segunda-feira, 1 de junho de 2026

Pastoral amplia mobilização pelo Junho Violeta, mês dedicado ao enfrentamento da violência contra a pessoa idosa


A Pastoral da Pessoa Idosa (PPI), organismo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), adere ao Junho Violeta, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a pessoa idosa. A iniciativa mobiliza líderes voluntários em mais de 2.000 municípios brasileiros para ações de prevenção, acolhimento e denúncia.

O ponto alto da campanha será no dia 15 de junho, às 12h, com uma Missa no Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, em Curitiba (PR), com transmissão ao vivo para todo o Brasil pela TV Evangelizar. A celebração reunirá coordenadores, líderes da PPI e a comunidade em geral em um momento de oração e compromisso com a dignidade da pessoa idosa.

Neste ano, o tema proposto pela PPI traz a frase: “Marcas? Só as do tempo, não as de dor.” A campanha convida a sociedade a refletir sobre os diferentes tipos de violência que atingem pessoas com 60 anos ou mais, muitas vezes silenciosas, praticadas dentro de casa por familiares e cuidadores.


Alerta urgente
Segundo dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o Brasil registrou um aumento expressivo nas denúncias de violência contra pessoas idosas em 2025, com crescimento de 140% nos primeiros três meses do ano em comparação ao período anterior. Foram mais de 4.700 denúncias ao longo do ano. O perfil das vítimas revela que 58,6% são mulheres, e os principais agressores são os próprios filhos (29,5%). Ou seja, a violência acontece, majoritariamente, dentro do ambiente familiar.

O papel do líder da PPI na prevenção
A coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, Dra. Dione Menz, psicóloga, enfermeira e doutora em Educação pela UFPR, destaca a importância do olhar atento do líder voluntário durante as visitas domiciliares: “Nós, da Pastoral da Pessoa Idosa, somos a presença de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo que entra na casa dos mais vulnerabilizados. Por vezes, percebemos infinitas violências; não só a física, mas também a econômica, a psicológica. Precisamos articular ações em rede. Ao chegar a uma casa e perceber uma situação, converse com seu coordenador, pense que ações podemos articular na proteção da pessoa idosa.”

A Dra. Dione convoca todos os líderes a se mobilizarem durante o mês de junho: “Organizem uma missa, articulem uma mobilização, façam uma fala no Conselho de Direitos… Como somos a ternura de Deus que chega a cada pessoa idosa, também somos aqueles que, a partir de Paulo Freire, fazemos a denúncia de situações difíceis e anunciamos possibilidades e esperança.”

O que diz o Guia do Líder
O Guia do Líder da PPI, instrumento fundamental de formação dos voluntários, dedica o
capítulo 6.7 ao tema da violência contra a pessoa idosa. Nele, são apresentados os tipos de
violência definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Estatuto da Pessoa
Idosa (Lei no 10.741/2003):

● Violência Física: uso da força que cause dor, lesão ou sofrimento.
● Violência Psicológica ou Moral: humilhações, ameaças, isolamento social.
● Violência Financeira ou Patrimonial: apropriação indevida de aposentadoria, bens
ou cartões bancários.
● Negligência: omissão de cuidados básicos de saúde, alimentação e higiene.
● Abandono: desamparo por quem tem dever legal de cuidado.
● Violência Institucional: maus-tratos em serviços públicos ou privados.
● Discriminação/Idadismo: restrição de direitos em razão da idade.

O Guia orienta o líder a agir com cautela, discrição e responsabilidade diante de situações de violência. Entre as recomendações estão: ouvir a pessoa idosa sem a presença do agressor, praticar a escuta ativa sem julgamentos, manter sigilo das informações, e buscar orientação com profissionais da Assistência Social por meio do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).
Como denunciar

O Disque 100 é o canal oficial e gratuito do Governo Federal para denúncias de violações de direitos humanos. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias, com garantia de anonimato. A denúncia pode interromper um ciclo de dor e salvar vidas. Além disso, o líder da PPI pode buscar apoio nos Conselhos dos Direitos da Pessoa Idosa municipais e estaduais, nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Serviço

Missa em alusão ao Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa
Idosa — Junho Violeta 2026
DATA e HORÁRIO: 15 de junho de 2026, às 12h
LOCAL: Santuário Nossa Senhora de Guadalupe, Curitiba (PR)
Transmissão: TV Evangelizar (nacional)
Realização: Pastoral da Pessoa Idosa (PPI)
Contato para imprensa: PPI Nacional (41) 3076-6529 (telefone e WhatsApp)
Sobre a Pastoral da Pessoa Idosa

Fundada em 5 de novembro de 2004 pela Dra. Zilda Arns Neumann, a Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) é um organismo da CNBB que atua em 2.000 municípios brasileiros, com mais de 20 mil líderes voluntários capacitados, acompanhando cerca de 100 mil pessoas idosas por meio de visitas domiciliares mensais. A missão da PPI é promover a dignidade, a qualidade de vida e a defesa dos direitos da pessoa idosa, com foco especial nas mais vulnerabilizadas.

Por Pastoral da Pessoa Idosa Nacional | Assessoria de Comunicação

Leão XIV no Angelus: polarizações e desprezo pelas diferenças levam à destruição


"Hoje, porém, queridos irmãos e irmãs, é festa! A festa de Deus é a nossa festa", disse Leão XIV em sua alocução antes de rezar o Angelus. "Quem não acolhe este Espírito, envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem alegria no coração".

Vatican News

Uma circulação de amor que vivifica e une as três Pessoas divinas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Assim, no Angelus deste domingo, que encerra o mês tradicionalmente dedicado à Virgem Maria, Leão XIV explica aos milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, o significado da Solenidade da Santíssima Trindade celebrada neste domingo, 31 de maio. Um amor sempre ardente ao qual a humanidade pode recorrer para criar unidade, para além de todas as barreiras do ódio.

A vida em Jesus é uma comunhão dinâmica e fecunda
A Igreja, observa o Papa em sua reflexão, é "sacramento de comunhão, espaço de encontro". Portanto, é um reflexo desse amor trinitário alimentado pelo fogo do Espírito. Esse Espírito de que Jesus falou a Nicodemos é relembrado na Liturgia, cuja noite foi iluminada "com a verdade que, na festa de hoje, ressoa em todas as nossas igrejas":

“Quem não acolhe este Espírito, envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem alegria no coração. Hoje, porém, queridos irmãos e irmãs, é festa! A festa de Deus é a nossa festa.”

Ao celebrarmos hoje o Mistério do Deus Trindade, é-nos oferecida a oportunidade de repensar o caminho percorrido, a partir do seu centro: a vida de Deus que nos foi dada em Jesus Cristo. Esta vida é uma comunhão dinâmica, inesgotável e fecunda, que agora nos envolve: o Espírito que une o Pai e o Filho foi, efetivamente, derramado nos nossos corações, de modo que no mundo toma forma a Igreja, sacramento de comunhão, espaço de encontro, de amor e de vida, onde o céu e a terra já se tocam.

A Trindade nos faz amar tudo e todos
Nicodemos era membro do Sinédrio, o Conselho dos chefes de Israel. O Pontífice recorda como ele não se juntou ao coro de desprezo por Jesus, convidando, em vez disso, a todos a ouvi-lo antes de o condenarem. Ele havia vivenciado um encontro que o transformaria profundamente, abrindo seu coração "para a nova verdade e a verdadeira novidade", a da vida em Cristo. Leão XIV nos exorta a reviver a jornada de Nicodemos e a celebrar com um espírito de alegria:

A vida de Deus é maravilhosa e envolvente, traz paz ao nosso coração, muitas vezes tão inquieto, e faz-nos encontrar irmãos e irmãs na alegria do Espírito. A Trindade leva-nos a amar tudo e todos: descobrimos que cada criatura foi feita para a comunhão, a relação, o encontro. E, por contraste, compreendemos por que razão as divisões, as polarizações e o desprezo pelas diversidades trazem ao mundo destruição, tristeza e aridez.

Papa Leão XIV
Angelus
Praça de São Pedro
Solenidade da Santíssima Trindade
31 de maio de 2026

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!
Há uma semana, com a solenidade de Pentecostes, concluiu-se o Tempo Pascal. Ao celebrarmos hoje o Mistério do Deus Trindade, é-nos oferecida a oportunidade de repensar o caminho percorrido, a partir do seu centro: a vida de Deus que nos foi dada em Jesus Cristo. Esta vida é uma comunhão dinâmica, inesgotável e fecunda, que agora nos envolve: o Espírito que une o Pai e o Filho foi, efetivamente, derramado nos nossos corações, de modo que no mundo toma forma a Igreja, sacramento de comunhão, espaço de encontro, de amor e de vida, onde o céu e a terra já se tocam.

O Evangelho da Liturgia de hoje (Jo 3, 16-18) apresenta-nos Nicodemos, uma importante personalidade de Israel, que se sentiu profundamente atraído por Jesus. Tanto assim que foi ter com Ele – à noite, para não ser visto –, ansioso por conhecer melhor este misterioso Mestre e de fazer-lhe algumas perguntas. Recebendo-o, o Senhor deu importância à sua busca. Surpreendeu-o, declarando-lhe que também um adulto podia renascer e deixou-o intuir que a vida de Deus poderia transformar a sua vida. Jesus falou a Nicodemos sobre o Espírito Santo, iluminou a sua noite com a verdade que, na festa de hoje, ressoa em todas as nossas igrejas: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (v. 16). E ainda: «Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele» (v. 17).

Caríssimos, no Mistério de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo, estamos em casa, tal como Nicodemos sentiu-se em casa junto de Jesus. A vida de Deus é maravilhosa e envolvente, traz paz ao nosso coração, muitas vezes tão inquieto, e faz-nos encontrar irmãos e irmãs na alegria do Espírito. A Trindade leva-nos a amar tudo e todos: descobrimos que cada criatura foi feita para a comunhão, a relação, o encontro. E, por contraste, compreendemos por que razão as divisões, as polarizações e o desprezo pelas diversidades trazem ao mundo destruição, tristeza e aridez.

Nicodemos fazia parte do Sinédrio, o Conselho dos chefes de Israel. Quando ouviu ali palavras de desprezo contra Jesus, convidou todos a ouvi-lo antes de o condenarem. Tinha recebido de Deus, por intermédio do próprio Cristo, o Espírito de comunhão, que abre o coração à nova verdade e à verdadeira novidade. Quem não acolhe este Espírito, envelhece cedo, na lamentação; encontra-se sozinho, nunca tem alegria no coração. Hoje, porém, queridos irmãos e irmãs, é festa! A festa de Deus é a nossa festa. Por isso, São Paulo escreve aos Coríntios: «sede alegres, tendei para a perfeição, confortai-vos uns aos outros, tende um mesmo sentir, vivei em paz e o Deus do amor e da paz estará convosco» (2 Cor 13, 11).

E agora, com a oração do Angelus, dirigimo-nos à Virgem Maria: que no seu “sim” à Vontade divina floresça também o nosso “sim” ao amor da Santíssima Trindade.

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EVANGELHO DO DIA (Mc 12,1-12)


ANO "A" - DIA: 01.06.2026
9ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERMELHO)
MARTÍRIO DE SÃO JUSTINO

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Jesus Cristo, a fiel testemunha, primogênito dos mortos, nos amou e do pecado nos lavou, em seu sangue derramado.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus começou a falar aos sumos sacerdotes, mestres da Lei e anciãos, usando parábolas: "Um homem plantou uma vinha, cercou-a, fez um lagar e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou a vinha a alguns agricultores, e viajou para longe. 2 Na época da colheita, ele mandou um empregado aos agricultores para receber a sua parte dos frutos da vinha. 3 Mas os agricultores pegaram no empregado, bateram nele, e o mandaram de volta sem nada. 4 Então o dono da vinha mandou de novo mais um empregado. Os agricultores bateram na cabeça dele e o insultaram. 5 Então o dono mandou ainda mais outro, e eles o mataram. Trataram da mesma maneira muitos outros, batendo em uns e matando outros. 6 Restava-lhe ainda alguém: seu filho querido. Por último, ele mandou o filho até aos agricultores, pensando: 'Eles respeitarão meu filho'. 7 Mas aqueles agricultores disseram uns aos outros: 'Esse é o herdeiro. Vamos matá-lo, e a herança será nossa'. 8 Então agarraram o filho, o mataram, e o jogaram fora da vinha. 9 Que fará o dono da vinha? Ele virá, destruirá os agricultores, e entregará a vinha a outros. 10 Por acaso, não lestes na Escritura: 'A pedra que os construtores deixaram de lado, tornou-se a pedra mais importante; 11 isso foi feito pelo Senhor e é admirável aos nossos olhos'?" 12 Então os chefes dos judeus procuraram prender Jesus, pois compreenderam que havia contado a parábola para eles. Porém, ficaram com medo da multidão e, por isso, deixaram Jesus e foram-se embora.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Produzir frutos na vinha do Senhor"

Produzir frutos exige coragem e entrega
Com muita alegria, nós iniciamos este tempo, este novo mês. Hoje, nós comemoramos a memória de São Justino. Nós pedimos a sua intercessão para acolhermos a vontade de Deus, como vai nos mostrar o Evangelho de hoje, que possamos produzir muitos frutos. O Evangelho de Marcos vai nos dizer algo importante:

E começou a falar-lhes em parábolas: Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, edificou uma torre, arrendou a vinha aos vinhateiros e ausentou-se daquela terra. A seu tempo enviou aos vinhateiros um servo para receber uma parte do produto da vinha. (Marcos 12, 1-12)

Meus irmãos e minhas irmãs, a vida de São Justino foi também algo muito semelhante àquilo que nós escutamos no Evangelho de hoje. A vinha e os vinhateiros, ou seja, o Filho que foi ali manifestado, mas que foi torturado, rejeitado e morto. Para dizer que isso acontecerá também com Jesus Cristo. O Filho do Pai, que foi enviado, mas que foi rejeitado. Ou seja: produzir frutos na vinha do Senhor.

Testemunho e verdade
São Justino também foi rejeitado por testemunhar a verdade. Agora, meus irmãos e minhas irmãs, quando eu acolho o Filho do Pai, eu preciso estar consciente de que eu preciso dar muitos frutos através do meu testemunho, da minha vida de oração, da minha vocação e dos dons e talentos que Deus me dá. Porque, para testemunhar a verdade, é preciso ter a coragem de reconhecer que o Filho de Deus foi enviado para nos salvar. Mas podemos também viver o contrário. Sabendo de tudo isso, podemos rejeitá-lo.

A vinha que Deus nos confiou
Peçamos ao Senhor três graças através deste Evangelho: reconhecer que a nossa vida é uma vinha de Deus; não rejeitar a palavra quando ela for nos oferecida; e quando ela nos levar a uma correção, ter a coragem de testemunhar Jesus Cristo como fez São Justino.

E quando o Senhor vier procurar frutos em nossa vinha, que Ele possa encontrar uma fé viva, um coração convertido e uma vida entregue a Ele. Se assim nós procedermos, seremos homens e mulheres que darão frutos cem, setenta e cem por um.

Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


A mídia como quarto poder: abuso ou serviço à sociedade?

Jornalismo de espetáculo: ética, humanidade e esperança na notícia

Em Madeline, Califórnia, o segurança demitido Sam Baily sentiu na pele o drama do desemprego vivido por milhões de brasileiros. Não conformado, o ex-segurança de museu pediu uma segunda chance e não foi atendido. Revoltado, recorreu ao plano B, e queria dar um susto na chefe com a espingarda que trazia na sacola. Só que a arma disparou acidentalmente, ferindo outro funcionário. A cena, diante de um grupo de crianças que visitava o local, pareceu uma oportunidade de audiência para um jornalista fracassado que estava por lá. Este aproveitou os contatos de uma rede em que tinha trabalhado para “vender” a pauta. Rapidamente, o episódio “virou notícia” e ganhou a atenção de todos os norte-americanos. Essa cena é do filme ‘Quarto Poder’ (Mad City), de 1997, dirigido pelo grego Costa-Gravas com a participação dos atores Dustin Hoffman e John Travolta.
Créditos: Freepik – Magnific.com

A sociedade do espetáculo e o papel da Imprensa
A obra cinematográfica ‘Quarto Poder’ evidencia um tipo de jornalismo que, faminto por audiência, promove uma espécie de espetáculo da notícia. “No espetáculo, uma parte do mundo representa-se perante o mundo e é-lhe superior”, como afirma Guy Debord na obra “A Sociedade do Espetáculo”. Novidades da tecnologia contribuíram para o fortalecimento da imprensa e seu valor na sociedade, sendo comparada aos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo do Estado moderno.

A Igreja alerta para os perigos desse sensacionalismo e chama os jornalistas a uma postura responsável. Na Instrução Pastoral Comunhão e Progresso, o Papa Paulo VI dizia que os jornalistas são “como quem olha através duma janela aberta, assistem com interesse ao espetáculo do mundo, de modo a prescrutar os acontecimentos correntes de opinião e tendências que nele se desenrolam”.

Leia mais:

A missão do Jornalismo e a dimensão humana
Na Canção Nova, levamos a sério a missão no Jornalismo. Em nosso dia a dia, pensamos sempre que, por trás da notícia, há uma pessoa, uma vida, uma história, um sofrimento, uma alegria. Recordo-me de uma conversa que tive, em 2015, com o amigo jornalista Carlos Alberto Di Franco. Ele afirmava que tratar a informação desvinculada da sua dimensão humana é matar a informação e o principal destinatário da informação, que é o ser humano. “Quando se dá uma informação, não está simplesmente falando de um produto qualquer, fala-se de alguém”, ele me dizia.

O impacto da notícia na vida do indivíduo
A publicação de uma notícia melhora ou piora, de uma maneira correta ou não, a visão a respeito da pessoa, o que provoca uma repercussão na vida dela, no futuro, na família.

Valorização da vida e a esperança cristã
O jornalismo apresentado pela Canção Nova tem como objetivo valorizar a vida da pessoa. Tudo o que diz respeito à defesa e à valorização da vida, à informação que dignifica a vida tem tudo a ver com uma proposta de uma televisão de inspiração católica. Para o cristianismo, a vida está carregada de esperança. Esperança que não é algo poético. A vida de uma pessoa que passa por problemas ou dificuldades tem jeito. ​

São Justino

Justino nasceu na antiga Siquém, em Samaria, na Terra Santa, por volta do ano 100, de família pagã. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco. Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão, um grande filósofo grego. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou se convertendo. Foi batizado por volta do ano 130 na cidade de Éfeso, substituindo assim a filosofia de Platão pela verdade de Cristo.

No ano seguinte estava em Roma e evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo. Seus ensinamentos influenciaram e ainda hoje estão presentes na catequese e na doutrina da Igreja. As duas “Apologias” e o “Diálogo com o judeu Trifon” são as únicas obras que nos restam dele. Seus registros fornecem importantes informações sobre ritos e administração dos Sacramentos na Igreja primitiva.

Escreveu, defendeu e argumentou em favor do Cristianismo. Denunciado por Crescêncio, um filósofo pagão invejoso, Justino e outros seis companheiros foram sentenciados à mote por participarem de uma religião ilícita, como era considerado o cristianismo à época. Acabou flagelado e decapitado por volta do ano 165 na cidade de Roma, no tempo do Imperador Marco Aurélio Antonino.

São Justino foi considerado pelo Papa Bento XVI “o mais importante dos padres apologistas do segundo século”. Chama-se apologista a quem escreve em defesa de algo. E Justino escreveu várias apologias ou defesas do cristianismo, que depois ensinou na Ásia Menor e em Roma.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR e Josimeri Farias

Reflexão:

Para São Justino o cristianismo é a manifestação histórica e pessoal da Palavra feita carne na sua totalidade. Por isso, ele afirmou: “Tudo o que de bom foi dito, por qualquer um, pertence a nós, cristãos”. Ele não se limitou em defender a fé com escritos, mas o fez com a própria vida, derramando seu próprio sangue. Um exemplo extraordinário que nos inspira sobretudo nestes tempos. O mundo precisa de leigos que estudem a doutrina cristã e a experimentem por meio de uma santidade profunda.

Oração:

Deus Eterno e Todo-Poderoso, que destes a São Justino forças para que se deixasse conduzir pela verdade em toda a sua vida. Pedimos por sua intercessão que nos ensine a defender nossa fé através de uma vivência coerente do Evangelho, para que assim sejamos também dignos das promessas de Cristo. Por Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amém!

sexta-feira, 29 de maio de 2026

CNBB e TST firmam acordo para promover dignidade humana, inclusão digital e cidadania


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) assinaram nesta terça-feira, 27 de maio, um acordo de cooperação técnica voltado à promoção da dignidade humana, do acesso à justiça e da inclusão social.

A parceria foi celebrada durante cerimônia realizada na sede do tribunal, no Salão Nobre Papa Leão XIII, em Brasília, com a presença do presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler; do segundo vice-presidente da CNBB, dom Paulo Jackson; do secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers; do padre Tiago Ávila Camargo, subsecretário adjunto de pastoral da CNBB; do assessor de Relações Institucionais e Governamentais, frei Jorge Luiz; e do presidente do TST, Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.

Ao destacar o significado da parceria, o ministro afirmou que o acordo nasce da compreensão de que “Estado, sociedade, Judiciário e comunidades religiosas caminham juntos” quando orientados pela busca da dignidade humana.


Segundo ele, a cooperação está estruturada em cinco pilares principais: justiça itinerante, inclusão digital, reinserção social de pessoas privadas de liberdade, educação em direitos fundamentais e fortalecimento da cidadania.

“O compromisso é fazer com que a justiça chegue a quem mais necessita dela”, afirmou o ministro. Nesse sentido, ele ressaltou a importância da presença capilar da Igreja no território brasileiro, por meio das dioceses, paróquias e comunidades, que poderão servir como pontos de apoio para ações itinerantes da Justiça do Trabalho.

Inclusão digital e reinserção social
Outro eixo destacado no acordo é a inclusão digital. O ministro recordou que a exclusão tecnológica se tornou uma nova forma de exclusão social e explicou que a parceria prevê a implementação de pontos de inclusão digital para ampliar o acesso da população aos serviços da Justiça do Trabalho.

O acordo também contempla ações voltadas ao sistema prisional e à reinserção de pessoas egressas. Segundo o presidente do TST, as instituições religiosas desempenham historicamente um papel importante no acolhimento e na ressocialização, contribuindo para a reconstrução de vínculos sociais e para a dignidade do trabalho.

Além disso, a parceria prevê capacitação de lideranças, agentes pastorais e voluntários para identificação e enfrentamento de violações de direitos, como trabalho análogo à escravidão e trabalho infantil.

Referência à Encíclica do Papa Leão XIV
Durante o discurso, o ministro também citou a encíclica Magnifica Humanitas, publicada recentemente pelo Papa Leão XIV, destacando a reflexão do pontífice sobre os impactos das novas tecnologias e da inteligência artificial sobre a dignidade humana.

Segundo ele, o documento alerta para a necessidade de construir uma sociedade em que o desenvolvimento tecnológico esteja a serviço do bem comum e da inclusão social, especialmente dos mais pobres e vulneráveis.

“Que esse instrumento seja, portanto, o começo de uma caminhada firme e duradoura em direção à justiça que chega aonde precisa chegar, com a escuta que cada pessoa merece e com o respeito e a referência que toda vida humana deve ensejar. É isso que nós esperamos. É exatamente o cumprimento do que o Papa nos diz. Isso é o cristianismo”.

“Guardiães da dignidade humana”
Em sua fala, o cardeal Jaime Spengler recordou a Doutrina Social da Igreja e a Encíclica Rerum Novarum, do Papa Leão XIII, publicada há 135 anos.

O presidente da CNBB ressaltou que os avanços tecnológicos são fruto da capacidade humana e podem trazer benefícios importantes para a sociedade. No entanto, alertou para a necessidade de preservar a identidade e a dignidade da pessoa humana diante das transformações contemporâneas.

“Faço votos de que nós possamos ser guardiães e promotores da dignidade e da identidade do humano”, afirmou.

Dom Jaime também apresentou experiências desenvolvidas pela CNBB em parceria com institutos federais para capacitação profissional em comunidades, como o Capacita em Rede, com foco na geração de oportunidades e no fortalecimento da cidadania.

Ao concluir, o cardeal destacou que a construção de uma sociedade mais justa depende das escolhas feitas no presente e da capacidade de promover esperança e transformação social, especialmente junto aos mais fragilizados.

Por Larissa Carvalho

Leão XIV: a era hipermidiática gera pobreza espiritual


Em discurso aos participantes da plenária do Dicastério para a Evangelização na manhã desta quinta-feira (28/05), o Papa constata a “indiferença religiosa generalizada” do Ocidente, que delega à “cultura tecnológica” as respostas às questões não resolvidas da vida. Leão XIV exorta a dirigir-se às novas gerações sem depender de relevância social ou consenso momentâneo.

Edoardo Giribaldi – Vatican News

Resolver a “crise da fé” atual pareceria fácil, confiando à “cultura tecnológica, que deveria responder a todas as necessidades”, às grandes questões existenciais do homem. No entanto, a aridez do espírito não parece se acalmar quando inundada pelas ofertas das “sociedades hipermidiáticas e consumistas”, que acabam diluindo o Evangelho, reduzindo-o a “uma opinião entre tantas” em vez de apontá-lo como “o caminho que dá sentido à vida”. Para reverter essa apatia, é errado confiar no consenso ou na relevância social do momento; é necessário, ao contrário, ir ao encontro dos crentes de amanhã: aqueles que, ao descobrirem “o segredo para serem verdadeiramente felizes”, acolhem o Evangelho sem preconceitos e nunca mais o abandonam. O Papa Leão XIV analisa as problemáticas, mas também oferece soluções, ao se encontrar na manhã desta quinta-feira (28/05) com os participantes da plenária do Dicastério para a Evangelização – Seção de Questões Fundamentais da Evangelização no Mundo. No encontro na Sala do Consistório do Palácio Apostólico Vaticano estava inclusive o cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo.

Continuar a anunciar a esperança

A primeira parte do discurso foi dedicada ao passado recente e ao “grande trabalho” realizado pelo Dicastério durante o Jubileu da Esperança. Um “esforço organizacional” que se transformou em uma “acolhida feliz” para os numerosos peregrinos – “Qual foi o número final, quantos eram?”, pergunta o Papa de improviso, recebendo como resposta o dado: mais de 33 milhões – que chegaram em Roma, com especial atenção à “dimensão espiritual” que caracterizou todo o Ano Santo. A esperança, proclamada várias vezes ao longo de 2025, é indicada pelo Pontífice como a “irmã mais nova” das virtudes, mas também aquela de que o mundo tem “mais sede do que nunca” e que, silenciosamente, sustenta as outras duas maiores: fé e caridade.

"Não interrompamos, portanto, este anúncio, sustentado pela promessa do Senhor Jesus de permanecer sempre conosco; ele se torna visível no testemunho que somos chamados a oferecer para sermos discípulos fiéis à sua palavra."

O Papa com o arcebispo Rino Fisichella, pro-prefeito do Dicastério para a Evangelização, responsável pela organização do Jubileu 2025 (@VATICAN MEDIA)

Não subestimar a “crise da fé”
A evangelização, afirma então o Papa, representa o requisito fundamental de toda ação da Igreja e das comunidades locais. Somente assim a Igreja pode se redescobrir sempre nova “na sua beleza” e expressar plenamente a sua credibilidade, oferecendo uma esperança que não é uma “proposta utópica”, mas um testemunho concreto do chamado “ao amor e à verdade”.

"Não podemos subestimar o fato de que, sobretudo nos países do Ocidente, a crise da fé, junto a outros fatores socioculturais, deu origem a uma indiferença religiosa generalizada. Para muitos, a fé parece não ter mais relevância para a própria vida. O perigo subjacente, cuja gravidade nem sempre é percebida, é que se perca o fôlego para o que há de mais propriamente humano, ou seja, a busca pelo sentido. As grandes questões existenciais permanecem sem resposta, enquanto se alastra uma cultura tecnológica que deveria atender a todas as necessidades."

Evangelii gaudium como bússola
Encontrar Jesus significa, ao contrário, dar plenitude “de significado e valor” à própria existência, ressaltou Leão XIV, lembrando que ninguém pode substituir a Igreja nessa tarefa fundamental, chamada a oferecer “alicerces confiáveis para o futuro da humanidade”. Para lançá-los, o bispo de Roma convida a utilizar como bússola a Exortação Apostólica Evangelii gaudium do Papa Francisco que, como afirmado em uma carta aos cardeais de abril de 2026, representa “um ponto de referência decisivo”, na medida em que “não introduz simplesmente novos conteúdos, mas recentra tudo no kerigma”, isto é, no anúncio evangélico, “como coração da identidade cristã e eclesial”.

"Convido, portanto, também vocês a retomarem a Evangelii gaudium em seu trabalho em todos os níveis, para promover uma missão cristocêntrica e kerigmática, que nasce de um encontro com Cristo capaz de transformar a vida."

As buscas espirituais dos jovens
Na evangelização, prossegue Leão XIV, surge hoje uma “forte busca por espiritualidade” por parte dos jovens, que se manifestou com particular evidência durante o Jubileu dedicado a eles:

"A nova geração não tem preconceitos em relação ao Evangelho; pelo contrário, muitos, ao redescobri-lo, desejam conhecê-lo melhor, pois percebem que nele se esconde o segredo para serem verdadeiramente felizes."

Uma mensagem que deve ser anunciada confiando sobretudo à “orientação do Espírito Santo”, mais do que à “eficiência das estruturas”, à “relevância social” ou ao “consenso que se pode obter em algum momento”.

Leão XIV com uma cópia da Encíclica "Magnifica humanitas" (@VATICAN MEDIA)

Os problemas da sociedade hipermidiática
Levar a mensagem de Jesus ao mundo, observa ainda o Papa, significa hoje se confrontar com dinâmicas profundamente alteradas em relação às gerações passadas, a ponto de se interromper a própria transmissão da fé em algumas regiões do mundo:

"As causas dessa situação são conhecidas e múltiplas; o que resulta disso, porém, nas jovens gerações, é uma 'pobreza' espiritual, uma carência de motivações e de instrumentos para poder amadurecer em plena liberdade aquela adesão à fé que dá sentido à vida."

Para contrariar essa deriva, há as “numerosas e variadas” expressões da vida da comunidade cristã, que escutam e dialogam com as novas gerações, afirma o Papa:

"O clima cultural predominante nas sociedades hipermidiáticas e consumistas reduz a capacidade de aprender com paciência e de trilhar, com esforço, um caminho de busca pessoal da verdade, com perseverança e senso crítico. Toda mensagem corre o risco de ser percebida como apenas mais uma opinião entre tantas."

Homens tocados por Deus
A fé, portanto, transmite-se antes de tudo através do encontro, da alegria vivida e da coerência com o Evangelho, reforça Leão XIV:

"Certamente não é diluindo os conteúdos e suavizando as exigências que se pode tornar o cristianismo atraente, mas testemunhando com humildade e coragem 'o caminho, a verdade e a vida' que converteu e santificou tantas pessoas."

A esse respeito, Leão XIV cita Bento XVI: “o que precisamos neste momento da história são homens que, por meio de uma fé iluminada e vivida, tornem Deus credível neste mundo”. O Papa Ratzinger já destacava a necessidade de homens “que sejam tocados por Deus”, para que Ele possa “retornar aos homens”:

"A santidade da vida, portanto, permanece sempre a forma mais convincente da beleza da fé cristã que transcende os tempos e se propõe a todas as culturas."

O Papa ao saudar os participantes da plenária do Dicastério para a Evangelização (@VATICAN MEDIA)

O acompanhamento aos catecúmenos e crismandos
No final do discurso, o Bispo de Roma se detém à catequese, convidando a uma atenção especial aos catecúmenos, cujo acompanhamento não pode se esgotar com a celebração do Sacramento, mas deve prosseguir, oferecendo-lhes “um ambiente no qual encontrem resposta às expectativas que os levaram a aderir a Cristo e à sua Igreja”. O mesmo cuidado, conclui o Papa, deve ser reservado também aos crismandos, tornando as propostas dirigidas a eles “verdadeiramente eficazes” graças a uma atenção pessoal a cada um, reflexo do “amor único e pessoal do Senhor”.

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EVANGELHO DO DIA (Mc 11,11-26)

ANO "A" - DIA: 29.05.2026
8ª SEMANA DO TEMPO (VERDE)
 
- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Eu vos escolhi a fim de que deis no meio do mundo, um fruto que dure.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Tendo sido aclamado pela multidão, 11 Jesus entrou, no Templo, em Jerusalém, e observou tudo. Mas, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze. 12 No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus teve fome. 13 De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto. Quando chegou perto, encontrou somente folhas, pois não era tempo de figos. 14 Então Jesus disse à figueira: "Que ninguém mais coma de teus frutos". E os discípulos escutaram o que ele disse. 15 Chegaram a Jerusalém. Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no Templo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas. 16 Ele não deixava ninguém carregar nada através do Templo. 17 E ensinava o povo, dizendo: "Não está escrito: 'Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos'? No entanto, vós fizestes dela uma toca de ladrões". 18 Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar uma maneira de o matar. Mas tinham medo de Jesus, porque a multidão estava maravilhada com o ensinamento dele. 19 Ao entardecer, Jesus e os discípulos saíram da cidade. 20 Na manhã seguinte, quando passavam, Jesus e os discípulos viram que a figueira tinha secado até a raiz. 21 Pedro lembrou-se e disse a Jesus: "Olha, Mestre: a figueira que amaldiçoaste secou". 22 Jesus lhes disse: "Tende fé em Deus. 23 Em verdade vos digo, se alguém disser a esta montanha: 'Levanta-te e atira-te no mar', e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá. 24 Por isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será. 25 Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, para que vosso Pai que está nos céus também perdoe os vossos pecados".[26]

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Perdoai tudo para libertar seu coração"

Perdoai tudo e recebei a plenitude da Misericórdia
Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, também perdoe os vossos pecados.

Pedro lembrou-se e disse a Jesus: “Olha, Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou”. Jesus lhes disse: “Tende fé em Deus. Em verdade vos digo: se alguém disser a esta montanha: ‘Levanta-te e atira-te no mar’, e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá. Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será. Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, também perdoe os vossos pecados” (Mc 11,11-26).

Irmãos e irmãs, é interessante que o Evangelho fala sobre perdoar tudo o que tiverdes contra alguém não é apenas perdoar o que fizeram com você, mas perdoar aquilo que você tem contra alguém.

Reconciliação, a ponte que nos liga ao céu
De certa forma, a plenitude do perdão que recebemos de Deus passa pela reconciliação que devemos ter, primeiramente, conosco mesmos. Eu só posso me oferecer inteiro se eu estiver inteiro. Só se oferece inteiro quem é inteiro — inteiro em si mesmo e inteiramente de Deus também. Nós nos tornamos mais leves diante de Deus quando nos abrimos ao perdão e tiramos os entulhos do nosso coração.

Sabe quando o quintal — aquelas casas que possuem quintal — está um pouco cheio de entulhos, de sujeira, quando a grama está grande e mal cuidada? Ali é sinal de que o ambiente precisa de limpeza e precisa também de cuidado.

Perdoe tudo e retire os entulhos da alma
Não perdoar, irmãos e irmãs, e cultivar inimizades é acumular entulhos, é acumular sujeira sobre si mesmo. Por isso, hoje, escutemos esta ordem que Jesus nos dá. Se você tem algo contra alguém, perdoe esse alguém. Mas, antes, perdoe tudo o que tiver contra esse alguém — não só o que fizeram, mas o que você sente. Parece difícil, parece um jogo de palavras, mas é a palavra de Jesus pedindo que tenhamos um coração limpo, um coração purificado, um coração cheio de Deus, puro e saudável, cujo desejo é fazer a vontade de Deus e amar.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova