terça-feira, 7 de abril de 2026

Leão XIV: perseveremos em invocar o dom da paz para o mundo inteiro


Ao término da oração do Regina Caeli – oração mariana que no período pascal substitui o Angelus –, o Santo Padre dirigiu-se àqueles que participam do Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz; agradeceu aos que lhe enviaram felicitações pascais, agradecendo particularmente pelas orações e fazendo votos de que perseveremos em invocar o dom da paz para o mundo inteiro

Raimundo de Lima – Vatican News

Dirijo meus pensamentos a todos aqueles que, em diversas partes do mundo, participam das iniciativas promovidas por ocasião do Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz, renovando o apelo para que o esporte, com sua linguagem universal de fraternidade, seja um espaço de inclusão e de paz.

Foi o que disse o Pontífice ao término do Regina Caeli – oração mariana que no período pascal substitui o Angelus –, esta segunda-feira, 6 de abril, segunda-feira após o Domingo de Páscoa, também conhecida como Segunda-feira do Anjo (por celebrar a aparição do anjo às mulheres que visitaram o túmulo, anunciado a ressurreição), ao lembrar o “Dia Internacional do Esporte para o Desenvolvimento e a Paz”, proclamado em agosto de 2013 pela Assembleia Geral das Nações Unidas a ser celebrado no dia 6 de abril, por esta considerar ser o esporte um veículo poderoso para a inclusão social, a igualdade de gênero e o empoderamento dos jovens, valores inestimáveis para toda a sociedade.

Nesta Segunda-feira do Anjo, Leão XIV rezou a oração do Regina Caeli e refletiu sobre o Evangelho que relata um contraste de interpretações sobre a vitória de Cristo sobre a morte: ...
Agradecimento do Papa pelas felicitações pascais recebidas

Leão XIV agradeceu aos que lhe enviaram felicitações pascais, agradecendo particularmente pelas orações e fazendo votos de que perseveremos em invocar o dom da paz para o mundo inteiro.

“Agradeço a todos aqueles que, nestes dias, me enviaram mensagens de felicitações pela Santa Páscoa. Sou grato sobretudo pelas orações; pela intercessão da Virgem Maria, que Deus recompense a cada um com os seus dons!”

Por fim, o Santo Padre fez votos a todos de que passassem com alegria e fé esta Segunda-feira do Anjo e estes dias da Oitava da Páscoa, em que se prolonga a celebração da Ressurreição de Cristo, e de que perseveremos em invocar o dom da paz para o mundo inteiro.

UNICEF: mais de 1,1 milhão de pessoas foram deslocadas desde 2 de março. Segundo o Ministério da Saúde libanês, mais de 1.400 pessoas morreram desde o início das operações ...

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EVANGELHO DO DIA (Jo 20,11-18)

ANO "A" - DIA: 07.04.2026
OITAVA DA PÁSCOA_TERÇA FEIRA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 11 Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12 Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13 Os anjos perguntaram: "Mulher, por que choras?" Ela respondeu: "Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram". 14 Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15 Jesus perguntou-lhe: "Mulher, por que choras? A quem procuras?" Pensando que era o jardineiro, Maria disse: "Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar". 16 Então Jesus disse: "Maria!" Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: "Rabuni" (que quer dizer: Mestre). 17 Jesus disse: "Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus". 18 Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: "Eu vi o Senhor!", e contou o que Jesus lhe tinha dito.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Quem permanece com o Senhor na dor contempla a Sua glória"

Maria Madalena e a fidelidade de quem permanece
Nós estamos na terça-feira após a Páscoa e nós estamos vendo o itinerário da qual Deus tem nos mostrado, a sua experiência de ressurreição que atinge o coração da humanidade. E frente a este acontecimento nós temos que dar uma resposta, como nós vamos ver aqui no Evangelho quando Jesus aparece a Maria Madalena. O Evangelho de João, capítulo 20, 11-18 diz para nós o seguinte:

“Entretanto Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava. Chorando inclinou-se para olhar dentro do sepulcro. Viu dois anjos vestidos de branco sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. Eles lhe perguntaram: Mulher, por que choras?’ Ela respondeu: Porque levaram o meu Senhor e não sei onde puseram.”

Algo importante deste Evangelho: o choro de Maria, a dor de quem ama. Maria que estava do lado de fora do túmulo estava chorando. Maria chora porque ama.

O choro que revela a sede de Deus
O choro na Bíblia muitas vezes expressa um amor profundo que sofre pela ausência. Para Maria, Jesus não era apenas um mestre, para ela era alguém que tinha transformado a sua vida. Então causou no coração dela essa comoção. Ela chorou porque aquele que estava com ela e aquele que tinha transformado a vida dela não estava mais presente.

Mas olha que interessante, seu choro também representa a experiência humana diante do mistério da morte, quando parece que Deus está ausente. Muitas vezes também nós estamos como Maria: choramos diante das perdas, choramos diante das injustiças e choramos quando parece que Deus se cala.

A alma que permanece fiel na noite da alma
Mas o Evangelho mostra algo muito profundo e importante: Maria permanece junto ao túmulo, mesmo sem entender, ela não abandona o lugar onde o Senhor esteve. Isso revela fidelidade, ou seja, quem permanece fiel mesmo na noite da fé acaba encontrando o Ressuscitado.

Aqui está a liturgia que nos garante: quem permanece com Cristo mesmo na dor, também ressuscitará com Ele para a glória eterna. Que Maria Madalena nos ensine que a fidelidade é o caminho para aqueles que amam a Deus de verdade.

Que o Senhor nos abençoe, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!


Pe Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


A missão do casal na educação dos filhos


A missão do casal na educação dos filhos

A pedriatra Dra. Filó pregou sobre a importância da vida espiritual e da educação fara a família.

Falar sobre a educação de nossos filhos sem uma vida espiritual sólida na família é como tentar construir uma casa sem alicerces. A espiritualidade não é algo a ser deixado de lado ou reservado para momentos específicos, mas algo que deve ser cultivado constantemente, começando pela oração individual e, principalmente, pela oração em família. Não podemos simplesmente nos contentar com uma confissão uma vez por ano ou apenas na Páscoa, como muitos ainda fazem. Nossa Senhora, em Fátima, nos pediu que a confissão fosse, ao menos, mensal. É por meio dos sacramentos, como a Eucaristia, que nos alimentamos espiritualmente e fortalecemos nossa vida de fé.

Eu gostaria de dar um presente a cada um de vocês: a graça de participar da Missa diariamente. Isso é um alimento do céu, que nos fortalece, ilumina e dá vida. A força que precisamos para enfrentar as adversidades da vida vem desse alimento diário. Que todos possam experimentar essa graça e se alimentar de Cristo antes de saírem para o trabalho ou para os desafios do dia a dia. A vida espiritual, tanto individual quanto em casal, é a chave para o equilíbrio emocional e espiritual de toda a família. A oração e a frequência aos sacramentos são um ponto de união, o que gera harmonia e paz no lar.
Amor

O amor que os pais têm entre si é a maior herança que podem dar aos seus filhos. O alicerce emocional de uma criança está no amor do pai e da mãe. Quando uma criança vê seus pais se amando e se respeitando, ela sente segurança. Uma casa onde os pais brigam constantemente ou onde não há unidade entre eles cria um ambiente de instabilidade emocional para os filhos. Lembre-se do exemplo de Maria e José quando perderam Jesus no templo. Em vez de repreendê-Lo, Nossa Senhora e São José demonstraram a importância da unidade, dizendo: “Teu pai e eu estávamos aflitos.” A unidade entre o casal é um pilar essencial para a saúde emocional de uma criança.

É vital que os pais mostrem uma aliança sólida, pois o amor do casal não é apenas um sentimento, mas uma escolha contínua. Isso é o que fortalece a família, permitindo que os filhos cresçam com um modelo saudável de relacionamento. A autoridade no lar também é fundamental. Autoridade não significa autoritarismo, mas liderança. Os pais devem ser exemplos de respeito e disciplina, criando um ambiente onde os filhos saibam o que é certo e errado.
Educação

Hoje em dia, muitos pais têm medo de educar, temendo parecer autoritários. Contudo, os filhos precisam de limites, precisam entender que não podem tudo. Isso é fundamental para o desenvolvimento de virtudes, como o respeito ao próximo e à autoridade. A educação cristã envolve ensinar os filhos a serem pessoas de bem, respeitar o outro, ser humilde e buscar sempre a vontade de Deus em sua vida. Não podemos esperar que os filhos se desenvolvam sem esforço. Não existe “geração espontânea”. O cuidado diário, o envolvimento ativo na educação e o exemplo cristão são imprescindíveis para que eles se tornem cidadãos responsáveis e cristãos fervorosos.

É essencial que os pais também estejam atentos à saúde emocional e mental dos filhos. Vivemos em uma época em que as crianças e os jovens enfrentam muitas dificuldades psicológicas, como a ansiedade e a síndrome do pânico. Isso acontece, muitas vezes, porque não há um espaço seguro em casa, onde as crianças se sintam amadas e protegidas. Elas precisam de presença, de tempo de qualidade com os pais. Não se trata apenas de estar fisicamente presente, mas de estar emocionalmente disponível. Isso é crucial para que as crianças cresçam com confiança e equilíbrio.

Outro ponto crucial na educação de filhos é a alimentação e o tempo juntos à mesa. A refeição não é apenas um momento de nutrir o corpo, mas também de nutrir os relacionamentos. A mesa é o lugar onde compartilhamos nossas histórias, nossos sonhos e onde a família se fortalece. Devemos evitar distrações, como a televisão ou os celulares, e focar na presença uns dos outros. Esse é o momento de ouvir os filhos, perceber o que estão vivendo, e entender o que se passa em seus corações.

O uso de celulares e a tecnologia
Gostaria de tocar em um tema delicado, mas essencial: o uso de celulares e a tecnologia. A tecnologia é maravilhosa, mas deve ser usada com responsabilidade. Quando damos um celular a uma criança, estamos entregando a ela o poder de acessar um mundo vasto, com conteúdos que nem sempre são apropriados. Muitos pais não percebem o impacto disso, mas é nossa responsabilidade como pais proteger nossos filhos desse universo. Precisamos ensinar a eles os limites, tanto no uso da tecnologia quanto na vida em geral.

Ser pai e mãe é uma missão divina, e é preciso coragem, oração e disciplina para criar filhos que sejam fortes, equilibrados e preparados para enfrentar as adversidades da vida. Isso não é fácil, mas com a ajuda de Deus e o comprometimento diário com a educação cristã, podemos formar uma geração capaz de enfrentar qualquer desafio com fé, coragem e esperança.

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São João Batista de La Salle, patrono universal dos educadores


Origem
Nascido em 30 de abril de 1651, na França. Deus quis que La Salle fosse o primogênito de uma nobre família de 10 filhos. Recebeu como testemunho dos pais uma formação cristã desde cedo. Ficou órfão muito cedo, fazendo com que ele ficasse responsável por seus irmãos, porém, isso em nada impediria sua sólida formação, em vista do sacerdócio. Atuou como cônego da Catedral de Reims, cidade natal, com apenas 15 anos de idade e, em 1678, foi ordenado.

Chamado à educação
Desde pequeno, a vocação à educação era formada em seu interior. Pouco tempo após a sua ordenação e a obtenção do título de doutor em teologia, passa a compor a direção da mesma universidade onde foi estudante, mas é no encontro com Adriano Nyel, um leigo que tinha o desejo de iniciar uma instituição para a educação dos jovens, La Salle assume conjuntamente essa missão pela educação dos jovens.

Início da congregação
Depois de um tempo trabalhando na educação dos jovens, percebe que o ensino oferecido pelos professores não é suficiente, por conta de um certo despreparo e falta de qualificação. Decide então chamar os professores e ir morar com eles, a fim de garantir uma melhor formação em todas áreas. Posteriormente, funda a Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que encontra inicialmente forte oposição por parte do clero da época, que não aceitava a formação de um novo modo de vida religiosa.
São João Batista de La Salle fundador da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs

A “Congregação do Santo” no Brasil
A presença Lassalista, como também são conhecidos no Brasil, iniciou em 1907. As unidades educativas e de assistência social em que os Irmãos atuam estão presentes em nove estados brasileiros e no Distrito Federal, atendendo a mais de 47 mil alunos com o trabalho de mais de 5 mil educadores.

Morte e canonização
É na Sexta-feira Santa de 1719, dia 7 de abril, que São João Batista La Salle faleceu em Ruã, sendo sepultado na Igreja de São Severo. Em 1900 é proclamado santo pelo Papa Leão XIII. E em 1950 é proclamado patrono universal dos educadores pelo Papa Pio XII.

Minha oração
“Senhor Jesus, São João Batista de La Salle ousou seguir a inspiração que recebeu de Deus, iniciando uma nova congregação religiosa. Que cada pessoa que vier a ler este post obedeça a direção que o Senhor dá em seu coração. Amém.”
São João Batista de La Salle, rogai por nós!

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Mensagem para a Páscoa: a vitória de Cristo sobre a morte é luz para as trevas do mundo


A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, neste domingo, 5 de abril, um vídeo com a mensagem da Conferência para a Páscoa. Os membros da presidência reforçam a centralidade da Páscoa para os que professam a fé católica: “A celebração da Páscoa do Senhor é o centro da nossa fé! Proclamamos com alegria: Cristo ressuscitou! Ele é a nossa Páscoa e a nossa paz. Sua vitória sobre a morte ilumina as trevas do mundo e renova em nós a esperança de uma vida nova”.

Recordando os apelos do Papa Leão XIV, a mensagem aponta, em tom de Esperança, a celebração da Páscoa como um momento oportuno de conversão dos corações rumo à busca pela paz e à superação dos conflitos, violência e guerras. “A experiência do Ressuscitado não nos fecha em nós mesmos, mas nos envia ao encontro dos irmãos, especialmente dos que sofrem, para testemunhar que o amor é mais forte que o ódio e que a vida vence a morte”.


Leão XIV: a Páscoa de Cristo é uma nova esperança diante da sombra das guerras



Nesta Segunda-feira do Anjo, Leão XIV rezou a oração do Regina Caeli e refletiu sobre o Evangelho que relata um contraste de interpretações sobre a vitória de Cristo sobre a morte: o anúncio da verdade, através das mulheres, e o da mentira, pelos guardas subornados, que fala muito sobre "o valor do testemunho Cristão". "A Páscoa de Cristo significa dar nova voz à esperança" sobretudo aos oprimidos pela maldade. Papa também recorda Francisco, que faleceu na segunda-feira de Páscoa de 2025.

Andressa Collet - Vatican News

“Queridos irmãos e irmãs, Cristo ressuscitou! Feliz Páscoa! Esta saudação, repleta de maravilha e alegria, irá acompanhar-nos durante toda a semana. Ao festejar o dia novo que o Senhor fez para nós, a liturgia celebra a entrada da criação inteira no tempo da salvação: o desespero da morte é eliminado para sempre, em nome de Jesus.”

Assim o Papa Leão XIV começou a alocução antes da oração do Regina Caeli, que se reza ao invés do Angelus a partir desta Segunda-Feira do Anjo até o final da Páscoa, no dia de Pentecostes. Neste 6 de abril, o Pontífice junto aos cerca de 8 mil fiéis presentes na Praça São Pedro fizeram memória aos anjos, servidores e mensageiros de Deus. Em especial, ao Anjo que, no sepulcro, anunciou às mulheres que Jesus tinha ressuscitado. Aquelas mulheres descritas pelo Evangelho de hoje (Mt 28, 8-15), as primeiras que anunciaram a vitória de Cristo sobre a morte. Mas o Papa comentou que a Palavra de Deus também traz o relato dos guardas, que foram subornados pelos chefes do sinédrio (v. 11-14), com a versão de que Jesus "não ressuscitou, mas o seu cadáver foi roubado. A partir de um único dado, o túmulo vazio, surgem duas interpretações: uma é fonte de vida nova e eterna, a outra de morte segura e definitiva", refletiu o Pontífice. Esse contraste fala muito "sobre o valor do testemunho cristão e sobre a honestidade da comunicação humana".

Dar nova voz à esperança diante das guerras
A "narrativa da verdade é ofuscada pelas fake news, como se diz hoje, ou seja, por mentiras, insinuações e acusações infundadas", continuou o Papa, mas aos invés de permanecer escondida, "vem ao nosso encontro, viva e resplandecente, iluminando as trevas mais densas", como aconteceu com as mulheres ao chegarem ao sepulcro. Sem medo, Jesus se torna para elas e para o mundo "a boa nova": "a Páscoa do Senhor é a nossa Páscoa, a Páscoa da humanidade, porque este homem, que morreu por nós, é o Filho de Deus, que deu a sua vida por nós", afirmou o Papa, ao encorajar ao anúncio pascal quem hoje vive em meio à destruição das guerras:

"Caríssimos, como é importante que este Evangelho chegue sobretudo aos oprimidos pela maldade, que corrompe a história e confunde as consciências! Penso nos povos atormentados pela guerra, nos cristãos perseguidos por causa da sua fé, nas crianças privadas de instrução. Anunciar, em palavras e obras, a Páscoa de Cristo significa dar nova voz à esperança, caso contrário será asfixiada às mãos dos violentos. Na verdade, quando é proclamada no mundo, a Boa Nova ilumina qualquer tipo de sombra, em todos os tempos."

Cerca de 8 mil pessoas rezaram com o Papa a oração do Regina Caeli na Praça São Pedro (@Vatican Media)

Leão XIV recorda o Papa Francisco
Ao final da reflexão, os pensamentos do mundo e do próprio Leão XIV se voltaram a 2025 com a despedida do Papa Francisco: o Pontífice argentino faleceu no início da manhã da Segunda-feira do Anjo. Era 21 de abril quando o anúncio foi dado, com pesar, direto da Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano. E Leão XIV convidou todos os fiéis a rezarem em sua memória:

“À luz do Ressuscitado, recordemos hoje com especial carinho o Papa Francisco, que na segunda-feira de Páscoa do ano passado entregou a sua vida ao Senhor. Ao fazermos memória do seu grande testemunho de fé e amor, rezemos juntos à Virgem Maria, Sede da Sabedoria, para que possamos tornar-nos, cada vez mais, anunciadores luminosos da verdade.”

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EVANGELHO DO DIA (Mt 28,8-15)

ANO "A" - DIA: 06.04.2026
OITAVA DA PÁASCOA-1ª SEMANA DA PÁCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 8 as mulheres partiram depressa do sepulcro. Estavam com medo, mas correram com grande alegria, para dar a notícia aos discípulos. 9 De repente, Jesus foi ao encontro delas, e disse: "Alegrai-vos!" As mulheres aproximaram-se, e prostraram-se diante de Jesus, abraçando seus pés. 10 Então Jesus disse a elas: "Não tenhais medo. Ide anunciar aos meus irmãos que se dirijam para a Galileia. Lá eles me verão". 11 Quando as mulheres partiram, alguns guardas do túmulo foram à cidade, e comunicaram aos sumos sacerdotes tudo o que havia acontecido. 12 Os sumos sacerdotes reuniram-se com os anciãos, e deram uma grande soma de dinheiro aos soldados, 13 dizendo-lhes: "Dizei que os discípulos dele foram durante a noite e roubaram o corpo, enquanto vós dormíeis. 14 Se o governador ficar sabendo disso, nós o convenceremos. Não vos preocupeis". 15 Os soldados pegaram o dinheiro, e agiram de acordo com as instruções recebidas. E assim, o boato espalhou-se entre os judeus, até ao dia de hoje.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A alegria do Ressuscitado em nosso coração"

A alegria por meio do encontro com Jesus
Estamos na segunda-feira após o Domingo de Páscoa e vamos continuar compreendendo aquilo que o Evangelho quer nos ensinar. O Evangelho de Mateus 28,8-15 diz para nós o seguinte:

“Elas se afastaram prontamente do túmulo com um certo receio, mas, ao mesmo tempo, com alegria e correram a dar a boa notícia. Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: Salve! Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram os seus pés. Jesus disse-lhes: Não temais!”

Esse Evangelho é muito importante após a Ressurreição de Jesus, porque, agora, vamos ser testemunhas da experiência de fé que vivemos ao acreditar que Ele está vivo e que está no meio de nós. Duas coisas importantes, dois caminhos diante da Ressurreição: o caminho da fé e o caminho da rejeição da verdade. Porque agora, meu irmão, minha irmã, Jesus começa a se despedir também, porque ele vai ser assunto aos céus.

A alegria de crer no Cristo
Agora, a sua presença física não estará mais no meio de nós, mas a nossa fé nos garante que devemos continuar caminhando e acreditando que ele continua no meio do Seu povo. Ou seja, afastar-se rapidamente do sepulcro com temor e grande alegria. O que que significa? Significa que temor na Bíblia não significa medo, mas reverência diante da ação de Deus.

Elas acreditaram: Jesus ressuscitou! Ele não está mais no sepulcro! E Jesus diz para elas: “Não temas”. Elas percebem que estão diante de algo que ultrapassa toda a sua compreensão humana. A alegria toma conta do coração. A alegria de quem percebe que a morte foi vencida.

Transformados pela ressurreição
Quantos de nós, ao saber da ressurreição de Jesus, continuamos gestando em nós essas realidades de morte? Para quem acredita que Jesus está no meio de nós, Ele se reveste de temor, Ele se reveste de alegria, porque teme, porque acredita e porque tem fé de que é Deus que age e que Ele transforma todas as realidades da nossa vida.

Ou seja, o Evangelista mostra que a experiência do Ressuscitado provoca uma mistura de reverência e de alegria profunda. Quando Deus age, o coração humano é transformado pela Sua ressurreição. Que o Senhor nos ajude a continuar buscando a fé e rejeitando aquilo que nos afasta de Deus.

E que Ele nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Pe Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


Jesus Ressuscitou! Aleluia!

Jesus ressuscitou, Ele está vivo! Aleluia!

A morte foi vencida. Temos a certeza da fé, temos, pois, um coração agradecido por pertencer a essa Igreja e por participar dessa Páscoa, pois, com Jesus, estamos ressuscitando!

Meus amigos, temos muitos sinais que nos indicam o que aconteceu, e estamos celebrando essa graça em nossa vida e a experimentamos hoje. Ao acompanhar cada leitura, você percebe a grandeza dessa liturgia. Estávamos na expectativa, desde cedo, de que este momento acontecesse.

Logo no início, vimos a Bênção do Fogo, que se espalhou como sinal daquilo que significativo nesta noite: a luz que brilhou sobre as trevas, e o diabo sabe que foi derrotado. Em cada leitura, vemos os sinais proféticos, que são reflexos da beleza de Deus. Sabemos que existe o pecado, mas Cristo passou pela morte para vencê-la e tornar a salvação possível para nós.

Não somos frutos do acaso, mas do pensamento de Deus, que é Amor

Logo no início da criação, o Altíssimo demonstrou Seu Amor ao criar o homem e a mulher.

Vemos este mesmo Deus que deu a Abraão a demonstração da sua fé, e este deu a prova de que ele O amava mais do que todas as coisas. Depois, vemos, na Palavra do Êxodo, que Deus liberta o povo da escravidão. Sabemos que, em Cristo, temos a força necessária para vencer o pecado e nunca mais viver na escravidão.

O plano de Deus, para cada um de nós, é um plano de Amor e de vida por cada um de nós. A vitória da Ressurreição de Cristo faz de nós pessoas livres. Não pode haver escuridão em sua vida, porque Cristo é a Luz, o Princípio e o Fim de tudo. Somos convidados a assumir este plano de fidelidade em nossas vidas!
Existe um projeto de amor de um Deus que vem ao nosso encontro

Todas as leituras que ouvimos e lemos foram, durante séculos, a última catequese dos antigos cristãos. Estes compreendiam, com a ajuda dessas leituras, a grandeza do Amor de um Deus que vem ao encontro do Seu povo, é a promessa de Deus que se cumpre: “Tirarei seu coração de pedra e colocarei um coração de carne.”

Existe um projeto de amor de Deus por nós, mas esse plano exige uma aceitação, uma abertura de coração. No livro do profeta Baruc, vemos o clamor do profeta pela sabedoria de Deus, por isso, meus irmãos, não fiquemos alheios a isso, mas caminhemos de mãos dadas com o Autor de todas as coisas: Deus.

No Evangelho, vemos a surpresa daquelas mulheres que foram procurar Jesus no sepulcro, mas não O encontraram e ouviram da boca do anjo: “Ele ressuscitou!” E foram convidadas a anunciar Jesus Ressuscitado, sem medo, a todas as pessoas. Hoje, somos convidados a anunciar este mesmo Jesus em nossas casas. Onde é a sua “Galileia”? Para onde você precisa voltar? Onde você teve o encontro pessoal com Jesus? Este anúncio é muito importante, pois, em meio às provações, precisaremos voltar para a nossa “Galileia”. Certa vez, experimentamos esse anúncio de ressurreição; hoje, somos convidados a anunciar o Cristo Ressuscitado aos demais!

Você é católico ou zumbi?
Como tem sido a sua vida de anunciador de Cristo? Você é um católico ou um “zumbi”? Você tem valores cristãos ou vive uma vida de fingimento? Retome a radicalidade da sua fé! Talvez você tenha encontrado muitos “cristãos zumbis” em sua caminhada; e como tem sido a sua atitude diante deles? Muitos estão querendo implantar a ideologia de gênero nas escolas, e há os “mortos-vivos” que querem aprovar o aborto e a eutanásia. Amados, quem deve imperar sobre todas essas realidades é Jesus Cristo, o Ressuscitado!

Somos portadores da ressurreição e, em nome de Jesus, devemos cumprir o projeto de Deus em nossa vida. Você encontrará “zumbis” em muitas realidades da sua vida: em casa, na faculdade ou no trabalho, por isso assuma a responsabilidade de ir às periferias existenciais de quem vive uma vida à margem da sociedade para lhes falar de Cristo Ressuscitado.

Transcrição e adaptação: Luana Oliveira

Fonte: