sexta-feira, 16 de outubro de 2026

7º Congresso Americano Missionário (CAM7): lançados a identidade visual e um triênio preparatório no Paraná

7º Congresso Americano Missionário (CAM7): lançados a identidade visual e um triênio preparatório no Paraná


A Igreja na América se prepara para a celebração de seu 7º Congresso Americano Missionário, o CAM7. O evento será realizado na arquidiocese de Curitiba (PR), de 14 a 18 de novembro de 2029, com o tema: “América em saída: povo de Deus que anuncia e testemunha Jesus Cristo”. Nesse caminho até o evento, foi lançada a identidade visual do congresso, no início deste mês. Em âmbito local, o Regional Sul 2 da CNBB lançou um triênio de preparação missionária com diversas atividades a partir de 2027.

Identidade visual

No final de setembro, a equipe das Pontifícias Obras Missionárias (POM) no Brasil apresentou a marca preparada para o CAM7 durante o Simpósio Internacional Missiológico, realizado no Chile, com a participação de 18 delegações da América.

A identidade visual celebra o tema do CAM7, “América em saída: povo de Deus que anuncia e testemunha Jesus Cristo”, e o lema “Igrejas da América em missão nas fronteiras”. A marca une a jovialidade, o movimento da missão e as culturas populares a partir de três elementos:
Imagem: POM

Além do logo, as POM pensaram em um grafismo de apoio que remete às pinturas dos povos originários. A intenção foi convergir a memória dos povos indígenas aos símbolos cristãos para dar início à peregrinação pelas paróquias, dioceses e arquidioceses da América. Segundo a diretora nacional das POM, Ir. Regina da Costa Pedro, a nova marca abraça todos os povos e gera pertencimento.

“Essa marca não é só para nós do Brasil, mas é para todos os países do continente que se identificam com essa marca para dizer, visualmente, eis-nos aqui. Somos o 7º Congresso Americano Missionário. Este congresso é todo guiado por Jesus Cristo […]”.


O manual da nova identidade visual do 7º Congresso Americano Missionário (CAM7) já está disponível, junto com o material completo, disponível aqui. O material visa orientar as bases sobre o uso da marca e disponibilizar os elementos para utilizarem nos grupos. A identidade acompanhará toda a jornada do CAM7 até 2029.

Preparação missionária
O triênio de preparação do Regional Sul 2 da CNBB é proposto como “uma oportunidade para fortalecer a consciência missionária em todo o Paraná”. A sugestão foi apresentada aos bispos pelo Conselho Missionário Regional (Comire) e, durante a assembleia do episcopado local, foi assumido o compromisso de promover, animar e articular iniciativas missionárias em sintonia com o Congresso. O planejamento prevê ações em 2027, 2028 e 2029.

Para 2027, durante o Tempo Pascal, está prevista uma grande mobilização missionária junto às famílias, envolvendo pastorais, movimentos e grupos, com visitas às casas e momentos de oração.

Em 2028, a proposta é ampliar as visitas missionárias para casas, comércios, empresas, lares de idosos e outros espaços sociais, envolvendo diferentes expressões pastorais de acordo com seus carismas.

Já em 2029, o caminho estará integrado ao Ano Missionário Nacional, que será desenvolvido de novembro de 2028 a novembro de 2029 como parte da preparação para o CAM7.

Com informações do Regional Sul 2 da CNBB e das Pontifícias Obras Missionárias

Papa em mensagem à FAO: jamais usar o pão como arma de guerra

No Dia Mundial da Alimentação, a mensagem de Leão XIV ao diretor-geral da FAO: “a fome não pode ser considerada uma anomalia estatística, pois é causada principalmente pela falta de vontade política e de solidariedade coletiva”. O Pontífice exorta a garantir a todos o direito a uma alimentação segura, adequada e suficiente: “é uma obrigação de justiça que vincula tanto os Estados individualmente quanto a comunidade internacional”.

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV, através de uma mensagem, também participou da cerimônia oficial desta sexta-feira, 16 de outubro, Dia Mundial da Alimentação, na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma. O texto, assinado em 12 outubro, um dia antes da sua internação no Hospital Gemelli para a cirurgia de remoção de um adenocarcinoma pulmonar, foi lido pelo arcebispo Fernando Chica Arellano, observador permanente da Santa Sé junto à FAO e dirigido ao diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, por ocasião do Fórum Mundial da Alimentação (WFF) realizado de 8 a 16 de outubro. Anualmente, o evento global procura orientar e impulsionar ações de transformação dos sistemas agroalimentares para que possam ajudar a garantir a todos no planeta o acesso à alimentação.

As atividade do WFF terminam nesta sexta-feira (16/10), na sede da FAO, em Roma

A fome não é uma anomalia estatística
"Encontramo-nos atualmente em uma situação paradoxal, na qual o progresso global avança a um ritmo cada vez mais acelerado, enquanto a fome e a pobreza continuam a persistir. Não se trata de um problema técnico ou financeiro, mas sim de uma profunda crise antropológica e ética", escreve o Pontífice logo no início da mensagem, ao refletir sobre o termo da "inovação" presente no tema da jornada deste ano “Inovar hoje para nutrir o amanhã”. O Papa alerta a humanidade para que não se limite à otimização da técnica, "em referência ao desenvolvimento de dispositivos e algoritmos" com "o único fim de obter lucro econômico", mas procure cuidar da terra e cultivá-la: "a verdadeira inovação não substitui a criação, mas implica uma investigação respeitosa das leis complexas que orientam a obra das mãos do Criador'.

Ser um "colaborador de Deus na obra da criação", continua Leão XIV, é ajudar a proteger a dignidade humana e com o uso de uma tecnologia adequada, não o contrário, como privar o solo da fertidilidade natural, afastar o agricultor da sua terra por motivos econômicos, usar de maneira irresponsável a tecnologia "para interesses exclusivamente egoístas": são exemplos, explica o Papa, que violam o princípio da solidariedade, ignorando o dever de salvaguardar a criação, não podendo "ser considerado um progresso, mas uma forma sofisticada de destruição". O tipo de inovação de que o mundo precisa, afirma o Pontífice, "não se mede apenas pela quantidade de grãos produzidos", negociados na bolsa de valores, porque "as sementes que germinam no solo acabam nas mãos de monopólios que sufocam a agricultura de pequena escala" gerando uma "distribuição negligenciada".

“A fome não pode ser considerada uma anomalia estatística, pois é causada principalmente pela falta de vontade política e de solidariedade coletiva. Nem a escassez de alimentos é geograficamente inevitável. De fato, em uma época caracterizada por um progresso tecnológico sem precedentes, é intolerável que o pão seja considerado um privilégio e a água, uma mercadoria disputada. O acesso regular a uma alimentação segura, adequada e suficiente, em consonância com a dignidade de cada pessoa, é um direito humano fundamental. Garantir esse direito é uma obrigação de justiça que vincula tanto os Estados individualmente quanto a comunidade internacional.”

Converter os gastos com a guerra em recursos para agricultura
Para assegurar esse objetivo, "é necessário libertar a produção de alimentos de uma mentalidade puramente especulativa", insiste o Papa, ao acrescentar: "o pão não deveria ser nem um instrumento de pressão geopolítica nem um bem financeiro volátil. Tampouco deve jamais ser usado como arma de guerra". Além disso, recorda o Pontífice, "o mito de que o crescimento pode ser infinito, apesar dos recursos limitados, chegou ao seu limite". Por isso a inovação, hoje, exige "responsabilidade intergeracional", conciliando o avanço tecnológico com a sabedoria da terra proveniente do agricultor - o que implica também na proteção da água "como bem comum inalienável".

O Papa Leão XIV, antes de invocar a bênção de Deus a todos participantes do Fórum Mundial da Alimentação e assegurar "o apoio constante da Santa Sé às iniciativas que auxiliam a FAO em seus nobres esforços", encorajou "a não se contentar com análises abstratas ou declarações de eficácia limitada":

"Chegou a hora de dar prova de ousadia moral. É essencial uma nova ordem alimentar global, na qual a inovação tecnológica esteja incondicionalmente subordinada ao respeito pela dignidade humana doada por Deus e ao bem comum universal. Além disso, existe um imperativo ético urgente de redirecionar os recursos investidos na indústria bélica para a pesquisa agrícola sustentável e a regeneração de solos degradados. O amanhã não é um período de tempo abstrato que nos aguarda passivamente; é, antes, a colheita do que semeamos hoje através das nossas decisões. Se semearmos uma inovação não ética, baseada no desejo de dominar a terra e excluir os fracos, colheremos aridez e conflitos. Se, ao contrário, a inovação brotar do respeito pela ordem natural e da justiça para com aqueles que passam fome, o amanhã trará uma mesa farta para o sustento da humanidade."

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EVANGELHO DO DIA (Lc 12,1-7)

ANO "A" - DIA: 16.10.2026
27ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: "Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2 Não há nada de escondido, que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. 3 Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados. 4 Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5 Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. 6 Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7 Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O fermento do Evangelho

O fermento dos fariseus e o alerta de Jesus
Naquele tempo, milhares de pessoas se reuniram a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro, aos discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada de escondido que não venha a ser revelado e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão será ouvido à luz do dia.” (Lucas 12,1-7)

Meus irmãos e minhas irmãs, o fermento tem a capacidade de levedar a massa, levá-la a mudar os seus elementos. Quando se leveda uma massa, até os elementos dela sofrem alterações. Esse é o poder do fermento. Por isso, na Páscoa judaica, evitava-se qualquer traço de fermento para significar a pureza do pão que se comia nesse período.

O fermento e o seu impacto
Jesus usa o exemplo do fermento para advertir a nós, os seus discípulos, mas num nível espiritual, não no nível alimentar. Aqui diz que o fermento farisaico é a hipocrisia; é bem clara a palavra. Do grego, hypokrisis significa dissimulação, corromper a identidade assumindo outras facetas segundo diferentes ambientes. Traduzindo, é um ator. No teatro grego, eles usavam a hypokrisis, que era uma máscara, para fazer diversos papéis; então a máscara servia para mudar os personagens que os atores interpretavam.

A verdade liberta a consciência
Cabe-nos hoje uma pergunta bem existencial: Eu sou a mesma pessoa em qualquer lugar onde estou? Nós assumimos papéis na sociedade e na comunidade, isso é claro. As pessoas têm funções, ministérios, mas cuidado para não nos confundirmos com esses papéis, nem vivermos uma vida cristã com diferentes nuances segundo cada ambiente.

Jesus afirma: “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo.” Nós temos que retomar a consciência do poder transformador da presença de um cristão no mundo. Um cristão que vive a sua fé e vive o Evangelho é um agente transformador, ele é um fermento na massa e pode transformar todas as realidades. Por isso, peçamos a graça ao Senhor de viver coerentemente a nossa vida cristã em todos os ambientes onde nós estivermos: na Igreja, e também no mundo e na sociedade.

Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


O que é preciso fazer para curar os afetos e as emoções?

Nós precisamos conquistar cura e equilíbrio em nossos afetos, visto que somos seres profundamente relacionais e, justamente por isso, colecionamos feridas que nasceram dos relacionamentos que experienciamos na vida. Nascemos e vivemos num contexto profundamente relacional, pois, desde a mais tenra idade, nos encontramos ligados às pessoas da família, da escola e, posteriormente, do trabalho.

Ninguém nasce para viver sozinho. Todos precisam de amigos, de relações calorosas e afetuosas, de uma família etc. É natural do ser humano o desejo de estar emocionalmente conectado e, quando essa necessidade não é satisfeita ou quando é vivida de maneira desequilibrada, acontece um intenso sofrimento psicológico/emocional, que acaba nos marcando com profundas feridas.

Créditos: tolgart by Getty Images

Aqui, mais uma vez, com clareza e objetividade, ressalto que a causa das nossas feridas afetivo/emocionais estará sempre ligada à experiência do amor, à sua ausência ou à sua incorreta expressão e vivência. Afirmo, mais uma vez, que apenas o amor poderá curar as feridas por ele ocasionadas. Não, obviamente, a experiência de “qualquer amor”, mas de um amor que seja verdadeiro e que realmente nos devolva à vida.

O amor de Deus é a verdadeira cura
Para um autêntico processo de cura faz-se necessário, inicialmente, abrir-se inteiramente à experiência do amor de Deus, que é infinito e incondicional, acolhe-nos como somos e nos abarca em nossas afetivas necessidades. Por consequência, abrir-se à experiência do amor humano, visto que todos temos a necessidade de amar e sermos amados para alcançarmos a cura e o equilíbrio interior.

Leia mais:

A derradeira restauração em nossos afetos só se tornará possível, como bem expressou a Encíclica Deus Caritas Est, com a união de dois amores em nosso coração: o humano e o divino, o Eros e o Ágape. Serão essas, pois, as duas realidades que transformarão nossas emoções: o amar e ser amado, na dimensão humana, e o permitir-se ser amado por Deus, também amando-O. Será este o amor que nos curará e nos devolverá à vida, visto que ele traz em si a perene possibilidade de nos ressuscitar, transformando nossos emocionais invernos em belíssimas primaveras.

Lamentavelmente, muitos são os corações que colecionam profundas feridas emocionais em virtude de, na vida, só terem experienciado “relacionamentos de troca”. Em tais relacionamentos, o afeto é ausente e imperam unicamente a cobrança e os pessoais interesses. Em virtude dessa realidade, tais corações não se sentiram amados e “aprovados” por aquilo que verdadeiramente são, sendo sempre acostumados a “pagar” para receberem o afeto e a alheia aprovação.

Coração feridos
Essas pessoas só eram amadas e valorizadas quando davam algo em troca, correspondendo aos interesses egoístas de alguém. Esse imperfeito modelo de relacionalidade acrescenta, ainda que de forma velada pelo inconsciente, agudas marcas e feridas no coração. Essa prática é, infelizmente, muito comum e, ao mesmo tempo, extremamente prejudicial, visto que gera uma concepção utilitarista do amor, por meio do qual o afeto será falsamente ofertado no “mercado” dos interesses pessoais, na maioria das vezes, acentuadamente egoístas. Assim, o coração humano se sente constantemente usado e abusado e, por consequência, vazio de amor e afeto em um verdadeiro raquitismo emocional, o qual fará se ausentar de sua compreensão a crença no imenso valor presente em sua vida e em sua história. Tal concepção e comportamento é, sem dúvida alguma, a gênese de muitas feridas e deformidades emocionais contemporâneas.

Para dar concretos passos nesse processo de cura, precisaremos nos empenhar para construir relacionamentos de comunhão; não de troca. Na comunhão as iniciativas de amor são livres e realizam o ofício de vivificar a essência do bem no coração. Esses relacionamentos não exigem nada (nenhuma paga) em troca do amor. É claro que eles não são mágicos nem caem do céu, mas precisam, obviamente, ser construídos com paciência e, sobretudo, com constantes iniciativas de amor.

Padre Adriano Zandoná

Santa Margarida Maria Alacoque


Margarida Maria nasceu em 22 de julho de 1647, na Borgonha, França. Desde a infância, demonstrou intenso amor pelo Santíssimo Sacramento e preferia o silêncio e a oração às diversões infantis. Após a primeira comunhão, aos nove anos, ela praticou em segredo severas mortificações corporais, até que a paralisia a confinou à cama por quatro anos.

Aos dezessete anos foi convencida pela mãe de que o voto da infância não era obrigatório e que ela poderia servir a Deus em casa através da penitência e da caridade para com os pobres. Então, ela começou a participar dos prazeres do mundo. Uma noite, ao voltar de um baile, ela teve uma visão de Cristo repreendendo-a pela infidelidade depois de Ele ter lhe dado tantas provas de Seu amor.

Em 25 de maio de 1671, ingressou no Convento da Visitação de Paray, onde foi submetida a diversas provações para comprovar sua vocação. Margarida Maria foi inspirada por Cristo a estabelecer a Hora Santa e receber a sagrada Comunhão na primeira sexta-feira de cada mês.

Na primeira grande revelação, o Senhor designou a sexta-feira seguinte à oitava da festa de Corpus Christi como festa do Sagrado Coração; Ele a chamou de “Discípula Amada do Sagrado Coração”. A devoção ao Sagrado Coração é o refrão de todos os seus escritos.

Na sua última doença recusou todo alívio, repetindo frequentemente: “O que tenho eu no céu e o que desejo na terra, senão só a ti, ó meu Deus”, e morreu pronunciando o Santo Nome de Jesus.

Margarida faleceu com apenas 43 anos de idade, no dia 17 de outubro de 1690, em Paray, França. Foi canonizada, em 1920, pelo papa Bento XV.

Colaboração: Nathália Lima

Reflexão:

Esta santa recebeu a missão de espalhar pelo mundo a devoção ao Sagrado Coração ofendido pela ingratidão dos homens, que destruía a noção da misericórdia de Deus. Foi incompreendida e perseguida, tachada de visionária, histérica e alucinada, mas finalmente a força da fé venceu e a mensagem de Margarida Maria resplendece hoje no mundo.

Oração:

Senhor Jesus Cristo, que revelastes maravilhosamente as insondáveis riquezas de vosso Coração à Virgem Santa Margarida Maria, concedei-nos pelos seus merecimentos e à sua imitação que, amando-vos em tudo e sobre todas as coisas, mereçamos ter perpétua morada no vosso mesmo Coração, Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Comissão promove oficina gratuita sobre mobilização de recursos para projetos de patrimônio cultural na Lei Rouanet


A Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, nos dias 15 e 16 de dezembro de 2026, das 9h às 12h, a Oficina sobre Mobilização de Recursos Patrimônio Cultural na Lei Rouanet. A formação será realizada em formato on-line e gratuito e tem como objetivo apresentar estratégias e ferramentas práticas para a captação de recursos destinados a projetos de preservação, valorização e promoção do patrimônio cultural.

A iniciativa integra a Jornada Nacional de Mobilização sobre Investimentos e Promoção do Patrimônio Cultural – 2026 e busca contribuir para o planejamento e a mobilização de recursos para projetos culturais no âmbito da Lei Rouanet, mecanismo federal de incentivo à cultura.

Ao longo dos dois encontros, os participantes terão a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre a identificação das potencialidades dos projetos, o mapeamento e a priorização de possíveis parceiros, além da pesquisa de oportunidades de financiamento.

A programação também abordará a construção de propostas de reciprocidade, a preparação de estratégias de abordagem e o desenvolvimento de relacionamentos com potenciais apoiadores, oferecendo orientações práticas para fortalecer a sustentabilidade das iniciativas voltadas ao patrimônio cultural.

Se inscreva (aqui).

Público-alvo e inscrições
A oficina é destinada a proponentes e potenciais proponentes de projetos no âmbito da Lei Rouanet, além de pessoas interessadas na preservação, valorização e promoção do patrimônio cultural católico.

A participação é gratuita e as inscrições devem ser realizadas por meio do formulário disponibilizado pela organização.

A formação é uma realização da Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da CNBB, com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura.

Se inscreva (aqui).

Evento: Oficina sobre Mobilização de Recursos – Patrimônio Cultural na Lei Rouanet – Edição CNBB
Data: 15 e 16 de dezembro de 2026
Horário: Das 9h às 12h
Modalidade: On-line
Investimento: Gratuito
Realização: Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da CNBB
Apoio: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)

Pós-operatório transcorre regularmente, Papa voltou a caminhar e a se alimentar


A Sala de Imprensa da Santa Sé atualiza as informações sobre o estado de saúde de Leão XIV após a cirurgia realizada ontem, 13 de outubro, para a remoção de um adenocarcinoma pulmonar. A evolução, informam os médicos, “segue conforme previsto”.

Vatican News

Na tarde desta quarta-feira, 14 de outubro, a Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou uma nova atualização sobre o estado de saúde do Papa Leão XIV. Eis o comunicado na íntegra:

"O Dr. Luigi Carbone e o Prof. Stefano Margaritora comunicam o seguinte a respeito da evolução pós-operatória do Papa:

Esta manhã, o Santo Padre realizou os exames de sangue e a radiografia do tórax previstos após a cirurgia. Os resultados confirmam uma evolução pós-operatória regular: os valores estão dentro da normalidade para o tipo de intervenção realizada.

O Santo Padre realizou fisioterapia respiratória e começou a caminhar pelo quarto. Retomou a alimentação regular, tomou o café da manhã e almoçou.

A recuperação segue conforme previsto."
Novas informações
Matteo Bruni, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, informou que o estado de ânimo do Papa “é bom” e que, durante a tarde, Leão XIV concelebrou a Santa Missa em uma sala especialmente preparada no décimo andar do Hospital Gemelli.


A Sala de Imprensa da Santa Sé atualiza as informações sobre a saúde do Pontífice, submetido ontem a uma cirurgia no hospital romano.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 11,47-54)

ANO "A" - DIA: 15.10.2026
28ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)
MEMÓRIA DE SANTA TERESA D'AVILA

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse o Senhor: 47 "Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas; no entanto, foram vossos pais que os mataram. 48 Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras de vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. 49 É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: Eu lhes enviarei profetas e apóstolos, e eles matarão e perseguirão alguns deles, 50 a fim de que se peçam contas a esta geração do sangue de todos os profetas, derramado desde a criação do mundo, 51 desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário. Sim, eu vos digo: serão pedidas contas disso a esta geração. 52 Ai de vós, mestres da Lei, porque tomastes a chave da ciência. Vós mesmos não entrastes, e ainda impedistes os que queriam entrar". 53 Quando Jesus saiu daí, os mestres da Lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal, e a provocá-lo sobre muitos pontos. 54 Armavam ciladas, para pegá-lo de surpresa, por qualquer palavra que saísse de sua boca.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Anunciar a mensagem do Reino"

Anunciar a fé com a sabedoria de Jesus
Naquele tempo, disse o Senhor: “Ai de vós, porque construís os túmulos dos profetas! No entanto, foram os vossos pais que os mataram. Com isso, vós sois testemunhas e aprovais as obras dos vossos pais, pois eles mataram os profetas e vós construís os túmulos. É por isso que a sabedoria de Deus afirmou: ‘Eu lhes enviarei profetas e apóstolos'”. Quando Jesus saiu daí, os mestres da lei e os fariseus começaram a tratá-lo mal e a provocá-lo sobre muitos pontos. Armavam ciladas para pegá-lo de surpresa por qualquer palavra que saísse de sua boca. (Lucas 11,47-54)

Jesus passa a ser hostilizado e a sofrer o chamado stalking por parte dos mestres da lei e dos fariseus. Stalking é um neologismo moderno que deriva do verbo em inglês to stalk, que quer dizer perseguir, seguir alguém ou rastrear alguém.

Anunciar a Palavra no mundo digital
O termo descreve a perseguição obsessiva e insistente em que o agressor invade a privacidade e a liberdade da vítima de forma constante, causando medo e ansiedade. O que Jesus não deve ter passado na mão dessa gente? O mundo moderno das redes sociais, os influencers, os produtores de conteúdo adquirem, além dos seguidores, muitos haters aqueles que fazem comentários, às vezes, ofensivos, porque estão levando a verdade da Palavra de Deus a muitos corações.

Jesus não teve medo de anunciar integralmente a mensagem do Evangelho e de dizer a verdade nua e crua. Ele não abriu mão de dizer corajosamente, com parresia, aquilo que eram os valores do Reino dos Céus. Obviamente, Jesus tinha muita sabedoria nas suas “postagens”.

Com coragem, proclamar a Verdade
Se Jesus, hoje, tivesse Instagram, tivesse redes sociais, Ele teria muita cautela nas suas postagens, mas, certamente, em nenhuma delas faltaria a verdade, porque Ele não se preocupava com o perigo de ser cancelado por dizer alguma coisa tanto que eles planejaram a Sua prisão e a Sua morte.

Jesus não está preocupado no sentido de ter muitos seguidores; Jesus está preocupado que aqueles que O seguem sejam, de fato, verdadeiros discípulos. Então, não tenhamos medo. Com muita sabedoria, vamos anunciar a verdade do Evangelho.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova