
Começa nesta sexta-feira, na região administrativa de Sobradinho, em Brasília (DF), o III Seminário Nacional das Missões Populares. O evento vai reunir missionários, lideranças e religiosos de várias partes do país até domingo para momentos de formação, celebração e convivência, animados pelo tema “Passemos para a outra margem” (Mc 4,35). O evento é promovido pela Comissão Episcopal para a Ação Missionária e a Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e sediado na Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Sobradinho I, Brasília (DF).
A abertura será a partir das 18h desta sexta-feira, com a Procissão de abertura e o acendimento da vela missionária. A mesa de abertura será logo em seguida, com a apresentação dos conferencistas; a acolhida pelo pároco anfitrião, padre José Valdo dos Santos, e a saudação do bispo referencial do Conselho Missionário Nacional (Comina), dom Paolo Andreolli, bispo eleito de Ponta de Pedras (PA).
Da memória à missão, da identidade ao compromisso
Segundo os organizadores, as atividades serão desenvolvidas a partir de quatro eixos temáticos: memória, identidade e encantamento; Igreja Sinodal e Eclesiologia da Missão; desafios contemporâneos; e metodologia, continuidade e estado permanente. Esses eixos temáticos propostos conduzem os participantes numa travessia pedagógica e espiritual: da memória à missão, da identidade ao compromisso.
As temáticas incluem o estudo da memória das missões populares, a identidade e o entendimento da missão como processo espiritual. Também serão aprofundados a sinodalidade missionária, com o chamado da Igreja à missão; os desafios contemporâneos, com a conjuntura socioeclesial, mundo digital, a realidade dos grandes centros, a juventude, as periferias e as fronteiras. O grupo ainda vai refletir sobre a continuidade das iniciativas missionárias, percebendo como garantir que a missão não seja só evento.
A metodologia do seminário prevê conferências, rodas de conversa, grupos temáticos, painel de testemunhos, noite cultural e momentos de oração, especialmente a partir da meditação da Liturgia das Horas.
No domingo, Solenidade de Todos os Santos, será celebrada a Missa de Envio com a bênção da carta-compromisso redigida ao final do encontro. A Missa terá início às 11h, no espaço paroquial.
Missões populares como compromisso eclesial
Um dos organizadores do seminário, o frade capuchinho frei Anderson Teodoro explica que as missões populares iniciaram muito ligadas às congregações religiosas e passaram a ser assumidas também pelas comunidades paroquiais e diocesanas.
“Elas começam ainda no período Colonial e ganham sua forma mais conhecida no Brasil Império, no século XIX, quando os religiosos percorriam as comunidades fazendo aquela missão de casa em casa, de povoado em povoado. Cada congregação tinha o seu jeito próprio de missionar: os capuchinhos, os frades menores, os carmelitas, os jesuítas, os redentoristas — cada família religiosa com o seu método, sua estilo e sua espiritualidade. Com o tempo, a missão deixou de ser exclusiva das congregações e passou a ser assumida também nas dioceses, comunidades, as paróquias e o povo se tornando protagonista. É por isso que a missão popular continua tão atual: ela não é um evento isolado, é um processo contínuo de uma Igreja que sai ao encontro da vida das pessoas, onde quer que elas estejam”, conta.
Fonte: www.cnbb.org.br




