sexta-feira, 26 de junho de 2026

Coleta para o Óbolo de São Pedro contribui para a missão do Papa e ocorre neste final de semana



No próximo domingo, dia 28 de junho, quando a Igreja no Brasil celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, será realizada a coleta do Óbolo de São Pedro. Essa iniciativa também é realizada em todo o mundo como forma concreta de apoiar o Santo Padre na sua missão ao serviço da Igreja universal.

O Óbolo de São Pedro é considerado um gesto concreto de comunhão com o Santo Padre e de solidariedade com a sua missão de levar o Evangelho por todo o mundo. Os recursos contribuem desde o anúncio do Evangelho até a promoção do desenvolvimento humano integral, da educação, da paz e da fraternidade entre os povos.

As doações para o Óbolo de São Pedro também contribuem para a missão pontifícia que se estende a todo o mundo por meio das atividades de serviço desenvolvidas pelos dicastérios, entidades e organismos da Santa Sé, além das iniciativas caritativas do Santo Padre em favor das pessoas e famílias em dificuldade, as populações afetadas por catástrofes naturais ou guerras, e aquelas que necessitam de assistência humanitária ou ajuda para o desenvolvimento.

Dia do Papa no Brasil
Aqui no Brasil, por determinação da VII Assembleia da CNBB, há a motivação de piedosa e generosa contribuição na coleta do Óbolo de São Pedro. As indicações daquela ocasião dizem respeito à comemoração do Dia do Papa, com pregações e orações que traduzam amor, comunhão, respeito e obediência ao Vigário de Cristo na terra, Cabeça da Santa Igreja universal em todas as igrejas e oratórios, mosteiros, conventos e colégios.

Fonte:  www.cnbb.org.br

Papa aos cardeais: "Preciso do apoio de vocês". Peço franqueza e lealdade


No discurso de abertura do Consistório Extrarodinário, Leão XIV foi sincero com os cardeais, pedindo apoio "forte, explícito e público" para que a Igreja continue a anunciar o Evangelho com maior fidelidade, liberdade e credibilidade. A missão, recordou, é a nossa razão de ser.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

"Como podemos ajudar hoje nossas Igrejas a anunciar o Evangelho com maior fidelidade, liberdade e credibilidade?" Esta foi a pergunta que Leão XIV dirigiu aos cardeais reunidos para o Consistório Extraordinário, em andamento no Vaticano.

Depois da Santa Missa na Basílica Vaticana, o Pontífice fez seu discurso de abertura na Sala Paulo VI, afirmando que a missão não é uma das muitas tarefas da Igreja, mas sua razão de ser. E é por isso, que se torna também o critério que orienta o discernimento.

Aprende-se caminhando, ressaltou o Santo Padre, explicando os quatro temas "profundamente interligados" que guiarão os trabalhos que hoje se iniciam. Não somos guardiões de interesses particulares, recordou, mas "discípulos e testemunhas do Reino de Deus, chamados a ser, em Cristo, fermento de fraternidade universal".

O Santo Padre faz seu discurso (@Vatican Media)

Quatro temas que convergem na missão da Igreja
O primeiro tema, portanto, é contemplar o mundo no qual a Igreja é chamada a anunciar o Evangelho. Antes de se questionar o que fazer, afirmou, é preciso deter-se diante da realidade, olhando-a com os olhos da fé e deixando-nos questionar pela escuta dos irmãos. Jesus habita os lugares de nossa vida cotidiana, e a Igreja é chamada a reconhecer a sua presença.

O segundo tema é a reflexão sobre a cultura do poder e a civilização do amor. "Muitos de vocês vêm de terras marcadas pela guerra, pela violência, pela polarização social ou religiosa. Mas nenhum de nós está alheio às muitas formas de conflito, de opressão e de divisão que hoje atravessam nossas sociedades. Por isso, o discernimento que somos chamados a realizar diz respeito a todos e interpela a missão da Igreja em todos os contextos."

Leão XIV indicou a Encíclica "Magnifica humanitas", que pode oferece chaves de interpretação para este tempo. Ao Papa, interessa saber como essas páginas ressoam nas Igrejas particulares, através dos questionamentos suscitados, das perspectivas abertas e dos passos sugeridos.

O terceiro tema é justamente o aprofundamento desta Encíclica, questionando-se sobre a contribuição que a Igreja pode oferecer para a construção do bem comum. "Vivemos em uma época em que cresce a tentação da fragmentação e os interesses particulares prevalecem com facilidade. A Doutrina Social da Igreja nos lembra que o bem comum não surge espontaneamente, mas exige responsabilidades compartilhadas."

Para a Igreja, acrescentou, isso se traduz num estilo sinodal a serviço da missão do Reino, em que as decisões são tomadas e as responsabilidades exercidas, com transparência, avaliação e corresponsabilidade.

Já o último tema diz respeito à implementação do Sínodo. "Diante das feridas do mundo, da construção do bem comum e da missão da Igreja, a sinodalidade indica um modo de proceder: ouvir, discernir e assumir juntos a responsabilidade pelas escolhas que o Senhor nos confia. A sinodalidade não é, antes de tudo, um conjunto de procedimentos; como já tive oportunidade de dizer várias vezes, a sinodalidade é uma atitude, uma abertura, uma disposição para compreender."

Não se trata de uma diminuição da autoridade; pelo contrário, ajuda a compreender mais profundamente o seu significado, que existe para guardar a comunhão, favorecer a participação de todos e orientar o caminho comum da Igreja.

Participam do Consistório cerca de 130 cardeais (@Vatican Media)

A missão é a razão de ser da Igreja
Para o Santo Padre, todos estes temas convergem em uma única pergunta: como podemos ajudar hoje nossas Igrejas a anunciar o Evangelho com maior fidelidade, liberdade e credibilidade?

"A missão não é uma das muitas tarefas da Igreja. É sua razão de ser e, justamente por isso, torna-se também o critério que orienta nosso discernimento. Quando aprendemos a ouvir uns aos outros, a compartilhar responsabilidades, a reconhecer a ação do Espírito nas diversas Igrejas, não estamos apenas melhorando nossa maneira de trabalhar: estamos nos tornando uma Igreja mais capaz de encontrar os homens e as mulheres do nosso tempo e de testemunhar a eles a alegria do Evangelho."

Um conselho sincero é sempre um ato de comunhão
Leão XIV pediu então uma ajuda especial aos cardeais:

“O ministério que o Senhor me confiou não pode ser vivido sozinho. Ele precisa da experiência de vocês, da sabedoria pastoral de vocês, do conhecimento que têm das Igrejas e dos povos que lhes foram confiados. Conto com vocês para que me ajudem a discernir o que o Espírito diz hoje à Igreja. Preciso do apoio de vocês: forte, explícito e público. Preciso sentir-me apoiado por vocês como irmãos.”

O pedido do Papa se estende para além desses dias de trabalho, através de "conselhos sinceros". "Ajudem-me a ouvir o que surge nas Igrejas, a reconhecer os sinais de esperança que muitas vezes crescem no silêncio, mas também a não ignorar as dificuldades, as incompreensões e as resistências que podem retardar o caminho. Preciso da liberdade de vocês, de sua franqueza e de sua lealdade. Um conselho sincero é sempre um ato de comunhão."

Por fim, mais um pedido, de que os cardeais apoiem esse estilo de discernimento eclesial, que exige paciência e, às vezes, suscita questionamentos. "No entanto, estou convencido de que o Senhor está nos ensinando uma maneira mais evangélica de viver juntos a responsabilidade que nos confiou. Daí também depende a credibilidade do nosso testemunho e a fecundidade da nossa missão."

O trabalho em grupos pode parecer inabitual para conduzir um Consistório, acrescentou o Papa, mas também isso faz parte do caminho pelo qual o Senhor está conduzindo a Igreja. "A comunhão nunca é um resultado conquistado de uma vez por todas: continua sendo uma conversão diária, que se concretiza na oração e por meio de atitudes concretas, relações de confiança e disponibilidade para nos ouvirmos reciprocamente."

Além do espaço para intervenções pessoais, Leão XIV reforçou que todos os participantes podem se sentir livres para lhe enviar observações ou reflexões confidenciais. "Mas peço que participem com confiança desse exercício eclesial. Nós também aprendemos a sinodalidade praticando-a; aprendemos juntos a crescer na comunhão. Agradeço-lhes desde já por sua disponibilidade, por sua liberdade interior e por seu amor à Igreja", concluiu o Santo Padre.

"Confiamos estes dias ao Espírito Santo, para que nos torne dóceis à sua voz e nos conceda a graça de buscar juntos o que melhor serve ao Evangelho e ao bem do Povo de Deus. Obrigado."

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EVANGELHO DO DIA (Mt 8,1-4)

ANO "A" - DIA: 26.6.2026
12ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- O Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

1 Tendo Jesus descido do monte, numerosas multidões o seguiam. 2 Eis que um leproso se aproximou e se ajoelhou diante dele, dizendo: "Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar". 3 Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: "Eu quero, fica limpo". No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra. 4 Então Jesus lhe disse: "Olha, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote, e faze a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho para eles".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Jesus quer purificar o seu coração"

Jesus quer restaurar a sua dignidade através do perdão
Senhor, se queres, tens o poder de purificar-me.
Tendo Jesus descido do monte, numerosas multidões o seguiam. Eis que um leproso se aproximou e se ajoelhou diante dele, dizendo: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse, “Eu quero, fica limpo”. No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra. (Mt 8,1-4)

Jesus desce do monte, e uma multidão sedenta o procura. Um leproso se aproxima d’Ele. E nós vemos, neste evangelho, uma cena bela, muito bonita.
Jesus quer saber a sua vontade

Vemos o encontro de duas vontades. A vontade do leproso que quer a cura, e a vontade de Jesus que quer curá-lo. Jesus estendeu a mão, e aquele homem ficou curado. O leproso queria ser curado, e Jesus queria curá-lo. Tanto que quando ele pergunta, Jesus diz: “Eu quero, fica limpo”.

A cura no confessionário
Ao visualizar essa cena, eu me recordo do sacramento da confissão. No confessionário, o penitente chega com a lepra do pecado e a apresenta ao sacerdote, confessa os pecados. Ele quer ser purificado por Deus.

O sacerdote impõe as mãos, faz a oração de absolvição, e aquele penitente sai dali também purificado. Se o pecado é uma lepra, quando nós vamos para os confessionários, nós somos purificados também de nossas lepras.

Nós vamos até o confessionário e dizemos: “Senhor, eu quero ser purificado”. E Jesus nos diz: “Também eu quero purificá-lo”. Ele nos purifica, ele nos cura.

Jesus quer que você caminhe na graça
Eu o convido, neste dia, a fazer um exame de consciência sobre a própria vida, sobre as próprias escolhas. Confesse os seus pecados, queira sair da vida de pecado para caminhar na graça de nosso Senhor Jesus Cristo, para caminhar sem lepra neste mundo.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo.

Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


Como viver como cidadão do Céu aqui na Terra: o caminho com Jesus


Somos cidadãos do Céu: o compromisso que transforma a vida
Queridos amigos, irmãos, família Canção Nova: nós, que vivemos e nos sentimos realizados por ter esse pedaço do céu em nossas mãos, queremos dizer que Deus está à frente de todas as coisas em nossa vida e na sua da Canção Nova. Tudo está entregue a Jesus. Quero dizer a vocês que nós somos cidadãos do céu. O céu é tudo para nós. Passamos por esta vida sem saber quando findará esse compromisso aqui na Terra com Deus. Eu não tenho compromisso com os homens; tenho compromisso com Deus. E porque tenho compromisso com Ele, automaticamente não vou errar com ninguém, porque Deus está em primeiro lugar. Se eu erro com alguém, já O ofendo; aí já não dá certo, já me afastei d’Ele.

Vivendo com o crachá de cidadão do céu
Como eu não quero me afastar das mãos de Deus, quero ser d’Ele. E quero falar um pouquinho para vocês sobre esta palavra: ser cidadão do céu. Eu passo a minha vida toda — não sei quando estarei indo —, mas faço força para viver aqui na Terra como um cidadão do céu. Já com a certeza do meu crachá escrito: “Cidadão do Céu”. Isso para mim é muito importante. É importante dizer a vocês o que eu sinto.

Na Carta aos Filipenses 3,20-21, diz-se assim: “Nós, ao contrário, somos cidadãos do céu. De lá, aguardamos como Salvador o Senhor Jesus Cristo”. Certo? De lá, O aguardamos como Salvador. De lá, do céu. E nós aqui, como os que gargalham — ou melhor, almejam — ser cidadãos do céu, só temos um caminho a seguir: seguir Jesus Cristo. Não há um segundo caminho.

A escolha entre dois caminhos: o céu ou o mundo
Por que eu falo isso para você? Porque existem dois caminhos na vida: o céu ou o inferno. Escolha nesse sentido. A liberdade de vida que Deus nos dá é muito difícil de administrar. Não estou reclamando de nada, mas se o cabresto fosse um pouquinho mais justo, se não existisse tanta liberdade… mas é a didática d’Ele.

Eu não O estou recriminando; estou dizendo que a didática que Deus nos dá é difícil para nós seguirmos o que Jesus quer. Eu tenho que manter a minha vida aqui na Terra no eixo; tenho que cumprir as ordens de Jesus. Porque, se eu cumprir as ordens do mundo, estarei fugindo para o outro lado, para um caminho que não me convém, e eu não quero segui-lo. Quero seguir este caminho que vai para o céu. Não posso nem entortar. Tem que ser assim: um vai para o céu, o outro vai para o inferno. Então, eu quero ir para o céu, quero ser cidadão do céu.

Sabendo que eu já tenho um lugar no céu, só vou para o inferno se eu quiser. Esta é a vida que nós temos que escolher. Ou vou passar a vida aqui nesta Terra esbanjando manjares, champanhe, poder, dinheiro e tudo o que se possa imaginar, ou vou escolher o céu, onde há uma pessoa que manda: Jesus Cristo. Até na sua vontade, se você deixar, Ele vai ajudá-lo, Ele vai comandar a sua vontade, entende? Ele sabe o que é bom e o que é ruim para você. Qualquer passo que você vá dar, Ele sabe se há um buraco ou não.

O perigo das distrações e da vaidade moderna
Às vezes, você leva um tombo na rua. Por quê? Porque não olhou para o chão ou estava atendendo o celular, não é? O que é uma coisa “bonita”… Hoje, você pega o celular, sai caminhando e vai trombando com todo mundo, entendeu? Deus está nisso? Lógico que não! Ele quer que você esteja atento ali, no lugar.

Deus nos fala assim:
“E Ele, Jesus Cristo, transformará o nosso corpo humilhado, tornando-o semelhante ao Seu corpo glorioso, graças ao poder que O torna capaz também de sujeitar a Si todas as coisas”. Olha que coisa importante: Jesus foi crucificado, foi humilhado, apanhou, certo? Fizeram d’Ele uma miséria. Mas Ele não abriu a porta do Seu coração ao mal, porque sabia que o lugar d’Ele não era esta Terra; o lugar d’Ele era o céu. Passamos aqui a falar das tentações, passamos a falar das humilhações. Quero dizer para vocês que isso também acontece conosco, em pequena escala, mas acontece.

A fraqueza humana é muito forte em nós. Nem tudo nos convém. O grande segredo: eu tenho que ser do céu, cidadão do céu. Na Terra eu vou viver, vou passar o tempo que Deus quer que eu viva. Se amanhã cedo eu amanhecer morto, ou se hoje eu morrer… porque não há hora, não há dia, não há nada que nos indique a nossa morte. Nem mesmo os minutos ou os segundos. Quando a luz se apaga, foi Deus quem a apagou.

A escolha decisivo: o único caminho para o céu e a certeza do nosso lugar
Agora, se você faz alguma coisa que não está sob o comando de Jesus, a consequência é sua. Quantas coisas difíceis as pessoas famosas estão passando na vida! Por quê? Porque não tinham uma direção; o mundo não tem um caminho, tem milhares de caminhos a seguir. Já para o céu, só há um caminho. Para o mundo há milhares, ele oferece tudo a você.

Mas eu quero dizer uma coisa: quando é que nós vamos tomar jeito, criar juízo e pensar em acalmar a nossa vida, alimentando a nossa alma de acordo com Jesus, de acordo com a vontade de Deus? Porque a palavra para nós é tão nítida: “Nós, ao contrário, somos cidadãos do céu”.

Aqui diz no versículo 19: “O fim deles é a perdição. O deus deles é o ventre. A glória deles está no que é vergonhoso. Só pensam nas coisas terrenas”. Está no versículo 19, um pouquinho acima de onde queríamos pegar este gancho do “cidadão do céu”.

Então, se você não quer ser cidadão do céu, se você quer entrar pelas estradas da vida… seja feliz naquilo que você construir. Mas seja um cidadão do céu! Deus abençoe você e o guarde. E pense sempre: “Eu tenho um santo pensando em mim, intercedendo por mim. Eu tenho um anjo intercedendo por mim”. E assim nós chegaremos a esse lugar onde eu já tenho, na minha carteira, marcado o meu lugar.

Do seu amigo,

Wellington Silva Jardim – Eto
Cofundador da Comunidade Canção Nova



São Josemaria Escrivá


Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro na Espanha, em 9 de janeiro de 1902. Ele cresce uma família católica, ele era o segundo de um total de seis filhos do casal José Escrivá e Maria Dolores Alba.

Já na infância ele se depara com as dores da vida, entre os anos de 1910 e 1913, as três irmãs mais novas morreram. Já no final de 1914, sua família se muda para Logronho, pois a empresa de seu pai faliu.

Em 1917, Josemaría sente o chamado de sua vocação, a partir de um fato inusitado, ao perceber as pegadas de um carmelita que caminhava descalço na neve, ele se sentiu tocado por Deus e que precisava se entregar ao serviço de Deus.

Em 1918 iniciou seus estudos no Seminário de Logronho, como aluno externo, em 1920, entrou para o Seminário de São Carlos, de Saragoça.

No dia 28 de Março de 1925, foi ordenado sacerdote na capela do Seminário. No dia 30, celebrou a primeira Missa na Basílica do Pilar, em sufrágio pela alma do pai que havia falecido há quatro meses. Passou a exercer o ministério em um povoado rural. Depois, trabalhou em Saragoça. Autorizado pelo bispo, foi para Madri em 1927, onde se formou em Direito.

Em 2 de outubro de 1928, Josemaría participava de um retiro espiritual e, enquanto meditava, “vê” a missão que o Senhor lhe chamava: iniciar um novo caminho vocacional na Igreja, promover a busca da santidade e o apostolado através da santificação do trabalho ordinário no meio do mundo, sem mudar de status. Nascia assim a Opus Dei. Poucos meses depois, o Senhor o fez compreender que deveria incluir também as mulheres.

Em 24 de fevereiro de 1947, o Papa Pio XII concedeu o decretum laudis e, em 16 de junho de 1950, a aprovação definitiva.

São Josemaría Escrivá morreu por causa de uma parada cardíaca, no dia 26 de junho de 1975. Ele estava em seu escritório, aos pés de uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe.

A Opus Dei já estava presente nos cinco continentes, tendo mais de sessenta mil membros em oitenta países.

Foi beatificado em 17 de maio de 1992 e sua canonização aconteceu no dia 6 de outubro de 2002, em cerimônia celebrada pelo papa São João Paulo II.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão:

O objetivo do Opus Dei é elevar a Deus toda realidade criada, com a ajuda da graça, para que Cristo reine em todos e em tudo; conhecer Jesus Cristo, torná-lo conhecido, levá-lo a todos os lugares. Imagino que de tudo tirais oportunidade para ter intimidade com Deus e com a sua Mãe bendita, nossa Mãe, e com São José, nosso Pai e Senhor, e com os nossos Anjos da Guarda, para ajudar a Igreja Santa, nossa Mãe, que está tão necessitada, que está a passar tão mal no mundo, neste momento! Temos de amar muito a Igreja e o Papa, seja ele quem for. Pedi ao Senhor que o nosso serviço seja eficaz para a sua Igreja e para o Santo Padre”.

Oração:

“Ó Deus, que por mediação da Santíssima Virgem Maria, concedestes inumeráveis graças a São Josemaria, sacerdote, escolhendo-o como instrumento fidelíssimo para fundar o Opus Dei, caminho de santificação no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres cotidianos do cristão, fazei que eu saiba também converter todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar, e de servir com alegria e com simplicidade a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, iluminando os caminhos da terra com o resplendor da fé e do amor. Concedei-me por intercessão de São Josemaria o favor que vos peço... Assim seja. Pai Nosso, Ave-Maria, Glória.”

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Estão abertas até 30 de junho as inscrições para a 2ª rodada do ano de avaliação de projetos do Fundo Nacional de Solidariedade



Encontram-se abertas, de 1º a 30 de junho deste ano, as inscrições no Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de projetos e iniciativas que contribuam para a promoção da moradia digna como prioridade e direito, em sintonia com o objetivo geral da Campanha da Fraternidade 2026.

Os projetos que se cadastrarem neste período, e cuja documentação estiver toda aprovada de acordo com as exigências do edital publicado, em 15 de abril deste ano, serão analisados na segunda reunião do Conselho Gestor do FNS neste ano marcada para 30 de julho próximo.

O coordenador do Departamento Social da CNBB, Franklin Queiroz, pede que as entidades e organizações fiquem atentas ao ‘status” do projeto no cadastramento sistema do FNS. De acordo com ele, no início do cadastramento a cor do “status” da inscrição do projeto é “cinza”. A cor que indica que a condição que o processo foi encerrado no sistema é “marrom”. Quando o projeto for aprovado, o projeto será indicado com uma cor “verde”.

Como se inscrever
As inscrições deverão ser feitas pelo site do FNS. Em 15 de abril deste ano, CNBB lançou o edital do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), voltado ao apoio financeiro de projetos ligados à Campanha da Fraternidade 2026, que tem como tema “Fraternidade e Moradia” e lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

O documento regulamenta o cadastro de propostas na plataforma do FNS para receber recursos da Coleta Nacional da Solidariedade, realizada nas celebrações do Domingo de Ramos, nos dias 28 e 29 de março de 2026.

O objetivo do edital é apoiar iniciativas que contribuam para a promoção da moradia digna como prioridade e direito, em sintonia com o objetivo geral da Campanha da Fraternidade 2026. Os projetos poderão ser inscritos em três eixos: apoio emergencial a populações em situação de vulnerabilidade decorrente da falta de moradia; construção, reforma e outras iniciativas coletivas voltadas ao acesso à moradia digna; e ações de conscientização, formação e articulação em defesa do direito à moradia e aos bens essenciais.

Período de inscrições
Para este ano, existem ainda três possibilidades de inscrição. de 1º a 30 de junho, de 1º a 30 de agosto e de 1º a 30 de outubro de 2026. Os projetos inscritos serão avaliados em reuniões ordinárias do Conselho Gestor do Fundo, previstas para 30 de julho, 21 de setembro e 23 de novembro.

Cada projeto poderá receber até R$ 50 mil. O edital prevê que cerca de 30% dos recursos disponíveis sejam destinados a cada um dos três eixos. Os 10% restantes serão reservados para ações de animação, promoção e divulgação da Campanha da Fraternidade em âmbito nacional e regional. Os 19 regionais da CNBB poderão apresentar projetos específicos de até R$ 25 mil para este fim.

O edital reforça ainda que as entidades interessadas devem conhecer previamente o Guia de Cadastramento de Entidades e Projetos disponível na plataforma do Fundo. Também destaca que a inscrição implica aceitação integral das normas do edital e do estatuto do Conselho Gestor do FNS.
Saiba mais:

Acesse (aqui) o edital na íntegra.
Acesse o site do FNS (aqui).
Confira o site de Campanhas da CNBB (aqui).
Por Willian Bonfim

Papa: a Eucaristia é o antídoto contra as divisões que minam o nosso mundo


Depois da visita à Espanha e da catequese dedicada a esta viagem apostólica, Leão XIV retomou esta quarta-feira o ciclo dedicado aos documentos conciliares. O comentário de hoje foi sobre o mistério eucarístico, a partir da Constituição "Sacrosanctum Concilium" (SC) sobre a Liturgia.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

Mesmo sob forte sol, com temperatura acima dos 35 graus, milhares de fiéis se reuniram na Praça São Pedro para a última Audiência Geral antes da pausa de verão. Como de costume, no mês de julho são canceladas todas as audiências no Vaticano. O único momento público do Papa é a oração do Angelus todos os domingos. Leão XIV deu continuidade às catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, em particular sobre a Constituição Sacrosanctum Concilium (SC) sobre a Liturgia, destacando a influência de Santo Agostinho neste texto.

"Para os cristãos, participar na ceia do Senhor significa, de fato, «ser instruídos pela palavra de Deus; alimentar-se à mesa do Corpo do Senhor; dar graças a Deus». É ao recebê-Lo na Sua Palavra e na Eucaristia que nos tornamos aquilo que recebemos. Tornamo-nos o Corpo cuja Cabeça é o Cristo ressuscitado, sentado à direita do Pai, que nos prepara um lugar nos céus."

A Eucaristia é oblação
Assim, explicou o Pontífice, a Eucaristia é "o sacramento do Reino que vem". É o Pão do caminho, que nos conduz para a Pátria celestial. A Eucaristia é a forma do sacrifício espiritual dos cristãos, na medida em que é o caminho da união com Deus e da união recíproca. Ao participarem dela, aprendem a oferecer-se a si mesmos, a adotar o estilo de vida do próprio Senhor Jesus, marcado pela doação gratuita. Esta doação, prosseguiu o Papa, nos faz entrar na dinâmica da unidade, "que oferece um poderoso antídoto contra os fermentos de divisão que minam o nosso mundo, as nossas comunidades, as nossas famílias, o nosso coração".

Deste modo, quando participamos da Missa, somos convidados a ouvir a Palavra de Deus e a alimentar-nos à mesa do Senhor. A Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística estão intimamente ligadas entre si a ponto de formarem um só ato de culto.

O Lecionário, fruto da reforma litúrgica
No que diz respeito à Palavra, Leão XIV recordou que não se trata apenas de adquirir um conhecimento intelectual sobre as Escrituras, mas de receber a Palavra «viva e eficaz», dirigida por Deus a todos e, ao mesmo tempo, a cada um; Palavra que, juntamente com o Pão eucarístico, nos nutre e alimenta e nos faz passar da decadência do pecado para a vida nova em Cristo.

O Vaticano II pediu que os fiéis fossem bem preparados para receber "os tesouros da Bíblia". Fruto da reforma litúrgica foi, portanto, o Lecionário, ou seja, o livro que reúne todas as leituras bíblicas para as celebrações litúrgicas, de modo a conjugar «fidelidade à tradição» com a «abertura a um progresso legítimo».

"Queridos irmãos e irmãs, bebamos com fé desta fonte de vida divina e deixemo-nos transformar pelo mistério que celebramos", foi o apelo de Leão XIV na conclusão de sua catequese.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 7,21-29)

ANO "A" - DIA: 25.06.2O26
12ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21 "Nem todo aquele que me diz: 'Senhor, Senhor', entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22 Naquele dia, muitos vão me dizer: 'Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?' 23 Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal. 24 Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25 Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26 Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27 Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!" 28 Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29 De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Construir a vida em Deus"

Construir no fundamento eterno
É feliz quem deixa que sua vida seja construída no vínculo ao coração de Jesus.

“Portanto, quem ouve essas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente que construiu sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. Por outro lado, quem ouve essas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu e sua ruína foi completa.” (Mt 7,21-29)

Construir a casa sobre a rocha é colocar o fundamento de tudo em Jesus, em nosso Senhor. A nossa vida moral, nossas escolhas, também nossas escolhas afetivas, inclusive as profissionais, devem passar pelo crivo da vida nova em Cristo. Isso sim é construir a vida sobre a rocha.

Construir sobre a areia ou a rocha?
Construir sobre a areia é confiar em realidades provisórias, realidades puramente materiais, digamos realidades sem qualquer fundamento de espiritualidade. Construir sobre a rocha é saber que todas essas realidades provisórias são utilizáveis, mas nunca deverão ter a última palavra.

O que permanece quanto o vento sopra
O vento das realidades provisórias podem soprar sobre a vida construída na rocha, mas essa não será destruída. A vida construída sobre a rocha, que é Jesus, não será destruída nem com os ventos contrários. Dinheiro passa, poder passa, prazer passa, afetos passam, as farras passam, mas Deus permanece; e quem permanece n’Ele também permanece para a vida eterna.

Rezemos neste dia, rezemos ao final desta homilia: Senhor, nós queremos permanecer em Ti. Nós queremos, Senhor Jesus, permanecer em Ti, porque o Senhor é a rocha firme.

Sobre você, desça e permaneça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova