quinta-feira, 18 de junho de 2026

Acompanhe, ao vivo, o lançamento das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período 2026-2032


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza o lançamento oficial das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032, aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em abril deste ano, em Aparecida (SP).

O Documento, de número 114 da CNBB, apresenta as orientações que irão inspirar e nortear a ação evangelizadora da Igreja no Brasil nos próximos seis anos, oferecendo referências pastorais para dioceses, paróquias, comunidades, movimentos e organismos eclesiais em todo o país.

A cerimônia de lançamento acontece no Auditório Dom Hélder Câmara, às 18h30, na sede da CNBB, em Brasília (DF), e conta com transmissão ao vivo pelas redes sociais da CNBB (@cnbbnacional) e das Edições CNBB (@cnbbedicoes).

Acompanhe no link da transmissão abaixo:

Participantes do lançamento

Participam do evento o presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS); o arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom Leomar Antônio Brustolin, responsável pela coordenação da redação das novas Diretrizes; o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers; e o diretor-geral das Edições CNBB, monsenhor Jamil Alves de Souza.

Durante a cerimônia, os participantes apresentam o processo de elaboração do documento, suas principais inspirações e perspectivas pastorais, além de indicarem os próximos passos para sua implementação nas diversas realidades eclesiais do país.

As DGAE e seu processo de construção
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil constituem um importante instrumento de comunhão, planejamento e animação pastoral, contribuindo para que a missão evangelizadora da Igreja responda aos desafios do tempo presente à luz do Evangelho e da caminhada sinodal. Com validade até 2032, o documento orientará a ação pastoral da Igreja no Brasil a partir de compromissos missionários, formativos e sinodais assumidos pelo episcopado brasileiro.

As novas Diretrizes são fruto de um amplo processo de escuta, participação e discernimento iniciado em 2022. Ao longo de quatro anos, bispos, dioceses, organismos eclesiais e agentes de pastoral contribuíram para a construção do texto, em sintonia com o caminho da sinodalidade vivido pela Igreja. O processo incluiu consultas às Igrejas particulares, estudos pastorais, debates em âmbito regional e nacional e a análise de mais de 1.500 emendas apresentadas pelos bispos durante a Assembleia Geral da CNBB. O texto aprovado propõe a imagem da “tenda do encontro” como inspiração para a missão evangelizadora, expressando uma Igreja acolhedora, missionária e aberta à participação de todos.

Leão XIV reconhece virtudes heroicas do Pe. Júlio Maria De Lombaerde


O sacerdote belga chegou ao Brasil em 1913. Atuou por 16 anos no Norte e Nordeste (como no Amapá) e 16 anos em Minas Gerais. Faleceu tragicamente em um acidente automobilístico em 24 de dezembro de 1944, em Alto Jequitibá (MG), aos 66 anos. O Papa também reconheceu o martírio de sacerdotes espanhóis, mortos por ódio à fé em 1936, e as virtudes heroicas de religiosas italianas, espanhola e estadunidense.

Vatican News

Durante a audiência concedida na manhã desta quinta-feira (18/06), ao prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, o Sumo Pontífice autorizou o mesmo Dicastério a promulgar os Decretos referentes:

- ao martírio dos Servos de Deus Juan Torres Torres e 19 Companheiros, sacerdotes diocesanos, assassinados entre agosto e setembro de 1936, por ódio à fé, no território da Diocese de Ibiza (Espanha), no contexto da mesma perseguição;

- às virtudes heroicas do Servo de Deus Júlio Maria De Lombaerde (nascido Júlio Emilio Alberto), sacerdote professo da Congregação dos Missionários da Sagrada Família e fundador da Congregação das Filhas do Imaculado Coração de Maria, da Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento e da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, nascido em Waregem (Bélgica) em 7 de janeiro de 1878 e falecido próximo ao atual município de Alto Jequitibá (Brasil) em 24 de dezembro.

O Servo de Deus Júlio Maria De Lombaerde foi um missionário católico belga naturalizado brasileiro, tendo se destacado como escritor e evangelizador. Sua vida e legado religioso são marcados por realizações específicas. Nascido na Bélgica, adotou o nome "Maria" por devoção à Virgem Santíssima e suprimiu "Emílio Alberto". Chegou ao Brasil em 1913. Atuou por 16 anos no Norte e Nordeste (como no Amapá) e 16 anos em Minas Gerais. Faleceu tragicamente em um acidente automobilístico em 24 de dezembro de 1944, em Alto Jequitibá (MG), aos 66 anos. Além da fundação das três Congregações religiosas, escreveu dezenas de obras literárias de apologética e catequese, além de atuar fortemente na construção de hospitais, patronatos e escolas para os vulneráveis.

- às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Teresa Tallon (nascida Julia Teresa), fundadora da Congregação das Visitadoras Paroquiais de Maria Imaculada, nascida em 6 de maio de 1867, em Hanover, EUA, e falecida em 10 de março de 1954, em Monroe, EUA;

- às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Agnese Tribbioli, religiosa professa e fundadora da Congregação das Irmãs Pias Operárias de São José, nascida em 20 de abril de 1879, em Florença, Itália, e lá falecida em 27 de janeiro de 1965;

- às virtudes heroicas da Serva de Deus Clara Andreu y Malferit (nascida Barbara Onofria), monja professa do Mosteiro dos Jerônimos de San Bartolomeo de Inca, nascida em 4 de dezembro de 1596, em Palma de Maiorca, Espanha, e falecida em 24 de junho de 1628, em Inca, Espanha;

- às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Petra Giordano (nascida Nicoletta), monja professa da Ordem das Pregadoras, nascida em 4 de julho de 1912, em Nápoles, Itália, e falecida em 21 de junho de 2006, em Bibbiena, Itália.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 6,7-15)

ANO "A" - DIA: 18.06.2026
11ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Recebestes um espírito de adoção, no qual clamamos Aba! Pai!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 "Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8 Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9 Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12 Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13 E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14 De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15 Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Orar com autoridade de filho"

Jesus nos ensina a orar com a verdade do coração
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois o vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais” (Mt 6,7-15).

No mundo de hoje, está cada vez mais comum uma pessoa poliglota, isto é, que sabe falar muitos idiomas. Neste mundo globalizado, hoje está muito mais fácil você aprender um outro idioma. Isso é uma coisa maravilhosa! Porque com isso você pode viajar por muitos países e se comunicar com diversas pessoas.

Orar não é apenas jogar palavras
Por exemplo: se você fala espanhol, você pode viajar por 22 países e falar tranquilamente com as pessoas daquele lugar. Se você falar português, como é o nosso caso, daria para você se comunicar com 260 milhões de pessoas ao redor do mundo que falam a língua portuguesa. E, finalmente, se você dominar o inglês, você viajaria para 86 países tranquilamente, sem morrer de fome! Você saberia muito bem, pelo menos, pedir uma comida.

Eu trouxe esses dados porque o Evangelho de hoje fala algo parecido. Ele fala da polylogía, falar muito, muitas palavras, muitos dizeres, porém, sem serem compreendidos pela pessoa mais importante, que é o Pai do Céu.

Você pode ter a capacidade de elaborar orações esplêndidas, maravilhosas, mas você corre o risco de elas não serem ouvidas por Deus, por falta de algo fundamental, não ser capaz de chamar Deus de Pai, tecer uma relação com Ele que não é uma relação de filiação. Por isso Jesus fez questão de ensinar Seus discípulos a orar de verdade.

A oração deve ressoar na vida
O Evangelho continua depois, com a oração do Pai Nosso. Aqui, só um parênteses quanto, ao uso das palavras rezar e orar. Alguns desinformados por aí dizem que os católicos não rezam, porque nós só repetimos coisas, como a Ave-Maria, por exemplo

Eu prefiro repetir a saudação do Arcanjo Gabriel cinquenta vezes no meu terço do que ousar dizer as minhas palavras, e elas não saírem do teto do meu quarto. Então, eu estou confiante, repetindo a saudação do Arcanjo Gabriel, mas eu posso também honrar a Deus que se dignou visitar a nossa humanidade, tendo a Virgem Maria como representação muito forte desse mistério.

As palavras que eu digo a Deus em oração precisam ressoar na minha vida. Senão, por mais belas, por mais ungidas que pareçam essas orações, elas serão apenas palavras jogadas ao vento. Por isso Jesus está nos ensinando a rezar de verdade.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


Como responder as críticas protestantes sobre a devoção mariana



Devoção mariana e o debate protestante

Dialogar com protestantes sobre a devoção mariana é um desafio, pois eles baseiam sua fé exclusivamente na Bíblia. Já a Igreja Católica fundamenta-se no tripé da Bíblia, da Tradição e do Magistério, instituído por Cristo.

Os três pilares da fé
O Magistério, guiado pelo Espírito Santo, interpreta a Bíblia e a Tradição. Através dele, a Igreja compreendeu dogmas essenciais, como a Maternidade Divina de Maria, sua Virgindade Perpétua, sua Imaculada Conceição e sua Assunção ao Céu.

O embate histórico sobre a devoção mariana
Muitos protestantes não aceitam esses dogmas e mantêm-se em heresias antigas, como o Nestorianismo do século V. Essa doutrina negava que Maria fosse a Mãe de Deus, o que foi refutado pelo Concílio de Éfeso em 431.

O Concílio reafirmou que Maria é Theotokos, a Mãe de Deus, pois Jesus é uma só pessoa, divina e humana. Sem essa base comum de aceitação da Tradição e do Magistério, o diálogo muitas vezes torna-se improdutivo.

Dessa forma, quando o argumento limita-se apenas ao que está explicitamente escrito na Bíblia, a conversa perde o sentido. Nesses casos, o melhor caminho pode ser evitar o conflito, pois a falta de fundamentos compartilhados impede o entendimento mútuo.

Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin

São Gregório João Barbarigo

Gregório João Barbarigo nasceu em Veneza em setembro de 1625, numa família rica da aristocracia italiana. Aos quatro anos de idade ficou órfão de mãe, sendo educado pelo pai que encaminhou os filhos no seguimento de Cristo.

Aos dezoito anos tornou-se secretário do embaixador de Veneza. Advogado civil e canônico, trabalhou nas negociações para a Paz de Vestfália que pôs fim à Guerra dos Trinta Anos em 24 de outubro de 1648. Neste trabalho conheceu um dos colaboradores no processo, o arcebispo Fábio Chigi, núncio apostólico e futuro Papa Alexandre VII, que o orientou nos estudos e o encaminhou para o sacerdócio.

Gregório foi ordenado em 1655, neste mesmo ano foi nomeado cônego de Pádua e prelado da Casa Pontifícia. Em 1657 foi consagrado Bispo de Bérgamo e em 1660 tornou-se cardeal.

As atividades apostólicas de Gregório marcaram profundamente a sua época. Ele participou dos conclaves: de 1667 que escolheu o Papa Clemente IX; de 1676 que elegeu o Beato Papa Inocêncio XI; de 1689 que escolheu o Papa Alexandre VIII e o de 1691 que escolheu o Papa Inocêncio XII.

Supervisionou o ensino católico em Roma, Itália, por três anos. Dotou o seminário de Pádua com professores notáveis, tinha o interesse em garantir que os futuros padres fossem bem treinados. Seu Seminário chegou a ser considerado um dos melhores da Europa. Fundou também gráficas de livros religiosos.

No período da epidemia de peste Roma em 1656, o Papa o colocou à frente da comissão encarregada de trazer alívio aos atingidos pela peste. Gregório se dedicou a visitar os enfermos, enterrar os mortos, socorrer as viúvas e os órfãos.

Ele morreu em Pádua no dia 18 de junho de 1697. Foi beatificado em 06 de junho de 1771 pelo Papa Clemente XIV e foi canonizado em 26 de maio de 1960 pelo Papa João XXIII.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão:

Na história da nossa Igreja, muitos foram os homens e mulheres que se dedicaram à formação dos jovens, fundando escolas e outras instituições de ensino. Celebrando hoje a vida de são Gregório Barbarigo, peçamos a Deus que continue abençoando todos os profissionais e consagrados que trabalham na área da educação.

