terça-feira, 2 de junho de 2026

Em live, Comissão para a Animação Bíblico-Catequética lança hino e programação da II Romaria Nacional de Catequistas


Em live divulgada na última quinta-feira, 28 de maio, a Comissão para a Animação Bíblico- Catequética da CNBB apresentou o que está sendo preparado para a II Romaria Nacional de Catequistas, grande encontro de fé, formação e missão, que acontece nos dias 28 a 30 de agosto, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo.

Além de tirar dúvidas dos participantes sobre a programação, inscrições e novidades da Romaria, o momento foi de acolhida, partilha e animação para catequistas de todo o Brasil que desejam viver essa experiência em Aparecida.

A live foi conduzida pelos assessores da Comissão, Mariana Venâncio e padre Wagner, que além de revelarem as conferências e participantes, também apresentaram uma novidade: a música que animará a II Romaria Nacional de Catequistas. A letra e a música são de Willian Damasceno.

Mariana e padre Wagner

Confira, abaixo, a letra da música:
O que vimos e ouvimos vos anunciamos! (2x)
Catequistas, mensageiros testemunhas verdadeiros.
São sinais de esperança e amor!
É na vida, na missão, com a Igreja, em comunhão, hoje, transmitem a fé no Senhor!

Ouça a música aqui:Tocador de áudio
Use as setas para cima ou para baixo para aumentar ou diminuir o volume.
Dom Juarez Sousa da Silva, arcebispo de Teresina e membro da Comissão, enviou uma mensagem, em vídeo, aos participantes da live:

“Nós vamos compartilhar ali várias experiências vividas no Brasil. A Romaria é sempre um momento forte de encontro – encontro com Cristo, encontro entre os catequistas -, e ela acontecerá aos pés da Virgem Aparecida, Nossa Senhora Aparecida, rainha e padroeira do Brasil, a catequista por excelência. Ela que é uma pedagoga, uma mistagoga e com certeza vai nos inspirar muito.

Essa atmosfera espiritual de Aparecida haverá de nos inspirar, nos iluminar para que seja este momento muito forte da nossa caminhada como catequistas do Brasil. Venham participar deste momento! Vai ser uma maravilha e nós já estamos a partir de agora na contagem regressiva… terá, portanto, o lançamento que hoje é feito e marca uma etapa em que muitos já se inscreveram, mas ainda tem vaga, aí você precisa correr para garantir a sua participação na nossa segunda Romaria Nacional de catequistas do nosso Brasil.

Que Deus nos abençoe e nos faça assumir sempre mais uma catequese com inspiração catecumenal a serviço da iniciação à vida Cristã, porque uma catequese assim proporciona um encontro pessoal com Cristo, a partir da leitura orante que forma discípulos missionários. Venham participar conosco da Segunda Romaria da Catequese no Brasil, de 27 a 29 de agosto, em Aparecida, São Paulo. Que Deus nos abençoe e até lá!”, exortou o bispo.

As Conferências
Cada conferência foi pensada de modo a formar um itinerário: compreender o querigma, reconhecer sua presença na tradição da Igreja, redescobrir sua força transformadora e, sobretudo, aprender a anunciá-lo, com coragem e esperança, diante dos desafios e das luzes do atual tempo.

Nesta edição de 2026 da Romaria estarão presentes dom Leomar Antônio Brustolin; dom Antônio Luiz Catelan Ferreir; dom Jânison de Sá Santos; dom Joel Portella Amado; dom Juarez Marques Sousa da Silva e dom Andherson Franklin Lustoza de Souza.

A primeira conferência será com dom Leomar Brustolin no dia 28 de agosto, às 8h30, com o tema “O Querigma: coração da evangelização”.

A segunda conferência será com dom Catelan na sexta-feira, 28 de agosto, às 10h30, com o tema “O Querigma: da Igreja primitiva ao Papa Leão XIV”.

A terceira conferência acontece no sábado, 29 de agosto, sobre “Do Anúncio ao encontro: experiência que transforma”. Já a conferência 4 será sobre “O Querigma hoje: desafios e oportunidades”. E a conferência 5, no sábado, às 14h, será sobre IVC na prática: partilha de uma experiência; e a 6 será sobre “Querigma e comunidades de discípulos missionários”.
Oficinas

As oficinas aprofundam a prática catequética, em pequenos grupos. Dentre os temas estão: “A renovação da comunidade pela IVC”; “A arte de presidir”; “Catequese e cultura digital”. Além de “A coordenação da catequese; itinerários para formar catequistas” e “Catequese de eucaristia e crisma”.

Esporte, crianças na Praça São Pedro pela paz na Palestina e em Gaza


A iniciativa é promovida pelo Movimento pela Ética, Cultura e Esporte, em parceria com a Universidade Luiss e a Liga Nacional de Futebol Amador. O projeto faz parte da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

Por Francesco Ghirelli*

"Jogar futebol, estudar na universidade. Hoje, uma semente para o futuro na Palestina e em Gaza" é o título do projeto de solidariedade para uma terra martirizada, entregue ao Papa Leão XIV durante a Audiência Geral da quarta-feira, 20 de maio.

A iniciativa é promovida pelo Movimento pela Ética, Cultura e Esporte, junto com a Universidade Luiss e a Liga Nacional de Futebol Amador. Outro parceiro é a Associação para a Cultura, o Esporte e o Lazer (ACSI).

Os organizadores do evento entregam ao Papa uma bola de basquete (@Vatican Media)

Em particular, como que para acompanhar e apoiar a essência do projeto, três pequenos campos foram montados na Praça São Pedro, onde cinquenta crianças — alunos do Ensino Fundamental do Instituto Santa Maria de Roma — jogaram futebol, basquete e vôlei. Isso foi um sinal de esperança de que, na Palestina e em Gaza, o caminho da convivência pode ser retomado, mesmo através da simples experiência do esporte.

Enquanto a morte e a destruição pairam assustadoramente no ar, o projeto pretende plantar uma semente para o diálogo, fortalecendo a convicção de que a convivência pacífica é possível. O projeto exigirá tempo, sabedoria, perseverança e determinação. Na realidade, o caminho começou há três anos com a convicção de que, mesmo nos contextos mais frágeis e precários, é possível iniciar caminhos de paz através do esporte, da brincadeira e até mesmo da educação e do trabalho digno.

O projeto faz parte da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, tendo como referência central o Objetivo 8 (ODS 8): promover o crescimento econômico duradouro, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho para todos.

Em áreas marcadas pelo desemprego, insegurança e falta de perspectivas, investir nos jovens significa construir a paz. O vazio e a escuridão nos chamam à ação. Precisamos agir hoje, não amanhã.

Meninos e meninas palestinos são o foco central. Em última análise, por meio do esporte e da educação universitária, o projeto visa transformar jovens talentos em capital humano qualificado, reduzindo a marginalização, o desemprego e a dependência da assistência humanitária. Também promove caminhos para a independência econômica e social.

A missão é promover tudo isso por meio do esporte e da educação, oferecendo aos jovens oportunidades concretas de formação, emprego e diálogo intercultural com o apoio de uma rede de instituições, universidades e organizações esportivas.

Concretamente, a Liga Nacional de Futebol Amador está entrando em campo com um acordo, atualmente em fase de finalização, com a Academia de Futebol de Belém, com o auxílio da Federação Palestina de Futebol.

Assim, treinadores, preparadores físicos e dirigentes se reunirão na Palestina para organizar estágios e cursos de formação. A ideia é também tentar treinar árbitros e árbitros assistentes.

Tudo isso cria oportunidades de trabalho. E os melhores talentos palestinos também terão a oportunidade de participar de programas de formação na Itália, sediados por clubes de futebol que competem na Liga Nacional Amadora. Nesta perspectiva, um torneio de futebol entre jovens italianos e palestinos será organizado em Belém e Jerusalém neste outono.

O sonho? Organizar um evento simbólico na "terra de ninguém", na área do posto de controle entre Belém e Jerusalém, envolvendo uma equipe palestina, uma israelense e uma italiana. Quando? Temos paciência. Assim que possível, quando as condições forem adequadas.

A Universidade Luiss, em colaboração com a Associação Esportiva Luiss, oferece duas bolsas de estudo por ano letivo para um programa de licenciatura de três anos n Itália. Isto porque o estudo e a educação são reconhecidos como um catalisador fundamental para o crescimento e a união dos povos. O projeto está aberto à participação de outras universidades italianas. Estão atualmente em curso negociações avançadas.

*Presidente do Movimento pela Ética, Cultura e Esporte

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EVANGELHO DO DIA (Mc 12,13-17)

ANO "A" - DIA: 02.06.2026
9ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Que o Pai do Senhor Jesus Cristo nos dê do saber o Espírito, para que conheçais a esperança reservada para vós, como herança!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. 14 Quando chegaram, disseram a Jesus: "Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?" 15 Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: "Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja". 16 Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: "De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?" Eles responderam: "De César". 17 Então Jesus disse: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". E eles ficaram admirados com Jesus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Dar a Deus o que é de Deus"

O mundo nos cobra impostos, mas Deus quer nos dar Seu amor
Que grande alegria começar esse segundo dia do mês de junho, mas também para recordar que é o mês do Sagrado Coração de Jesus. E nós vamos ouvir, no Evangelho de hoje, sobre aquilo que devemos dar a Deus e que devemos dar a César. O Evangelho de São Marcos. E vai dizer para nós o seguinte:

Enviaram-lhe alguns fariseus e herodianos para que o apanhasse alguma palavra. Aproximaram dele e disseram: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus”. “De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”. Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. (Marcos 12,13-17)

Meus irmãos e minhas irmãs, há algo muito importante neste Evangelho: a quem nós temos dado o nosso coração? A Deus ou a César, que significa o mundo?

A tentação de dar a César o que é do Criador
O coração oferecido a Deus é um coração que se refugia para fugir das impurezas deste mundo, para fugir das malícias, daquilo que pode nos levar a desagradar o coração de Deus.

Jesus, porém, conhece o nosso coração. E Ele diz algo importante para aqueles que O estavam interrogando: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Portanto, meus irmãos e minhas irmãs, se a moeda deve voltar a César, nós devemos nos voltar a Deus.

Devolver a nossa vida nas mãos de Deus
Dar a Deus o que é de Deus significa entregar a Ele aquilo que Lhe pertence: nossa vida, nosso coração, nossa vontade e fidelidade. Muitas vezes, damos facilmente as coisas materiais ao mundo, mas resistimos em dar o nosso coração a Deus.

Pagamos impostos, assumimos compromissos sociais, mas nem sempre entregamos a Deus o tempo, a oração e a conversão que Ele merece. Fica a reflexão: eu tenho dado mais tempo para as coisas materiais ou para as coisas que me levam para a vida eterna? Dai a Deus o que é de Deus, e a César o que é de César.

Que o Espírito Santo nos ajude a viver na fidelidade a Deus. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


A força se realiza na fraqueza


A força da fragilidade: o encontro entre a miséria humana e a graça divina

Você já se perguntou o que falta para se sentir plenamente realizado em sua vida, casamento ou profissão? Essa busca por gratificação é o que dá sentido ao viver, mas, para muitos, a resposta é marcada por uma profunda carência afetiva e um vazio existencial que gera angústia e ansiedade.

Créditos: @atlascompany by magnific.com

O vazio existencial e a natureza humana
Esse vazio é fruto da própria natureza humana, que é limitada e precária, afetando nosso inconsciente e gerando sentimentos de inferioridade. Como nascemos pequenos e dependentes, buscamos desesperadamente algo que nos torne grandes aos nossos próprios olhos.

A armadilha das falsas compensações
Quando falta maturidade, é comum depositarmos uma confiança obsessiva em: Carreira e estudos; Bens materiais (carros e casas); Culto ao corpo.

No entanto, quando essas conquistas não satisfazem ou não são alcançadas, o refúgio costuma ser em compensações vazias que podem levar à depressão. Muitas vezes, tentamos fugir do sacrifício e passamos a procurar culpados para nossa insatisfação — seja no governo, nos pais ou na própria natureza.

A descoberta de São Paulo: força na fraqueza
A grande reviravolta espiritual ocorre quando compreendemos que, para quem ama a Deus, “tudo concorre para o seu bem”, inclusive a própria fraqueza humana. São Paulo revolucionou sua vida ao entender a resposta divina diante de suas humilhações: “Basta-te a minha graça: a força se realiza na fraqueza”. Ao aceitar suas limitações por Cristo, ele descobriu que é justamente no momento da fraqueza que se torna verdadeiramente forte.

Exemplos de superação: o caso de São João Maria Vianney
A história da Igreja confirma que Deus utiliza as limitações para realizar obras extraordinárias. São João Maria Vianney é um exemplo clássico: possuía inteligência medíocre, pouca cultura e dificuldades extremas nos estudos. Ele foi ordenado e nomeado para uma paróquia difícil quase “por favor”, mas sua aparente fraqueza tornou-se sua maior vitória e grandeza através da confiança total no poder de Deus.

O encontro da miséria com a misericórdia
Deus não se afasta de nossas fraquezas; ao contrário, Ele é atraído por nossa pequenez quando ela é acompanhada de humildade e confiança. Como diz o salmista, o abismo da nossa miséria atrai o abismo da misericórdia divina.

Como vencer através da aceitação
Não há motivo para medo ou queixas diante das deficiências se nos colocarmos nas mãos de Deus, dispostos a seguir sua vontade. Ao unir o sofrimento à morte e ressurreição de Jesus, encontramos vitória no fracasso e vida na dor. Esse foi o segredo de Santo Agostinho ao celebrar a “feliz culpa” que nos trouxe um Redentor tão grande.

São Marcelino e São Pedro Mártires

Pouco se sabe sobre a origem desses dois santos mártires. Marcelino era presbítero e Pedro, exorcista. Ambos eram muito conhecidos pela comunidade e foram denunciados por serem cristãos e estarem trabalhando pela conversão de muitas pessoas. Conta-se que eles realizaram milagres, dentre os quais a cura da filha do seu carcereiro, chamado Artêmio, que se converteu ao cristianismo com sua família.

Os santos Marcelino e Pedro foram condenados à morte durante a perseguição do imperador Diocleciano no ano 304. De acordo com o Papa São Dâmaso, eles foram levados ao lugar do suplício no meio de uma floresta, chamada Selva Negra, onde foram obrigados a cavar com as próprias mãos a sua sepultura, para que seus corpos ficassem ocultos; por fim, foram decapitados. Tempos depois, uma mulher piedosa chamada Lucina sepultou dignamente seus corpos em Roma, junto à Via Labicana, no cemitério “ad Duas Lauros”.

Uma invocação nasceu do povo, que rezava: “Marcelino e Pedro, poderosos protetores, escutem nossos clamores”.

Colaboração: Josimeri Farias

Reflexão:

Os mártires são as grandes testemunhas de fé cristã, foram homens e mulheres que não temeram derramar seu sangue em favor da fidelidade ao Cristo e a Igreja. A vida dos santos Marcelino e Pedro nos inspiram a ter gestos e palavras de conforto para com os sofredores e, sobretudo, a dedicar nossas vidas para proclamar a Palavra santificadora do Evangelho em todo tempo e lugar.

Oração:

Senhor Deus Todo-poderoso, concede-nos a graça de uma evangelização centrada no amor, de forma que muitas famílias se convertam e se tornem sinais visíveis deste amor que santifica e salva. Te pedimos a sensibilidade de perceber as necessidades daqueles que estão ao nosso redor e a força para não ter medo das exigências de ser seu discípulo. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Pastoral amplia mobilização pelo Junho Violeta, mês dedicado ao enfrentamento da violência contra a pessoa idosa


A Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), adere ao Junho Violeta, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a pessoa idosa. A iniciativa mobiliza líderes voluntários em mais de 2.000 municípios brasileiros para ações de prevenção, acolhimento e denúncia.

O ponto alto da campanha será no dia 15 de junho, às 12h, com uma Missa no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR), com transmissão ao vivo para todo o Brasil pela TV Evangelizar. A celebração reunirá coordenadores, líderes da PPI e a comunidade em geral em um momento de oração e compromisso com a dignidade da pessoa idosa.

Neste ano, o tema proposto pela PPI traz a frase: “Marcas? Só as do tempo, não as de dor.” A campanha convida a sociedade a refletir sobre os diferentes tipos de violência que atingem pessoas com 60 anos ou mais, muitas vezes silenciosas, praticadas dentro de casa por familiares e cuidadores.


Alerta urgente
Segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o Brasil registrou um aumento expressivo nas denúncias de violência contra pessoas idosas em 2025, com crescimento de 140% nos primeiros três meses do ano em comparação ao período anterior. Foram mais de 4.700 denúncias ao longo do ano. O perfil das vítimas revela que 58,6% são mulheres, e os principais agressores são os próprios filhos (29,5%). Ou seja, a violência acontece, majoritariamente, dentro do ambiente familiar.

O papel do líder da PPI na prevenção
A coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, Dra. Dione Menz, psicóloga, enfermeira e doutora em Educação pela UFPR, destaca a importância do olhar atento do líder voluntário durante as visitas domiciliares: “Nós, da Pastoral da Pessoa Idosa, somos a presença de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo que entra na casa dos mais vulnerabilizados. Por vezes, percebemos infinitas violências; não só a física, mas também a econômica, a psicológica. Precisamos articular ações em rede. Ao chegar a uma casa e perceber uma situação, converse com seu coordenador, pense que ações podemos articular na proteção da pessoa idosa.”

A Dra. Dione convoca todos os líderes a se mobilizarem durante o mês de junho: “Organizem uma missa, articulem uma mobilização, façam uma fala no Conselho de Direitos… Como somos a ternura de Deus que chega a cada pessoa idosa, também somos aqueles que, a partir de Paulo Freire, fazemos a denúncia de situações difíceis e anunciamos possibilidades e esperança.”

O que diz o Guia do Líder
O Guia do Líder da PPI, instrumento fundamental de formação dos voluntários, dedica o
capítulo 6.7 ao tema da violência contra a pessoa idosa. Nele, são apresentados os tipos de
violência definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Estatuto da Pessoa
Idosa (Lei no 10.741/2003):

● Violência Física: uso da força que cause dor, lesão ou sofrimento.
● Violência Psicológica ou Moral: humilhações, ameaças, isolamento social.
● Violência Financeira ou Patrimonial: apropriação indevida de aposentadoria, bens
ou cartões bancários.
● Negligência: omissão de cuidados básicos de saúde, alimentação e higiene.
● Abandono: desamparo por quem tem dever legal de cuidado.
● Violência Institucional: maus-tratos em serviços públicos ou privados.
● Discriminação/Idadismo: restrição de direitos em razão da idade.

O Guia orienta o líder a agir com cautela, discrição e responsabilidade diante de situações de violência. Entre as recomendações estão: ouvir a pessoa idosa sem a presença do agressor, praticar a escuta ativa sem julgamentos, manter sigilo das informações, e buscar orientação com profissionais da Assistência Social por meio do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
Como denunciar

O Disque 100 é o canal oficial e gratuito do Governo Federal para denúncias de violações de direitos humanos. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias, com garantia de anonimato. A denúncia pode interromper um ciclo de dor e salvar vidas. Além disso, o líder da PPI pode buscar apoio nos Conselhos dos Direitos da Pessoa Idosa municipais e estaduais, nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Serviço

Missa em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa
Idosa — Junho Violeta 2026
DATA e HORÁRIO: 15 de junho de 2026, às 12h
LOCAL: Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, Curitiba (PR)
Transmissão: TV Evangelizar (nacional)
Realização: Pastoral da Pessoa Idosa (PPI)
Contato para imprensa: PPI Nacional (41) 3076-6529 (telefone e WhatsApp)
Sobre a Pastoral da Pessoa Idosa

Fundada em 5 de novembro de 2004 pela Dra. Zilda Arns Neumann, a Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) é um organismo da CNBB que atua em 2.000 municípios brasileiros, com mais de 20 mil líderes voluntários capacitados, acompanhando cerca de 100 mil pessoas idosas por meio de visitas domiciliares mensais. A missão da PPI é promover a dignidade, a qualidade de vida e a defesa dos direitos da pessoa idosa, com foco especial nas mais vulnerabilizadas.

Por Pastoral da Pessoa Idosa Nacional | Assessoria de Comunicação

Leão XIV no Angelus: polarizações e desprezo pelas diferenças levam à destruição


"Hoje, porém, queridos irmãos e irmãs, é festa! A festa de Deus é a nossa festa", disse Leão XIV em sua alocução antes de rezar o Angelus. "Quem não acolhe este Espírito, envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem alegria no coração".

Vatican News

Uma circulação de amor que vivifica e une as três Pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Assim, no Angelus deste domingo, que encerra o mês tradicionalmente dedicado à Virgem Maria, Leão XIV explica aos milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, o significado da Solenidade da Santíssima Trindade celebrada neste domingo, 31 de maio. Um amor sempre ardente ao qual a humanidade pode recorrer para criar unidade, para além de todas as barreiras do ódio.

A vida em Jesus é uma comunhão dinâmica e fecunda
A Igreja, observa o Papa em sua reflexão, é "sacramento de comunhão, espaço de encontro". Portanto, é um reflexo desse amor trinitário alimentado pelo fogo do Espírito. Esse Espírito de que Jesus falou a Nicodemos é relembrado na Liturgia, cuja noite foi iluminada "com a verdade que, na festa de hoje, ressoa em todas as nossas igrejas":

“Quem não acolhe este Espírito, envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem alegria no coração. Hoje, porém, queridos irmãos e irmãs, é festa! A festa de Deus é a nossa festa.”

Ao celebrarmos hoje o Mistério do Deus Trindade, é-nos oferecida a oportunidade de repensar o caminho percorrido, a partir do seu centro: a vida de Deus que nos foi dada em Jesus Cristo. Esta vida é uma comunhão dinâmica, inesgotável e fecunda, que agora nos envolve: o Espírito que une o Pai e o Filho foi, efetivamente, derramado nos nossos corações, de modo que no mundo toma forma a Igreja, sacramento de comunhão, espaço de encontro, de amor e de vida, onde o céu e a terra já se tocam.

A Trindade nos faz amar tudo e todos
Nicodemos era membro do Sinédrio, o Conselho dos chefes de Israel. O Pontífice recorda como ele não se juntou ao coro de desprezo por Jesus, convidando, em vez disso, a todos a ouvi-lo antes de o condenarem. Ele havia vivenciado um encontro que o transformaria profundamente, abrindo seu coração "para a nova verdade e a verdadeira novidade", a da vida em Cristo. Leão XIV nos exorta a reviver a jornada de Nicodemos e a celebrar com um espírito de alegria:

A vida de Deus é maravilhosa e envolvente, traz paz ao nosso coração, muitas vezes tão inquieto, e faz-nos encontrar irmãos e irmãs na alegria do Espírito. A Trindade leva-nos a amar tudo e todos: descobrimos que cada criatura foi feita para a comunhão, a relação, o encontro. E, por contraste, compreendemos por que razão as divisões, as polarizações e o desprezo pelas diversidades trazem ao mundo destruição, tristeza e aridez.

Papa Leão XIV
Angelus
Praça de São Pedro
Solenidade da Santíssima Trindade
31 de maio de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Há uma semana, com a solenidade de Pentecostes, concluiu-se o Tempo Pascal. Ao celebrarmos hoje o Mistério do Deus Trindade, é-nos oferecida a oportunidade de repensar o caminho percorrido, a partir do seu centro: a vida de Deus que nos foi dada em Jesus Cristo. Esta vida é uma comunhão dinâmica, inesgotável e fecunda, que agora nos envolve: o Espírito que une o Pai e o Filho foi, efetivamente, derramado nos nossos corações, de modo que no mundo toma forma a Igreja, sacramento de comunhão, espaço de encontro, de amor e de vida, onde o céu e a terra já se tocam.

O Evangelho da Liturgia de hoje (Jo 3, 16-18) apresenta-nos Nicodemos, uma importante personalidade de Israel, que se sentiu profundamente atraído por Jesus. Tanto assim que foi ter com Ele – à noite, para não ser visto –, ansioso por conhecer melhor este misterioso Mestre e de fazer-lhe algumas perguntas. Recebendo-o, o Senhor deu importância à sua busca. Surpreendeu-o, declarando-lhe que também um adulto podia renascer e deixou-o intuir que a vida de Deus poderia transformar a sua vida. Jesus falou a Nicodemos sobre o Espírito Santo, iluminou a sua noite com a verdade que, na festa de hoje, ressoa em todas as nossas igrejas: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (v. 16). E ainda: «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (v. 17).

Caríssimos, no Mistério de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, estamos em casa, tal como Nicodemos sentiu-se em casa junto de Jesus. A vida de Deus é maravilhosa e envolvente, traz paz ao nosso coração, muitas vezes tão inquieto, e faz-nos encontrar irmãos e irmãs na alegria do Espírito. A Trindade leva-nos a amar tudo e todos: descobrimos que cada criatura foi feita para a comunhão, a relação, o encontro. E, por contraste, compreendemos por que razão as divisões, as polarizações e o desprezo pelas diversidades trazem ao mundo destruição, tristeza e aridez.

Nicodemos fazia parte do Sinédrio, o Conselho dos chefes de Israel. Quando ouviu ali palavras de desprezo contra Jesus, convidou todos a ouvi-lo antes de o condenarem. Tinha recebido de Deus, por intermédio do próprio Cristo, o Espírito de comunhão, que abre o coração à nova verdade e à verdadeira novidade. Quem não acolhe este Espírito, envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem alegria no coração. Hoje, porém, queridos irmãos e irmãs, é festa! A festa de Deus é a nossa festa. Por isso, São Paulo escreve aos Coríntios: «sede alegres, tendei para a perfeição, confortai-vos uns aos outros, tende um mesmo sentir, vivei em paz e o Deus do amor e da paz estará convosco» (2 Cor 13, 11).

E agora, com a oração do Angelus, dirigimo-nos à Virgem Maria: que no seu “sim” à Vontade divina floresça também o nosso “sim” ao amor da Santíssima Trindade.

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EVANGELHO DO DIA (Mc 12,1-12)


ANO "A" - DIA: 01.06.2026
9ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERMELHO)
MARTÍRIO DE SÃO JUSTINO

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Jesus Cristo, a fiel testemunha, primogênito dos mortos, nos amou e do pecado nos lavou, em seu sangue derramado.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas: "Um homem plantou uma vinha, cercou-a, fez um lagar e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha a alguns agricultores, e viajou para longe. 2 Na época da colheita, ele mandou um empregado aos agricultores para receber a sua parte dos frutos da vinha. 3 Mas os agricultores pegaram no empregado, bateram nele, e o mandaram de volta sem nada. 4 Então o dono da vinha mandou de novo mais um empregado. Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram. 5 Então o dono mandou ainda mais outro, e eles o mataram. Trataram da mesma maneira muitos outros, batendo em uns e matando outros. 6 Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido. Por último, ele mandou o filho até aos agricultores, pensando: 'Eles respeitarão meu filho'. 7 Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros: 'Esse é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa'. 8 Então agarraram o filho, o mataram, e o jogaram fora da vinha. 9 Que fará o dono da vinha? Ele virá, destruirá os agricultores, e entregará a vinha a outros. 10 Por acaso, não lestes na Escritura: 'A pedra que os construtores deixaram de lado, tornou-se a pedra mais importante; 11 isso foi feito pelo Senhor e é admirável aos nossos olhos'?" 12 Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus, pois compreenderam que havia contado a parábola para eles. Porém, ficaram com medo da multidão e, por isso, deixaram Jesus e foram-se embora.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Produzir frutos na vinha do Senhor"

Produzir frutos exige coragem e entrega
Com muita alegria, nós iniciamos este tempo, este novo mês. Hoje, nós comemoramos a memória de São Justino. Nós pedimos a sua intercessão para acolhermos a vontade de Deus, como vai nos mostrar o Evangelho de hoje, que possamos produzir muitos frutos. O Evangelho de Marcos vai nos dizer algo importante:

E começou a falar-lhes em parábolas: Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha aos vinhateiros e ausentou-se daquela terra. A seu tempo enviou aos vinhateiros um servo para receber uma parte do produto da vinha. (Marcos 12, 1-12)

Meus irmãos e minhas irmãs, a vida de São Justino foi também algo muito semelhante àquilo que nós escutamos no Evangelho de hoje. A vinha e os vinhateiros, ou seja, o Filho que foi ali manifestado, mas que foi torturado, rejeitado e morto. Para dizer que isso acontecerá também com Jesus Cristo. O Filho do Pai, que foi enviado, mas que foi rejeitado. Ou seja: produzir frutos na vinha do Senhor.

Testemunho e verdade
São Justino também foi rejeitado por testemunhar a verdade. Agora, meus irmãos e minhas irmãs, quando eu acolho o Filho do Pai, eu preciso estar consciente de que eu preciso dar muitos frutos através do meu testemunho, da minha vida de oração, da minha vocação e dos dons e talentos que Deus me dá. Porque, para testemunhar a verdade, é preciso ter a coragem de reconhecer que o Filho de Deus foi enviado para nos salvar. Mas podemos também viver o contrário. Sabendo de tudo isso, podemos rejeitá-lo.

A vinha que Deus nos confiou
Peçamos ao Senhor três graças através deste Evangelho: reconhecer que a nossa vida é uma vinha de Deus; não rejeitar a palavra quando ela for nos oferecida; e quando ela nos levar a uma correção, ter a coragem de testemunhar Jesus Cristo como fez São Justino.

E quando o Senhor vier procurar frutos em nossa vinha, que Ele possa encontrar uma fé viva, um coração convertido e uma vida entregue a Ele. Se assim nós procedermos, seremos homens e mulheres que darão frutos cem, setenta e cem por um.

Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova