadora da Igreja, dirige-se respeitosamente a Vossas Excelências diante das discussões e iniciativas legislativas que visam reduzir a maioridade penal em nosso país.

A CNBB reafirma sua posição contrária à redução da maioridade penal. Essa convicção nasce da defesa da dignidade da pessoa humana, especialmente dos adolescentes, que se encontram em processo de desenvolvimento e devem ser responsabilizados por seus atos sem serem privados da possibilidade de recuperação e reintegração social.

O ordenamento jurídico brasileiro já prevê mecanismos de responsabilização para adolescentes por meio das medidas socioeducativas estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pelo Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo. O desafio não está na ausência de instrumentos legais, mas na fragilidade de sua implementação e na insuficiência de investimentos em educação, proteção social e oportunidades para a juventude.

O simples endurecimento das penas não reduz a violência. Adolescentes envolvidos em atos infracionais são também vítimas da pobreza, da exclusão educacional, da desestruturação familiar, da dependência química e do aliciamento pelo crime organizado. Inseri-los precocemente no sistema prisional tende a ampliar ciclos de violência e exclusão, comprometendo sua ressocialização.

Por isso, apelamos ao Congresso Nacional para que priorize políticas públicas capazes de enfrentar as causas da violência: educação de qualidade, fortalecimento das famílias, proteção da infância e da adolescência, ampliação de oportunidades para os jovens e aperfeiçoamento das medidas socioeducativas.

A redução da maioridade penal não enfrenta as causas da violência nem oferece respostas duradouras para a segurança pública. O Brasil será mais seguro se investir na proteção, na educação e na promoção de sua juventude, e não ampliando o encarceramento precoce de adolescentes.

Confiando à intercessão de Nossa Senhora Aparecida os trabalhos desta Casa Legislativa e o futuro da juventude brasileira, renovamos nossa estima e nossas orações por todos os que exercem o nobre serviço da representação popular.

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo da Arquidiocese de Porto Alegre – RS
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo da Arquidiocese de Goiânia – GO
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo da Arquidiocese de Olinda e Recife – PE
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília – DF
Secretário-Geral da CNBB

Papa: obrigado a Deus pela generosidade e aos fiéis pelas orações

A vida matrimonial e familiar foi o tema da catequese do Papa, inspirado na segunda parte da Constituição Pastoral "Gaudium et spes". Leão XIV recordou que os filhos são o maior dom do matrimônio, e os pais têm a responsabilidade de os acolher, proteger e educar, segundo a lei de Deus. Mas antes, um agradecimento especial aos fiéis!

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

Leão XIV retomou esta quarta-feira a Audiência Geral uma semana após a operação para a retirada de um tumor maligno no pulmão direito. O encontro semanal com os fiéis foi realizado na Praça São Pedro e o Pontífice manteve o giro de papamóvel entre os presentes.

Antes de sua catequese, Leão XIV agradeceu mais uma vez aos fiéis pelas orações:

“A primeira coisa que gostaria de dizer a vocês é: obrigado! Obrigado pelo apoio de suas orações. Obrigado a Deus por sua generosidade. Renovemos todos nossa confiança na bondade e na misericórdia de Deus.”


Vida matrimonial e familiar
Prosseguindo o ciclo sobre a Constituição Pastoral Gaudium et Spes, o Papa refletiu acerca do bem da pessoa e da sociedade, que está intimamente ligado à vida matrimonial e familiar.

Este documento define o matrimônio como "íntima comunidade da vida e do amor conjugal", fundada na entrega recíproca dos esposos, na fidelidade e na união indissolúvel, fortalecida pela graça de Cristo. A Gaudium et spes reforça que o amor conjugal não se limita à atração erótica, mas envolve toda a vontade dos cônjuges, "reavivando os afetos da alma e expressando-se através de sentimentos e gestos de ternura", explicou o Pontífice.

Iguais em dignidade, este amor permeia toda a vida dos cônjuges, abrindo-os à fecundidade. Com efeito, os filhos são "o maior dom do matrimônio" e os pais têm a responsabilidade humana e cristã de os acolher, proteger e educar, segundo a lei de Deus.

Papa saúda um casal de noivos (VATICAN MEDIA)

Proteger a vida desde a concepção
O documento reitera que vida humana nunca deve ser descartada e deve ser salvaguardada desde o primeiro momento da concepção, evitando o aborto e o infanticídio. Ao transmitirem a vida, os cônjuges tornam-se "cooperadores do amor de Deus criador ".

Por fim, o ensinamento da Gaudium et spes destaca a função social da família, definida como "uma escola de valorização humana" e "o fundamento da sociedade", exortando todos aqueles que têm responsabilidades sociais, especialmente nos âmbitos político e cultural, ao dever de "contribuir eficazmente para a promoção do matrimônio e da família".

Para o Santo Padre, este compromisso é mais urgente do que nunca. A Igreja está consciente deste desafio, como demonstra a solicitude pastoral dos Papas que se sucederam após o último Concílio, até à dupla Assembleia sinodal promovida pelo Papa Francisco. Leão XIV concluiu cofiando as as famílias de todo o mundo à Sagrada Família de Nazaré, para que as ilumine e proteja.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 12,39-48)

ANO "A" - DIA: 21.10.2026
29ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39 "Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40 Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes". 41 Então Pedro disse: "Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?" 42 E o Senhor respondeu: "Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43 Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44 Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. 45 Porém, se aquele empregado pensar: 'Meu patrão está demorando', e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46 o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. 47 Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes 48 Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Os dons que recebemos de Deus"

Os dons recebidos para servir a missão
“A quem muito foi dado, muito será pedido. A quem muito foi confiado, muito mais será exigido” (Lucas 12, 39-48).

Os dons da graça à disposição do Reino
Irmãos e irmãs, ouvimos essa palavra neste dia e entendemos que todos nós recebemos dons diversos diferentes, seja inteligência, tempo, oportunidades, pessoas que nos amam, mas, sobretudo, recebemos a graça de Cristo.

O Evangelho de hoje nos recorda que esses dons não são propriedades nossas, não são propriedades particulares, mas responsabilidades que o Senhor nos concede em Sua bondade. Então, deveríamos pensar que, no fim dos tempos, Deus nos perguntará sobre o que deixamos de fazer com o bem que Ele colocou em nossas mãos.

Frutificar no amor e na comunhão
O que você tem feito com os dons que você recebeu de Deus por misericórdia, por compaixão e por graça? Será que esses dons, se pensarmos neles como sementes, têm produzido frutos na vida das pessoas, na sua vida, no seu relacionamento com Deus? Este é o convite do Evangelho de hoje: para que produzamos frutos de vida eterna e cresçamos na comunhão com Deus.

Quando estamos em comunhão com Deus, crescemos também na comunhão com os irmãos. Isso é vida de santidade. Mas o que é a santidade? A santidade consiste em administrar a própria vida como quem sabe que tudo pertence ao Senhor. Somos os administradores, mas a nossa vida pertence ao Senhor.

Quem vive assim não age por medo de julgamento, mas sempre em gratidão, porque o amor nos precedeu, o amor veio antes e nos convida à conversão e a uma resposta de muita responsabilidade.

Sobre você, desça e permaneça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova