terça-feira, 12 de maio de 2026

Igrejas celebram Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2026 de 17 a 23 de maio


Entre as Solenidades da Ascensão do Senhor e de Pentecostes, será celebrada a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (SOUC), um dos momentos mais significativos do ano para a dimensão Ecumênica da Igreja. As celebrações terão como inspiração bíblica o versículo 4 do quarto capítulo da carta de São Paulo aos Efésios: “Vocês formam um só corpo e um só espírito, do mesmo modo que a esperança para a qual foram chamados é uma só” (Ef 4, 4).

As orações e reflexões para a semana foram preparadas por um grupo ecumênico coordenado pelo Departamento de Relações Inter-religiosas da Igreja Apostólica Armênia. Como de costume, uma equipe internacional nomeada conjuntamente pelo Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão de Fé e Ordem do Conselho Mundial de Igrejas colaborou com os editores para finalizar os materiais em uma reunião realizada de 13 a 18 de outubro de 2024, na Santa Sé em Etchmiadzin, Armênia.

O material inclui uma introdução ao tema, um esboço para a celebração ecumênica e uma seleção de breves leituras e orações para cada dia da semana. Este conteúdo pode ser utilizado de diversas maneiras e destina-se a ser usado não apenas durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, mas também ao longo de todo o ano de 2026.

“Através das suas práticas e ensinamentos, a Igreja Apostólica Arménia oferece-nos uma reflexão profunda sobre a essência da unidade dentro do Corpo universal de Cristo, não apenas como um conceito, mas como uma realidade viva e pulsante”, afirmam os editores do material oferecido a toda a Igreja e disponível em português aqui.

Inspiração bíblica
Na introdução ao tema contida no material preparado para a celebração da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, é aprofundado o versículo da Carta aos Efésios sobre a unidade da Igreja.

“Efésios 4:4 resume os ensinamentos de Paulo sobre a unidade, enfatizando, também aqui, que os seguidores de Cristo representam ‘um só corpo e um só Espírito’, unidos numa única esperança”.

O conceito de ‘um só corpo’ na iluminação bíblica, também reflete a natureza da Igreja, uma vez que “o cristianismo transcende as fronteiras culturais e nacionais, unindo os crentes em todo o mundo na fé e na esperança”.

A ideia de “um só Espírito” refere-se ao Espírito Santo “que sustenta esta comunhão e capacita a Igreja a cumprir a sua missão”.

A única esperança diz respeito à salvação e à vida eterna: “Esse é o objetivo final e a motivação para a vida cristã, proporcionando uma visão comum e propósito para todos os crentes e unindo-os na sua jornada de fé e na sua vida quotidiana. Esta visão partilhada ultrapassa as divisões confessionais e culturais, encorajando os cristãos a trabalharem juntos de todas as formas possíveis”.

Papa: cristãos e muçulmanos devem transformar a indiferença em solidariedade

A compaixão foi o tema do discurso do Papa a membros do Instituto Real para Estudos Inter-religiosos, fundado em 1994 em Amã, na Jordânia, sob o patrocínio de Sua Alteza Real, o Príncipe El Hassan bin Talal. O intuito é oferecer um espaço para o estudo interdisciplinar de questões interculturais e inter-religiosas, com o objetivo de amenizar as tensões e promover a paz, tanto em nível regional quanto mundial. Desde então, mantém colóquios com o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso.

Vatican News

O Papa recebeu em audiência os participantes do oitavo colóquio organizado conjuntamente pelo Dicastério para o Diálogo Inter-religioso e pelo Instituto Real de Estudos Inter-religiosos.

O tema escolhido este ano para o encontro é “Compaixão humana e empatia nos tempos modernos” e, para o Pontífice, é particularmente oportuno para o nosso mundo atual. "De fato, não se trata de sentimentos marginais, mas sim de atitudes essenciais de ambas as nossas tradições religiosas e de aspectos importantes do que significa viver uma vida verdadeiramente humana."

Em seu discurso, Leão XIV falou como as duas tradições religiosas entendem a compaixão e a empatia, que não são algo adicional ou opcional, mas um chamado de Deus para refletir sua bondade em nossa vida cotidiana. O diferencial cristão é propriamente Jesus Cristo, em quem essa compaixão divina torna-se visível e tangível. "Deus vai além de ver e ouvir, assumindo a nossa natureza humana para se tornar a encarnação viva da compaixão. Seguindo o exemplo de Jesus, a compaixão cristã torna-se uma partilha ou um “sofrer com” os outros, particularmente os mais desfavorecidos. Por essa razão, 'o amor aos pobres — qualquer que seja a forma que a sua pobreza assuma — é a marca evangélica de uma Igreja fiel ao coração de Deus'", explicou o Papa.

A foto de grupo com o Papa Leão (@Vatican Media)

Essa convicção, portanto, tem implicações sociais, prosseguiu o Pontífice, que manifestou seu apreço pelos esforços do Reino Hachemita da Jordânia ao acolher refugiados e ajudar os necessitados em circunstâncias difíceis. E fez uma advertência:

“Queridos amigos, a compaixão e a empatia correm, infelizmente, o risco de desaparecer hoje. Os avanços tecnológicos tornaram-nos mais conectados do que nunca, mas também podem levar à indiferença. O fluxo constante de imagens e vídeos das dificuldades alheias pode entorpecer nossos corações, em vez de comovê-los. (...) Esse tipo de apatia está se tornando um dos mais sérios desafios espirituais do nosso tempo.”

Nesse contexto, cristãos e muçulmanos são chamados a uma missão comum: reavivar a humanidade onde ela se esfriou, dar voz aos que sofrem e transformar a indiferença em solidariedade. "A compaixão e a empatia podem ser nossos instrumentos, pois têm o poder de restaurar a dignidade do outro. Espero que a Jordânia continue a ser uma testemunha viva desse tipo de compaixão, bem como um sinal de diálogo, solidariedade e esperança, numa região marcada por provações", concluiu o Papa, fazendo votos de que a mútua colaboração se traduza em gestos concretos de paz, empatia e fraternidade.

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EVANGELHO DO DIA (Jo 16,5-11)

ANO "A" - DIA: 12.05.2026
6ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; ele vos conduzirá a toda a verdade.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5 "Agora, parto para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: 'Para onde vais?' 6 Mas, porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações. 7 No entanto, eu vos digo a verdade: É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei. 8 E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento: 9 o pecado, porque não acreditaram em mim; 10 a justiça, porque vou para o Pai, de modo que não mais me vereis; 11 e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está condenado".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A liberdade no amor"

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Agora, parto para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais? Mas, porque vos disse isto, a tristeza encheu os vossos corações. No entanto, eu vos digo a verdade: É bom para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for, eu vo-lo mandarei. E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o pecado, a justiça e o julgamento” (Jo 16,5-11)

A primeira afirmação de Jesus no Evangelho pode nos fazer crer que Ele esteja com crise de saudade antecipada ou carente do afeto dos Seus discípulos, dos quais Ele ficará longe futuramente. Mas não é nada disso.

A liberdade é o fruto do amor
Jesus está demonstrando uma das prerrogativas de um verdadeiro amor. O que um verdadeiro amor precisa ter? Criar no outro uma autonomia e uma liberdade. O amor que não leva o outro a amadurecer, a ser quem é de verdade e a ter a capacidade de decidir autonomamente aos apelos da vida não é amor, é escravidão.

É bom que eu parta, diz Jesus. Ele está criando um espaço para que o Espírito Santo continue a sua obra na vida dos discípulos. É a maior expressão da liberdade do amor. É melhor uma tristeza momentânea do que uma eterna codependência afetiva que pode gerar um relacionamento sufocante e anulante da pessoa do outro.

Um convite ao crescimento espiritual
Jesus está exorcizando o medo da ausência física que os discípulos vão provar com a sua partida. Porém, Jesus estará tão presente em seus corações pelo dom do Espírito Santo, que já não será apenas um único defensor, mas serão dois, Jesus e o Espírito Santo.

Assim é o amor livre: ele soma na nossa vida, ele não divide, mas acrescenta. Quem dá um passo atrás para dar espaço para o outro acaba trazendo outra pessoa em cena e assim sucessivamente. São amores que se multiplicam e não que se apropriam da outra pessoa como uma posse.

Jesus está confiando ao Espírito Santo a tarefa de construir nos Seus discípulos tudo aquilo que Ele já havia anunciado. Às vezes, na nossa vida também é assim, é preciso dar um espaço para que o outro seja quem ele é.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


O amor e o cansaço silencioso de quem cuida

Por que cuidar dói?

Cuidar de alguém com doença crônica ou grave exige mais do que presença física, exige entrega emocional contínua, dia após dia, sem prazo definido. Com o tempo, muitos familiares e cuidadores começam a sentir um cansaço que não se resolve com uma boa noite de sono. É a fadiga da empatia: um estado em que a pessoa, por tanto se colocar no lugar do outro, vai se esvaziando por dentro. Nos atendimentos, é comum ouvir relatos de quem ama, serve e permanece, mas já não consegue sustentar o mesmo equilíbrio de antes. Surge a culpa por se sentir cansado. Surge o medo de falhar. E, aos poucos, a própria vida vai sendo silenciosamente deixada de lado.

Crédito: TatyanaGl / GettyImages

Quando o corpo e a mente começam a falar
Esse desgaste não fica apenas no campo emocional. Ele aparece em sinais concretos: irritabilidade, tristeza persistente, dificuldade de concentração, sensação constante de sobrecarga. O cuidador passa a viver em estado de alerta permanente. Em um dos acompanhamentos clínicos, uma paciente cuida da mãe com demência. Durante a noite, precisa acordar várias vezes para reorientá-la, e, no dia seguinte, enfrenta consultas, decisões médicas e a dureza do cotidiano com um cansaço que já não se disfarça. A fadiga começa a aparecer na irritabilidade com o parceiro, no afastamento das atividades que antes lhe davam prazer, nas dores no corpo, na insônia, na dificuldade de organizar os próprios pensamentos. Esse cenário não é exceção. Repete-se em silêncio em muitas realidades.

A fé como sustento
À luz da fé, é importante recordar que o cuidado não pode excluir quem cuida. A tradição espiritual ensina o valor da entrega, mas aponta igualmente para o cuidado integral da pessoa. Jesus, mesmo diante das multidões, retirava-se para rezar e descansar, e esse gesto revela que servir não é se abandonar. Muitos cuidadores, em sua generosidade, esquecem que também precisam ser sustentados. A oração, a escuta espiritual e o acompanhamento são caminhos que ajudam a reorganizar o interior; não como fuga da realidade, mas como fonte renovada de força e sentido.

Cuidar de si também faz parte
Reconhecer a fadiga da empatia é um ato de honestidade e coragem. Não diminui o amor; pelo contrário, protege para que ele continue existindo de forma saudável e sustentável. Cuidar do outro pede também cuidar de si: estabelecer limites, buscar rede de apoio, respeitar o próprio tempo e o próprio limite. A promoção da vida passa necessariamente por essa consciência. Quando o cuidador se permite ser cuidado, ele não enfraquece sua missão, ele a sustenta com mais equilíbrio, mais presença e mais dignidade.

Alex Garcia Costa
Psicólogo e Filosofo
CRP 06/108306

Santa Joana de Portugal

Joana, nascida no ano de 1452 em Lisboa, Portugal, era a filha primogênita do rei D. Afonso V, da Casa de Avis, e da rainha D. Isabel. Seu nome vem da devoção da mãe a São João Evangelista. Recebeu ótima educação religiosa e humanística, sendo muito querida pelo pai, bela e graciosa, de temperamento dócil e perseverante. Apresentava grande inclinação religiosa, mas sua formação era direcionada para que pudesse ser rainha.

De fato, com 15 anos, com a morte da mãe, teve que assumir temporariamente encargos governamentais, como Princesa Regente, Herdeira da Coroa de Portugal, pois neste ano de 1471 seu pai partira em expedição militar a Arzila, no Marrocos. Contudo, o nascimento do seu irmão, o futuro rei D. João II, acabou por desobrigá-la, ao menos parcialmente, destas funções.

Por si, desejava e praticava uma vida de penitente, passando as noites em oração. Jejuava com frequência, especialmente às sextas-feiras, usava cilício, e como insígnia real portava uma cora de espinhos.

Dedicava-se à contemplação, leitura religiosa, penitências; cuidava pessoalmente dos pobres que acorriam ao palácio, anotando o nome de cada um, sua condição particular, e o dia em que deveria ser dada a esmola. Amparava também os enfermos, os prisioneiros e os religiosos. A cada Semana Santa, lavava os pés de 12 mulheres pobres, providenciando para elas roupas, alimentos e dinheiro.

Pretendia consagrar-se à vida religiosa num convento. Mas sofreu pressões para o casamento, tanto pelas circunstâncias políticas de sucessão ao trono quanto por sua beleza, personalidade e alta formação. Recebeu propostas matrimoniais de Carlos VIII da França, Maximiliano da Áustria e de Ricardo III da Inglaterra, recusando veementemente a todos.

Aos 19 anos, conseguiu convencer o pai a permitir sua vida religiosa, como oferecimento a Deus pelas muitas vitórias recentes que o rei havia conquistado, em Arzila e Tânger; ele se convenceu da sua vocação, e Joana entrou no Mosteiro de Odivelas em 1471. Em 1475 mudou para o Convento dominicano de Jesus de Aveiro, na busca de uma regra com disciplina mais austera.

Porém nunca chegou a professar os votos definitivos na vida religiosa, tanto por causa de questões de saúde quanto pelo fato de que permanecia potencialmente como herdeira do trono, chegando a ter que voltar à corte várias vezes. Ainda assim seguia com rigor louvável as regras conventuais e se dedicava aos serviços mais humildes, como verdadeira monja, despojando-se de tudo.

Faleceu em 12 de maio de 1490, amada em vida pelos portugueses por sua santidade, e venerada depois da morte pelos milagres que a sua intercessão obtinha. É padroeira da cidade de Aveiro.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

A sabedoria dos santos os faz perceber quanto é melhor servir a Deus, na humildade e simplicidade, do que viver as honrarias sociais e políticas, quando recebem a vocação de vida religiosa. Naturalmente, a santidade não depende de uma vida num mosteiro, e os muitos santos nobres, reis e rainhas, bem como os de inúmeras profissões e diferentes condições de vida, atestam esta verdade. Mas nunca é fácil a renúncia às comodidades de uma vida legitimamente régia, especialmente numa jovem pessoa com beleza física, personalidade marcante e destacada formação cultural. Por muito menos, somos facilmente tentados a relaxar os deveres da nossa vida espiritual, mesmo no estado leigo… Mas é importante também destacar que, em contraste com o nosso século, paganizado, na época de Joana, numa Europa católica, mesmo a realeza civil sabia inclinar-se à maior nobreza espiritual, preservando assim a correta hierarquia de valores que deve permear qualquer tipo de organização social e política. Tais valores, vindos de Deus e portanto eternos e imutáveis, nunca estão ultrapassados e serão sempre soberanos para as decisões e organização humana. Quando ausentes, constata-se sempre as distorções nas ideias e comportamentos, e os períodos de maior sofrimento para a Humanidade. Não podemos ter medo, assim como Santa Joana, de buscar e viver a regra mais austera, na linha dos valores espirituais e morais, dos quais depende todo o resto das nossas vidas, tanto pessoal quanto comunitariamente: só assim teremos paz e realizaremos o que verdadeiramente nos alegra, e poderemos ser intercessores de bens para os irmãos.

Oração:

Senhor Deus, nosso verdadeiro Pai e Rei, concedei-nos por intercessão de Santa Joana vivermos como ela ao menos o noviciado na realeza da Cruz, preferindo seguir a vocação que na Vossa sabedoria nos levará ao Paraíso do que as qualidades, ainda que legítimas, que possamos ter nesta vida terrena. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Representantes da CNBB participam de encontro pastoral de países do Cone Sul da América Latina



O Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (Celam) promove, nesta semana, de segunda-feira, 5 de maio, e segue até a sexta, em Montevidéu, no Uruguai, a etapa do Cone Sul dos Encontros Regionais, reunindo representantes das Conferências Episcopais do Brasil, da Argentina, do Paraguai, do Uruguai e do Chile.

Também realizado nos anos anteriores, o encontro teve o objetivo de “promover a coordenação, a comunhão e a articulação”. O presidente da CNBB e também do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho, cardeal Jaime Spengler, avalia o encontro no vídeo abaixo. Segundo ele, o encontro é importante para conhecer e compartilhar experiências evangelizadoras das Igrejas presentes no Cone Sul. “Creio que todos nós temos a aprender e crescer uns com outros”, disse.

Análises social e teológico-pastoral
Durante os dias de trabalho, os participantes estudaram a realidade dos países e refletiram a dimensão teológica pastoral na perspectiva da sinodalidade a partir da metodologia da conversa no Espírito, a mesma utilizada no processo do Sínodo sobre a Sinodalidade. Os participantes também visitaram a Fazenda da Esperança, em Montevidéu.

Em análise eclesial durante o Encontro Regional do Cone Sul, a assessora Adriana Silva Castillo, propôs um caminho de reflexão teológico-pastoral para escutar o que Deus nos gritos e desafios da realidade da região.

Em um contexto em que se vivem complexidades sociais, culturais e eclesiais, ela apontou para uma Igreja que escuta, discerne e caminha unida, deixando-se guiar pelo Espírito para responder aos desafios do presente com fidelidade e criatividade.

Já a socióloga uruguaia Cecilia Rossel apresentou um panorama sobre a realidade social, política, econômica. Ela traçou um diagnóstico dos desafios que enfrentam os países do Conse Sul Sul (Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai)

A acadêmica, doutora pela Universidade Complutense de Madri e professora titular da Universidade Católica do Uruguai, enfatizou que as desigualdades persistem mesmo com o crescimento econômico. Ela explicou que “o modelo socioeconômico do Cone Sul reflete uma constante histórica: a desigualdade”, afirmação que resume um dos principais desafios da região.

Embora tenha observado alguns sinais de estabilização após a pandemia, a especialista apontou que o crescimento “não está chegando aos grupos mais vulneráveis”, destacando problemas sociais não resolvidos na Argentina, no Brasil e no Chile.

Delegação brasileira

Do Brasil, participam o presidente e o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB0, cardeal Jaime Spengler e dom Ricardo Hoepers; os subsecretários geral, padre Leandro Megeto, e de Pastoral, padre Tiago Camargo; além de representantes de organismos eclesiais e de universidade: Valquíria Alves, da Cáritas Brasileira; Sônia Gomes, da Comissão Brasileira de Justiça e Paz; irmã Michele da Silva, da Congregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria e membro da Rede Um Grito pela Vida; e o professor Márcio Paulo Cenci, da Universidade Franciscana de Santa Maria (RS).

Por Willian Bonfim com informações do Celam

Papa: preocupado com a violência no Sahel, incentiva esforços pela paz


Depois da Oração do Regina Coeli o Santo Padre recordou as violências no Shael, o “Dia da Amizade Copta-Católico” e o Dia das Mães.

Silvonei José - Vatican News

O Papa Leão XIV, após a oração do Regina Coeli neste domingo (10/05), demonstrou a sua preocupação pelas notícias que recebeu sobre o aumento da violência na região do Sahel, especialmente no Chade e no Mali, atingidos por recentes ataques terroristas.

“Asseguro minhas orações pelas vítimas e minha solidariedade a todos aqueles que sofrem. Desejo que cesse toda forma de violência e encorajo todos os esforços em prol da paz e do desenvolvimento naquela terra amada”.

Em seguida o Santo Padre recordou que neste dia 10 de maio, como em todos os anos, celebra-se o “Dia da Amizade Copta-Católico”, acrescentando: “dirijo uma saudação fraterna a Sua Santidade o Papa Tawadros II e asseguro minhas orações a toda a amada Igreja copta, na esperança de que nosso caminho de amizade nos conduza à unidade perfeita em Cristo, que nos chamou de “amigos”.

Praça São Pedro (@Vatican Media)
Na sequência o Papa dirigiu suas boas-vindas a todos os presentes na Praça São Pedro, romanos e peregrinos de diversos países! Em particular, saudou o grupo “Guarda de Honra do Sagrado Coração de Jesus”, proveniente de várias cidades da Itália, e os “Voluntários para a Evangelização” ligados à família da Rádio Maria; bem como a Associação de voluntariado “Komen Italia”, empenhada na prevenção do câncer de mama.

Em seguida o agradecimento de Leão XIV ao povo das Ilhas Canárias por terem acolhido o navio de cruzeiro Hondius com os doentes de hantavírus. Estou feliz por poder encontrar-me com vocês no próximo mês, durante a minha visita às ilhas, acrescentou.

O Papa finalizou o encontro com os fiéis dirigindo um pensamento especial a todas as mães, no Dia das Mães!

“Por intercessão de Maria, a Mãe de Jesus e nossa, rezemos com carinho e gratidão por cada mãe, especialmente por aquelas que vivem em condições mais difíceis”.

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EVANGELHO DO DIA (Jo 15,26-16,4a)

ANO "A" - DIA: 11.05.2026
6ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- O Espírito Santo, a verdade, dará testemunho de mim; depois, também vós, neste mundo, de mim ireis testemunhar.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26 "Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. 27 E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16,1 Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2 Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3 Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim. 4a Eu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O Espírito da verdade"

Espírito Santo, nosso defensor e paráclito
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quando vier o defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da verdade que procede do Pai, ele dará testemunho de mim e vós dareis testemunho porque estais comigo desde o começo. Eu vos disse essas coisas para que a vossa fé não seja abalada.” (Jo 15,26-16,4a)

Meus irmãos e minhas irmãs, estamos na segunda-feira. Ontem, foi o Dia das Mães, oportunidade também para abençoar todas as mães que nos acompanham aqui no nosso canal e dizer da nossa oração, do nosso carinho por todas vocês.

O Espírito que dissipa o caos do coração
Nós estamos nesse tempo de preparação para Pentecostes. Recordemos que, na narração do livro do Gênesis, o Espírito pairava sobre o caos em que se encontrava a Terra. E do caos Ele produziu o cosmos, que é a ordem, a organização de todas as coisas segundo a finalidade para a qual elas foram criadas. Após a morte de Jesus e a Sua ressurreição, as comunidades começaram, em diversas partes, a missão de evangelizar os povos. Jesus mesmo lhes concedeu essa missão.

Por volta do ano 100 da era cristã, os discípulos de Jesus começaram a experimentar o caos produzido pelas perseguições. Milhares foram levados aos tribunais, outros nem a isso tiveram direito. Em resumo, a Igreja de Cristo passava por um momento caótico, de muito medo e de morte. O Evangelho de hoje nos apresenta dois termos para falar dessa presença do Espírito Santo nesse exato momento da vida cristã.

A verdade que nos liberta do medo
Ele usa Parakletós, que quer dizer consolador; e Aletheia, que quer dizer verdade. O Espírito está ao lado do povo cristão para advogar em sua causa, para trazer a Seu povo a certeza da presença divina nos momentos de tribulação. Por isso, não tenhamos medo do Espírito Santo. Ele está conosco justamente para expulsar o medo do sofrimento que ronda os nossos corações. O Espírito também traz a verdade sobre todas as coisas, Aletheia. Essa verdade se estabelece sobre todas as calúnias e difamações que eram, inclusive, proferidas contra os cristãos. E olha que não foram poucas as calúnias que levantaram contra eles!

A força que sustenta a fé
No episódio, por exemplo, do incêndio em Roma, em julho do ano 64, o imperador Nero culpou os cristãos pela destruição de 70% da cidade de Roma. Teve nisso aí uma cruel perseguição contra os cristãos de Roma, que foram mortos e queimados como tochas incandescentes ao longo das ruas da cidade. Uma coisa é certa: a verdade sempre prevalece. Mesmo que, momentaneamente, não seja fácil combater uma mentira, uma fake news, um boato, uma fofoca, um comentário calunioso, no final, a verdade prevalece, porque o Espírito traz a verdade à tona, pois Ele é o Espírito da verdade.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova