quinta-feira, 14 de maio de 2026

Pastoral promove Vigília pelos mortos de Aids com o lema “Da dor à esperança: vidas que nos chamam ao cuidado”


No terceiro domingo de maio (17), a Pastoral da Aids da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove a Vigília pelos Mortos de Aids em 18 regionais da CNBB, além de iniciativas realizadas nas dioceses, paróquias e comunidades em todo o país.

A Vigília pelos mortos de Aids é um movimento internacional que iniciou em maio 1983, em Nova Iorque, por mães, familiares e amigos de pessoas que morreram em decorrência da aids. Desde então, a vigília tornou-se um gesto mundial de memória, solidariedade e compromisso com a vida.

Em 2026, a campanha traz o tema “Da dor à esperança: vidas que nos chamam ao cuidado”, convidando a sociedade a transformar o sofrimento em solidariedade e compromisso com a dignidade humana.

A Vigília de 2026 quer conclamar toda a comunidade cristã e a sociedade para o compromisso com a superação do estigma e do preconceito. Inspirados pelo Evangelho de Lucas (10,33-34) “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” somos chamados a cuidar das vidas feridas e a construir uma sociedade mais humana, fraterna e acolhedora.

A coordenação da Pastoral reforça que neste dia, fazemos memória das pessoas que morreram em consequência da aids, manifestamos solidariedade às pessoas que vivem e convivem com o HIV e reforçamos a importância da prevenção e do acesso ao diagnóstico e ao tratamento. A Igreja, mobilizada pela Pastoral da Aids, pela Casa Fonte Colombo e por diversas entidades comprometidas com a causa, reafirma sua missão de promover a vida e a dignidade para todos.

Realidade no Brasil
Dados do Ministério da Saúde apontam que, de 1980 até setembro de 2025, o Brasil registrou 1.165.533 casos de aids e 402.300 óbitos. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 40 milhões de pessoas morreram em decorrência da aids no mundo desde o início da epidemia. Em 2024, foram notificados 36.955 novos casos da doença no país. Apesar da redução da mortalidade e dos avanços no tratamento, a epidemia segue exigindo vigilância, prevenção e cuidado permanente.

Ao longo das últimas décadas, importantes avanços científicos e terapêuticos mudaram a história da epidemia do HIV. Hoje, com diagnóstico precoce e adesão ao tratamento, pessoas vivendo com HIV podem ter qualidade de vida, projetar o futuro, constituir família e realizar seus sonhos.

Significado do cartaz
O cartaz da Vigília pelos Mortos de Aids comunica, de forma direta e simbólica, um convite à memória, à fé e ao compromisso com a vida. O fundo vermelho expressa a intensidade da dor pelas perdas, mas também a força da vida que resiste, colocando em evidência a realidade do HIV/Aids que não pode ser esquecida.

O título destaca o sentido da vigília como atitude de cuidado e permanência: lembrar é também assumir responsabilidade. Nesse horizonte, o cartaz se conecta com o International AIDS Candlelight Memorial, reforçando a dimensão comunitária e global desse gesto.

Entretanto, o estigma e o preconceito ainda permanecem entre as maiores formas de violência enfrentadas pelas pessoas que vivem e convivem com o HIV. Muitas continuam sofrendo discriminação nos espaços sociais, familiares, religiosos e de trabalho. A doença não pode ser compreendida como castigo, culpa ou consequência moral. O adoecimento faz parte da condição humana e exige acolhida, cuidado e compaixão.

Celebre a vigília pelos mortos da Aids
Celebre junto com a Pastoral da Aids a Vigília pelos mortos de Aids. Estão disponíveis cartaz, folheto e spots para rádio. Entre em contato através secretaria@pastoralaids.org.br , telefone 51 33466405.

Papa aos universitários: sejam artesão de paz, o rearmamento enriquece as elites


Em incisivo discurso na Universidade Sapienza de Roma, Leão XIV falou da vocação dos jovens de não se fecharem entre ideologias e fronteiras nacionais. E fez uma dura crítica diante do aumento dos gastos militares: "Não se chame de 'defesa' um rearmamento que aumenta as tensões e a insegurança, empobrece os investimentos em educação e saúde, desmente a confiança na diplomacia, enriquece elites a quem nada importa o bem comum".

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

O Papa Leão pronunciou um discurso eloquente diante do corpo docente e discente na Aula Magna da Universidade Sapienza de Roma. Trata-se da primeira visita do Pontífice a esta renomada instituição, uma das mais prestigiosas e antigas da Europa, com 723 anos de fundação.

Ao chegar, o Santo Padre rezou na Capela Universitária “Divina Sapienza”. Na sequência, saudou um grupo de estudantes. No prédio do Reitorado, manteve um colóquio privado com a Magnífica Reitora, Antonella Polimeni, e assinou o Livro de Honra. Houve também a inauguração de uma placa de recordação da visita, a saudação aos membros do Senado Acadêmico e aos funcionários da Universidade. Ainda houve tempo para conhecer a mostra “La Sapienza e os Papas”.

Papa visita a mostra (@Vatican Media)

Somos um desejo, não um algoritmo!
Já na Aula Magna, Leão XIV falou desta Universidade como um polo de excelência em diversas disciplinas e enalteceu seu empenho em favor do direito ao estudo e maniestou seu apreço pelo acordo assinado entre o instituto e a Diocese de Roma, para a abertura de um "corredor humanitário universitário" com a Faixa de Gaza. E a primeira mensagem do Pontífice foi dirigida aos estudantes.

"Imagino-os, às vezes, despreocupados, felizes com a própria juventude que, mesmo em um mundo conturbado e marcado por terríveis injustiças, lhes permite sentir que o futuro ainda está por escrever e que ninguém pode roubá-lo de vocês."

Jovens, disse o Papa, como Santo Agostinho, irriquietos, como demonstram as centenas de perguntas que os estudantes dirigiram ao ele. Esta inquietude, todavia, esconde também um lado triste. Muitos sofrem com a pressão das expectativas e a exigência de desempenho, exacerbando a competitividade. "É justamente esse mal-estar espiritual de muitos jovens que nos lembra que não somos a soma do que possuímos nem uma matéria aleatoriamente agrupada de um cosmos mudo. Somos um desejo, não um algoritmo!"

Papa saúda os estudantes (@VATICAN MEDIA)

Sim à vida dos povos que clamam por paz e justiça!
E justamente essa dignidade conduz a duas perguntas, uma de caráter existencial - "Quem sou?" - e outra mais relacional - "Que mundo estamos deixando?". Sobre esta segunda questão, o Pontífice se deteve de maneira mais contudente, para responder que, infelizmente, se trata de mundo deformado pelas guerras e pelas palavras de guerra.

"Trata-se de uma contaminação da razão, que, a partir do plano geopolítico, invade todas as relações sociais", explicou o Santo Padre. A simplificação que cria inimigos deve, portanto, ser corrigida. O grito “nunca mais a guerra!” dos antecessores deve se aliar com o senso de justiça que habita o coração dos jovens, com a sua vocação de não se fecharem entre ideologias e fronteiras nacionais. Ao falar da ecologia e do aumento com os gastos militares, Leão XIV entrou no coração do seu discurso:

“Não se pode chamar de “defesa” um rearmamento que aumenta as tensões e a insegurança, empobrece os investimentos em educação e saúde, desmente a confiança na diplomacia e enriquece elites que nada se importam com o bem comum. É preciso, além disso, vigiar o desenvolvimento e a aplicação da inteligência artificial nos âmbitos militar e civil, para que ela não retire a responsabilidade das escolhas humanas e não agrave a tragédia dos conflitos. O que está a acontecer na Ucrânia, em Gaza e nos territórios palestinos, no Líbano e no Irã ilustra a evolução desumana da relação entre a guerra e as novas tecnologias numa espiral de aniquilação. O estudo, a investigação e os investimentos devem seguir na direção oposta: que sejam um «sim» radical à vida! Sim à vida inocente, sim à vida jovem, sim à vida dos povos que clamam por paz e justiça!”

Eis então a exortação do Papa aos jovens: não ceder à resignação, transformando a inquietação em profecia; estudar, cultivar e zelar pela justiça; ser artesãos da verdadeira paz, usando a própria inteligência e coragem.

Papa saúda a reitora (@Vatican Media)

A arte de ensinar
Já os professores ouviram de Leão XIV palavras exaltantes ao comparar o ensino a uma forma de caridade: é como "socorrer um migrante no mar, um pobre na rua, uma consciência desesperada".

"Trata-se de amar sempre e em todas as circunstâncias a vida humana, de valorizar suas possibilidades, de modo a falar ao coração dos jovens, sem se concentrar apenas em seus conhecimentos. Ensinar torna-se, então, testemunhar valores com a vida: é cuidado com a realidade, é senso de acolhimento para com o que ainda não se compreende, é dizer a verdade." O conhecimento, acrescentou o Papa, não serve apenas para alcançar objetivos profissionais, mas para discernir quem se é. O Pontífice então concluiu:

"A minha visita pretende ser um sinal de uma nova aliança educativa entre a Igreja que está em Roma e essa prestigiosa Universidade, que nasceu e cresceu precisamente no seio da Igreja. Asseguro a todos vocês que os terei presentes em minhas orações e, de todo o coração, invoco sobre toda a comunidade da Sapienza a bênção do Senhor. Obrigado!"

Vamos construir um mundo novo!
Já do lado de fora da Universidade, antes de regressar ao Vaticano, Leão XIV fez um último convite aos jovens: "Vamos colaborar juntos, pois todos nós somos construtores da paz no mundo; vamos trabalhar, estudar e fazer tudo o que for possível — desde as relações entre amigos, nossas palavras e nossa maneira de pensar — para construir a paz no mundo. Tenham sempre esperança na possibilidade de construir um mundo novo!".

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EVANGELHO DO DIA (Jo 15,9-17)

ANO "A" - DIA: 14.05.2026
6ª SEMANA DA PÁSCOA (VERMELHO)
MARTÍRIO DE SÃO MATIAS-APÓSTOLO

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Eu vos designei para que vades e deis frutos e o vosso fruto permaneça.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9 Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10 Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. 11 Eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. 12 Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13 Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. 14 Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15 Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai. 16 Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17 Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Chamo-vos amigos, e não servos"

Chamo ao relacionamento com o Pai
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor. Eu vos disse isso para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. Eu não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Eu vos chamo amigos, porque dei a conhecer tudo o que ouvi do meu Pai” (Jo 15,9-17)

Meus irmãos, hoje, 14 de maio, nós celebramos, com a Igreja, a festa de São Matias, o apóstolo. A festa de hoje nos fala de uma eleição realizada num clima de comunhão e oração. Eu não li o texto da Primeira Leitura da liturgia de hoje, mas ele está no livro dos Atos dos Apóstolos.

A eleição e o chamado à amizade
O texto fala de alguém que se junta ao grupo, que pode somar; fala da apresentação de dois nomes, um momento de oração e invocação do Espírito Santo, uma votação e a escolha de Matias. Matias substituiu Judas Iscariotes, que traiu Jesus. Como seria lindo se nossas escolhas dos cargos na Igreja se dessem nesse clima e com essa tonalidade!

Vemos ainda tanto carreirismo e gente interessada mais em fazer o próprio nome do que evangelizar! Para completar essa reflexão de hoje, o Evangelho nos ajuda bem quando Jesus expõe aos discípulos que tipo de relacionamento ele tem com eles. Eu vos chamo amigos, porque dei a conhecer tudo o que eu vi do meu pai. Não há amor maior do que dar a vida pelos amigos.

A liderança é uma entrega total
Um plano de governo para quem quer liderar uma comunidade, coordenar um grupo ou presidir um colegiado, quem quer que seja, precisa estar disposto a dar a vida por esta obra, por esses irmãos. Jesus diz que é Ele quem escolhe aqueles que Ele quer à frente das Suas obras. Apesar da mediação humana em uma eleição, por exemplo, é Deus quem dispõe, no coração daqueles que Ele chama, o desejo de server-Lhe.

Ai daqueles que tentam usurpar o poder que só Deus pode conferir a alguém na sua Igreja! Ai daqueles que fazem dos postos de governo um palco de exibição para ganhar fama e prestígio! Quem trabalha seriamente servindo a Deus em algum cargo sabe muito bem o peso do serviço de autoridade.

São Matias intercede por nossas comunidades e pelas lideranças da nossa Igreja. Tudo é por Deus e somente por Ele.

Sobre todos vós, desça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


É importante ser devoto da Virgem Maria?

A importância da devoção a Virgem Maria na vida cristã

A maternidade espiritual e o auxílio materno

A devoção a Virgem Maria é fundamental por sua condição de Mãe da Igreja e de cada fiel individualmente. Como Mãe de Deus, sua proteção oferece segurança e amparo espiritual indispensáveis para a caminhada da fé. Compreender seu papel é essencial para a teologia e para vivenciar a proteção materna em toda a sua plenitude.
A força da intercessão Mariana nas escrituras

A oração da Ave-Maria destaca o papel de Maria como intercessora constante pelos pecadores diante do trono de Deus. Ao solicitar sua oração, o fiel busca o perdão divino e a resolução de problemas complexos da vida. Sua proximidade com o Criador permite uma mediação eficaz tanto no presente quanto na hora da morte.

As Bodas de Caná demonstram a capacidade de Maria em antecipar milagres divinos através de seu sensível pedido materno, pois, mesmo antes da hora prevista por Jesus, Ele atendeu à solicitação de Sua mãe por profunda honra e amor. Esse poder de intercessão permanece ativo no céu, onde ela segue atenta às necessidades de seus filhos.

Leia mais:
Milagres e proteção pela mediação de Maria

Relatos de proteção em situações de risco extremo, como acidentes fatais, confirmam a eficácia da presença Mariana na vida prática. A devoção não é meramente simbólica, mas uma fonte real de graças, bênçãos e milagres extraordinários. Entregar-se aos cuidados de Maria é um caminho seguro para alcançar a santidade e a proximidade com Cristo.

Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin

São Matias

São Matias ocupou o lugar deixado por Judas Iscariotes no grupo dos 12 Apóstolos escolhidos por Cristo. Este número representa as 12 tribos de Israel, portanto todo o povo judeu e, por extensão, o povo restaurado de Deus, os que viverão no paraíso Celeste – daí a sua importância.

Em At 1,21-26, fica evidente que Matias já acompanhava o Senhor desde o anúncio de João Batista, perseverando entre Seus discípulos até depois da Ressurreição e de Pentecostes, e tendo sido testemunha ocular de Cristo já glorioso. Certamente foi um dos 72 enviados por Jesus para evangelizar (Lc 10,1-24). A “sorte” que definiu a sua escolha evidentemente é obra do Espírito Santo.

Segundo uma tradição Matias evangelizou na Judéia, Capadócia e depois na Etiópia, tendo morrido crucificado. Em outra versão, ele foi apedrejado em Jerusalém pelos judeus, e então decapitado. As informações não são precisas, tendo origem nos evangelhos apócrifos (isto é, em escritos não aceitos como confiáveis para fazerem parte do conjunto de escritos da Bíblia, seguramente inspirados pelo Espírito Santo).

É normalmente representado com um machado ou uma alabarda, símbolos da força do cristianismo e do martírio; o machado também está ligado, por causa do martírio, ao seu patronato dos açougueiros e carpinteiros.

Registros indicam que Santa Helena, mãe do imperador Constantino e a santa que recuperou as relíquias da Cruz de Cristo, mandou transladar as relíquias de São Matias para Roma. Uma parte delas ali ficou, na igreja de Santa Maria Maior, e o restante está na Alemanha, na igreja de São Matias em Treves, cuja cidade foi por ele evangelizada segundo uma tradição, e motivo pelo qual é seu padroeiro.



A festa de São Matias era celebrada em 24 de fevereiro, de modo a evitar a Quaresma, mas no novo calendário ficou em 14 de maio, uma data certamente próxima do dia da sua eleição.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

“Matias” deriva do Grego Matthias ou Mahthias, do Hebreu Mattathias ou Mattithiah, que significa “presente (ou dom) de Deus”. Sem dúvida que este Apóstolo é tanto presente como dom de Deus para a Sua Igreja, e a sua altíssima missão, confiada a este mínimo grupo de pessoas, indica uma singular preferência e confiança do Senhor. Os critérios para ser Apóstolo incluíam ter visto diretamente o Cristo Ressuscitado, ter acompanhado Jesus desde a manifestação de João Batista até a Ascensão e permanecido até Pentecostes, ter sido chamado e enviado por Cristo para evangelizar… apenas 12 foram santos Apóstolos, mas até que ponto podemos nos aproximar da sua obra? Vemos o Cristo, vivo, na Eucaristia, recebemos o Espírito Santo na Crisma, somos chamados por Jesus, através da Igreja e do Batismo, para com Ele levarmos a Boa Nova aos irmãos. Não temos o carisma particular dos Apóstolos, mas somos sim herdeiros da sua missão, e unidos a eles na Comunhão com Cristo. Neste sentido, Deus também demonstra a Sua escolha e confiança em cada um de nós. Resta escolhermos a via de Judas Iscariotes ou a de Matias.

Oração:

Deus Todo Poderoso, que do nada nos chamastes à existência e nos chamastes à salvação, concedei-nos por intercessão de São Matias também sermos fiéis no “apostolado tardio”, e tendo tido a honra inefável de sermos por Vós escolhidos desde sempre para receber o Paraíso, aceitarmos com amor e alegria os dons que nos destes para vencer as provações, estando sempre presentes diante de Vós para repassá-los em proveito dos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Comissão para a Comunicação e Grupo de Reflexão oferecem subsídio de estudo sobre o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais


A Comissão Episcopal para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Grupo de Reflexão em Comunicação (Grecom) oferecem um subsídio para estudo e aprofundamento do tema do 60º Dia Mundial das Comunicações, a ser celebrado no domingo da Ascenção do Senhor, dia 17 de maio. A data tem como tema escolhido pelo Papa Leão XIV “Preservar vozes e rostos humanos”.

“Em um tempo em que os sistemas de inteligência artificial aprendem a falar como nós e a reproduzir expressões e sentimentos que até então pareciam exclusivamente humanos, a Igreja é convidada a se perguntar, com urgência e lucidez, o que significa, afinal, uma comunicação humanizada”, segundo Moisés Sbardelotto, coordenador do Grecom.

Esse chamado, segundo o doutor em Comunicação, não se limita à necessária crítica do avanço tecnológico, mas “convoca toda a Igreja a orientar a inovação digital a partir de critérios que brotam do Evangelho, capazes de promover a dignidade humana, o bem comum e a proteção da nossa casa comum.

Apelo profético
Segundo a Comissão Episcopal para a Comunicação da CNBB, o material “é um apelo profético e urgente ao discernimento constante, para que a aceleração tecnológica não silencie a nossa própria existência”.

“A cultura digital é uma poderosa aliada no anúncio do Evangelho. Acolhemos suas imensas possibilidades, desde que orientadas pelo compromisso com o próximo e pelos valores do Reino”.

Na apresentação do subsídio, a Comissão para a Comunicação da CNBB ressalta que somos convocados a ser “sinais proféticos de autenticidade em um mundo marcado por simulações e bolhas de fácil consenso e indignação, onde o pensamento crítico é enfraquecido e a possibilidade de escuta e diálogo é dizimada”.

“Nossa missão transcende a busca por engajamento vazio ou o mero alimento de algoritmos que isolam. Fomos chamados para construir pontes de unidade que reflitam o ‘Cristo Total’, que nos conectem e nos comprometam a samaritanear com a ‘carne sofrida do Cristo’ no rosto e na voz do povo e na vida ameaçada em nossa Casa Comum. Somente assim, reconhecendo o humano, a verdade do encontro e a integridade de toda a vida na Terra, seremos fiéis ao Evangelho na cultura digital”.

Pistas de aprofundamento
Os textos reunidos no material, segundo o Grecom, buscam oferecer pistas de aprofundamento sobre a presença e a atuação da Igreja na cultura contemporânea. A cada capítulo, a seu modo, aprofunda dimensões da mensagem papal, articulando reflexão teórica, análise crítica e perspectivas pastorais.

O conjunto de reflexões não pretende oferecer respostas prontas, mas provocar perguntas abertas, a fim de suscitar o diálogo e o debate, em prol de práticas pastorais conscientes do contexto digital e coerentes com o Evangelho, segundo explica Moisés Sbardelotto.

“Esperamos que a leitura destes textos possa favorecer uma ação eclesial ainda mais comprometida com a construção de uma cultura do encontro em que cada voz seja verdadeiramente escutada e em que cada rosto seja verdadeiramente reconhecido em sua dignidade”, afirmou.


Luiz Lopes Jr.

Papa: peçamos à Virgem que faça crescer em nós o amor pela Santa Madre Igreja


No dia de Nossa Senhora de Fátima, o Papa deu continuidade ao ciclo sobre o Concílio Vaticano II, dedicando sua catequese a Maria. Leão XIV se inspirou no último capítulo da Lumen Gentium, em que a Virgem é apresentada como membro singular da comunidade eclesial: dela é mãe e modelo na fé e na caridade.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

Na catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (13/05), Leão XIV refletiu sobre o tema “A Virgem Maria, modelo da Igreja”, inspirando-se no último capítulo da Constituição Dogmática Lumen Gentium, dedicado à Mãe de Jesus.

Maria é modelo, membro e mãe
Neste documento, Ela é «saudada como membro eminente e inteiramente singular da Igreja, seu tipo e exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade» (n. 53). Estas palavras, afirmou o Papa, nos convidam a compreender como em Maria, que sob a ação do Espírito Santo acolheu e gerou o Filho de Deus feito carne, se pode reconhecer tanto o modelo, como o membro excelente e a mãe de toda a comunidade eclesial.

O Santo Padre explicou: ao deixar-se moldar pela obra da Graça, que veio a realizar-se Nela, e ao acolher o dom do Altíssimo com a sua fé e o seu amor virginal, Maria é o modelo perfeito daquilo que toda a Igreja é chamada a ser, isto é, criatura da Palavra do Senhor e mãe dos filhos de Deus gerados na docilidade à ação do Espírito Santo. Na medida em que é a fiel por excelência, na qual nos é oferecida a forma perfeita da abertura incondicional ao mistério divino na comunhão do povo santo de Deus, Maria é membro excelente da comunidade eclesial. Por fim, na medida em que gera filhos no Filho, amados no Amado eterno que veio entre nós, Maria é mãe de toda a Igreja, que pode dirigir-se a Ela com confiança filial, na certeza de ser ouvida, guardada e amada.
Maria, a mulher ícone do Mistério

Maria também pode ser considerada a mulher ícone do Mistério. Com o termo “mulher”, destaca-se a realidade histórica desta jovem filha de Israel, a quem foi concedido viver a extraordinária experiência de se tornar a mãe do Messias. Com a expressão “ícone”, sublinha-se que Nela se realiza o duplo movimento de descida e de ascensão: tanto a eleição gratuita por parte de Deus, como o livre consentimento da fé Nele.

O lugar de Maria na obra da Redenção
Outro ensinamento do Concílio ressaltado por Leão é sobre o lugar singular reservado à Virgem Maria na obra da Redenção. Jesus é único Mediador da salvação e a sua Santíssima Mãe «de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; manifesta antes a sua eficácia» (LG, 60). Na Virgem Maria, acrescentou o Papa, reflete-se também o mistério da Igreja:

“Nela, o povo de Deus encontra representadas a sua origem, o seu modelo e a sua pátria. Na Mãe do Senhor, a Igreja contempla o seu próprio mistério, não só porque nela encontra o modelo da fé virginal, da caridade materna e da aliança esponsal a que é chamada, mas também e sobretudo porque reconhece nela o seu próprio arquétipo, a figura ideal daquilo a que é chamada a ser.”

Como se pode ver, disse por fim o Papa, as reflexões sobre a Virgem Mãe reunidas na Lumen Gentium ensinam-nos a amar a Igreja e a servir nela a realização do Reino de Deus. E convidou a questionar: vivo com fé humilde e ativa a minha pertença à Igreja? Reconheço nela a comunidade da aliança que Deus me deu para corresponder ao seu amor infinito? Sinto-me parte viva da Igreja, em obediência aos pastores dados por Deus? Olho para Maria como modelo, membro excelente e mãe da Igreja?

"Irmãs e irmãos, que o Espírito Santo nos conceda viver plenamente estas maravilhosas realidades. E, depois de termos aprofundado a Constituição Lumen Gentium, peçamos à Virgem que nos obtenha este dom: que cresça em todos nós o amor pela Santa Madre Igreja. Assim seja!"

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EVANGELHO DO DIA (Jo 16,12-15)

ANO "A" DIA: 13.05.2026
6ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Rogarei ao meu Pai e ele há de enviar-vos um outro Paráclito, que há de permanecer eternamente convosco.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12 "Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. 13 Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. 14 Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15 Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O Espírito Santo e a pedagogia de Deus"

A plena verdade com o Espírito Santo
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos conduzirá à plena verdade, pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e até as coisas futuras vos anunciará” (Jo 16,12-15).

Bem, meus irmãos, para quem trabalha na área da educação, não há nenhum amadurecimento do aluno sem uma pedagogia específica. Cada aluno traz em si necessidades no seu aprendizado, mesmo que a turma seja um grande grupo, cada criança precisa de uma atenção particular.

O Espírito que nos ensina gradualmente
No plano do ensino, existe uma gradualidade na aquisição do conhecimento. Nenhuma criança começa fazendo análise morfológica, análise sintática. Por exemplo: no aprendizado da língua portuguesa, primeiro são as vogais, depois todo o alfabeto, depois as sílabas, as palavras e assim por diante.

O Evangelho de hoje nos fala dessa gradualidade que o Espírito age com cada um de nós. Jesus foi bem claro: eu tenho muitas coisas a dizer, mas vocês não são capazes de carregar o peso, diz a tradução original. Ou seja, nós não podemos suportar. Interessante essa tradução, porque a vida cristã traz em si um peso, um estilo próprio. Jesus mesmo disse, tome a sua cruz e me siga.

A providência divina para o amadurecimento espiritual
Cada vocação cristã tem o seu peso, e Deus, pouco a pouco, vai se revelando diante de nós. É a sabedoria divina com a qual Ele rege todas as coisas na nossa vida – o que chamamos de Providência Divina. Deus respeita o nosso processo pessoal de assimilação das verdades da fé, e Ele tem um zelo e um cuidado profundo por cada um de nós.

Ninguém é chamado ao impossível; apenas ao que é possível a você, hoje, Deus espera que realize. Por isso é preciso o pão nosso de cada dia, porque, a cada dia, basta o seu cuidado com as suas demandas.

Nesse caminho gradual, não pode haver espaço para a ansiedade que sufoca o tempo presente. Por isso a presença do Espírito Santo na vida da Igreja de cada fiel. Ele é um pedagogo, um educador capaz de extrair o que há de melhor dentro de cada um de nós. Ele é capaz de nos ajudar a dar passos e amadurecer a nossa experiência de fé.

O Espírito que desce no batismo confirma na crisma e orna com os dons a vida de cada fiel para que este se torne maduro na fé e possa responder, em todas as etapas da sua vida, ao chamado de seguir Jesus e se entregar a Ele. Jesus tem paciência conosco. Ele caminha ao nosso lado.

Sobre todos vós, desça a bênção de Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova