
A sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu, entre a noite de segunda-feira, 28, e a manhã desta quarta-feira, 30, o Encontro Anual de Bispos das Comissões para a Ação Sociotransformadora (Cepast), para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CEETH) e para a Ecologia Integral e Mineração (CEEM).
O encontro reuniu os bispos presidentes das Comissões, bispos referenciais das pastorais sociais, organismos como a Comissão Pastoral da Terra e o Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras, além de convidados.
As três Comissões atuam em temas transversais e, aproveitam o encontro para intensificar a união de esforços “para fortalecer a sinodalidade, aprofundar o compromisso com a justiça social e renovar as respostas pastorais contemporâneas”.
Este ano o encontro também contou com a participação de Cecília Barja e padre Paolo Parise, colaboradores do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, no Vaticano.
Segundo a Comissão para a Ação Sociotransformadora da CNBB, o encontro se constitui como “um momento de comunhão, compromisso e discernimento sobre os desafios da Igreja e os caminhos para uma atuação cada vez mais próxima das realidades das pessoas mais empobrecidas e excluídas dos direitos fundamentais”.
Diálogo e partilha
No início do encontro, os participantes celebraram a Eucaristia e fizeram um momento de acolhida e partilha pastoral a partir das vivências nos regionais, pastorais e organismos da CNBB.

No segundo dia do encontro, as atividades começaram com um momento de escuta e diálogo com os movimentos populares. Entre os temas em destaque estiveram as lutas e perspectivas das juventudes, dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, das mulheres camponesas, das pessoas migrantes e do encontro dos movimentos sociais com o Papa Leão XIV.
O secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, saudou os participantes e pôde ouvir as partilhas durante o período em que esteve presente no encontro.
Trabalho das comissões
Durante a programação, as Comissões da CNBB apresentaram sobre seus horizontes de trabalho para 2027. Na manhã de hoje, a reflexão sobre o trabalho também levou em consideração as indicações contidas nas Diretrizes Gerais da
Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE).
Um dos caminhos da missão propostos nas DGAE diz respeito ao Serviço à vida plena para todos. Neste trecho, o documento propõe três compromissos fundamentais: a opção evangélica e preferencial pelos pobres, o cuidado da Casa Comum à luz da ecologia integral e a promoção da dignidade humana desde a concepção até o seu fim natural.
Contribuição do Dicastério
Cecília Barja e padre Paolo Parise apresentaram aos participantes uma reflexão a partir da encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial.

Igreja e transformação social
Na noite de terça-feira, o encontro foi oportunidade para o lançamento do livro “Igreja e transformação social – Pastoral SocioTransformadora“, publicado pela Edições CNBB. A obra nasce de um intenso processo de escuta de agentes, pastorais sociais e organismos de todo o Brasil e oferece uma profunda reflexão sobre como a evangelização deve, concretamente, transformar as realidades sociais.
O livro reafirma que evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo, num chamado urgente à ação por meio da fraternidade, da justiça social, da defesa intransigente da dignidade humana e do cuidado com a Casa Comum.
Organizado pelo teólogo e pastoralista padre Francisco Aquino Junior, o material é fundamentado no Evangelho, na Doutrina Social da Igreja e no magistério dos Papas. Segundo a Edições CNBB, esta publicação estabelece os fundamentos, valores e inspirações que guiam o compromisso da Igreja com os mais pobres e marginalizados.

Luiz Lopes Jr com Juce Rocha | Fotos: Juce Rocha e Fiama Tonhá
Fonte: www.cnbb.org.br







