quarta-feira, 4 de março de 2026

Cardeal Baldisseri: “Que o Brasil e a Santa Sé possam continuar caminhando juntos, como servidores da humanidade”


Nas comemorações dos 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, os bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) dirigiram-se à Catedral Metropolitana de Brasília para a Eucaristia em Ação de Graças. A celebração foi presidida pelo cardeal Lorenzo Baldisseri, enviado especial do Papa Leão XIV para a ocasião e núncio apostólico no Brasil em um dos momentos mais marcantes da história dessa relação diplomática, quando foi assinado o Acordo Diplomático entre os dois Estados, em 2010.

“Estou muito feliz de me encontrar hoje no Brasil nesta esplêndida Catedral de Brasília, na qualidade de enviado especial de sua santidade Leão XIV para a feliz recorrência de 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé. Tenho a honra de trazer a saudação, a bênção apostólica e a particular solicitude de sua Santidade, Pastor Universal da Igreja, para esta Terra de Santa Cruz, tão rica em humanidade, tradição e vida cristã”, afirmou o enviado especial.

Baldisseri quis juntar à saudação do Papa seus sentimentos, partilhando “a lembrança dos anos que tive a alegria e o dom de viver com vocês, em nome do Senhor, como núncio apostólico a serviço dessa Igreja viva e de todo o povo brasileiro”. Ele foi núncio apostólico no país entre 2002 e 2012.

O enviado especial do Papa Leão XIV, desejou abraçar o Brasil, que tem uma “particular vinculação com a Igreja”.

Destacando a diplomacia como serviço da paz, de negociações e mediações, o cardeal Lorenzo Baldisseri rogou, por intercessão de Nossa Senhora Aparecida, “que o Brasil e a Santa Sé possam continuar caminhando juntos, como servidores da humanidade”.

Foto: Luiz Lopes Jr/CNBB

Agradecimentos
Ao final da celebração, o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, agradeceu a presença e a disponibilidade de dom Lorenzo em participar como enviado especial do Papa Leão neste “marco histórico”. Dom Jaime recordou ainda, com gratidão, que o cardeal Baldisseri faz parte da história da Igreja no Brasil.

O presidente da CNBB também fez um agradecimento especial ao ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, citando o contexto no qual a diplomacia internacional é exigida por conta das tensões que o mundo vive, e da exigência de “sabedoria e discernimento”.

“Muito obrigado pela sua presença e que Deus o ilumine nesse trabalho extraordinário que o senhor faz, não só em prol do Brasil, mas eu diria da comunidade internacional”.

Luiz Lopes Jr

Papa: a Igreja é humana e divina, sinal visível da ação de Cristo na história


Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, 4 de março, Leão XIV refletiu sobre a natureza da Igreja à luz da Constituição dogmática Lumen Gentium. “Não existe uma Igreja ideal e pura, separada da terra, mas apenas a única Igreja de Cristo, encarnada na história”, destacou o Pontífice.

Thulio Fonseca – Vatican News

Na Audiência Geral desta quarta-feira (4/03), na Praça São Pedro, o Papa Leão XIV deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Constituição dogmática Lumen Gentium, refletindo sobre a natureza da Igreja. O Pontífice destacou que ela é uma realidade “complexa”, não por ser confusa, mas porque reúne, de modo harmonioso, a dimensão humana e a divina, sem que uma se oponha à outra. Não existe, segundo o Santo Padre, uma Igreja ideal separada da história, mas a única Igreja de Cristo, encarnada no tempo e formada por pessoas reais.

Ao explicar o sentido dessa “complexidade”, o Papa recordou que o primeiro capítulo da Lumen Gentium procura responder à pergunta fundamental: o que é a Igreja? Para isso, o Concílio a define como “um organismo bem estruturado, no qual coexistem as dimensões humana e divina, sem separação nem confusão”.

A dimensão humana e a origem divina da Igreja
Leão XIV explicou que a dimensão humana da Igreja é a mais visível: trata-se de uma comunidade de homens e mulheres que vivem a alegria e o peso de ser cristãos, com suas forças e fragilidades, anunciando o Evangelho e sendo sinal da presença de Cristo no mundo. Contudo, essa descrição não é suficiente para compreender plenamente a Igreja, que possui também uma origem e uma dimensão divina.

“A Igreja não é fruto de uma perfeição ideal dos seus membros, mas nasce do plano de amor de Deus pela humanidade, realizado em Cristo.”

(@VATICAN MEDIA)

A Igreja à luz da humanidade de Cristo
O Papa recordou que, por isso, a Igreja é, ao mesmo tempo, comunidade terrena e Corpo Místico de Cristo, assembleia visível e mistério espiritual, realidade inserida na história e povo em peregrinação rumo ao céu. Para ilustrar essa realidade, recorreu à experiência dos discípulos com Jesus. Eles encontravam um homem concreto, com rosto, voz e gestos, mas, ao segui-lo, abriam-se ao encontro com o próprio Deus: “A carne de Cristo, o seu rosto, os seus gestos e as suas palavras manifestam visivelmente o Deus invisível.”

Da mesma forma, ao olhar para a Igreja, vê-se uma dimensão humana feita de pessoas que, por vezes, refletem a beleza do Evangelho e, em outras, mostram limites e erros. No entanto, é precisamente através dessa fragilidade que Cristo continua a agir e a salvar.

Não há oposição entre Evangelho e instituição
O Santo Padre recordou as palavras de Bento XVI para reafirmar que não existe oposição entre o Evangelho e as estruturas da Igreja, pois elas servem justamente para tornar o Evangelho concreto na vida do nosso tempo:

“Não existe uma Igreja ideal e pura, separada da terra, mas apenas a única Igreja de Cristo, encarnada na história. A santidade da Igreja consiste nisto: no fato de Cristo habitar nela e continuar a doar-se através da pequenez e fragilidade dos seus membros.”

(@Vatican Media)

A caridade edifica a Igreja
Já na parte final da catequese, Leão XIV recordou que Deus se manifesta por meio da fraqueza humana e convidou os fiéis a edificarem a Igreja não apenas por meio das suas estruturas visíveis, mas sobretudo através da comunhão e da caridade, que geram constantemente a presença do Ressuscitado.

E, citando Santo Agostinho, o Pontífice concluiu: “Queira o céu que todos pensem somente na caridade: ela só, de fato, conquista todas as coisas, e sem ela todas as coisas são inúteis; onde quer que se encontre, atrai todas as coisas a si”.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 20,17-28)

ANO "A" DIA: 04.03.2026
2ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

- Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
- Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 17 enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18 "Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, 19 e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará". 20 A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21 Jesus perguntou: "O que tu queres?" Ela respondeu: "Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda". 22 Jesus, então, respondeu-lhes: "Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?" Eles responderam: "Podemos." 23 Então Jesus lhes disse: "De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou". 24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamou-os, e disse: "Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Abandone as coisas deste mundo para abraçar as coisas do alto"

Seguir a Cristo exige abandonar as ilusões deste mundo
Hoje, a Igreja comemora a vida de São Casimiro. E nós vamos perceber, no Evangelho de hoje, que não devemos buscar as grandezas deste mundo, que nos fecham para as coisas do céu, mas nos abrem à humildade e ao serviço ao próximo. Nós vamos ver isso no Evangelho de Mateus 20, 17.28.

Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos para ser zombado, flagelado e crucificado, mas no terceiro dia ressuscitará (Mateus 20,17.28)

Servir é o verdadeiro caminho da grandeza no reino de Deus. Quem se acha grande neste mundo, perde a graça da vida eterna, perde a graça do reino dos céus, porque para entrar no Reino dos céus é preciso se fazer pequeno.

Jesus, sabendo que a sua morte se aproximava, é um homem que se entrega totalmente à vontade de Deus. Faz-se pequeno. Sendo Deus, Ele se humilha, rebaixa-se para que Ele se torne grande no reino dos céus.

Renunciar as coisas deste mundo e o mistério da Cruz
Como diz o Evangelho, no terceiro dia Deus vai ressuscitar. E por isso Jesus está subindo para Jerusalém. Jesus está subindo para o caminho da cruz. O ponto culminante na missão de Jesus é a cruz, porque da cruz vem a glória. Ele sabe que o sofrimento o espera, mas segue firme. Você precisa ter essa consciência, meu irmão, minha irmã, de que o sofrimento também lhe espera.

E você precisa seguir firme, confiante, porque Deus dará a você a glória. Essa subida a Jerusalém é o símbolo da entrega total que nós temos de amor por Deus. Por isso, enquanto Jesus fala de dor e ressurreição, os discípulos ainda pensam em poder e em posições.

Essa é a grande dificuldade dos cristãos nos dias de hoje: eles buscam mais as glórias, o prazer e o poder deste mundo, do que abraçam a cruz que leva para a salvação, que leva para a vida eterna. Isso não é somente um mero discurso moral, não. Nós temos que deixar as grandezas deste mundo para abraçar as coisas do céu.

O coração livre para servir
As coisas deste mundo nos atrapalham, o dinheiro nos atrapalha, o apelo nos atrapalha. Mas aqui não estou dizendo que o dinheiro é algo ruim. Não, estou dizendo que o dinheiro, se não for usado da forma correta, pode criar, no nosso coração, manias de grandezas. Isso pode nos afastar de servir a Deus e ao próximo.

Subamos para Jerusalém, abraçamos a cruz de Cristo e sejamos homens que servem o Reino de Deus e que se tornam pequenos diante dele.

Que Deus nos abençoe em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Despertar para o louvor: encontrando Deus nas pequenas graças do dia a dia


O despertar para o louvor e a alegria da vida em Deus
Eu estou louvando e bendizendo a Deus neste lugar onde eu posso perceber a natureza. Eu percebo os passarinhos, o despertar para o louvor. Ora também eu até escuto os alunos do Instituto Canção Nova aqui bem próximo, cantando, fazendo barulho, fazendo aquilo próprio de criança, de jovens, não é? E isso tudo dá uma esperança muito grande no meu coração.

Convido você a perceber, a despertar o que está ao seu redor. Às vezes, temos uma vida tão apressada e ficamos tão preocupados com o pensamento fixo na dificuldade, que deixamos passar as graças; não as percebemos. Deus, que é bom, está sempre derramando graças, e isso nós queremos ensinar uns aos outros, queremos fazer outras pessoas acordarem também para o louvor, para a alegria da vida, da própria vida.
Perceber Deus na simplicidade do cotidiano
Eu estou viva, Senhor! Geralmente, quando eu acordo, o Eto já está acordado. O meu marido acorda às 4h, 4h30, e ele gosta muito de rezar com as irmãs, com o Frei Gilson ou ficar ouvindo uma pregação. E quando eu acordo, eu olho para o lado, e ele está ali, eu falo: “Louvado seja Deus, não é, meu bem? Porque nós temos a graça de mais um dia para viver”, entendeu?

São coisas simples, muito simples, mas encanta a vida.
Salmo 83: felizes os que habitam na casa do Senhor
“Felizes os que habitam em vossa casa, Senhor. Aí eles vos louvam para sempre. Feliz o homem cujo socorro está em vós e só pensa em vossa santa peregrinação. Quando atravessam o vale árido, eles o formam em fontes e a chuva do outono vem cobri-los de bênçãos.”
O vigor espiritual de quem confia
Providencialmente, nós estamos no outono, e essa noite choveu, choveu aquela chuva fininha que vai germinando a terra. Aqui em Cachoeira Paulista, aconteceu esta graça. Seu vigor aumenta à medida que avança, porque logo verão o Deus dos deuses em Sião.

Senhor dos exércitos, escutai minha oração. Prestai ouvidos, ó Deus de Jacó. Senhor, escuta a minha oração. Escuta as nossas orações. Escutai-nos, Senhor. Perscrutai-nos, Senhor. Ouvi-nos, Senhor. Vai contemplando a presença de Deus e vai deixando que o Espírito Santo invada de luz a sua alma, reconfortando, animando, encorajando, colocando esperança. Um passo à frente!

Vamos, ó Deus, nosso escudo, vede a face daquele que vos é consagrado. Verdadeiramente, um dia em vossos átrios vale mais que milhares fora dele. Eu prefiro deter-me no limiar da casa de meu Deus a morar nas tendas dos pecadores.
Jesus, eu confio em vós: uma oração para o dia inteiro
Chega! PHN: por hoje não! Por hoje eu não vou pecar porque eu quero morar no coração de Deus. Vem, Senhor Jesus, porque o Senhor Deus é o nosso sol. Olha que lindo o nosso escudo! O Senhor dá a graça e a glória. Ele não recusa os seus bens àqueles que caminham na inocência, àqueles que buscam a santidade.
Santos ou nada, Senhor! Ó Senhor dos Exércitos, feliz o homem que em vós confia. E nós vamos dizendo: Jesus, eu confio em vós. Jesus, eu confio em vós. Jesus, eu confio em vós. Jesus, eu confio em vós. A nossa oração durante todo esse dia pode simplesmente ser assim.

Vai pronunciando orações de louvor a Deus, de adoração, porque nós somos templos do Espírito Santo. Nós somos morada de Deus. Nós somos morada do Altíssimo. Felizes os que habitam em vossa casa, Senhor. Aí, eles vos louvam para sempre.

E o Senhor coloca, no meu coração, que aquelas pessoas que há muito tempo estão afastadas de Deus, há muito tempo mesmo, inclusive negaram a Deus, maldisseram-no, o Senhor lhes dá esse recado agora: “Vem para mim, vem para o meu amor, porque eu faço da sua vida a minha tenda, a minha morada, porque você é templo do meu Espírito Santo”.

Obrigado, Senhor! E assim o Seu vigor aumenta à medida que você avança, que você vai em frente, que você dá o primeiro passo, porque logo verão a Deus dos deuses em Sião.

Para Deus não tem rival. Ele mesmo diz, Ele mesmo fala isso a nós: “Eu sou um Deus sem rival. Amém!”

Maranatha! Vem, Senhor Jesus!


Luzia Santiago
Cofundadora da Canção Nova

São Casimiro


Casimiro, nascido em Wawel, Cracóvia, na Polônia, com o título de grão-duque da Lituânia em 1458, foi o 13º filho do rei Casimiro IV da Polônia e da rainha Isabel de Habsburgo da Áustria. Todos os seus irmãos e irmãs foram coroados.

De sua mãe recebeu excelente educação e formação espiritual, e desde pequeno buscou a simplicidade, sem se deixar encantar pelo luxo. Os faustos da realeza não o seduziam, e jovem ainda fez voto de castidade, acompanhado de penitências e jejuns, e tão rigorosos que chegaram a afetar a sua saúde. Usava cilício e dormia no chão. Transformou o próprio quarto numa cela, onde dedicava-se à oração, solidão e ascese.

Tinha direito ao trono da Hungria, mas desistiu de reinvindicá-lo para evitar disputas. Renunciou à coroa como havia renunciado aos prazeres mundanos. Devoto de Nossa Senhora, a Ela consagrou-se, divulgando Suas virtudes.

Contudo, aos 17 anos, auxiliou o pai temporariamente ausente governando a Lituânia, que fazia parte do reino, na qualidade de grão-duque. Atuou com competência, prudência e retidão, ganhando a admiração e afeto do povo. Na volta do rei, preferiu novamente retirar-se do governo. Depois disso, seu pai quis casá-lo, mas Casimiro recusou, preferindo ser fiel ao celibato.

Contraindo uma tuberculose, veio a falecer com apenas 25 anos em Grodno (ou Hrodna), na Bielorrússia, em 4 de março de 1484. Foi sepultado em Vilnius, capital da Lituânia, onde 120 anos depois seu corpo foi constatado incorrupto – nem mesmo as suas roupas haviam deteriorado, apesar da grande umidade do local. Sobre seu peito, estava uma poesia dedicada à Nossa Senhora, com a qual havia pedido para ser enterrado.

São Casimiro é padroeiro da Lituânia, bem como da sua juventude, e da Polônia.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

“Casimiro” significa “grande no comandar”, e assim fez este santo, no autocomando da sua alma e do seu corpo. De fato, viveu de forma heroica muitas virtudes, especialmente a castidade, ao buscar de forma consciente afastar-se das concupiscências num ambiente onde o luxo e a vaidade estavam presentes. Sua entrega a Maria Santíssima, porém, mostra que em qualquer situação é possível a fidelidade a Cristo, e trocando a saúde do corpo pela da alma, foi capaz de manter a retidão pessoal e para com os demais, familiares, súditos e necessitados.

Oração:

Ó Deus de infinita realeza, concedei-nos por intercessão de São Casimiro a nobreza da alma e do caráter, em especial a fidelidade e apreço da juventude atual para com a castidade santa, de modo a que possamos reinar sobre nós mesmos submissos à Virgem Maria, pela vida de oração e de caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

terça-feira, 3 de março de 2026

Na sede da CNBB, Comissão Nacional da Pastoral Familiar planeja ações para 2026 e 2027


A Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) reuniu-se, na sexta-feira (27), na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), para planejar ações para 2026 e 2027.

Entre as pautas discutidas estavam os preparativos para a organização dos subsídios “Hora da Vida”, “Hora da Família” e “Hora da Palavra” para 2027; as demandas para o 16º Simpósio Nacional da Família, que será realizado nos dias 30 e 31 de maio, em Aparecida (SP); e a realização do projeto “Alargai as Tendas”, juntamente com a catequese das paróquias e comunidades. Eventos como a Jornada Mundial das Crianças e o Congresso Vocacional também entraram na pauta.

O assessor da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, padre Rodolfo Chagas Pinho, destacou a importância do encontro para o planejamento das ações durante os dois anos.

“Essa reunião nos ajuda a fazer um diálogo de escuta. Reunimos as demandas e desafios dos encontros que participamos pelo Brasil e colocamos à mesa, à luz da Palavra, do Evangelho e do Espírito para discernir esses desafios que as famílias vivem e tentar, a partir de ações práticas, ajudar as famílias”, afirmou.

Foto: Luiz Lopes JR/CNBB

Acolhida das Diretrizes da Ação Evangelizadora
Às vésperas da aprovação do texto das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, a Comissão para a Vida e a Família da CNBB e a Pastoral Familiar já se dedicaram ao estudo do texto de trabalho para buscar aplicar, na ação pastoral, as indicações que o documento vai propor no sentido da iniciação à vida cristã.

“O principal eixo desse encontro é colocar essa visão que a Igreja no Brasil está delineando sobre as Diretrizes da Ação Evangelizadora”, apontou o coordenador da Pastoral Familiar, Alisson Schila.

O assessor da Comissão para a Vida e a Família, padre Rodolfo Chagas Pinho, contou que, a partir do estudo do Instrumentum Laboris das Diretrizes começaram a pensar em um plano pastoral de aplicabilidade. Um exemplo é o projeto “Alargai as tendas”, cuja proposta sugere o acompanhamento da Pastoral Familiar a uma família de catequizando com visitas, momentos de oração para que no final do acompanhamento essa família seja integrada à comunidade.

Marcos em 2026
Os 10 anos da Exortação Apostólica Amoris Laetitia e os 45 anos da Exortação Apostólica Familiaris Consortio também foram lembrados pelo coordenador nacional da Pastoral Familiar, Alisson Schila. Já estão previstas diversas iniciativas neste ano para reforçar a ação pastoral com as famílias, como o Simpósio Nacional das Famílias e o subsídio Hora da Família.

Presenças
Estiveram presentes o bispo de Barreiras (BA) e membro da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB, dom Moacir Silva Arantes; o casal coordenador nacional, Alisson e Solange Schila; os vice-coordenadores, Milton e Lourdes Morais; o assessor nacional, padre Rodolfo Chagas Pinho. Remotamente, o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Vida e Família, dom Bruno Elizeu Versari, e o bispo auxiliar de Curitiba (PR) e membro da Comissão, dom Reginei Modolo, também participaram da reunião.

Movimentos e serviços eclesiais
No sábado, a Comissão Episcopal reuniu representantes de 17 movimentos e serviços que atuam na evangelização das famílias no Brasil, no 7º encontro nacional com esses grupos eclesiais. Para o bispo de Barreiras (BA) e membro da Comissão, dom Moacir Arantes, o encontro é importante “porque cada movimento e serviço reconhece a sua ligação e necessidade de comunhão com os bispos” e o convite da Pastoral Familiar para esses movimentos e serviços “reconhece neles também o dom e o carisma do Espírito Santo para colaborar nessa obra de salvação das famílias”.


Reunidos na sede da Secretaria Executiva da Comissão Nacional, os participantes também visitaram a Nunciatura Apostólica no Brasil e a sede da CNBB, onde foram acolhidos, respectivamente, pelo núncio apostólico no Brasil, dom Giambatistta Diquattro; e pelo secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers.


Com informações e fotos do Portal Vida e Família Foto de capa: Luiz Lopes Jr/CNBB

Leão XIV: formação teológica, investimento capaz de neutralizar a lógica da indiferença


O Papa recebeu os membros da Faculdade de Teologia da Puglia e do Instituto Teológico da Calábria, no Vaticano, e enfatizou que "a formação teológica não é um destino reservado a poucos especialistas, mas um chamado dirigido a todos, para que cada um possa aprofundar o mistério da fé e receber os instrumentos necessários para prosseguir com paixão o compromisso perseverante com a mediação cultural e social do Evangelho".

Mariangela Jaguraba – Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência, nesta segunda-feira (02/03), na Sala Clementina, no Vaticano, os membros da Faculdade de Teologia da Puglia e do Instituto Teológico da Calábria.

Pensando nessas duas regiões italianas, "banhadas pela beleza e imensidão do mar", Leão XIV recordou, em seu discurso, as palavras do Papa Francisco que convidou a "permanecer em mar aberto" e que "o católico não deve ter medo do mar aberto, e não deve buscar o abrigo de portos seguros".

A formação teológica não é para poucos especialistas
A seguir, Leão XIV reiterou que "a Teologia serve para o anúncio do Evangelho, sendo, portanto, parte integrante e fundamental da missão da Igreja".

“A formação teológica, portanto, não é um destino reservado a poucos especialistas, mas um chamado dirigido a todos, para que cada um possa aprofundar o mistério da fé e receber os instrumentos necessários para prosseguir com paixão o “compromisso perseverante com a mediação cultural e social do Evangelho”.”

Nesta perspectiva, o Pontífice recordou o caminho precioso de unidade que os membros das duas instituições "iniciaram em suas Regiões, inclusive unificando realidades, instituições e programas de formação que antes operavam de forma independente".

De acordo com Leão XIV, "trata-se de uma sinergia realmente importante: uma verdadeira transição histórica", pois "promove a comunhão entre dioceses" e também "incentiva um caminho eclesial marcado pela unidade e fraternidade". "Nesse caminho, é possível construir um horizonte comum de pensamento e uma convergência sobre os desafios pastorais e as exigências da evangelização", ressaltou o Papa.
Fazer teologia na escuta e diálogo

"Eis, então, o convite: fazer Teologia juntos", disse o Pontífice, acrescentando:
“Uma formação que sirva para o anúncio do Evangelho só é possível juntos, navegando “em mar aberto”, mas não como navegadores solitários. E fazê-lo, como dizíamos, deixando o próprio porto seguro, indo além das próprias fronteiras territoriais e eclesiais, no encontro e no confronto, na escuta recíproca e no diálogo, naquela comunhão entre as Igrejas que conecta recursos, competências e carismas.”

De acordo com o Papa, "ao fazer teologia juntos, os horizontes intelectuais, espirituais e pastorais se ampliam e se entrelaçam, gerando perspectivas comuns e um compromisso eclesial mais encarnado no território, oferecendo a possibilidade de renovar os estilos e as linguagens da fé no contexto real em que se encontram".

Viver relações eclesiais no estilo sinodal
“Ao fazer teologia juntos, vocês descobrirão que são um laboratório que prepara os futuros presbíteros e agentes pastorais para viver relações eclesiais no estilo sinodal, em que os diferentes sujeitos, ministérios e carismas eclesiais se complementam mutuamente, superando todo fechamento.”

A formação teológica gera um pensamento crítico e profético
"Ao fazer teologia juntos, vocês estarão mais preparados para acolher as questões e os desafios do contexto social e cultural", disse ainda o Papa Leão, acrescentando:

“De fato, a riqueza da história de onde vocês provêm e a religiosidade difundida do seu povo não cancelam os numerosos problemas sociais, a crise do trabalho, o fenômeno da emigração e todas as formas de opressão, escravidão e injustiça que exigem uma nova consciência e um compromisso ousado por parte de todos. A formação teológica contribui para gerar um pensamento crítico e profético, representando um investimento cultural para o futuro capaz de neutralizar as lógicas da resignação e da indiferença.”

O Santo Padre convidou os membros da Faculdade de Teologia da Puglia e do Instituto Teológico da Calábria "a prosseguirem este projeto com entusiasmo e determinação", sem se deixarem "seduzir pela tentação de voltar atrás". "Convido-os a sonhar uma comunidade acadêmica onde os candidatos ao ministério ordenado, os consagrados e as consagradas, e os leigos e leigas se formem juntos e ajudem as comunidades cristãs a tornarem-se sinais do Evangelho e canteiros de esperança", concluiu.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 23,1-12)

ANO "A" - DIA: 03.03.2026
2ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

- Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
- Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus falou às multidões e a seus discípulos e lhes disse: 2 "Os mestres da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. 3 Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam. 4 Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com um dedo. 5 Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Eles usam faixas largas, com trechos da Escritura, na testa e nos braços, e põem na roupa longas franjas. 6 Gostam de lugar de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas; 7 Gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de serem chamados de Mestre. 8 Quanto a vós, nunca vos deixeis chamar de Mestre, pois um só é vosso Mestre e todos vós sois irmãos. 9 Na terra, não chameis a ninguém de pai, pois um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10 Não deixeis que vos chamem de guias, pois um só é o vosso Guia, Cristo. 11 Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. 12 Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Pregar sobretudo com a vida"

Autoridade e serviço para pregar e viver o Evangelho
Ontem, nós ouvimos sobre a misericórdia. Hoje, vamos ouvir sobre a humildade, a virtude e o coração de Jesus. Ele mesmo disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. O Evangelho de São Mateus 23,1-12, diz para nós o seguinte: Naquele tempo, Jesus falou às multidões e aos seus discípulos, dizendo: “Os mestres da lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a lei de Moisés. Por isso deveis fazer e observar tudo o que eles dizem, mas não imitem suas ações, pois dizem e não fazem. Amarram pesados pardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmo não os querem mover nem como um só dedo”. (Mateus 23,1-12)

Jesus denuncia a humildade como o caminho do verdadeiro serviço e da autêntica autoridade cristã. O Evangelho de hoje é uma forte advertência de Jesus contra a hipocrisia e a busca de prestígio religioso.

A denúncia de Jesus
Não é verdade que, nos tempos de hoje, o que mais nós temos visto são pessoas que se valem do Evangelho não para comunicar Jesus Cristo, mas para comunicar a si mesmas?

Falam de perdão, mas não perdoam. Falam que precisamos amar o outro, mas não têm coragem de amá-lo. Falam tantas coisas, mas somente para ganhar prestígio, dinheiro, fama, poder e status.

A necessidade de pregar e viver
Jesus está nos pedindo que nós tenhamos a coragem de não seguir pessoas que querem se valer do Evangelho para proveito próprio. Por isso, meus irmãos, Jesus está denunciando o comportamento daqueles que pregam, mas não vivem o que pregam. Isso é uma lástima, isto é uma tristeza.

Um homem que se diz de Deus, que prega e vive o contrário daquilo que se fala… Jesus o está denunciando, Jesus está dizendo que isso é uma hipocrisia. Você não deve ser um cristão hipócrita. Você deve ser um cristão autêntico, que vive o que prega, não para ter reconhecimento entre os homens, mas para ser reconhecido por Deus. Assim, um dia, chegará à glória eterna.

O Senhor nos ajude a permanecermos fiéis em Sua vontade.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!