sexta-feira, 5 de junho de 2026

CNBB envia recursos de Assistência Emergencial à diocese de Borba (AM) para apoio a famílias em insegurança alimentar

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em uma decisão do Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade, enviou R$ 60.000,00 às famílias de indígenas e ribeirinhos na diocese de Borba, no Amazonas, que estão enfrentando uma situação de insegurança alimentar após terem as suas plantações inviabilizadas pela cheia dos rios na região.

O recurso faz parte do apoio financeiro que a Adveniat (ADV 233.000-1336), organização da igreja católica na Alemanha voltada para o financiamento de projetos sociais e pastorais na América Latina e no Caribe, enviou ao Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) para apoio a ações emergenciais.

De acordo com o bispo da diocese de Borba (AM), dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, o alagamento inviabilizou a colheita e as famílias estão enfrentando a realidade da fome. Dom Zenildo explicou que a diocese organizou com as lideranças locais a estratégia e a compra de cestas básicas para as famílias que estão vivendo em situações de alagamento.

Até o momento três comunidades foram atendidas pela iniciativa. A diocese e a Cáritas local já entregaram 250 cestas nas comunidades Aldeia Costa e Trocanã, na paróquia Santo Antônio, no município de Borba, e nas paróquias Nossa Senhora de Nazaré e São José, no município Nova Olinda do Norte.

“Esse projeto chegou como uma bênção de Deus para os pobres. Com o apoio da CNBB e da Adeveniat expressamos nossa gratidão”, afirmou dom Zenildo.

Veja como foi a entrega às famílias no vídeo abaixo:

Assistência Emergencial


O ecônomo da CNBB, padre Felipe Lima, explica que com o apoio da Adveniat e de outros organismos, o Fundo Nacional da Solidariedade (FNS) está consolidando um projeto de Assistência Emergencial para ampliar o número de projetos sociais.

“O projeto vai alcançar quase a mesma natureza do FNS sem a restrição de tema anual da Campanha. Esse projeto é para auxiliar qualquer necessidade e emergência na área social”, afirmou o ecônomo da CNBB.

O ecônomo da CNBB explica que esse fundo vai apoiar iniciativas voltadas para o enfrentamento da insegurança alimentar, da desigualdade e de vulnerabilidade social. “Também apoiaremos, com essa área de Assistência Emergencial, projetos voltados para a formação profissional, estímulo ao empreendedorismo, atividades sociais de convivência e fortalecimento de vínculos”, explica padre Felipe.




Por Willian Bonfim com informações do FNS e diocese de Borba (AM)

Papa a estudantes alemães: ser testemunha do humanismo cristão na universidade e no trabalho

Leão XIV recebeu as Associações Católicas de Estudantes Alemães e aprofundou os valores que animam a iniciativa e orientam a vida deles na universidade e no trabalho: a identidade com a fé católica, que fortalece a unidade "sem colocar preferências individualistas à frente da Tradição comum da Igreja"; a comunhão que os torna "representantes do bem comum da humanidade"; e o compromisso com o estudo e a busca da verdade, que não os deixa ser seduzidos "por carreiras centradas no dinheiro".

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV recebeu em audiência nesta sexta-feira (05/06) um grupo de mais de mil pessoas das Associações Católicas de Estudantes Alemães que estão reunidos em Roma para uma conferência, "a Cartellversammlung, pela primeira vez fora da Alemanha", como recordou o Pontífice logo no início do discurso. Uma decisão, continuou o Papa, motivada pela fé católica, pela comunhão e atividades culturais que realizam. "Queridos irmãos e irmãs, sejam bem-vindos! Herzlich willkommen!" foram então as palavras acolhedoras de Leão XIV, que refletiu sobre três aspectos para fortalecer ainda mais os laços de fraternidade e a dedicação comum à Igreja, começando justamente pelo compromisso com a identidade católica:

"Perante o despotismo e as ideologias do passado, a fé católica nunca foi meramente uma fachada ou um rótulo, mas sim um modo de vida a ser partilhado nos ambientes universitários e de trabalho. Como fermento evangélico, a fraternidade de vocês continua a crescer nos contextos científico e político, bem como em vários círculos acadêmicos, profissionais e sociais. Essa dimensão comunitária das suas atividades beneficia não só o país de vocês, mas também toda a Europa, da qual a Alemanha é o centro."

Na Sala Paulo VI, o Papa convidou os estudantes a estudar e a promover a "humanidade comum", sobretudo diante dos desafios da revolução tecnológica. A pessoa humana, "sempre relacional e limitada" é chamada "a se tornar uma tarefa para si mesma e um dom para o outro", dando o "melhor de si para ajudar a construir uma sociedade justa e pacífica", acrescentou o Pontífice.

Papa Leão XIV saúda os participantes (@VATICAN MEDIA)

A mesma fé que une é comum e não individual
Leão XIV, então, abordou o espírito de comunhão que anima os estudantes, enaltecido pelo lema que fala de unidade, liberdade e caridade. O Papa recordou a importância da relação das associações não se "limitar à partilha de conhecimento", mas amadurecer em estima recíproca:

"Como todos vocês seguem Cristo, o único Senhor e Mestre da vida, vocês representam os valores católicos na sociedade não como portadores de bandeiras partidárias, mas como representantes do bem comum da humanidade. Na Alemanha, na Itália e em todo o mundo, a mesma fé católica fortalece nossa cooperação, sem ceder às tendências do momento, sem colocar as preferências individualistas à frente da Tradição comum da Igreja."

Leão XIV com os fiéis presentes (@VATICAN MEDIA)

Ser testemunha da verdade e do humanismo cristão
Junto ao testemunho da "autêntica amizade cristã", o Papa também abordou sobre a busca pela verdade percorrida pelas associações através das atividades culturais em vários campos de estudo e trabalho. Uma vocação, disse ele, que "exige autodisciplina e conversão: uma transformação da mente, que cultivamos como solo fértil, aprimorando nossas ferramentas de trabalho".

“Ao dar o nosso melhor, tornamo-nos administradores responsáveis na sociedade, sem nos deixarmos seduzir por carreiras centradas no dinheiro. Reconheçamos, em vez disso, que a cultura é o bem da humanidade: a verdade nos liberta, enquanto a falsidade distorce nomes e coisas. Diante do que desumaniza as pessoas – especialmente os pequenos, os pobres ou os doentes –, peço-lhes que sejam testemunhas do humanismo cristão.”

A esse respeito Leão XIV recordou em discurso dois dos seus predecessores que trataram sobre o tema. Um deles, Bento XIV, inclusive um "ilustre ex-membro da associação", exortou a desenvolver uma “ecologia do homem” coerente. Já o Papa Francisco, ao conceituar a ecologia integral, "nos mostra que o mundo está repleto de sentido e não é uma entidade inerte a ser moldada arbitrariamente ou pela sede de poder". Ao "orientar nossa sede de vida e justiça, de sabedoria e amor, descobrimos juntos a verdade no conhecer, no fazer e no crer", disse Leão XIV, ao finalizar:

"Não é apesar de nossas atividades, portanto, mas precisamente por meio do que fazemos que desenvolvemos uma relação com Deus, que se torna um caminho para a santidade. Sim, a missão cultural dos cristãos é orientar a sociedade e a história para esse ápice de uma vida centrada em Deus."

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EVANGELHO DO DIA (Mc 12,35-37)


ANO "A" - DIA: 05.06.2026
8ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERMELHO)
MARTÍRIO DE SÃO BONIFÁCIO

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 35 Jesus ensinava no Templo, dizendo: "Como é que os mestres da Lei dizem que o Messias é Filho de Davi? 36 O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo, falou: 'Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos debaixo dos teus pés'. 37 Portanto, o próprio Davi chama o Messias de Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?" E uma grande multidão o escutava com prazer.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Jesus é o Senhor e o Rei da nossa vida"

É o Senhor quem nos convoca a derrubar os ídolos
Hoje nós comemoramos a memória de São Bonifácio, bispo e mártir, e queremos também, com o exemplo da sua vida, compreender o que Jesus vai nos falar através do Evangelho de Marcos.

Continuava Jesus a ensinar no templo e propôs esta questão: “Como dizem os escribas que Cristo é o Filho de Davi? Pois o mesmo Davi diz, inspirado pelo Espírito Santo, disse: ‘O Senhor disse ao meu senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos sobre os teus pés’. Ora, se o próprio Davi o chama ‘senhor’, então como ele é o seu Filho?” E a grande multidão o ouvia com satisfação (Marcos 12,35-37).

O Evangelho de hoje apresenta uma pergunta profunda, feita por Jesus no templo. Ele questiona a interpretação comum dos escribas sobre o Messias.

É o Senhor quem Se revela e nos transforma
Jesus não está negando que o Messias venha da descendência de Davi. Ele quer ir além. Ele quer mostrar que o Messias é o próprio Senhor de Davi. Ou seja, o Cristo é, ao mesmo tempo, Filho de Davi segundo a carne, e Senhor de Davi segundo a Sua divindade. Aqui, encontramos uma revelação profunda da nossa fé.

Jesus é o verdadeiro Deus e verdadeiro homem. E, aqui, quero trazer a vida de São Bonifácio, que nasceu na Inglaterra, no século oitavo, e se tornou monge beneditino. Desde cedo, ele sentiu o chamado a anunciar o Evangelho aos povos germânicos, muitos dos quais ainda viviam no paganismo. Agora, é importante entender da vida de São Bonifácio: ele compreendeu, verdadeiramente, aquilo que o Evangelho de hoje nos revela. Cristo não é um mestre, mas o Senhor da história.
Jesus é o Senhor que nos dá coragem para evangelizar

E por reconhecer essa soberania de Cristo, Bonifácio deixou a sua terra, sua segurança, e foi evangelizar nas regiões difíceis da atual Alemanha. Olha que bonito quando Cristo é o centro da nossa vida! Um episódio famoso de sua vida mostra bem a sua fé.

Em uma região pagã, havia uma árvore enorme dedicada ao Deus Thor. O povo acreditava que ninguém poderia tocá-la sem morrer. Bonifácio, cheio de confiança em Cristo, derrubou a árvore.

Quando nada aconteceu com ele, muitos compreenderam que os falsos deuses não tinham poder, e muitos se converteram. Esse gesto foi mais do que coragem, foi testemunho de fé. Somente Cristo é o Senhor. Que você possa dizer, hoje, para sua vida: Jesus Cristo é o Senhor.

Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Botelho
Sacerdote da C. Canção Nova


Como podemos entender Cristo na hóstia consagrada?

A fé explica como o pão se torna o Corpo e o Sangue de Cristo

Em todo ser há um conjunto de coisas que podem mudar, como o tamanho, a cor, o peso, o sabor etc., mas um substrato permanente, e, conservando-se sempre o mesmo, caracteriza o ser, que não muda. Esse substrato é chamado substância, essência ou natureza do ser. Em qualquer pedaço de pão há coisas mutáveis: cor, tamanho, gosto, sabor, posição, sem que a substância que as sustenta mude. Essa substância ninguém vê, mas é uma realidade. Assim, há homens de cores diferentes, feições diferentes etc., mas todos possuem uma mesma substância: uma alma humana imortal, que se nota pelas suas faculdades, as quais os animais não têm: inteligência, liberdade, vontade, consciência, psique entre outros.

Créditos: Arquivo CN

Quando as palavras da consagração são pronunciadas sobre o pão, a substância deste muda ou se converte totalmente em substância do Corpo humano de Jesus (donde o nome “transubstanciação”), ficando, porém, os acidentes externos (aparências) do pão (gosto, cor, cheiro, sabor, tamanho etc.); sendo assim, sem mudar de aparência, o pão consagrado já não é pão, mas é substancialmente o Corpo de Cristo. O mesmo se dá com o vinho. Ao serem pronunciadas sobre ele as palavras da consagração, sua substância se converte no Sangue do Senhor, pelo poder da intervenção da Onipotência Divina.

Isso explica como o Corpo de Cristo pode estar simultaneamente presente em diversas hóstias consagradas e em vários lugares ao mesmo tempo. Jesus não está presente na Eucaristia segundo as suas aparências, como o tamanho ou a localização no espaço. Uma vez que os fragmentos de pão se multiplicam com a sua localização própria no espaço; assim onde quer que haja um pedaço de pão consagrado, pode estar, de fato, o Corpo Eucarístico de Cristo.

Uma comparação: quando você olha para um espelho, aí você vê a imagem do seu rosto inteiro. Se quebrá-lo em duas ou mais partes, a sua imagem não se quebrará com o espelho, mas continuará uma imagem inteira em cada pedaço.

É preciso, então, entender que a presença de Cristo Eucarístico pode se multiplicar sem que o Corpo do Senhor se multiplique. Isso faz com que a presença do Cristo Eucarístico possa multiplicar (sem que o Corpo d’Ele se multiplique) se forem multiplicados os fragmentos de pão consagrados nos mais diversos lugares da Terra. Não há bilocação nem multilocação do Corpo de Cristo.

O Corpo de Cristo, sob os acidentes do pão, não tem extensão nem quantidade próprias; assim não se pode dizer que a tal fragmento da hóstia corresponda tal parte do Corpo de Cristo. Quando o pão consagrado é partido, só se parte a quantidade do pão, não o Corpo de Jesus.

Corpo de Cristo
Assim, muitas hóstias e muitos fragmentos de hóstia não constituem muitos Cristos – o que seria absurdo, mas muitas “presenças” de um só e mesmo Cristo. Analogamente, a multiplicação dos espelhos não multiplica o objeto original, mas multiplica a presença desse objeto; também a multiplicação dos ouvintes de uma sinfonia não multiplica essa sinfonia, mas apenas a presença desta.

Por essas razões, quando se deteriora o Pão Eucarístico por efeito do tempo, da digestão ou de um outro agente corruptor, o que se estraga são apenas os acidentes do pão: quantidade, cor, figura entre outros; nesse caso, o Corpo de Cristo deixa de estar presente sob os Véus Eucarísticos, isso porque Nosso Senhor Jesus Cristo quis, nas espécies ou nas aparências de pão e vinho, garantir a Sua presença sacramental, e não nas de algum outro corpo.

Leia mais:

A Eucaristia
A católica ensina uma conversão total e absoluta da substância do pão no Corpo de Cristo; o Concílio de Trento rejeitou a doutrina de Lutero, que admitia a “empanação” de Cristo: empanação, segundo a qual permaneceriam a substância do pão e a do vinho junto com a do Corpo e a do Sangue de Cristo. O pão continuaria a ser realmente pão (e não apenas segundo as aparências); o vinho continuaria a ser realmente vinho (e não apenas segundo as aparências), de tal sorte que o Corpo de Cristo estaria como que revestido de pão e vinho. Para o Concílio de Trento e para a fé católica, esse tipo de presença de Cristo na Eucaristia é insuficiente; é preciso dizer que o pão e o vinho, em sua realidade íntima (substância), deixam de ser pão e vinho para se tornarem a realidade mesma do Corpo e do Sangue de Cristo.

Assim como na criação acontece o surgimento de todo o ser, também na Eucaristia há a conversão de todo o ser. Essa “conversão de todo o ser” é “conversão de toda a substância” ou “transubstanciação”.

Transubstanciação
Assim como só Deus pode criar (tirar um ser do nada), só Deus pode “transubstanciar”; ambas as atividade supõem um poder infinito que só o Senhor tem.

Para entender um pouco melhor o milagre da transubstanciação, podemos dizer ainda o seguinte: no milagre da multiplicação dos pães, Jesus mudou apenas a espécie do pão (no caso a quantidade), mas não mudou a sua natureza, continuou sendo pão. Quando Ele fez o milagre das Bodas de Caná, mudou a natureza da água (passou a ser vinho) e mudou também a sua espécie (cor, sabor etc); no milagre da Transubstanciação, o Senhor muda apenas a natureza do pão e do vinho (passam a ser seu Corpo e Sangue) sem mudar a espécie (cor, sabor, cheiro, tamanho etc.). Tudo por amor a nós!


Ele, o Rei do universo, faz-se pequeno, humilde, indefeso, nas espécies sagradas do pão e do vinho, para ser nosso alimento, companheiro, modelo, exemplo, força e consolação.

São Bonifácio


São Bonifácio, cujo nome de batismo era Vinfredo, nasceu aproximadamente no ano 672 na Inglaterra, em uma família abastada. Contra a vontade dos pais se tornou monge beneditino e aos 30 anos foi ordenado sacerdote.

Iniciou seu apostolado como professor e depois decidiu se dedicar ao trabalho missionário na evangelização dos povos pagãos da Alemanha. Como a sua primeira experiência não deu certo, foi para Roma falar com o papa Gregório II que o acolheu e, segundo conta Bento XVI, “depois de lhe ter imposto o novo nome de Bonifácio, confiou-lhe com cartas oficiais a missão de pregar o Evangelho no meio dos povos da Germânia”.

Em 722 foi feito Bispo de todos os territórios alemães que ele ajudou a converter, fundando vários mosteiros masculinos e femininos, como o Mosteiro de Fulda, centro da cultura religiosa alemã. Estendeu sua missão até a França.

No ano 754, estando na região da Frísia para celebrar o Crisma, no início da Santa Missa, um grupo de pagãos invadiu a celebração e matou a todos os cristãos, incluindo São Bonifácio, que teve a cabeça partida ao meio por um golpe de espada.

Colaboração: Josimeri Farias

Reflexão:

“Uma primeira evidência impõe-se a quem se aproxima de Bonifácio: a centralidade da Palavra de Deus, vivida e interpretada na fé da Igreja, Palavra que ele viveu, pregou e testemunhou até ao dom supremo de si no martírio. Vivia tão apaixonado pela Palavra de Deus, que sentia a urgência e o dever de a levar ao próximo, mesmo com o risco da sua própria pessoa”. Papa Bento XVI. Audiência Geral de 11 de março de 2009.

Oração:

Deus eterno e todo-poderoso, que destes a São Bonifácio o zelo ardente pelo Evangelho que o levou a trabalhar pela evangelização até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, renovar a nossa fé para oferecer ao mundo de hoje a pérola preciosa do Evangelho. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

terça-feira, 2 de junho de 2026

Em live, Comissão para a Animação Bíblico-Catequética lança hino e programação da II Romaria Nacional de Catequistas


Em live divulgada na última quinta-feira, 28 de maio, a Comissão para a Animação Bíblico- Catequética da CNBB apresentou o que está sendo preparado para a II Romaria Nacional de Catequistas, grande encontro de fé, formação e missão, que acontece nos dias 28 a 30 de agosto, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo.

Além de tirar dúvidas dos participantes sobre a programação, inscrições e novidades da Romaria, o momento foi de acolhida, partilha e animação para catequistas de todo o Brasil que desejam viver essa experiência em Aparecida.

A live foi conduzida pelos assessores da Comissão, Mariana Venâncio e padre Wagner, que além de revelarem as conferências e participantes, também apresentaram uma novidade: a música que animará a II Romaria Nacional de Catequistas. A letra e a música são de Willian Damasceno.

Mariana e padre Wagner

Confira, abaixo, a letra da música:
O que vimos e ouvimos vos anunciamos! (2x)
Catequistas, mensageiros testemunhas verdadeiros.
São sinais de esperança e amor!
É na vida, na missão, com a Igreja, em comunhão, hoje, transmitem a fé no Senhor!

Ouça a música aqui:Tocador de áudio
Use as setas para cima ou para baixo para aumentar ou diminuir o volume.
Dom Juarez Sousa da Silva, arcebispo de Teresina e membro da Comissão, enviou uma mensagem, em vídeo, aos participantes da live:

“Nós vamos compartilhar ali várias experiências vividas no Brasil. A Romaria é sempre um momento forte de encontro – encontro com Cristo, encontro entre os catequistas -, e ela acontecerá aos pés da Virgem Aparecida, Nossa Senhora Aparecida, rainha e padroeira do Brasil, a catequista por excelência. Ela que é uma pedagoga, uma mistagoga e com certeza vai nos inspirar muito.

Essa atmosfera espiritual de Aparecida haverá de nos inspirar, nos iluminar para que seja este momento muito forte da nossa caminhada como catequistas do Brasil. Venham participar deste momento! Vai ser uma maravilha e nós já estamos a partir de agora na contagem regressiva… terá, portanto, o lançamento que hoje é feito e marca uma etapa em que muitos já se inscreveram, mas ainda tem vaga, aí você precisa correr para garantir a sua participação na nossa segunda Romaria Nacional de catequistas do nosso Brasil.

Que Deus nos abençoe e nos faça assumir sempre mais uma catequese com inspiração catecumenal a serviço da iniciação à vida Cristã, porque uma catequese assim proporciona um encontro pessoal com Cristo, a partir da leitura orante que forma discípulos missionários. Venham participar conosco da Segunda Romaria da Catequese no Brasil, de 27 a 29 de agosto, em Aparecida, São Paulo. Que Deus nos abençoe e até lá!”, exortou o bispo.

As Conferências
Cada conferência foi pensada de modo a formar um itinerário: compreender o querigma, reconhecer sua presença na tradição da Igreja, redescobrir sua força transformadora e, sobretudo, aprender a anunciá-lo, com coragem e esperança, diante dos desafios e das luzes do atual tempo.

Nesta edição de 2026 da Romaria estarão presentes dom Leomar Antônio Brustolin; dom Antônio Luiz Catelan Ferreir; dom Jânison de Sá Santos; dom Joel Portella Amado; dom Juarez Marques Sousa da Silva e dom Andherson Franklin Lustoza de Souza.

A primeira conferência será com dom Leomar Brustolin no dia 28 de agosto, às 8h30, com o tema “O Querigma: coração da evangelização”.

A segunda conferência será com dom Catelan na sexta-feira, 28 de agosto, às 10h30, com o tema “O Querigma: da Igreja primitiva ao Papa Leão XIV”.

A terceira conferência acontece no sábado, 29 de agosto, sobre “Do Anúncio ao encontro: experiência que transforma”. Já a conferência 4 será sobre “O Querigma hoje: desafios e oportunidades”. E a conferência 5, no sábado, às 14h, será sobre IVC na prática: partilha de uma experiência; e a 6 será sobre “Querigma e comunidades de discípulos missionários”.
Oficinas

As oficinas aprofundam a prática catequética, em pequenos grupos. Dentre os temas estão: “A renovação da comunidade pela IVC”; “A arte de presidir”; “Catequese e cultura digital”. Além de “A coordenação da catequese; itinerários para formar catequistas” e “Catequese de eucaristia e crisma”.

Esporte, crianças na Praça São Pedro pela paz na Palestina e em Gaza


A iniciativa é promovida pelo Movimento pela Ética, Cultura e Esporte, em parceria com a Universidade Luiss e a Liga Nacional de Futebol Amador. O projeto faz parte da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

Por Francesco Ghirelli*

"Jogar futebol, estudar na universidade. Hoje, uma semente para o futuro na Palestina e em Gaza" é o título do projeto de solidariedade para uma terra martirizada, entregue ao Papa Leão XIV durante a Audiência Geral da quarta-feira, 20 de maio.

A iniciativa é promovida pelo Movimento pela Ética, Cultura e Esporte, junto com a Universidade Luiss e a Liga Nacional de Futebol Amador. Outro parceiro é a Associação para a Cultura, o Esporte e o Lazer (ACSI).

Os organizadores do evento entregam ao Papa uma bola de basquete (@Vatican Media)

Em particular, como que para acompanhar e apoiar a essência do projeto, três pequenos campos foram montados na Praça São Pedro, onde cinquenta crianças — alunos do Ensino Fundamental do Instituto Santa Maria de Roma — jogaram futebol, basquete e vôlei. Isso foi um sinal de esperança de que, na Palestina e em Gaza, o caminho da convivência pode ser retomado, mesmo através da simples experiência do esporte.

Enquanto a morte e a destruição pairam assustadoramente no ar, o projeto pretende plantar uma semente para o diálogo, fortalecendo a convicção de que a convivência pacífica é possível. O projeto exigirá tempo, sabedoria, perseverança e determinação. Na realidade, o caminho começou há três anos com a convicção de que, mesmo nos contextos mais frágeis e precários, é possível iniciar caminhos de paz através do esporte, da brincadeira e até mesmo da educação e do trabalho digno.

O projeto faz parte da Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, tendo como referência central o Objetivo 8 (ODS 8): promover o crescimento econômico duradouro, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho para todos.

Em áreas marcadas pelo desemprego, insegurança e falta de perspectivas, investir nos jovens significa construir a paz. O vazio e a escuridão nos chamam à ação. Precisamos agir hoje, não amanhã.

Meninos e meninas palestinos são o foco central. Em última análise, por meio do esporte e da educação universitária, o projeto visa transformar jovens talentos em capital humano qualificado, reduzindo a marginalização, o desemprego e a dependência da assistência humanitária. Também promove caminhos para a independência econômica e social.

A missão é promover tudo isso por meio do esporte e da educação, oferecendo aos jovens oportunidades concretas de formação, emprego e diálogo intercultural com o apoio de uma rede de instituições, universidades e organizações esportivas.

Concretamente, a Liga Nacional de Futebol Amador está entrando em campo com um acordo, atualmente em fase de finalização, com a Academia de Futebol de Belém, com o auxílio da Federação Palestina de Futebol.

Assim, treinadores, preparadores físicos e dirigentes se reunirão na Palestina para organizar estágios e cursos de formação. A ideia é também tentar treinar árbitros e árbitros assistentes.

Tudo isso cria oportunidades de trabalho. E os melhores talentos palestinos também terão a oportunidade de participar de programas de formação na Itália, sediados por clubes de futebol que competem na Liga Nacional Amadora. Nesta perspectiva, um torneio de futebol entre jovens italianos e palestinos será organizado em Belém e Jerusalém neste outono.

O sonho? Organizar um evento simbólico na "terra de ninguém", na área do posto de controle entre Belém e Jerusalém, envolvendo uma equipe palestina, uma israelense e uma italiana. Quando? Temos paciência. Assim que possível, quando as condições forem adequadas.

A Universidade Luiss, em colaboração com a Associação Esportiva Luiss, oferece duas bolsas de estudo por ano letivo para um programa de licenciatura de três anos n Itália. Isto porque o estudo e a educação são reconhecidos como um catalisador fundamental para o crescimento e a união dos povos. O projeto está aberto à participação de outras universidades italianas. Estão atualmente em curso negociações avançadas.

*Presidente do Movimento pela Ética, Cultura e Esporte

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EVANGELHO DO DIA (Mc 12,13-17)

ANO "A" - DIA: 02.06.2026
9ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Que o Pai do Senhor Jesus Cristo nos dê do saber o Espírito, para que conheçais a esperança reservada para vós, como herança!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 as autoridades mandaram alguns fariseus e alguns partidários de Herodes, para apanharem Jesus em alguma palavra. 14 Quando chegaram, disseram a Jesus: "Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus. Dize-nos: É lícito ou não pagar o imposto a César? Devemos pagar ou não?" 15 Jesus percebeu a hipocrisia deles, e respondeu: "Por que me tentais? Trazei-me uma moeda para que eu a veja". 16 Eles levaram a moeda, e Jesus perguntou: "De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?" Eles responderam: "De César". 17 Então Jesus disse: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". E eles ficaram admirados com Jesus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Dar a Deus o que é de Deus"

O mundo nos cobra impostos, mas Deus quer nos dar Seu amor
Que grande alegria começar esse segundo dia do mês de junho, mas também para recordar que é o mês do Sagrado Coração de Jesus. E nós vamos ouvir, no Evangelho de hoje, sobre aquilo que devemos dar a Deus e que devemos dar a César. O Evangelho de São Marcos. E vai dizer para nós o seguinte:

Enviaram-lhe alguns fariseus e herodianos para que o apanhasse alguma palavra. Aproximaram dele e disseram: “Mestre, sabemos que tu és verdadeiro, e não dás preferência a ninguém. Com efeito, tu não olhas para as aparências do homem, mas ensinas, com verdade, o caminho de Deus”. “De quem é a figura e a inscrição que estão nessa moeda?” Eles responderam: “De César”. Então Jesus disse: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. (Marcos 12,13-17)

Meus irmãos e minhas irmãs, há algo muito importante neste Evangelho: a quem nós temos dado o nosso coração? A Deus ou a César, que significa o mundo?

A tentação de dar a César o que é do Criador
O coração oferecido a Deus é um coração que se refugia para fugir das impurezas deste mundo, para fugir das malícias, daquilo que pode nos levar a desagradar o coração de Deus.

Jesus, porém, conhece o nosso coração. E Ele diz algo importante para aqueles que O estavam interrogando: “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Portanto, meus irmãos e minhas irmãs, se a moeda deve voltar a César, nós devemos nos voltar a Deus.

Devolver a nossa vida nas mãos de Deus
Dar a Deus o que é de Deus significa entregar a Ele aquilo que Lhe pertence: nossa vida, nosso coração, nossa vontade e fidelidade. Muitas vezes, damos facilmente as coisas materiais ao mundo, mas resistimos em dar o nosso coração a Deus.

Pagamos impostos, assumimos compromissos sociais, mas nem sempre entregamos a Deus o tempo, a oração e a conversão que Ele merece. Fica a reflexão: eu tenho dado mais tempo para as coisas materiais ou para as coisas que me levam para a vida eterna? Dai a Deus o que é de Deus, e a César o que é de César.

Que o Espírito Santo nos ajude a viver na fidelidade a Deus. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova