segunda-feira, 8 de junho de 2026

Após carta da CNBB, Senado susta resolução do Conanda que favorecia aborto


O Plenário do Senado Federal aprovou ontem, 2 de junho, o Projeto de Decreto Legislativo n. 3/2025 que susta a Resolução n. 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). O texto incluía normas que favoreciam o aborto e enfraqueciam a missão da família em proteger, educar e acompanhar os filhos.

O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e, ontem, tramitou na Comissão de Direitos Humanos do Senado, foi ao Plenário, onde foi aprovado, e agora segue para promulgação.

Para os bispos, a resolução do Conanda “suscita relevantes questionamentos quanto à extensão de seu alcance normativo e quanto à adequação do instrumento utilizado para disciplinar matéria de elevada complexidade jurídica, moral e social”.

Ao dirigirem-se aos senadores, os bispos manifestaram preocupação com a inviolabilidade da vida, desde a concepção até o seu fim natural, bem como solidariedade para com as mulheres, adolescentes e crianças vítimas de violência, “defendendo que recebam acolhimento integral, assistência médica, psicológica, social e jurídica, capazes de promover sua recuperação e proteger seus direitos fundamentais”.

Os bispos pediram ainda que ao analisarem o texto, os senadores considerassem, “acima de interesses circunstanciais ou pressões ideológicas, a defesa incondicional da vida humana, da dignidade da pessoa, da proteção integral das crianças e adolescentes, da valorização da família e da segurança jurídica, princípios que constituem pilares indispensáveis para a construção de uma sociedade verdadeiramente justa e solidária”.


Papa encontra o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez


O breve encontro aconteceu na manhã desta segunda-feira (8/06), antes do compromisso no Congresso dos Deputados.

Vatican News

Antes de seguir para o Congresso dos Deputados para o Encontro com os membros do Parlamento espanhol, na manhã desta segunda-feira, 8 de junho, terceiro dia de sua viagem a Madri, o Papa Leão XIV encontrou-se brevemente com o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez Pérez-Castejón. A informação foi divulgada pela Sala de Imprensa da Santa Sé por meio de seu canal no Telegram, que informou ainda que, posteriormente, o Pontífice cumprimentou alguns colaboradores do chefe de governo espanhol. O encontro privado teve duração de cerca de 20 minutos.

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

EVANGELHO DO DIA (Mt 5,1-12)


ANO "A" - DIA: 08.06.2026
10ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Alegrai-vos, vós todos, porque grande há de ser a recompensa nos céus que um dia tereis!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2 e Jesus começou a ensiná-los: 3 "Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4 Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5 Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6 Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 7 Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8 Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9 Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10 Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. 11 Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12 Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus. Do mesmo modo perseguiram os profetas que vieram antes de vós".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A graça para viver as bem-aventuranças"

Graça de imitar a Cristo através do Sermão da Montanha
Hoje, nós comemoramos, com muita alegria, aquilo que vamos escutar no Evangelho: as bem-aventuranças. Ou seja, são aquelas pessoas que escolhem deixar a vida do mundo, do pecado, para viver na santidade de Deus. Por isso, os bem-aventurados. O Evangelho de Mateus vai dizer para nós o seguinte.

Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem, e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós. (Mateus 5,1-12)

Amados irmãos e irmãs, as bem-aventuranças não são apenas um ideal distante. É possível você ser santo. É possível você passar pelas provações, pelas tribulações e permanecer em Deus.

Pedir a graça de se abrir ao Espírito Santo nas provações
O Senhor está nos dizendo: “Alegrai-vos, porque será grande a vossa recompensa nos céus”. Quem quer chegar ao céu precisa se alegrar com o sofrimento, precisa se alegrar com as provações, porque é permissão de Deus.

Ele permite o sofrimento aos Seus amados, aos Seus escolhidos, porque são esses que o Senhor dá ao Espírito Santo, aqueles que se abrem à graça de Deus.

Jesus nos mostra que Ele é o pobre em espírito, Ele é o manso, o misericordioso, que Ele é o puro de coração e aquele que será perseguido por causa da justiça.

O rosto vivo das bem-aventuranças
Jesus é o rosto das bem-aventuranças. Se queremos ser, verdadeiramente, cristãos – que significa o outro Cristo –, precisamos passar por tudo isso. Você precisa ter um coração manso, você precisa ter um coração misericordioso, um coração puro, mas que saiba ser perseguido por causa da justiça.

Refletir esse rosto com a vida
Portanto, viver as bem-aventuranças é permitir que a vida de Cristo apareça em nós. Olha que bonito! Quando eu assumo as bem-aventuranças em minha vida, eu estou afirmando que eu quero que Cristo apareça em mim, como aquilo que Paulo nos fala: “Não sou eu mais que vivo, é Cristo que vive em mim”, ou seja, as bem-aventuranças.

O mundo procura felicidade no poder, no dinheiro e no prazer. Jesus nos revela que a verdadeira felicidade nasce da humildade, da misericórdia, da pureza e da fidelidade a Deus. Peçamos, hoje, a graça de viver esse caminho, porque quem vive as bem-aventuranças já começa a experimentar, aqui na Terra, as alegrias do 

Reino dos Céus.
Que o Senhor nos abençoe e que Ele nos santifique por sua bênção.

Desça sobre você a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova

O zelo com o lar como vocação e missão

Cinco dicas para transformar o caos em lar
Existem características dentro de uma mulher que são quase instintivas, ou seja, realidades que para ela são mais fáceis de lidar do que para um homem, por exemplo. De forma concreta, em suma, é o cuidado. Então, é o cuidado consigo mesma, a autoestima; o cuidado e amor pelos filhos e pelo marido, sem deixar de lado o zelo pelo lar.

A construção diária da maternidade e do casamento
É claro que a mulher não nasce pronta para casar, cuidar dos filhos, do marido e do lar. Porém, a construção para essa fase da vida se compara à construção de uma casa. À cada dia, de tijolo em tijolo, com o tempo, finaliza-se a casa. Logo, dia após dia, conforme a mulher vai vivendo a vida, ela adquire novas habilidades e, sobretudo, aprende a amar para fazer o melhor possível quando se depara com as realidades do lar.

A hipervigilância e a intuição feminina
Você já se pegou com muitos pensamentos acelerados e um instinto de sobrevivência de estar atenta a tudo? Fique tranquila! Você não é a única. Isso é uma característica particular das mulheres. Todas têm este instinto observador, que percebe aquilo que é a necessidade do momento, o que é a particularidade de cada realidade.

Isso acontece porque a hipervigilância e a intuição feminina estão profundamente ligadas à evolução biológica, à psicologia social e ao funcionamento do cérebro. 

Não é uma invenção, mas sim um mecanismo de defesa.
Estudos cerebrais mostram que o cérebro feminino possui alta conectividade entre os dois hemisférios, com a lógica e a intuição se interagindo rapidamente. Saiba que as variações hormonais, com a flutuação de estrogênio e progesterona influenciam diretamente a amígdala, a região do cérebro que processa o medo, a ansiedade e as ameaças.

Enquanto a intuição é o cérebro retendo milhares de pequenos detalhes sem que a pessoa perceba conscientemente, e quando ela percebe, o cérebro já cruzou todas as informações silenciosas e acendeu o sinal de alerta.

Claro que, como tudo na vida, é questão de equilíbrio. É importante ficar atenta às realidades do cotidiano, mas a situação sai da linha tênue quando começa a ficar paranoica. É preciso se policiar.

O viver da providência
Para lidar com todo o caos interior que faz uma mulher constantemente estar em estado de alerta, independentemente da sua realidade, é compreender o que é viver da providência. Algo que talvez, se você acompanha a Canção Nova, já tenha escutado falar.

O Catecismo da Igreja Católica no ponto 302 vai dizer:
“A criação tem a sua bondade e a sua perfeição próprias, mas não saiu totalmente acabada das mãos do Criador. Foi criada «em estado de caminho» («in statu viae») para uma perfeição última ainda a atingir e a que Deus a destinou. Chamamos divina Providência às disposições pelas quais Deus conduz a sua criação em ordem a essa perfeição […]”. (CIC, 302).

Portanto, se fomos criados de forma inacabada, precisamos, constantemente, ser formados por Deus. Ele, com Seu infinito amor e misericórdia, nos dá graça de viver a Divina Providência, que está fundamentada na confiança em um Deus que rege todas as coisas, seja nos momentos bons, ou nos momentos ruins da vida.

A Divina Providência é como uma escada, que, com o objetivo de alcançar a vitória, que é a coroa eterna, busca viver a vida voltada à vontade de Deus. E, assim, vai subindo ou descendo essa escada, conforme as escolhas da vida.

Mas como subir esses degraus? Só existe uma resposta. É preciso amar a sua circunstância e dar a sua vida por ela.

(Bastidores da gravação do quinto episódio da Jornada da Maternidade com 
Andreza Moreira / Foto: Daniel Xavier, Fotografia Canção Nova).

Organizar a vida em função do dom
Buscar amar a sua circunstância e dar a vida por ela é viver o “organizar a vida em função do Dom”, expressão essa tão comentada no carisma Canção Nova. Como mãe e esposa, esse é o dom que deve rodear a sua vida. Já que, primeiramente, o matrimônio é um sacramento, sua vocação. E a maternidade também é sua vocação, uma graça dada por Deus.

Por isso, mesmo que você se sinta tentada em alguns momentos a querer fugir dessa realidade pela exigência da própria vocação, você é chamada a recomeçar na sua missão de mãe e esposa. É perigoso o prazer maior em trabalhar fora do que dentro do lar.

A palavra “Lar” do latim “lareira”, é aquilo que aquece e traz para perto. Então, quando se trata do lar, não é só o lugar que um conjunto de pessoas moram. É um espaço onde se cultiva memórias, compartilham risos e lágrimas, onde os laços afetivos se fortalecem. Após um dia agitado, é o lugar onde encontramos conforto, entre outros.

Enquanto “casa” é só um lugar físico, o “lar” é construído através das relações que se estabelece com quem se ama. E, na maior parte das vezes, é demonstrado com pequenas ações diárias, conversas, abraços, momentos do ordinário.

Cinco dicas de passos concretos para sua casa se tornar um lar
De que adianta tantas palavras escritas se não se tem uma visão clara do que fazer com o que você acabou de ler? Desse modo, entendendo que você é chamada a amar a sua circunstância, dando sua vida por ela, buscando viver a Divina Providência, e organizar a vida em função do dom de ser mãe e esposa. 

Acompanhe as 5 dicas para transformar o caos em lar.
1- A consciência
A casa deve estar arrumada para servir a família e não o contrário. Precisa haver um equilíbrio no seu lar. Ele não deve ser uma bagunça, mas que, através da arrumação, os cômodos da casa possam servir melhor a sua família.

2- A mudança
Você é chamada a sair do modo automático e a entrar no modo gerenciamento. Com aquilo que você têm, pare, observe e se pergunte: “O que posso melhorar aqui?” “Isso atende ou não a minha rotina familiar?”. Em muitos casos, uma pequena mudança na disposição dos móveis facilita a dinâmica do seu lar. Mas faço questão de ressaltar: É preciso parar e observar ao seu redor.

3- O protagonismo
Organize junto com o seu esposo o que é prioridade e o que é importante, mas pode esperar. Não seja a mulher que só reclama do que não tem. Seja aquela que luta ao lado do esposo para conquistar as coisas. Saída da posição de quem reclama para quem luta junto.

4- A resiliência
Ao sofrer por aquilo que você não tem, seja sincera e responda: “Eu estou sofrendo por falta de algo, uma necessidade ou é por ganância? Provavelmente, você só está chateada por não ter determinada coisa. Experimente entregar, oferecer isso que lhe falta ao Senhor.

5- A liberdade
Experimente a liberdade de viver dentro das suas possibilidades sem se comparar com a amiga ou a vizinha. Chega de comparações que aprisionam e adoecem com outras mulheres ao seu redor ou das redes sociais. Se necessário, faça a experiência de tirar as redes sociais por um tempo.

Aproveito a oportunidade para convidá-la a acompanhar o quinto episódio da Jornada da Maternidade, que fala justamente sobre esse assunto com maior profundidade, “O zelo com o lar”.

Andreza Moreira, mãe e missionária na Comunidade Canção Nova, é a convidada deste quinto episódio. Para assistir, clique aqui!

Se você se interessa por assuntos de oração, maternidade, filhos e lar, sinta-se à vontade para entrar em nosso canal de WhatsApp exclusivo para as mães. E para assistir aos vídeos da Jornada da Maternidade, clique aqui.

Santo Efrém


Efrém nasceu no ano 306, na cidade de Nisibi, atual Turquia. Cresceu em meio a graves conflitos de ordem religiosa e heresias, que surgiam tentando abalar a unidade da Igreja. Mas todos eles só serviram de fermento para o fortalecimento de sua fé em Cristo e Maria.

O pai de Efrém era sacerdote pagão e sua mãe cristã. Ele foi educado na infância entre a dualidade do paganismo do pai e do cristianismo da mãe, mas o patriarca da família jamais aceitou a fé professada pelo filho e expulsou-o de casa. Efrém foi batizado aos dezoito anos.

No ano 338, Nisibi foi invadida pelos persas. Efrém, então diácono, se deslocou para a cidade de Edessa. Os poucos registros sobre sua vida nos contam que era muito austero. Ele dirigiu e lecionou uma escola que pregava e defendia os princípios cristãos, escrevendo várias obras sobre o tema.

Seus sermões atraiam multidões e sua escola era muito concorrida, pelo conteúdo didático simples e exortativo, atingindo diretamente o povo mais humilde. Por sua linguagem poética recebeu o apelido carinhoso de "a Harpa do Espírito Santo". Para Nossa Senhora dedicou mais de vinte poemas transformados em hinos.

Efrém morreu no dia 09 de junho de 373 e é venerado neste dia por sua santidade, tanto pelos católicos do Oriente como do Ocidente.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão:

São Efrém destacou-se na vida cristã como alguém dedicado ao serviço dos mais sofredores. Soube usar da arte sacra, sobretudo da música, para evangelizar e fazer o nome de Jesus conhecido. Ainda hoje os artistas cristãos colaboram no projeto da missão, fazendo o evangelho conhecido através da música, da arquitetura, poesia e pinturas.

Oração:

Senhor e Mestre da minha vida, afasta de mim o espírito de preguiça, o espírito de dissipação, de domínio e de palavra vã. Concede a teu servo o espírito de temperança, de humildade, de paciência e de caridade. Sim, Senhor e Rei, concede-me que eu veja as minhas faltas e que não julgue a meu irmão, pois Tu és bendito pelos séculos dos séculos. Amém!

sexta-feira, 5 de junho de 2026

CNBB envia recursos de Assistência Emergencial à diocese de Borba (AM) para apoio a famílias em insegurança alimentar

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em uma decisão do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade, enviou R$ 60.000,00 às famílias de indígenas e ribeirinhos na diocese de Borba, no Amazonas, que estão enfrentando uma situação de insegurança alimentar após terem as suas plantações inviabilizadas pela cheia dos rios na região.

O recurso faz parte do apoio financeiro que a Adveniat (ADV 233.000-1336), organização da igreja católica na Alemanha voltada para o financiamento de projetos sociais e pastorais na América Latina e no Caribe, enviou ao Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) para apoio a ações emergenciais.

De acordo com o bispo da diocese de Borba (AM), dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, o alagamento inviabilizou a colheita e as famílias estão enfrentando a realidade da fome. Dom Zenildo explicou que a diocese organizou com as lideranças locais a estratégia e a compra de cestas básicas para as famílias que estão vivendo em situações de alagamento.

Até o momento três comunidades foram atendidas pela iniciativa. A diocese e a Cáritas local já entregaram 250 cestas nas comunidades Aldeia Costa e Trocanã, na paróquia Santo Antônio, no município de Borba, e nas paróquias Nossa Senhora de Nazaré e São José, no município Nova Olinda do Norte.

“Esse projeto chegou como uma bênção de Deus para os pobres. Com o apoio da CNBB e da Adeveniat expressamos nossa gratidão”, afirmou dom Zenildo.

Veja como foi a entrega às famílias no vídeo abaixo:

Assistência Emergencial


O ecônomo da CNBB, padre Felipe Lima, explica que com o apoio da Adveniat e de outros organismos, o Fundo Nacional da Solidariedade (FNS) está consolidando um projeto de Assistência Emergencial para ampliar o número de projetos sociais.

“O projeto vai alcançar quase a mesma natureza do FNS sem a restrição de tema anual da Campanha. Esse projeto é para auxiliar qualquer necessidade e emergência na área social”, afirmou o ecônomo da CNBB.

O ecônomo da CNBB explica que esse fundo vai apoiar iniciativas voltadas para o enfrentamento da insegurança alimentar, da desigualdade e de vulnerabilidade social. “Também apoiaremos, com essa área de Assistência Emergencial, projetos voltados para a formação profissional, estímulo ao empreendedorismo, atividades sociais de convivência e fortalecimento de vínculos”, explica padre Felipe.




Por Willian Bonfim com informações do FNS e diocese de Borba (AM)

Papa a estudantes alemães: ser testemunha do humanismo cristão na universidade e no trabalho

Leão XIV recebeu as Associações Católicas de Estudantes Alemães e aprofundou os valores que animam a iniciativa e orientam a vida deles na universidade e no trabalho: a identidade com a fé católica, que fortalece a unidade "sem colocar preferências individualistas à frente da Tradição comum da Igreja"; a comunhão que os torna "representantes do bem comum da humanidade"; e o compromisso com o estudo e a busca da verdade, que não os deixa ser seduzidos "por carreiras centradas no dinheiro".

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência nesta sexta-feira (05/06) um grupo de mais de mil pessoas das Associações Católicas de Estudantes Alemães que estão reunidos em Roma para uma conferência, "a Cartellversammlung, pela primeira vez fora da Alemanha", como recordou o Pontífice logo no início do discurso. Uma decisão, continuou o Papa, motivada pela fé católica, pela comunhão e atividades culturais que realizam. "Queridos irmãos e irmãs, sejam bem-vindos! Herzlich willkommen!" foram então as palavras acolhedoras de Leão XIV, que refletiu sobre três aspectos para fortalecer ainda mais os laços de fraternidade e a dedicação comum à Igreja, começando justamente pelo compromisso com a identidade católica:

"Perante o despotismo e as ideologias do passado, a fé católica nunca foi meramente uma fachada ou um rótulo, mas sim um modo de vida a ser partilhado nos ambientes universitários e de trabalho. Como fermento evangélico, a fraternidade de vocês continua a crescer nos contextos científico e político, bem como em vários círculos acadêmicos, profissionais e sociais. Essa dimensão comunitária das suas atividades beneficia não só o país de vocês, mas também toda a Europa, da qual a Alemanha é o centro."

Na Sala Paulo VI, o Papa convidou os estudantes a estudar e a promover a "humanidade comum", sobretudo diante dos desafios da revolução tecnológica. A pessoa humana, "sempre relacional e limitada" é chamada "a se tornar uma tarefa para si mesma e um dom para o outro", dando o "melhor de si para ajudar a construir uma sociedade justa e pacífica", acrescentou o Pontífice.

Papa Leão XIV saúda os participantes (@VATICAN MEDIA)

A mesma fé que une é comum e não individual
Leão XIV, então, abordou o espírito de comunhão que anima os estudantes, enaltecido pelo lema que fala de unidade, liberdade e caridade. O Papa recordou a importância da relação das associações não se "limitar à partilha de conhecimento", mas amadurecer em estima recíproca:

"Como todos vocês seguem Cristo, o único Senhor e Mestre da vida, vocês representam os valores católicos na sociedade não como portadores de bandeiras partidárias, mas como representantes do bem comum da humanidade. Na Alemanha, na Itália e em todo o mundo, a mesma fé católica fortalece nossa cooperação, sem ceder às tendências do momento, sem colocar as preferências individualistas à frente da Tradição comum da Igreja."

Leão XIV com os fiéis presentes (@VATICAN MEDIA)

Ser testemunha da verdade e do humanismo cristão
Junto ao testemunho da "autêntica amizade cristã", o Papa também abordou sobre a busca pela verdade percorrida pelas associações através das atividades culturais em vários campos de estudo e trabalho. Uma vocação, disse ele, que "exige autodisciplina e conversão: uma transformação da mente, que cultivamos como solo fértil, aprimorando nossas ferramentas de trabalho".

“Ao dar o nosso melhor, tornamo-nos administradores responsáveis na sociedade, sem nos deixarmos seduzir por carreiras centradas no dinheiro. Reconheçamos, em vez disso, que a cultura é o bem da humanidade: a verdade nos liberta, enquanto a falsidade distorce nomes e coisas. Diante do que desumaniza as pessoas – especialmente os pequenos, os pobres ou os doentes –, peço-lhes que sejam testemunhas do humanismo cristão.”

A esse respeito Leão XIV recordou em discurso dois dos seus predecessores que trataram sobre o tema. Um deles, Bento XIV, inclusive um "ilustre ex-membro da associação", exortou a desenvolver uma “ecologia do homem” coerente. Já o Papa Francisco, ao conceituar a ecologia integral, "nos mostra que o mundo está repleto de sentido e não é uma entidade inerte a ser moldada arbitrariamente ou pela sede de poder". Ao "orientar nossa sede de vida e justiça, de sabedoria e amor, descobrimos juntos a verdade no conhecer, no fazer e no crer", disse Leão XIV, ao finalizar:

"Não é apesar de nossas atividades, portanto, mas precisamente por meio do que fazemos que desenvolvemos uma relação com Deus, que se torna um caminho para a santidade. Sim, a missão cultural dos cristãos é orientar a sociedade e a história para esse ápice de uma vida centrada em Deus."

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

EVANGELHO DO DIA (Mc 12,35-37)


ANO "A" - DIA: 05.06.2026
8ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERMELHO)
MARTÍRIO DE SÃO BONIFÁCIO

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 35 Jesus ensinava no Templo, dizendo: "Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? 36 O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: 'Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés'. 37 Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?" E uma grande multidão o escutava com prazer.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Jesus é o Senhor e o Rei da nossa vida"

É o Senhor quem nos convoca a derrubar os ídolos
Hoje nós comemoramos a memória de São Bonifácio, bispo e mártir, e queremos também, com o exemplo da sua vida, compreender o que Jesus vai nos falar através do Evangelho de Marcos.

Continuava Jesus a ensinar no templo e propôs esta questão: “Como dizem os escribas que Cristo é o Filho de Davi? Pois o mesmo Davi diz, inspirado pelo Espírito Santo, disse: ‘O Senhor disse ao meu senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos sobre os teus pés’. Ora, se o próprio Davi o chama ‘senhor’, então como ele é o seu Filho?” E a grande multidão o ouvia com satisfação (Marcos 12,35-37).

O Evangelho de hoje apresenta uma pergunta profunda, feita por Jesus no templo. Ele questiona a interpretação comum dos escribas sobre o Messias.

É o Senhor quem Se revela e nos transforma
Jesus não está negando que o Messias venha da descendência de Davi. Ele quer ir além. Ele quer mostrar que o Messias é o próprio Senhor de Davi. Ou seja, o Cristo é, ao mesmo tempo, Filho de Davi segundo a carne, e Senhor de Davi segundo a Sua divindade. Aqui, encontramos uma revelação profunda da nossa fé.

Jesus é o verdadeiro Deus e verdadeiro homem. E, aqui, quero trazer a vida de São Bonifácio, que nasceu na Inglaterra, no século oitavo, e se tornou monge beneditino. Desde cedo, ele sentiu o chamado a anunciar o Evangelho aos povos germânicos, muitos dos quais ainda viviam no paganismo. Agora, é importante entender da vida de São Bonifácio: ele compreendeu, verdadeiramente, aquilo que o Evangelho de hoje nos revela. Cristo não é um mestre, mas o Senhor da história.
Jesus é o Senhor que nos dá coragem para evangelizar

E por reconhecer essa soberania de Cristo, Bonifácio deixou a sua terra, sua segurança, e foi evangelizar nas regiões difíceis da atual Alemanha. Olha que bonito quando Cristo é o centro da nossa vida! Um episódio famoso de sua vida mostra bem a sua fé.

Em uma região pagã, havia uma árvore enorme dedicada ao Deus Thor. O povo acreditava que ninguém poderia tocá-la sem morrer. Bonifácio, cheio de confiança em Cristo, derrubou a árvore.

Quando nada aconteceu com ele, muitos compreenderam que os falsos deuses não tinham poder, e muitos se converteram. Esse gesto foi mais do que coragem, foi testemunho de fé. Somente Cristo é o Senhor. Que você possa dizer, hoje, para sua vida: Jesus Cristo é o Senhor.

Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Botelho
Sacerdote da C. Canção Nova