quinta-feira, 12 de março de 2026

CNBB manifesta preocupação com escalada de violência no Oriente Médio e convoca fiéis à oração pela paz


A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota manifestando profunda preocupação com os recentes acontecimentos e a escalada de violência que ameaçam ampliar o conflito no Oriente Médio. No texto, os bispos alertam para as graves consequências da guerra para a população civil e para a estabilidade internacional.

Em comunhão com o Papa Leão XIV, a CNBB recorda o apelo recente do pontífice em favor da paz. Segundo o pontífice, “a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”. A Presidência da entidade afirma unir-se ao chamado da Igreja em diversas partes do mundo para que prevaleçam a prudência, a responsabilidade política e o compromisso sincero com a paz.

A nota ressalta que os acontecimentos atuais recordam que a guerra nunca é solução para os conflitos entre os povos. Para os bispos, a violência armada provoca sofrimento incalculável, especialmente entre os mais vulneráveis, e aprofunda feridas que comprometem o futuro das nações.

A CNBB também expressa solidariedade às vítimas e às comunidades que vivem sob o peso da insegurança e do medo nas regiões afetadas. Ao mesmo tempo, encoraja os líderes das nações a não cederem à lógica da escalada militar, mas a retomarem com urgência os caminhos da diplomacia, do diálogo e da negociação.

Inspirada na tradição da Doutrina Social da Igreja, a Conferência recorda que a paz não é apenas ausência de guerra, mas fruto da justiça, da responsabilidade moral e da busca sincera pelo bem comum da família humana.
Proposta de oração

Na nota, os bispos brasileiros convidam ainda o povo a intensificar as orações pela paz, especialmente pelas populações atingidas pela violência. A CNBB propõe que, no dia 19 de março, na solenidade de São José, as comunidades rezem durante as celebrações eucarísticas e outros momentos de oração a prece da iniciativa Reza com o Papa, unindo-se espiritualmente à Igreja em todo o mundo pela causa do desarmamento e da paz.

Ao final da nota, a Presidência da CNBB pede a intercessão de São José, reconhecido como homem justo e guardião da Sagrada Família, para que os líderes das nações tenham sabedoria e coragem de escolher sempre os caminhos da vida, da dignidade humana e da paz.

Acesse a nota na íntegra (aqui).

Acesse (aqui) a oração pela Paz.

O Papa: paz no Irã e em todo o Oriente Médio, muitas vítimas civis e crianças inocentes


Ao final da Audiência Geral, Leão XIV pediu orações pelos países devastados por conflitos, por aqueles que perderam a vida e por aqueles que se encontram em dificuldades. Recordou o padre Pierre El-Rahi, morto na segunda-feira passada no Líbano, onde nestes dias as aldeias do sul "estão vivendo mais uma vez o drama da guerra. Estou próximo a todo o povo libanês neste momento de grande provação".

Tiziana Campisi – Vatican News

“Continuemos a rezar pela paz no Irã e em todo o Oriente Médio, em particular pelas numerosas vítimas civis, entre as quais muitas crianças inocentes. Que a nossa oração seja um conforto para aqueles que sofrem e uma semente de esperança para o futuro.”

As áreas asiáticas em guerra estão no coração de Leão XIV que antes de encerrar a Audiência Geral, desta quarta-feira (11/03), convidou a rezar para que cessem as hostilidades e os conflitos e exortou a não esquecer aqueles que vivem na dor e estão em dificuldades.

Papa recorda as aldeias cristãs do Líbano
Enquanto em Qlayaa, no Líbano, se realizam os funerais do pároco, padre Pierre El-Raii, morto na segunda-feira passada pelos ataques israelenses no sul do país, da Praça São Pedro o Papa recordou os povoados cristãos atingidos pelos bombardeios.

“Nestes dias, eles estão vivendo mais uma vez o drama da guerra. Estou próximo a todo o povo libanês neste momento de grande provação.”

O testemunho do padre Pierre
O Pontífice deteve-se, em seguida, no exemplo dado pelo sacerdote maronita, de 50 anos, gravemente ferido enquanto prestava socorro à população da aldeia de Qlayaa e que faleceu pouco depois de chegar ao hospital, para onde tinha sido transportado.

“O padre Pierre foi um verdadeiro pastor, que permaneceu sempre ao lado de seu povo com o amor e o sacrifício de Jesus, o Bom Pastor. Assim que soube que alguns paroquianos tinham sido feridos por um bombardeio, sem hesitar, correu para ajudá-los. Que o Senhor faça com que seu sangue derramado seja semente de paz para o amado Líbano.”

O risco da emergência humanitária
No País dos Cedros, há uma emergência após o aumento das tensões entre Israel e o Hezbollah. No início do mês, a organização xiita iniciou ataques com mísseis contra Israel, que respondeu imediatamente, de modo que as ordens de evacuação emitidas pelo exército israelense para os habitantes dos bairros ao sul da capital libanesa se intensificaram rapidamente, atingindo pelo menos 700 mil pessoas, e há risco de uma catástrofe humanitária.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 11,14-23)

ANO "A" - DIA: 12.03.2026
3ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

- Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
- Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas. 15 Mas alguns disseram: "É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios". 16 Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17 Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: "Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18 Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19 Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20 Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22 Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23 Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Idolatria de Israel e o poder de Jesus sobre o mal"

A vitória de Jesus sobre a antiga idolatria de Israel
Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar e as multidões ficaram admiradas. Mas alguns disseram: “É por Beuzebú, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”. Outros, para tentar Jesus, pediram-lhe um sinal do céu (Lucas 11,14-23)

Acusar Jesus de expulsar demônios pela força de Beuzebú. Vejam a que extremo chegaram aquelas pessoas! No Antigo Testamento, nós temos os cananeus, população indígena da terra de Israel, onde esse nome significava, literalmente,“ Baal”, o príncipe – Baal quer dizer “senhor”. Era o apelativo da divindade, da fecundidade e da vida na cultura dos cananeus.
Da idolatria à libertação em Cristo

Este Deus, Beuzebú, era o príncipe do pânteon cananeu e tinha como símbolo o touro, sinal de fertilidade. Basta recordar a tentação de Israel no deserto, que quis representar Deus na imagem de um touro de ouro. Bom, exatamente por ser o tentador de Israel, para a idolatria, Beuzebú é considerado o príncipe e o chefe dos demônios.

Eles viam, nesta realidade, por ser o tentador de Israel, para conduzir Israel à idolatria, ele se tornou príncipe e chefe dos demônios.
O Reino inabalável de Deus contra o mal dividido

Jesus é acusado de agir em comunhão com Beuzebú. Já que, nos seus exorcismos, Jesus é capaz de submeter todos os demônios ao seu poder. Jesus se defende com um argumento bastante lógico. Como é que Satanás poderia se autolesionar, destruir a si mesmo, dividir-se contra si mesmo? Jesus finaliza o argumento apresentando-se como agente do dedo de Deus em favor dos homens contra as forças do mal.

É esse mal que somos chamados a vencer, nesta caminhada, qual é o mal que estamos fazendo. É nos unindo a Cristo, vencedor de todo o mal, é que seremos vencedores contra as forças do mal, que combatem contra nós e contra nossas famílias. Jesus é o nosso libertador. Aproximemo-nos dele.

Sobre todos vós, dê-se a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


A Igreja Católica


A Igreja Católica: a fé e o legado de São Pedro

Homilia da Santa Missa – Padre José Augusto
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros ainda a Jeremias ou algum dos Profetas.” Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus Vivo.” Jesus lhes disse: “Feliz é tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está nos céus. Por isso, eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus. Tudo o que tu desligares na terra será desligado no céu.” Palavra da salvação. Glória a vós, Senhor.

O Significado da Cátedra de São Pedro
Vamos falar sobre a Cátedra de São Pedro. Quando participamos de uma Missa, encontramos vários símbolos e espaços de grande significado. O púlpito, por exemplo, é o local onde a Palavra é proclamada, nos alimentando espiritualmente. O altar é o lugar onde acontece o sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ali, o pão e o vinho se transformam no corpo e sangue de Cristo. Esses momentos são essenciais para nossa fé e para nossa vida de oração.

Nas igrejas católicas, encontramos também o crucifixo, que simboliza a cruz com Jesus crucificado, e não uma cruz vazia. Isso nos lembra do sacrifício que Jesus fez por nós. O Santíssimo Sacramento, que fica no sacrário, também tem grande importância, pois é ali que guardamos as espécies do corpo e sangue de Cristo e onde prestamos nossa adoração.

Essa adoração ao Santíssimo Sacramento nos conecta diretamente com o mistério de nossa fé: a presença real de Cristo em nosso meio.

São Gregório de Nissa

Gregório nasceu por volta de 335 – 340 em Cesaréia da Capadócia, região da Anatólia na Turquia. Era um de 12 irmãos, dos quais Basílio, Macrina e Pedro de Sebaste, além de seus avós, também foram canonizados. Além disso, São Gregório Nazianzeno era amigo próximo da família.

Tinha pendor para o estudo, e interessou-se inicialmente pela filosofia de Platão, mas também por outras escolas pagãs. Talvez por essas influências, e pelo gosto do magistério, abandonou a iniciada carreira eclesiástica, passando a ensinar retórica e casando-se com uma mulher, Teosebéia, muito piedosa e de muito mérito. Os irmãos ficaram desconcertados com esta decisão, e São Basílio procurou alertá-lo do que era na verdade um erro; mas só com a ajuda de São Nazianzeno Gregório ele reconheceu o fato, e, de comum acordo, separou-se da esposa (Nazianzeno, em seu elogio fúnebre, a chamou de “ornamento da Igreja” e “glória do século”). Retornou à Igreja, abraçando o sacerdócio.

Em 371 ou 372, vagando a Sé de Nissa, pequena localidade da Capadócia, foi indicado como bispo, mas só a muito custo aceitou, por se achar indigno. Assumido o encargo, desempenhou-o com todo o zelo, vivendo na pobreza, socorrendo os necessitados e combatendo heroicamente as heresias da época, especialmente o arianismo. Isto, naturalmente, incomodou estes hereges, que eram muito influentes então, e logo o acusaram de heresia a Demóstenes, governador do Ponto, também ariano. Gregório foi preso, deixando-se levar pacificamente, mas, ao constatar que não haveria qualquer diálogo por parte dos hereges, fugiu. O imperador, Valente, outro ariano, exilou-o.

Em Nissa foi convocado um “concílio” ariano que condenou formalmente Gregório, acusando-o de dilapidar os bens da diocese, além de ter sido eleito de forma irregular. Foi deposto e substituído, e passou quatro anos sem poder voltar à sua sé. Mas tudo é Providência divina: durante este período, em todos os lugares por onde passava era chamado para pacificar, ordenar a ortodoxia e a disciplina nas várias Igrejas, com tal proveito que São Nazianzeno o comparou ao sol, que, sem se deter em nenhum lugar, leva o calor, a luz e a fecundidade a todos.

Vencido pelos godos, morreu o imperador Valente, queimado numa barca, e o trono foi assumido por Graciano, seu sobrinho católico. Imediatamente foram repatriados os bispos exilados, e em 378 Gregório foi recebido triunfalmente em Nissa. Mas logo no ano seguinte foi chamado a um concílio em Antioquia, que decidiu enviar os melhores representantes da Igreja para diferentes regiões a fim de reestabelecer a ordem eclesiástica nas províncias antes afetadas pelo arianismo. Coube a Gregório visitar a Arábia e a Palestina, que pacificou.

Em 381, destacou-se no Concílio Ecumênico de Constantinopla, onde definiu-se a doutrina trinitária, esclarecendo-se definitivamente os erros do arianismo (cujo negava a divindade de Cristo). Nesta ocasião, conheceu São Jerônimo, Doutor da Igreja; e fez a oração fúnebre de São Melécio de Antioquia, presidente do Concílio, então falecido.

Já idoso, São Gregório de Nissa faleceu entre 394 e 400, havendo discordância entre as fontes.

Seu legado lhe valeu o título de Doutor da Igreja. De fato, foi um dos pais da teologia mística e um dos pioneiros em resgatar elementos da filosofia platônica conciliáveis com o Catolicismo, precedendo a síntese de Santo Agostinho. Em vida, era conhecido como “o Filósofo”, e era prestigiado na corte imperial pela sua eloquência. É de sua autoria a primeira exposição sistemática da Doutrina Católica (particularmente na obra Oratio Catechetica Magna), depois do trabalho de Orígenes, porém com maior peso.

Abordou com profundidade temas como a Trindade, as duas naturezas de Cristo, divina e humana (“...enquanto o Senhor recebe a marca de escravo, o escravo é honrado com a glória do Senhor”), a virgindade de Maria (reconhecendo o valor da castidade, arrependia-se amargamente do próprio casamento), a criação do ser humano, etc.. São mais de 20 obras, e um vasto número de sermões, panegíricos e discursos sobre vários temas, além da biografia da irmã, Santa Macrina. Suas considerações muito contribuíram para a Teologia, e superaram as preocupações doutrinárias do seu tempo.

Pela santidade, doutrina e ortodoxia, São Gregório de Nissa, seu irmão mais velho São Basílio Magno e São Gregório Nazianzeno são conhecidos como a tríade dos “Luminares da Capadócia” ou “Capadocianos”, na seguinte fórmula: “Basílio é o braço que atua; Gregório Nazianzeno, a boca que fala; e Gregório de Nissa, a cabeça que pensa”.

Outro aspecto, importantíssimo, e destacado por Bento XVI, é o enorme valor que São Gregório de Nissa dá à oração.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Mesmo entre santos, sutis podem ser as tentações, a sedução do conhecimento, que pode levar inclusive ao estudo e influência de ideias erradas, inicialmente desviou a vocação profunda de São Gregório de Nissa; e embora a sua legítima esposa fosse pessoa honrada, tanto que acedeu em separar-se do marido por causa justíssima, e elogiada por outro santo, este casamento, contrário à sua aspiração maior, levou-o a lamentar a perda da castidade. Ou seja: o diabo, através de uma situação perfeitamente legal e em si correta, preparava o desvio de Gregório da santidade, e não fosse o auxílio dos irmãos e amigos tanto da família de sangue quanto da Igreja, esta teria perdido uma referência inigualável, com inimaginável prejuízo espiritual, em todos os tempos. Não à toa São Gregório de Nissa entendeu o valor infinito da oração: através das suas e dos demais, pôde ser reconduzido ao plano que Deus lhe havia preparado, para a sua santificação nesta vida no auxílio aos irmãos e a sua felicidade infinita no Céu. Uma situação que nos convida a pensar no empenho em rezar e nas escolhas que vamos fazendo, com a certeza de que, mesmo errando – e nunca o evitaremos completamente – é possível sempre obedecer a Deus e alcançar a felicidade.

Oração:

Senhor Deus, que continuamente nos livrais dos perigos desta vida e orientais nossos caminhos, concedei-nos pela intercessão de São Gregório de Nissa o seu mesmo zelo pela ortodoxia da Fé, combatendo sem medo os erros do nosso século, e nunca desperdiçar as ocasiões para fazer o bem aos irmãos, ainda que sejam originadas de injustiças. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Arquidiocese de Goiânia sediará o 19º Congresso Eucarístico Nacional de 3 a 7 de setembro de 2027


Em 2027, a cidade de Goiânia acolherá o 19º Congresso Eucarístico Nacional (CEN), a ser realizado entre os dias 3 e 7 de setembro. O evento é promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizado e sediado pela Arquidiocese de Goiânia, que é formada por 27 municípios e em colaboração com todo o Regional Centro-Oeste da CNBB, integrada pelo Distrito Federal e o estado de Goiás.

“Hóstias vivas, no mundo, para a glória do Pai”
O tema desta edição será “Hóstias vivas, no mundo, para a glória do Pai”. Jesus, que desejou ardentemente comer a Páscoa com seus discípulos (cf. Lc 22,15), instituiu em seu Corpo e Sangue a Nova Aliança com a humanidade, ordenando que seus discípulos repetissem aquele gesto em sua memória.

O termo “hóstia” nos remete ao Apóstolo Paulo, que, em sua carta aos Romanos, diz: “Exorto-vos, irmãos, pela misericórdia de Deus, a que ofereçais vossos corpos como hóstia viva, santa e agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual” (Rm 12,1).

Por outro lado, com a expressão “glória de Deus”, recordamos Santo Irineu de Lyon em sua célebre frase: “A glória de Deus é o ser humano vivo; a glória do ser humano é a visão de Deus!”

O Ritual Romano, no número 112, destaca a Celebração Eucarística como ponto central de todos os Congressos Eucarísticos, por ser fonte e ápice de toda a vida cristã. As celebrações da Palavra de Deus e as conferências deste evento podem contribuir para analisar os vários aspectos do Mistério Eucarístico.

A possibilidade de rezar em comunidade e de participar da adoração ao Santíssimo Sacramento nas igrejas indicadas contribuem para interiorizar os temas. Além disso, não devem faltar os testemunhos de fé eucarística manifestados também com procissões e iniciativas caritativas.
Rumo ao 19º CEN

Goiânia, localizada bem ao centro geográfico do país, como o coração do Brasil, se tornará altar e caminho de fé, onde a Igreja se reúne para adorar, celebrar e servir. O evento ocorre em toda a Arquidiocese, com celebrações e iniciativas em todas as comunidades.

A Feira Católica, o Simpósio Teológico e as catequeses serão concentrados no Centro de Convenções da Pontifícia Universidade de Goiás, na qual também será realizada a cerimônia e a celebração Eucarística de abertura. A última celebração será na cidade de Trindade, conhecida como capital da fé, berço da fé no Divino Pai Eterno.

Com a Igreja do Brasil, rezemos pelo 19º CEN
Ó Pai Eterno, vossa glória é ver vossos filhos e filhas vivos.
Para isso nos destes Vosso Filho Amado.
Jesus Cristo nos revelou vosso rosto de Pai misericordioso e a Vós se entregou no altar da cruz. Antes, na ceia, Ele lavou os pés dos discípulos
e entregou seu Corpo e seu Sangue, no pão e no vinho em alimento,
para a vida do mundo e como memorial de sua Páscoa.
Hoje, como Igreja do Brasil, vivificados pelo Santo Espírito, 
pela Palavra e pela Eucaristia, com a companhia da Virgem Auxiliadora,
vós pedimos: concedei-nos ser hóstias vivas, no mundo,
para a vossa glória, para a salvação da humanidade e cuidado com toda vossa criação.

Amém.

Colaboração Assessoria de Comunicação da arquidiocese de Goiânia

O Papa: paz no Irã e em todo o Oriente Médio, muitas vítimas civis e crianças inocentes


Ao final da Audiência Geral, Leão XIV pediu orações pelos países devastados por conflitos, por aqueles que perderam a vida e por aqueles que se encontram em dificuldades. Recordou o padre Pierre El-Rahi, morto na segunda-feira passada no Líbano, onde nestes dias as aldeias do sul "estão vivendo mais uma vez o drama da guerra. Estou próximo a todo o povo libanês neste momento de grande provação".

Tiziana Campisi – Vatican News

“Continuemos a rezar pela paz no Irã e em todo o Oriente Médio, em particular pelas numerosas vítimas civis, entre as quais muitas crianças inocentes. Que a nossa oração seja um conforto para aqueles que sofrem e uma semente de esperança para o futuro.”

As áreas asiáticas em guerra estão no coração de Leão XIV, que, antes de encerrar a Audiência Geral, convidou a rezar para que cessem as hostilidades e os conflitos e exortou a não esquecer aqueles que vivem na dor e estão em dificuldades.

Papa recorda as aldeias cristãs do Líbano
Enquanto em Qlayaa, no Líbano, se realizam os funerais do pároco, padre Pierre El-Rahi, morto na segunda-feira passada pelos ataques israelenses no sul do país, da Praça São Pedro o Papa recorda também as aldeias cristãs atingidas pelos bombardeios.

“Nestes dias, eles estão vivendo mais uma vez o drama da guerra. Estou próximo a todo o povo libanês neste momento de grande provação.”

O testemunho do padre Pierre
O Pontífice deteve-se, em seguida, no exemplo dado pelo sacerdote maronita, de 50 anos, gravemente ferido enquanto prestava socorro à população da aldeia de Qlayaa e que faleceu pouco depois de chegar ao hospital, para onde tinha sido transportado.

“O padre Pierre foi um verdadeiro pastor, que permaneceu sempre ao lado de seu povo com o amor e o sacrifício de Jesus, o Bom Pastor. Assim que soube que alguns paroquianos tinham sido feridos por um bombardeio, sem hesitar, correu para ajudá-los. Que o Senhor faça com que seu sangue derramado seja semente de paz para o amado Líbano.”

O risco da emergência humanitária
No País dos Cedros, há uma emergência após o aumento das tensões entre Israel e o Hezbollah. No início do mês, a organização xiita iniciou ataques com mísseis contra Israel, que respondeu imediatamente, de modo que as ordens de evacuação emitidas pelo exército israelense para os habitantes dos bairros ao sul da capital libanesa se intensificaram rapidamente, atingindo pelo menos 700 mil pessoas, e há risco de uma catástrofe humanitária.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 5,17-19)

ANO "A" - DIA: 10.03.2026
3ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

- Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
- Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17 "Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18 Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19 Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Viver o pleno cumprimento da Lei"

A autoridade de Cristo no cumprimento da Lei
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não penseis que eu vim abolir a lei e os profetas, não vim abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo, antes que o céu e a terra deixem de existir, nenhuma só letra ou vírgula serão tiradas da lei, sem que tudo se cumpra” (Mateus 5,17-19).

Se um pai ou uma mãe se colocasse a resolver todos os problemas dos filhos, tirando deles o peso da responsabilidade, certamente não seriam bons genitores.

Amar é explicar o sentido verdadeiro das coisas, como elas devem ser, até mesmo aquelas mais difíceis, mais pesadas, mais exigentes. Amar não é simplificar as coisas achando um atalho, mas é propor o caminho árduo da verdade e da retidão.

A importância de cada detalhe na Lei Divina
Não se pode retirar algo que se julgue insignificante só pelo fato de parecer insignificante. Jesus, para falar do cumprimento da lei, usa a letra do alfabeto hebraico, que era a menor, e usa também um sinal gráfico, um acento.

Os professores de Língua Portuguesa podem nos ajudar com isso. Uma letra pode tornar uma palavra masculina ou feminina, singular ou plural, verbo ou substantivo. Uma vírgula pode mudar todo o sentido de uma frase.

Tem até um Salmo famoso que, lido sem a vírgula, pode virar uma heresia. O Salmo diz assim: Deus não existe, diz o insensato. Então, essa vírgula faz toda a diferença.

A radicalidade do Evangelho aplicada à vida cristã
Por isso, Jesus não quis eliminar nada do que deveria ser cumprido. Ele não quer eliminar a radicalidade do Evangelho, mesmo que seja algo, a princípio, banal aos nossos olhos. Vale ter um olhar de totalidade na observância da lei divina. Nada fica de fora.

Pode parecer ridículo pensar um namoro casto nos tempos de hoje. Quantos se aventuram em morar juntos sem receber os sacramentos? Quantos vivem relações matrimoniais no tempo do namoro? Porém, para um cristão importa estabelecer, em primeiro lugar, a lei divina, como um elemento norteador de um relacionamento. Isso se aplica a tudo. Viver os princípios do Evangelho em sua totalidade, é isso que nos pede nosso Senhor.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pe Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova