terça-feira, 1 de setembro de 2026

Dia do Catequista marca encerramento da II Romaria Nacional em Aparecida e abertura do Mês da Bíblia


No domingo, 30 de agosto, Dia do Catequista, a Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) concluiu a II Romaria de Catequistas, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, e celebrou a abertura do Mês da Bíblia, que terá início no próximo dia 1º.

Cerca de 4,7 mil participantes da II Romaria Nacional de Catequistas renovaram o compromisso de anunciar Jesus Cristo nas comunidades, após três dias de formação, oração, convivência e celebração. Promovida pela Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Romaria teve como tema “Transmitir a fé hoje” e como lema “O que vimos e ouvimos, vos anunciamos” (1Jo 1,3).

Do encontro ao envio
No Dia do Catequista, a Igreja no Brasil reconhece e agradece a missão de homens e mulheres que se colocam a serviço da transmissão da fé e acompanham crianças, jovens, adultos e famílias em seus itinerários de encontro com Jesus Cristo.

Dom Leomar Brustolin presidiu a Missa que encerrou a Romaria e louvou a Deus pelos catequistas que fazem ecoar a Palavra e fazem da sua vida uma missão. São religiosas e religiosos, presbíteros, diáconos e bispos, e uma imensidão de homens e mulheres, sobretudo mulheres que nas comunidades levam adiante essa missão.

“Todos unidos pelo mesmo mistério: um dia, nos deixamos encontrar pelo Senhor e hoje estamos celebrando na Casa da Mãe o Dia do Catequista”.

A reflexão do presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB é que o segredo mais profundo da vocação do catequista esteja no encontro com Cristo.

“Antes de ensinar, nós fomos seduzidos; antes de anunciar, nós fomos encontrados; antes de falar de Deus, Deus falou ao nosso coração. Em algum momento da nossa história, Cristo passou pela nossa vida”, afirmou.


O bispo destacou, pela experiência dos dias de encontro que os catequistas não estão sozinhos: “nós não estamos sozinhos, há milhares caminhando conosco, a Igreja caminha conosco, Cristo caminha conosco”.

Meditando a liturgia do 22º Domingo do Tempo Comum, dom Leomar destacou que o catequista é alguém que carrega o fogo do Espírito Santo: “um fogo silencioso que arde por dentro e nos faz dizer assim: eu preciso anunciar Jesus Cristo”.

No Evangelho, o convite de Jesus foi ao discipulado, e assim a Igreja no Brasil tem insistido na proposta da Iniciação à Vida Cristã.

“A Iniciação à Vida Cristã, essa nova consciência da catequese, que catequese não é ensinar coisas sobre Jesus, é levar a pessoa a fazer um encontro com Jesus. E por isso a IVC não conduz apenas ao conhecimento da verdade, mas conduz ao encontro e ao seguimento de Jesus Crucificado e Ressuscitado”.

Catequistas celebram abertura do Mês da Bíblia
No envio dos catequistas, dom Leomar destacou que o retorno às comunidades e dioceses se dará “com o coração seduzido pela Palavra, sedento de Deus, novamente disposto a seguir”. E ao concluir a Romaria, continuou, é aberto o Mês da Bíblia, neste ano com o convite a meditar e aprofundar o livro de Daniel.

A imagem que dom Leomar ofereceu aos catequistas e romeiros no Santuário de Nossa Senhora Aparecida foi da janela aberta.

“Daniel viveu numa terra estrangeira, tudo era contrário à sua fé: ele tinha ameaças, perseguições, poderes e até feras – leões que rugiam na cova esperando por ele. E Daniel fez algo belíssimo. Não tinha saída, abriu a janela, voltou-se para Jerusalém e começou a rezar. Quando tudo parecer fechado em sua vida, mantenha uma janela aberta para Deus, aí sua vida muda. Enquanto você ficar fechado em si mesmo, não tem muita saída”, destacou dom Leomar.

Segundo dom Leomar, Daniel nos ensinará neste Mês da Bíblia que a fé não significa ausência de feras.
“Quem tem fé não fica livre dos perigos, mas pede que esses perigos não derrubem e não estingam a vida. As feras não têm a última palavra. A fé abre sempre a janela”.

Celebrado durante o mês de setembro pela Igreja no Brasil, o Mês da Bíblia convida comunidades, grupos e famílias a aprofundarem a escuta, o estudo, a oração e a vivência da Palavra de Deus. Em 2026, o livro escolhido para o aprofundamento é o Livro de Daniel, que convida à fidelidade a Deus diante dos desafios e fortalece a esperança e a perseverança do povo.

Luiz Lopes Jr.

Em 1° setembro, Leão XIV preside Santa Missa pelo Cuidado da Criação


O Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação é celebrado anualmente em 1º de setembro como um momento para os cristãos rezarem e agirem pela proteção da nossa casa comum. A data foi criada originalmente pela Igreja Ortodoxa em 1989 (com registros e celebrações desde a década de 1970), sendo oficializada no catolicismo em 2015 pelo Papa Francisco, inspirada na encíclica Laudato si' sobre o cuidado da "casa comum".

Por ocasião do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, no próximo 1º de setembro, às 18h30, o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral e o Centro de Alta Formação Laudato si’ promovem conjuntamente a celebração da Santa Missa pela Custódia da Criação, que será presidida pelo Santo Padre Leão XIV, no Jardim da Madonnina do Borgo Laudato si’, nos Jardins Pontifícios de Castel Gandolfo.

A Celebração Eucarística, coração da vida cristã, convida a um olhar renovado sobre a Criação. «Celebrar a Eucaristia em torno de um altar imerso em um jardim ajuda-nos a recordar que toda a criação é um dom e que todo dom gera uma responsabilidade. A fé nos ensina a reconhecer na nossa casa comum não principalmente um recurso do qual nos servir, mas um dom a ser acolhido com gratidão e cuidado com amor. Na Missa, a nossa ação de graças a Deus torna-se também compromisso: cuidar da criação significa cuidar da vida, das pessoas, sobretudo das mais vulneráveis, e das gerações futuras», afirma o cardeal Michael Czerny, S.I., prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.
Santa Missa no Dia de Oração pelo Cuidado da Criação, em 2025 (foto de arquivo) (@Vatican Media)

«Para a Igreja, custodiar a Criação e promover a dignidade humana são duas faces de uma única missão, profundamente enraizada na fé cristã. Cremos em Deus, criador do mundo e da família humana por amor e, precisamente por amor, Ele nos confiou o cuidado dos irmãos e irmãs e a custódia da Criação. Cuidar da Casa Comum significa amar o próximo, de modo particular aqueles que mais sofrem as consequências da degradação ambiental, da pobreza, da crise climática e dos conflitos. A fé nos recorda que não podemos amar a Deus sem cuidar daquilo que Ele criou e daqueles que nos confiou», ressalta o cardeal Fabio Baggio, C.S., diretor-geral do Centro de Alta Formação Laudato si’.

O 1º de setembro marca também, todos os anos, o início do Tempo da Criação, o caminho ecumênico de oração e compromisso pelo cuidado da Casa Comum, que se conclui em 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, de cuja morte celebramos os 800 anos. Trata-se de um período no qual a Igreja, juntamente com as outras comunidades cristãs, é convidada a renovar seu compromisso com a Criação, deixando-se guiar pela oração, pela conversão e por gestos concretos de cuidado.

Neste ano, a Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação recorda o profundo vínculo entre paz, cuidado da Criação e dignidade humana, convidando a orientar os recursos para a vida, o desenvolvimento e a sustentabilidade, em vez de para a violência e a destruição.

Para a Celebração Eucarística de 1º de setembro, será utilizado o formulário da «Missa pela Custódia da Criação», fruto de um caminho compartilhado entre o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, o Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Dicastério para a Doutrina da Fé e o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Da mesma celebração participarão os funcionários do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, os colaboradores e funcionários do Centro de Alta Formação Laudato si’, bem como colaboradores e apoiadores do Borgo Laudato si’.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 4,31-37)

ANO "A" - DIA: 01.09.2026
22ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31 Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32 As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33 Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34 "O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!" 35 Jesus o ameaçou, dizendo: "Cala-te, e sai dele!" Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36 O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: "Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem". 37 E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A autoridade na Palavra de Cristo"

A autoridade de Jesus que liberta e vence o mal
No Evangelho de hoje, vamos contemplar Jesus na Sinagoga de Cafarnaum, onde a Sua presença provoca admiração e libertação. O Evangelho é de São Lucas diz o seguinte:

Todos ficaram admirados com o Seu ensinamento, porque falava com autoridade (Lucas 4, 31-37).

A palavra que mais ressoa neste Evangelho é justamente autoridade. Jesus não ensina como os mestres da época, Ele fala como o próprio Filho de Deus. Sua palavra não apenas informa, mas transforma, cura e liberta. Quando Jesus fala, o mal perde força.

A autoridade divina em nossa vida
Você precisa acreditar nesta ação, nessa moção do Espírito. Quando Jesus fala, o mal perde força. O Evangelho mostra um homem possuído por um Espírito mudo, um Espírito mau que grita diante de Jesus. E o próprio Jesus ordena: “Cala-te e sai daqui!”

O mal perde força quando Jesus dá uma ordem. Muitas vezes, o mal continua a prevalecer na nossa vida, porque nós não temos dado a Jesus a autoridade que Ele tem em nossa vida para expulsar o mal. Muitas vezes, nós dialogamos com o mal através de nós mesmos, mas precisamos pedir ao Espírito Santo o dom do discernimento para dar autoridade ao nome de Jesus e exorcizar todo o mal em nossa vida.

A vitória pela palavra de Jesus
Meu irmão, basta uma palavra de Jesus para que o inimigo seja vencido. Nós temos todas as armas em nossas mãos para vencer o mal, para vencer o tentador, para vencer o maligno. O Senhor Jesus tem poder sobre todo mal. Quantas vezes também nós somos dominados pela maldade, pela tristeza, pela tibieza, pela falta de fé, pelo pecado.

Hoje, Jesus está dando a mim e a você uma ordem, Ele quer entrar em nosso coração para expulsar aquilo que O afasta de nós. Que, hoje, você possa receber essa libertação por meio do Evangelho, que é o próprio Jesus que fala. Eu quero, em nome de Jesus, dizer a todo mal que o aflige: “Cala-te e saia!” Todo o mal perde força com o poder do nome de Jesus.

Que o Senhor nos abençoe em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Comunidade Canção Nova



Espírito Santo: a força vivificante de um Deus em movimento


A graça do mistério de um Deus dinâmico

O ano era 1989. Eu estava com apenas dez anos de idade, prestando atenção na professora de Ciências, que explicava à classe o que era o vento. Dizia ela:

“Vocês conseguem ver o vento?”
– “Não”. Respondia a classe.
– “Vocês conseguem pegá-lo?”
– “Não.” Tornavam a responder os alunos.
– “Vocês conseguem sentir o vento?”
– “Sim”. Afirmavam eles.
– “E o que é o vento?” Perguntou a professora.

Os alunos, então, ficaram em silêncio, porque não sabiam dar uma resposta diante do mistério escondido naquela pergunta. A professora, com um leve sorriso, diante daquele silêncio, respondeu:

“O vento é o ar em movimento”.

Jesus disse a Nicodemos:
“O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem e nem para onde vai (…)”(Jo 3,8).

Foto ilustrativa: evgenyatamanenko by Getty Images

Deus em movimento
O vento é um agente misterioso da natureza. Não podemos prendê-lo, tampouco podemos definir o seu curso e a sua ação; ao mesmo tempo em que sopra forte, destruindo o que não está firme, também surge como uma brisa suave, que refresca e traz serenidade. Assim é o Espírito Santo de Deus, o Qual sempre foi simbolizado pelos antigos como vento (Hebraico: rúah = hálito de Deus, sopro, respiração; Grego: pneuma = soprar, respirar, espírito aéreo; vento).

Se o vento é o ar em movimento, como ensinou a minha boa professora, podemos dizer que o Espírito Santo é Deus em movimento, Deus que não para de trabalhar, como nos falam as Sagradas Escrituras: “Meu Pai trabalha sempre e Eu também trabalho” (Jo 5,17). É a ação contínua de Deus de forma misteriosa, sensível e poderosa. É o “Vento” que guiou e guia a Igreja de Cristo ao longo da história, Ele é o vento que até hoje sopra sobre as “velas do barco da salvação”, que é a Santa Igreja, e a conduz rumo à pátria definitiva, a Jerusalém Celeste.

Ação contínua
No dia de Pentecostes, a Palavra de Deus diz que, antes de descer sobre os Apóstolos o Espírito em forma de “línguas de fogo”, Ele entrou no lugar como “vento impetuoso” (At 2,2). E até o próprio Jesus, antes da Ascensão, “soprou” (o mesmo rúah de Gênesis 2,7) sobre os Apóstolos o Espírito Santo (Cf. Jo 20, 22).

O “vento”, na Bíblia, é muito mais do que um símbolo ou uma forma de ilustrar o Espírito Santo, porque, para os antigos, o vento era sinal de vida ativa, sinal da presença misteriosa de Deus, era a Vida do próprio Deus incutida no homem, aquilo que lhes dá dinamismo “dynamis”, que quer dizer força, capacidade, movimento.

Muitos têm uma concepção errônea de que o Espírito age apenas em alguns momentos, e nos esquecemos de que estamos cercados pela ação contínua de Deus, pois Ele não só mora em nós pelo “sopro” do nosso batismo (sacramento), como também nos envolve, nos movimenta e quer guiar a nossa vida, em qualquer lugar e a qualquer momento. Ah! Como seríamos cristãos diferentes se permitíssemos que o “Vento” de Deus soprasse a todo instante as “velas do nosso barco”, para que fosse, de fato, o condutor de nossas ações!

Leia mais:

Espírito Santo, uma pessoa da Trindade
Muitos se esquecem de que Ele é uma Pessoa e, sendo assim, podemos senti-Lo como sentimos o vento, de modo que, podemos ter um relacionamento de intimidade e profundidade com Ele. Podemos falar com Ele e ouvir a Sua voz: “O vento sopra onde quer e ouves a sua voz”. Quantos já perderam a “audição” e, o pior, o gosto pela oração, porque não pedem a efusão do Espírito Santo, não entram em comunhão com Ele. Tantos vivem uma profunda aridez espiritual “igual a da terra sem água”, porque não cultivam uma intimidade com a Pessoa do Espírito. Podemos dizer que, como os discípulos de Éfeso, muitas pessoas que são batizadas ainda dizem: “nem sequer sabemos que existe um Espírito Santo” (Cf At 19,2b).

São João Paulo II nos deixou em sua Encíclica Dominum et Vivificanten¹ “Senhor que dá a Vida”: “O sopro da vida divina, o Espírito Santo, exprime-se e faz-se ouvir, da forma mais simples e comum, na oração. É belo e salutar pensar que, onde quer que no mundo se reze, aí está presente o Espírito Santo, sopro vital da oração” (Parágrafo 65).

Não nos esqueçamos de que Deus está conosco agora, e Ele está trabalhando, Ele não para, Ele age em nós continuamente na Pessoa do Espírito Santo, e Ele quer ter uma comunhão conosco onde quer que estejamos: em nosso trabalho, nossos estudos, nossas amizades e, principalmente, em nossa forma de orar: “Da mesma forma, o Espírito vem em auxílio à nossa fraqueza, porque não sabemos o que devemos pedir, nem orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis” (Romanos 8: 26).

Assim, como temos sensibilidade ao vento, Deus quer fazer de nós pessoas sensíveis à Sua presença doce e poderosa. Deus quer que sejamos pessoas de comunhão com o Seu Santo Espírito. Não podemos mais viver indiferentes ao Paráclito, como se Ele estivesse preso num lugar ou surgisse na nossa vida de vez em quando! E, como está a sua intimidade com Ele? Você ouve a voz d’Ele? Você O sente, como sente o vento e ar que respira? Você é sensível à presença de Deus, onde quer que esteja? Você se considera um amigo do Espírito Santo?

Onde quer que você esteja agora, Deus quer que você O sinta. E se você ainda não souber que caminho seguir, pois não há mais vida em seu interior, Ele quer soprar sobre você, e não é um vento qualquer, é o Sopro da Vida! Por isso, peçamos juntos:

“Vem, Espírito Santo! Quero sentir a Tua presença, quero tê-Lo como meu melhor Amigo. Vem, Espírito Santo!”.

Equipe Formação Canção Nova

São Josué São Josué


Nascido na tribo de Efraim, no Egito, ele recebeu o nome se Oseias. Porém, mais tarde esse nome foi alterado para Josué, pela imposição das mãos de Moisés.

Essa mudança no nome tinha relação com a missão que Moisés lhe confiaria. Ele foi um dos doze homens escolhidos por Moisés para espionar e explorar Canaã, a terra que Deus havia prometido a Abraão e seus descendentes.

Josué desenvolveu um papel importante na história da salvação do podo de Deus: ele foi escolhido por Moisés para ser seu sucessor. Após a morte de Moises, Josué assumiu a liderança do povo, liderança esta, espiritual e administrativa.

Josué era um homem de oração e, com a orientação de Deus, ele guiava o povo e também administrava todo o exército. Era respeitado como se fosse juiz que julgava os conflitos entre o povo e ainda orientava os sodados nas batalhas.

Destacou-se superando desafios, como a travessia do Rio Jordão e as conquistas das cidades de Jericó e Ai.

A tradição da Igreja reconhece São Josué como uma figura histórica, seus feitos estão descritos na Bíblia, no Antigo Testamento, no Livro de Josué.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

A espiritualidade de São Josué era profundamente enraizada na obediência e na busca pela vontade divina. Ele mostrou-se sensível à direção de Deus, como evidenciado na famosa história da queda das muralhas de Jericó, onde ele seguiu meticulosamente as instruções divinas e testemunhou um milagre. O legado de São Josué reside na sua liderança íntegra, na sua capacidade de unir as tribos de Israel e no testemunho de confiança absoluta em Deus, inspirando gerações posteriores a enfrentarem desafios com fé e determinação.

Oração:

Ó Deus, que guiaste teu povo através do deserto sob a liderança corajosa de São Josué, conceda-nos a mesma fé intrépida e a determinação para seguir tua vontade. Inspirados por sua devoção e sua coragem diante das adversidades, pedimos que nos ilumines em nossas próprias jornadas. Assim como São Josué conduziu as tribos de Israel à Terra Prometida, guia-nos pelos caminhos da retidão e da fidelidade, para que possamos alcançar as bênçãos que reservaste para nós. Que sua intercessão fortaleça nossa confiança em tua providência e nos ajude a superar todas as muralhas que se erguem diante de nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que contigo vive e reina na unidade do Espírito Santo, um só Deus, agora e para sempre. Amém.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

II Romaria Nacional de Catequistas começa em Aparecida com chamado à renovação da missão de anunciar Jesus Cristo


Teve início nesta sexta-feira, 28, no Santuário Nacional de Aparecida, a II Romaria Nacional de Catequistas, encontro de fé, formação e comunhão que reúne mais de 4,6 mil participantes entre catequistas, coordenadores de catequese, ministros ordenados, religiosos e religiosas de diversas regiões do país.

Promovida pela Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, a Romaria tem como tema “Transmitir a fé hoje” e como lema “O que vimos e ouvimos, vos anunciamos” (1Jo 1,3). A proposta do encontro é fortalecer a missão daqueles que anunciam Jesus Cristo nas comunidades, aprofundando o querigma – o primeiro anúncio do amor de Deus revelado em Cristo – como centro de evangelização e da catequese de inspiração catecumenal.

A Romaria Nacional de Catequistas é um espaço de encontro, convivência, formação e celebração, criado para animar e fortalecer o serviço catequético nas comunidades do Brasil. A proposta desta edição é ajudar os catequistas a redescobrirem a centralidade do anúncio de Jesus Cristo e encontrar caminhos para transmitir a fé no contexto atual.


A abertura oficial reuniu representantes da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, autoridades da Igreja no Brasil e os participantes da Romaria em um momento marcado pela oração, comunhão e reflexão sobre os desafios atuais da transmissão da fé.

Participaram da mesa de abertura dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB; dom Juarez Marques Sousa da Silva, arcebispo de Teresina (PI); dom Andherson Franklin Lustoza, bispo auxiliar de Vitória (ES); os assessores da Comissão, padre Wagner Francisco de Sousa Carvalho e Mariana Aparecida Venâncio; além dos convidados cardeal Jaime Spengler, presidente da CNBB e arcebispo de Porto Alegre (RS), e dom Mário Antônio da Silva, arcebispo de Aparecida (SP).

Durante a abertura, os participantes foram convidados a voltar o olhar para o centro da missão catequética: o anúncio de Jesus Cristo e a experiência do encontro que transforma a vida e gera discípulos missionários.

Dom Leomar destaca Jesus Cristo como centro do querigma
A primeira conferência da Romaria foi conduzida por dom Leomar Antônio Brustolin, com o tema “O Querigma: coração da evangelização”. A reflexão destacou que toda caminhada catequética nasce do anúncio fundamental da fé: Deus ama, salva e chama cada pessoa ao encontro com Jesus Cristo.

Ao falar aos catequistas, dom Leomar ressaltou que a Romaria é um momento de renovação da missão e de retorno ao essencial da evangelização:

“Ninguém sai daqui do jeito que chegou.”
O arcebispo destacou que o querigma não é apenas um conteúdo a ser transmitido, mas o anúncio de uma pessoa: Jesus Cristo.

“O centro do querigma é Jesus Cristo. Nós precisamos não apenas conhecê-lo, mas segui-lo.”

Durante a reflexão, dom Leomar reforçou que a Iniciação à Vida Cristã (IVC) precisa ser compreendida como um caminho amplo de acompanhamento da fé, envolvendo toda a comunidade e diferentes momentos da vida cristã.

O presidente da Comissão também chamou atenção para a necessidade de uma catequese que supere uma visão reduzida de transmissão de conteúdos e valorize o encontro, o testemunho e a experiência comunitária.

Ao refletir sobre a missão do catequista, destacou que esse serviço nasce de um chamado de Deus e exige uma vida coerente com aquilo que se anuncia:

“Ninguém dá aquilo que não tem.”
Dom Leomar ainda recordou que a comunidade é essencial para a transmissão da fé, pois a catequese não acontece de forma isolada, mas como missão de toda a Igreja.


Dom Jaime lembra a espiritualidade como sustento da missão catequética
Durante a abertura da II Romaria Nacional de Catequistas, o presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, destacou a importância da espiritualidade e da comunhão da Igreja como fundamentos para a missão dos catequistas. Ao dirigir sua mensagem aos participantes, o arcebispo recordou que a missão de transmitir a fé precisa estar enraizada em uma vida de oração e encontro com Cristo e fez uma confidência pessoal.

“Todos os dias eu rezo pelos catequistas. E com palavras muito simples, colho as palavras daquele que foi crucificado com Jesus. Ele dizia: Jesus, lembra-te e mim quando estiveres no teu reino. Eu rezo: Jesus, lembra-te dos nossos catequistas”.

Dom Jaime afirmou que a catequese acompanha a pessoa durante toda a existência e destacou que a Romaria é um momento de celebrar Jesus Cristo como referência maior da caminhada cristã.

“Estamos aqui para celebrar Jesus Cristo, que é a nossa referência maior, o caminho, a verdade e a vida que queremos anunciar aos demais.”

O presidente da CNBB também ressaltou que, diante dos desafios atuais, muitas pessoas esperam uma palavra de esperança, sentido e Evangelho.
O querigma na história da Igreja e no anúncio de hoje


Na sequência da programação da manhã, dom Antônio Luiz Catelan Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, apresentou a conferência “O Querigma: da Igreja Primitiva ao Papa Leão XIV”.

A reflexão aprofundou a presença do primeiro anúncio cristão ao longo da história da Igreja, mostrando como o querigma permanece como fundamento da missão evangelizadora em diferentes tempos e culturas.

Dom Antônio destacou que o anúncio de Jesus Cristo acompanha a caminhada da Igreja desde suas origens e continua sendo essencial para responder aos desafios atuais da transmissão da fé.
Romaria segue com oficinas, celebrações e momentos de espiritualidade


Após a abertura e as conferências da manhã, a programação da II Romaria Nacional de Catequistas continua com oficinas formativas durante a tarde desta sexta-feira, reunindo os participantes em espaços de aprofundamento sobre diferentes dimensões da missão catequética.

Entre os temas das oficinas estão Leitura Orante da Palavra, Ministério de Catequista, Catequese Inclusiva, Catequese Batismal, Iniciação à Vida Cristã, cultura digital, família, catequese com adultos, coordenação e formação de catequistas, entre outros.

O primeiro dia será concluído com a celebração da Missa no Santuário Nacional de Aparecida, às 18h, reunindo os participantes em um momento de oração e comunhão.

Programação segue até domingo
No sábado, 29, os participantes continuarão o caminho formativo com as conferências “Do Anúncio ao Encontro: experiência que transforma”, com dom Jânison de Sá Santos, e “O Querigma hoje: desafios e oportunidades”, com dom Joel Portella Amado.

A programação também contará com a partilha “A IVC na prática: partilha de uma experiência”, conduzida por dom Juarez Marques Sousa da Silva, além de momentos de oração e celebração, incluindo o Terço Luminoso.

No domingo, 30, a Romaria será concluída com a conferência “Querigma e Comunidades de discípulos missionários”, conduzida por dom Andherson Franklin, a celebração de envio e a Missa do Dia do Catequista e abertura do Mês da Bíblia, presidida por Dom Leomar Antônio Brustolin.

Serviço da Romaria
II Romaria Nacional de Catequistas

Local: Centro de Eventos Pe. Vitor Coelho de Almeida e Santuário Nacional de Aparecida
Data: 28 a 30 de agosto de 2026
Tema: “Transmitir a fé hoje”
Lema: “O que vimos e ouvimos, vos anunciamos” (1Jo 1,3)

Os principais momentos da Romaria poderão ser acompanhados pelas redes sociais oficiais:

Instagram: @romariadecatequistas
Facebook: II Romaria de Catequistas

Com informações e fotos da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética 

Haiti, Nepal, Cuidado da Criação e a paz na oração do Papa


A dor causada por um suceder de catástrofes naturais ao redor do mundo, mas também pela violência causada pelo próprio homem, voltou a receber a atenção de Leão após rezar o Angelus em Castel Gandolfo: depois dos terremotos nas últimas semanas, agora é a tragédia no Nepal, bem como o flagelo da violência das gangues no Haiti. Por isso, a necessidade de aumentar no mundo aqueles que "distribuem o pão da paz". Também o agradecimentos aos policiais que garantem sua segurança e dos peregrinos.

Vatican News

Após rezar o Angelus, o Papa dirigiu seu olhar a várias realidades de sofrimento, a começar pelo Haiti, onde no último domingo, 23 de agosto, a violência das gangues que aterrorizam o país matou 47 pessoas na região de Kenscoff, nas proximidades de Porto Príncipe, deixando outras 22 feridas. Homens armados invadiram a comunidade, mataram moradores e incendiaram casas. Das pessoas sequestradas durante a ação, seis crianças - três com menos de 2 anos - e sete mulheres, foram libertadas.

Do Haiti chegam notícias dramáticas do grave massacre perpetrado em Kenscoff, no qual numerosas pessoas perderam a vida, enquanto outras foram sequestradas. Expresso minha proximidade em oração às vítimas e aos seus familiares e peço que todos os reféns sejam libertados sem demora. Dirijo um veemente apelo a todos os responsáveis para que se empenhem concretamente em garantir a segurança da população e pôr fim a todas as formas de violência.

Grupos armados expandiram seu domínio para além de Porto Príncipe e continuam impondo o terror sobre comunidades inteiras. A violência tem provocado deslocamentos em massa, ...

Nepal e Tibete
Ao Nepal, cuja catástrofe ocorrida na quarta-feira, 26 de agosto, já deixou mais de 750 mortos e 3.044 desaparecidos, o Santo Padre assegurou a sua oração. Após um telegrama enviado no dia 28, o Pontífice, por meio do Dicastério para o Serviço da Caridade, enviou ajuda financeira à Cáritas Nepal, enquanto prosseguem as operações de resgate:

Asseguro minhas orações às pessoas atingidas pela terrível inundação que ocorreu no Nepal e no Tibete. Rezemos por aqueles que perderam a vida, pelos feridos e desaparecidos, pelas famílias e pelos socorristas. Que a solicitude de todos possa contribuir para aliviar os sofrimentos e levar a ajuda necessária às populações.
Nas áreas devastadas pelo rio de lama e rochas, as equipes de resgate continuam seu trabalho incansavelmente, lutando contra deslizamentos de terra e infraestrutura destruída para ...

"Partilhar e distribuir o pão da paz"
Na sequência de seus apelos, o pedido a continuarmos a rezar pela paz:
Santo Agostinho, cuja memória celebramos nestes dias, dizia que «a paz [...] é semelhante ao pão do milagre que crescia nas mãos dos discípulos enquanto o partiam e distribuíam» (Sermo 357, 2). Que possam aumentar no mundo aqueles que, com coragem, partem e distribuem o pão da paz, superando as divisões, promovendo a justiça e praticando o perdão, para o bem de todos.

Cuidado da Criação
Falando em inglês, Leão XIV recordou o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, em 1° de setembro, ocasião em que presidirá a Celebração Eucarística no Jardim da Madonnina do Borgo Laudato si’, nos Jardins Pontifícios de Castel Gandolfo:

Na terça-feira, celebraremos o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação. Esta data marca o início do Tempo da Criação – celebrado por cristãos de várias denominações –, cujo tema neste ano é “Água Viva”. Como recordei na Mensagem para este Dia, cuidar da nossa casa comum exige uma conversão do coração, para que aquilo que foi usado para provocar destruição possa, ao contrário, ser orientado para a vida. Convido todos a se unirem em oração e ação, para que nos tornemos canais da água viva da paz de Deus, refrescando o nosso mundo ferido.

O Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação é celebrado anualmente em 1º de setembro como um momento para os cristãos rezarem e agirem pela proteção da nossa casa comum. A data ...

Agradecimento às forças de segurança
Depois de saudar os vários grupos presentes na Praça da Liberdade, diante do palácio Apostólico, o Santo Padre dirigiu um agradecimento especial às diversas forças policiais que garantem a sua segurança quando está em Castel Gandolfo, especialmente durantes os encontros com os peregrinos:

Agradeço às Forças da Ordem e a todos aqueles que contribuíram para a minha permanência de verão aqui em Castel Gandolfo, bem como pelo serviço prestado para garantir a segurança durante os encontros com os peregrinos. Muito obrigado!

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EVANGELHO DO DIA (Lc 4,16-30)

ANO "A" - DIA: 31.08.226
22ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- O Espírito do Senhor repousa sobre mim; e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 16 veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18 "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19 e para proclamar um ano da graça do Senhor". 20 Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então começou a dizer-lhes: "Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir". 22 Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: "Não é este o filho de José?" 23 Jesus, porém, disse: "Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum". 24 E acrescentou: "Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25 De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27 E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio". 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30 Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O Espírito do Senhor é a nossa fortaleza"

Espírito do Senhor, a força para perseverar nas tribulações
“O Espírito do Senhor está sobre mim.” (Lucas 4,16-30)
Na sinagoga de Nazaré, irmãos e irmãs, Jesus proclama: “O Espírito do Senhor está sobre mim”, revelando que Sua missão nasce da unção e da intimidade com o Pai. Ele não fala por si mesmo, mas como Aquele que foi enviado para anunciar a Boa Nova aos pobres, para libertar a todos nós. Essa palavra não é apenas uma declaração, mas a manifestação de um Deus que entra na história, que a transforma, transforma vidas concretas e alcança aqueles que mais necessitam de esperança. O Senhor nos conhece.

O perigo de rejeitar a novidade divina
Virão a mim todos aqueles que o Pai atrair. No entanto, aqueles que o conheciam desde criança têm dificuldade de acolher Jesus – vimos isso no Evangelho. A familiaridade se torna um obstáculo e o coração se fecha diante da novidade de Deus. Às vezes, pensamos que conhecemos Jesus, mas nem sempre estamos dispostos a deixar que Ele nos surpreenda e até mesmo questione as nossas certezas. Quando a Palavra toca em nossas seguranças ou denuncia nossas resistências, podemos reagir com rejeição, assim como o povo de Nazaré quis rejeitar Jesus. Eles foram tomados pela incredulidade e não reconheceram a presença de Deus no meio deles.

Espírito do Senhor, o sustento para permanecer
A incredulidade faz um grande mal e pode ser um grande mal para a nossa alma também. Mesmo diante da rejeição, Jesus permanece fiel à sua missão. Ele não se deixa paralisar pela falta de acolhida, mas segue adiante, conduzido pelo Espírito. Então, diante das rejeições, não desista. Diante das rejeições, persevere, continue, mantenha-se em Deus.

Essa atitude nos ensina a perseverar, mesmo quando não somos compreendidos ou quando encontramos oposição no caminho do bem. Abramos o nosso coração à ação do Espírito Santo, permitindo que Ele nos transforme e nos envie também como instrumentos de libertação, como instrumentos de cura e de esperança para o mundo. Que assim sejamos.

Sobre você, desça e permaneça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova