sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Os frades de Assis aguardam o Papa com os jovens europeus: “será uma JMJ franciscana”



Frei Luca Di Pasquale, um dos responsáveis pelo “GO! Franciscan Youth Meeting”, relata a alegria de seus confrades após o anúncio nesta quinta-feira (19/02) da chegada de Leão XIV à cidade do “Pobrezinho” no próximo dia 6 de agosto, por ocasião do encontro de jovens, crentes e não crentes, vindos da Itália e da Europa.

Benedetta Capelli – Vatican News

A notícia já estava no ar, mas faltava a confirmação oficial, que chegou nesta quinta-feira, 19 de fevereiro: o Papa Leão estará em Assis no dia 6 de agosto por ocasião do GO! Franciscan Youth Meeting, o evento dirigido a jovens europeus, crentes e não crentes, com idades entre 18 e 33 anos, que terá início no dia 3 de agosto. Em uma postagem no X, os frades menores expressaram sua alegria pelo retorno do Pontífice à Úmbria, após a parada de um dia em novembro, quando ele primeiro prestou homenagem ao túmulo de São Francisco e depois se reuniu com os bispos italianos reunidos para o Conselho Permanente da CEI. Naquela ocasião, Leão XIV prometeu que participaria de um dos eventos relacionados ao Santo de Assis no ano jubilar em que se comemoram os 800 anos de sua morte.

“Quando começamos os preparativos para os vários eventos relacionados com o centenário da morte de São Francisco – conta Frei Luca Di Pasquale, um dos responsáveis pelo GO! Franciscan Youth Meeting – já tínhamos enviado uma carta ao Papa Leão XIV para o convidar para as várias iniciativas, incluindo a relacionada com os jovens europeus. Ficamos contentes com a notícia, era o que esperávamos”. Frei Luca esteve presente no encontro do Papa na Porciúncula: “ele nos havia anunciado que teria o prazer de vir, mas não havia certeza. Ouvir isso oficialmente é motivo de grande alegria para nós, também porque ele teve essa bela atenção, não apenas de vir encontrar os jovens, mas de falar com eles”. De fato, de acordo com o programa divulgado pelos frades, o Papa celebrará a missa na Basílica de Santa Maria dos Anjos, local onde Francisco faleceu.

Assis (© Amata J. Nowaszewska CSFN)

O fascínio de Francisco
Ainda há tempo para organizar da melhor maneira possível o evento, promovido pelos frades menores, pelos frades menores conventuais e pelos frades menores capuchinhos, juntamente com a cidade de Assis e a Diocese. A intenção é criar um espaço compartilhado onde os jovens possam experimentar a escuta, o diálogo, viver juntos momentos de oração e espiritualidade, mas também de compartilhamento de vida e festa.

“Uma espécie de JMJ franciscana”, afirma frei Luca, que expressa admiração pela atenção constante, especialmente dos jovens, em relação a São Francisco, “exemplo credível do Evangelho”, fundamento de sua vida “a ponto de encarná-lo também com as chagas na própria pele”.

Assis

Um novo capítulo das Esteiras
A intuição de organizar um grande encontro de jovens partiu do frei Francesco Piloni, ministro provincial dos Frades Menores da Úmbria e da Sardenha, que queria repropor o capítulo das Estolas de 1221, o “encontro” que o Santo de Assis organizou para reunir aqueles que haviam recebido o chamado franciscano, a fim de compartilhar as experiências da missão e do Evangelho. Naquela época, não havia lugares para acolher todos os frades, que usaram esteiras para dormir. “Obviamente – explica frei Luca Di Pasquale – não podíamos chamá-lo assim porque é difícil de entender, por isso preferimos um título mais internacional, escolhendo Go, Vai, para recordar as palavras do Senhor a Francisco enquanto ele rezava diante do Crucifixo de São Damião, quando lhe disse: ‘Vai e repara a minha Igreja’”.

Tudo é dom de Deus
Enquanto aguarda a chegada do Papa Leão, frei Luca reflete sobre os muitos eventos relacionados a Francisco – os 800 anos do presépio de Greccio, os aniversários do aparecimento dos estigmas e da escrita do Cântico das Criaturas – que são ocasiões para redescobrir o fogo que animava Francisco. “Reler os últimos momentos da vida de Francisco foi para mim como encontrar uma pessoa inquieta, sempre em busca, em busca de uma vida bela, apesar do cansaço, dos sofrimentos que também suportou. Lê-se sobre o amor não correspondido de seus frades, o isolamento em La Verna, a composição do Cântico das Criaturas, que é um louvor a Deus, uma grande escola ainda hoje para nós, porque nos ensina a não nos fecharmos em nós mesmos, mas a levantar os olhos e louvar a Deus, compreendendo melhor o que estamos vivendo”. “Chegar a este ano da sua morte – conclui o frade – não é nada mais do que voltar à escola do seu testamento. Tudo o que ele viveu e recebeu foi um dom de Deus, ele repete isso continuamente e, no final da sua vida, relembra tudo segundo essa perspectiva, um grande ensinamento que redescobrimos precisamente nesta ocasião”.

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“Ele veio morar entre nós”: CNBB abre Campanha da Fraternidade 2026 com foco na dignidade da moradia


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou oficialmente, nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, a Campanha da Fraternidade 2026, em cerimônia realizada na sede da instituição, em Brasília (DF). Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a iniciativa convida a Igreja e a sociedade a refletirem sobre a moradia como direito fundamental e expressão concreta da dignidade humana.

A programação teve início com a celebração da Santa Missa na Capela Nossa Senhora Aparecida, presidida pelo secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers. Em seguida, no Auditório Dom Helder Câmara, ocorreu a cerimônia de abertura, que contou com a participação do coro da Arquidiocese de Brasília. Sob a regência de Geovane Ferreira da Silva, o grupo apresentou o hino oficial da Campanha da Fraternidade 2026.

Santa Missa na Capela Nossa Senhora Aparecida, presidida pelo secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers

Durante o evento, o secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul, fez a leitura da mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma. No texto, o Pontífice destacou a tradição de mais de 60 anos da Campanha da Fraternidade como expressão concreta da fé da Igreja no Brasil, especialmente no compromisso com os pobres. Ele recordou a Exortação Apostólica Dilexi te, reafirmando que “existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres” e a necessidade de enfrentar as causas estruturais da pobreza.

Conversão pessoal, comunitária e social
Em sua fala, o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, ressaltou que a Campanha da Fraternidade propõe uma conversão pessoal, comunitária e social. Ao explicar o sentido do tema deste ano, afirmou que a moradia não pode ser tratada como privilégio, mas como condição básica para o exercício de outros direitos.

“Não podemos naturalizar que alguém viva sem teto e aceitar que crianças cresçam em áreas de risco”, declarou.

O secretário-geral também enfatizou que a tradição cristã une fé e responsabilidade histórica. Segundo ele, a espiritualidade autêntica não pode ignorar o sofrimento do povo.

“A conversão que Deus pede é integral. Não é apenas interior, mas também relacional, estrutural e social”, afirmou, reforçando que políticas públicas habitacionais são dever do Estado e que a economia deve estar a serviço da vida.

O secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, ressaltou que a Campanha da Fraternidade propõe uma conversão pessoal, comunitária e social

Dom Ricardo conclamou autoridades públicas, setor privado, universidades, movimentos sociais e toda a Igreja no Brasil a se unirem na promoção da moradia digna. “Este não é um tema partidário; é um tema humano, civilizatório”, disse, lembrando que cada família que conquista sua casa experimenta a restauração da dignidade.
Gestos concretos e mobilização

A cerimônia também apresentou testemunhos que evidenciam a ação concreta da Igreja. Direto de Salvador (BA), o irmão Henrique Peregrino compartilhou a experiência da Comunidade da Trindade, que desenvolve o projeto “Moradias Acompanhadas”. A iniciativa oferece não apenas uma casa, mas acompanhamento integral às pessoas que viveram em situação de rua.

Experiência da Comunidade da Trindade, que desenvolve o projeto “Moradias Acompanhadas”

Segundo ele, ao longo dos anos a comunidade percebeu que não basta oferecer “muros em pé”, mas é necessário garantir apoio na saúde, na geração de renda e na reconstrução dos vínculos familiares e comunitários.

Altair Leal de Aguiar, beneficiado pelo projeto, deu seu testemunho. Após anos vivendo nas ruas, hoje mora em uma das casas do projeto.

“Essa caminhada pra mim foi boa. Tive bastante ajuda da comunidade. Me tiraram da rua, me deram carinho e amor”, relatou.

Ao apresentar as propostas práticas da Campanha, padre Jean Poul destacou cinco ações fundamentais: assumir a Campanha nas comunidades; intensificar a oração pelos que sofrem com a falta de moradia; praticar o jejum que se converta em solidariedade; fortalecer a ação sociopolítica; e participar da Coleta Nacional da Solidariedade.

Ele contou o exemplo de uma família que decidiu abrir mão da reforma de uma suíte para construir um banheiro na casa de uma trabalhadora que não tinha acesso ao item básico.

“O nosso jejum, se não se converter em bem do próximo, é apenas economia”, afirmou.
Padre Jean Poul apresenta as propostas práticas da Campanha

A Coleta Nacional da Solidariedade será realizada no Domingo de Ramos, 29 de março, e os recursos arrecadados serão destinados aos Fundos Diocesano e Nacional de Solidariedade, que apoiam projetos sociais em todo o país.
Exposição e memória das Campanhas

Ao final da cerimônia, o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, convidou o subsecretário-geral, padre Leandro Megeto, e o diretor geral da Edições CNBB, monsenhor Jamil Alves de Souza, para fixar o quadro com o cartaz da CF 2026 na galeria das Campanhas da Fraternidade, localizada no corredor externo ao auditório, marcando oficialmente sua integração à memória histórica da iniciativa.

Fixação do quadro com o cartaz da CF 2026 na galeria da Campanhas da Fraternidade

Os participantes também visitaram a exposição “Caminhos da Fraternidade”, com projetos apoiados pelo Fundo Nacional da Solidariedade nos últimos três anos. A mostra apresentou dados sobre os recursos arrecadados e iniciativas financiadas, evidenciando os frutos concretos da Campanha.

Exposição “Caminhos da Fraternidade”

A visita foi acompanhada por cantos que marcaram a história das Campanhas da Fraternidade, conduzidos pelo assessor do Setor de Música Litúrgica da CNBB, padre Jair Oliveira.

Com o lançamento da CF 2026, a CNBB reafirma o compromisso da Igreja no Brasil com a construção de uma sociedade mais justa e fraterna, onde todos tenham acesso à terra, teto e trabalho- sinais visíveis do Deus que “veio morar entre nós”.

Confira a transmissão da cerimônia na íntegra:

Veja mais fotos em: https://flic.kr/s/aHBqjCKLuh

EVANGELHO DO DIA (Mt 9,14-15)

ANO "A" - DIA: 20.02.2026
SEXTA FEIRA DEPOIS DAS CINZAS (ROXO)

- Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
- Buscai o bem, não o mal, pois assim vivereis; então o Senhor, nosso Deus, convosco estará!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?" 15 Disse-lhes Jesus: "Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Jejuar um caminho de encontro com Deus"

Jejuar é uma verdadeiro via para libertação
Naquele tempo, os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós, os fariseus, praticamos jejum, mas os teus discípulos não?” Disse-lhe Jesus: “Por acaso os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles?” (Mateus 9,14-15)

Bem, meus irmãos e minhas irmãs, o jejum é uma prática profética por si só.
A ascese que fazemos com o nosso corpo é sinal de que estamos buscando a essencialidade e não a fugacidade. Ou seja, estamos buscando as coisas essenciais e não as coisas banais.

Abertura do coração à caridade
Queremos nos desapegar dos excessos que o mundo acaba nos impondo e que sufocam o nosso espírito.

Primeiro: ele nos abre à caridade. Retirando os excessos, os nossos olhos se abrem para ver a necessidade do outro. O consumismo sufoca o amor humano. Segundo: o jejum é uma forma de purificação da mente, dos barulhos, das distrações, dos apelos mundanos que muitas vezes contaminam o nosso interior.

Por fim, o jejum nos abre à transcendência para Deus. O coração humano precisa se lembrar de que, um dia, ele estará diante do seu Senhor, Cristo, esposo da Igreja, o justo Juiz. Não dá para viver como se não houvesse um encontro definitivo com aquele que nos criou.
Jejuar com alegria

Jejuar nos liberta de uma concepção de mundo imanente de que acaba tudo aqui. Vamos cuidar, nesta Quaresma, para não fazer um jejum de forma legalista, voltado apenas para o nosso progresso espiritual, condenando quem não faz o jejum.

Vamos deixar de lado aquela mania que nós temos de querer nos achar melhor do que os outros pelo simples fato de nós jejuarmos. Você vai jejuar? Perfuma a sua cabeça, alegra o seu rosto e a disposição do seu coração. Jejuando, você também enxerga quem está perto de você e precisa da sua ajuda.

Que o Senhor nos conceda a Sua graça.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova

A sabedoria de semear a boa semente


Semear aquilo que temos de melhor no coração
Eu e você vamos semear aquilo que de melhor temos no coração. Vamos semear isso para o outro. Esse é o grande segredo desse programa, é semear a boa semente, e a boa semente é Jesus.

O que a Palavra que Deus nos dá, hoje, é justamente o Salmo 37,1-8: “Entrega ao Senhor o teu futuro”. A lei da intuição. Decisões com sabedoria são nosso futuro, certo?

Entrega ao Senhor o teu futuro. Que será o dia de amanhã? Fala para mim. Você sabe? Eu não sei o meu, nós não sabemos. Então, como é importante nós sempre estarmos trabalhando nesse sentido. O que será? Amanhã eu posso não existir mais, mas qual é o legado que eu deixei? Tudo isso a gente tem que ver.

E a palavra de hoje nos traz assim no Salmo 37 da Bíblia da CNBB: “Não te irrites por causa dos maus. Não te irrites por causa dos maus nem invejes os malfeitores, pois como o capim vão ser logo cortados e como o mato verde vão secar”.

Não te irrites por causa dos maus. Tudo passa
Que quer dizer isso para nós? Tudo passa. Tudo passa. Hoje, nós podemos dizer que somos um mato grande. Vamos pensar naquele mato que, se você não conhece uma fazenda, quando está numa estrada, você vê que, de um lado e do outro tem aquele capim grande. Um dia, ele vai ser cortado, porque ele não pode ficar ali. E quando ele chegar no tempo da seca, no tempo que não chove, ele vai secar. Tudo passa, não é verdade?

Espera no Senhor e faz o bem. Assim permanecerá na terra e terá segurança. Põe no Senhor as tuas delícias, e Ele te dará o que o teu coração pede. Põe o que de melhor você tem na vida, e ele te dará aquilo que de melhor o teu coração pede.
O poder de retribuir o mal com o bem
O que é o bem com bem, o mal com mal? Se você paga o bem com o mal, você destrói tudo. Se você paga o mal com o bem, você cria tudo. Entendeu como é diferente a coisa? Então é isso que nós temos que ter no coração, certo?

Se eu estou angustiado, se eu estou triste, se eu estou com raiva, tenho agora, neste momento, como reverter esse mal. “Eu não gosto de fulano de tal, então, eu vou encontrar com a pessoa e fazer isso, isso e isso”. Não! É o contrário. Quando eu me encontrar com essa pessoa, vou fazer de tudo para dar um sorriso a ela. Mesmo que ela não esteja me suportando, esse sorriso pode mudar a situação.

Então, quando estamos diante de crise e decisões, temos que usar muito a nossa sabedoria para entregar ao Senhor nosso futuro, principalmente quando estamos diante de crises e decisões. Cuidado: quando sentimos a pressão da competição, como isso judia da pessoa! A gente sofre muito quando cai nesse pavor da competição.

Hoje, nós não podemos e não devemos, de modo algum, cair nessa tentação, que é justamente a competição. Eu não posso competir com ninguém.
Vencendo a tentação da competição e o culto à verdade
Há uma Palavra de Deus que diz que saem os corredores, as pessoas correm, mas um vai ser o vencedor. Mas não é porque eu perdi a corrida que não sou de Deus. Somos filhos de Deus. Eu também sou filho de Deus. Eu não tive o preparo que ele teve, porque nós não somos iguais. Muitas vezes, o que o outro faz eu não consigo fazer, mas tem coisas que eu faço, e ele não consegue fazer. É assim a vida em tudo. É assim a vida em todos os sentidos.

Confie no Senhor e faça o bem. Faça o que é certo. Entregue ao Senhor o seu futuro. Espere n’Ele e Ele agirá, fará brilhar uma luz tua justiça e teu direito como meio-dia. Descansa no Senhor e nele espera. Não te irrites por causa dos que prosperam, por causa do homem intrigante. Não se irrite.

Um grande problema que nós temos e com o qual lutamos diariamente, que nos irrita, é quando o outro cresce. Mesmo que ele esteja crescendo na internet – não sei como é que chama – eu também tenho seguidores, certo? Estou crescendo em seguidores. Hoje, eu tenho 500 mil seguidores. Mas eu não tenho nada. O que eu tenho no meu interior eu quero dar para os outros.

A beleza de ser de Deus é isso. Lógico que, se eu tiver 500 mil seguidores, eu levando a boa semente. Ótimo! São 500 mil pessoas que vão poder ouvir. Mas se tiver 10, são as 10. Deus começou com 12, depois arrumou mais 70. Não era a população toda.
Deus como prioridade: o resultado está nas mãos d’Ele
Cultive a verdade e não apresse as coisas. Tudo que é verdadeiro, você tem que ruminar. Você tem que ruminar, ruminar, ruminar, deixar aquele caldo da verdade entrar no seu interior. 

Você se fortalece com aquela verdade e aprecia bem aquilo que quer.
Cultive a verdade e não apresse as coisas. Não corra mais do que você pode. O seu passo não é maior do que a sua corrida. Então o seu interior tem que estar muito bem fortalecido para que a sua vida seja íntegra, alegre e cheia de Deus.

Dê prioridade a Deus e aos seus valores. Dê prioridade a Deus. Tudo que é de Deus tem que ser prioridade. Não é o dinheiro, não é o carro, não é a casa nem o emprego. Nada acima de Deus. A prioridade da minha vida é viver constantemente com Ele, é sermos Ele e eu, ser íntimo de Deus.

Submeta seus planos a Ele e confie n’Ele, confie em Deus. O resultado está na mão dele. Quero repetir essa frase: submeta seus planos a Ele. Ele com E maiúsculo, Ele Deus. E confie nele. Nele com N maiúsculo, Deus.

O resultado está na mão do Pai. Assim, eu tenho certeza que você será um vencedor. Os seus passos aumentarão e você chegará na vitória, mas junto com Deus. Não esqueça disso.

Deus o abençoe e distribua a Sua boa semente.

Do seu amigo,

Wellington Silva Jardim – Eto
Cofundador da Comunidade Canção Nova

Santos Francisco e Jacinta Marto


Francisco e Jacinta Marto, dois irmãos portugueses nascidos no início do século XX, tornaram-se figuras proeminentes na história da Igreja Católica. Juntamente com sua prima Lúcia dos Santos, foram testemunhas das aparições de Nossa Senhora de Fátima em 1917. Essas aparições, ocorridas em Cova da Iria, marcaram o início de uma jornada espiritual extraordinária para os irmãos Marto.

Infância e Chamado Divino
Francisco nasceu em 1908 e Jacinta em 1910, em Aljustrel, Portugal. A partir de 1916, eles começaram a experienciar aparições angelicais que os prepararam para o encontro com Nossa Senhora.

Em 1917, a Virgem Maria apareceu a eles seis vezes, transmitindo mensagens de oração, penitência e a revelação de segredos. Francisco, conhecido por sua devoção e contemplação, buscava aprofundar sua conexão com Deus, enquanto Jacinta, com sua sensibilidade e amor ao próximo, dedicava-se à oração pelos pecadores.

Sofrimento e Santidade
Ambos os irmãos enfrentaram intensos sofrimentos físicos durante a pandemia de gripe espanhola em 1918. Francisco e Jacinta ofereceram suas dores em união com os ensinamentos da Virgem Maria, abraçando o sofrimento como um caminho para a conversão.

Francisco faleceu em 1919, enquanto Jacinta, que viveu um pouco mais, partiu para a eternidade em 1920. Seus corpos repousam agora na Basílica de Fátima.

Canonização e Legado Espiritual
O Papa Francisco canonizou Francisco e Jacinta Marto em 2017, reconhecendo suas vidas como exemplos de santidade para os fiéis. Seu legado espiritual é marcado pela simplicidade, pureza e entrega total a Deus.

Os Santos Marto são um farol de esperança, inspirando muitos a abraçar a fé com a mesma intensidade e devoção que eles demonstraram em suas vidas, curtas, mas profundamente significativas.

Reflexão:

A espiritualidade dos Santos Francisco e Jacinta Marto destaca-se pela simplicidade, pureza de coração e uma entrega total a Deus. Sua disposição em acolher as mensagens celestiais e viver segundo os princípios da oração, penitência e amor ao próximo serve como um modelo inspirador para os cristãos. Eles nos lembram que a santidade está ao alcance de todos, independentemente da idade, e que a resposta ao chamado divino requer uma entrega confiante e amorosa.

Oração:

Ó Deus, que destes a Francisco e Jacinta Marto a graça de vos amar sob a inspiração de Nossa Senhora de Fátima, concedei-nos a graça de seguir o seu exemplo de humildade, pureza de coração e total confiança em Vós. Que possamos, assim como eles, buscar a santidade em nossas vidas diárias, cumprindo vossa vontade com alegria e devoção. Por intercessão dos Santos Francisco e Jacinta, pedimos que nos concedais as graças necessárias para vivermos uma vida conforme vosso divino querer. Amém.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Setor Música Litúrgica oferece sugestões de cantos para a Quaresma



O Tempo Litúrgico da Quaresma se aproxima e as celebrações ganharão nova dinâmica neste momento dedicado à preparação para a Páscoa. Também a música nas Missas é diferente, buscando favorecer a escuta mais frequente da Palavra de Deus e a entrega à oração e à penitência. É com essa motivação que o Setor Música Litúrgica da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB oferece uma playlist com Cantos para a Quaresma.

“A seleção de músicas é um demonstrativo de muitas boas produções que foram lançadas desde 2006, quando a CNBB reorientou as antigas ‘Missas da Campanha da Fraternidade’ para o lançamento do ‘Hino da CF e cantos quaresmais’. A partir disto, a cada ano é produzido um hino, conforme o tema proposto, e o repertório quaresmal vai se firmando, alternando cantos da tradição com o acréscimo de novas composições”, explicou o assessor do Setor Música Litúrgica, padre Jair Costa.

A orientação aos grupos de animação, animadores, cantores, regentes e corais, é que estejam entrosados com as equipes de liturgia e analisem o que a comunidade já sabe de cantos para a Quaresma, para então dosar o acréscimo das novidades, sem perder a participação de todos no repertório já adquirido.


Papa: nas cinzas está o peso de um mundo em chamas. A Quaresma estimula a conversão


Pela primeira vez em seu pontificado, Leão XIV presidiu à tradicional procissão da Quarta-feira de Cinzas, que tem início na Igreja de Santo Anselmo até a Basílica de Santa Sabina , onde foi celebrada a Santa Missa com a imposição das cinzas.

Vatican News - Bianca Fraccalvieri

As cinzas do direito internacional e da justiça, de ecossistemas inteiros, do pensamento crítico e do sentido do sagrado: para os católicos, a Quaresma que hoje se inicia carrega o peso de um mundo em chamas, de cidades inteiras destruídas pela guerra. Esta metáfora está contida na homilia que o Papa Leão XIV pronunciou na Missa de Quarta-feira de Cinzas celebrada na Basílica de Santa Sabina, após a tradicional procissão que partiu da Igreja de Santo Anselmo, no bairro romano do Aventino.

Procissão penitencial (@VATICAN MEDIA)

Quaresma, tempo forte de comunidade
No início de cada tempo litúrgico, disse o Santo Padre, redescobrimos com alegria sempre renovada a graça de ser Igreja, e também hoje a Quaresma é um forte tempo de comunidade: "Sabemos como é cada vez mais difícil reunir as pessoas e sentir-se povo, não de forma nacionalista e agressiva, mas na comunhão em que cada um encontra o seu lugar".

Na Igreja, ganha forma um povo que reconhece os próprios pecados, ou seja, que o mal não vem de presumíveis inimigos, mas está dentro da própria vida e dos próprios corações - pecados que devem ser enfrentados com a assunção de responsabilidades, mesmo que se trate de uma "atitude contracorrente", defendeu o Papa.

                               Papa Leão XIV durante a Santa Missa (@Vatican Media)

Certamente, o pecado é sempre pessoal, afirmou, mas ganha forma nos ambientes reais e virtuais que frequentamos, muitas vezes dentro de autênticas “estruturas de pecado” de ordem econômica, cultural, política e até religiosa. "Como é raro encontrar adultos que se arrependem, pessoas, empresas e instituições que admitem ter errado!", lamentou Leão XIV.

E a Quaresma trata precisamente desta possibilidade e, por isso, atrai sobretudo os jovens. Opor o Deus vivo à idolatria significa ousar a liberdade. São os jovens que percebem nitidamente que é possível um modo de vida mais justo e que existem responsabilidades por tudo o que não funciona na Igreja e no mundo. "É necessário, portanto, começar por onde se pode e com quem está presente", exortou o Santo Padre, reiterando ainda o alcance missionário da Quaresma, de se abrir a pessoas que procuram caminhos para uma autêntica renovação de vida.

“A Quaresma, com efeito, estimula-nos às mudanças de direção – conversões – que tornam mais crível o nosso anúncio.”

Apologia das Cinzas
Este anúncio passa também pelo Rito das Cinzas, que São Paulo VI desejou celebrar publicamente sessenta anos atrás, poucas semanas após a conclusão do Concílio Vaticano II. Na época, o Papa Montini usou a expressão "apologia das cinzas" para sintetizar o pessimismo que permeava a produção intelectual, em que emergia a imensa tristeza da vida e a metafísica do absurdo e do nada.

“Hoje podemos reconhecer a profecia contida nestas palavras e sentir nas cinzas que nos são impostas o peso de um mundo em chamas, de cidades inteiras destruídas pela guerra: as cinzas do direito internacional e da justiça entre os povos, as cinzas de ecossistemas inteiros e da concórdia entre as pessoas, as cinzas do pensamento crítico e de antigas sabedorias locais, as cinzas daquele sentido do sagrado que habita em cada criatura.”

Momento da imposição das cinzas (@VATICAN MEDIA)

Eis a necessidade de testemunhar Cristo Ressuscitado. Reconhecer os nossos pecados para nos convertermos, acrescentou o Papa, é já um presságio e um testemunho da ressurreição: "Significa, efetivamente, não nos determos nas cinzas, mas levantarmo-nos e reconstruirmos. Então, o Tríduo Pascal, que celebraremos ao culminar o caminho quaresmal, desprenderá toda a sua beleza e significado".

Neste percurso rumo à Páscoa, nos inspiram os mártires antigos e contemporâneos, que escolheram o caminho das Bem-aventuranças e levaram até ao fim as suas consequências. A Quaresma então é a oportunidade de restabelecer a profunda sintonia com o Deus da vida. "A Ele redirecionemos, com sobriedade e alegria, todo o nosso ser, todo o nosso coração", concluiu o Santo Padre.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 9,22-25)

ANO "A" - DIA: 19.02.2026
QUINTA FEIRA DEPOIS DAS CINZAS (ROXO)

- Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
- Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o Reino de Deus!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 22 "O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia". 23 Depois Jesus disse a todos: "Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25 Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro se se perde e se destrói a si mesmo?"

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Renunciar a si mesmo para encontrar a verdadeira vida em Cristo"

Renunciar-se e assumir a Cruz é via para conversão
Jesus disse a todos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me, pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la, e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará” (Lucas 9,22-25).

“Se alguém quer me seguir” – opíso erchesthai, em grego, significa vir atrás de mim; essa é a tradução original.

Já é o ponto de partida para qualquer discípulo configurar a sua vida imitando Cristo em cada passo da Sua vida, percorrer a mesma estrada que Ele percorreu.

Assumir o lugar de discípulo
Tem muitos discípulos que queriam ir à frente de Jesus, não queriam estar depois d’Ele. E existe, ainda hoje, quem quer ensinar a Jesus algumas lições. De vez em quando, eu vejo alguns defensores da fé querendo ensinar o Papa, os cardiais, os bispos, sobre a Doutrina da Igreja Católica.

É claro que o diálogo aberto com os pastores de alma, sejam eles padres, bispos ou até mesmo o Santo Padre, é previsto, inclusive no Código de Direito Canônico. Todos os fiéis têm o direito de expor o que pensam e sentem aos seus pastores. Porém, o desrespeito e a ofensa são coisas inadmissíveis para um católico que se preze. Ir atrás de Jesus, esse é o lugar do discípulo.

Agora, duas decisões que devem ser tomadas para quem quer seguir Jesus. A primeira é renunciar a si mesmo. Mas não se trata de anular a si mesmo. Cristo jamais violaria a dignidade de alguém.

Renunciar ao egoísmo para acolher as iniciativas de Deus
Renunciar é matar o egoísmo que existe dentro de nós e abandonar os interesses pessoais. A pior coisa é encontrar um consagrado, um discípulo de Cristo que, a todo momento, só pensa em realizar os seus interesses pessoais.

Não há lugar para as iniciativas de Deus na vida de alguém que age dessa forma. Tudo só tem sentido para ela se atender aos seus anseios. Quem não renuncia a si mesmo acaba renunciando ao próprio Cristo.

O preço e a alegria de pertencer a Jesus
A segunda decisão é tomar a sua cruz. Não há vida em Cristo sem sacrifício. A cruz é o símbolo de todo preço que custa ser de Jesus, tudo aquilo que comporta a escolha feita pelo Senhor. Tomar a cruz significa assumir as consequências de uma escolha que pode incluir a doação da própria vida.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova