quarta-feira, 13 de maio de 2026

Comissão para a Comunicação e Grupo de Reflexão oferecem subsídio de estudo sobre o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais


A Comissão Episcopal para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Grupo de Reflexão em Comunicação (Grecom) oferecem um subsídio para estudo e aprofundamento do tema do 60º Dia Mundial das Comunicações, a ser celebrado no domingo da Ascenção do Senhor, dia 17 de maio. A data tem como tema escolhido pelo Papa Leão XIV “Preservar vozes e rostos humanos”.

“Em um tempo em que os sistemas de inteligência artificial aprendem a falar como nós e a reproduzir expressões e sentimentos que até então pareciam exclusivamente humanos, a Igreja é convidada a se perguntar, com urgência e lucidez, o que significa, afinal, uma comunicação humanizada”, segundo Moisés Sbardelotto, coordenador do Grecom.

Esse chamado, segundo o doutor em Comunicação, não se limita à necessária crítica do avanço tecnológico, mas “convoca toda a Igreja a orientar a inovação digital a partir de critérios que brotam do Evangelho, capazes de promover a dignidade humana, o bem comum e a proteção da nossa casa comum.

Apelo profético
Segundo a Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, o material “é um apelo profético e urgente ao discernimento constante, para que a aceleração tecnológica não silencie a nossa própria existência”.

“A cultura digital é uma poderosa aliada no anúncio do Evangelho. Acolhemos suas imensas possibilidades, desde que orientadas pelo compromisso com o próximo e pelos valores do Reino”.

Na apresentação do subsídio, a Comissão para a Comunicação da CNBB ressalta que somos convocados a ser “sinais proféticos de autenticidade em um mundo marcado por simulações e bolhas de fácil consenso e indignação, onde o pensamento crítico é enfraquecido e a possibilidade de escuta e diálogo é dizimada”.

“Nossa missão transcende a busca por engajamento vazio ou o mero alimento de algoritmos que isolam. Fomos chamados para construir pontes de unidade que reflitam o ‘Cristo Total’, que nos conectem e nos comprometam a samaritanear com a ‘carne sofrida do Cristo’ no rosto e na voz do povo e na vida ameaçada em nossa Casa Comum. Somente assim, reconhecendo o humano, a verdade do encontro e a integridade de toda a vida na Terra, seremos fiéis ao Evangelho na cultura digital”.

Pistas de aprofundamento
Os textos reunidos no material, segundo o Grecom, buscam oferecer pistas de aprofundamento sobre a presença e a atuação da Igreja na cultura contemporânea. A cada capítulo, a seu modo, aprofunda dimensões da mensagem papal, articulando reflexão teórica, análise crítica e perspectivas pastorais.

O conjunto de reflexões não pretende oferecer respostas prontas, mas provocar perguntas abertas, a fim de suscitar o diálogo e o debate, em prol de práticas pastorais conscientes do contexto digital e coerentes com o Evangelho, segundo explica Moisés Sbardelotto.

“Esperamos que a leitura destes textos possa favorecer uma ação eclesial ainda mais comprometida com a construção de uma cultura do encontro em que cada voz seja verdadeiramente escutada e em que cada rosto seja verdadeiramente reconhecido em sua dignidade”, afirmou.


Luiz Lopes Jr.

Papa: peçamos à Virgem que faça crescer em nós o amor pela Santa Madre Igreja


No dia de Nossa Senhora de Fátima, o Papa deu continuidade ao ciclo sobre o Concílio Vaticano II, dedicando sua catequese a Maria. Leão XIV se inspirou no último capítulo da Lumen Gentium, em que a Virgem é apresentada como membro singular da comunidade eclesial: dela é mãe e modelo na fé e na caridade.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (13/05), Leão XIV refletiu sobre o tema “A Virgem Maria, modelo da Igreja”, inspirando-se no último capítulo da Constituição Dogmática Lumen Gentium, dedicado à Mãe de Jesus.

Maria é modelo, membro e mãe
Neste documento, Ela é «saudada como membro eminente e inteiramente singular da Igreja, seu tipo e exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade» (n. 53). Estas palavras, afirmou o Papa, nos convidam a compreender como em Maria, que sob a ação do Espírito Santo acolheu e gerou o Filho de Deus feito carne, se pode reconhecer tanto o modelo, como o membro excelente e a mãe de toda a comunidade eclesial.

O Santo Padre explicou: ao deixar-se moldar pela obra da Graça, que veio a realizar-se Nela, e ao acolher o dom do Altíssimo com a sua fé e o seu amor virginal, Maria é o modelo perfeito daquilo que toda a Igreja é chamada a ser, isto é, criatura da Palavra do Senhor e mãe dos filhos de Deus gerados na docilidade à ação do Espírito Santo. Na medida em que é a fiel por excelência, na qual nos é oferecida a forma perfeita da abertura incondicional ao mistério divino na comunhão do povo santo de Deus, Maria é membro excelente da comunidade eclesial. Por fim, na medida em que gera filhos no Filho, amados no Amado eterno que veio entre nós, Maria é mãe de toda a Igreja, que pode dirigir-se a Ela com confiança filial, na certeza de ser ouvida, guardada e amada.
Maria, a mulher ícone do Mistério

Maria também pode ser considerada a mulher ícone do Mistério. Com o termo “mulher”, destaca-se a realidade histórica desta jovem filha de Israel, a quem foi concedido viver a extraordinária experiência de se tornar a mãe do Messias. Com a expressão “ícone”, sublinha-se que Nela se realiza o duplo movimento de descida e de ascensão: tanto a eleição gratuita por parte de Deus, como o livre consentimento da fé Nele.

O lugar de Maria na obra da Redenção
Outro ensinamento do Concílio ressaltado por Leão é sobre o lugar singular reservado à Virgem Maria na obra da Redenção. Jesus é único Mediador da salvação e a sua Santíssima Mãe «de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia» (LG, 60). Na Virgem Maria, acrescentou o Papa, reflete-se também o mistério da Igreja:

“Nela, o povo de Deus encontra representadas a sua origem, o seu modelo e a sua pátria. Na Mãe do Senhor, a Igreja contempla o seu próprio mistério, não só porque nela encontra o modelo da fé virginal, da caridade materna e da aliança esponsal a que é chamada, mas também e sobretudo porque reconhece nela o seu próprio arquétipo, a figura ideal daquilo a que é chamada a ser.”

Como se pode ver, disse por fim o Papa, as reflexões sobre a Virgem Mãe reunidas na Lumen Gentium ensinam-nos a amar a Igreja e a servir nela a realização do Reino de Deus. E convidou a questionar: vivo com fé humilde e ativa a minha pertença à Igreja? Reconheço nela a comunidade da aliança que Deus me deu para corresponder ao seu amor infinito? Sinto-me parte viva da Igreja, em obediência aos pastores dados por Deus? Olho para Maria como modelo, membro excelente e mãe da Igreja?

"Irmãs e irmãos, que o Espírito Santo nos conceda viver plenamente estas maravilhosas realidades. E, depois de termos aprofundado a Constituição Lumen Gentium, peçamos à Virgem que nos obtenha este dom: que cresça em todos nós o amor pela Santa Madre Igreja. Assim seja!"

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EVANGELHO DO DIA (Jo 16,12-15)

ANO "A" DIA: 13.05.2026
6ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Rogarei ao meu Pai e ele há de enviar-vos um outro Paráclito, que há de permanecer eternamente convosco.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12 "Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13 Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O Espírito Santo e a pedagogia de Deus"

A plena verdade com o Espírito Santo
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos conduzirá à plena verdade, pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e até as coisas futuras vos anunciará” (Jo 16,12-15).

Bem, meus irmãos, para quem trabalha na área da educação, não há nenhum amadurecimento do aluno sem uma pedagogia específica. Cada aluno traz em si necessidades no seu aprendizado, mesmo que a turma seja um grande grupo, cada criança precisa de uma atenção particular.

O Espírito que nos ensina gradualmente
No plano do ensino, existe uma gradualidade na aquisição do conhecimento. Nenhuma criança começa fazendo análise morfológica, análise sintática. Por exemplo: no aprendizado da língua portuguesa, primeiro são as vogais, depois todo o alfabeto, depois as sílabas, as palavras e assim por diante.

O Evangelho de hoje nos fala dessa gradualidade que o Espírito age com cada um de nós. Jesus foi bem claro: eu tenho muitas coisas a dizer, mas vocês não são capazes de carregar o peso, diz a tradução original. Ou seja, nós não podemos suportar. Interessante essa tradução, porque a vida cristã traz em si um peso, um estilo próprio. Jesus mesmo disse, tome a sua cruz e me siga.

A providência divina para o amadurecimento espiritual
Cada vocação cristã tem o seu peso, e Deus, pouco a pouco, vai se revelando diante de nós. É a sabedoria divina com a qual Ele rege todas as coisas na nossa vida – o que chamamos de Providência Divina. Deus respeita o nosso processo pessoal de assimilação das verdades da fé, e Ele tem um zelo e um cuidado profundo por cada um de nós.

Ninguém é chamado ao impossível; apenas ao que é possível a você, hoje, Deus espera que realize. Por isso é preciso o pão nosso de cada dia, porque, a cada dia, basta o seu cuidado com as suas demandas.

Nesse caminho gradual, não pode haver espaço para a ansiedade que sufoca o tempo presente. Por isso a presença do Espírito Santo na vida da Igreja de cada fiel. Ele é um pedagogo, um educador capaz de extrair o que há de melhor dentro de cada um de nós. Ele é capaz de nos ajudar a dar passos e amadurecer a nossa experiência de fé.

O Espírito que desce no batismo confirma na crisma e orna com os dons a vida de cada fiel para que este se torne maduro na fé e possa responder, em todas as etapas da sua vida, ao chamado de seguir Jesus e se entregar a Ele. Jesus tem paciência conosco. Ele caminha ao nosso lado.

Sobre todos vós, desça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


Fátima é o seu refúgio de esperança

Você sente medo? “Não tenhais medo”: Fátima é o seu refúgio de Esperança

“Não tenhais medo. Eu sou do Céu!” Com essas palavras, em 13 de maio de 1917, a Virgem Maria não apenas acalmou os três pastorinhos, mas abriu um canal de esperança para toda a humanidade. Pois as revelações privadas não completam o Evangelho, mas nos ajudam a vivê-lo mais plenamente em cada época CIC (nº 67). Fátima é, portanto, o “beijo da Misericórdia Divina” sobre as feridas do mundo moderno.

Crédito: fontenelle / GettyImages

O Céu que toca a Terra
As aparições na Cova da Iria não foram apenas visões, mas um transbordamento do Infinito no cotidiano. Deus, que “sonda e conhece nossos corações” (Sl 138,23), viu uma humanidade flagelada pela guerra e pelo pecado, e enviou Sua Mãe para nos recordar: Sua compaixão se renova a cada manhã (Lm 3,22-23).

Lúcia, Francisco e Jacinta — crianças simples, iletradas e humildes, pastores de ovelhas — tornaram-se protagonistas de um mistério místico marcado pela luz e pela reparação. Eles nos ensinam que a santidade não exige coisas extraordinárias, mas uma resposta extraordinária aos acontecimentos do nosso dia a dia.

As aparições aconteceram numa atmosfera sobrenatural
Todas as aparições aconteceram numa atmosfera sobrenatural. Mas o que isso significa? Que a presença sobrenatural de Deus vem ao encontro da nossa realidade, ou seja, que o Infinito não coube mais no mistério e transbordou para dentro do nosso dia a dia. Não foi uma visita tímida ou invisível, foi um transbordamento de amor e poderio de Deus, que envolveu a atmosfera levando os pastorinhos a fazerem intensa experiência mística e espiritual, em particular marcada por luz, oração, reparação e esperança.

Embora muitas vezes levados pelas ocupações diárias, não vemos, não tocamos nem sentimos essa presença amorosa de Deus que se manifesta em nossa vida todos os dias, no aqui e no agora, a partir dos mais simples acontecimentos.

Na Mensagem de Fátima, é perceptivo que Deus veio renovar a esperança. Ele, que é a Verdadeira Esperança, renova todas as coisas (Ap 21,5): “Aquele que está sentado no trono declarou: ‘Eis que faço novas todas as coisas’. E continuou: ‘Escreva, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras'”.

A mensagem: oração, reparação e esperança
Maria não veio para trazer medo, mas um itinerário pedagógico de salvação:A conversão: um convite para mudar de vida, lutar contra o pecado e voltar ao Pai.
A oração (o rosário): rezar o “Compêndio do Evangelho”, como dizia São João Paulo II, para alcançar a paz em nossos corações, em nossas famílias e no mundo.
A reparação: O ato de “consolar a Deus” e oferecer sacrifícios pela conversão dos pecadores.

Nossa Senhora de Fátima, nas suas mensagens, nos mostra a presença de Deus que atua na história nos consolando e nos trazendo esperança. Mesmo em meio às nossas “guerras particulares” — crises familiares, doenças ou desânimo —, a promessa permanece: “A graça de Deus será o vosso conforto.”

Roteiro Espiritual para renovar a Esperança
Para viver a mensagem de Fátima hoje, proponho um roteiro espiritual simples e profundo para santificar o seu dia. Ofereça os acontecimentos cotidianos e o seu Roteiro Espiritual para renovar a sua esperança.Manhã (oferecimento): Ao acordar, entregue seu dia: “Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação ao Imaculado Coração de Maria”. Isso transforma cada tarefa em oração;
Tarde (companhia): Reze o Terço. Não como uma obrigação, mas como quem contempla um álbum de fotos da vida de Jesus junto com a Mãe d’Ele.
Noite (exame): Como o pequeno Francisco Marto, pergunte: “Eu consolei a Deus hoje?” Peça perdão, pois Ele é “paciente e cheio de amor” (Sl 103,8);
O centro (Eucaristia): Fátima conduz ao “Jesus Escondido”. Busque a Santa Missa e a adoração como fontes de força.
A promessa: Pratique os Cinco Primeiros Sábados em reparação ao Imaculado Coração.

Consagração Pessoal ao Imaculado Coração de Maria
(Escrita pela Venerável Irmã Lúcia de Jesus)

Virgem Maria, ao vosso Coração Imaculado nos consagramos em entrega total ao Senhor. Por Vós, seremos levados a Cristo. Caminharemos à luz da fé e faremos tudo para que o mundo creia. Sob a vossa proteção, seremos um só povo com Cristo, testemunhas da Sua ressurreição. Amém.

Fátima, não é sobre o fim do mundo: é sobre o fim do “eu” egoísta para que Deus seja tudo em todos. É um caminho de volta para casa, onde Maria é a mão que segura a nossa para não nos perdermos no escuro da modernidade.

Fátima é esperança e paz: a mensagem é vista como uma luz segura em tempos de incerteza, violência e crise espiritual.

É considerada a “mais profética das aparições modernas”, cujos ensinamentos continuam relevantes hoje.

A promessa “Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará” oferece esperança e confiança aos fiéis na vitória do bem sobre o mal. É a certeza de que, no final, o Amor vencerá.

Deixe que o “sim” dos pastorinhos ecoe em você hoje: “Eis que faço novas todas as coisas” (Ap. 21,5).

A devoção a Nossa Senhora de Fátima transcende a época das aparições, chamando a humanidade à oração e à paz em todos os tempos.

Fátima é considerada uma das aparições marianas mais significativas do século XX. A sua veracidade foi reforçada pela visita de diversos Papas ao santuário, São João Paulo II, Bento XVI e Francisco.

Nilza Pires Correa Maia – Comunidade Canção Nova

Santo André Humberto Fournet


André Humberto Fournet, nasceu em uma família de dez filhos, em 6 de dezembro de 1752, em Saint Pierre de Maillé, na França. Ele era uma criança muito inquieta, que preferia brincar a estudar. Na juventude, gostava da vida fácil, com regalias, das festas e diversões.

Ao ver a vida sem sentido que o filho estava levando, seus pais o mandaram morar com seu tio que era pároco de Haims. Depois de algum tempo, o menino decidiu se tornar sacerdote.

Em 1776, ordenou-se em Poitiers, foi nomeado Vigário de Haims e depois pároco de São Pedro em Maillé.

Embora tenha sido ordenado sacerdote, o Padre André continuava apegado às comodidades, via o sacerdócio como uma profissão, não como uma missão.

Um encontro mudou o rumo da sua vida. Depois de uma conversa com um mendigo que lhe fez repensar em tudo o que havia vivido até aquele momento, o Padre André sentiu-se incomodado, vendeu tudo o que tinha e distribuiu aos pobres. Passou a viver com mais simplicidade e humildade.

Começou a viver com austeridade, dedicando-se à oração, ao jejum e à penitência. Seus sermões tocavam o coração das pessoas, eram simples e compreensíveis. Em 1791, durante o período da Revolução, recusou-se assinar a Constituição Civil do Clero e foi expulso da França, refugiando-se na Espanha.

Em 1797, retornou para a França na clandestinidade, e se manteve escondido celebrando os sacramentos para os fiéis. Quando a paz voltou à França, e à Igreja, o Padre André voltou à sua paróquia e trabalhou refazendo tudo o que havia sido destruído, recebendo o título de “Bom Padre”, pelo exemplo de sua santidade.

Trabalhou junto com Elisabetta Bichier, na educação cristã de meninas, especialmente as mais pobres, foi aí que nasceu a Congregação das Filhas da Cruz. Em 1820, Padre André, mudou-se para La Puye onde foi estabelecida a nova sede da Congregação.

Suas pregações eram feitas baseadas na humildade, no desprendimento de prazeres, no mistério de Jesus Crucificado e nas virtudes evangélicas da pobreza.

O Padre André era admirado por sua imensa devoção à Santíssima Trindade e à Cruz, num espírito de penitência e zelo apostólico ilimitado.

Faleceu em maio de 1834, em La Puye. Foi beatificado por Pio XI em 1926 e canonizado 1933, também pelo Papa Pio XI.

Colaboração: Nathália Queiroz de Carvalho Lima

Reflexão:

Santo André encontrou Cristo no pobre que lhe pedia esmola, deixou-se tocar por este encontro e passou por uma profunda conversão. Deixou todos os apegos e comodismos vazios para se dedicar ao que verdadeiramente importa, conhecer e amar a Deus através da oração e fazê-lo conhecido através da sua pregação. Uma vida de oração e serviço. Que o exemplo de Santo André nos ensine que para ter uma vida plena e feliz é preciso desapegar de tudo o que nos impede de seguir a Cristo e amar os irmãos.

Oração:

Glorioso Santo André Humberto Fournet, hoje eu te escolho como meu padroeiro especial: sustenta-me na Esperança, confirma-me fortalece-me na Virtude. Ajude-me em minha luta espiritual, obtenha de Deus todas as graças que me são mais necessárias e os méritos para alcançar contigo a Glória Eterna...

terça-feira, 12 de maio de 2026

Igrejas celebram Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2026 de 17 a 23 de maio


Entre as Solenidades da Ascensão do Senhor e de Pentecostes, será celebrada a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), um dos momentos mais significativos do ano para a dimensão Ecumênica da Igreja. As celebrações terão como inspiração bíblica o versículo 4 do quarto capítulo da carta de São Paulo aos Efésios: “Vocês formam um só corpo e um só espírito, do mesmo modo que a esperança para a qual foram chamados é uma só” (Ef 4, 4).

As orações e reflexões para a semana foram preparadas por um grupo ecumênico coordenado pelo Departamento de Relações Inter-religiosas da Igreja Apostólica Armênia. Como de costume, uma equipe internacional nomeada conjuntamente pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas colaborou com os editores para finalizar os materiais em uma reunião realizada de 13 a 18 de outubro de 2024, na Santa Sé em Etchmiadzin, Armênia.

O material inclui uma introdução ao tema, um esboço para a celebração ecumênica e uma seleção de breves leituras e orações para cada dia da semana. Este conteúdo pode ser utilizado de diversas maneiras e destina-se a ser usado não apenas durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, mas também ao longo de todo o ano de 2026.

“Através das suas práticas e ensinamentos, a Igreja Apostólica Arménia oferece-nos uma reflexão profunda sobre a essência da unidade dentro do Corpo universal de Cristo, não apenas como um conceito, mas como uma realidade viva e pulsante”, afirmam os editores do material oferecido a toda a Igreja e disponível em português aqui.

Inspiração bíblica
Na introdução ao tema contida no material preparado para a celebração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, é aprofundado o versículo da Carta aos Efésios sobre a unidade da Igreja.

“Efésios 4:4 resume os ensinamentos de Paulo sobre a unidade, enfatizando, também aqui, que os seguidores de Cristo representam ‘um só corpo e um só Espírito’, unidos numa única esperança”.

O conceito de ‘um só corpo’ na iluminação bíblica, também reflete a natureza da Igreja, uma vez que “o cristianismo transcende as fronteiras culturais e nacionais, unindo os crentes em todo o mundo na fé e na esperança”.

A ideia de “um só Espírito” refere-se ao Espírito Santo “que sustenta esta comunhão e capacita a Igreja a cumprir a sua missão”.

A única esperança diz respeito à salvação e à vida eterna: “Esse é o objetivo final e a motivação para a vida cristã, proporcionando uma visão comum e propósito para todos os crentes e unindo-os na sua jornada de fé e na sua vida quotidiana. Esta visão partilhada ultrapassa as divisões confessionais e culturais, encorajando os cristãos a trabalharem juntos de todas as formas possíveis”.

Papa: cristãos e muçulmanos devem transformar a indiferença em solidariedade

A compaixão foi o tema do discurso do Papa a membros do Instituto Real para Estudos Inter-religiosos, fundado em 1994 em Amã, na Jordânia, sob o patrocínio de Sua Alteza Real, o Príncipe El Hassan bin Talal. O intuito é oferecer um espaço para o estudo interdisciplinar de questões interculturais e inter-religiosas, com o objetivo de amenizar as tensões e promover a paz, tanto em nível regional quanto mundial. Desde então, mantém colóquios com o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso.

Vatican News

O Papa recebeu em audiência os participantes do oitavo colóquio organizado conjuntamente pelo Dicastério para o Diálogo Inter-religioso e pelo Instituto Real de Estudos Inter-religiosos.

O tema escolhido este ano para o encontro é “Compaixão humana e empatia nos tempos modernos” e, para o Pontífice, é particularmente oportuno para o nosso mundo atual. "De fato, não se trata de sentimentos marginais, mas sim de atitudes essenciais de ambas as nossas tradições religiosas e de aspectos importantes do que significa viver uma vida verdadeiramente humana."

Em seu discurso, Leão XIV falou como as duas tradições religiosas entendem a compaixão e a empatia, que não são algo adicional ou opcional, mas um chamado de Deus para refletir sua bondade em nossa vida cotidiana. O diferencial cristão é propriamente Jesus Cristo, em quem essa compaixão divina torna-se visível e tangível. "Deus vai além de ver e ouvir, assumindo a nossa natureza humana para se tornar a encarnação viva da compaixão. Seguindo o exemplo de Jesus, a compaixão cristã torna-se uma partilha ou um “sofrer com” os outros, particularmente os mais desfavorecidos. Por essa razão, 'o amor aos pobres — qualquer que seja a forma que a sua pobreza assuma — é a marca evangélica de uma Igreja fiel ao coração de Deus'", explicou o Papa.

A foto de grupo com o Papa Leão (@Vatican Media)

Essa convicção, portanto, tem implicações sociais, prosseguiu o Pontífice, que manifestou seu apreço pelos esforços do Reino Hachemita da Jordânia ao acolher refugiados e ajudar os necessitados em circunstâncias difíceis. E fez uma advertência:

“Queridos amigos, a compaixão e a empatia correm, infelizmente, o risco de desaparecer hoje. Os avanços tecnológicos tornaram-nos mais conectados do que nunca, mas também podem levar à indiferença. O fluxo constante de imagens e vídeos das dificuldades alheias pode entorpecer nossos corações, em vez de comovê-los. (...) Esse tipo de apatia está se tornando um dos mais sérios desafios espirituais do nosso tempo.”

Nesse contexto, cristãos e muçulmanos são chamados a uma missão comum: reavivar a humanidade onde ela se esfriou, dar voz aos que sofrem e transformar a indiferença em solidariedade. "A compaixão e a empatia podem ser nossos instrumentos, pois têm o poder de restaurar a dignidade do outro. Espero que a Jordânia continue a ser uma testemunha viva desse tipo de compaixão, bem como um sinal de diálogo, solidariedade e esperança, numa região marcada por provações", concluiu o Papa, fazendo votos de que a mútua colaboração se traduza em gestos concretos de paz, empatia e fraternidade.

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EVANGELHO DO DIA (Jo 16,5-11)

ANO "A" - DIA: 12.05.2026
6ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; ele vos conduzirá a toda a verdade.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5 "Agora, parto para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: 'Para onde vais?' 6 Mas, porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações. 7 No entanto, eu vos digo a verdade: É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei. 8 E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento: 9 o pecado, porque não acreditaram em mim; 10 a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; 11 e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A liberdade no amor"

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Agora, parto para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais? Mas, porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações. No entanto, eu vos digo a verdade: É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei. E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento” (Jo 16,5-11)

A primeira afirmação de Jesus no Evangelho pode nos fazer crer que Ele esteja com crise de saudade antecipada ou carente do afeto dos Seus discípulos, dos quais Ele ficará longe futuramente. Mas não é nada disso.

A liberdade é o fruto do amor
Jesus está demonstrando uma das prerrogativas de um verdadeiro amor. O que um verdadeiro amor precisa ter? Criar no outro uma autonomia e uma liberdade. O amor que não leva o outro a amadurecer, a ser quem é de verdade e a ter a capacidade de decidir autonomamente aos apelos da vida não é amor, é escravidão.

É bom que eu parta, diz Jesus. Ele está criando um espaço para que o Espírito Santo continue a sua obra na vida dos discípulos. É a maior expressão da liberdade do amor. É melhor uma tristeza momentânea do que uma eterna codependência afetiva que pode gerar um relacionamento sufocante e anulante da pessoa do outro.

Um convite ao crescimento espiritual
Jesus está exorcizando o medo da ausência física que os discípulos vão provar com a sua partida. Porém, Jesus estará tão presente em seus corações pelo dom do Espírito Santo, que já não será apenas um único defensor, mas serão dois, Jesus e o Espírito Santo.

Assim é o amor livre: ele soma na nossa vida, ele não divide, mas acrescenta. Quem dá um passo atrás para dar espaço para o outro acaba trazendo outra pessoa em cena e assim sucessivamente. São amores que se multiplicam e não que se apropriam da outra pessoa como uma posse.

Jesus está confiando ao Espírito Santo a tarefa de construir nos Seus discípulos tudo aquilo que Ele já havia anunciado. Às vezes, na nossa vida também é assim, é preciso dar um espaço para que o outro seja quem ele é.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova