terça-feira, 25 de agosto de 2026

Coleta Nacional para o 19º Congresso Eucarístico Nacional será realizada nos dias 5 e 6 de setembro



A Igreja no Brasil se prepara para a realização do 19º Congresso Eucarístico Nacional (19º CEN), na arquidiocese de Goiânia, entre os dias 3 e 7 de setembro de 2027. Como parte desse caminho de preparação e em espírito de comunhão e corresponsabilidade, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove uma Coleta Nacional em todas as dioceses do país, nos dias 5 e 6 de setembro, durante o 23º Domingo do Tempo Comum.

A iniciativa foi deliberada pelo Conselho Permanente da CNBB, em reunião realizada em 4 de março de 2026, na sede da Conferência, em Brasília. A coleta busca envolver todo o povo de Deus na preparação do Congresso, possibilitando que as comunidades participem concretamente dos frutos espirituais e pastorais que o evento pretende oferecer à Igreja no Brasil.

A Presidência da CNBB encaminhou aos arcebispos e bispos do país um pedido para que a coleta seja incentivada nas dioceses, com o envolvimento de presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e leigos. A proposta é que esse gesto seja vivido como uma expressão concreta de comunhão eclesial e corresponsabilidade na preparação do Congresso.

“A CNBB convida as comunidades de todo o país a participarem desse gesto de comunhão, contribuindo para a realização do Congresso e para que esse momento de encontro em torno da Eucaristia produza frutos para a vida e a missão da Igreja no Brasil”.

Um caminho de preparação para o Congresso
Com o tema “Hóstia viva, no mundo, para a glória do Pai”, o 19º Congresso Eucarístico Nacional será um momento de renovação espiritual, aprofundamento da fé e fortalecimento da unidade eclesial. A programação pretende favorecer a redescoberta da beleza do mistério eucarístico e de sua relação com a vida das comunidades e com a missão evangelizadora da Igreja no Brasil.

Segundo a mensagem encaminhada pela Presidência da CNBB aos bispos, o caminho de preparação para o Congresso, à luz das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, constitui também uma oportunidade para revisar os métodos de anúncio da Boa-Nova, renovar os processos de iniciação à vida cristã e fortalecer, nas comunidades, o sentido de pertença eclesial.

A Eucaristia, apresentada como mistério de comunhão, participação e missão, inspira a construção de comunidades vivas, missionárias, sinodais e acolhedoras, capazes de testemunhar, com renovado ardor, a presença de Cristo no mundo.
Destinação dos recursos

O resultado da Coleta Nacional realizada em cada circunscrição eclesiástica deverá ser encaminhado para a conta da arquidiocese de Goiânia, responsável por receber os recursos destinados à preparação do 19º Congresso Eucarístico Nacional.

Para a contribuição, foram divulgados os seguintes dados bancários:

Banco: 033 – Santander
Agência: 4531
Conta corrente: 13002279-3
Favorecido: Arquidiocese de Goiânia

Papa a militares: zelar pela segurança dos concidadãos, protegendo-os das injustiças


Na manhã desta segunda-feira, 24 de agosto, o Papa recebeu em audiência, em Roma, os membros do Ordinariato Militar de Portugal e alguns representantes das forças armadas e de segurança do país, por ocasião do sexagésimo aniversário da instituição. O Pontífice "confiou ao Senhor" os dois jovens soldados portugueses que morreram na sexta-feira passada, atropelados por um veículo enquanto ajudavam "generosamente" um motorista de caminhão na estrada.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (24/08), na Sala do Consistório, no Vaticano, uma delegação do Ordinariato Castrense de Portugal.

A delegação do Ordinariato Militar de Portugal, cerca de 70 pessoas, está em Roma para o sexagésimo aniversário da fundação do Vicariato, que passou a designar-se, em 1981, Ordinariato Castrense e que há vinte e cinco anos "teve o seu primeiro bispo".

O Pontífice deu as boas-vindas aos militares e saudou todos os membros, "cristãos e não cristãos, do Exército, da Força Aérea, da Marinha, da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública em Portugal".

Papa Leão em audiência com o Ordinariato Militar de Portugal (@Vatican Media)

A recordação dos jovens soldados portugueses mortos
A seguir, Leão XIV recordou "à luz de Cristo Ressuscitado os dois jovens militares do Exército", de 21 e 22 anos, que "generosamente, como o bom samaritano, pararam no caminho para prestar socorro", na última sexta-feira (21/08), a um motorista de caminhão com um pneu furado na rodovia do distrito de Coimbra e foram atropelados por outro carro. "Confio-os ao Senhor, junto com as suas famílias", disse o Papa.


"Possa o Ordinariato, dando sua inestimável contribuição para o bem espiritual e para o conhecimento dos valores cristãos, continuar sendo um espaço de colaboração construtiva com as autoridades estatais, governamentais e militares", disse o Papa em seu discurso, acrescentando:

“Para quem acredita em Cristo, peregrinar a esta cidade representa uma singular ocasião para a renovação de si mesmo, reconhecendo a centralidade de Deus na própria vida e fortalecendo a fé através da oração junto ao túmulo do Apóstolo São Pedro. Todos os dias, cabe a cada um de vocês a nobre missão de defender a soberania da Pátria e o Estado de direito, zelando pela segurança dos concidadãos e protegendo-os das injustiças.”

Os militares ouvindo o Papa Leão (@Vatican Media)

A força para reconhecer os próprios limites
Como sugere a carta de São Paulo aos Efésios, o Bispo de Roma os encorajou a serem "fortes no Senhor". Essa força possui uma qualidade especial, que Leão XIV encontrou na figura do centurião de Cafarnaum, narrado nos Evangelhos de Mateus e Lucas.

“Sejam fortes no Senhor como o centurião que, em Cafarnaum, se aproximou de Jesus. Ele conhecia bem os valores pelos quais vocês pautam sua vida: a obediência, a disciplina, a renúncia, a lealdade, o companheirismo, a dedicação, a responsabilidade e a coragem. Ao mesmo tempo, aquele militar sentia necessidade de Deus, sabia que o ser humano não se basta a si mesmo, mas aspira a algo mais, a algo que o transcende.”

O centurião tinha "um servo que sofria horrivelmente, isto o fez aproximar-se de Jesus, que lhe assegurou ir curá-lo. Ele, porém, respondeu: «Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa; mas diz uma só palavra e o meu servo será curado. Pois eu também obedeço a ordens e tenho soldados sob minhas ordens. E digo a um: vá, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e digo ao meu servo: faça isso, e ele faz»".

"Nesta atitude é possível constatar como o centurião valorizava a hierarquia e como esta dimensão da sua vida quotidiana lhe fez interpretar a relação com Jesus de Nazaré, que confessa seu Senhor, seu Deus. Maravilhado com tais palavras, Jesus disse: «Não encontrei ninguém em Israel com tão grande fé!». Se, por um lado, este militar estava consciente da sua autoridade, por outro lado mostrou diante do Filho de Deus a força da fé e a coragem da humildade", disse o Papa.

“Na verdade, o ser humano, por mais responsabilidade que tenha, por mais poder que exerça, por mais irrepreensível que seja, é sempre faminto de infinito e sedento de eternidade. Ora, o infinito e a eternidade estão ao nosso alcance em Jesus Cristo: são dom do Senhor.”
O Papa com o Ordinariato Militar de Portugal (ANSA)

Iluminar-se com a Palavra de Deus
"Excelência reverendíssima, caríssimos capelães, a Igreja confia a vocês o crescimento espiritual dos militares e dos policiais da sua Nação", disse o Papa, ressaltando que "deste específico ministério se colherão os frutos do crescimento pessoal na prática da vida cristã e do revigoramento do espírito de corpo das Forças Militares e de Segurança".

Leão XIV agradeceu aos militares pela "proximidade que, como bons pastores", eles "proporcionam a quantos desempenham um serviço tão importante, especial e exigente para o bem de Portugal e não só". "O seu testemunho de amor à Igreja e ao País é bálsamo, que conforta e dá esperança", concluiu o Papa, pedindo a Nossa Senhora de Fátima que os acompanhe nas diversas missões, tanto em Portugal quanto no exterior.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 23,23-26)

ANO "A" - DIA: 25.08.226
21ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 23 "Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós pagais o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, e deixais de lado os ensinamentos mais importantes da Lei, como a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Vós deveríeis praticar isto, sem contudo deixar aquilo. 24 Guias cegos! Vós filtrais o mosquito, mas engolis o camelo. 25 Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós limpais o copo e o prato por fora, mas, por dentro, estais cheios de roubo e cobiça. 26 Fariseu cego! Limpa primeiro o copo por dentro, para que também por fora fique limpo".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O essencial da nossa fé"

O essencial que toca o coração de Deus
É preciso praticar a justiça, a misericórdia e a fidelidade. (Mateus 23,23-26)

Irmãos e irmãs, no Evangelho de hoje, Jesus faz uma crítica firme aos fariseus, pois estes cumprem detalhes da lei, mas negligenciam o essencial.

O essencial e o perigo do apego às regras
Quantas vezes também nós nos perdemos nas coisas periféricas e nos esquecemos do essencial! Nós nos perdemos com pequenos detalhes, mas esquecemos do essencial, que é o vínculo do nosso coração com o coração de Deus, a comunhão do nosso coração com Ele. Negligenciamos o essencial, que é a justiça, a misericórdia e a fidelidade. É um alerta importante.

Podemos nos apegar, de certa forma, a práticas externas e, ainda assim, perder o coração daquilo que Deus realmente deseja. A fé não se reduz a cumprir regras como os fariseus, mas exige uma transformação interior que se manifesta no modo como vivemos. Fé é vida. Fé não é letra, não é só uma letra escrita: é palavra viva, e a palavra viva nos transforma, impulsiona.

Uma vida com coerência
Jesus usa uma imagem forte: limpar o copo por fora, enquanto por dentro permanece sujo, podre. Isso revela o perigo da incoerência: parecer correto por fora, mas manter o coração distante de Deus. A verdadeira pureza começa de dentro, quando permitimos que Deus purifique nossas intenções, nossos pensamentos e nossas atitudes.

Voltemos, irmãos e irmãs, ao essencial: viver a justiça nas nossas escolhas, praticar a misericórdia nas nossas relações e permanecer fiéis a Deus no cotidiano. Que o Senhor nos dê um coração sincero, capaz de unir a fé e a vida para que não sejamos apenas cumpridores externos, mas verdadeiros discípulos que refletem o amor de Deus.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova

 

O lugar da refeição na vivência da fé em família

É na família que colocamos em prática o Evangelho nas ações do dia a dia

A Igreja cristã primitiva se reunia nas casas das famílias, onde se partia o pão, se compartilhavam os bens, se faziam orações e se celebrava a Eucaristia. Essa ideia de Igreja doméstica foi bastante trabalhada no Magistério de São João Paulo II. De acordo com o Papa das famílias, “a Igreja Universal, e nela cada Igreja Particular, revela-se de maneira mais imediata e concreta como esposa de Cristo na «igreja doméstica» e no amor aí vivido: amor conjugal, amor paterno e materno, amor fraterno, amor de uma comunidade de pessoas e gerações” (Gratissimam Sane, 19).

Crédito: andreswd by Getty Images.

É na família que recebemos – ou deveríamos receber – a catequese com as primeiras noções da fé. Nela também colocamos em prática o Evangelho através das renúncias, da doação, do zelo e dos cuidados com o outro, assim como das orações para as diversas circunstâncias vividas.

Toda essa dimensão se aprofunda ainda mais quando vivemos, dentro da própria família, os mistérios da fé. Muitas vezes, os pais católicos, por receio de os filhos se sentirem forçados a seguir uma religião, caem em outro extremo: o de não lhes ensinarem a viver a fé.

Ensina a criança o caminho que deve seguir
A palavra nos ensina o seguinte: “Ensina à criança o caminho que deve seguir, que não se afastará dele, mesmo quando envelhecer” (Pr 22,6).

Quando, desde cedo, vivemos com os nossos filhos o dia a dia da fé – incluindo grandes celebrações como Páscoa, Natal, tempos litúrgicos ou festas importantes da Igreja –, vamos incutindo neles o gosto e o entendimento sobre o que professamos. Dessa forma, embora nem sempre consigam compreender inteiramente questões profundas da doutrina, vai sendo despertado neles o desejo de compreender, na vivência diária, as razões do que cremos e celebramos.

O sentido da refeição na Palavra de Deus
Um momento singular para transmitir e viver a fé dentro da família é a refeição. A simbologia desse ato perpassa toda a Sagrada Escritura. Em Gênesis, vemos que Abraão, quando recebeu a visita de anjos em forma humana, preparou para eles uma refeição durante a qual os visitantes levaram ao casal idoso a promessa divina de que Sara ficaria grávida apesar da velhice. Oferecer refeição é dar ao outro acolhimento e espaço em nossa família. Também Isaque, antes de abençoar o filho que seria seu primogênito, pediu que este lhe preparasse uma refeição que precederia o momento solene da bênção.

Na cultura judaica, sentar-se à mesa com alguém para refeição significa criar vínculo. Cristo foi diversas vezes criticado por comer com pecadores e publicanos. E ele o fazia a fim de mostrar unidade com essas pessoas como fez com Levi (cf Mc 2,15-17); Zaqueu (cf. Lc 19,1-10) ou os irmãos Lázaro, Marta e Maria (Lc 10,38-42).

Foi na Última Ceia que o Senhor revelou diversos ensinamentos a Seus discípulos, anunciou a traição, deixou o discípulo amado reclinar em seu peito (cf Jo. 13) e instituiu a Eucaristia ( Lc 22), que é, em amplo sentido, uma refeição; há nela também o significado de partilha, doação e sacrifício.

O livro de Apocalipse também fala das bodas do Cordeiro, onde um banquete aguarda aqueles que abraçaram o chamado à santidade. O reino dos Céus é, portanto, comparado a um grande banquete, festa na qual viverão os que foram salvos por Cristo. Esses são apenas alguns exemplos de como a mesa é para os cristãos lugar e sinal de harmonia, bênção, unidade, revelação, ensinamento e oração.

O lugar da refeição na vivência da fé em família
As famílias precisam aproveitar, todos os dias, desta riqueza de sentido da que há na refeição em comum. Apesar do ritmo frenético e de uma agenda lotada de atividades, parar e sentar-se à mesa com os nossos é uma forma de lembrarmos do que mais importa e do que dá sentido àquilo que realizamos. É o momento de reconstruir ou construir laços, de ser presença na vida de cada um, ouvir suas lutas e dores e compartilhar vivências. É ainda a oportunidade de os pais transmitirem a fé com histórias, respostas às perguntas, e (por que não?), com seu próprio testemunho de vida.

Um breve testemunho
Em casa, temos o costume de levar a catequese e o ensinamento bíblico aos nossos filhos na hora do jantar. Lemos a Bíblia, histórias de santos ou outras com ensinamentos de virtudes. Além disso, ouvimos seus relatos e buscamos com eles os ensinamentos que partem das experiências do dia.

No domingo, Dia do Senhor, nosso momento especial é a hora do almoço: mesa posta com detalhes de flores e fotos da família ou algo sobre uma data importante; além disso, comidinha feita com um pouco mais de capricho e… histórias, perguntas sobre a fé ou conversas que ajudaram em seu desenvolvimento. As crianças auxiliam a pôr a mesa e criam brincadeiras para depois. Cada um tem o seu lugar e sua função.
Como toda família com pequenos, às vezes tem choro de quem não quer comer, birras chamadas de atenção para quem quer sair logo, a fim de brincar… Mas percebemos que eles já esperam por esses momentos e sentem falta quando falta um detalhe ou outro.

Leia também:

É na família que o Reino de Céu se constrói
Precisamos redescobrir nossos lares como Igreja doméstica e acolher a refeição à mesa como espaço de transmissão de memória, identidade e fé.

Como querer que nossos filhos obedeçam a Deus se não cultivarmos essa Aliança com eles e investirmos tempo nesse exercício?

É na família que o Reino de Céu se constrói: a fé nasce, cresce e se torna uma árvore frondosa que serve de sustento para vida e sustento no futuro.

Autora: Elane Gomes
Missionária da C. Canção Nova

São Luís Nono


Luís nasceu no Castelo de Poissy, próximo a Paris, França, em 1214. Foi o quarto filho de Luís VIII, conhecido como “O Leão” pelo seu zelo religioso e bravura marcial, e Branca de Castela, filha, sobrinha, esposa, irmã e tia de reis. Os pais muito se esmeraram na sua educação, proporcionando-lhe ótimos preceptores. Branca repetia a Luís: “Meu filho, eu gostaria muito mais de ver-te na sepultura, do que maculado por um só pecado mortal”.

Em 1226, voltando de uma campanha vitoriosa sobre os hereges albigenses do sul da França, Luís VIII faleceu em Montpellier. Seus últimos desejos incluíam que o filho, então com 12 anos, fosse coroado e a esposa o tutelasse. Assim, a 30 de novembro deste ano, Luís IX herdou o trono, e apesar da pouca idade já possuía bastante sabedoria. Como regente, Branca teve que enfrentar as ameaças inglesas, as pretensões da nobreza feudal francesa e uma nova revolta dos albigenses.

Em 1234, com 20 anos, Luís IX pôde assumir formalmente o governo da França. Manteve, porém, Branca ao seu lado, obediente e respeitoso. No ano seguinte casou-se com Margarida, filha de um conde, com quem foi muito feliz e teve dez filhos, cinco meninos e cinco meninas.

Como os seus próprios pais, Luís IX teve todo o interesse na educação dos filhos, instruindo-os pessoalmente no desprezo pelas vaidades e prazeres do mundo e no amor a Deus. Normalmente os chamava ao seu quarto à noite, depois da oração das Completas, educando-os na piedade.

Ensinou-lhes a rezar diariamente o Pequeno Ofício de Nossa Senhora, os fazia ir às Missas de preceito e os explicava a necessidade da mortificação e da penitência. Às sextas-feiras, não permitia que usassem ornamentos na cabeça, pois foi o dia da coroação de espinhos de Nosso Senhor. Manuscritos de instruções que deixou para sua filha Isabel, futura rainha de Navarra, nada deixam a dever a nenhum esclarecido diretor espiritual.

Luís era humilde e penitente, buscando a oração e a caridade. Quando alguns nobres o criticavam por participar diariamente da Santa Missa, respondia, não sem ironia: “Se eu dedicasse tempo dobrado para os jogos ou para a caça, ninguém repreenderia!”

Seu governo foi tão excelente como a sua educação aos filhos. Enquanto os demais reinos europeus e alhures passavam por convulsões, a França teve o seu período mais pacífico e próspero da monarquia. Baniu com sabedoria hábitos ruins, como a blasfêmia e os juramentos ímpios, e com tal rigor que o Papa Clemente IV procurou atenuá-lo. Acabou também com os duelos, os jogos de azar e as casas de prostituição. À sua irmã, a beata Isabel, deu as terras de Longchamp para a construção de uma abadia das Irmãs de Santa Clara.

Procurou pacificar e reconciliar conflitos, em particular entre a França e a Inglaterra. Tinha cuidados especiais para com a boa administração dos bens do Estado e a aplicação da Justiça. Por exemplo, os juízes designados para as províncias do reino não podiam ali adquirir bens, nem seus filhos serem por eles empregados, de modo a evitar injustiças locais.

E nomeava juízes extraordinários para examinar sua conduta e rever seus julgamentos: em caso de desonestidade, primeiro punia-se com severa penitência, como se fôra ele mesmo o responsável, e depois aplicava uma punição também severa e adequada. Mas aos magistrados honestos e honrados, premiava com largueza e promovia a funções mais altas. Frequentemente exercia pessoalmente a justiça, sem demora ou burocracia, em audiências abertas a todos após a Missa, sob um carvalho no bosque de Vincennes, local que por isso ficou famoso.

Cuidava dos pobres com solicitude. Apoiou as corporações de ofício, regulando os seus costumes, de modo a prover estrutura e estabilidade às organizações do povo, valorizando a sua autonomia. Fundou hospitais e mosteiros; a um monge tomado pela lepra, visitava regularmente, levando alimentos melhores e ajudando-o a comer, dando-os na boca do enfermo. Construiu a Sainte-Chapelle, santuário embelezado para receber relíquias, sobretudo a Coroa de Espinhos de Jesus que adquiriu do imperador de Constantinopla Balduíno II.

Junto a Robert de Sorbon, fundou em 1257 a Universidade de Sorbonne, e acompanhou com grande atenção o acabamento da Catedral de Notre-Dame. Convidava São Boaventura e São Tomás de Aquino para a sua mesa, bem como São Domingos e São Francisco de Assis. Considerava os religiosos instrumentos de Deus para combater as heresias, projeto ao qual dedicou extremo zelo, aliado ao estabelecimento da Fé e da disciplina cristã.

Em meio às suas obrigações de Estado, recitava diariamente as Horas Litúrgicas, lia assiduamente a Sagrada Escritura e os Padres da Igreja. Confessava frequentemente, exigindo que o sacerdote o açoitasse com um flagelo trazido por ele mesmo, e não permitia que este o chamasse de “majestade”, pois neste Sacramento não era rei, mas filho, e o confessor não lhe era súdito, mas pai.

Em 1245 Luís ficou gravemente doente. O povo, que o amava, organizou vigílias, procissões e outros atos piedosos, intercedendo a Deus pela sua recuperação. Ele fez o voto de, se curado, ir resgatar a Terra Santa aos muçulmanos. E isto foi possível em 1248, com o início da VII Cruzada. A armada chegou ao Egito em 1249, e a cidade de Damietta foi capturada. Seguiram para o Cairo e depois Mansourah, defendida pelos muçulmanos.

Um ataque precipitado de Robert de Artois, que liderava parte das tropas, sem esperar o auxílio dos demais, e a sua decisão de perseguir os inimigos dentro da cidade, onde os cruzados ficaram separados e encurralados nas ruas estreitas, levou à derrota completa. Em Damietta, cercados, sem reabastecimentos ou ajuda, a fome e depois a doença, provocada pelo apodrecimento de grande quantidade de cadáveres, que acometeu também Luís, levaram os cristãos a se renderem, e ele foi capturado.

Luís foi liberto mediante rico resgate, e permaneceu no Oriente Médio por mais quatro anos, supervisionando a reforma de várias fortificações cristãs. Em 1252, recebeu a notícia do falecimento da sua mãe e voltou à França, onde chegou em 1254. Tratou então da administração e organização do reino, conseguindo um acordo de paz com Henrique III da Inglaterra em 1258.

A partir de 1267, com o apoio do Papa Clemente IV, Luís iniciou a convocação para a VIII Cruzada. Em 1270 os combatentes chegaram a Cartago, mas, mais uma vez, a falta de provisões, e de água potável, favoreceu o surgimento de doenças, morrendo Jean Tristan, filho de Luís. O rei, também doente, ainda procurou com esforço instruir os outros filhos que lá estavam, especialmente o herdeiro Filipe.

Na véspera da sua morte, pediu a Sagrada Comunhão e quis ser colocado no chão, sobre cinzas e com os braços em cruz. Faleceu em 25 de agosto de 1270, após um mês de tormentos.

São Luís IX foi um dos primeiros leigos a ser canonizado, à parte os mártires dos primeiros séculos. Em sua sepultura, foram registrados milagres e curas. Ele é Padroeiro dos Terciários Franciscanos.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

São Luís IX é, em tudo, um modelo para os homens públicos de todos os tempos, incluindo e enfatizando este nosso século. Naturalmente, antes de ser um “homem público”, é um homem particular, isto é, suas qualidades sociais são necessariamente fruto do seu empenho na santificação pessoal. Não existe outo caminho para as relações humanas felizes. E a santificação começa, também obrigatoriamente, pela humildade. Esta não significa um “apequenar-se” medroso, por fraqueza, da pessoa, mas lidar responsavelmente com o que lhe cabe fazer. Tanto um médico quanto um pedreiro, por exemplo, podem ser bons, educados, honestos e competentes nas suas respectivas funções. Assim, São Luís não deixou de exercer as suas prerrogativas – e obrigações – de autoridade, mas a utilizou de forma correta e para os objetivos corretos. Sendo humilde, submeteu-se, com o valor e esforço indispensáveis, aos ensinamentos de Deus, através da Santa Igreja, acolhendo e obedecendo à graça. E por isso obteve o resultado admirável, ficaríamos tentados a dizer quase milagroso, de dominar as próprias paixões e manter a inocência e pureza de coração, em meio a todas as honrarias e fáceis tentações de poder e prazer inerentes à sua condição de monarca absoluto, num dos países mais ricos do mundo, e a quem não se costuma ousar contradizer. Um exemplo disso é que, possuindo os mais altos títulos da nobreza, assinava os documentos simplesmente com “Luís de Poissy”, cidade onde recebera o Batismo. Ele considerava, e estava certo, que a sua maior dignidade era a de ter sido batizado, remido da mancha do Pecado Original, e ter sido recebido por amor gratuito na família dos filhos de Deus. Pela humildade, obteve o governo de si próprio, dos filhos, do Estado. As consequências dessa livre escolha estabeleceram na França um dos seus melhores períodos na História, talvez o melhor. Em tudo Luís promoveu a equidade, paz e progresso: na cultura, nas questões de trabalho, na justiça, na organização; na busca de acordos conciliatórios e nas necessidades de guerra; na moralidade de comportamento na corte e no país, no combate às heresias, no apoio às necessidades da Igreja e na evangelização. Como base, investiu na espiritualidade, na caridade, na convivência com santos. Parece significativo que respeitasse particularmente as sextas-feiras, dia da coroação de espinhos de Jesus, e obtivesse esta mesma Coroa. E, literalmente, em mais de um sentido. Físico, como relíquia santa, e na participação dos sofrimentos, na cruz que teve de suportar, exatamente por combater o bom combate na reivindicação da Terra Santa. Mas não pereceu pela falta da água batismal ou do alimento eucarístico; e por isso a sua morte não foi doença espiritual, mas experiência de ressurreição.

Oração:

Ó Senhor da Glória, que tudo governais com perfeição, concedei-nos pela intercessão de São Luís IX a humildade verdadeira e o desejo de Vos servir, em tudo buscando discernir a Vossa vontade e priorizando as necessidades e ensinamentos da Igreja, para realizar com maturidade espiritual aquilo o que nos destinais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Projeto contemplado pela CF 2026 promove dignidade a famílias em vulnerabilidade no Setor Santa Luzia, no DF



Recursos arrecadados por meio da Coleta Nacional da Solidariedade da Campanha da Fraternidade (CF) vão contribuir para a realização de obras no Setor Santa Luzia, na Estrutural (DF). A iniciativa receberá R$ 50 mil do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) e está entre os 25 projetos do eixo II aprovados pelo Conselho Gestor do Fundo em reunião realizada no dia 30 de julho.

Uma realidade dolorosa e um chamado à ação
Em visita ao local, a equipe da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) constatou que a comunidade vive em condição de extrema pobreza, sem acesso adequado a saneamento básico, pavimentação de ruas e moradias dignas. Diante desse cenário, o projeto vai construir cinco residências para mulheres em situação de vulnerabilidade. Elas e suas famílias serão beneficiadas com mais segurança, conforto, saúde e dignidade, enquanto a comunidade ganhará melhorias de infraestrutura e redução da presença de insetos e roedores em torno dos barracos.


Envolvimento da comunidade
A execução das obras conta com a participação ativa da comunidade, por meio de doação de mão de obra, materiais complementares e apoio voluntário. A iniciativa é patrocinada, também, por empresas e associações locais, que já fazem trabalhos sociais na região. Ao todo, o projeto beneficiará diretamente 30 pessoas, sendo: 5 homens, 5 mulheres, 13 crianças, 2 adolescentes e 5 jovens. Indiretamente a expectativa é de atingir cerca de 50 pessoas da comunidade.



Etapas do projeto e acompanhamento da CNBB
A realização do projeto está organizada em quatro etapas:
1. Levantamento das condições do terreno;
2. Seleção das mulheres a serem contempladas;
3. Execução da obra;
4. Entrega e acompanhamento.

Com as duas primeiras etapas já concluídas, a equipe da CNBB passa a acompanhar o andamento das obras junto às entidades parceiras, com o objetivo de garantir a entrega das cinco casas de alvenaria às mulheres e suas famílias. Assegurando moradia segura, confortável e digna, além de contribuir para a melhoria da saúde das famílias e da infraestrutura da comunidade.
Eixos dos projetos em 2026

Anualmente, a CNBB elege três eixos para apoiar projetos de transformação social com os recursos da Coleta Nacional da Solidariedade. Neste ano, a partir do tema da moradia, foram definidos os seguintes eixos:

Eixo 1: apoio emergencial a populações em situação de vulnerabilidade e extrema vulnerabilidade social decorrente da falta de moradia;
Eixo 2: projetos de construção, reforma e demais iniciativas coletivas que promovam o acesso à moradia digna;
Eixo 3: projetos de conscientização, formação e articulação para a promoção do direito à moradia digna e aos bens essenciais, à luz da Doutrina Social da Igreja.

Período para novas inscrições
Ainda há duas janelas de inscrição de projetos previstas para este ano: de 1º a 30 de agosto e de 1º a 30 de outubro de 2026. Os projetos inscritos serão avaliados em reuniões ordinárias do Conselho Gestor do Fundo, marcadas para os dias 21 de setembro e 23 de novembro.

O assessor de Campanhas, padre Jean Poul, pede atenção redobrada das organizações no momento de inscrever os projetos, tanto em relação aos eixos quanto à necessidade de apresentar iniciativas que estejam de fato alinhadas ao tema da moradia e da construção, de modo a garantir que a próxima reunião seja produtiva.

Cada projeto pode receber até R$ 50 mil. O edital prevê que cerca de 30% dos recursos disponíveis sejam destinados a cada um dos três eixos. Os 10% restantes ficam reservados a ações de animação, promoção e divulgação da Campanha da Fraternidade em âmbito nacional e regional. Os 19 regionais da CNBB poderão apresentar projetos específicos de até R$ 25 mil para essa finalidade.

O edital reforça, ainda, que as entidades interessadas devem conhecer previamente o Guia de Cadastramento de Entidades e Projetos, disponível na plataforma do Fundo Nacional da Solidariedade. Destaca-se também que a inscrição implica aceitação integral das normas do edital e do estatuto do Conselho Gestor do FNS.
Saiba mais

Acesse (aqui) o edital na íntegra. Acesse o site do FNS (aqui).
Confira o site de Campanhas da CNBB (aqui).

Com informações e fotos de Bruno Peres | Setor de Campanhas da CNBB


Arcebispo Gallagher inicia visita à Rússia


Em um posto no X da Secretaria de Estado, foi anunciada a agenda na Federação Russa do secretário para Relações com os Estados e Organizações Internacionais, que chega hoje a Moscou para uma missão em nome do diálogo e da paz.

Vatican News

Dias intensos, entre encontros com autoridades russas, representantes do Patriarcado de Moscou e a comunidade católica. Este é o programa da visita à Federação Russa de arcebispo Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, divulgado em uma publicação no X da Terza Loggia, a conta da Secretaria de Estado. O prelado chega nesta segunda-feira a Moscou e retornará a Roma no dia 28 de agosto.

Amanhã, terça-feira, 25 de agosto, o arcebispo se encontrará com Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Federação Russa, seguido de uma conversa com o metropolita Antonij de Volokolamsk, presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou.

No dia seguinte, quarta-feira, 26 de agosto, o arcebispo Gallagher se reunirá com Yuri Ushakov, conselheiro do presidente da Federação Russa para a política externa. A agenda confirma o desejo da Santa Sé de continuar percorrendo o caminho do diálogo, mesmo em uma das fases mais difíceis das relações internacionais em nível global.

A viagem do secretário vaticano para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, também será uma oportunidade para encontrar a comunidade católica, com a qual se reunirá na quinta-feira, 27 de agosto. Antes, está previsto um encontro com o clero, os religiosos e as religiosas, seguido da celebração da Missa na Catedral da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, em Moscou. Em seguida, o secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais se encontrará com os bispos. A Igreja Católica na Rússia representa uma realidade numericamente minoritária e está geograficamente dispersa por um território muito vasto. Sua organização territorial compreende a Arquidiocese da Mãe de Deus, em Moscou, e as dioceses de São Clemente, em Saratov; da Transfiguração, em Novosibirsk; e de São José, em Irkutsk.

Não é a primeira vez que o arcebispo Gallagher se dirige à capital russa. Sua última visita foi em novembro de 2021. Naquela ocasião, o prelado encontrou-se com o primeiro-ministro Mikhail Mishustin, o ministro das Relações Exteriores Sergey Lavrov e o então responsável pelo Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou, o metropolita Ilarion.

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EVANGELHO DO DIA (Jo 1,45-51)

ANO "A" - DIA: 24.08.2026
21ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERMELHO)
MARTÍRIO DE SÃO BARTOLOMEU_APÓSTOLO

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Mestre, tu és o filho de Deus, és rei de Israel!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
- Glória a vós, Senhor.

45 Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: "Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José". 46 Natanael disse: "De Nazaré pode sair coisa boa?" Filipe respondeu: "Vem ver!" 47 Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: "Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade". 48 Natanael perguntou: "De onde me conheces?" Jesus respondeu: "Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi". 49 Natanael respondeu: "Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel". 50 Jesus disse: "Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!" 51 E Jesus continuou: "Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Verdadeiro encontro com Cristo: testemunho de São Bartolomeu"

Verdadeiro seguidor de Cristo
“Eis um verdadeiro israelita no qual não há falsidade”. (João 1,45-51)

Irmãos e irmãs, no Evangelho de hoje, Jesus olha para São Bartolomeu, porque hoje é a festa desse santo. E nós somos presenteados com o Evangelho de São João, onde Jesus faz um elogio surpreendente: “Eis um verdadeiro israelita no qual não há falsidade”.

Verdadeiro caminho da dúvida para a fé
Antes mesmo, irmãos e irmãs, de qualquer grande ação de Bartolomeu, ele é reconhecido por sua autenticidade, no qual não há falsidade. Ele não é perfeito, tanto que, inicialmente, ele duvida: “De Nazaré pode sair coisa boa?”, ele havia dito. Mas é justamente essa sinceridade, sem máscaras, que abre espaço para um encontro verdadeiro com Cristo e para que ele escute essas palavras da boca de Jesus. Ao se deixar encontrar por Jesus, Bartolomeu passa da dúvida à fé. Também nós, em muitas experiências, passamos da dúvida à fé, a uma fé verdadeira: “Tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.

O chamado à autenticidade
Esse caminho revela algo essencial: Deus não procura pessoas que já têm todas as respostas, mas corações verdadeiros, capazes de se abrir à verdade quando a reconhecem. Ele não é falso porque não se fecha diante de Deus. Também hoje, nesta festa de São Bartolomeu, devemos examinar o nosso coração: temos vivido com verdade diante de Deus ou nos escondemos atrás de aparências?

Hoje em dia, se diz: é Filho de Deus ou é sabor Filho de Deus? Que não tenhamos “sabor” de filhos de Deus, mas que sejamos, de fato, filhos d’Ele. A fé cresce onde há sinceridade. Que o Senhor nos conceda um coração simples e transparente, capaz de reconhecê-Lo e segui-Lo com autenticidade, para que também nós possamos experimentar coisas maiores em nossa vida.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova