segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Projeto contemplado pela CF 2026 promove dignidade a famílias em vulnerabilidade no Setor Santa Luzia, no DF



Recursos arrecadados por meio da Coleta Nacional da Solidariedade da Campanha da Fraternidade (CF) vão contribuir para a realização de obras no Setor Santa Luzia, na Estrutural (DF). A iniciativa receberá R$ 50 mil do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) e está entre os 25 projetos do eixo II aprovados pelo Conselho Gestor do Fundo em reunião realizada no dia 30 de julho.

Uma realidade dolorosa e um chamado à ação
Em visita ao local, a equipe da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) constatou que a comunidade vive em condição de extrema pobreza, sem acesso adequado a saneamento básico, pavimentação de ruas e moradias dignas. Diante desse cenário, o projeto vai construir cinco residências para mulheres em situação de vulnerabilidade. Elas e suas famílias serão beneficiadas com mais segurança, conforto, saúde e dignidade, enquanto a comunidade ganhará melhorias de infraestrutura e redução da presença de insetos e roedores em torno dos barracos.


Envolvimento da comunidade
A execução das obras conta com a participação ativa da comunidade, por meio de doação de mão de obra, materiais complementares e apoio voluntário. A iniciativa é patrocinada, também, por empresas e associações locais, que já fazem trabalhos sociais na região. Ao todo, o projeto beneficiará diretamente 30 pessoas, sendo: 5 homens, 5 mulheres, 13 crianças, 2 adolescentes e 5 jovens. Indiretamente a expectativa é de atingir cerca de 50 pessoas da comunidade.



Etapas do projeto e acompanhamento da CNBB
A realização do projeto está organizada em quatro etapas:
1. Levantamento das condições do terreno;
2. Seleção das mulheres a serem contempladas;
3. Execução da obra;
4. Entrega e acompanhamento.

Com as duas primeiras etapas já concluídas, a equipe da CNBB passa a acompanhar o andamento das obras junto às entidades parceiras, com o objetivo de garantir a entrega das cinco casas de alvenaria às mulheres e suas famílias. Assegurando moradia segura, confortável e digna, além de contribuir para a melhoria da saúde das famílias e da infraestrutura da comunidade.
Eixos dos projetos em 2026

Anualmente, a CNBB elege três eixos para apoiar projetos de transformação social com os recursos da Coleta Nacional da Solidariedade. Neste ano, a partir do tema da moradia, foram definidos os seguintes eixos:

Eixo 1: apoio emergencial a populações em situação de vulnerabilidade e extrema vulnerabilidade social decorrente da falta de moradia;
Eixo 2: projetos de construção, reforma e demais iniciativas coletivas que promovam o acesso à moradia digna;
Eixo 3: projetos de conscientização, formação e articulação para a promoção do direito à moradia digna e aos bens essenciais, à luz da Doutrina Social da Igreja.

Período para novas inscrições
Ainda há duas janelas de inscrição de projetos previstas para este ano: de 1º a 30 de agosto e de 1º a 30 de outubro de 2026. Os projetos inscritos serão avaliados em reuniões ordinárias do Conselho Gestor do Fundo, marcadas para os dias 21 de setembro e 23 de novembro.

O assessor de Campanhas, padre Jean Poul, pede atenção redobrada das organizações no momento de inscrever os projetos, tanto em relação aos eixos quanto à necessidade de apresentar iniciativas que estejam de fato alinhadas ao tema da moradia e da construção, de modo a garantir que a próxima reunião seja produtiva.

Cada projeto pode receber até R$ 50 mil. O edital prevê que cerca de 30% dos recursos disponíveis sejam destinados a cada um dos três eixos. Os 10% restantes ficam reservados a ações de animação, promoção e divulgação da Campanha da Fraternidade em âmbito nacional e regional. Os 19 regionais da CNBB poderão apresentar projetos específicos de até R$ 25 mil para essa finalidade.

O edital reforça, ainda, que as entidades interessadas devem conhecer previamente o Guia de Cadastramento de Entidades e Projetos, disponível na plataforma do Fundo Nacional da Solidariedade. Destaca-se também que a inscrição implica aceitação integral das normas do edital e do estatuto do Conselho Gestor do FNS.
Saiba mais

Acesse (aqui) o edital na íntegra. Acesse o site do FNS (aqui).
Confira o site de Campanhas da CNBB (aqui).

Com informações e fotos de Bruno Peres | Setor de Campanhas da CNBB


Arcebispo Gallagher inicia visita à Rússia


Em um posto no X da Secretaria de Estado, foi anunciada a agenda na Federação Russa do secretário para Relações com os Estados e Organizações Internacionais, que chega hoje a Moscou para uma missão em nome do diálogo e da paz.

Vatican News

Dias intensos, entre encontros com autoridades russas, representantes do Patriarcado de Moscou e a comunidade católica. Este é o programa da visita à Federação Russa de arcebispo Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, divulgado em uma publicação no X da Terza Loggia, a conta da Secretaria de Estado. O prelado chega nesta segunda-feira a Moscou e retornará a Roma no dia 28 de agosto.

Amanhã, terça-feira, 25 de agosto, o arcebispo se encontrará com Sergey Lavrov, ministro das Relações Exteriores da Federação Russa, seguido de uma conversa com o metropolita Antonij de Volokolamsk, presidente do Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou.

No dia seguinte, quarta-feira, 26 de agosto, o arcebispo Gallagher se reunirá com Yuri Ushakov, conselheiro do presidente da Federação Russa para a política externa. A agenda confirma o desejo da Santa Sé de continuar percorrendo o caminho do diálogo, mesmo em uma das fases mais difíceis das relações internacionais em nível global.

A viagem do secretário vaticano para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, também será uma oportunidade para encontrar a comunidade católica, com a qual se reunirá na quinta-feira, 27 de agosto. Antes, está previsto um encontro com o clero, os religiosos e as religiosas, seguido da celebração da Missa na Catedral da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria, em Moscou. Em seguida, o secretário para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais se encontrará com os bispos. A Igreja Católica na Rússia representa uma realidade numericamente minoritária e está geograficamente dispersa por um território muito vasto. Sua organização territorial compreende a Arquidiocese da Mãe de Deus, em Moscou, e as dioceses de São Clemente, em Saratov; da Transfiguração, em Novosibirsk; e de São José, em Irkutsk.

Não é a primeira vez que o arcebispo Gallagher se dirige à capital russa. Sua última visita foi em novembro de 2021. Naquela ocasião, o prelado encontrou-se com o primeiro-ministro Mikhail Mishustin, o ministro das Relações Exteriores Sergey Lavrov e o então responsável pelo Departamento para as Relações Eclesiásticas Externas do Patriarcado de Moscou, o metropolita Ilarion.

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EVANGELHO DO DIA (Jo 1,45-51)

ANO "A" - DIA: 24.08.2026
21ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERMELHO)
MARTÍRIO DE SÃO BARTOLOMEU_APÓSTOLO

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Mestre, tu és o filho de Deus, és rei de Israel!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
- Glória a vós, Senhor.

45 Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: "Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José". 46 Natanael disse: "De Nazaré pode sair coisa boa?" Filipe respondeu: "Vem ver!" 47 Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: "Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade". 48 Natanael perguntou: "De onde me conheces?" Jesus respondeu: "Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi". 49 Natanael respondeu: "Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel". 50 Jesus disse: "Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!" 51 E Jesus continuou: "Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Verdadeiro encontro com Cristo: testemunho de São Bartolomeu"

Verdadeiro seguidor de Cristo
“Eis um verdadeiro israelita no qual não há falsidade”. (João 1,45-51)

Irmãos e irmãs, no Evangelho de hoje, Jesus olha para São Bartolomeu, porque hoje é a festa desse santo. E nós somos presenteados com o Evangelho de São João, onde Jesus faz um elogio surpreendente: “Eis um verdadeiro israelita no qual não há falsidade”.

Verdadeiro caminho da dúvida para a fé
Antes mesmo, irmãos e irmãs, de qualquer grande ação de Bartolomeu, ele é reconhecido por sua autenticidade, no qual não há falsidade. Ele não é perfeito, tanto que, inicialmente, ele duvida: “De Nazaré pode sair coisa boa?”, ele havia dito. Mas é justamente essa sinceridade, sem máscaras, que abre espaço para um encontro verdadeiro com Cristo e para que ele escute essas palavras da boca de Jesus. Ao se deixar encontrar por Jesus, Bartolomeu passa da dúvida à fé. Também nós, em muitas experiências, passamos da dúvida à fé, a uma fé verdadeira: “Tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.

O chamado à autenticidade
Esse caminho revela algo essencial: Deus não procura pessoas que já têm todas as respostas, mas corações verdadeiros, capazes de se abrir à verdade quando a reconhecem. Ele não é falso porque não se fecha diante de Deus. Também hoje, nesta festa de São Bartolomeu, devemos examinar o nosso coração: temos vivido com verdade diante de Deus ou nos escondemos atrás de aparências?

Hoje em dia, se diz: é Filho de Deus ou é sabor Filho de Deus? Que não tenhamos “sabor” de filhos de Deus, mas que sejamos, de fato, filhos d’Ele. A fé cresce onde há sinceridade. Que o Senhor nos conceda um coração simples e transparente, capaz de reconhecê-Lo e segui-Lo com autenticidade, para que também nós possamos experimentar coisas maiores em nossa vida.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da Comunidade Canção Nova


A cada novo dia são apresentadas uma nova beleza e descoberta


Cada dia tem sua própria beleza e o seu encanto, portanto, aprenda a reconhecê-lo

Ainda bem que o tempo passa! Já imaginou o desespero que tomaria conta de nós se tivéssemos de suportar uma segunda-feira eterna? A beleza de cada dia só existe porque não é duradoura. Tudo o que é belo não pode ser aprisionado, pois aprisionar a beleza é uma forma de desintegrar a sua essência.

Dizem que havia uma menina que se maravilhava todas as manhãs com a presença de um pássaro encantado. Ele pousava em sua janela e a presenteava com um canto que não durava mais que cinco minutos. A beleza era tão intensa, que o canto a alimentava pelo resto do dia. Certa vez, ela resolveu montar uma armadilha para o pássaro encantado. Quando ele chegou, ela o capturou e o deixou preso na gaiola para que pudesse ouvir por mais tempo o seu canto.

Foto ilustrativa: Daniel Mafra/cancaonova.com

O grande problema é que a gaiola o entristeceu e, triste, ele deixou de cantar. Foi então que a menina descobriu que o canto do pássaro só existia porque ele era livre. O encanto estava justamente no fato de não o possuir. Livre, ele conseguia derramar na janela do quarto a parcela necessária de encanto, a fim de que a garota pudesse suportar a vida.

O encanto alivia a existência. Aprisionado, a menina o possuía, mas não recebia dele o que ela considerava ser a sua maior riqueza: o canto!

Leia mais:

Fico pensando que nem sempre sabemos recolher só encanto. Por vezes, insistimos em capturar o encantador e, então, o matamos de tristeza. Amar, talvez, seja isso: ficar ao lado, mas sem possuir; além de também viver.

Precisamos descobrir que há um encanto nosso de cada dia que só poderá ser descoberto à medida que nos empenharmos em não reter a vida. Viver é exercício de desprendimento. É a aventura de deixar que o tempo leve o que é dele e que fique só o necessário para continuarmos as novas descobertas.

Nas passagens da vida antiga, há uma beleza escondida que se desdobra em novidades. Coisas velhas que se revestem de frescor. Basta que retiremos os obstáculos da passagem.
Não viva olhando para as tristezas

Deixe a vida seguir! Não há tristeza que mereça ser eterna nem felicidade. Talvez, seja por isso que o verbo dividir nos ajude tanto no momento em que precisamos entender os sentimentos de tristeza e alegria, que só são suportáveis à medida que os dividimos e, enquanto os dividimos, eles passam como tudo precisa passar. Não se prenda ao acontecimento que agora parece ser definitivo. O tempo está passando e uma redenção está sendo nutrida nessa hora.

Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Preste atenção! São miúdos, mas constantes. Olhe para a janela de sua vida e perceba o pássaro encantado na sua história. Escute o que ele canta, mas não caia na tentação de querê-lo o tempo todo só para você. Ele só é encantado porque você não o possui. E nisto consiste a beleza deste instante: o tempo está passando, mas o encanto que você pode recolher será o suficiente para esperar até amanhã, quando o pássaro encantado voltar a pousar na sua janela.

Autor: Padre Fábio de Melo


São Bartolomeu - Apóstolo

Bartolomeu, também chamado Natanael, nasceu em Caná, uma pequena aldeia a 14 quilômetros de Nazaré, na Galileia. Foi um dos 12 Apóstolos de Jesus (cf. os quatro Evangelhos e Ato dos Apóstolos), porém apenas uma citação bíblica lhe dá destaque (Jo 1,45-51):

“Filipe encontra Natanael e diz-lhe: ‘Achamos Aquele de Quem Moisés escreveu na Lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José’. Respondeu-lhe Natanael: ‘Pode, porventura, alguma coisa boa vir de Nazaré?’ Filipe retrucou: ‘Vem e vê’. Jesus viu Natanael que vinha ao Seu encontro, e disse a seu respeito: ‘Eis um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade’. Natanael perguntou-Lhe: ‘Donde me conheces?’ Respondeu Jesus: ‘Antes que Filipe te chamasse, Eu te vi quando estavas debaixo da figueira’. Natanael exclamou: ‘Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o rei de Israel!’ Jesus replicou-lhe: ‘Crês porque Eu te disse que te vi debaixo da figueira? Verás coisas maiores do que esta’. E concluiu: ‘Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem’”.

O comentário depreciativo de Bartolomeu a Filipe está de acordo com o que era a esperança judaica do Messias na época de Jesus, isto é, um grande personagem, governante, profeta ou general, de alta linhagem, e com poderes terrenos para suplantar o Império Romano. Jamais uma pessoa oriunda de um pequeno, pobre e esquecido vilarejo como Nazaré da Galileia.

São Bartolomeu acompanhou Jesus nos três anos de Sua vida pública, testemunhando as Suas obras e ensinamentos. Conheceu pessoalmente Nossa Senhora, presenciou a Ascensão do Senhor e recebeu o Espírito Santo em Pentecostes. Mas também abandonou o Mestre na Sua Paixão. Como todos nós, exceto Maria Santíssima, pecou; mas, sobretudo, arrependeu-se e acabou por dar a sua vida pelo Cristo – no que devemos igualmente imitá-lo, para além do pecado...

A Tradição indica que Bartolomeu, depois da separação dos Apóstolos, evangelizou na Europa Oriental, talvez também na Índia. Já os evangelhos apócrifos indicam que morreu martirizado na Armênia, por volta do ano 68. O certo é que ele levou a Fé às regiões da Europa Oriental. Sua festa litúrgica é em 24 de agosto, que parece ser o dia provável do seu falecimento.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

A melhor descrição de Bartolomeu foi feita pelo próprio Mestre: “Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento”. Deus gosta da sinceridade. Mesmo quando pensamos e agimos de forma errada, pois só quem é sincero poderá ver a Verdade, que é Ele mesmo, na realidade, e por isso será capaz de se arrepender, quando for o caso, ou manter-se fiel, se diante de pressões ou tentações. O primeiro comentário de Bartolomeu sobre Jesus não é lisonjeiro, mas é claramente a expressão do que pensavam os israelitas sobre o prometido Messias: deveria ser um grande homem, cuja origem não poderia ser um vilarejo qualquer. E Bartolomeu não se intimada em manifestá-lo claramente, ainda que com certa rudeza, na intimidade do amigo Filipe. Ainda assim, não se pode assumir que Bartolomeu fosse particularmente grosseiro, debochado ou desrespeitoso, pois os Apóstolos eram homens simples que não necessariamente primavam por uma refinada educação; muitas vezes a forma direta e incisiva de se expressar é apenas rústica, mas sem má intenção. Por fim, sincero é também o desejo de Bartolomeu da vinda do Messias. Queremos Deus com a mesma intensidade? E que Deus esperamos? Sejam antes rústicas que má intencionadas as nossas expectativas com relação a Deus, se ainda não as polimos e refinamos: também não esperamos nós, eventualmente, só coisas grandiosas e de aparência clara, por parte de Deus? Quanto não vemos Deus sob o nosso próprio interesse? Com didática divina, e sabendo da alma boa de Bartolomeu, que precisava ainda ser purificada, Deus o elogia, para incitar o diálogo que levaria à adesão do discípulo ao Mestre. Também de forma sincera, pois ainda não conhecia Jesus, e supunha naturalmente não ser conhecido por Ele, pergunta, surpreso, de onde vem este conhecimento. A resposta de Jesus, “Eu te vi quando estavas sob a figueira", de alguma forma revela imediatamente a Bartolomeu que Jesus é, de fato, o Messias. E em primeiro lugar porque o Senhor explicita, “Antes que Filipe te chamasse”. Como Jesus poderia saber deste pormenor, se não fosse “o Filho de Deus”, que tem um poder superior aos homens? Debaixo da figueira – algo muito particular, que só Deus poderia saber. Talvez um questionamento na alma, durante uma meditação? Deus nos vê no mais íntimo… ... aceitamo-Lo, então, como Bartolomeu? Pois o seu reconhecimento e aceitação da divindade de Cristo foi imediata e total: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel!”. E para confirmar que ele estava certo, Jesus ainda acrescenta que mesmo este conhecimento íntimo, profundo e sobrenatural é pouco diante do que Bartolomeu testemunhará: “Verás coisas maiores do que esta”. E Sua conclusão reforça e define categoricamente Quem Ele é: “Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. São Bartolomeu expressa o que nós mesmos, talvez, pensamos… e como ele devemos ser corrigidos por Cristo. O fundamental, o crucial, de fato o que decide a nossa vida, é: agimos então como ele, aceitando e nos submetendo de boa vontade à divindade e autoridade do Senhor, obedecendo-O com amor? Até o extremo, e à morte? Somos sinceros como Bartolomeu, para merecermos o mesmo elogio de Cristo? Porque um homem sem falsidade, sem mentira, é alguém que está na Verdade, que estará com Deus no Paraíso. O pouco que há sobre Bartolomeu diz muito sobre nós.

Oração:

Senhor Deus da Verdade, que tudo podeis ver, concedei-nos pela intercessão de São Bartolomeu a plena sinceridade da alma e da Razão, o desejo puro, reto e intensíssimo de Vós, o agradecimento infinito de Vos reconhecer, conhecer e amar na Santa Igreja, a humildade e alegria de Vos receber e obedecer, e a inefável Adoração que mereceis na Eucaristia; pois nada disso merecemos, e nos escolhestes para existirmos, sermos católicos e termos preferencialmente as Vossas dádivas, sobretudo os Sacramentos, de sermos verdadeiramente pelo Batismo Vossos filhos protegidos, resgatados do pecado e destinados para o Céu! Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém!

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Dom Ricardo Hoepers abre série “Discernimento Católico – Eleições 2026” e aborda princípios da Doutrina Social da Igreja


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou uma série especial de Podcast – Discernimento Católico – Eleições 2026 -, dedicada a aprofundar a “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro por ocasião das eleições de 2026”, publicada pelo Conselho Permanente da Conferência em junho deste ano. A cada episódio, apresentado pelo jornalista Luiz Lopes Jr, um dos aspectos do documento será abordado a partir dos ensinamentos da Igreja e dos desafios do período eleitoral.


O primeiro episódio da série tem como tema “O que diz a Doutrina Social da Igreja sobre a política” e contou com a participação do bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers. Na conversa, ele apresenta princípios para o discernimento dos cristãos e reforça que a missão da Igreja não é indicar candidatos ou partidos, mas oferecer critérios iluminados pelo Evangelho.

“Nós não somos partido. A Igreja é responsável por evangelizar. A fonte da Igreja é o Evangelho, que é a Boa-Nova, Jesus Cristo”, afirmou. Segundo dom Ricardo, a Doutrina Social da Igreja contribui para atualizar os ensinamentos do Evangelho diante das questões sociais e oferece instrumentos para que cada pessoa faça sua escolha de maneira consciente.

“A Igreja oferece critérios. E não são quaisquer critérios. São os critérios que estão no Evangelho”, ressaltou.

Critérios para o discernimento
Durante o episódio, dom Ricardo apresenta princípios da Doutrina Social da Igreja que podem contribuir para a reflexão dos eleitores. Entre eles estão a dignidade da pessoa humana e a inviolabilidade da vida, o bem comum, a destinação universal dos bens, a solidariedade e a subsidiariedade.

Ao abordar o bem comum, o secretário-geral da CNBB destacou que a política deve estar voltada para toda a sociedade, e não apenas para interesses particulares:

“A política precisa pensar no todo, não apenas em um grupo, em um partido ou em um interesse. O critério do bem comum é o critério do cristão, é o critério do Evangelho”, explicou.

Para dom Ricardo, esses princípios não apontam nomes, mas oferecem referências éticas para o processo de escolha. “São critérios que não definem nomes de candidatos. Definem, eu diria, a ética que fará com que escolhamos bons candidatos.”

Política como expressão da caridade
Outro aspecto aprofundado no primeiro episódio é a compreensão da política como uma forma de exercício da caridade quando está efetivamente orientada para o bem comum.


Dom Ricardo explicou que a caridade cristã não se limita às relações individuais, mas pode alcançar também as estruturas da sociedade. Políticas públicas e ações que promovem a dignidade humana, enfrentam injustiças e ampliam o acesso aos bens necessários à vida são, nessa perspectiva, expressões concretas do amor ao próximo.

“Toda estrutura social voltada para o bem comum é uma forma de ampliar essa caridade, esse amor ao próximo, por meio da política”, afirmou.

O bispo também fez referência ao conceito de “política melhor”, apresentado pelo Papa Francisco na Encíclica Fratelli Tutti. Segundo ele, nem toda prática política pode ser compreendida como expressão da caridade.

“A política melhor é aquela que é para todos, todos, todos. É aquela que não discrimina ninguém. É aquela que respeita a dignidade humana em todas as regiões, independentemente dos interesses.”

Fraternidade diante da polarização
A proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro, memória litúrgica de São Francisco de Assis, também motivou uma reflexão sobre fraternidade e amizade social.

Dom Ricardo alertou para os efeitos da polarização, das inimizades e da violência nas relações políticas e defendeu que o período eleitoral seja vivido a partir do respeito ao outro.

“O outro jamais pode ser meu inimigo. O outro jamais pode ser um objeto que utilizo e depois descarto. A política melhor respeita o outro como irmão”, destacou.

O secretário-geral da CNBB também chamou atenção para a necessidade de superar conflitos partidários e ideológicos, inclusive no ambiente familiar, e direcionar o debate para o bem do país e, especialmente, para as necessidades das pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

“Que São Francisco nos ajude a sermos mais irmãos, mais fraternos entre nós, superando as polarizações e olhando um pouco mais para o horizonte da fraternidade e do respeito ao outro”, afirmou.

Esperança cristã e participação
A esperança cristã foi outro ponto abordado no Podcast. Para dom Ricardo, ela não pode ser entendida apenas como expectativa de que a realidade melhore, mas deve conduzir à ação e ao compromisso com a transformação da sociedade.

“A esperança não é somente a expectativa de que as coisas vão melhorar. Ela também é um ato concreto do cristão, daquele que crê e acredita que é possível mudar”, explicou.

Nesse sentido, o bispo ressaltou que problemas como corrupção, violência e injustiças não devem ser naturalizados. “A esperança em Cristo é saber que a cruz não é o final, mas que a ressurreição vem como vida nova.”

Oração pelo período eleitoral
O primeiro episódio termina com uma oração conduzida por dom Ricardo a partir do livro Encontros de Reflexão e Oração sobre as Eleições 2026, preparado pelo Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (Cefep).

Para o secretário-geral da CNBB, a participação nas eleições também deve ser acompanhada pela oração e pela consciência da responsabilidade de cada cidadão.

“Esse ato de cidadania que vamos realizar não é uma mera formalidade. É uma responsabilidade que precisa ser assumida como consequência da nossa oração”, afirmou.

A série “Discernimento Católico – Eleições 2026” terá novos episódios nas próximas semanas dedicados a outros temas presentes na mensagem do Conselho Permanente da CNBB para as eleições de 2026, contribuindo para aprofundar a reflexão, a formação e o discernimento dos cristãos durante o período eleitoral.

Assista o primeiro episódio na íntegra:

Por Larissa Carvalho

Paz no Líbano na pauta do encontro de Leão XIV com presidente Joseph Aoun


Além da audiência privada com o Papa, o líder libanês se reuniu com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, e cumpre compromissos na Itália com o presidente Sergio Mattarella e a primeira-ministra Giorgia Meloni.

Vatican News

Na manhã desta quinta-feira, 20 de agosto, o Papa leão XIV recebeu em audiência no Palácio Apostólico, no Vaticano, o presidente da República do Líbano, Sr. Joseph Aoun, que em seguida se reuniu com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, acompanhado pelo arcebispo Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados e Organizações Internacionais.

Os cordiais colóquios realizados na Secretaria de Estado centraram-se principalmente no Acordo Quadro Trilateral, assinado pelos Estados Unidos, Israel e Líbano, com o objetivo de estabilizar as fronteiras do sul da República do Líbano, a fim de alcançar uma paz justa e duradoura. A Santa Sé, ao saudar a assinatura deste documento, expressou a sua profunda preocupação relativamente às dificuldades encontradas na sua implementação e assegurou o seu apoio aos esforços que estão a ser feitos a este respeito.

Encontros precedentes
A relação institucional entre os dois líderes tem sido intensa desde que ambos assumiram seus cargos em 2025. Em maio, o presidente Joseph Aoun havia viajado a Roma para participar da Missa de início de Pontificado de Leão XIV. Em junho, a primeira audiência oficial e reunião de trabalho privada no Palácio Apostólico, ocasião em que foram reforçadas as relações bilaterais e o papel social da Igreja Católica no Líbano. E entre 30 de novembro e 2 de dezembro de 2025, a visita de Leão XIV a Beirute e arredores, na segunda etapa de sua primeira Viagem Apostólica, na sequência da visita à Turquia.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 22,34-40)


ANO "A" - DIA: 21.08.2026
20ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)
MEMÓRIA DE SÃO PIO X

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 34 os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35 e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36 "Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?" 37 Jesus respondeu: " 'Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!' 38 Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante a esse: 'Amarás ao teu próximo como a ti mesmo'. 40 Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"De todo o teu coração, amar ao Senhor"

Teu coração por inteiro nas mãos do Senhor
Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração. (Mateus 22,34-40)

Irmãos e irmãs, hoje, eu quero mandar um abraço muito especial para aqueles que acompanham a nossa homilia. Aqueles que nos acompanham do Vietnã, Deus abençoe o seu coração, faça frutificar cada vez mais a palavra divina no seu coração aí, nesse país distante.

Também aqueles que nos acompanham do Egito; também um abraço para você que nos acompanha de Honduras. Também nós temos acessos lá no Suriname! Deus abençoe você que nos acompanha do Suriname. Também El Salvador, Lituânia e Eslovênia. Deus abençoe a sua vida neste dia em que a liturgia nos dá este presente. Qual presente?

Teu coração perseverando no Amor
Ela nos recorda que nós devemos amar ao Senhor, e, hoje, nós celebramos a memória de São Pio X. Peçamos, neste dia, que ele interceda por nós e nos faça perseverar constantemente no amor e no conhecimento a Deus, na presença d’Ele em nosso meio. No Evangelho, Jesus nos apresenta o coração de toda a lei, e Ele diz: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento”.

Não se trata de um mandamento entre outros, mas da raiz de tudo: o amor a Deus. Amar a Deus é orientar toda a vida para Ele, sem divisões. Não devemos ter divisões no nosso coração sem reservas; e Jesus acrescenta: “Amar o próximo como a si mesmo”, ou seja, o amor a Deus se torna concreto no amor ao outro. São Pio X compreendeu profundamente essa verdade; seu desejo era renovar todas as coisas em Cristo, levando as pessoas a uma fé viva e concreta.

Uma fé simples e autêntica
Incentivou a participação na Eucaristia diária e ensinou que a vida cristã não é apenas conhecimento de regras, mas um encontro real com Deus que transforma o coração. Nós devemos desejar ardentemente essa realidade também: a transformação do nosso coração.

Para Ele, amar a Deus de todo o coração significa viver uma fé simples, autêntica e fiel no dia a dia. E como? Deveríamos nos perguntar: e como é o nosso amor por Deus? Como está o nosso amor por Deus? Ofereço migalhas ou me ofereço por inteiro? Ofereço aquilo que me sobra ou me ofereço por inteiro? Tenho vivido uma fé de aparência ou um relacionamento verdadeiro com o Senhor?

Que São Pio X, neste dia, nos ajude a redescobrir o essencial: colocar Deus no centro da vida e deixar que esse amor a Ele se traduza em gestos concretos de caridade, tornando visível no mundo a presença de Cristo, a presença de Jesus.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova