terça-feira, 4 de agosto de 2026

O Papa: promover a comunicação inspirada na verdade e no respeito pela dignidade humana


Mensagem de Leão XIV, assinada pelo cardeal Parolin, aos participantes do Congresso Mundial da SIGNIS, que se realiza em Kigali, Ruanda, pela primeira vez. O Pontífice exorta os profissionais da mídia a contribuírem "para uma cultura que reflita os valores da comunhão, da paz e da proteção do ambiente". Prefeito Ruffini: "Nunca permitir que os algoritmos escrevam a nossa história. A grande inovação não será uma máquina mais inteligente, mas uma maneira mais humana de comunicar."

Salvatore Cernuzio – Vatican News

O Papa Leão XIV enviou uma mensagem, nesta terça-feira (04/08), aos participantes do Congresso Mundial da Associação Católica Mundial para a Comunicação (SIGNIS) em andamento em Kigali, capital de Ruanda.

Realizado de 3 a 8 de agosto, este é um evento histórico para a SIGNIS, pois é a primeira vez que o Congresso Mundial se realiza em solo africano. Kigali recebe mais de 300 profissionais provenientes de 100 países, reunidos para refletir sobre o tema: "Comunicação Digital para a harmonia cultural e o bem-estar ambiental". O foco são os desafios da mídia contemporânea, o uso ético das tecnologias digitais e da Inteligência Artificial.

"Verdade e respeito pela dignidade humana: dois valores, dois princípios que orientam e inspiram estratégias e instrumentos de comunicação." O Papa os indica em sua mensagem aos participantes do Congresso Mundial da SIGNIS que reúne profissionais dos meios de comunicação católicos de todo o mundo.

Novo impulso para as plataformas de comunicação
Estes são os temas já explorados por Leão XIV em sua encíclica Magnifica Humanitas, que o próprio Papa cita na mensagem aos participantes, assinada pelo secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, e lida no início do dia pelo núncio apostólico em Ruanda, dom Arnaldo Sanchez Catalan. Na mensagem, o Pontífice expressa, em primeiro lugar, a esperança de que os trabalhos em Kigali "contribuam para dar um novo impulso às plataformas de comunicação na promoção do bem comum da família humana", especialmente nesta época "frequentemente chamada de era digital", em que grande parte da vida é "impulsionada pela tecnologia digital e pela internet".

Uma cultura de comunhão, paz e proteção do ambiente
O Papa cita então a Magnifica Humanitas, que afirma que "a comunicação online não é apenas a transmissão de informações, mas a criação de uma cultura", uma vez que "tem o poder de moldar o modo como as pessoas percebem o mundo" e, consequentemente, "influencia profundamente a consciência coletiva". Nessa perspectiva, o Papa espera que os participantes do Congresso Mundial da SIGNIS de 2026 procurem "identificar formas de promover estratégias e instrumentos de comunicação inspirados na busca da verdade e no respeito pela dignidade humana". Isso ajuda a edificar "uma cultura que reflita os valores evangélicos de comunhão, da paz e da proteção do ambiente".

Olhando uns para os outros
Imediatamente após a leitura da mensagem papal, uma mensagem de vídeo do prefeito do Dicastério para a Comunicação, Paolo Ruffini, foi projetada no salão do Hotel Sainte Famille — onde se realiza o evento. Ele expressou sua gratidão por encontros como este da SIGNIS, que "nos lembram de algo que nosso mundo digital muitas vezes esquece: que a comunicação não começa com a tecnologia, mas com as pessoas".

O prefeito deteve-se particularmente neste ponto, analisando os acontecimentos atuais, estes "tempos difíceis" marcados por "guerras, polarização, desinformação e crescente desconfiança". São também tempos em que, pela primeira vez, temos instrumentos "poderosos" disponíveis para nos conectarmos uns com os outros. "No entanto, uma simples conexão digital não é o mesmo que uma relação baseada na comunhão", disse Ruffini. "Olhar-se através de uma tela não é exatamente a mesma coisa que apertar a mão e sentir o calor de uma presença."

O vírus do isolamento e da fragmentação
Em paralelo com a crescente conectividade, "o vírus do isolamento, da fragmentação e da falsa intimidade, moldada por algoritmos em vez de encontros reais", também cresceu. "Um like digital não é o mesmo que um sorriso presencial", enfatizou o prefeito. E é por isso que a missão dos comunicadores católicos, chamados a construir confiança e demonstrar que "outra forma de comunicação é possível", torna-se crucial.

É claro que a tecnologia é indispensável, e a Inteligência Artificial continuará transformando nossas sociedades de maneira extraordinária. Em sua essência, porém, reside uma questão simples, mas crucial: "Que tipo de seres humanos escolhemos nos tornar ao usá-la?" "Isso depende de nós", disse Paolo Ruffini. "A IA sabe calcular. Pode organizar informações. Pode nos ajudar. Pode até imitar a linguagem. Mas não pode substituir a verdadeira sabedoria, que nasce da liberdade, da experiência pessoal, da responsabilidade e, acima de tudo, do amor."

Ser e permanecer os autores de nossa história
Portanto, "nunca devemos permitir que os algoritmos escrevam nossa história. Somos e devemos permanecer seus autores." Como afirmaram o Papa Francisco e, posteriormente, o Papa Leão XIV, "somos chamados a salvaguardar a pessoa humana, a preservar vozes e rostos humanos." Isso não significa "conservá-los em um museu", mas sim "cuidar ativamente deles, cultivar o pensamento crítico, preservar espaços para o diálogo e garantir que a tecnologia permaneça sempre a serviço da pessoa humana." É uma tarefa árdua, e para realizá-la é necessária "uma rede global para valorizar e apoiar boas formas de comunicação e uma informação confiável". Ao mesmo tempo — e os Papas sempre reiteraram isso — há necessidade de empreendedores e engenheiros de informação "corajosos" para "moldar um ecossistema global de comunicação digital melhor".

A serviço da verdade e não do lucro
A SIGNIS pode desempenhar um papel essencial nessa missão. “A SIGNIS nunca deve ser uma burocracia eclesiástica, mas uma rede de pessoas, uma rede de profissionais que compartilham a mesma fé”, afirmou Ruffini. “A SIGNIS deve ser um espaço onde se estabeleçam relações de confiança, se compartilhem informações verdadeiras e se planejem iniciativas de qualidade”. Portanto, uma comunidade na qual possa tomar forma “o sonho de um ecossistema comunicativo diferente” e onde as diversidades se transformem em diálogo, onde a discordância não destrua a fraternidade e onde se possa imaginar “um modelo econômico de comunicação diferente”. Sempre “a serviço da verdade” e nunca a serviço da “maximização dos lucros” ou do “mero consenso”.

O prefeito do Dicastério para a Comunicação incentivou a “construir pontes”, “promover encontros” e “dar espaço aos rostos e às vozes humanas num mundo cada vez mais digital”. Pois a grande inovação a ser oferecida às sociedades não será “uma máquina mais inteligente”, mas “uma maneira mais humana de comunicar”.

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Comissão para a Vida e a Família da CNBB motiva celebração da Semana Nacional da Família, a partir de 9 de agosto



Comunidades, paróquias e dioceses de todo o país vão celebrar, a partir do próximo domingo, 9 de agosto, a Semana Nacional da Família. Este momento de destaque à vocação ao matrimônio e à vida família é motivado pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF).

As atividades celebrativas serão realizadas entre os dias 9 e 15 de agosto, com a reflexão do tema “Família, torna-te aquilo que és” e o lema: “O amor jamais acabará” (1Co 13,8). A temática escolhida está em sintonia com os 10 anos da Exortação Apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, e os 45 anos da Exortação Apostólica Familiaris Consortio, de São Paulo II.
Hora da Família

Para apoiar as famílias e grupos, a Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF) preparou o subsídio Hora da Família, que chega à sua 30ª edição.

“Isso é motivo de grande alegria! São três décadas caminhando com as famílias, oferecendo apoio, formação e inspiração para que, em todas as paróquias, capelas e comunidades a Semana Nacional da Família seja vivida com fé, unidade e esperança”, comemora o bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Bruno Elizeu Versari.

O material é vendido e distribuído pela CNPF. É possível adquirir pela loja virtual da CNPF ou no WhatsApp (61) 3443-2900.
Kit gráfico

Também está disponível o kit gráfico com arquivos, dicas de fontes e imagens para as coordenações locais começarem a organizar e divulgar a Semana Nacional da Família. O objetivo é possibilitar que as paróquias e comunidades de todo o país possam elaborar suas próprias artes para os encontros e divulgar o momento de reflexão sobre a família e sobre a defesa da vida.


Luiz Lopes Jr com Portal Vida e Família

EVANGELHO DO DIA (Mt 15,1-2.10-14)

ANO "A" - DIA: 04.08.226
18ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Mestre, tu és o Filho de Deus, és rei de Israel!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

1 Naquele tempo, alguns fariseus e mestres da Lei, vindos de Jerusalém, aproximaram-se de Jesus, e perguntaram: 2 "Por que os teus discípulos não observam a tradição dos antigos? Pois não lavam as mãos quando comem o pão!" 10 Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: "Escutai e compreendei. 11 Não é o que entra pela boca que torna o homem impuro, mas o que sai da boca, isso é que torna o homem impuro". 12 Então os discípulos se aproximaram e disseram a Jesus: "Sabes que os fariseus ficaram escandalizados ao ouvir as tuas palavras?" 13 Jesus respondeu: "Toda planta que não foi plantada pelo meu Pai celeste será arrancada. 14 Deixai-os! São cegos guiando cegos. Ora, se um cego guia outro cego, os dois cairão no buraco".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A verdade do nosso interior é acolhida por Deus"

Viver a verdade do coração como resposta ao Evangelho
Meu irmão, minha irmã, comemoramos, hoje, a memória de São Maria Vianney, um grande sacerdote e um grande coração que acolhia as pessoas através dos sacramentos e, principalmente, da confissão. Nós vamos meditar o Evangelho de São Mateus:

“Escutei e compreendei, não é o que entra pela boca que torna o homem puro, mas o que sai da boca.” (Mateus 15, 1-2.10-14)

O que nós devemos compreender deste Evangelho de hoje? Que nós precisamos escutar, precisamos compreender, precisamos ter pureza do coração e também devemos nos distanciar de tudo aquilo que possa nos tornar cegos espiritualmente. O Senhor quer nos levar a uma verdade palpável do Evangelho para gerar em nós conversão.

A verdade e a ilusão das aparências
Jesus quer nos ensinar que a fé não pode ser apenas de aparência. A grande dificuldade no mundo de hoje é as pessoas quererem ser quem elas não são. De algum modo, em algum momento, toda a falsidade, toda a hipocrisia cai por terra.

Jesus está preocupado que a nossa fé nos leve a viver uma vida de coerência e testemunho. Deus não olha somente os ritos externos que nós praticamos, mas olha para o interior do coração. Uma pessoa pode cumprir muitas práticas religiosas e ainda assim estar distante de Deus no coração.

Deus vê a verdade do nosso interior
O que o Senhor deseja de nós, meu irmã e minha irmã, é sinceridade, humildade e verdade. Quem não tem a coragem de viver esses três pontos, vai viver somente de aparência. Pode até enganar as pessoas, pode até enganar aqueles com os quais convive, mas a Deus, a você e a mim não podem enganar, porque Ele olha para o mais profundo do nosso coração.

A coerência em São João Vianney
Se não houver retidão e arrependimento, o nosso coração se tornará estéril, e vamos viver de máscaras e falsidade. Por isso Jesus quer, através deste Evangelho, nos levar para a vida de São João Maria Vianney, o curador.

Ele não era um homem de grande inteligência acadêmica, tinha dificuldade nos estudos, sofreu muito para ser ordenado, porém possuía um coração totalmente entregue a Deus. Ele era o que Ele era. Ele não vivia de aparência, Ele vivia com coerência.

Que São Maria Vianney nos ajude a buscar este caminho da retidão e da verdade do coração. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


É hora de decisão

O próprio Deus disponibiliza os meios

Deus nos quer santos! Isso é um fato incontestável. É isso que Ele nos pede; é o que Ele sonhou para nós. Essa decisão é uma grande demonstração do amor d’Ele por nós. Por causa dela, por querer que sejamos santos e irrepreensíveis, Deus fez tudo para que isso se tornasse possível, para que alcançássemos tão grande graça.

Para o nosso bem, Ele nos deu muitos profetas, deu-nos a Sagrada Escritura. E olhando para nós com a infinita Misericórdia de Seu coração, deu a Si mesmo na pessoa de Seu Filho único, para sermos irrepreensíveis como Ele.

E, ao deixar o Espírito Santo que tudo faz em nós, deu-nos todos os instrumentos para sermos santos. Meu filho, minha filha, agora é conosco! Agora é nossa decisão! O próprio Deus disponibiliza os meios.

Ele fez e faz a parte d’Ele. É hora de nós fazermos a nossa. Sermos decididos, constantes, firmes. Seguir o exemplo de muitos santos que optaram por aceitar o desafio de fazer a vontade de Deus plenamente. E, acima de tudo, olhar para Aquele que nos quer assim, irrepreensíveis, santos e ao Seu lado por toda no Céu.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

São João Maria Vianney

João Maria Batista Vianney nasceu em 1786, no vilarejo de Dardilly, ao norte da cidade de Lyon, na França. Foi o quarto de sete irmãos, e desde pequeno queria ser sacerdote, gostando de rezar e de ir à igreja. Mas até a juventude trabalhou no campo, ajudando a sustentar a família. Uma escola foi aberta então na sua aldeia, e ele pôde finalmente ser alfabetizado e aprender o Francês, ainda que só por dois anos, pois só conhecia o dialeto local.

Com a ajuda do pároco da sua localidade, e apesar da oposição do pai, aos 20 anos entrou para o seminário de Écully. Sua parca instrução e evidente pouca inteligência não o favoreciam, embora fosse exemplar na caridade, obediência e vida de oração. Apesar de tudo, foi ordenado em 1815, com a condição porém de não poder confessar os fiéis, pois seus superiores entendiam que ele não tinha capacidade para dar orientação espiritual. Ficou ainda três anos no seminário, que ficou sob a direção do abade Malley; este percebeu a santidade e o carisma de João, e lhe concedeu afinal a licença para exercer plenamente o sacerdócio.

Foi designado diplomaticamente para o vilarejo de Ars-sur-Formans, localidade isolada no sul da França, mais conhecido como “Ars”: 230 habitantes, nenhum católico efetivamente, fama de violência, igreja vazia e tabernas cheias, com rotina de roubos, brigas e assassinatos.

João lá chegou em 1818. Teve que pedir informações a um menino para encontrar o local, e lhe disse: “Tu me mostraste o caminho de Ars, eu te mostrarei o caminho do Céu”. Um monumento posteriormente construído na entrada da cidade comemora este encontro.

João fazia todo o trabalho doméstico e as próprias refeições. Rezava sem cessar, dormia apenas cerca de três horas a cada dia, pouco comia, para ter tempo de cumprir suas atividades como vigário. Recebendo a herança paterna, gastou todo o seu valor com os pobres. Sua dedicação começou a levar as pessoas à igreja, onde encontravam orientação, consolo e esperança. Sobretudo, com a sua entrega de horas diárias no confessionário, começou a conversão em massa da população. Deus lhe concedeu um dom especial para este Sacramento, pelo qual se salvam inúmeras almas. As filas de penitentes aumentavam sempre, e João, muitas vezes sem comer, atendia a todos, chegando a ficar dias sentando no confessionário. Sua fama de santidade e dons espalhou-se pela França e pela Europa, de modo que os viajantes esperavam até dias para se confessarem com ele. O número de pessoas que chegavam levou os donos das tabernas a transformá-las em hospedarias e hotéis. Ars tornou-se um local de peregrinação. Treze anos após a chegada de João, a igreja estava sempre cheia e as tabernas vazias. Acabara a violência, bem como acabaram os roubos e assassinatos.

Em 4 de agosto de 1859, João faleceu serenamente, consumido pelo cansaço aos 73 anos, já que nunca descansara desde sua chegada à cidade. Por causa do seu processo de beatificação, seu corpo foi exumado e encontrado incorrupto, assim permanecendo até hoje. São João Maria Vianney é o Patrono dos sacerdotes, e a Igreja determinou que o Dia do Padre fosse o dia da sua festa.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

Excetuando a maternidade virginal de Maria, não há dignidade exclusivamente humana maior do que a do sacerdócio. Os que foram agraciados por Deus com esta vocação não devem recusá-la, e a par com a imensa honra que lhes é devida, imensa também é a responsabilidade que lhes cabe, bem como as divinas graças que recebem para vivê-la. Deus sempre eleva os humildes e faz cair os que se auto elevam por orgulho. Para deixar claro que o Bem é Ele mesmo, e que qualquer boa ação não é mero fruto de um esforço humano independente, mas sujeito à Sua graça, o Senhor ao longo da História frequentemente escolheu o que é desprezado no mundo como meio da Sua ação. Jesus Encarnou-se como humilde aldeão, não como o grande rei político e militar que os judeus esperavam. São João Vianney tinha pouca inteligência, e nada fazia supor que poderia realizar grandes obras. De fato, mesmo a sua ordenação tem algo de milagroso. E não sem correta prudência por parte da Igreja foi enviado para uma localidade distante e pouco expressiva, tanto material quanto espiritualmente. Não se trata de menosprezar os que têm dificuldades, mas é razoável, e até caridoso, não exigir grandes coisas de quem não demonstra capacidade compatível, sem qualquer outra evidência melhor. Ora, esta evidência é proporcionada, quando Deus quer na sua sabedoria, por Ele mesmo, como fez com João: “Mas Deus escolheu o que é louco aos olhos do mundo, para confundir os sábios. E Deus escolheu o que é fraco diante do mundo, para confundir os fortes. (...) Assim, ninguém se orgulhará diante de Deus, pois é graça Dele que vós estais em Cristo Jesus, o Qual, por Deus, Se tornou para nós a sabedoria, justiça, santificação e redenção, para que, como está escrito: ‘Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor” (1Co 1,27-31). Ao mesmo tempo, lembremos que as qualidades humanas – dadas pelo mesmo Deus – necessariamente Lhe são agradáveis, e também devem ser direcionadas ao Seu serviço e ao do próximo: por isso há santos tanto mendigos como reis, tanto eruditos quanto ignorantes… nem a pobreza ou riqueza materiais, nem as qualidades pessoais maiores ou menores são parâmetro de santidade, mas apenas o amor verdadeiro que livre e conscientemente coopera com a Graça. O extraordinário êxito sacerdotal de São João Vianney é justamente o seu amor a Cristo, na Eucaristia. Como explicou o Papa Bento XVI, “O verdadeiro segredo do seu sucesso pastoral foi o amor que nutria pelo Mistério Eucarístico – anunciado, celebrado e vivido – que se tornou amor pelas ovelhas de Cristo, dos cristãos e das pessoas que procuram a Deus (...) o testemunho do Santo Cura d’Ars continua a ser um válido ensinamento para os padres e para todos nós (…) Imitando-o, os padres devem cultivar e fazer crescer, dia após dia, uma íntima união pessoal com Cristo e devem ensinar a todos esta união, esta amizade íntima com Cristo. Só os enamorados de Cristo podem tocar o coração das pessoas e abri-las ao amor misericordioso do Senhor”. Queira Deus que a prioridade aos Sacramentos seja a tônica de vida dos sacerdotes, para administrá-los, e dos fiéis, para constantemente buscá-los, e não tantas outras atividades que hoje em dia se apresentam na Igreja como “mais importantes”, tanto para uns quanto para outros. Um sacerdote que havia sido inicialmente impedido de administrar o Sacramento da Confissão tornou-se o maior confessor da História. Por ação de Deus. E porque entendeu que, sendo a Eucaristia o centro da vida espiritual, é absolutamente necessário que os fiéis possam recebê-lo, o que depende de se estar em estado de graça, sem pecados mortais, o que por sua vez se consegue apenas após a Confissão sacramental… este é o caminho da cura das almas, e João Vianney, o Cura d’Ars, certamente foi “cura” na plenitude do significado da palavra – no Português arcaico, “cura” é sinônimo de “padre” ou “vigário”. Para a nossa salvação, dependemos igualmente dos sacerdotes e dos Sacramentos que só eles podem oferecer por terem recebido para isso o poder de Deus.

Oração:

Ó Deus, que pelo caminho do Cura d’Ars nos mostraste o caminho do Céu, concedei-nos pela intercessão de São João Maria Vianney jamais descansarmos, como ele, de estarmos ao Vosso serviço, transformando pela Confissão frequente as tavernas da alma em hospedaria do Senhor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

XI Encontro Nacional da Pastoral do Turismo debate turismo sustentável e evangelização em Lorena (SP)


Entre os dias 3 e 6 de setembro, a cidade de Lorena (SP) sediará o XI Encontro Nacional da Pastoral do Turismo (PASTUR Brasil), que reunirá agentes da Pastoral do Turismo, lideranças da Igreja Católica, pesquisadores, gestores públicos, profissionais do turismo e representantes de diversas regiões do país. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma oficial do evento: (AQUI).

Com o tema “Caminhos Sustentáveis e Transformação”, o encontro será realizado no Seminário Diocesano de Lorena e terá como foco a reflexão sobre o papel da Pastoral do Turismo na promoção de um turismo pautado pela evangelização, hospitalidade, sustentabilidade, valorização da pessoa humana e cuidado com a 

Casa Comum.
A programação contará com palestras, mesas de diálogo, minicursos, visitas técnicas e momentos de espiritualidade, além de debates sobre turismo responsável, economia circular, inteligência artificial aplicada à hospitalidade, presença digital na evangelização e fortalecimento dos núcleos da Pastoral do Turismo em todo o Brasil.

Entre os convidados estão o assessor eclesiástico nacional da Pastoral do Turismo, padre Manoel de Oliveira Filho, o pesquisador Alexandre Panosso Netto, o gestor de projetos João Gouveia, representantes da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, guias de turismo especializados em turismo religioso e integrantes da coordenação nacional da PASTUR.

Além da formação, os participantes conhecerão experiências de turismo religioso e peregrinação na região do Vale do Paraíba, incluindo visitas técnicas à Diocese de Lorena e à Arquidiocese de Aparecida, reconhecidas pela forte tradição de acolhimento aos peregrinos.

O encontro é promovido pela Coordenação Nacional da Pastoral do Turismo, em parceria com a Pastoral do Turismo da Diocese de Lorena, fortalecendo a missão da Igreja na promoção de um turismo que favoreça a fé, a cultura, a inclusão, o desenvolvimento sustentável e a valorização dos territórios.
Serviço

Evento: XI Encontro Nacional da Pastoral do Turismo (PASTUR Brasil)
Tema: Caminhos Sustentáveis e Transformação
Data: 3 a 6 de setembro de 2026
Local: Seminário Diocesano de Lorena – Rua Wenceslau Brás, 664, Cidade Industrial, Lorena (SP)
Realização: Coordenação Nacional da Pastoral do Turismo e Pastoral do Turismo Diocese de Lorena
Contato para imprensa: Paulo Duarte – (12) 99171-4187
E-mail: pastur.br@gmail.com
Instagram: @pastur.br

O Papa ao presidente Mattarella: obrigado pela atenção à vida eclesial da Itália


Leão XIV enviou um telegrama ao presidente da República Italiana por ocasião de seu 85º aniversário, garantindo suas orações pela “alta missão” desempenhada a serviço do povo e confiando-o à intercessão dos santos padroeiros do país, Francisco de Assis e Catarina de Siena.

Vatican News

Gratidão pela “atenção constante” com que é acompanhada a “vida eclesial e social” da Itália e a confiança depositada em seus santos padroeiros, Francisco de Assis e Catarina de Siena. É assim que o Papa Leão XIV se dirige ao presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, em um telegrama enviado nesta quinta-feira, 23 de julho, por ocasião de seu 85º aniversário. Um desejo que, segundo o texto, é acompanhado da bênção apostólica concedida aos familiares, aos colaboradores e à própria “querida Itália”.

A visita de Leão ao Quirinal
O Bispo de Roma havia visitado o Quirinal no último dia 14 de outubro de 2025, proferindo um discurso centrado no multilateralismo e no apoio às famílias em uma Europa onde a natalidade está, como observou Leão, em “notável declínio”. O Papa também se detivera nas guerras em curso no mundo, convidando a olhar para os rostos dos muitos “atingidos pela ferocidade irracional daqueles que, sem piedade, planejam a morte e a destruição” nas inúmeras guerras “que devastam nosso planeta” e a ouvir seu clamor. Mattarella, por sua vez, havia destacado a ação de Leão XIV voltada para a “centralidade da pessoa humana” e o diálogo. Um compromisso reiterado e elogiado várias vezes pelo presidente em outras mensagens enviadas ao Pontífice, como a enviada um ano após o início do ministério petrino e por ocasião da Páscoa.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 13,18-23)

ANO "A" - DIA: 24.07.2028
16ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18 "Ouvi a parábola do semeador: 19 Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20 A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21 mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. 22 A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto. 23 A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Deus semeia a Sua graça sem medidas"

Deus semeia a Si mesmo em toda alma e espera os frutos
“O que foi semeado em terra boa é aquele que ouve a palavra e a compreende.” (Mateus 13,18-23)

Irmãos e irmãs, estamos na dinâmica ainda das parábolas que funcionam como um filtro, que abre o nosso coração para as realidades sagradas, sobrenaturais. Deus não seleciona o solo.

Ele semeia sem olhar nossos limites
Ele não seleciona o solo, na verdade, Ele lança a semente, que simboliza a graça. Assim Ele faz com cada um de nós. Todos nós recebemos abundantes graças, pois muitas sementes são lançadas, abundantes graças de Deus, e nós as recebemos sem medidas. A receptividade, contudo, é diferente. Pode ter um coração fechado ou um coração aberto. Deus semeia sua graça até mesmo onde tal realidade parece desperdício. “Nossa, mas por que Deus está lançando graça e semente nesta terra perdida, cheia de espinhos, cheia de pedras?” Ele, ainda assim, lança a graça. Deus não seleciona previamente quem a merece. Ele não age assim. A graça é oferecida até onde parece inútil.

A lógica de Deus está na generosidade
Alguma vez você sentiu que a graça que Deus lhe concede parece inútil? Talvez seja a nossa realidade. Mas vemos, no texto de hoje, que há a beleza do excesso divino, uma generosidade que ultrapassa a lógica humana. A lógica humana fica nos espinhos, a lógica humana permanece nas pedras, mas Deus vai além.

Na verdade, irmãos e irmãs, a semente é uma presença viva de Deus em nossa alma, e se acolhermos essa semente, ela reorganiza tudo e gera fecundidade para as realidades sagradas em cada um de nós, para as realidades sagradas em nossa vida.

Cooperar com o Senhor para gerar frutos
E a boa terra? A boa terra é alguém que, primeiramente, permite ser trabalhado por Deus, portanto, é alguém humilde. Um segundo ponto é alguém que persevera, mesmo sem consolações, ainda que tudo pareça muito difícil, e a boa terra ordena sua vida, organiza a sua vida segundo Deus.

Essa parábola revela uma tensão essencial da nossa existência. Deus age primeiro, e isso é a graça, mas o ser humano pode resistir, ou seja, limitar essa ação em sua vida ou pode cooperar. Todos nós somos chamados a cooperar com a graça de Deus.

Deus semeia a Si mesmo em toda a alma, mas a transformação depende de como essa alma responde. Como você vai responder à graça de Deus neste dia? Que seja com cooperação e abertura de coração.

Sobre você, desça e permaneça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova