quinta-feira, 26 de março de 2026

Comissão de Textos Litúrgicos se encontra para preparar método de votação de textos litúrgicos na 62ª AG CNBB



A Comissão de Textos Litúrgicos (Cetel) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) encontra-se em reunião na sede da Conferência em Brasília (DF), de 24 a 26 de março. De acordo com o presidente da Comissão e bispo de Bonfim (BA), dom Hernaldo Pinto Farias, trata-se de um encontro presencial previsto na programação de 2026 da Cetel.

“Nesta reunião presencial nós nos dedicamos, em primeiro lugar, em preparar o formato e o método de votação dos cinco textos litúrgicos que serão apresentados na 62ª Assembleia Geral da CNBB para aprovação e votação”, disse dom Hernaldo.


Formulários revisados
A Cetel alinhou com o Secretariado Geral da CNBB como serão apresentados na próxima Assembleia Geral os textos já revisados dos formulários de Santa de Tereza de Calcutá, formulário completo da Missa pelo cuidado da Criação e os formulários da Bem Aventurada Maria, Advento e Natal.

Além disto, segundo dom Hernaldo, a Comissão também vai submeter à aprovação da 62ª AG CNBB as datas, no Brasil, para a celebração da memória de São Carlo Acutis e do Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires.



Por Willian Bonfim com fotos de Fiama Tonhá - ASCOM CNBB.

O Papa: na loucura da guerra, é importante defender a vida em todas as suas fases


O Papa: na loucura da guerra, é importante defender a vida em todas as suas fases
O Pontífice fez um apelo pela proteção da vida desde a concepção até a morte natural, com um pensamento voltado para aqueles que vivem em áreas de conflito, no final da Audiência Geral, na saudação aos fiéis da Polônia, onde se celebra, neste 25 de março, o Dia da Santidade da Vida. Dirigindo-se aos peregrinos franceses, convidou a rezar pelos Pastores da Igreja, para que estes ajudem os fiéis a "se engajarem ativamente na construção da Igreja e na construção de um mundo de paz".

Tiziana Campisi – Vatican News

O Papa Leão XIV voltou a pedir a proteção da vida humana durante a Audiência Geral desta quarta-feira (25/03) realizada na Praça São Pedro, enquanto os conflitos e hostilidades continuam semeando morte no Oriente Médio.

O Pontífice fez este apelo na saudação aos peregrinos poloneses, lembrando que nesta quarta-feira, 25 de março, celebra-se o Dia da Santidade da Vida na Polônia, que promove a adoção espiritual de uma criança concebida. Abençoada e apoiada por João Paulo II, em 1994, a iniciativa agora é difundida em todo o mundo. Consiste numa oração diária, durante nove meses, pela vida de uma criança concebida que esteja em risco, podendo ser iniciada em qualquer dia do ano. Iniciativas semelhantes são "realmente necessárias", afirmou o Papa, que lançou um novo apelo:

“Em tempos marcados pela loucura da guerra, é importante defender a vida desde a concepção até o seu fim natural.”

Compromisso com a construção da paz
Dirigindo-se aos fiéis de língua francesa, o Bispo de Roma reiterou seu convite a trabalhar em prol da harmonia entre os povos e pediu orações pelo trabalho daqueles a quem foi confiada a orientação do Povo de Deus.

“Rezemos pelos Pastores da Igreja, para que, trabalhando colegialmente e em comunidade, proclamem fervorosamente a Boa Nova e ajudem os fiéis a se engajarem ativamente na construção da Igreja e na construção de um mundo de paz.”

Sejam testemunhas corajosas de Cristo
Em sua saudação aos peregrinos de língua árabe e aos provenientes da Terra Santa, o Pontífice encorajou todos os fiéis a levarem a Boa Nova de Cristo e a serem suas testemunhas amorosas.

“Todo cristão é chamado a ser um discípulo cheio de amor e um mensageiro corajoso para anunciar o Evangelho em todo o mundo.”

Seguir o exemplo de Maria
Antes de se despedir dos fiéis, Leão XIV recordou que nesta quarta-feira a Igreja celebra a Solenidade da Anunciação do Senhor. "Que seja para todos um convite a seguir o exemplo de Maria Santíssima, para estar sempre prontos a fazer a vontade de Deus", concluiu.

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EVANGELHO DO DIA (Jo 8,51-59)

ANO "A" - DIA: 26.03.2026
5ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

- Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!
- Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 51 "Em verdade, em verdade, eu vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte". 52 Disseram então os judeus: "Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: 'Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte'. 53 Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes tu ser?". 54 Jesus respondeu: "Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55 No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56 Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se". 57 Os judeus disseram-lhe então: "Nem sequer cinquenta anos tens , e viste Abraão!?" 58 Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou". 59 Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Jamais verá a morte quem guardar a Palavra de Jesus"

Vença o pecado e guarde o seu coração no Coração de Jesus
Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: “Em verdade, em verdade eu vos digo: ‘Se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a mortes'” (João 8,51-59).

Irmãos e irmãs, a morte física não é o fim para aqueles que creem e guardam a Palavra de Jesus. Isso nós escutamos no Evangelho de hoje: a morte física jamais será o fim para aqueles que têm fé.

Guardar a Palavra como um compromisso de obediência e fé
O que significa guardar a palavra? Guardar a palavra é crer, guardar a palavra é obedecer. Guardar a palavra é viver em conformidade, guardar a palavra é atitude ativa. Então nós vamos viver em conformidade com a vontade de Deus, para aquilo que nós fomos criados, com um objetivo sublime, um objetivo solene: viver longe do pecado.

Esse objetivo sublime é a vida em santidade, e todos nós somos vocacionados a ela. A santidade é muito mais escolha de permanecer em comunhão, então é uma escolha positiva. Se eu estou em comunhão com Deus, logicamente eu vou abandonar tudo aquilo que não gera comunhão com Ele, e, logicamente, vou abandonar o pecado. Mas o primeiro objetivo da santidade é que o nosso coração esteja vinculado ao coração de Deus. Então, quando se fala de santidade assim, talvez até soe um pouco “mais leve” para você.

O caminho para abrir-se à graça
Santidade não se trata apenas de um combate seu, de um combate sozinho, mas de acolhida e abertura para viver, de fato, aquilo que Deus esperou para você desde sempre e nunca será uma realidade penosa. Abra-se à ação da graça de Deus, guarde a palavra e guarde-se para a vida eterna.

O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós. A bênção do Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova



É preciso que cresçamos de fé em fé

É preciso que cresçamos de fé em fé

É com essa entrega que iniciamos nossa jornada de fé. Muitas vezes, aproximamo-nos de Deus carregando ressentimentos e histórias pautadas em sofrimento, como a Samaritana, mas precisamos compreender que o Senhor conhece toda a nossa história e, mesmo assim, tem sede de nós.

Nessa caminhada, o Papa nos faz um apelo urgente: é preciso recolocar, no centro da vida, a Palavra de Deus. Recolocar significa que ela já esteve lá, mas talvez tenha sido deixada de lado. O objetivo de um encontro com Cristo é aprender a colocar a Palavra no centro e não a tirar mais dali.


A transfiguração e o resultado da Cruz
Muitas vezes, temos medo das provas da vida. Mas Jesus, ao subir o Monte da Transfiguração, mostrou aos discípulos o resultado final da cruz: a glória. É como uma professora que toca no ombro de um aluno tenso antes da prova e diz que a vaga já é dele; ele ainda precisará fazer o exame, mas o fará com o coração aliviado.

Ao descer a montanha, Jesus realiza três gestos poderosos que devemos pedir para nós hoje: tocar, levantar e expulsar o medo. Ele nos ensina que a cruz é uma prova necessária, mas a vitória já está garantida para quem permanece n’Ele.
Os três pontos para a vitória espiritual

Baseado no relato de Marcos 9, onde um pai desesperado busca a cura para seu filho, podemos destacar três pilares fundamentais para a nossa vida. O pai do menino fez a oração mais verdadeira do Evangelho: “Senhor, eu creio, mas aumentai a minha fé”.

Ele não chegou como um herói, mas como alguém cansado e ferido. O inimigo se aproveita das nossas feridas, mas ele teme a fé que começa a crescer. O demônio não teme o seu passado, ele teme a sua decisão de não cometer mais os mesmos erros a partir de hoje.

A liberdade espiritual
A liberdade começa quando decidimos que, aconteça o que acontecer, não soltaremos a mão de Jesus. Isso se chama fidelidade. Não podemos baixar a guarda, pois quando a nossa fé enfraquece, o inimigo se utiliza das brechas para causar ruínas em nossa vida e em nossa família. A sua casa só não ruiu ainda porque existe você, um homem ou mulher de fé, com as mãos erguidas em oração.

A oração de fé que vence o mal
Jesus foi claro: “Essa espécie não sai a não ser pela oração”. Não há vitória sem vida de intimidade com Deus. Orar é elevar o coração a Ele. Se negligenciamos a oração e a Palavra para gastar tempo com fofocas ou distrações digitais, perdemos a autoridade espiritual. O combate espiritual exige que sejamos conduzidos pelo Espírito Santo e tenhamos a Palavra de Deus como nossa defesa.

Os quatro pilares da libertação verdadeira
A libertação não é apenas um evento emocional, é um estilo de vida. Para que a graça de Deus se mantenha viva em nós, precisamos seguir quatro pontos essenciais:

Oração constante

Vida sacramental (Confissão e Eucaristia)

Renúncia ao pecado
Perseverança na fé

A grande libertação não é apenas a expulsão de um mal, mas a conversão do coração. Quando estamos cheios do amor de Deus, não sobram brechas para o inimigo atacar.

Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin

São Bráulio


São Bráulio nasceu na Hispânia (Espanha), por volta de 585-590, não se sabe ao certo se em Gerona, Sevilha, Toledo ou Saragoça. Seu pai Gregório e seu irmão mais velho, João, foram bispos; outro irmão, Frumiano, era religioso (na sua mesma abadia), sua irmã Pompônia abadessa, e somente sua irmã Basila foi casada, e depois viúva. Com 20 anos, entrou para a abadia de Santa Engrácia, onde seu irmão João o ajudou nos estudos elementares, de cultura clássica, religião e vida ascética.

Dez anos depois, muda-se para Sevilha, o maior centro cultural da Espanha na época, para aprofundar-se nos estudos, e ali tornou-se grande amigo e aluno do maior sábio do seu tempo, Santo Isidoro de Sevilha. Este o chamava de "amadíssimo senhor meu e caríssimo filho". Bráulio muito estimulou Isidoro para que escrevesse sua obra enciclopédica, e acabou por receber dele o encargo de revisá-la e ampliá-la, em 637. Na verdade, São Bráulio foi o melhor escritor espanhol de seu tempo, depois de Santo Isidoro, embora tenha trabalhado mais como incentivador da cultura do que como escritor. Assim escreveu por exemplo a Vita (vida) de Santo Emiliano, mas sobretudo preocupou-se com a formação e enriquecimento de bibliotecas (muito da sua correspondência com Isidoro trata de manuscritos e aquisições para elas).

Em 625 volta para Saragoça, onde o irmão João era arcediago (dignitário da Igreja que recebe do bispo certos poderes junto aos párocos, curas, abades etc. no âmbito diocesano, para a administração de afazeres eclesiásticos) e depois bispo, e o sucedeu em ambos os cargos, assumindo a diocese em 631. Este foi um período difícil, quando grassaram pestes, flagelos e carestias, exigindo muito do seu zelo.

São Bráulio participou de três concílios em Toledo, do quarto ao sexto (respectivamente em 633, 636 e 638). Neste último, foi incumbido pelos demais participantes (que incluíam alguns Metropolitas, isto é, arcebispos, portanto de maior dignidade eclesiástica) de comunicar-se com o Papa Honório I para esclarecer a ele a posição dos bispos, que criticara por negligência nas suas funções.

São Bráulio também aconselhou e foi confidente de vários reis visigodos. Recesvinto, filho de um deles (Quindasvinto), recomendou que Bráulio fosse coroado como "rei associado". Por tudo isso, Bráulio foi importantíssimo na consolidação da Igreja na região espanhola.

Praticamente cego e esgotado em 650, São Bráulio faleceu em 651, sendo considerado padroeiro das missões do Evangelho.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Além das grandes obras de caridade no bispado, diretamente voltadas para este serviço, como o auxílio aos necessitados dos flagelos, temas de concílios e diplomacia eclesiástica, São Bráulio destacou-se ainda mais pela sua contribuição direta e indireta na cultura, com seus próprios escritos e incentivo a outros autores – notadamente ninguém menos que Santo Isidoro – e impulso para a criação e aumento das bibliotecas. Naturalmente, visava que se enriquecessem verdadeiramente, com apenas volumes de valor; a literatura pagã, esta considerava “vão palavreado, frivolidade que satisfaz a inquietação humana, fumo impalpável e vento de ostentação”. Por contraste, ao pedir uma cópia de “Etimologias” de Santo Isidoro, assim se expressa ao autor e amigo: “Pensa que não tens o direito a conservar escondidos os talentos, nem a fugir à distribuição dos alimentos que te foram confiados. Abre a mão, reparte os teus bens entre os necessitados, para que estes não pereçam de fome”. Vê-se aqui quão claramente São Bráulio entendia o valor do alimento espiritual; e realmente, o alimento mais necessário ao Homem, sem desfazer da sua necessidade física, é o pão Eucarístico. Uniu portanto perfeitamente a correta valorização da cultura sem confundi-la com a mera vaidade do saber, dando o exemplo de que a verdadeira sabedoria não é simples conhecimento, mas Caridade. Cego para as coisas mundanas, esgotou-se na erudição da alma com suas boas obras, das quais ensinar os ignorantes é uma das mais importantes.

Oração:

Deus de infinita sabedoria, que desejais que não somente cresça a nossa Fé, mas também a nossa Razão, a qual também nos destes para embasar corretamente o que cremos, concedei-nos por intercessão de São Bráulio saber valorizar a cultura, tanto pessoal quanto como nação, e mais ainda como Igreja; pois os indivíduos, países e fiéis mal formados são a presa fácil do demônio. E deste modo, alimentando-nos da Palavra e provendo este santo alimento aos irmãos, façamos como ele a nossa parte na consolidação da Igreja nesse tempo, de modo a podermos ser futuramente associados ao Rei dos Céus que sois Vós mesmo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Secretário-geral da CNBB recebe ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar


O bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, recebeu na manhã desta terça-feira, 24, na sede da entidade, a visita institucional do ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Luiz Paulo Teixeira.

O encontro foi solicitado pelo ministro que, tendo origem nas Pastorais Sociais da Igreja Católica, quis apresentar à Conferência Episcopal as ações desenvolvidas nos últimos anos no âmbito das políticas públicas voltadas para o campo brasileiro, especialmente as famílias de pequenos produtores rurais.

Os participantes puderam compartilhar preocupações comuns entre a Igreja e o governo brasileiro, especialmente no que diz respeito aos conflitos e as mortes no campo registrados anualmente pela Comissão Pastoral da Terra, pelo Conselho Indigenista Missionário e o Conselho Pastoral dos Pescadores.


Ao final do encontro, dom Ricardo Hoepers, entregou ao ministro e seus assessores o texto-base da Campanha da Fraternidade 2026, cujo tema é Fraternidade e Moradia.

Além de dom Ricardo, receberam o ministro Paulo Teixeira o assessor de Relações Institucionais e Governamentais da CNBB, frei Jorge Luiz Soares; os subsecretários adjuntos geral, padre Leandro Megeto, e de Pastoral, padre Tiago Camargo; e o assessor da Comissão para a Ação Sociotransformadora da CNBB, padre Edson Thomassim.

Padre Edson Thomassim, padre Tiago Camargo, dom Ricardo Hoepers, ministro Paulo Teixeira, padre Leandro Megeto e frei Jorge Luiz Soares 
Foto: Fiama Tonhá/CNBB

Luiz Lopes Jr


Papa: na Igreja, a hierarquia existe em função do serviço, não do poder


A partir do ensinamento da Lumen Gentium, no seu capítulo III, Leão XIV dedicou sua reflexão à dimensão hierárquica do novo Povo de Deus, que tem seu fundamento nos Apóstolos, colunas vivas escolhidas por Jesus.

Thulio Fonseca - Vatican News

O céu ensolarado na Praça São Pedro acolheu milhares de fiéis e peregrinos que vieram ao Vaticano para a Audiência Geral com o Papa Leão XIV, nesta quarta-feira, 25 de março. Em sua catequese, o Santo Padre deu continuidade ao ciclo de reflexões sobre os documentos do Concílio Vaticano II, aprofundando o capítulo III da Constituição dogmática Lumen Gentium, dedicado à estrutura hierárquica da Igreja.

Ao iniciar sua reflexão, o Pontífice recordou que a Igreja encontra seu fundamento nos Apóstolos, escolhidos por Cristo como sustentação viva do seu Corpo, e sublinhou que essa dimensão hierárquica "opera ao serviço da unidade, da missão e da santificação de todos os seus membros”.

Fundamento apostólico da Igreja
Leão XIV também explicou que a estrutura hierárquica da Igreja está intimamente ligada à continuidade da missão confiada por Cristo aos Apóstolos. Por meio da sucessão apostólica, esse ensinamento é preservado e transmitido ao longo da história, garantindo a fidelidade ao Evangelho. Nesse sentido, destacou que a própria Lumen Gentium apresenta essa realidade como constitutiva da Igreja, e não como elemento secundário ou posterior:

“A estrutura hierárquica não é uma construção humana, funcional à organização interna da Igreja como corpo social, mas uma instituição divina destinada a perpetuar a missão dada por Cristo aos Apóstolos até ao fim dos tempos.”

Serviço ao Povo de Deus
O Papa também aprofundou a relação entre o sacerdócio comum dos fiéis e o sacerdócio ministerial, recordando que ambos participam, de modos distintos, do único sacerdócio de Cristo e se ordenam mutuamente na vida da Igreja. Assim, a hierarquia existe em função do serviço, e não do poder. Dentro dessa missão, os ministros ordenados — bispos, presbíteros e diáconos — recebem a responsabilidade de guiar, santificar e ensinar o povo de Deus, sempre em vista da salvação de todos:

“Os bispos, em primeiro lugar, e através deles os sacerdotes e os diáconos, receberam deveres que os conduzem ao serviço de todos os que pertencem ao Povo de Deus.”

Uma hierarquia que nasce da caridade
Retomando o ensinamento conciliar, o Santo Padre enfatizou que a autoridade na Igreja deve ser compreendida à luz da caridade de Cristo, configurando-se como verdadeira “diaconia”, isto é, serviço. Trata-se de uma missão que brota do amor e se orienta para a edificação da comunidade e a transmissão fiel da fé:

“Com o adjetivo ‘hierárquica’, portanto, o Concílio deseja indicar a origem sagrada do ministério apostólico na ação de Jesus, o Bom Pastor, bem como as suas relações internas.”

Ao concluir a catequese, Leão XIV convidou os fiéis a rezarem “para que o Senhor envie à Sua Igreja ministros ardentes de caridade evangélica, dedicados ao bem de todos os batizados, e missionários corajosos em todas as partes do mundo”.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 1,26-38)


ANO "A" - DIA: 25.03.2026
5ª SEMANA DA QUARESMA (BRANCO)
ANUNCIAÇÃO DO SENHOR

- Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
- A Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos sua glória que recebe de Deus Pai.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: "Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!" 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: "Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim". 34 Maria perguntou ao anjo: "Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?" 35 O anjo respondeu: "O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível". 38 Maria, então, disse: "Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!" E o anjo retirou-se.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A encarnação como caminho para a ressurreição"

Maria e a aceitação livre que gera a encarnação em nossa vida
“Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo”. Maria ficou perturbada com essas palavras e começou a pensar qual seria o significado dessa saudação. O anjo então disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus” (Lucas 1,26-38).

Irmãos e irmãs, nós vivemos essa Solenidade da Anunciação do Senhor bem no período Quaresmal. É muito interessante, pois Maria expressa para nós essa aceitação livre e comprometida do plano divino.

Também somos impulsionados a essa aceitação livre ao projeto divino para nossa vida. Às vezes, a nossa experiência quaresmal é até mesmo de tentar compreender os projetos de Deus para nós, que estão muito ainda embaçados, mas o Senhor nos ajudará.
Maria como modelo de entrega total

E essa solenidade nos revela Maria como modelo de escuta, Maria como modelo de aceitação, Maria como modelo de entrega. Mas celebramos também um grande mistério. Sabe que lá, quando vivemos o tempo do Natal, é a festa da encarnação? A Quaresma, que é a preparação para a Páscoa, é a ressurreição.
Da encarnação à ressurreição é o intercâmbio entre Deus e o homem

Voltando novamente para o tema da encarnação neste período Quaresmal, aproximamo-nos da realidade da ressurreição. A encarnação do Verbo, iniciada na anunciação, põe em evidência o intercâmbio, o entrelaçamento entre as coisas divinas e as coisas humanas. Realidades divinas e realidades humanas.

No itinerário Quaresmal que estamos vivendo neste tempo, há também este entrelaçamento entre as realidades humanas, nossas limitações, fraquezas, com as realidades divinas, que nos colocam para cima, que nos perdoam, que nos curam, que nos impulsionam para a frente.

Divino e humano, tempo e eternidade não se contrapõem. Então, essa solenidade da anunciação do Senhor nos revela que devemos permanecer, que devemos renovar, constantemente, o nosso sim a Deus.

Sobre você desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova