quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Conselho Episcopal Pastoral testa inovações para processos de votação eletrônica em vista da 62ª Assembleia Geral da CNBB


O arcebispo de Santa Maria (RS) e coordenador do grupo de redação das Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), dom Leomar Brustolin, apresentou aos membros do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), na tarde da terça-feira, 10 de fevereiro, a versão final do “Instrumento de Trabalho” a ser aprovado na 62ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a ser realizada de 15 a 24 de abril deste ano.

Dom Leomar ressaltou que o texto não é resultado do esforço de um grupo de trabalho, mas de um processo sinodal que dura 4 anos e foi pensando como forma de acolher, na Igreja no Brasil, as indicações do Sínodo sobre a Sinodalidade. O coordenador do grupo de redação informou que o texto será enviado a todos os bispos do Brasil ainda nesta terça-feira, 10 de fevereiro, e ressaltou que as palavras essenciais que animaram o sínodo (comunhão, participação e missão) são palavras essenciais para compreender o texto das diretrizes.

“O objetivo não é termos uma dissertação ou tese, mas um grande conjunto de diretrizes que apontam o caminho que vai animar a vida da Igreja no Brasil nos próximos anos. O texto é resultado de uma grande escuta e leva também em consideração as informações do último Censo Demográfico do Brasil”, disse.

O texto é organizado em 7 partes (Tenda: lugar do encontro, Escuta dos Sinais dos Tempos – sinais de esperança e desafios -, Discernimento e conversão pastoral – comunhão, participação e missão -, povo de Deus em Missão: laicato, vida consagrada e ministros ordenados, Caminhos da Missão, Compromissos sinodais – conversão das relações, processos e vínculos-, e Conclusão).

Foi pontuado pelos membros do Consep a importância de criar instrumentos e orientações para tornar as diretrizes conhecidas, vivenciadas e experimentadas nos planejamentos pastorais e considerar que elas são a opção feita, pela Igreja no Brasil, como modo de acolhida e recepção do Sínodo sobre a Sinodalidade no país.

Dom Leomar apresenta o “Instrumento de Trabalho” das DGAE. 
| Fotos: Paulo Augusto – ASCOM CNBB.

Teste de votação digital e eletrônica
Um outro ponto a ser encaminhado como inovação para a próxima assembleia foi o teste de um sistema de votação digital que pode ser adotado para votação de documentos e eleições. O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, reforçou o princípio na adoção de um sistema de votação digital: “avançar como menos papel, mais tempo, confiabilidade e mais tecnologia que está à disposição de votação eletrônica”.

O subscretário da CNBB, padre Leandro Megeto, apresentou a empresa X Vote que oferece um Sistema de Votação Eletrônica já testado em eventos de organismos eclesiais e possui experiência de atendimento em votações de assembleias. A representante da empresa, Alessandra Revinthis, auxiliou nas explicações técnicas do teste realizado.


Cada participante da reunião do Consep, recebeu um aparelho eletrônico de votação (keypad). Após a explicação do equipamento e de todo o passo-a-passo do processo de votação, foram efetuadas várias votações em caráter de teste como oportunidade de verificar o desempenho da metodologia e da ferramenta.

A avaliação dos bispos, após o teste feito com o sistema, é que a votação eletrônica permitirá ganhar muito tempo de compilação dos dados. O teste foi feito com parágrafos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, texto que será apreciado pelos bispos na próxima assembleia geral da CNBB em abril.

Na última parte da reunião, os participantes fizeram um discernimento sobre propostas de temas para a Campanha da Fraternidade 2028. Os temas e sugestões foram apresentados pelo secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul.


Por Willian Bonfim

O Papa: a Palavra de Deus sacia a nossa sede de sentido, de verdade sobre as nossas vidas


Leão XIV prosseguiu com o ciclo de catequeses sobre a Constituição Conciliar Dei Verbum. "A Igreja é o lugar próprio da Sagrada Escritura. Sob a inspiração do Espírito Santo, a Bíblia nasceu do povo de Deus e é destinada ao povo de Deus", disse o Papa, ressaltando que toda a Escritura proclama Jesus Cristo e "a sua presença salvadora, para cada um de nós e para toda a humanidade". "Abramos, pois, os nossos corações e mentes para acolher este dom, na escola de Maria, Mãe da Igreja", sublinhou.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação Divina na Audiência Geral, desta quarta-feira (11/02), realizada na Sala Paulo VI.

Na catequese de hoje, o Pontífice se deteve no capítulo sexto da Constituição conciliar a propósito da "profunda e vital ligação entre a Palavra de Deus e a Igreja".

A Igreja é o lugar próprio da Sagrada Escritura. Sob a inspiração do Espírito Santo, a Bíblia nasceu do povo de Deus e é destinada ao povo de Deus. Na comunidade cristã, por assim dizer, tem o seu habitat: na vida e na fé da Igreja, encontra o espaço para revelar o seu sentido e manifestar a sua força.

O Papa recordou que "a Igreja nunca deixa de refletir sobre o valor da Sagrada Escritura" e que "após o Concílio, um momento muito importante a este respeito foi a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre o tema 'A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja', em outubro de 2008".

De acordo com Leão XIV, "na comunidade eclesial, a Escritura encontra o contexto necessário para cumprir a sua tarefa específica e alcançar o seu objetivo: dar a conhecer Cristo e abrir ao diálogo com Deus".

A seguir, o Papa citou esta expressão de São Jerônimo: «A ignorância da Escritura é, de fato, a ignorância de Cristo». Ela nos lembra "o propósito último da leitura e da meditação das Escrituras: conhecer Cristo e, por meio d’Ele, entrar em comunhão com Deus, comunhão que pode ser entendida como uma conversa, um diálogo".

Leão XIV disse ainda que "a Constituição Dei Verbum nos apresentou a Revelação como um diálogo, em que Deus fala aos homens como amigos. Isto acontece quando lemos a Bíblia numa atitude interior de oração: então Deus vem ao nosso encontro e entra em diálogo conosco".

A Sagrada Escritura, confiada à Igreja, por ela guardada e explicada, desempenha um papel ativo: com efeito, com a sua eficácia e poder, dá sustento e força à comunidade cristã. Todos os fiéis são chamados a beber desta fonte, sobretudo na celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos.

Segundo o Papa, "o amor pela Sagrada Escritura e a familiaridade com ela devem guiar aqueles que exercem o ministério da Palavra: bispos, sacerdotes, diáconos, catequistas. O trabalho dos exegetas e dos que praticam a ciência bíblica é precioso; e a Escritura ocupa um lugar central na teologia, que encontra o seu fundamento e a sua alma na Palavra de Deus".

Leão XIV sublinhou que "o que a Igreja ardentemente deseja é que a Palavra de Deus chegue a cada membro e alimente a sua caminhada de fé. Mas a Palavra de Deus também impele a Igreja para além de si mesma, abrindo-a continuamente à missão de chegar a todos".

De fato, vivemos rodeados de tantas palavras, mas quantas delas são vazias! Por vezes, ouvimos até palavras sábias que, no entanto, não tocam o nosso destino final. A Palavra de Deus, pelo contrário, sacia a nossa sede de sentido, de verdade sobre as nossas vidas. É a única Palavra que é sempre nova: revelando-nos o mistério de Deus, é inesgotável, nunca deixa de oferecer as suas riquezas.

O Papa concluiu, dizendo que "vivendo na Igreja, aprendemos que a Sagrada Escritura está totalmente relacionada com Jesus Cristo e experimentamos que esta é a razão profunda do seu valor e do seu poder. Cristo é o Verbo vivo do Pai, o Verbo de Deus feito carne. Toda a Escritura proclama a sua Pessoa e a sua presença salvadora, para cada um de nós e para toda a humanidade. Abramos, pois, os nossos corações e mentes para acolher este dom, na escola de Maria, Mãe da Igreja".

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EVANGELHO DO DIA (Mc 7,14-23)

ANO "A" - DIA: 11.12.2026
5ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: "Escutai todos e compreendei: 15 o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 16 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça". 17 Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola. 18 Jesus lhes disse: "Será que nem vós compreendeis? Não entendeis que nada do que vem de fora e entra numa pessoa, pode torná-la impura, 19 porque não entra em seu coração, mas em seu estômago e vai para o fossa?" Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros. 20 Ele disse: "O que sai do homem, isso é que o torna impuro. 21 Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22 adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23 Todas estas coisas más saem de dentro, e são elas que tornam impuro o homem".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Jesus e a moralidade humana: Como nossas intenções revelam quem somos"

O coração humano: fonte das nossas escolhas e da moralidade cristã
Naquele tempo, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai todos e compreendei, o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça” (Marcos 7,14-23).

Meus irmãos e irmãs, Jesus apresenta o coração humano como sendo a sede das escolhas, das ações e dos comportamentos. Segundo a Doutrina Católica, o ser humano é “pai dos seus atos”, isto é, ele é genitor, ele dá origem e consistência a esses atos.

A moralidade dos atos humanos depende de três coisas: o objeto escolhido; o fim que se tem em vista ou a intenção; e as circunstâncias da ação.

Os três pilares da ação humana: objeto, intenção e circunstância
O objeto, a intenção e as circunstâncias são a fonte ou os elementos constitutivos da moralidade humana. Primeiro, o objeto escolhido é um bem para o qual a vontade se encaminha e a matéria de um ato humano. Ele especifica moralmente o ato da vontade na medida em que a razão o reconhece e o julga, conforme ou não o verdadeiro bem.

Em face do objeto, a intenção coloca-se do lado da pessoa que age, porque está na fonte voluntária da ação; é um elemento essencial na qualificação da moralidade da ação.

O fim, em vista, é o primeiro dado da intenção e designa a meta a atingir com determinada ação. O que eu pretendo com a minha ação? O que eu quero? Por exemplo: um serviço prestado pode ter um fim de ajudar o próximo, mas pode ser inspirado, ao mesmo tempo, pelo amor de Deus, como fim último de todas as ações.

Uma mesma ação pode também ser inspirada por várias intenções, como prestar um serviço para obter um favor ou para satisfazer uma vaidade.

Uma intenção boa, como ajudar o próximo, não torna bom nem justo um comportamento em si que seja desordenado, como a mentira ou a maledicência. Aquela velha frase: o fim não justifica os meios.

A redenção que cura o coração e transforma nossas intenções
Por fim, as circunstâncias, incluindo as consequências, são elementos secundários de um ato moral. Estas, contribuem para agravar ou para atenuar a bondade ou a malícia moral dos atos humanos.

Por exemplo, o montante de um roubo: uma coisa é alguém que roubou uma caneta, outra coisa uma pessoa que roubou um carro.
Podem também diminuir ou aumentar a responsabilidade do agente, por exemplo, agir por medo da morte, em legítima defesa.

Jesus, como um bom conhecedor do coração humano, sabe que a sua redenção precisa chegar no mais íntimo do nosso ser. Deste modo, sairão do nosso interior, apenas boas ações, escolhas boas, intenções e finalidades boas.

Sobre todos vós, desça a benção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


Nossa Senhora (Devoção)

🩵 Nossa Senhora das Graças
Uma Mãe que vem ao encontro dos filhos
A devoção a Nossa Senhora das Graças nasce do infinito amor de Deus que, por meio de Maria, visita o Seu povo para oferecer proteção, luz e abundância de graças

As aparições a Santa Catarina Labouré, em 1830, em Paris, não foram simples manifestações, mas um verdadeiro convite do Céu para que a humanidade redescobrisse a ternura e a intercessão da Mãe.

Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com.

1. “Vinde ao altar” — A Mãe que nos conduz a Jesus
Uma das mensagens mais fortes da aparição é este chamado: vir ao altar.

Maria aparece a Catarina exatamente enquanto esta é conduzida para a capela. É ali, diante de Jesus Eucarístico, que Nossa Senhora deseja encontrar os seus filhos.

A devoção a Nossa Senhora das Graças nunca nos afasta de Jesus; ao contrário, Maria nos leva ao altar, à adoração, ao encontro com o Seu Filho. Ela abre o caminho, ilumina a alma e desperta, no coração, o desejo de estar mais perto de Deus.

2. “Espalharei graças sobre aqueles que as pedirem”
Na Medalha Milagrosa, Maria aparece com as mãos estendidas, de onde jorram raios luminosos: são as graças que Deus concede por meio de sua intercessão. Os raios apagados, porém, revelam uma mensagem profunda:

“São as graças que não são concedidas porque não são pedidas.”
Maria não apenas pode interceder por nós — ela deseja fazê-lo.
É uma Mãe que se inclina para os filhos e diz:
“Peçam! Venham! Confiam! Eu desejo derramar graças sobre vocês.”

É uma mensagem de esperança para quem sofre, para quem luta, para quem necessita de luz, cura, força e consolo. Ela quer nos ensinar a pedir, a suplicar, a abrir o coração à ação de Deus.

3. “Protejo aqueles que se colocam sob o meu manto”
O manto de Nossa Senhora das Graças é símbolo de abrigo, defesa e paz.

A Mãe da Medalha Milagrosa não promete ausência de problemas; ela promete presença, companheirismo e proteção no meio das tribulações.

Colocar-se debaixo desse manto significa confiar que Maria está ao nosso lado, intercede por nós, toma nossas dores como suas e nos conduz com segurança ao coração de Jesus.

4. A força dos rogos de Maria
Na mensagem da Medalha, contemplamos uma Mãe poderosa não por si mesma, mas porque o próprio Deus quis assim. Em Caná, antes mesmo da “hora” de Jesus, é o pedido de Maria que desencadeia o milagre.

Isso revela que:
Os rogos de Maria tocam profundamente o coração de Deus.

E se os rogos dela têm força, é porque são sempre movidos pelo amor e pela vontade do Filho.

5. Uma devoção para os tempos difíceis
Nossa Senhora das Graças aparece num tempo de crises sociais, morais e espirituais — assim como o nosso tempo. Seu apelo continua atual:buscar a Deus com um coração confiante;
aproximar-se dos sacramentos;
pedir as graças do céu;
interceder pelos que se afastaram;
e viver com esperança, mesmo em meio às lutas.

Maria não veio trazer medo, mas graça. Não veio anunciar castigos, mas misericórdia. Não veio erguer barreiras, mas abrir caminhos de salvação.

Leia mais:

Uma devoção que nos transforma
Ser devoto de Nossa Senhora das Graças é abrir a alma a um caminho de fé mais profundo. É aprender com Maria a humildade, a confiança, a entrega e a súplica perseverante. É deixar-se envolver por seu manto e caminhar com Ela rumo a Jesus, acolhendo as graças que Deus deseja derramar.

E cada vez que seguramos a Medalha Milagrosa, lembramos:

Maria está próxima.
Maria intercede.
Maria cuida.
Maria derrama graças sem medida.

Sônia Venâncio
Missionária da C. Canção Nova

São Pedro de Jesús Maldonado

Pedro de Jesús Maldonado Lucero nasceu na cidade de Chihuahua, 15 de junho de 1892. Ingressou aos 17 anos no seminário de Chihuahua, no México. Abandonou os estudos por um certo tempo, devido a problemas no seminário e pela suspensão das aulas por causa dos conflitos políticos de 1914, decidiu então se dedicar a aprender música.

Foi ordenado sacerdote em El Paso, no estado do Texas, Estados Unidos, em 1918. Desse momento se dedicou com muito entusiasmo à catequese das crianças, incremento notavelmente a adoração noturna e as associações marianas.

Seu propósito como seminarista: "Tenho pensado em ter meu coração sempre no céu e no tabernáculo”. Este se tornou o ideal de sua vida e fonte de toda a sua atividade sacerdotal.

Sacerdote apaixonado pelo Santíssimo Sacramento, ele era um adorador contínuo e fundador de muitas voltas de adoração noturna entre os paroquianos confiados a ele. Em 10 de fevereiro de 1937, na quarta-feira de cinzas, ele celebrou a Eucaristia, transmitiu as cinzas e dedicou-se a confessar. De repente, um grupo de homens armados veio prendê-lo.

Padre Pedro tomou um relicário com as hóstias consagradas e seguiu seus perseguidores. Ao chegar à presidência do município, políticos e policiais o insultaram e o espancaram. Um tiro de pistola na testa fraturou seu crânio e fez seu olho esquerdo explodir. O padre, banhado em sangue, caiu quase inconsciente; o relicário se abriu e as hóstias caíram. Coma isso. Pelas mãos de seu carrasco, ele cumpriu seu desejo de receber o Santíssimo Sacramento antes de morrer.

Em agonia, foi transferido para um hospital público em Chihuahua e, no dia seguinte, 11 de fevereiro de 1937, aniversário de sua ordenação sacerdotal, o padre martirizado consumou seu glorioso sacrifício.

Foi beatificado no dia 22 de novembro de 1992 e canonizado em 21 de maio de 2000 pelo papa João Paulo II.

Reflexão:

"Por isso Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na Terra será ligado nos Céus; tudo o que tu desligares na Terra será desligado nos Céus".

Oração:

São Pedro Maldonado, rogai por nós! Pai nosso que estais nos céus santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido e não nos deixeis cair em tentação mas livrai-nos do mal, Amém.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Liturgistas refletem sobre o Sacramento do Matrimônio em 37ª Assembleia dos Liturgistas do Brasil e da 11ª Jornada Litúrgica



De 26 a 30 de janeiro, o bispo de Bonfim (BA), dom Hernaldo Pinto Farias, juntamente com os assessores da Comissão Episcopal para a Liturgia, participou da 37ª Assembleia dos Liturgistas do Brasil e da 11ª Jornada Litúrgica, realizadas na Casa de Retiro São José, na Ilha de Itaparica (BA). O encontro reuniu cerca de 90 participantes, entre liturgistas, teólogos e agentes interessados na temática litúrgica.

 
Dom Hernaldo, à direita, e assessores da Comissão para a Liturgia da CNBB.

“Sacramento do Matrimônio”
O tema central do encontro foi “Sacramento do Matrimônio: ritualidade, simbologia e teologia”. À luz do Concílio Vaticano II, que assumiu uma compreensão personalista do matrimônio, as reflexões destacaram a relação esponsal como verdadeiro lugar teológico.

Nessa perspectiva, o matrimônio é compreendido como um acontecimento no qual e pelo qual dois batizados, “penetrados pelo Espírito de Cristo, que impregna toda a sua vida de fé, esperança e caridade, avançam cada vez mais na própria perfeição e na mútua santificação, cooperando assim, juntos, para a glorificação de Deus” (Gaudium et spes, n. 48).

O frei Luís Felipe, assessor da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, apresentou a conferência “Teologia litúrgica do matrimônio: a relação humana elevada à dinamicidade do sacramento”. Em sua reflexão, destacou a importância da redescoberta da bênção nupcial como elemento teológico central para a compreensão sacramental do matrimônio.

Segundo ele, a bênção possui um peso decisivo, ao menos equivalente ao do consentimento, pois viver o matrimônio apenas a partir de sua dimensão jurídico-formal esgota sua realidade sacramental. A bênção, afirmou, coloca a compreensão do vínculo numa relação viva entre a iniciativa gratuita de Deus e a resposta livre da pessoa humana.


Também esteve presente o padre Rodolfo Chagas (foto ao lado), assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família, que ressaltou a relevância do tema para a pastoral familiar.

Em sua contribuição, destacou os itinerários de vivência e preparação para o matrimônio, sublinhando que, à luz da Amoris Laetitia, o sacramento não pode ser reduzido a uma convenção social, a um rito vazio ou a um mero sinal externo de compromisso, mas deve ser vivido como dom para a santificação e a salvação dos esposos.

Com informações e fotos da Comissão


Papa aos sacerdotes: “Não é tempo de retraimento, mas de presença fiel e disponibilidade generosa”


A mensagem de Leão XIV enviada à Assembleia Presbiteral da arquidiocese de Madri convida o clero ao discernimento, à comunhão fraterna e a um ministério centrado em Cristo diante dos desafios culturais do tempo presente.

Thulio Fonseca - Vatican News

“Queridos filhos, alegra-me poder dirigir-lhes esta carta por ocasião de sua Assembleia Presbiteral e fazê-lo a partir de um sincero desejo de fraternidade e unidade”. Com estas palavras de tom paterno, o Papa Leão XIV se dirigiu, nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, por meio de uma mensagem, aos sacerdotes da arquidiocese de Madri, reunidos no CONVIVIUM, a assembleia presbiteral convocada pelo arcebispo da capital espanhola, o cardeal José Cobo.

04/02/2026

A peculiaridade deste momento reside no fato de estarmos falando de uma arquidiocese com mais ou menos 2.600 presbíteros vivendo no seu território. Dentre eles, foram convocados os ...

O encontro reúne representantes da diversidade do clero madrilenho — cerca de 1.585 presbíteros com encargos pastorais, entre os aproximadamente 2.600 sacerdotes que vivem no território arquidiocesano — e se apresenta como uma oportunidade de comunhão e discernimento sobre “que tipo de sacerdote Madri precisa hoje”.

No texto, o Papa expressa gratidão pela dedicação cotidiana dos presbíteros e reconhece as dificuldades do ministério. “Sei que muitas vezes este ministério se desenvolve em meio ao cansaço, a situações complexas e a uma entrega silenciosa da qual só Deus é testemunha”, escreve, desejando que suas palavras cheguem como “um gesto de proximidade e de ânimo”.
Discernir o tempo presente

O Pontífice convida os sacerdotes a uma leitura profunda da realidade atual, marcada por processos de secularização e polarização cultural. “A fé corre o risco de ser instrumentalizada, banalizada ou relegada ao âmbito do irrelevante”, adverte, recordando também a perda de referências comuns que durante séculos favoreceram a transmissão da mensagem cristã. Apesar disso, Leão XIV identifica sinais de esperança, sobretudo entre os jovens. “No coração de muitas pessoas abre-se hoje uma nova inquietação”, observa, afirmando que a absolutização do bem-estar, uma liberdade desvinculada da verdade e o progresso material não conseguiram responder ao desejo profundo do ser humano.

Nesse contexto, o Papa sublinha que o tempo atual não é de fechamento nem de desalento. “Para o sacerdote, não é tempo de retraimento nem de resignação, mas de presença fiel e de disponibilidade generosa”, escreve, lembrando que “a iniciativa é sempre do Senhor, que já está agindo e nos precede com a sua graça”.

Sacerdotes reunidos durante a assembleia presbiteral.

Sacerdotes configurados com Cristo
Indicando o perfil de sacerdote de que a Igreja necessita hoje, o Papa afirma que não se trata de multiplicar tarefas ou buscar resultados imediatos. “Não homens definidos pela pressão dos resultados, mas homens configurados com Cristo”, capazes de sustentar o ministério a partir de uma relação viva com Ele, nutrida pela Eucaristia e expressa numa caridade pastoral marcada pelo dom de si:

"Não se trata de inventar novos modelos nem de redefinir a identidade que recebemos, mas de voltar a propor, com renovada intensidade, o sacerdócio em seu núcleo mais autêntico — ser alter Christus —, deixando que seja Ele quem configure a nossa vida, unifique o nosso coração e dê forma a um ministério vivido a partir da intimidade com Deus, da entrega fiel à Igreja e do serviço concreto às pessoas que nos foram confiadas."

Uma Igreja que é casa
Servindo-se da imagem da catedral, o Papa recorda que a Igreja é chamada a ser casa para seus sacerdotes e espaço de comunhão. Leão XIV também sublinha que "o sacerdote não vive para se exibir, mas tampouco para se esconder. Sua vida é chamada a ser visível, coerente e reconhecível, ainda que nem sempre seja compreendida". Toda a vida do padre é chamada a remeter a Deus e a acompanhar o passo em direção ao 
Mistério, sem usurpar o seu lugar:
“Filhos meus, ninguém deveria sentir-se exposto ou sozinho no exercício do ministério: resisti juntos ao individualismo que empobrece o coração e enfraquece a missão!”

Ao final da mensagem, Leão XIV retoma as palavras de São João de Ávila como síntese do caminho sacerdotal: “Sejam totalmente d’Ele”. E conclui com um apelo direto: “Sejam santos!”, confiando os sacerdotes à intercessão de Santa Maria da Almudena e concedendo a Bênção Apostólica a todos os que lhes foram confiados pastoralmente.

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EVANGELHO DO DIA (Mc 7,1-13)

ANO "A" - DIA: 10.02.2026
5ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Inclinai meu coração às vossas advertências e dai-me a vossa lei como um presente valioso!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2 Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3 Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4 Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5 Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: "Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?" 6 Jesus respondeu: "Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: 'Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7 De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos'. 8 Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens". 9 E dizia-lhes: "Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10 Com efeito, Moisés ordenou: 'Honra teu pai e tua mãe'. E ainda: 'Quem amaldiçoa o pai ou a mãe, deve morrer'. 11 Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: 'O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus'. 12 E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13 Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A vontade de Deus acima das tradições humanas: Onde está o seu coração?"

Estar próximo de Deus e honrar a Sua vontade
O Evangelho de São Marcos, hoje, vai dizer para nós o seguinte: “Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (cf. Marcos 7,1-13)

Hoje, é dia de Santa Escolástica, irmã de São Bento. Nós queremos aprender com ela a ultrapassar as regras, os preconceitos e os preceitos que nós vamos criando ao longo da nossa vida e confiar na oração.

Primazia do amor. Aqui está sendo denunciado o perigo de colocar as tradições humanas acima da vontade de Deus. É o grande perigo que o mundo materialista e imediatista tem realizado na vida das pessoas. Colocar as coisas deste mundo acima da vontade de Deus, transformando a fé em mera formalidade é o grande perigo. Por isso Jesus vai dizer: “Este povo me honra com os lábios, mas o coração está longe de mim”.

O perigo da fé baseada em formalidades
Jesus recorda que a verdadeira pureza vem do coração, e não das práticas externas. Muitas vezes, as pessoas fazem coisas para mostrar que vivem uma vida de santidade, uma vida de pobreza, de castidade, mas o coração está longe de Deus. Faz apenas para querer agradar as outras pessoas. Jesus está denunciando tais práticas. Quando o homem substitui o amor e a misericórdia por rituais vazios, a religião perde o sentido.

Por que, muitas vezes, as pessoas se afastam de Deus? Pelo mau testemunho que muitos cristãos têm dado por aí, colocando a misericórdia de lado e confiando nos rituais. Isso estraga a fé.
Santa Escolástica e a primazia do amor

Por isso, meus irmãos, há exemplos de Santa Escolástica, que dedicou a vida à oração e à contemplação. São Gregório Magno mostra algo importante da vida de Santa Escolástica: o verdadeiro espírito do Evangelho.

Certa vez, Escolástica pediu para que seu irmão, São Bento, permanecesse com ela num colóquio espiritual que eles estavam vivendo, falando das coisas de Deus. São Bento, fiel à sua regra, recusou-se. Então, Escolástica rezou com o coração para que ele permanecesse ali, e veio, de repente, uma forte tempestade que impediu São Bento de voltar ao mosteiro. São Bento, então, disse admirado: “Deus atendeu a oração porque amastes mais”. Ele estava preocupado só com a regra. Sua irmã, Escolástica, estava preocupada em fazer a vontade de Deus.

Que o Senhor nos ajude a colocá-Lo em primeiro lugar, e não os rituais nem as práticas externas.

Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Pe Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova