terça-feira, 16 de junho de 2026

Beatificação do padre Lanciotti reúne milhares de fiéis em Jauru; cerimônia foi presidida pelo cardeal Braz de Aviz

Foi beatificado no sábado, 13, o padre Nazareno Lanciotti, missionário italiano que viveu e foi martirizado no Brasil. A cerimônia que elevou o religioso aos altares, foi presidida pelo prefeito emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, dom João Braz de Aviz, delegado do Papa Leão XIV para a celebração.

A Eucaristia contou com a concelebração de sete bispos e dezenas de sacerdotes do Brasil e do exterior. Participaram milhares de fiéis, vindos do Brasil e outros países, como a Argentina, Bolívia, os Estados Unidos e a Coréia do Sul, que se reuniram na Paróquia Nossa Senhora do Pilar, em Jauru (MT).

Imagem e relíquia do padre Lanciotti

“Quanta gente! Um mar de gente. Como é bonito ver a nossa Igreja irmanada nessa celebração de hoje”, definiu o bispo da Diocese de São Luiz de Cáceres, dom Jacy Rocha.

Durante o rito de beatificação, o prelado e o vice-postulador da Causa de Beatificação, padre Evandro Stefanello, apresentaram a biografia do novo beato. O texto destacou o seu trabalho junto aos vulneráveis e o martírio por ódio a fé, ocorrido em 11 de fevereiro de 2001.

Cardeal Braz de Aviz
“Padre Nazareno, alimentado por uma vida espiritual muito intensa, realizou uma ação pastoral profunda e comprometida”, destacou padre Stefanello. “Sua morte gozou, desde o início, de sólida e difundida fama de martírio juntamente com uma evidente fama de sinais”, completou.

Na Carta Apostólica que promulgou a beatificação, assinada pelo Papa Leão XIV, o pontífice apontou o novo beato como “missionário infatigável do Evangelho, fundador fecundo de obras de caridade de obras de caridade social e promotor dedicado do culto mariano”. O texto, lido pelo cardeal Braz de Aviz, promulgou que o Padre Nazareno Lanciotti passa a ser “doravante chamado beato e (…) celebrado no dia 12 de janeiro de cada ano”.

Logo após a proclamação, ao som do hino do novo beato, sua imagem e a relíquia foram levados ao altar. No relicário, alguns ossos do religioso ficaram expostos durante a cerimônia. De acordo com Otávio Piva, amigo de Padre Nazareno, as relíquias foram extraídas durante a exumação do corpo de Lanciotti, realizada em novembro de 2025.

Cerimônia presidida pelo cardeal Braz de Aviz

Vida missionária e eucarística
Em sua homilia, dom João Braz de Aviz recordou a vida de Padre Nazareno, nascido em Roma, na Itália, cidade que deixou para ser missionário em Jauru, em 1972. “Ele deixou a sua terra por causa do Evangelho. Ele partiu para uma terra longínqua, num tempo em que esta região estava iniciando o seu desenvolvimento. E ele tomou essa atitude com o desejo de seguir Jesus”, refletiu o purpurado.

O cardeal recordou a espiritualidade do beato, alicerçada, sobretudo, pela Eucaristia e a devoção à Virgem Maria. “Foi aqui que residiu a sua força interior, nascida do Evangelho, para dedicar-se ao serviço dos mais pobres e ao combate aqui, doloroso, difícil, contra as diversas formas de injustiça e de opressão, como é, como foi no começo também, a exploração de menores, a prostituição infantil, o combate contra os traficantes de drogas nesta região fronteiriça entre o Brasil e a Bolívia”.

Ainda durante a sua homilia, o representante do Papa afirmou convidou os fiéis a seguirem o exemplo do missionário. “A figura luminosa do beato, presbítero e mártir padre Nazareno Lanciotti é para nós agora um estímulo eloquente para reavivar os valores do Evangelho, que recriam os valores humanos neste momento da história humana em que a cultura dominante tende a diminuir completamente os valores cristãos como se nós não precisássemos mais da ajuda do alto, da presença do nosso Deus que nos salvou”, exclamou.

Beatificação do padre Lanciotti

Ao fim da celebração, padre Luca Pescatori, responsável mundial pelo Movimento Sacerdotal Mariano, do qual fazia parte Lanciotti, agradeceu a beatificação. Em seu discurso, o sacerdote recordou o ministério do mártir.

“Os frutos de sua ação sacerdotal continuam intensamente, ainda hoje, nos filhos e netos daqueles que o conheceram e que agora vivem a herança de seguir a única luz de Cristo”, afirmou padre Luca.

Programação festiva
Além da celebração eucarística, uma série de outras atividades animaram a pequena Jauru e seus pouco mais de oito mil habitantes. Entre eles, visitas ao túmulo do Padre Nazareno e as obras de caridade fundadas pelo mártir, assim como a sala onde foi martirizado.

Por Vatican News | Fotos: Simone Guedes | Arquidiocese de Cuiabá

Leão XIV: a dimensão religiosa é essencial para enfrentar a crise climática

Em mensagem em vídeo à 10ª edição do Austrian World Summit, em Viena, o Papa propõe três caminhos inspirados nas virtudes cristãs da fé, da esperança e da caridade. O Pontífice recorda que a crise ambiental é também expressão da crise socioeconômica contemporânea e pede atenção especial aos mais pobres e vulneráveis.

Thulio Fonseca - Vatican News

“A Igreja sempre esteve consciente de que a questão ecológica possui uma dimensão moral. De fato, a crise ambiental 'não é uma questão isolada, mas sim o aspecto ecológico da crise socioeconômica contemporânea' (Magnifica Humanitas, 43)”

Com essas palavras, o Papa dirigiu-se aos participantes da 10ª edição do Austrian World Summit, realizada nesta terça-feira, 16 de junho, no Palácio Hofburg, em Viena. O encontro, promovido pela Schwarzenegger Climate Initiative, reúne representantes da política, da economia, da ciência, da cultura e da sociedade civil em torno da proteção do clima, da inovação e de soluções sustentáveis. Em sua mensagem em vídeo, o Pontífice recordou que sustentabilidade, ecologia integral e cuidado com a criação são preocupações presentes há muitas décadas. Para contribuir com os trabalhos da Cúpula, Leão XIV propôs três temas inspirados nas virtudes cristãs da fé, da esperança e da caridade.

A fé e a responsabilidade pelo cuidado da criação
O Papa destacou que muitas tradições religiosas compreendem a criação como dom divino e afirmam o caráter sagrado da vida. Por isso, a fé reforça o desejo comum de proteger a vida e cuidar da natureza:

“Embora, para alguns, a fé pareça ter pouco a contribuir para as questões relacionadas às mudanças climáticas e à proteção ambiental, a dimensão religiosa é, na verdade, essencial para abordar adequadamente esses desafios. Aqueles que acreditam que o nosso mundo foi criado por Deus e que é intrinsecamente bom são chamados a assumir uma responsabilidade ainda maior no cuidado com a criação, pois essa é uma exigência da própria fé.”

Leão XIV também relacionou a crise climática aos fundamentos éticos apresentados na encíclica Magnifica humanitas: a igual dignidade de todos os seres humanos, os direitos humanos fundamentais, o bem comum, o destino universal dos bens, a subsidiariedade, a solidariedade e a justiça social. Segundo o Pontífice, sem enfrentar essas questões pessoais e sociais, nenhuma solução técnica para proteger o meio ambiente poderá alcançar plenamente seu objetivo. Nesse contexto, pediu atenção especial aos mais pobres e aos mais vulneráveis à degradação ambiental, recomendando que eles permaneçam no centro das avaliações, do planejamento e da realização de novos projetos.

A esperança diante dos medos e da crise global
Ao tratar da esperança, Leão XIV reconheceu a preocupação crescente diante dos desafios globais. A paz, afirmou, está ameaçada pela falta de respeito à criação, pela exploração predatória dos recursos naturais e pela deterioração da qualidade de vida provocada pelas mudanças climáticas. Esses desafios, acrescentou, exigem cooperação internacional e um multilateralismo coeso e voltado para o futuro. No entanto, nas deliberações e negociações sobre o clima, surgem frequentemente medos: medo de mudar de rumo, de perder poder e de enfrentar resultados incertos.

“É aqui, penso eu, que os líderes e as comunidades religiosas podem oferecer uma contribuição especial para apoiar iniciativas sociais e ambientais ambiciosas, pois a Bíblia está repleta de exemplos de como os medos das pessoas podem ser superados pela esperança, que, em última instância, é um dom do próprio Deus.”

O Papa também mencionou a COP30, afirmando que é possível dar continuidade aos progressos alcançados por meio de uma transição justa rumo a sociedades nas quais o bem comum prevaleça sobre o lucro e os modelos econômicos estejam enraizados na solidariedade e na dignidade humana. Para isso, sublinhou, os países mais ricos devem cumprir suas obrigações de apoio financeiro aos países mais pobres. O Santo Padre pediu ainda o desenvolvimento de uma nova estrutura financeira internacional centrada na pessoa humana, capaz de permitir que todos os países, especialmente os mais pobres e vulneráveis aos desastres climáticos, alcancem seu pleno potencial com a dignidade de seus cidadãos respeitada.

A caridade e a cultura do cuidado
Por fim, o Papa abordou a caridade, destacando a importância de cultivar uma autêntica cultura do cuidado com o meio ambiente. Essa cultura, observou, inclui aquilo que o Papa Francisco chamou de “amor cívico e político”:

“Esse amor é a chave para um desenvolvimento verdadeiramente humano, pois ‘para tornar a sociedade mais humana, mais digna da pessoa humana, é necessário valorizar novamente o amor na vida social — política, econômica e cultural —, fazendo dele a norma constante e suprema de toda atividade.’”

Leão XIV recordou que, ao lado dos pequenos gestos cotidianos, o amor social impulsiona a elaboração de estratégias mais amplas para deter a degradação ambiental e promover uma cultura do cuidado que alcance toda a sociedade. Ao concluir, o Papa expressou o desejo de que a Cúpula favoreça o diálogo necessário para encontrar soluções eficazes em defesa do “maravilhoso dom da criação” e invocou sobre todos os participantes os dons de Deus: a sabedoria e a paz.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 5,43-48)

ANO "A" - DIA: 16.06.226
11ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43 "Vós ouvistes o que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!' 44 Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! 45 Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46 Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47 E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48 Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O extraordinário vivido na fé"

O chamado para viver o extraordinário na vida cotidiana
Naquele tempo disse Jesus: “Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? Se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai Celeste é perfeito”. (Mt 5,43-48)

Bom, a vida cristã, obrigatoriamente, tem que comportar um algo a mais, um algo de extraordinário. A exemplaridade de Cristo precisa ser imitada. Jesus nos deixou um exemplo não só para que nós O admiremos, mas para que nós O imitemos.

O perigo de viver uma fé morna e pagã
O texto de hoje traz o apelo de Jesus a uma vida autenticamente cristã, que se difere das outras formas de viver, mas não por um mero exibicionismo, eu vou fazer para que eu me sinta melhor do que os outros, para que todos vejam que eu sou uma pessoa bondosa. O fato é que ser cristão pede uma nobreza de comportamento que precisa fazer a diferença. Jesus questiona os seus discípulos: o que fazeis de extraordinário?

O extraordinário na vida espiritual
A tradução para essa palavra “extraordinário” é perissos, isto é, que excede algum número ou uma medida, mais do que necessário, o incomum, o excelente. É tão fácil viver um cristianismo pagão nos tempos de hoje, que esta ordem de Jesus se torna tão atual.

É tão fácil adotar certos comportamentos do mundo pagão, que, constantemente, nós precisamos nos questionar se ainda há algo de cristão nas nossas atitudes. Os publicanos só amavam aqueles que os amavam, amor interesseiro. Os pagãos só cumprimentavam os pagãos, amor seletivo. É assim que nós queremos viver?

Transbordar a excelência no dia a dia
É hora de exceder, de transbordar, de adotar uma excelência no jeito de ser cristão, para que sejamos, de fato, filhos de Deus, perfeitos, como é perfeito o Pai do céu. Porque se vivemos uma vida assim como os pagãos, não fazemos nada de extraordinário.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


O problema dos anabolizantes quando a mentira não tem longa validade

Os anabolizantes como efeito de uma sociedade que perdeu o caminho da verdade

Prezados amigos do portal da Canção Nova, o maior drama da sociedade contemporânea é a mentira, uma sociedade que perdeu o caminho da verdade. Mentir e se autoenganar é cada vez mais frequente. Nós nos autossabotamos com uma facilidade impressionante! As relações, expressões e experiências se transformam em meras imagens. Na sociedade do espetáculo, a imagem ocupa um lugar mais do que privilegiado, ocupa um espaço preponderante; aliás, muitas vezes, a falsa imagem, o perfil, a imagem purificada e alterada. E no mundo da imagem, os anabolizantes se tornaram algo mais do que comum.

Crédito: PeterHermesFurian / GettyImages

É proibido manter uma imagem atraente?
O uso de hormônios e a reposição deles não é mais questão de saúde, mas de imagem. Pagamos altos custos por uma estética desproporcionada, perdendo o mais original da nossa existência.

É proibido manter uma imagem atraente? Claro que não. A imagem da nossa corporeidade como tudo o que há em nós faz parte da nossa identidade. Ser fitness não é um erro; muito pelo contrário, no século das gorduras e obesidades, precisamos cuidar de cada um de nós. O problema está no excesso de cuidados procurando uma imagem que nunca corresponderá ao real.

A automutilação pode vir disfarçada de um cuidado da saúde e da imagem
O risco não é só orgânico. O risco é total. Por trás de cada anabolizante sem prescrição médica, ética e sensata, pode desencadear consequências sistêmicas, as quais podem ser irreversíveis, incluindo graves problemas cardiovasculares, hepáticos, psiquiátricos, metabólicos e reprodutivos.

O uso precoce, indiscriminado e irresponsável conduz a pessoa a criar sérias dependências, a ponto de viver em função de uma constante aplicação de anabolizantes. A automutilação pode vir disfarçada de um cuidado da saúde e da imagem.

Para poder utilizar hormônios, sejam eles quais forem, precisamos da indicação científica e amadurecida do endocrinologista. Lembro que o fato de automedicar-se é um gesto antiético; no princípio de totalidade, impor sobre si fardos maiores atinge a integridade da própria pessoa.

A natureza sob a luz da graça
Sair da mentira é seguir as indicações justas, ponderadas e equilibradas de quem, após sérios exames e diagnósticos, pode chegar a uma decisão acertada e justa.

O uso de anabolizantes não é imoral, mas pode ser antropologicamente agressivo se não houver um acompanhamento responsável. Nossos atos responsáveis nos conduzem ao uso mensurado das nossas decisões; precisamente por essa razão, tudo aquilo que realizamos de modo consciente garante a dignidade plena.

Que todos aqueles que trabalham para alcançar uma boa saúde, façam-no em liberdade e equilíbrio, pois cada um de nós é chamado a viver plenamente.

Que possamos compreender o valor de tudo o que recebemos por graça da natureza, e isso deve ser fortalecido à luz de uma liberdade interior que nos torna fortes pela ação da graça.

Por Padre Rafael Solano

Santos Julita e Ciro

Julita vivia na cidade de Icônio, atualmente Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que se tornara viúva logo após ter dado à luz a um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro. Quando Ciro tinha três anos de idade, o sanguinário imperador romano Diocleciano começou a perseguir, prender e matar cristãos.

Julita, levando o filhinho Ciro, tentou fugir, mas acabou presa. O governador local, um cruel romano, tirou-lhe o filho dos braços e passou a usá-lo como um elemento a mais à sua tortura. Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo na frente do menino, com o intuito de que ela renegasse a fé em Cristo.

Como ela não obedeceu, os castigos aumentaram. Foi então que o pequenino Ciro saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: "Também sou cristão! Também sou cristão!". Foi tamanha a ira do governador que ele, com um pontapé, empurrou Ciro violentamente fazendo-o rolar pelos degraus do tribunal, esmigalhando o seu crânio.

Conta-se que Julita ficou imóvel, não reclamou, nem chorou, apenas rezou para que pudesse seguir seu pequenino Ciro no martírio e encontrá-lo, o mais rápido possível, ao lado de Deus. E foi o que aconteceu. Julita continuou sendo brutamente espancada e depois foi decapitada. Era o ano 304.

Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos Santos Mártires Inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém. É considerado o Santo padroeiro das crianças que sofrem de maus tratos.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão:

A memória dos mártires mantém viva a convicção de que vale a pena perder a vida em função do amor a Jesus Cristo. Quando ouvimos relatos de martírio, como o de hoje, sentimos nosso coração gelar de horror. Mas ainda hoje, séculos depois do início da Igreja, muitos cristãos ainda são martirizados de forma brutal e violenta. Ecoa ainda hoje o evangelho de Jesus: “se o grão de trigo não morre, ele não nasce para dar frutos em abundância”.

Oração:

Deus Nosso Pai, destes a Santa Julita e a São Ciro os sofrimentos do martírio, por sua intercessão dai-me uma fé verdadeira, forte, perseverante. Suplico-Vos o perdão de meus pecados e a graça de Vos amar e bendizer todos os dias de minha vida. Amém!

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Confira o time pastoral escalado para impulsionar a ação evangelizadora da Igreja no Brasil



Em seu tuite divulgado dia 10 de junho, durante sua viagem apostólica à Espanha, o Papa Leão XIV lembrou do início da Copa de Futebol que têm início neste dia 11 de junho, no México. Considerada a maior copa da história por conta do número de seleções (48) e o número de partidas (104) e ser realizada em três países México, EUA e Canadá.

“Amanhã tem início a Copa do Mundo e muitos acompanharão os jogos. O futebol nos lembra de algo que não devemos esquecer: a vida não é uma competição para brilhar sozinho, mas um caminho que aprendemos a percorrer juntos. Quem não sabe passar a bola, mesmo que tenha talento, ainda não entendeu o jogo. E quem não sabe viver com os outros e pelos outros, ainda não entendeu a vida.”, escreveu o Santo Padre.

A Assessoria de Comunicação da CNBB preparou um conteúdo especial sobre o time pastoral da CNBB: composto pelos presidentes de suas 12 Comissões Episcopais que têm o trabalho de animar a visa pastoral em diferentes frentes de trabalho. Conheça a playlist com vídeos sobre o trabalho que está desenvolvendo cada comissão.

Assim como uma equipe precisa de jogadores em diferentes posições para cumprir sua missão em campo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil conta com 12 Comissões Episcopais Permanentes que ajudam a impulsionar a ação evangelizadora da Igreja em todo o país.

Com a coordenação de seus presidentes e outros bispos membros, cada Comissão promove estudos, iniciativas pastorais e disponibiliza materiais que auxiliam os bispos em suas arquidioceses e dioceses e fortalecem a missão evangelizadora da Igreja no Brasil.

📋 Confira a escalação pastoral da CNBB
(acompanhe na foto da esquerda para direita):

Dom Maurício Silva Jardim }
(o primeiro na foto)

Dom Valdir José de Castro
(o primeiro de cima para baixo)

Dom Gregório Paixão
(o segundo de baixo pra cima)

Dom José Valdeci Santos Mendes
(o pri

Dom Leomar Antonio Brustolin

Dom Joel Portella Amado

Dom Rodolfo Weber

Dom Vilsom Basso

Dom Hernaldo Pinto Farias

Dom Ângelo Ademir Mezzari

Dom Bruno Elizeu Versari

Dom Giovane Pereira de Melo

Saiba mais sobre as Comissões da CNBB
Durante a última 62ª Assembleia Geral da CNBB, a Assessoria de Comunicação da CNBB organizou uma playlist de vídeos das 12 Comissões permanentes e especiais que mostram o trabalho feito por cada Comissão. Os vídeos apresentam também o trabalho feito por Comissões Especiais

Mais do que um time, com os demais bispos, somos um só corpo em Cristo, reunido para anunciar o Evangelho e servir ao povo de Deus.

Papa à organização de apoio a judeus: junto com a Igreja, combater o antissemitismo


Em audiência com a Federação de Nova York da UJA (United Jewish Appeal), organização filantrópica que arrecada e distribui fundos para cuidar de judeus e vulneráveis em nível local, em Israel e mais de 70 países, Papa agradece pelo serviço humanitário que atende 5,5 milhões de pessoas ao ano. Junto à Igreja que com a Nostra aetate assume firme posição contra o antissemitismo e condena perseguições, "que a missão possa fortalecer o diálogo, aprofundar a compreensão mútua e contribuir para a paz".

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV, em uma das audiências da manhã desta segunda-feira (15/06), recebeu uma delegação de 35 pessoas da Federação de Nova York da UJA (United Jewish Appeal), a maior organização filantrópica local do mundo que arrecada e distribui fundos para cuidar dos judeus em nível mundial e também dos mais necessitados de todas as origens em nível local. Na prática, como comentou o próprio Pontífice em discurso, presta "ajuda humanitária essencial e serviços sociais às populações vulneráveis – por exemplo, aos que vivem na pobreza, aos refugiados, aos idosos e às pessoas com deficiência – em Nova York, no Estado de Israel e em mais de 70 países". Por ano, segundo dados do site oficial da organização, são atendidas mais de 5 milhões de pessoas.

Esses esforços, continuou o Papa, "refletem um claro reconhecimento da dignidade humana e da fraternidade, em sintonia com o compromisso da Igreja em favor do desenvolvimento humano integral e com o chamado a amar o próximo". De fato, há 66 anos, recordou o Pontífice, uma delegação da organização foi recebida pelo Papa João XXIII que confirmou "humanidade e descendência comuns", para posteriormente ser redigido um tratado que descrevia uma nova relação entre a Igreja Católica e o judaísmo:

"Aquele tratado foi o alicerce do que se tornou 'o coração e o núcleo gerador' de Nostra aetate, a Declaração do Concílio Vaticano II sobre as relações da Igreja com as religiões não cristãs. Aquele documento histórico, cujo sexagésimo aniversário a Igreja celebrou no ano passado, 'abriu um novo horizonte de encontro, respeito e hospitalidade espiritual'. Afirmava, entre outras coisas, a verdade de que pertencemos a uma única família humana."

A Igreja rejeita o antissemitismo e condena discriminações
Dessa forma, continuou o Papa em discurso, foi plantada uma semente de esperança que “cresceu e se tornou uma árvore majestosa, oferecendo refúgio e produzindo frutos abundantes de compreensão mútua, amizade, cooperação e paz”:

"Reconhecendo a dignidade inerente de todos os homens e de todas as mulheres, a Nostra aetate assumia uma posição firme contra o antissemitismo e declarava que a Igreja reprova toda forma de discriminação ou de perseguição perpetrada por motivos de raça, cor, condição social e religião. Em um mundo ainda marcado pela divisão e pelo conflito, ela nos convidava a superar os mal-entendidos do passado em direção à colaboração pelo bem comum."

A missão que ajuda pobres e combate a intolerância
Esse mesmo espírito de solidariedade da Igreja para responder ao crescente antissemitismo atual, também encontra na organização UJA - Federação de Nova York a preocupação comum em ajudar quem se encontra em situação de necessidade. De fato, a missão dos colaboradores é encontrar soluções coordenadas e de longo pranzo com os parceiros para cuidar das pessoas vulneráveis, como vem fazendo há mais de 100 anos, já que a organização foi fundada em 1917. "O serviço aos pobres, aos marginalizados e aos indefesos", observou o Papa, "é uma forma de encontrar o sagrado; através deles, a voz divina continua a nos falar", através de "um caminho que abre os corações e renova a sociedade":

"Queridos amigos, aprecio a dedicação de vocês com que assistem os pobres e os necessitados, combatem o ódio e a intolerância e trabalham para construir um mundo melhor para todos. Que a missão de vocês possa fortalecer o diálogo, aprofundar a compreensão mútua e contribuir para a paz de que tanto se necessita em nosso mundo."

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EVANGELHO DO DIA (Mt 5,38-42)

ANO "A" - DIA: 15.06.2026
11ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Vossa palavra é uma luz para os meus passos, e uma lâmpada luzente em meu caminho.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38 "Ouvistes o que foi dito: 'Olho por olho e dente por dente!' 39 Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40 Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41 Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42 Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Diante das ofensas, somos chamados a ser imitação de Cristo"

Somos chamados por Jesus à criatividade no amor
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ouviste o que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não enfrenteis quem é malvado. Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda. Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto. Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele” (Mt 5,38-42).

Nós temos uma tendência natural que aciona um mecanismo de ação-reação. Isso, na esfera biológica, combina com o instinto de preservação da nossa vida. Ou seja, se alguém vem na sua direção para te agredir, instintivamente você protege o rosto, protege a cabeça. Há um alerta automático para você defender a sua integridade física. Isso é um mecanismo de defesa natural.

Quando somos afligidos por ofensas, temos de responder no silêncio
O texto de hoje parece nos pedir algo que contradiz esse princípio natural de defesa. Se lhe baterem na face direita, ofereça a outra. Jesus fala de uma pessoa perversa, um malvado, isto é, alguém que está indo em uma outra direção, na contramão de um fluxo natural. Um exemplo: você está dirigindo em uma estrada e um veículo resolve vir em sentido contrário, para se chocar com o seu carro. Já pensou se você continuar acelerando até que a colisão aconteça?

Tal situação pede uma reação criativa da sua parte e não apenas reativa, movida pela raiva daquela pessoa que desrespeitou uma lei de trânsito. Você não pode fazer isso, porque você vai colocar sua integridade em risco. Trazendo isso para a nossa vida espiritual, quantas situações, no nosso contexto eclesial, que nos bofeteiam! Muitas vezes, traições, decepções, o carreirismo dos irmãos, o oportunismo. Somos afligidos por ofensas, calúnias.

Já pensou se nós fôssemos reagir na mesma moeda como faziam todos antes de Jesus: olho por olho, dente por dente? Precisamos quebrar esse mecanismo reativo e criar situações que contrapõem tais ofensas. Sei que não é uma tarefa fácil para nenhum de nós; porém, Jesus nos deu um exemplo muito concreto. De posse da sua verdade, Ele não reagiu à bofetada que o soldado do sumo sacerdote lhe deu.

Escolha ser criativo no amor
Para chegar nesse nível, é preciso muito treino. Que tal nós começarmos com a abstenção de comentários ofensivos, por exemplo, nas redes sociais? Todas as vezes que alguém postar algo que nos chateie, que nos ofenda, imediatamente queremos colocar um comentário, queremos rebater de alguma forma.

Precisamos começar pelas coisas simples em relação a esse comentário como eu citei. Se nós quisermos desarmar as grandes bombas de ódio que encontramos pelo caminho, temos que começar pelas pequenas coisas dentro da nossa casa, no nosso ambiente. Porque nós não somos chamados a ser reativos da ofensa das pessoas, mas a ser criativos no amor, porque só o amor pode combater o mal.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova