terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Quaresma é tempo de conversão e compromisso com a moradia digna, afirma dom Pedro Cunha Cruz

O bispo de diocese de Nova Friburgo, dom Pedro Cunha Cruz, destacou que o tempo da Quaresma é um convite à renovação da vida cristã por meio da oração, do jejum e da caridade, conduzindo os fiéis a uma vivência mais profunda do mistério da morte e ressurreição de Cristo.

Segundo o bispo, os quarenta dias que antecedem a Páscoa constituem um “tempo de graça e bênção”, marcado pela escuta da Palavra de Deus, pela reconciliação e pela prática de gestos concretos de solidariedade. “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação”, recordou, citando a segunda carta de São Paulo aos Coríntios (2Cor 6,2), para reforçar o chamado à conversão pessoal e comunitária.

Dom Pedro ressaltou que a liturgia quaresmal possui um caráter pedagógico e prepara os cristãos para a celebração da Páscoa, centro da fé cristã. Nesse itinerário espiritual, os fiéis são convidados a olhar “para o alto, na oração; para si mesmos, no jejum; e para o outro, na esmola”, como forma de testemunhar o Evangelho da misericórdia.

Ao abordar a dimensão social da fé, o bispo destacou a Campanha da Fraternidade 2026, que traz como tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). De acordo com ele, a iniciativa busca sensibilizar a sociedade para a realidade da moradia no Brasil, considerada um direito fundamental e base para a cidadania.

“A moradia digna é condição essencial para a vida familiar, para a dignidade humana e para a efetivação dos direitos humanos”, afirmou, lembrando que a falta de acesso à habitação adequada evidencia desigualdades sociais persistentes no país.

Para dom Pedro, a Campanha da Fraternidade é uma forma concreta de viver a Quaresma, despertando a consciência dos fiéis e também do poder público para a universalização do direito à moradia. Ele concluiu desejando que o tempo quaresmal fortaleça o compromisso com a superação de modelos sociais excludentes e incentive a construção de uma sociedade em que viver com dignidade não seja privilégio de poucos, mas direito de todos.

Acesse (aqui) o artigo do bispo na íntegra.

Exercícios Espirituais da Quaresma, 3ª meditação: a ajuda de Deus


O bispo Erik Varden faz sua terceira reflexão nos Exercícios Espirituais no Vaticano para o Papa Leão XIV, os cardeais residentes em Roma e os chefes dos Dicastérios, concentrando-se no tema: "A ajuda de Deus". Publicamos um resumo de sua reflexão.

Dom Erik Varden, OCSO*

A ideia de que Deus pode e quer nos ajudar em nossas dificuldades é um axioma da fé bíblica. Ela distingue o Deus de Abraão, Isaac e Jacó — o Deus que, em Cristo Jesus, se fez compaixão encarnada — do Motor Imóvel da filosofia.

O Salmo 90 começa com o versículo: “Qui habitat in adiutorio Altissimi”, isto é, “Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo”.

O auxílio de Deus, diz Bernardo, pode ser definido como uma morada, pois constitui uma realidade que nos sustenta, dentro da qual podemos viver, mover-nos e existir. O auxílio de Deus não é ocasional; não é um serviço de emergência ao qual recorremos quando uma casa pega fogo ou alguém é atropelado, como se ligássemos para o 192.

Mas o que dizer dos casos em que pessoas tementes a Deus caem e parecem ser abandonadas? O que dizer quando clamam ao céu sem obter nenhuma resposta, ouvindo apenas o eco desolado da própria voz?

A figura bíblica dessa condição é Jó, cujo livro grandioso pode ser percebido como uma sinfonia em três movimentos: passando do Lamento visceral a uma exposição da Ameaça, até a experiência inesperada da Graça.

Jó não aceita as racionalizações de seus amigos. Recusa-se a pensar que Deus esteja fazendo contas com sua vida como se fosse um balanço contábil. Está determinado a encontrar Deus presente na aflição, clamando heroicamente: “quem, senão Ele, pode fazer isto?”

Como fiéis, podemos considerar a religião como uma apólice de seguro: certos de poder contar com a ajuda de Deus, julgamos estar a salvo do perigo. O mundo parece desmoronar se, e quando, o mal nos atinge. Como enfrento as provações que parecem sem sentido, que destroem minhas barreiras protetoras? Meu relacionamento com Deus é uma forma de negociação, de modo que, quando as coisas se tornam difíceis, sou levado a seguir o conselho da mulher de Jó de “amaldiçoar Deus e morrer”?

Deus pode tornar possível um mundo novo e abençoado depois de derrubar os muros que pensávamos ser o mundo — muros dentro dos quais, na verdade, estávamos sufocando.

Habitar no auxílio de Deus, como nos ensina São Bernardo, não significa negociar seguranças. Significa atravessar o Lamento e a Ameaça para aprender a viver com Graça nesse novo nível de profundidade. E, assim, permitir que outros o encontrem.

Com a presença do Papa Leão XIV, dos cardeais residentes em Roma e dos chefes dos Dicastérios, teve início, na tarde de domingo, 22 de fevereiro, na Capela Paulina, o tradicional ...

* Tradução não oficial da síntese publicada neste endereço: coramfratribus.com/archive/gods-help/

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EVANGELHO DO DIA (Mt 6,7-15)

ANO "A" - DIA: 24.02.2026
1ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

- Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
- O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

7 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8 Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9 Vós deveis rezar assim: Pai Nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12 Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13 E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14 De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15 Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Verdadeira oração um caminho para a escuta de Deus"

Verdadeira oração características fundamentais
“Naquele tempo, disse Jesus: ‘Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos’. E disse também: ‘Sede perfeitos, como vosso Pai Celeste é perfeito'” (Mateus 6,7-15)

Irmãos e irmãs, quando orardes, não useis muitas palavras.
Então vamos refletir, hoje, sobre algumas características da oração. Primeiramente, a oração deve ser simples. E uma segunda característica: a oração deve ser sincera. A terceira característica é que a oração deve ser atenta à voz de Deus.

A sua oração é sincera? A sua oração é simples? A sua oração é atenta ao que Deus fala, aos direcionamentos, ensinamentos e convites que o Senhor, constantemente, lhe faz à conversão?

Uma verdadeira oração é diálogo e não manipulação
Essas são as características da verdadeira oração. Não é preciso falar muito, pedir muito ou, constantemente, falar, falar, falar… mas nunca escutar.

A verdadeira oração gera escuta. Como está a sua capacidade de escutar a Deus? Que, neste dia, sejamos provocados por esta palavra, por esta iniciativa, atentos a Deus, não a nós mesmos.

A verdadeira oração gera essa realidade em nossa vida: ficamos mais atentos a Deus, e não tanto a nós mesmos, porque, quando ficamos mais atentos a nós mesmos, queremos manipular Deus, manipular a vontade d’Ele, para que a nossa vontade seja feita. Mas isso não vai acontecer, isso não é a verdadeira oração.

A escuta atenta que gera salvação
Não multiplicaremos palavras, mas estaremos atentos, teremos uma escuta atenta, porque é na escuta atenta que somos motivados a fazer boas escolhas e também ajudar aqueles que se aproximam de nós.

Então, escutemos bastante a Deus e seremos capazes de anunciar a Palavra que gera salvação neste mundo, que gera salvação naqueles que se aproximam de nós.

Sobre você, desça e permaneça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


Como viver um casamento indestrútivel

Como viver um casamento indestrutível

Professor Felipe Aquino pregou sobre o tema ‘Como viver um casamento indestrutível’.

Você pode se questionar: o que é preciso para que um casamento seja indestrutível? Nesse questionamento, há dois aspectos que a gente tem que analisar: um aspecto natural e um sobrenatural. O casamento é uma instituição divina; foi Deus quem o instituiu, e Jesus elevou a sua dignidade. Então, a primeira dimensão do casamento é sobrenatural.

Há a realidade humana de um homem e de uma mulher, e há também uma outra dimensão, a natural. Deus, quando quis que a humanidade existisse, fez um plano. A criação inteira é um plano de Deus, mas a Sua obra mais importante, por excelência, somos nós.


Hoje, eu fico muito triste, porque vejo pessoas valorizando mais uma árvore do que um ser humano, mais um cachorro que um ser humano. Vamos amar os animais sim, vamos amar as plantas sim, mas tudo no seu devido lugar. Não podemos quebrar uma escala de valores. Só nós temos inteligência, liberdade, vontade, memória, consciência, capacidade de amar, cantar, chorar, sorrir, projetar, construir…

Deus nos deu duas coisas que não deu para os animais: inteligência e essas mãos maravilhosas! Com a inteligência, a gente projeta; com as mãos, a gente constrói.

Hoje, o ser humano está muito desvalorizado, porque está perdendo essa noção de que ele é a imagem de Deus, semelhança de Deus.

Uma ferramenta básica da unidade é o diálogo. O combustível mais importante no casamento é a saliva, é a conversa.

Confira a pregação completa:

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São Sérgio

Este Sérgio, um dos vários santos com o mesmo nome, foi monge e mártir no século IV, e tinha por profissão o trabalho de magistrado antes de se consagrar somente a Deus, num eremitério. Na cidade de Cesaréia da Capadócia (hoje Turquia), o governador Saprício executava as ordens de perseguição à Igreja do cruel imperador Dioclesiano, em 304.

Ordenou então que todos os cristãos da cidade fossem levados para diante do templo pagão, onde seriam prestadas as homenagens anuais a Júpiter; se não comparecessem e fossem denunciados, seriam presos e condenados à morte. Poucos conseguiram fugir, a maioria foi ao local indicado.

Não houve lembrança de Sérgio, por viver afastado, mas um chamado interior o convidava a ir à cidade. Ali chegando, encontrou um sacerdote pagão invocando as divindades tutelares de Cesaréia diante do templo. Sérgio compreendeu que havia sido chamado por Deus para dar testemunho da Verdade, e diante do povo denunciou a mentira, condenando a crença em falsos deuses, a inutilidade dos sacrifícios a eles direcionados, e a falsidade dos sacerdotes pagãos, passando a anunciar a Boa Novo do Evangelho.

A sua presença fez com que os fogos preparados para os sacrifícios se apagassem; os pagãos atribuíram imediatamente a causa do fenômeno aos cristãos, que com suas recusas haviam irritado ainda mais os “deuses”. Sérgio foi então agarrado pelos soldados e ali mesmo decapitado.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

São Sérgio buscou a verdadeira Justiça, tanto na vida leiga quanto na religiosa, e por isso, na oração e intimidade com Deus, soube apagar os fogos das tentações mundanas que, a ele como a nós, pedem o sacrifício do nosso amor a Deus e o das nossas almas, para que queimem no inferno. Não adianta servirmos aos deuses deste mundo, o egoísmo, o orgulho, a vaidade, a ganância, tendo um brilho fugaz como o dos fogos de artifício, que logo se apaga para sempre, na escuridão infinita onde não estará Deus. Na comunhão pessoal com Deus, o anúncio da Boa Nova é um dever de alegria, que possibilita aos irmãos a firmeza e/ou a conversão à Fé: não há nada melhor que possamos dar ao próximo, se o amamos por amor a Deus.

Oração:

Senhor, Justo e Bom, concedei-nos pela intercessão de São Sérgio jamais resistirmos aos Vossos chamados no interior dos nossos corações, para que cortando radicalmente, como que por uma espada, o pecado das nossas vidas, não fiquemos presos aos templos do mundanismo, e sejamos por Vós agarrados para o Céu. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

“Ele veio morar entre nós”: CNBB abre Campanha da Fraternidade 2026 com foco na dignidade da moradia


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou oficialmente, nesta quarta-feira, 18 de fevereiro, a Campanha da Fraternidade 2026, em cerimônia realizada na sede da instituição, em Brasília (DF). Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a iniciativa convida a Igreja e a sociedade a refletirem sobre a moradia como direito fundamental e expressão concreta da dignidade humana.

A programação teve início com a celebração da Santa Missa na Capela Nossa Senhora Aparecida, presidida pelo secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers. Em seguida, no Auditório Dom Helder Câmara, ocorreu a cerimônia de abertura, que contou com a participação do coro da Arquidiocese de Brasília. Sob a regência de Geovane Ferreira da Silva, o grupo apresentou o hino oficial da Campanha da Fraternidade 2026.

Santa Missa na Capela Nossa Senhora Aparecida, presidida pelo secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers

Durante o evento, o secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul, fez a leitura da mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma. No texto, o Pontífice destacou a tradição de mais de 60 anos da Campanha da Fraternidade como expressão concreta da fé da Igreja no Brasil, especialmente no compromisso com os pobres. Ele recordou a Exortação Apostólica Dilexi te, reafirmando que “existe um vínculo indissolúvel entre a nossa fé e os pobres” e a necessidade de enfrentar as causas estruturais da pobreza.

Conversão pessoal, comunitária e social
Em sua fala, o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, ressaltou que a Campanha da Fraternidade propõe uma conversão pessoal, comunitária e social. Ao explicar o sentido do tema deste ano, afirmou que a moradia não pode ser tratada como privilégio, mas como condição básica para o exercício de outros direitos.

“Não podemos naturalizar que alguém viva sem teto e aceitar que crianças cresçam em áreas de risco”, declarou.

O secretário-geral também enfatizou que a tradição cristã une fé e responsabilidade histórica. Segundo ele, a espiritualidade autêntica não pode ignorar o sofrimento do povo.

“A conversão que Deus pede é integral. Não é apenas interior, mas também relacional, estrutural e social”, afirmou, reforçando que políticas públicas habitacionais são dever do Estado e que a economia deve estar a serviço da vida.

O secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, ressaltou que a Campanha da Fraternidade propõe uma conversão pessoal, comunitária e social

Dom Ricardo conclamou autoridades públicas, setor privado, universidades, movimentos sociais e toda a Igreja no Brasil a se unirem na promoção da moradia digna. “Este não é um tema partidário; é um tema humano, civilizatório”, disse, lembrando que cada família que conquista sua casa experimenta a restauração da dignidade.

Gestos concretos e mobilização
A cerimônia também apresentou testemunhos que evidenciam a ação concreta da Igreja. Direto de Salvador (BA), o irmão Henrique Peregrino compartilhou a experiência da Comunidade da Trindade, que desenvolve o projeto “Moradias Acompanhadas”. A iniciativa oferece não apenas uma casa, mas acompanhamento integral às pessoas que viveram em situação de rua.

Experiência da Comunidade da Trindade, que desenvolve o projeto “Moradias Acompanhadas”

Segundo ele, ao longo dos anos a comunidade percebeu que não basta oferecer “muros em pé”, mas é necessário garantir apoio na saúde, na geração de renda e na reconstrução dos vínculos familiares e comunitários.

Altair Leal de Aguiar, beneficiado pelo projeto, deu seu testemunho. Após anos vivendo nas ruas, hoje mora em uma das casas do projeto.

“Essa caminhada pra mim foi boa. Tive bastante ajuda da comunidade. Me tiraram da rua, me deram carinho e amor”, relatou.

Ao apresentar as propostas práticas da Campanha, padre Jean Poul destacou cinco ações fundamentais: assumir a Campanha nas comunidades; intensificar a oração pelos que sofrem com a falta de moradia; praticar o jejum que se converta em solidariedade; fortalecer a ação sociopolítica; e participar da Coleta Nacional da Solidariedade.

Ele contou o exemplo de uma família que decidiu abrir mão da reforma de uma suíte para construir um banheiro na casa de uma trabalhadora que não tinha acesso ao item básico.


“O nosso jejum, se não se converter em bem do próximo, é apenas economia”, afirmou.

Padre Jean Poul apresenta as propostas práticas da Campanha

A Coleta Nacional da Solidariedade será realizada no Domingo de Ramos, 29 de março, e os recursos arrecadados serão destinados aos Fundos Diocesano e Nacional de Solidariedade, que apoiam projetos sociais em todo o país.
Exposição e memória das Campanhas

Ao final da cerimônia, o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, convidou o subsecretário-geral, padre Leandro Megeto, e o diretor geral da Edições CNBB, monsenhor Jamil Alves de Souza, para fixar o quadro com o cartaz da CF 2026 na galeria das Campanhas da Fraternidade, localizada no corredor externo ao auditório, marcando oficialmente sua integração à memória histórica da iniciativa.

Fixação do quadro com o cartaz da CF 2026 na galeria da Campanhas da Fraternidade

Os participantes também visitaram a exposição “Caminhos da Fraternidade”, com projetos apoiados pelo Fundo Nacional da Solidariedade nos últimos três anos. A mostra apresentou dados sobre os recursos arrecadados e iniciativas financiadas, evidenciando os frutos concretos da Campanha.

Exposição “Caminhos da Fraternidade”

A visita foi acompanhada por cantos que marcaram a história das Campanhas da Fraternidade, conduzidos pelo assessor do Setor de Música Litúrgica da CNBB, padre Jair Oliveira.

Com o lançamento da CF 2026, a CNBB reafirma o compromisso da Igreja no Brasil com a construção de uma sociedade mais justa e fraterna, onde todos tenham acesso à terra, teto e trabalho- sinais visíveis do Deus que “veio morar entre nós”.

Confira a transmissão da cerimônia na íntegra:

Veja mais fotos em: https://flic.kr/s/aHBqjCKLuh

Por Larissa Carvalho | Fotos: Fiama Tonhá


Apelo do Papa pela paz na Ucrânia: "Calem as armas! Cessem os bombardeios!"


Após a oração do Angelus, o Pontífice pediu o fim imediato dos combates, libertação de prisioneiros e diálogo sincero. "Convido todos a unirem-se em oração pelo martirizado povo ucraniano e por todos aqueles que sofrem por causa desta guerra", suplicou.

Thulio Fonseca - Vatican News

“Quantas vítimas, quantas vidas e famílias despedaçadas, quanta destruição, quanto sofrimento indescritível! (…) Que as armas se calem, que cessem os bombardeamentos, que se chegue sem demora a um cessar-fogo e que se reforce o diálogo para abrir caminho à paz.”

Após a oração do Angelus deste domingo, 22/02, o Papa Leão XIV renovou com firmeza seu apelo pedindo o fim da guerra na Ucrânia, ao lembrar que já se passaram quatro anos desde o início deste dramático conflito "que está diante dos olhos de todos". O Pontífice destacou que a paz não pode ser adiada e deve encontrar espaço nos corações, transformando-se em decisões responsáveis:

"Toda guerra é realmente uma ferida infligida à inteira família humana: deixa para trás morte, devastação e um rastro de dor que marca gerações. (...) Convido todos a unirem-se em oração pelo martirizado povo ucraniano e por aqueles que sofrem em razão desta guerra e dos outros conflitos no mundo, para que o tão esperado dom da paz possa brilhar nos nossos dias."


No final desta primeira Audiência Geral de 2026 realizada na Praça São Pedro, o encontro do Papa Leão XIV com as eposas e mães de soldados atualmente prisioneiros na Rússia, 

Um cenário de sofrimento e destruição
A guerra teve início em 24 de fevereiro de 2022, quando a Rússia lançou uma invasão em larga escala contra a Ucrânia. Desde então, o conflito provocou dezenas de milhares de mortos e feridos, destruiu cidades inteiras e forçou milhões de pessoas a se deslocarem dentro e fora do país. Organismos internacionais classificam esta como a maior crise humanitária da Europa desde a Segunda Guerra Mundial, com impactos profundos na segurança, na economia e na vida diária da população civil, sem que até o momento tenha sido alcançado um acordo definitivo para o fim das hostilidades.

Desde o início do conflito na Ucrânia, o Papa Francisco reiterou inúmeros pedidos pelo fim da guerra e pela libertação de prisioneiros, com atenção especial às crianças e às vítimas civis, enquanto o rigor do inverno agravava os danos provocados pelos bombardeios. Ao longo desses anos, a Santa Sé manteve apoio humanitário à população ucraniana, dialogou com líderes como Putin e Zelensky, recebeu associações, famílias e refugiados, e reafirmou sua disposição em sediar negociações de paz, sublinhando a importância do engajamento da Europa e da Itália. O Papa Leão XIV deu continuidade a esse compromisso pela paz, enviando também ajudas concretas ao país.

Leão XIV, por meio da Esmolaria Apostólica, enviou 80 geradores de energia para o país do Leste Europeu, para ajudar a população afetada pela guerra e pelo frio. Medicamentos como ...

Saudações aos peregrinos
Ao final, como de costume, o Papa dirigiu suas saudações aos fiéis de Roma e aos peregrinos provenientes de diversos países. O Santo Padre também encorajou as associações empenhadas no cuidado das pessoas afetadas por doenças raras e, por fim, desejou a todos um frutuoso caminho quaresmal.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 25,31-46)

ANO "A" - DIA: 23.02.2026
1ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

- Salve Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
- Eis o tempo de conversão; eis o dia da salvação.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 31 "Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32 Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: 'Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35 Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36 eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar'. 37 Então os justos lhe perguntarão: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? com sede e te demos de beber? 38 Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39 Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?' 40 Então o Rei lhes responderá: 'Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!' 41 Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: 'Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. 42 Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43 eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar'. 44 E responderão também eles: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?' 45 Então o Rei lhes responderá: 'Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!' 46 Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
Caridade caminho para o verdadeiro encontro com Deus

Caridade como comunhão com o Cristo que sofre
“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, separará as nações como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. Vinde, bendito de meu Pai, recebei o reino preparado para vós, porque tive fome e me destes de comer” (Mateus 25,31-46).

A sequência, irmãos e irmãs, deste Evangelho já está em nossos corações: “Tive fome e me destes de comer, tive sede e me destes de beber, eu estava nu e me vestistes”. Essa é a dinâmica da caridade.

Também nós devemos crescer na caridade, no cuidado com o próximo neste tempo quaresmal. Então nós crescemos e queremos crescer na experiência de oração, mas também queremos crescer na capacidade de fazer o bem.
Enxergar o Cristo no próximo

Será levado em consideração qualquer mínimo detalhe feito e realizado ao menor desses pequeninos, porque fazer o bem ao próximo é um tipo de espiritualidade também, porque ali você faz e se aproxima do próprio Cristo que sofre nessas pessoas, que está ali naqueles que mais necessitam do nosso amor e da nossa presença.

O Discernimento do Coração
Assim como o texto de hoje diz que, nos últimos tempos, haverá um processo de separação, então nós iniciamos o texto dizendo que o Senhor separará as ovelhas dos cabritos. Também em nós devemos separar o que convém do que não convém.

Nesses dias já de Quaresma que estamos vivendo, faça também esse processo de separação. O que convém na sua vida? O que tem escolhido convém de fato? Assim como no final dos tempos haverá essa separação, nós devemos já começar a fazer a distinção no nosso coração.

O que é de Deus? O que me aproxima de Deus e o que me afasta d’Ele? Logicamente, aquilo que o afasta de Deus precisa ser abandonado, para que você mergulhe mais inteiramente na experiência da comunhão e de permanecer com o nosso Senhor.

O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós. A bênção do Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, desça sobre vós e permaneça para sempre. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova