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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Vitalidade da Igreja no Brasil impressiona representante de Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral


O sacerdote italiano que colabora com o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano em pautas sobre migração e direitos humanos, padre Paolo Parise, esteve esta semana na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, participando do Encontro Anual de Bispos das Comissões para a Ação Sociotransformadora (Cepast), para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CEETH) e para a Ecologia Integral e Mineração (CEEM).

“Eu participei deste encontro e me chamou a atenção a vitalidade da Igreja brasileira, especialmente ver tantos bispos comprometidos com a proteção e a defesa dos direitos humanos a partir da perspectiva da fé”, disse.

O padre, da Congregação dos Missionários de São Carlo, reforçou que o Papa Leão falou duas vezes, em sua carta encíclica Magnifica Humanitas, da relação entre fé e direitos humanos. “Este tema, portanto, não é algo estranho à missão da Igreja que considera o ser humano como um todo. Na Igreja, falamos de desenvolvimento humano integral: toda a pessoa e suas dimensões”, disse.

O número de migrantes e refugiados no Brasil, cerca de 2 milhões e meio de pessoas, também chamou a atenção do representante do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. “A Igreja, em muitos lugares do Brasil, deu respostas na acolhida, na integração, na defesa dos direitos e também na dimensão espiritual aos migrantes e refugiados, com celebrações em inglês e em outros idiomas para que eles possam vivenciar a sua fé”, disse.

Reflexão e pesquisa
No Dicastério, o sacerdote atua na Segunda Sessão cujo papel é promover a reflexão e a pesquisa, produzir materiais e orientações pastorais sobre o trabalho com os migrantes, seleção de boas práticas em vários continentes e acompanhar todas as temáticas ligadas à migração e refúgio. “A gente busca estar a serviço, oferecendo o nosso melhor às Igrejas locais e a serviço do Santo Padre”, disse.

Um dos grandes desafios a atualidade, segundo ele, é garantir a dignidade do migrante e do refugiado. “O Papa Leão tem insistido muito nisto. Nas viagem que fez às ilhas canárias. Infelizmente existem algumas tendências do ser humano em excluir e dizer porque passou a fronteira e não tem documento perdeu a dignidade. Para o Santo Padre a dignidade do ser humano vem antes de tudo. Este é um grande desafio da atualidade”, afirmou.

Padre Paolo atuou como missionário no Brasil por 28 anos e trabalhou na baixada Santista, na periferia Sul em São Paulo e, em seus últimos anos no país, na Missão Paz, no Centro de São Paulo, trabalhando com migrantes e refugiados. O padre, que se considera meio brasileiro e meio italiano, disse que o grande aprendizado que fez foi o de incorporar o jeito de ser Igreja no Brasil. “Um dos grandes aprendizados que fiz aqui foi o jeito acolhedor de viver a fé, o jeito de uma Igreja acolhedora”.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Comissões da CNBB se reúnem para aprofundar compromisso com a justiça social e renovar respostas pastorais


O Dicastério para a Comunicação do Vaticano divulgou na última terça-feira, 29, o tema que será aprofundado pelo Papa Leão XIV na próxima mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, em maio de 2027. “Um novo olhar: “prestar atenção” na era do clickbait” é o convite feito pelo Papa e que ganhará uma reflexão do Papa Leão XIV. O assessor de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Arnaldo Rodrigues, comentou que a proposta é “muito importante para o nosso tempo”.

“Ao escolher como tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2027 “Um novo olhar: ‘prestar atenção’ na era do clickbait”, o Papa nos chama a refletir sobre algo que vai muito além da comunicação nas redes sociais. Ele nos convida a perceber como estamos olhando para o mundo, para as pessoas e até para nós mesmos”, disse padre Arnaldo.

Isca de clique
O assessor da CNBB explicou que o chamado clickbait (“isca de clique”) é uma estratégia de comunicação digital que utiliza títulos, imagens ou chamadas exageradas, provocativas, ambíguas ou incompletas para despertar curiosidade e levar o usuário a clicar em determinado conteúdo.

“Em geral, explora emoções como surpresa, medo, indignação ou expectativa. O problema surge quando a chamada promete mais do que o conteúdo efetivamente entrega ou distorce informações para aumentar audiência e engajamento; por isso, embora possa gerar muitos cliques no curto prazo, o uso recorrente do clickbait pode prejudicar a credibilidade, a confiança e a reputação de quem comunica”, pontuou.

No contexto da economia da atenção, padre Arnaldo destaca a proposta do Papa Leão de que a comunicação não deve significar capturar ou vender a atenção do outro, mas que deve estar a serviço do encontro, da verdade e da relação humana.

“E aqui está a grande provocação para nós: Será que estamos apenas chamando a atenção das pessoas ou estamos realmente prestando atenção nelas?”, refletiu, adicionando que “prestar atenção significa olhar para o outro com interesse verdadeiro, escutar sua história, reconhecer sua dignidade e tentar compreender antes de julgar”.

Para o padre Arnaldo, a mensagem do Papa trará o convite a reaprender a olhar com atenção e com amor, “para enxergar o mundo, os outros e também a nós mesmos como Cristo nos vê: chamados pelo nome e amados”.

Reflexão para comunicadores da Igreja
Aos comunicadores da Igreja, padre Arnaldo destaca que a reflexão indica que não basta publicar conteúdos religiosos, alcançar muitas pessoas, ter números, curtidas ou visualizações.

“Precisamos nos perguntar: O nosso conteúdo aproxima ou afasta? Informa ou apenas provoca? Evangeliza ou simplesmente busca engajamento? Estamos comunicando uma mensagem ou estamos encontrando pessoas?”, provoca, apontando para o chamado a oferecer presença.

“Não precisamos entrar na lógica de fazer barulho para sermos ouvidos. Precisamos comunicar com verdade. Precisamos olhar com amor. Precisamos escutar antes de responder. Precisamos compreender antes de julgar. Precisamos encontrar pessoas, e não apenas alcançar públicos”, pontua.

A Mensagem do Papa Leão XIV para o 61º deverá ser divulgada no próximo dia 24 de janeiro, quando a Igreja celebra a Memória de São Francisco de Sales.

Luiz Lopes Jr.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Comissões da CNBB se reúnem para aprofundar compromisso com a justiça social e renovar respostas pastorais


A sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu, entre a noite de segunda-feira, 28, e a manhã desta quarta-feira, 30, o Encontro Anual de Bispos das Comissões para a Ação Sociotransformadora (Cepast), para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CEETH) e para a Ecologia Integral e Mineração (CEEM).

O encontro reuniu os bispos presidentes das Comissões, bispos referenciais das pastorais sociais, organismos como a Comissão Pastoral da Terra e o Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras, além de convidados.

As três Comissões atuam em temas transversais e, aproveitam o encontro para intensificar a união de esforços “para fortalecer a sinodalidade, aprofundar o compromisso com a justiça social e renovar as respostas pastorais contemporâneas”.

Este ano o encontro também contou com a participação de Cecília Barja e padre Paolo Parise, colaboradores do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, no Vaticano.

Segundo a Comissão para a Ação Sociotransformadora da CNBB, o encontro se constitui como “um momento de comunhão, compromisso e discernimento sobre os desafios da Igreja e os caminhos para uma atuação cada vez mais próxima das realidades das pessoas mais empobrecidas e excluídas dos direitos fundamentais”.

Diálogo e partilha
No início do encontro, os participantes celebraram a Eucaristia e fizeram um momento de acolhida e partilha pastoral a partir das vivências nos regionais, pastorais e organismos da CNBB.


No segundo dia do encontro, as atividades começaram com um momento de escuta e diálogo com os movimentos populares. Entre os temas em destaque estiveram as lutas e perspectivas das juventudes, dos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, das mulheres camponesas, das pessoas migrantes e do encontro dos movimentos sociais com o Papa Leão XIV.

O secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, saudou os participantes e pôde ouvir as partilhas durante o período em que esteve presente no encontro.



Trabalho das comissões
Durante a programação, as Comissões da CNBB apresentaram sobre seus horizontes de trabalho para 2027. Na manhã de hoje, a reflexão sobre o trabalho também levou em consideração as indicações contidas nas Diretrizes Gerais da 

Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE).
Um dos caminhos da missão propostos nas DGAE diz respeito ao Serviço à vida plena para todos. Neste trecho, o documento propõe três compromissos fundamentais: a opção evangélica e preferencial pelos pobres, o cuidado da Casa Comum à luz da ecologia integral e a promoção da dignidade humana desde a concepção até o seu fim natural.

Contribuição do Dicastério
Cecília Barja e padre Paolo Parise apresentaram aos participantes uma reflexão a partir da encíclica Magnifica Humanitas, do Papa Leão XIV, sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial.


Igreja e transformação social
Na noite de terça-feira, o encontro foi oportunidade para o lançamento do livro “Igreja e transformação social – Pastoral SocioTransformadora“, publicado pela Edições CNBB. A obra nasce de um intenso processo de escuta de agentes, pastorais sociais e organismos de todo o Brasil e oferece uma profunda reflexão sobre como a evangelização deve, concretamente, transformar as realidades sociais.

O livro reafirma que evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo, num chamado urgente à ação por meio da fraternidade, da justiça social, da defesa intransigente da dignidade humana e do cuidado com a Casa Comum.

Organizado pelo teólogo e pastoralista padre Francisco Aquino Junior, o material é fundamentado no Evangelho, na Doutrina Social da Igreja e no magistério dos Papas. Segundo a Edições CNBB, esta publicação estabelece os fundamentos, valores e inspirações que guiam o compromisso da Igreja com os mais pobres e marginalizados.

Luiz Lopes Jr com Juce Rocha | Fotos: Juce Rocha e Fiama Tonhá

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Comissão Episcopal para a Juventude atualiza e disponibiliza cartilha “Cuidar da Vida” sobre prevenção ao suicídio


A Comissão Episcopal para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) oferece a cartilha Cuidar da Vida revisada e atualizada. O material oferece subsídios para agentes de pastoral, educadores e lideranças que desejam desenvolver ações de prevenção do suicídio e promoção da vida entre adolescentes e jovens.

A iniciativa, aprovada pela CNBB e proposta pela Comissão Episcopal para a Juventude, nasceu da preocupação com a realidade enfrentada pelas novas gerações e da necessidade de preparar lideranças para reconhecer situações de sofrimento, promover a escuta e fortalecer redes de cuidado.

Desde 2024, o projeto vem percorrendo diferentes regiões do país, formando multiplicadores para a prevenção do suicídio e a promoção da vida. As formações presenciais passaram por Cuiabá (MT), Manaus (AM), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Imperatriz (MA) e São Paulo (SP), reunindo participantes de diferentes regionais da CNBB.

Em janeiro de 2025, uma edição especial foi realizada em Nova Santa Rita (RS), ampliando esse processo de formação. Ao todo, 193 participantes foram capacitados nas sete edições realizadas. A proposta é que esses agentes levem os conhecimentos adquiridos para suas dioceses, pastorais, grupos e movimentos juvenis e também para os espaços educacionais. Uma formação que se multiplica

Projeto Cuidar da Vida
O projeto Cuidar da Vida foi desenvolvido em parceria com a Pastoral Juvenil e a Pastoral da Educação, contando também com a colaboração voluntária de psicólogos e educadores católicos que unem conhecimento profissional e experiência pastoral.

A formação busca preparar lideranças para atuar na prevenção do suicídio entre adolescentes e jovens, especialmente nos ambientes onde eles vivem, estudam, convivem e desenvolvem sua experiência de fé.

A ideia de multiplicação está no centro da proposta. Quem participa da formação é chamado a compartilhar os conhecimentos em sua realidade local, ampliando uma rede de pessoas preparadas para promover o cuidado, identificar sinais de sofrimento e encaminhar situações que necessitem de acompanhamento especializado.

Dessa forma, o projeto não se limita às pessoas que participaram diretamente das formações. Cada multiplicador torna-se uma ponte para que o cuidado chegue a novas comunidades e grupos.

A cartilha: fruto de um caminho pela vida
É nesse contexto que a Comissão Episcopal para a Juventude disponibiliza a edição revisada e atualizada da cartilha Cuidar da Vida.

O material oferece subsídios para agentes de pastoral, educadores e lideranças que desejam desenvolver ações de prevenção do suicídio e promoção da vida entre adolescentes e jovens.

A cartilha também contempla o cuidado e o consolo às pessoas e famílias que enfrentam a perda de alguém por suicídio, reconhecendo que a atenção não termina diante da perda, mas continua no acolhimento daqueles que permanecem.

Mais do que um material de consulta, a publicação representa a continuidade de um trabalho que vem sendo construído em diferentes partes do Brasil. A cartilha é fruto de um caminho de formação e uma ferramenta para que esse caminho continue se multiplicando.

Cuidar da vida é missão permanente
A promoção da vida das juventudes é uma responsabilidade que ultrapassa o mês de setembro. O Setembro Amarelo contribui para ampliar a conversa sobre prevenção do suicídio, mas o cuidado precisa estar presente durante todo o ano, nos espaços de convivência, nas comunidades, nas escolas, nas famílias e também na vida pastoral.

Ao incentivar a formação de multiplicadores, a Igreja no Brasil busca fortalecer comunidades capazes de acolher, escutar e acompanhar adolescentes e jovens em suas diferentes realidades.

O projeto Cuidar da Vida expressa, assim, uma escolha: estar ao lado das novas gerações e trabalhar para que cada vida seja cuidada e valorizada.

A Comissão Episcopal para a Juventude convida dioceses, paróquias, comunidades, pastorais, movimentos, escolas e demais espaços que acompanham adolescentes e jovens a conhecerem e utilizarem o material.

Cartilha “Cuidar da vida – Prevenção de suicídio entre adolescentes e jovens” Baixar

Baixe AQUI gratuitamente a cartilha “Cuidar da Vida – Prevenção do Suicídio entre Adolescentes e Jovens” e ajude a multiplicar essa rede de cuidado e promoção da vida.


segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Em espírito sinodal, comissões da CNBB promovem encontro nacional de bispos referenciais



A proposta é mais que um encontro de formação e partilha, tem o objetivo de fortalecer uma rede sociotransformadora em nível nacional. Debater e integrar temas como tráfico de pessoas, ecologia, racismo e mineração em nível nacional permite construir convergências necessárias diante dos desafios contemporâneos. As três comissões, que atuam em temas transversais, unem esforços para fortalecer a sinodalidade, aprofundar o compromisso com a justiça social e renovar as respostas pastorais contemporâneas.

Com essa perspectiva, a Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora (Cepast), a Comissão Episcopal Especial para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CEETH) e a Comissão Episcopal Especial para a Ecologia Integral e Mineração (CEEM) promovem, de 28 a 30 de setembro de 2026, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), um encontro com lideranças episcopais de todo o país. As três comissões, que atuam em temas transversais, unem esforços para fortalecer a sinodalidade, aprofundar o compromisso com a justiça social e renovar as respostas pastorais contemporâneas.

O evento reunirá os bispos referenciais das Pastorais Sociais, redes e organismos vinculados às comissões e aos regionais. Na pauta, destacam-se o acolhimento das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2026–2032), o balanço do atual quadriênio de atuação e a reflexão sobre a Doutrina Social da Igreja com foco na encíclica Magnifica Humanitas. O programa inclui, ainda, momentos de diálogo com movimentos sociais populares e contará com a presença de representantes do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral da Santa Sé, reforçando a comunhão direta com as diretrizes do Vaticano.

A iniciativa é presidida conjuntamente por Dom José Valdeci Santos Mendes, presidente da Cepast e bispo de Brejo (MA); Dom Adilson Pedro Busin, presidente da CEETH e bispo de Tubarão (SC); e Dom Vicente de Paula Ferreira, presidente da CEEM e bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA).

Ação sociotransformadora
A Cepast é o organismo responsável por fortalecer a participação da Igreja na promoção da justiça, da paz, da dignidade humana e do cuidado com a criação, priorizando a defesa dos direitos humanos e a opção pelas pessoas empobrecidas. Sua atuação se dá pela articulação das Pastorais Sociais, diálogo com a sociedade, formação, incidência política, assessoria aos regionais da CNBB e pelo fortalecimento do projeto popular por meio das Semana Social Brasileira.

Dom José Valdeci Santos Mendes enfatiza que a Igreja no Brasil reafirma a opção preferencial pelos pobres e o compromisso sinodal em defesa da vida, da natureza e dos direitos dos excluídos e excluídas, fundamentados no Evangelho e no Magistério Social:

“São muitos desafios em comum que levam essas três comissões a trabalharem juntas nesse fortalecimento, neste compromisso com as pessoas vulneráveis. Por isso, destacamos a importância deste caminhar no espírito de sinodalidade. Tudo isto para afirmar que se trata de um compromisso de toda a Igreja no Brasil. Temos como base o Evangelho e a Doutrina Social da Igreja, que nos levam a assumir esta missão com muita responsabilidade”, pontua o presidente da Cepast.

Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas: 10 anos
Nascida a partir de um Grupo de Trabalho criado em 2010 e impulsionada pela Campanha da Fraternidade de 2014, a CEETH completa dez anos de criação oficial pela CNBB em outubro deste ano. A comissão atua na sensibilização da sociedade, realização de seminários formativos, campanhas e ações pelo país, além da articulação em rede com organizações religiosas e civis, incidência política no combate ao crime e acompanhamento de denúncias.

Dom Adilson Pedro Busin destaca a relevância do encontro para avançar em mutirão na defesa da vida e da dignidade humana:

“Considero o encontro de setembro especialmente importante pela sinodalidade, pelas novas diretrizes evangelizadoras e pelos dez anos da Comissão de enfrentamento ao tráfico de pessoas. Inspirados na dignidade humana, queremos fortalecer as pastorais sociais como expressão do cuidado, da proximidade e da missão da Igreja junto aos mais vulneráveis”, reforçou o bispo.

Ecologia Integral e resistência ao modelo predatório
Criada em 2017 e fundamentada no paradigma da Ecologia Integral e na encíclica Laudato Si’, a CEEM assessora o episcopado e a CNBB sobre os impactos socioambientais do extrativismo mineral predatório. Seu trabalho envolve o apoio direto às dioceses e comunidades atingidas, produção de estudos e notas públicas, articulação com redes como a Igrejas e Mineração e incidência política nacional e internacional, incluindo fóruns na ONU e diálogos no Vaticano.

Para Dom Vicente de Paula Ferreira, a atividade reúne comissões sociais e pastorais de fronteira com linhas de ação conjuntas em defesa dos direitos humanos e da casa comum:

“O encontro promoverá a integração das três Comissões, o estudo das novas diretrizes evangelizadoras e da encíclica sobre inteligência artificial, fortalecendo a defesa da vida, da criação, dos direitos humanos e a ação profética da Igreja”, afirmou Dom Vicente.

Serviço:Evento: Encontro de Formação e Partilha para Bispos Referenciais
Data: 28 a 30 de setembro de 2026
Local: Sede da CNBB — Brasília (DF)

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Grupo de Assessores se encontra em momento de partilhas e apresentação de novidades para a Comunicação da CNBB


O Grupo de Assessores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) esteve reunido na sede da entidade, em Brasília (DF), na manhã desta quinta-feira, 24 de setembro. O encontro foi marcado pelas partilhas das atividades realizadas e pela apresentação de novidades no âmbito da Comunicação da CNBB. A reunião também contou com a participação on-line de assessores que não estão na Capital Federal.

O início do encontro foi marcado pela oração que será meditada no início do próximo mês por grupos e comunidades de todo o Brasil, durante a Semana Nacional da Vida. O assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, padre Rodolfo Chagas, conduziu a oração proposta no subsídio Hora da Vida.

Após a saudação do secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, os assessores partilharam sobre os eventos nacionais promovidos pelas Comissões Episcopais da CNBB, como o Fórum das Pastorais Sociais; o Encontro de Formação Ecumênica; o XVIII Seminário com os Bispos Referenciais para as CEBs e para o Laicato; a reunião ampliada da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e o 5º Congresso Vocacional do Brasil; e o XXIII Encontro Nacional da Pastoral da Educação (Enape) e XIII Encontro Nacional do Ensino Religioso (Ener).


Comunicação
Seguindo com a dinâmica de abrir espaço para apresentações específicas dos assessores sobre iniciativas e processos dentro de sua área de atuação, o assessor de comunicação da CNBB, padre Arnaldo Rodrigues, falou sobre algumas novidades propostas pela Assessoria de Comunicação da Conferência.

A primeira novidade é a atualização do portal da CNBB, com renovação visual e uma ideia de maior integração das páginas institucionais. Na sequência, padre Arnaldo também apresentou a proposta de Protocolo de Comunicação construído pelo departamento com o objetivo de aprimorar o atendimento das solicitações de cobertura, divulgação e apoio da equipe de comunicação. “A ideia é implementar uma cultura e processos que dinamizem a comunicação, tanto interna, quanto externa, em vista da missão institucional da Conferência dos Bispos”, explica padre Arnaldo.

O assessor também partilhou sobre o encontro realizado na tarde de ontem entre a Presidência da CNBB e jornalistas dos principais veículos de comunicação do país.

Questões administrativas
A reunião também foi oportunidade para alinhamentos administrativos. Os assessores partilharam sobre a construção dos relatórios quadrienais, em vista da próxima Assembleia Geral da CNBB, e receberam informes sobre o planejamento orçamentário relacionado às atividades que ainda serão realizadas até o primeiro semestre de 2027.

Subsecretário adjunto geral, padre Leandro Megeto, fala sobre os relatórios quadrienais

Subsecretário adjunto de Pastoral, padre Tiago Camargo

Luiz Lopes Jr. | Fotos: Paulo Augusto Cruz


quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB lança a publicação: “Novos compromissos do Pacto Educativo Global”


Como parte da programação do XXIII Encontro Nacional da Pastoral da Educação (Enape) e do o XIII Encontro Nacional do Ensino Reigioso (Ener), promovidos Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi lançado no sábado, 19/09, após Celebração Eucarística na Catedral de Brasília a publicação: “Novos compromissos do Pacto Educativo Global – Guia pedagógico-pastoral para a Educação Básica”.

O guia tem como objetivo apresentar os três novos compromissos do Pacto Educativo Global — educar para a paz, para a interioridade e para um mundo digital mais humanizado —, traduzindo-os para a realidade concreta de nossas escolas. Para isso, oferece sugestões pedagógicas e pastorais que possam colaborar com os educadores na concretização desses compromissos e na construção de novos horizontes para a educação.
Inspiração na pedagogia de Jesus

O arcebispo de Fortaleza (CE) e presidente da Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da CNBB, dom Gregório Paixão, reforça que o Papa Leão XIV deu continuidade, com vigor renovado, ao caminho aberto pelo Papa Francisco por meio das iniciativas do Pacto Educativo Global.

Segundo ele, trata-se de uma resposta lúcida da Igreja que, inspirada na pedagogia de Jesus, reconhece os desafios de um contexto marcado, em tantas partes do mundo, pelo enfraquecimento do compromisso com uma educação integral e humanizadora.

Dom Gregório Paixão reforça que é importante, como Igreja no Brasil, assumir também os três novos compromissos do Pacto Educativo Global. “Queremos somar forças com as instituições educativas, os governos e a sociedade como um todo, a fim de fortalecer um compromisso renovado com a educação. Acreditamos que educar é uma tarefa essencial para a construção de uma sociedade mais fraterna, solidária e capaz de promover a dignidade de cada pessoa”, afirmou.
Sobre a publicação

A publicação está organizada em três capítulos: 1) Educar para vida interior; 2) Educar para um diálogo humano; e 3) Educar para Paz. Em cada um dos compromissos/capítulo, a publicação apresenta as inspirações bíblicas, conecta-se com as Bases Nacional Curricular Comum (BNCC), propostas pedagógicos e pastorais, quadro de atividades e projetos integrados.

Se destina a gestores, coordenadores, professores, agentes de pastoral e equipes de Ensino Religioso. O essencial não é seguir cada sugestão à risca, mas permitir que os três compromissos se tornem cultura escolar — um modo de ser e de educar.

Baixe a publicação na íntegra:


terça-feira, 22 de setembro de 2026

Delegação brasileira participa de reunião internacional preparatória para a JMJ Seul 2027

De 14 a 17 de setembro, representantes da pastoral juvenil de cerca de 100 países estão reunidos em Seul, na Coreia do Sul, para a segunda reunião internacional preparatória para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Seul 2027.

Na abertura do encontro, o arcebispo Jeong Sun-taek, presidente do Comitê Organizador Local da JMJ Seul 2027, destacou a importância da reunião para a preparação do grande encontro internacional. Segundo ele, o momento representa “um novo ponto de partida para a Igreja mundial trabalhar em conjunto” na construção da próxima Jornada.

Em Seul, a segunda reunião internacional de preparação para a Jornada Mundial da Juventude de Seul 2027 (© The WYD Seoul 2027 COL)

Ao longo dos dias, os participantes conhecem a visão missionária da JMJ e o planejamento para a preparação e a realização do evento em Seul. O programa também inclui momentos de partilha por meio do método do “diálogo no Espírito Santo”, também chamado de “conversação espiritual”, além de experiências voltadas à realidade da Igreja na Coreia.

A programação contempla ainda visitas e atividades relacionadas à preparação diocesana, momentos de convivência e a participação conjunta em celebrações e momentos de oração. A proposta é favorecer a troca de experiências entre as diferentes realidades eclesiais e fortalecer a comunhão entre os países que se preparam para acolher jovens de todo o mundo em 2027.

Brasileiros com o cardeal Farrell, Prefeito do Dicastério para os Leigos, e dom Vilsom Basso, presidente da Comissão para a Juventude CNBB.

Brasil presente na preparação
A Igreja no Brasil participa da reunião por meio de representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da pastoral juvenil e de organismos ligados à juventude.

Presidente da Comissão Episcopal para a Juventude da CNBB, dom Vilsom Basso ressalta que a participação brasileira no encontro reforça o compromisso de acompanhar os jovens que desejam participar da JMJ Seul 2027.

“Sabemos dos esforços que os jovens brasileiros têm feito para se fazer presentes na JMJ Seul em 2027. Estar neste encontro preparatório reforça o compromisso da Comissão para a Juventude em apoiar, levar as informações necessárias, tirar as dúvidas e auxiliar para que tenhamos uma boa representatividade de brasileiros em 2027”, afirmou.

Também participa do encontro o padre João Chagas, sacerdote brasileiro que atuou por mais de duas décadas no Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, especialmente na seção dedicada à juventude. Durante a reunião, ele partilhou sua experiência no organismo da Santa Sé e recordou sua participação na preparação e realização de diferentes edições da Jornada Mundial da Juventude, desde o Rio de Janeiro, em 2013, até Lisboa, em 2023, passando por Cracóvia, na Polônia, e Panamá.

A partir dessa experiência, o sacerdote destacou a dimensão e a riqueza das JMJ e o que esses grandes encontros representam para a vida da Igreja e dos jovens.

Outro brasileiro presente é o padre Franco Galdino, atual coordenador do Setor Juventude do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Ele manifestou entusiasmo diante da organização da JMJ Seul 2027 e destacou o estilo proativo e organizado da Igreja coreana.

(© The WYD Seoul 2027 COL)

A delegação brasileira conta ainda com Erika Teles, jovem integrante da Coordenação da Pastoral Juvenil e representante do Brasil no Organismo Consultivo Internacional da Juventude (IYAB), além de padres e missionários da Comunidade Católica Shalom.

“Estamos em Seul na expectativa de que muitos brasileiros possam viver essa experiência única que é uma JMJ. A nossa missão, como Pastoral Juvenil do Brasil e como IYAB, é motivar e ajudar os peregrinos neste caminho até 2027”, afirmou Erika.

Caminho para Seul 2027
A segunda reunião internacional preparatória busca transformar a proposta da JMJ Seul 2027 em ações concretas, a partir da colaboração entre as Igrejas particulares e os organismos responsáveis pela pastoral juvenil em diferentes partes do mundo.

O encontro reúne representantes de diversas nações para compartilhar experiências, alinhar os trabalhos de preparação e refletir sobre a acolhida dos peregrinos que chegarão à Coreia do Sul em 2027.

Participantes do Cone Sul da América Latina

A expectativa é que a Jornada seja uma oportunidade de encontro entre jovens de diferentes culturas e, ao mesmo tempo, um momento de renovação da vida da Igreja na Ásia e em todo o mundo.

Da Redação, Jovens Conectados.


terça-feira, 15 de setembro de 2026

Psicólogos que atuam no processo de formação presbiteral refletem sobre redes sociais e saúde mental


A Organização do Seminários e Institutos Filosófico-Teológicos do Brasil (Osib) realizou, entre os dias 11 e 13 de setembro, na Casa Dom Luciano Mendes de Almeida, em Brasília (DF), o Encontro Nacional de Atualização para Psicólogos. Participaram 90 psicólogos e psicólogas que atuam nas casas formativas de todo o Brasil. O tema trabalhado fez eco às demandas atuais da sociedade e da própria Igreja: “Redes sociais e saúde mental: conexão ou isolamento? A Inteligência Artificial (IA) na análise de emoções e comportamento humano no processo formativo”.

Na abertura do encontro, o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, saudou os participantes e ressaltou os desafios e esperanças dentro da dimensão Psicológica no processo da formação inicial dos futuros presbíteros.


No decorrer da formação, os participantes puderam contar com as assessorias do padre Danilo Pinto, da arquidiocese de Salvador (BA) e assessor do Grupo de Trabalho sobre IA e Tecnologias Emergentes da CNBB, e o professor doutor Everthon de Souza Oliveira, que é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos (SBCC) e estudioso sobre inteligência artificial e suas implicações éticas.


Padre Vagner de Moraes, que está deixando a presidência da organização, apresentou um histórico destes encontros formativos e falou da importância dos mesmos na construção de uma cultura sólida de compromisso no cuidado da pessoa humana presente nas diretrizes formativas.

O bispo de Parintins (AM), dom José Albuquerque, referencial da Osib, participou do encontro e apresentou a Presidência da OSIB eleita para o quadriênio 2026-2030. Os nomes deverão ser confirmados na próxima reunião do Conselho Permanente da CNBB.


Luiz Lopes Jr. com informações da OSIB e CMOVIC


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Conheça as 9 categorias da 56º edição dos Prêmios de Comunicação da CNBB


As inscrições à 56ª Edição dos Prêmios de Comunicação, concedidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), encontram-se abertas até o próximo 30 de setembro. Através da premiação, a CNBB concede um reconhecimento ao trabalho de profissionais de comunicação nos diversos meios que apresentaram suas obras e se distinguiram pelo serviço aos valores do Evangelho e à dignidade humana.

A CNBB concede os prêmios de comunicação desde 1967, com a instituição da primeira categoria para o cinema “Margarida de Prata”. De lá para cá outras 8 categorias foram criadas para premiar inciativas em rádio, tv, jornalismo, internet, Pastoral da Comunicação e teses e dissertações. A mais nova categoria é a São Carlo Acutis, criada em 2024, para reconhecer iniciativas em publicidade e design. Conheça, abaixo, cada um delas.


Cinema “Margarida de Prata”
A CNBB instituiu, em 1967, o primeiro Prêmio de Comunicação Margarida de Prata para o Cinema, que representou um importante apoio à produção cultural livre. O prêmio é entregue em duas modalidades: longa-metragem e curta metragem.
Rádio “Microfone de Prata”

Em 1989, a CNBB apoiou a criação do Prêmio Microfone de Prata para produções radiofônicas, promovido pela União de Rádio Difusão Católica (UNDA-Brasil). Em 2010, a promoção da categoria passou para a Rede Católica de Rádio (RCR). Mais tarde foi incorporada ao prêmio. São premiados, neste prêmio, trabalhos jornalísticos, religioso e entretenimento
Imprensa “Dom Helder Câmara”

Em comemoração aos 50 anos de fundação da CNBB, em 2002, a Assessoria de Imprensa da CNBB instituiu o Prêmio Dom Helder Câmara de Imprensa, com o objetivo de premiar reportagens e trabalhos jornalísticos voltados à promoção humana e social. Este prêmio inclui matérias, séries de matérias, reportagens ou outras formas do texto jornalístico. Os trabalhos podem ser inscritos nas seguintes modalidades: jornal, revista e sites.
Televisão “Clara de Assis”

Em 2005, a CNBB instituiu o Prêmio Clara de Assis para a Televisão, concedido a programas televisivos nacionais produzidos e exibidos por emissoras comerciais, educativas e comunitárias. Mais recentemente, também são aceitos vídeos veiculados em plataformas digitais. As modalidades desta categoria são: reportagem, documentário e entretenimento.


Internet “Dom Luciano Mendes de Almeida”
Na celebração de 50 anos dos Prêmios de Comunicação, a CNBB lançou este prêmio para reconhecer o trabalho de convergência midiática realizado no ambiente virtual da internet. Este prêmio está dividido em três modalidades: sites/portais/blogs, iniciativas com redes sociais e aplicativos
Pastoral da Comunicação “Kerigma”

Aprovada pelo Conselho Permanente da CNBB em 2019, esta categoria visa o reconhecimento e o incentivo de ações desenvolvidas pelas equipes de Pastoral da Comunicação das paróquias e dioceses, tendo como critério a implementação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da CNBB.

Teses e dissertações “Papa Francisco”
Aprovada pelo Conselho Permanente da CNBB em 2019, a categoria visa reconhecer e incentivar o trabalho dos pesquisadores em comunicação, que tanto colaboram com a reflexão, bem como no trabalho pastoral da Igreja no Brasil. Cada pessoa pode se inscrever apenas um trabalho nesta categoria: mestrado e doutorado.

Publicidade e design “São Carlo Acutis”
Criado em 2024, este prêmio busca valorizar os trabalhos em publicidade e design. Esta categoria busca valorizar produções criativas e inovadoras que promovam valores humanos, éticos e cristãos, destacando o papel da comunicação visual e publicitária na evangelização e no diálogo com a sociedade. Esses formatos devem refletir originalidade e relevância para a missão da Igreja. Os trabalhos da nova categoria Publicidade e Design podem ser apresentados em duas frentes: campanhas publicitárias e design.

Menção honrosa “Irmã Dorothy Stang”
Além destas categorias avaliadas por um júri técnico, formado por especialistas das Pontifícias Universidades Católicas do país, e do júri pastoral, formado por bispos da Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, a Presidência da CNBB concede o prêmio menção honrosa “Irmã Dorothy Stang”. A menção honrosa é concedida a profissionais ou trabalhos do mundo da comunicação que se destacaram na promoção de valores cristão e humanos.

Mais informações e inscrições:
As inscrições à 56ª Edição dos Prêmios de Comunicação, concedidos pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), encontram-se abertas até o próximo 30 de setembro. As inscrições podem ser feitas no hot site dos Prêmios (aqui).

Por Willian Bonfim

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Setor Música Litúrgica da CNBB reúne compositores na 17ª edição de encontro nacional


A Equipe de Reflexão do Setor Música Litúrgica da Comissão Episcopal para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reuniu cerca de 30 pessoas de várias partes do país no 17º Encontro de Compositores. Realizado entre os dias 4 e 7 de setembro, no Instituto Pio XI, em São Paulo (SP), o encontro teve a proposta de refletir e aprofundar o tema “A Música Brasileira na Liturgia”.

De acordo com a Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, o evento continua a caminhada de formação litúrgico-musical “nas veredas do Concílio Vaticano II e do magistério da Igreja no Brasil”.

“No atual momento de implantação da sinodalidade, é essencial retomar o trabalho das comissões diocesanas e regionais, como estruturas pastorais de diálogo com as equipes de liturgia, ministros ordenados, cantores e instrumentistas”, destacou o padre Jair Costa, assessor do Setor Música Litúrgica da CNBB.

Ele considera que é urgente “criar processos pastorais de formação para todas as assembleias celebrantes, considerando a música litúrgica como elemento essencial da pastoral, integrada nos planejamentos de evangelização nas Igrejas locais”, mais do que dizer ‘o que pode ou não pode’ no canto litúrgico.

A proposta é que os compositores colaborem para que as assembleias sejam formadas para a participação ativa e frutuosa, segundo padre Jair.

Memória agradecida
No início do evento, foi realizada uma memória agradecida dos compositores “da primeira hora”, que produziram música litúrgica intensamente nos primeiros anos após o Concílio: Cônego Amaro Cavalcante, padre José Geraldo Souza, Nicola Vale, padre Jocy Rodrigues, frei Joel Postma, padre Geraldo Leite, padre Silvio Milanez, padre Ney Brasil, padre José Weber, Reginaldo Veloso, José Alves, irmã Miria Kolling e tantos outros que, de acordo com a Comissão, “atuaram para fazer ressoar a voz da Igreja no coração do povo”.

“Semearam com abundância para a colheita musical das gerações que os seguiram”, destacou padre Jair.

Serviço à liturgia
Em um dos momentos do encontro, o bispo de Bonfim (BA) e presidente da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, dom Hernaldo Pinto Farias, conversou com os participantes por videochamada, e os incentivou a vislumbrar novas possibilidades para a vida litúrgica. Para dom Hernaldo, é essencial reunir competências de diversas regiões do país para avançar na qualidade da música litúrgica brasileira.

O bispo defendeu que o foco do compositor e da compositora deve ser o serviço à liturgia, evitando que o desejo de reconhecimento pessoal ou o brilho da própria composição se sobreponham à celebração. Por fim, afirmou que a música litúrgica, quando escolhida e programada com critério, dá o tom da celebração e atinge o coração da assembleia, tendo um impacto maior do que comentários ou homilias.

“A música bem elaborada, num estilo cultural próximo da assembleia que celebra, possibilita que os fiéis levem a mensagem do Evangelho e os mistérios de Cristo para a vida cotidiana”.

Os participantes do evento expressaram gratidão a dom Hernaldo pela presença e pela ternura demonstrada no diálogo, destacando que essa proximidade é vital para aqueles que atuam na liturgia, na música e na evangelização.
Contribuição da Equipe de Reflexão

Os membros da Equipe de Reflexão se revezaram na condução dos trabalhos do evento. Márcio Almeida explicou que a música acontece em culturas concretas, em uma variedade de expressões autênticas. “O que escutamos e cantamos é expressão dos lugares que habitamos e das experiências de Deus nestes lugares”, refletiu. Como questionamento aos compositores, sugeriu a pergunta: “que povo canta em mim quando realizo meu trabalho musical?”

A cantora e antropóloga convidada, Renata Mattar, contribuiu com a reflexão sobre a “Música na Religiosidade Popular”, pensando como a música está presente nos momentos importantes da vida do povo simples e devoto, nos cantos de trabalho e benditos. Renata ponderou como esta música está repleta de referências ao sagrado e à religião, e por isso se torna uma referência essencial para os compositores de música litúrgica. “Uma música que fala ao coração do povo”.

Frei Joaquim Fonseca apresentou uma reflexão sobre a Música Brasileira na Liturgia, destacando a dimensão memorial da música litúrgica: ela retrata a experiência de Deus nas raízes culturais dos povos. A busca destas raízes culturais no Brasil foi realizada desde os primeiros anos após o Concílio Vaticano II, respondendo à questão: “se podemos rezar em nossa própria língua, porque não podemos cantar em nossas expressões culturais?”. Os pesquisadores e compositores “da primeira hora” constataram muitas semelhanças entre as estruturas musicais do canto gregoriano e cantos da etnomúsica brasileira, e seguiram estas descobertas para fazer música litúrgica fiel à grande tradição e às culturas brasileiras.

Partilha musical
Cada participante do encontro teve oportunidade de apresentar composições autorais para o tempo pascal (tema do encontro anterior) e para o Ordinário da Missa. Os participantes puderam opinar e sugerir melhorias sobre as obras dos colegas. A Oficina de Composição – Letra foi conduzida por padre Josenildo Nunes e Márcio Almeida; e a Oficina de Composição – Música foi conduzida por frei Wanderson Freitas, padre Wallison Rodrigues e Adenor Terra. Nos momentos de oração do Ofício das Comunidades e Eucaristia, coordenados por padre José Carlos Sala, Daniela Oliveira e Adenor Terra, os participantes experimentaram composições de salmos e cantos litúrgicos afinados com a tradição da Igreja e da cultura brasileira.

Com informações de Pe. Jair Costa

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Pastoral do Turismo realiza XI Encontro Nacional em Lorena e anuncia Ituporanga como sede de 2027

A cidade de Lorena, no Vale do Paraíba paulista, recebeu, entre os dias 3 e 6 de setembro de 2026, o XI Encontro Nacional da Pastoral do Turismo (PASTUR). Com o tema “Caminhos Sustentáveis e Transformação”, o encontro reuniu agentes da pastoral, religiosos, profissionais do turismo, pesquisadores e representantes de diferentes regiões do Brasil para quatro dias de formação, espiritualidade, partilha de experiências e fortalecimento da missão evangelizadora da Igreja no universo do turismo.


A programação promoveu reflexões sobre os novos caminhos da Pastoral do Turismo no Brasil, relacionando evangelização, hospitalidade, desenvolvimento dos territórios, sustentabilidade, patrimônio, cultura e as transformações que também chegam à comunicação e à atividade turística.

Entre os temas abordados esteve “A expansão da Pastoral do Turismo no Brasil e sua missionariedade que transforma”, apresentado pelo padre Manoel de Oliveira Filho, assessor da PASTUR Nacional. A reflexão destacou a presença missionária da Pastoral e os desafios e possibilidades para sua expansão em novas dioceses e comunidades do país.

A programação formativa também discutiu turismo responsável, planejamento e captação de recursos, com João Gouveia Cezar; hospitalidade e Inteligência Artificial, com o professor Alexandre Panosso Netto; além da experiência do Caminho do Louvor, apresentada por Eduardo Bittelbrunn, relacionando fé, cultura e cuidado com a Casa Comum.

Os minicursos aprofundaram temas como turismo de base comunitária, criação de experiências e serviços turísticos com foco na economia circular; presença digital da PASTUR e utilização da Inteligência Artificial como aliada da missão; e orientações para a estruturação de novos núcleos da Pastoral do Turismo.

Uma roda de conversa também refletiu sobre o papel do guia de turismo religioso e sua contribuição para experiências capazes de integrar conhecimento, patrimônio, cultura e espiritualidade.

Visita técnica aproximou formação e experiência
Um dos destaques da programação foi a visita técnica, que possibilitou aos participantes conhecer espaços de relevância religiosa, histórica, cultural e turística da região.

O roteiro contemplou a Capela Nossa Senhora de Pentecostes, sede da Renovação Carismática Católica do Brasil; o Santuário de São Miguel, em Piquete; a Basílica Menor da Imaculada Conceição; e o Santuário Nossa Senhora da Cabeça, em um percurso por locais da diocese de Lorena e da arquidiocese de Aparecida.


Durante as visitas guiadas, os participantes puderam conhecer a história, a espiritualidade e as características dos locais, vivenciando na prática temas trabalhados ao longo do Encontro e percebendo como patrimônio, turismo e evangelização podem caminhar juntos.

A experiência foi concluída em Aparecida, com visita guiada e participação na Santa Missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Sacerdotes presentes no XI Encontro Nacional da PASTUR também concelebraram a Eucaristia na Basílica, em um significativo momento de comunhão e espiritualidade.

Cultura, fé e devoção na noite de sábado
A programação também reservou espaço para a valorização das manifestações culturais e religiosas dos diferentes territórios brasileiros.

Na noite de sábado, os participantes vivenciaram uma partilha cultural marcada pelo musical “Canções para Nazaré”, que trouxe ao Encontro a história, a cultura e, sobretudo, a profunda devoção do povo paraense a Nossa Senhora de Nazaré.

Por meio de canções e narrativas, a apresentação resgatou histórias e elementos ligados ao Círio de Nazaré, unindo música, memória, identidade cultural e fé em uma experiência que aproximou os participantes de uma das grandes expressões da religiosidade popular do povo paraense.

A noite contou ainda com a participação especial do Padre Antônio Maria, proporcionando um momento de confraternização, música e espiritualidade.

Padre Antônio Maria voltou a participar da programação no domingo pela manhã, quando realizou uma apresentação especial para os participantes, proporcionando mais um momento de fé e evangelização antes do encerramento das atividades.
De Lorena para Ituporanga: o caminho continua em 2027

Ao final do XI Encontro Nacional, a Pastoral do Turismo também voltou o olhar para o próximo destino dessa caminhada. Ituporanga, em Santa Catarina, foi anunciada como sede do Encontro Nacional da PASTUR de 2027, que será realizado de 24 a 27 de novembro.

A escolha possui um significado especial: Ituporanga abriga atualmente o único núcleo da Pastoral do Turismo em Santa Catarina. A cidade e a comunidade local já começam a se articular para acolher agentes, lideranças e representantes da PASTUR vindos de diferentes regiões do Brasil.

A preparação envolve a Pastoral do Turismo local, a Paróquia Santo Estêvão, a diocese de Rio do Sul e representantes do município, fortalecendo também a parceria com o poder público para a organização do encontro e para a valorização das potencialidades religiosas, culturais e turísticas de Ituporanga e da região.

Depois de quatro dias de formação, espiritualidade, cultura, convivência, visitas técnicas e troca de experiências em Lorena, o XI Encontro Nacional reafirmou a missão da Pastoral do Turismo de ser presença da Igreja nos espaços de descanso, lazer, peregrinação e turismo, promovendo acolhida, evangelização, cuidado com a Casa Comum e valorização dos territórios.

Lorena encerra um capítulo dessa caminhada, mas a missão continua. De 24 a 27 de novembro de 2027, os caminhos da PASTUR de todo o Brasil se encontrarão novamente, desta vez em Ituporanga, Santa Catarina.

Com informações da Pastoral do Turismo


quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Seminário Bíblico aprofunda o livro de Daniel durante o Mês da Bíblia 2026


A Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Edições CNBB, promove, nos dias 8, 9 e 10 de setembro, o Seminário Bíblico – Mês da Bíblia 2026. A iniciativa oferece três noites de formação e aprofundamento na Palavra de Deus, sempre às 19h30, com transmissão ao vivo pelos canais Catequese do Brasil e Edições CNBB.

Acompanhe, ao vivo, o primeiro dia:

Livro de Daniel
Neste ano, o livro bíblico proposto para estudo e reflexão durante o Mês da Bíblia é o de Daniel. O texto-base preparado para orientar a celebração e a vivência deste período apresenta aprofundamento bíblico, contextualização histórica e pistas pastorais para ajudar as comunidades a compreenderem a mensagem do livro e sua atualidade.

Marcado por narrativas, símbolos, sonhos e visões, o livro de Daniel apresenta uma mensagem de fidelidade e esperança em meio às adversidades. Surgido em um contexto de forte opressão cultural e religiosa, o texto bíblico recorda que, mesmo diante das tribulações e dos poderes que ameaçam a fé, a história permanece nas mãos de Deus.

Esperança e fidelidade em tempos de desafios
Um dos aspectos centrais do livro é o testemunho de Daniel, que vive no coração do Império Babilônico e exerce funções públicas sem abandonar os valores fundamentais de sua fé. Sua trajetória convida os fiéis a refletirem sobre como viver a fidelidade a Deus em meio às pressões sociais e culturais do próprio tempo, aliando sabedoria, discernimento e perseverança.

O livro também oferece elementos importantes para a compreensão bíblica da esperança na ressurreição. No capítulo 12, diante do sofrimento e da perseguição dos justos, ganha força a certeza de que a morte não tem a última palavra. A esperança na ressurreição torna-se, assim, fonte de coragem para enfrentar as dificuldades do presente.

Outro episódio destacado é a história de Susana, narrada no capítulo 13. Vítima de assédio, abuso de poder e de um julgamento injusto promovido por autoridades de sua própria comunidade, Susana tem sua inocência reconhecida graças à intervenção de Daniel. A narrativa convida à defesa da vida e da dignidade das mulheres e ao enfrentamento das diferentes formas de injustiça.

A linguagem apocalíptica é outra característica marcante do livro. Repleta de símbolos e visões, ela não pretende provocar medo, mas transmitir uma mensagem de esperança. As imagens utilizadas pelo texto apontam para a transitoriedade dos poderes humanos e reafirmam a confiança na vitória de Deus, da verdade e da salvação.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Painel sobre abusos não sexuais convidou a ampliar o olhar para outras formas que podem comprometer a dignidade e a integridade


O IV Encontro da Rede Latino-Americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado continua nesta quarta-feira, 02 de setembro, com momentos de reflexão e partilhas sobre a atuação da Igreja na prevenção e no enfrentamento aos abusos de crianças e adultos vulneráveis.

Pela manhã, após um momento de partilha das ações no âmbito da vida religiosa consagrada, os participantes acompanharam a exposição do padre agostiniano recoleto Antonio Carrón de la Torre sobre os abusos não sexuais nos ambientes eclesiais.

O convite foi para ampliar o olhar para outras formas que podem comprometer a dignidade, a integridade e a liberdade das pessoas no ambiente eclesial.

Padre Carrón, espanhol especialista em Proteção de Menores pela Universidade Gregoriana de Roma, apresentou tipos desses abusos, que podem ser de poder, psicológico, espiritual, de consciência e de confiança, inclusive digital. Também sugeriu mecanismos e indicações para identificá-los.

Uma de suas reflexões foi a respeito do exercício do poder, que faz parte da semelhança divina, mas precisa de limites. Nos contextos eclesiais, é necessária a distinção entre autoridade e poder, o que é usado muitas vezes como sinônimos.

O sacerdote recordou algumas falas do Papa Francisco, que denunciou o elitismo e o clericalismo como fatores que favorecem toda forma de abuso na Igreja, como em agosto de 2018, na Irlanda:

“Esse drama dos abusos, especialmente quando é de proporções amplas e gera um grande escândalo tem por trás situações de Igreja marcadas por elitismo e clericalismo, uma incapacidade de proximidade ao povo de Deus. O elitismo, o clericalismo favorecem toda forma de abuso. E o abuso sexual não é o primeiro. O primeiro é o abuso de poder e de consciência”.

As diferentes vulnerabilidades também foram tipificadas, as quais podem ser uma enfermidade, uma deficiência física ou psicológica ou privação de liberdade.


Ao final, padre Antonio Carrón apresentou dez elementos que podem ser incorporados como um código de ética no âmbito da Igreja, especialmente nos ambientes formativos de religiosos e seminaristas. Entre elas o treinamento credenciado e verificável para aqueles que orientam, formam e governam. e regras sobre questões de conflito de interesses: aqueles que governam não orientam; quem faz acompanhamento de vocacionados não decide sobre admissão, atribuições ou continuidade do serviço.

As indicações ainda preveem o estabelecimento de um canal de denúncias acessível e externo, com nome e informações de contato publicamente disponíveis, e proteção contra represálias, além de consequências para violações, com procedimentos e salvaguardas, incluindo a revogação da autorização de acompanhamento.

Cultura do Cuidado

O IV Encontro da Rede Latino Americana e Caribenha para a Cultura do Cuidado segue até quinta-feira com reflexões e aprofundamentos sobre o trabalho de prevenção e enfrentamento aos abusos a crianças e adultos vulneráveis no ambiente da Igreja.

Participam do evento cerca de 100 pessoas, representando 18 países da América Latina e do Caribe, entre bispos, religiosas e religiosos, padres e leigos. Do Brasil, a delegação conta com secretários executivos de Regionais da CNBB e representantes de regionais da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB).

Luiz Lopes Jr | Fotos: Fiama Tonhá e Paulo Augusto Cruz