segunda-feira, 11 de maio de 2026

EVANGELHO DO DIA (Jo 15,26-16,4a)

ANO "A" - DIA: 11.05.2026
6ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- O Espírito Santo, a verdade, dará testemunho de mim; depois, também vós, neste mundo, de mim ireis testemunhar.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26 "Quando vier o Defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. 27 E vós também dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo. 16,1 Eu vos disse estas coisas para que a vossa fé não seja abalada. 2 Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que aquele que vos matar julgará estar prestando culto a Deus. 3 Agirão assim, porque não conheceram o Pai, nem a mim. 4a Eu vos digo isto, para que vos lembreis de que eu o disse, quando chegar a hora".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O Espírito da verdade"

Espírito Santo, nosso defensor e paráclito
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quando vier o defensor que eu vos mandarei da parte do Pai, o Espírito da verdade que procede do Pai, ele dará testemunho de mim e vós dareis testemunho porque estais comigo desde o começo. Eu vos disse essas coisas para que a vossa fé não seja abalada.” (Jo 15,26-16,4a)

Meus irmãos e minhas irmãs, estamos na segunda-feira. Ontem, foi o Dia das Mães, oportunidade também para abençoar todas as mães que nos acompanham aqui no nosso canal e dizer da nossa oração, do nosso carinho por todas vocês.

O Espírito que dissipa o caos do coração
Nós estamos nesse tempo de preparação para Pentecostes. Recordemos que, na narração do livro do Gênesis, o Espírito pairava sobre o caos em que se encontrava a Terra. E do caos Ele produziu o cosmos, que é a ordem, a organização de todas as coisas segundo a finalidade para a qual elas foram criadas. Após a morte de Jesus e a Sua ressurreição, as comunidades começaram, em diversas partes, a missão de evangelizar os povos. Jesus mesmo lhes concedeu essa missão.

Por volta do ano 100 da era cristã, os discípulos de Jesus começaram a experimentar o caos produzido pelas perseguições. Milhares foram levados aos tribunais, outros nem a isso tiveram direito. Em resumo, a Igreja de Cristo passava por um momento caótico, de muito medo e de morte. O Evangelho de hoje nos apresenta dois termos para falar dessa presença do Espírito Santo nesse exato momento da vida cristã.

A verdade que nos liberta do medo
Ele usa Parakletós, que quer dizer consolador; e Aletheia, que quer dizer verdade. O Espírito está ao lado do povo cristão para advogar em sua causa, para trazer a Seu povo a certeza da presença divina nos momentos de tribulação. Por isso, não tenhamos medo do Espírito Santo. Ele está conosco justamente para expulsar o medo do sofrimento que ronda os nossos corações. O Espírito também traz a verdade sobre todas as coisas, Aletheia. Essa verdade se estabelece sobre todas as calúnias e difamações que eram, inclusive, proferidas contra os cristãos. E olha que não foram poucas as calúnias que levantaram contra eles!

A força que sustenta a fé
No episódio, por exemplo, do incêndio em Roma, em julho do ano 64, o imperador Nero culpou os cristãos pela destruição de 70% da cidade de Roma. Teve nisso aí uma cruel perseguição contra os cristãos de Roma, que foram mortos e queimados como tochas incandescentes ao longo das ruas da cidade. Uma coisa é certa: a verdade sempre prevalece. Mesmo que, momentaneamente, não seja fácil combater uma mentira, uma fake news, um boato, uma fofoca, um comentário calunioso, no final, a verdade prevalece, porque o Espírito traz a verdade à tona, pois Ele é o Espírito da verdade.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


Nossa Senhora nos direciona a viver o caminho da ternura em nosso lar

Mãe Maria, Ele a teve única entre todas as outras, preparada pelo Pai do Céu para ser santa e imaculada

Jesus Cristo se manifestou pequeno e pobre, nascendo em Belém, povoado simples e só aparentemente sem importância, pois “Tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um príncipe que será o pastor do meu povo, Israel” (Mt 2,6). Tomou as vestes da simplicidade, manifestando o maior poder de Deus, que vai ao mais profundo das realidades humanas para resgatá-las em seu amor.

Chamado “Filho do Carpinteiro” José, aprendeu, Ele mesmo, uma profissão humana, trabalhador manual, para que as atividades humanas fossem reconhecidas em sua inigualável dignidade. N’Ele, todo trabalho humano feito com amor é reconhecido como contribuição na edificação do Reino de Deus. Nazaré foi seu ambiente de crescimento na infância, adolescência e juventude, com tudo o que significa convivência sadia, pois se fez igual a nós em tudo, menos no pecado. Foi tão parecido, que seus concidadãos se admiravam pela sabedoria com que agia e falava (cf. Mt 13,54-55), tudo vindo de dentro, do amor infinito, que é só de Deus, e Ele é Deus!

Créditos: germi_p by Getty Images

Numa pessoa, feminina em sua doçura, mulher forte, experimentada na provação, formada nas estradas que foram de Nazaré a Belém, ou passaram pelo Egito, peregrinaram a Jerusalém, foi solícita em Caná e capaz de se fazer discípula do próprio Filho. Declarou-se escrava, e aí estava a sua felicidade, sua bem-aventurança.

Na hora definitiva da obra de salvação, realizada e merecida pelo Senhor Salvador, estava de pé junto à Cruz, colaboradora do Redentor. O amor que perpassou seus pensamentos, palavras e gestos, conduziu-a ao testemunho do derramamento do Espírito Santo no Pentecostes, ela que fora envolvida com a sombra do mesmo Espírito, para a Encarnação do Verbo de Deus. Não fez “grandes” coisas, pois estas foram feitas por Deus em sua história (cf. Lc 1,46-49). Sua vida é apenas e tão somente ser a Mãe do Belo Amor, e o tudo de Deus se realiza em seus passos.

Um dia bonito raiou no Rio Jordão, quando sol, água, vozes, pomba, tudo comparece para que se inaugure o ministério da vida pública de Jesus, amor de Deus feito carne, Filho amado a ser acolhido e ouvido. Testemunha-se ali a revelação da Trindade! É o amor que circula entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É a humanidade que em João Batista se inclina e quer deixar-se batizar na nova e definitiva torrente que brota do Céu. É o amor de Deus que se derrama, pelo Espírito Santo que nos é dado (cf. Rm 5, 5).

O Messias foi aguardado com ansiedade por muitos séculos. Era o desejo profundo da plena comunhão entre o Céu e a Terra. Só que muitas pessoas o imaginavam poderoso nas batalhas, violento para destituir os opressores! Nesse sentido, Jesus decepciona tais expectativas, porque chega num jumentinho, montaria dos pobres, em vez dos garbosos cavalos dos vencedores das guerras ou dos dominadores enriquecidos pelo butim dos povos conquistados.

Ele vem como o Rei da Paz. Aparentemente, terminou Sua missão no fracasso da morte e anunciou apenas o amor que realizou. Venceu a morte, sim, mas sua ressurreição só é conhecida através do testemunho. Com ele, só se pode estabelecer relacionamento através do caminho da fé, que significa confiança gratuita e absoluta e conduz ao amor livre e decidido entre Deus e os homens e as mulheres que criou e entre estes, na reciprocidade do dom e da ternura.

Foi muito difícil para os discípulos de Jesus chegarem à compreensão dos segredos do Mestre. Por três anos, brotaram muitas interrogações em seus corações, pelo fato de serem também herdeiros da expectativa do Povo de Israel. Uma delas é a pergunta a respeito do “seu” mandamento, com a qual pretendiam penetrar no mais íntimo do coração do Senhor (cf. Jo 15, 9-17).

Não lhes revelou qualquer fórmula mágica para os problemas do mundo, mas deu-lhes de presente o próprio Céu, o jeito de Deus viver: “Este é o meu mandamento: Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 15, 12). Trata-se de acreditar que o Céu resolve os problemas da terra! É trazer para o dia a dia os critérios de Deus, que nos ama por primeiro, quer para todos vida em abundância, perdoa sempre com misericórdia, a ternura de Deus, que vai ao encontro de quem se perdeu.


Somos continuamente tentados pela eficiência, desejo de resultados rápidos
Esse fenômeno se verifica também nas decisões dos governantes, com as promessas do consumo e do emprego aparentemente estável, ou as políticas compensatórias, cujo preço chega e já chegou.

Como se esvaiu um admirável mundo novo que se proclamou realizado! E infelizmente muitos almejam um mundo sem rédeas ou limites, religião reduzida à esfera privada, laicismo militante, libertinagem à solta, apenas direitos e nenhuma responsabilidade, desrespeito e eliminação da vida desde o ventre materno, desvalorização da família, da ideologia de gênero, das propostas de mudanças sociais com viés socialista nitidamente anacrônico.

A proposta do Evangelho pode soar ingênua, quando acompanhamos o Jesus de Belém, da Galileia ou do Calvário! Só que não se chega à ressurreição sem passar pela Cruz, loucura aos olhos humanos. Muitos que o seguiram na primeira hora e em todos os tempos o deixaram de lado, pois não oferece tais soluções fáceis. Quando Jesus propõe critérios de Céu, com a disposição para dar a vida uns pelos outros, desmorona a pretensa competição de quem quer derrubar o próximo, destruí-lo para que vença o grupo a que pertencem os que se envolvem nas batalhas da vida. Quem o segue deverá escolher a força da não violência, o amor simples e sincero que vai ao encontro dos outros, as armas da paz, a queda das muralhas que separam as pessoas e o gosto pelo diálogo.

Nestes dias, vale olhar para figuras tão simples quanto emblemáticas na Igreja e na Sociedade, as Mães, cujo dia celebramos. A ternura que revelam é um sinal precioso do amor de Deus. O profeta Isaías nos mostra em palavras preciosas a linda comparação do amor de Deus com o amor materno: “Pode uma mulher esquecer-se daquele que amamenta? Não ter ternura pelo fruto de suas entranhas? E mesmo que ela o esquecesse, eu não te esqueceria nunca” (Is 49,15).

Às mães é confiado o tesouro da vida, conservado no íntimo de seu ventre, e delas a vida recebe calor, estímulo, afeto e ternura. Sua coragem para cuidar dos filhos, o zelo que muitas vezes faz assumir sozinhas a educação de seus queridos, amor que não se explica, mas acontece e é cada dia mais intenso. Nelas encontremos o testemunho e a verdadeira pregação do mandamento do amor. Elas valem e mudam o mundo!

E por falar em família e ternura, o Papa Francisco fez justamente um apelo a um caminho diferente daquele que muitas vezes se percorre no mundo: “Lembremo-nos de que o ódio, a inveja, o orgulho sujam a vida; então, guardar quer dizer vigiar sobre os nossos sentimentos, o nosso coração, porque é dele que saem as boas ou as más intenções, aquelas que edificam e as que destroem… Cuidar, guardar requer bondade, requer ser praticado com ternura. Não devemos ter medo da bondade, da ternura!” (cf. Homilia do dia 19 de março de 2013, Solenidade de São José).
É jeito de Céu, é o mandamento do Amor!

Autor: Dom Alberto Taveira
Arcebispo Emérito de Belém do Pará

Santo Inácio de Láconi

Francisco Inácio Vincenzo Peis nasceu em 17 de novembro de 1701, na cidade de Láconi, era de família pobre, mas rica em virtudes humanas e cristãs.

Desde pequeno possuía dons especiais e um forte carisma. Ainda adolescente praticava severas penitências e rigorosos jejuns, mantendo seu espírito sereno e alegre, em estreita comunhão com Cristo. Ele não foi à escola e nunca aprendeu a ler, mas ia à missa diária e era coroinha.

Quando tinha 18 anos ficou gravemente doente, e fez uma promessa de seguir os passos de São Francisco de Assis caso fosse curado, mas não a cumpriu. Dois anos depois o seu cavalo correu em direção a um precipício, mas parou repentinamente e Vicenzo foi salvo pela segunda vez e resolveu cumprir a promessa de se dedicar aos doentes e pobres, como São Francisco.

Foi para o Convento Capuchinho do Bom Caminho em Cagliari, para viver entre os frades, mas não foi aceito por causa de sua saúde frágil. Depois de muitas tentativas, foi aceito pelos capuchinhos em 10 de novembro de 1721.

Passou por muitos conventos até se estabelecer finalmente no Convento do Bom Caminho em Cagliari, onde era encarregado da portaria, função que desempenhou até a morte.

Tinha o verdadeiro espírito franciscano: exemplo vivo da pobreza, entretanto, de absoluta disponibilidade aos pobres, aos desamparados, aos doentes físicos e aos doentes espirituais, ou seja, aos pecadores, muitos dos quais conseguiu recolocar no caminho cristão.

Nos últimos cinco anos de sua vida, Inácio ficou completamente cego. Mesmo assim continuou cumprindo com rigor a vida comum com todos os regulamentos do convento. Morreu no dia 11 de maio de 1781. Depois da morte a fama de sua santidade se fortaleceu com a relação dos milagres alcançados pela sua intercessão.

Frei Inácio de Láconi foi beatificado pelo Papa Pio XII em 1940 e depois canonizado por este mesmo Papa em 1951. O dia designado para sua celebração litúrgica foi o de sua morte: 11 de maio.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR e Nathália Queiroz de Carvalho Lima

Reflexão:

Santo Inácio nunca aprendeu a escrever, não tinha estudo nem grandes conhecimentos, viveu uma vida simples, humilde, sem grandes feitos, mas na sua pequenez se tornou grande em Cristo, grande no amor. Um homem comum que se fez santo na vida cotidiana. Aprendamos a valorizar a simplicidade daqueles que reconhecendo-se humildades transparecem o amor e a bondade de Deus pelos homens.

Oração:

Ó Deus, concedei-nos, pelas preces de Santo Inácio de Láconi, a quem destes perseverar na imitação de Cristo pobre e humilde, seguir a nossa vocação com fidelidade e chegar àquela perfeição que nos propusestes em vosso Filho. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

quinta-feira, 7 de maio de 2026

CCM oferece cursos de atualização missionária para párocos e vigários e diáconos permanentes



O Centro Cultural Missionário (CCM) recebe inscrições para duas formações sobre atualização missionária: uma voltada para párocos e vigários paroquiais e outra destinada aos diáconos permanentes. Os cursos serão realizados no próximo mês de junho e serão oportunidade para refletir e aprofundar a dimensão missionária nas novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e refletir sobre a identidade e a missão diaconal.

Atualização missionária para diáconos permanentes
Voltado para diáconos permanentes, suas esposas e candidatos ao diaconato permanente em formação, o curso de atualização missionária pretende animar a vivência da identidade missionária, fortalecer na vivência da espiritualidade, ajudar e orientar no processo de conversão pastoral-missionária.

Segundo o CCM, será tratada a identidade e a missão do diácono “como apóstolo da caridade, destacando seu papel no serviço aos pobres e na promoção da caridade cristã dentro da Igreja e da sociedade, à luz do Evangelho, da Exortação apostólica do Papa Leão XIV Dilexi te: Sobre o amor para com os pobres”.

A metodologia contará com reflexões temáticas; trabalho em grupos e partilha de experiências; momentos orantes e celebração eucarística; utilização de recursos audiovisuais e indicações de referências bibliográficas para aprofundamento da reflexão pessoal.

Ao final, serão concedidos certificados pela Faculdade de Teologia da Arquidiocese de Brasília (FATEO) e pelo Centro Cultural Missionário (CCM).

O curso será oferecido de forma presencial, em Brasília (DF), de 15 a 19 de junho.


Atualização Missionária para párocos e vigários paroquiais
O curso destinado aos padres, seja os que atuam como párocos, seja os que são vigários, tem o objetivo de aprofundar a compreensão da missão como eixo integrador da vida e da atividade eclesial/paroquial a partir das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil “em vista do processo de conversão pastoral missionária das paróquias”.

“Este ano, o curso pretende oferecer-lhes oportunidade de refletir o conteúdo das novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e, assim, ajudá-los a dar passos no processo de conversão pastoral missionária nas paróquias onde atuam”, explica o diretor geral do CCM, padre Antônio Valdeir Duarte de Queiróz .

A formação será realizada de 29 de junho a 2 de julho deste ano, na sede do Centro Cultural Missionário, em Brasília. A metodologia utilizará de reflexões temáticas; trabalho em grupos e partilha de experiências; momentos orantes e celebração eucarística; recursos audiovisuais; e indicações de referências bibliográficas para aprofundamento da reflexão pessoal. Ao final, será concedido certificado pelo Instituto São Paulo de Estudos Superiores (ITESP) e pelo Centro Cultural Missionário (CCM).


Luiz Lopes Jr

Leão XIV à Guarda Suíça: grato pelo seu serviço, inspirado no amor à Igreja

O Papa assistiu à cerimônia de juramento de 28 recrutas na Sala Paulo VI. Agradecendo aos novos alabardeiros do corpo militar mais antigo do mundo pelo seu "precioso serviço", enfatizou o seu "compromisso com a lealdade" e o seu "entusiasmo juvenil".

Mariangela Jaguraba – Vatican News

Realizou-se na Sala Paulo VI, na tarde desta quarta-feira, 6 de maio, a cerimônia de juramento de 28 novos alabardeiros da Guarda Suíça Pontifícia, na presença do Papa Leão XIV.

A cerimônia que geralmente é realizada no Pátio São Dâmaso foi transferida para a Sala Paulo VI por causa da chuva.

Em 6 de maio, comemora-se o aniversário do sacrifício de 189 guardas suíços que defenderam o Papa Clemente VII contra o exército de Carlos V, durante o Saque de Roma, em 1527.

Um momento da cerimônia de juramento dos 28 recrutas (@Vatican Media)

Leão XIV entrou na Sala Paulo VI às 17h locais, cumprimentou o comandante do exército mais antigo do mundo, o capelão e os cardeais na primeira fila, e tomou seu lugar. Os toques de trombeta da guarda anunciaram o início da cerimônia.

Os 28 novos alabardeiros entraram lentamente, passando pelo corredor central da Sala Paulo VI em direção ao palco, marchando solenemente ao ritmo dos tambores. Eles usavam o uniforme de gala, com couraça, luvas brancas e elmo usado para a bênção papal Urbi et Orbi no Natal e na Páscoa.

Recrutas da Guarda Suíça Pontifícia que fizeram o juramento (@Vatican Media)

Compromisso com a fidelidade
O Papa fez o seu discurso. Após cumprimentar as autoridades civis e militares e o presidente da Federação Suíça, Guy Parmelin, Leão XIV agradeceu aos novos recrutas e a todo o Corpo da Guarda Suíça pela dedicação ao trabalho.

“A vocês, queridos jovens que prestaram o Juramento, expresso minha estima e gratidão. Seu gesto demonstra um compromisso com a fidelidade, animado pelo entusiasmo juvenil e fundamentado na fé em Deus e no amor à Igreja. Coloco-o sob a proteção da Virgem Maria, junto com todo o precioso serviço da Guarda Suíça Pontifícia.”

Em seguida, desejou boa noite em italiano, francês e alemão.

O Papa agradece aos novos alabardeiros e a todo o Corpo da Guarda Suíça pelo seu "precioso serviço" (@Vatican Media)

Agradecimento aos familiares
Antes das palavras do Papa, o coronel da Guarda Suíça Pontifícia, Christoph Graf, tomou a palavra. Ele fez um agradecimento especial aos familiares dos guardas suíços.

“Queridos pais, queridos irmãos e irmãs dos nossos novos Guardas, foram vocês que formaram estes jovens e os acompanharam na sua decisão de partir, para que pudessem iniciar o seu serviço aqui, no coração da Igreja. Sem o seu apoio, este caminho não teria sido possível.”

Depois, recordou o conceito de "serviço" e disse que em nossa sociedade, "o serviço é frequentemente visto com espírito crítico. Alguns o percebem como um obstáculo à realização pessoal, ou o associam a algo de humilde ou até mesmo degradante".

O coronel Christoph Graf discursa perante Leão XIV no Sala Paulo VI (@Vatican Media)

O serviço é parte essencial da nossa identidade humana
"Não é parte da própria essência do ser humano colocar-se a serviço dos outros?" Perguntou. "Todos nós, ao longo da vida, somos chamados a servir: ao nosso próximo, à comunidade e a Deus. Isso não é um peso, mas sim uma oportunidade: é precisamente colocando nossos talentos a serviço dos outros que podemos nos realizar plenamente. Quem serve descobre a chave para a verdadeira realização".

"A este propósito, a fé nos oferece inúmeros exemplos brilhantes: em primeiro lugar, Cristo, que diz: "Não vim para ser servido, mas para servir". Este é o fundamento da nossa compreensão do serviço como seres humanos e como cristãos. O serviço é parte essencial da nossa identidade humana", disse o coronel Graf, finalizando:

“Queridos Guardas, o seu 'estar a serviço' assume um significado especial durante o tempo passado na Guarda: apoiar o Santo Padre “com todas as suas forças”, comprometer-se com Ele em palavras e ações, e oferecer toda a ajuda necessária para garantir a Sua proteção, para que Ele possa cumprir a sua missão como Sucessor do Apóstolo Pedro.”

Discurso do capelão da Guarda Suíça (@Vatican Media)

O valor sacramental da doação de si
O capelão da Guarda Suíça Pontifícia, pe. Kolumban Reichlin, explicou o valor espiritual do serviço e do "sacrifício de si": "Quem serve abre mão de algo. Vocês sabem disso no dia a dia. Passam por dificuldades, cansaço, às vezes sentem saudade de casa e duvidam se tudo isso vale a pena. A doação de si tem seu preço. Mas quem se doa não se torna mais pobre. A doação tem um caráter sacramental que nos ajuda a crescer humanamente e espiritualmente." A seguir, o capelão leu o juramento: "Juro servir fiel, leal e honrosamente ao Pontífice atual e seus legítimos sucessores, dedicar-me a eles com todas as minhas forças, sacrificando, se necessário, até mesmo a minha vida em sua defesa. Assumo os mesmos deveres para com o Colégio Cardinalício durante a vacância da Sé Apostólica. Prometo também ao Comandante e aos demais Superiores respeito, fidelidade e obediência. Assim juro, que Deus e nossos Santos Patronos me auxiliem."

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui

EVANGELHO DO DIA (Jo 15,9-11)


ANO "A" - DIA: 07.05.2026
5ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Minhas ovelhas escutam minha voz, minha voz estão elas a escutar; eu conheço, então, minhas ovelhas, que me seguem, comigo a caminhar.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9 "Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11 Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Enraizados na fonte do amor para frutificar"

Enraizado em Cristo para permanecer no amor do Pai
Que grande alegria poder receber você hoje! Vamos partilhar sobre aqueles que permanecem no amor de Deus e são profunda e espiritualmente enraizados n’Ele, e por isso produzem muitos frutos. Quero pedir a Nosso Senhor essa graça para o nosso coração através do Evangelho de São João, que vai nos dizer o seguinte:

“Como o Pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor. Se guardares os meus mandamentos, sereis constantes no meu amor. Como também eu guardei os mandamentos do meu Pai e persisto no seu amor. Disse-vos essas coisas para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa.” (João 15, 9-11)

O amor que vem do Pai deve permanecer em nós, a origem do amor é o Pai. Por isso Jesus começa dizendo, como o Pai me amou, assim também eu vos amei.
Enraizar-se para transbordar

O amor que recebemos de Cristo, meu irmão, minha irmã, não nasce simplesmente do nosso sentimento humano. Mas tem origem no próprio Deus. Quando eu estudei Teologia, eu ouvi algo muito importante de um professor: “Para amar, nós precisamos estar enraizados, realmente, em Deus, porque só amamos e só fazemos gestos de amor se nós estivermos sob a graça d’Ele”.

A eficácia de permanecer no amor
Ele deu um exemplo de um papel de bala caído no chão. Se eu não viver e não estiver enraizado em Deus, no Seu amor, eu não tenho a mínima chance de fazer aquele ato de me abaixar, de pegar aquele papel e jogar numa lata de lixo. Ou seja, um único ato de caridade, mesmo que seja pequeno, se não estiver em Deus, nós não podemos fazê-lo.

Por isso, o amor cristão não começa em nós, mas no Pai, que passa pelo Filho e que chega até nós. Portanto, quando amamos de verdade, estamos participando da própria vida de Cristo, da própria vida de Deus. Então, se você quer ser fecundo no amor, esteja enraizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo, para que você seja eficaz nas práticas de caridade.

Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


Qual a diferença entre o Catecismo de Pio X e o atual?


O catecismo e a busca pelo conhecimento
O Papa São Pio X escreveu um catecismo por volta de 1910 e 1915 em formato de perguntas e respostas. Já o catecismo atual não segue esse modelo, sendo composto por um texto descritivo. Ambos são considerados válidos e importantes para a Igreja.

A necessidade de atualização do conhecimento
Entretanto, o atual assume maior relevância por ter sido atualizado conforme as necessidades do nosso tempo. Se o catecismo de São Pio X fosse suficiente para os dias de hoje, o Papa João Paulo II não teria sentido a necessidade de criar uma nova versão.

O catecismo de São Pio X tem mais de cem anos e muitos temas complexos surgiram desde a sua publicação. Naquela época, não se discutiam questões como a inseminação artificial ou a ideologia de gênero, temas que exigem uma orientação moral clara.

Leia mais

O catecismo uma fonte segura e atual
O novo catecismo utilizou as bases do Catecismo de São Pio V, de 1565, que está em harmonia com o de São Pio X. Contudo, a versão atualizada é a que responde aos desafios contemporâneos enfrentados pela sociedade e pelos fiéis.

Em 1985, durante um sínodo que celebrava os 20 anos do Concílio Vaticano II, os bispos solicitaram ao Papa um novo catecismo. O Papa João Paulo II concordou com a necessidade e aprovou a nova edição no ano de 1992.

Na Constituição Apostólica Fidei Depositum, o Papa destaca que este é o texto de referência da fé católica. Para quem deseja ter o conhecimento real do que a Igreja acredita, o catecismo é uma fonte segura e atualizada.

Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin

Santa Flávia Domitila


Flávia era sobrinha de Flávio Clemente, que era então um dos cônsules de Roma. Nesta época, os cristãos que não adoravam os deuses romanos eram considerados ateus. O imperador Domiciano emplacou uma séria perseguição aos cristãos.

Flávia Domitila teria sido convertida ao cristianismo por dois eunucos. Enquanto ela se preparava para o casamento com o filho de um cônsul, Nereu e Aquiles lhe falaram sobre Cristo e a beleza da virgindade. Ela teria abandonado o casamento e se convertido imediatamente.

Juntamente com numerosas pessoas, Flávia foi deportada para a ilha de Ponza, por ter confessado a Cristo. No atas do martírio da nobre dama romana, vemos a força penetrante do Evangelho na sociedade romana, conquistando adeptos até mesmo entre a família imperial.

Sua morte aconteceu de forma lenta, cruel e dolorosa, numa ilha abandonada, sem as menores condições de sobrevivência, conforme escreveu sobre ela São Jerônimo.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão:

Hoje celebramos a vida de mais uma mulher que morreu pela defesa da fé. Nossa religião deve muito ao testemunho de mulheres corajosas e fiéis. Enfrentando os costumes de suas épocas, souberam colocar Jesus Cristo como o centro da vida e dedicaram esforço e amor aos mais empobrecidos. Que Deus abençoe hoje todas as mulheres do Brasil, sobretudo aquelas que gastam seu tempo para auxiliar os mais desfavorecidos.

Oração:

Deus, nosso Pai, Santa Flávia foi reduzida ao silêncio, porque confessou publicamente o vosso Nome. Velai, Senhor, por aqueles que, lutando pela justiça, foram reduzidos ao silêncio, exilados ou assassinados. Olhai por todos os silenciados da América Latina, especialmente pelas mulheres sofridas do nosso continente. Dai-nos denunciar as injustiças e lutar sempre pela verdade. Por Cristo nosso Senhor. Amém!