Oração:

São Gregório Barbarigo, fundador de escolas e instituições de caridade, que tivestes a graça de nascer em uma família cristã e bem estruturada, nós vos louvamos por vossa vida de santidade e pedimos vossa intercessão: olhai por nossos estudantes e professores, pelos responsáveis por nossa nação e por todas as nações do mundo, para que se voltem a Deus e cumpram os Mandamentos, as Leis de Deus e assim esta terra se tornará um lugar de mais vida. Amém!

terça-feira, 16 de junho de 2026

Beatificação do padre Lanciotti reúne milhares de fiéis em Jauru; cerimônia foi presidida pelo cardeal Braz de Aviz

Foi beatificado no sábado, 13, o padre Nazareno Lanciotti, missionário italiano que viveu e foi martirizado no Brasil. A cerimônia que elevou o religioso aos altares, foi presidida pelo prefeito emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, dom João Braz de Aviz, delegado do Papa Leão XIV para a celebração.

A Eucaristia contou com a concelebração de sete bispos e dezenas de sacerdotes do Brasil e do exterior. Participaram milhares de fiéis, vindos do Brasil e outros países, como a Argentina, Bolívia, os Estados Unidos e a Coréia do Sul, que se reuniram na Paróquia Nossa Senhora do Pilar, em Jauru (MT).

Imagem e relíquia do padre Lanciotti

“Quanta gente! Um mar de gente. Como é bonito ver a nossa Igreja irmanada nessa celebração de hoje”, definiu o bispo da Diocese de São Luiz de Cáceres, dom Jacy Rocha.

Durante o rito de beatificação, o prelado e o vice-postulador da Causa de Beatificação, padre Evandro Stefanello, apresentaram a biografia do novo beato. O texto destacou o seu trabalho junto aos vulneráveis e o martírio por ódio a fé, ocorrido em 11 de fevereiro de 2001.

Cardeal Braz de Aviz
“Padre Nazareno, alimentado por uma vida espiritual muito intensa, realizou uma ação pastoral profunda e comprometida”, destacou padre Stefanello. “Sua morte gozou, desde o início, de sólida e difundida fama de martírio juntamente com uma evidente fama de sinais”, completou.

Na Carta Apostólica que promulgou a beatificação, assinada pelo Papa Leão XIV, o pontífice apontou o novo beato como “missionário infatigável do Evangelho, fundador fecundo de obras de caridade de obras de caridade social e promotor dedicado do culto mariano”. O texto, lido pelo cardeal Braz de Aviz, promulgou que o Padre Nazareno Lanciotti passa a ser “doravante chamado beato e (…) celebrado no dia 12 de janeiro de cada ano”.

Logo após a proclamação, ao som do hino do novo beato, sua imagem e a relíquia foram levados ao altar. No relicário, alguns ossos do religioso ficaram expostos durante a cerimônia. De acordo com Otávio Piva, amigo de Padre Nazareno, as relíquias foram extraídas durante a exumação do corpo de Lanciotti, realizada em novembro de 2025.

Cerimônia presidida pelo cardeal Braz de Aviz

Vida missionária e eucarística
Em sua homilia, dom João Braz de Aviz recordou a vida de Padre Nazareno, nascido em Roma, na Itália, cidade que deixou para ser missionário em Jauru, em 1972. “Ele deixou a sua terra por causa do Evangelho. Ele partiu para uma terra longínqua, num tempo em que esta região estava iniciando o seu desenvolvimento. E ele tomou essa atitude com o desejo de seguir Jesus”, refletiu o purpurado.

O cardeal recordou a espiritualidade do beato, alicerçada, sobretudo, pela Eucaristia e a devoção à Virgem Maria. “Foi aqui que residiu a sua força interior, nascida do Evangelho, para dedicar-se ao serviço dos mais pobres e ao combate aqui, doloroso, difícil, contra as diversas formas de injustiça e de opressão, como é, como foi no começo também, a exploração de menores, a prostituição infantil, o combate contra os traficantes de drogas nesta região fronteiriça entre o Brasil e a Bolívia”.

Ainda durante a sua homilia, o representante do Papa afirmou convidou os fiéis a seguirem o exemplo do missionário. “A figura luminosa do beato, presbítero e mártir padre Nazareno Lanciotti é para nós agora um estímulo eloquente para reavivar os valores do Evangelho, que recriam os valores humanos neste momento da história humana em que a cultura dominante tende a diminuir completamente os valores cristãos como se nós não precisássemos mais da ajuda do alto, da presença do nosso Deus que nos salvou”, exclamou.

Beatificação do padre Lanciotti

Ao fim da celebração, padre Luca Pescatori, responsável mundial pelo Movimento Sacerdotal Mariano, do qual fazia parte Lanciotti, agradeceu a beatificação. Em seu discurso, o sacerdote recordou o ministério do mártir.

“Os frutos de sua ação sacerdotal continuam intensamente, ainda hoje, nos filhos e netos daqueles que o conheceram e que agora vivem a herança de seguir a única luz de Cristo”, afirmou padre Luca.

Programação festiva
Além da celebração eucarística, uma série de outras atividades animaram a pequena Jauru e seus pouco mais de oito mil habitantes. Entre eles, visitas ao túmulo do Padre Nazareno e as obras de caridade fundadas pelo mártir, assim como a sala onde foi martirizado.

Por Vatican News | Fotos: Simone Guedes | Arquidiocese de Cuiabá

Leão XIV: a dimensão religiosa é essencial para enfrentar a crise climática

Em mensagem em vídeo à 10ª edição do Austrian World Summit, em Viena, o Papa propõe três caminhos inspirados nas virtudes cristãs da fé, da esperança e da caridade. O Pontífice recorda que a crise ambiental é também expressão da crise socioeconômica contemporânea e pede atenção especial aos mais pobres e vulneráveis.

Thulio Fonseca - Vatican News

“A Igreja sempre esteve consciente de que a questão ecológica possui uma dimensão moral. De fato, a crise ambiental 'não é uma questão isolada, mas sim o aspecto ecológico da crise socioeconômica contemporânea' (Magnifica Humanitas, 43)”

Com essas palavras, o Papa dirigiu-se aos participantes da 10ª edição do Austrian World Summit, realizada nesta terça-feira, 16 de junho, no Palácio Hofburg, em Viena. O encontro, promovido pela Schwarzenegger Climate Initiative, reúne representantes da política, da economia, da ciência, da cultura e da sociedade civil em torno da proteção do clima, da inovação e de soluções sustentáveis. Em sua mensagem em vídeo, o Pontífice recordou que sustentabilidade, ecologia integral e cuidado com a criação são preocupações presentes há muitas décadas. Para contribuir com os trabalhos da Cúpula, Leão XIV propôs três temas inspirados nas virtudes cristãs da fé, da esperança e da caridade.

A fé e a responsabilidade pelo cuidado da criação
O Papa destacou que muitas tradições religiosas compreendem a criação como dom divino e afirmam o caráter sagrado da vida. Por isso, a fé reforça o desejo comum de proteger a vida e cuidar da natureza:

“Embora, para alguns, a fé pareça ter pouco a contribuir para as questões relacionadas às mudanças climáticas e à proteção ambiental, a dimensão religiosa é, na verdade, essencial para abordar adequadamente esses desafios. Aqueles que acreditam que o nosso mundo foi criado por Deus e que é intrinsecamente bom são chamados a assumir uma responsabilidade ainda maior no cuidado com a criação, pois essa é uma exigência da própria fé.”

Leão XIV também relacionou a crise climática aos fundamentos éticos apresentados na encíclica Magnifica humanitas: a igual dignidade de todos os seres humanos, os direitos humanos fundamentais, o bem comum, o destino universal dos bens, a subsidiariedade, a solidariedade e a justiça social. Segundo o Pontífice, sem enfrentar essas questões pessoais e sociais, nenhuma solução técnica para proteger o meio ambiente poderá alcançar plenamente seu objetivo. Nesse contexto, pediu atenção especial aos mais pobres e aos mais vulneráveis à degradação ambiental, recomendando que eles permaneçam no centro das avaliações, do planejamento e da realização de novos projetos.

A esperança diante dos medos e da crise global
Ao tratar da esperança, Leão XIV reconheceu a preocupação crescente diante dos desafios globais. A paz, afirmou, está ameaçada pela falta de respeito à criação, pela exploração predatória dos recursos naturais e pela deterioração da qualidade de vida provocada pelas mudanças climáticas. Esses desafios, acrescentou, exigem cooperação internacional e um multilateralismo coeso e voltado para o futuro. No entanto, nas deliberações e negociações sobre o clima, surgem frequentemente medos: medo de mudar de rumo, de perder poder e de enfrentar resultados incertos.

“É aqui, penso eu, que os líderes e as comunidades religiosas podem oferecer uma contribuição especial para apoiar iniciativas sociais e ambientais ambiciosas, pois a Bíblia está repleta de exemplos de como os medos das pessoas podem ser superados pela esperança, que, em última instância, é um dom do próprio Deus.”

O Papa também mencionou a COP30, afirmando que é possível dar continuidade aos progressos alcançados por meio de uma transição justa rumo a sociedades nas quais o bem comum prevaleça sobre o lucro e os modelos econômicos estejam enraizados na solidariedade e na dignidade humana. Para isso, sublinhou, os países mais ricos devem cumprir suas obrigações de apoio financeiro aos países mais pobres. O Santo Padre pediu ainda o desenvolvimento de uma nova estrutura financeira internacional centrada na pessoa humana, capaz de permitir que todos os países, especialmente os mais pobres e vulneráveis aos desastres climáticos, alcancem seu pleno potencial com a dignidade de seus cidadãos respeitada.

A caridade e a cultura do cuidado
Por fim, o Papa abordou a caridade, destacando a importância de cultivar uma autêntica cultura do cuidado com o meio ambiente. Essa cultura, observou, inclui aquilo que o Papa Francisco chamou de “amor cívico e político”:

“Esse amor é a chave para um desenvolvimento verdadeiramente humano, pois ‘para tornar a sociedade mais humana, mais digna da pessoa humana, é necessário valorizar novamente o amor na vida social — política, econômica e cultural —, fazendo dele a norma constante e suprema de toda atividade.’”

Leão XIV recordou que, ao lado dos pequenos gestos cotidianos, o amor social impulsiona a elaboração de estratégias mais amplas para deter a degradação ambiental e promover uma cultura do cuidado que alcance toda a sociedade. Ao concluir, o Papa expressou o desejo de que a Cúpula favoreça o diálogo necessário para encontrar soluções eficazes em defesa do “maravilhoso dom da criação” e invocou sobre todos os participantes os dons de Deus: a sabedoria e a paz.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 5,43-48)

ANO "A" - DIA: 16.06.226
11ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43 "Vós ouvistes o que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!' 44 Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45 Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46 Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47 E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48 Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O extraordinário vivido na fé"

O chamado para viver o extraordinário na vida cotidiana
Naquele tempo disse Jesus: “Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? Se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai Celeste é perfeito”. (Mt 5,43-48)

Bom, a vida cristã, obrigatoriamente, tem que comportar um algo a mais, um algo de extraordinário. A exemplaridade de Cristo precisa ser imitada. Jesus nos deixou um exemplo não só para que nós O admiremos, mas para que nós O imitemos.

O perigo de viver uma fé morna e pagã
O texto de hoje traz o apelo de Jesus a uma vida autenticamente cristã, que se difere das outras formas de viver, mas não por um mero exibicionismo, eu vou fazer para que eu me sinta melhor do que os outros, para que todos vejam que eu sou uma pessoa bondosa. O fato é que ser cristão pede uma nobreza de comportamento que precisa fazer a diferença. Jesus questiona os seus discípulos: o que fazeis de extraordinário?

O extraordinário na vida espiritual
A tradução para essa palavra “extraordinário” é perissos, isto é, que excede algum número ou uma medida, mais do que necessário, o incomum, o excelente. É tão fácil viver um cristianismo pagão nos tempos de hoje, que esta ordem de Jesus se torna tão atual.

É tão fácil adotar certos comportamentos do mundo pagão, que, constantemente, nós precisamos nos questionar se ainda há algo de cristão nas nossas atitudes. Os publicanos só amavam aqueles que os amavam, amor interesseiro. Os pagãos só cumprimentavam os pagãos, amor seletivo. É assim que nós queremos viver?

Transbordar a excelência no dia a dia
É hora de exceder, de transbordar, de adotar uma excelência no jeito de ser cristão, para que sejamos, de fato, filhos de Deus, perfeitos, como é perfeito o Pai do céu. Porque se vivemos uma vida assim como os pagãos, não fazemos nada de extraordinário.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova