segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Vitalidade da Igreja no Brasil impressiona representante de Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral


O sacerdote italiano que colabora com o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano em pautas sobre migração e direitos humanos, padre Paolo Parise, esteve esta semana na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, participando do Encontro Anual de Bispos das Comissões para a Ação Sociotransformadora (Cepast), para o Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (CEETH) e para a Ecologia Integral e Mineração (CEEM).

“Eu participei deste encontro e me chamou a atenção a vitalidade da Igreja brasileira, especialmente ver tantos bispos comprometidos com a proteção e a defesa dos direitos humanos a partir da perspectiva da fé”, disse.

O padre, da Congregação dos Missionários de São Carlo, reforçou que o Papa Leão falou duas vezes, em sua carta encíclica Magnifica Humanitas, da relação entre fé e direitos humanos. “Este tema, portanto, não é algo estranho à missão da Igreja que considera o ser humano como um todo. Na Igreja, falamos de desenvolvimento humano integral: toda a pessoa e suas dimensões”, disse.

O número de migrantes e refugiados no Brasil, cerca de 2 milhões e meio de pessoas, também chamou a atenção do representante do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. “A Igreja, em muitos lugares do Brasil, deu respostas na acolhida, na integração, na defesa dos direitos e também na dimensão espiritual aos migrantes e refugiados, com celebrações em inglês e em outros idiomas para que eles possam vivenciar a sua fé”, disse.

Reflexão e pesquisa
No Dicastério, o sacerdote atua na Segunda Sessão cujo papel é promover a reflexão e a pesquisa, produzir materiais e orientações pastorais sobre o trabalho com os migrantes, seleção de boas práticas em vários continentes e acompanhar todas as temáticas ligadas à migração e refúgio. “A gente busca estar a serviço, oferecendo o nosso melhor às Igrejas locais e a serviço do Santo Padre”, disse.

Um dos grandes desafios a atualidade, segundo ele, é garantir a dignidade do migrante e do refugiado. “O Papa Leão tem insistido muito nisto. Nas viagem que fez às ilhas canárias. Infelizmente existem algumas tendências do ser humano em excluir e dizer porque passou a fronteira e não tem documento perdeu a dignidade. Para o Santo Padre a dignidade do ser humano vem antes de tudo. Este é um grande desafio da atualidade”, afirmou.

Padre Paolo atuou como missionário no Brasil por 28 anos e trabalhou na baixada Santista, na periferia Sul em São Paulo e, em seus últimos anos no país, na Missão Paz, no Centro de São Paulo, trabalhando com migrantes e refugiados. O padre, que se considera meio brasileiro e meio italiano, disse que o grande aprendizado que fez foi o de incorporar o jeito de ser Igreja no Brasil. “Um dos grandes aprendizados que fiz aqui foi o jeito acolhedor de viver a fé, o jeito de uma Igreja acolhedora”.

Leão XIV: rezemos o Terço para que os povos sejam libertados do flagelo da guerra


O Pontífice pediu aos fiéis que intensifiquem a oração do Terço neste mês de outubro em particula pela Terra Santa e pelas vítimas inocentes da violência. Ao final do Angelus, o Papa recordou ainda a realização de um encontro no Vaticano sobre os 10 anos da Exortação Apostólica Amoris laetitia.

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

Ao final do Angelus, Leão XIV recordou que domingo passado, em Lourdes, convidou os fiéis a rezarem o Santo Rosário durante o mês de outubro, com a intenção especial de que "cessem as guerras e se construa a paz".

Entre os primeiros a rezar estiveram as crianças, e continuam a fazê-lo através da iniciativa promovida pela Fundação "Ajuda à Igreja que sofre" de 1º a 7 de outubro, intitulada "Um milhão de crianças reza o Santo Rosário"

“Agradeço de coração a todas as crianças que, em tantas partes do mundo, se unem a esta oração. Sigamos todos o seu exemplo, invocando a intercessão da Virgem Maria para que os povos sejam libertados do flagelo da guerra. Em particular, rezemos pela Terra Santa e pelas vítimas inocentes da violência.”

Famílias, sinal de esperança e riqueza inestimável
O Pontífice recordou ainda um importante evento que terá lugar no Vaticano nos próximos dias, por ocasião do décimo aniversário da Exortação Apostólica Amoris laetitia. Trata-se de um encontro convocado pelo próprio Papa do qual foram convidados os líderes das Igrejas Orientais Católicas e os Presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo.

"Será um momento de discernimento sinodal, para identificar os passos a dar para anunciar hoje o Evangelho junto das famílias e das jovens gerações", disse o Santo Padre, confiando à oração dos fiéis este compromisso e, sobretudo, das famílias, que "são sinal de esperança e riqueza inestimável para a Igreja e para a sociedade".

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.

EVANGELHO DO DIA (Lc 10,25-37)

ANO "A" - DIA: 05.10.2026
27ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)
MEMÓRIAS DE SANTA FAUSTINA KOWALSKA E SÃO BENEDITO

- Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
- Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25 um mestre da Lei se levantou e, querendo pôr Jesus em dificuldade, perguntou: "Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?" 26 Jesus lhe disse: "O que está escrito na Lei? Como lês?" 27 Ele então respondeu: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração e com toda a tua alma, com toda a tua força e com toda a tua inteligência; e ao teu próximo como a ti mesmo!" 28 Jesus lhe disse: "Tu respondeste corretamente. Faze isso e viverás". 29 Ele, porém, querendo justificar-se, disse a Jesus: "E quem é o meu próximo?" 30 Jesus respondeu: "Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos de assaltantes. Estes arrancaram-lhe tudo, espancaram-no, e foram-se embora deixando-o quase morto. 31 Por acaso, um sacerdote estava descendo por aquele caminho. Quando viu o homem, seguiu adiante, pelo outro lado. 32 O mesmo aconteceu com um levita: chegou ao lugar, viu o homem e seguiu adiante, pelo outro lado. 33 Mas um samaritano que estava viajando, chegou perto dele, viu e sentiu compaixão. 34 Aproximou-se dele e fez curativos, derramando óleo e vinho nas feridas. Depois colocou o homem em seu próprio animal e levou-o a uma pensão, onde cuidou dele. 35 No dia seguinte, pegou duas moedas de prata e entregou-as ao dono da pensão, recomendando: "Toma conta dele! Quando eu voltar, vou pagar o que tiveres gasto a mais'. E Jesus perguntou: 36 "Na tua opinião, qual dos três foi o próximo do homem que caiu nas mãos dos assaltantes?" 37 Ele respondeu: "Aquele que usou de misericórdia para com ele". Então Jesus lhe disse: "Vai e faze a mesma coisa".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Desapegar com liberdade e amor"

Desapegar do mundo para receber a vida eterna
Hoje, comemoramos a memória de Santa Faustina Kowalska e São Benedito, dois grandes santos da Igreja que irão nos ensinar, nesta liturgia de hoje, a renunciarmos e a desapegarmos para fazermos a vontade de Deus. O Evangelho de São Lucas nos ensina o seguinte:

“Mestre, que devo fazer para receber em herança a vida eterna?” O Senhor responde a ele: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, com toda a tua inteligência, com toda a tua força e ao teu próximo como a ti mesmo.” (Lucas 10, 25-37)

Jesus começa então com uma pergunta muito importante, mas Ele não responde de forma imediata. Ele conduz aquele homem a olhar para a Palavra de Deus.

Desapegar da vida antiga
Jesus quer que aquele homem reflita: por que ele precisa renunciar? Por que ele precisa desapegar? E Jesus cria, no coração dele, um questionamento. O Senhor quer que aquele homem possa fazer a vontade de Deus, mas não por obrigação, não por coação, e sim por liberdade, por amor.

Quantos de nós caminhamos nos caminhos de Deus, mas ainda acumulamos, em nosso coração, as nossas vontades da vida passada? E o Senhor quer hoje, através desta liturgia, nos aproximar da vontade de Deus. O que devemos fazer para receber a vida eterna?

Com coragem, assumir a liberdade interior
Será que eu e você temos a coragem de responder com generosidade, com gratuidade, ao chamado de Deus? Nós precisamos ser instrumentos nas mãos d’Ele para comunicar a Sua misericórdia. Aquele homem tinha um anseio, tinha um desejo de fazer a vontade de Deus, mas o apego, o seu coração ainda egoísta, não abriam espaço para a liberdade interior, aquela que nos conduz para a vontade de Deus. E a vontade de Deus, quando acolhida, gera muitos frutos, e o desapego das coisas deste mundo torna-se natural em nosso coração.

Que Jesus nos ajude a refletir antes de responder à vontade do Pai, e que Ele nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


São Francisco de Assis e a inclusão das pessoas com deficiência

Restaurar a Igreja pelo caminho do acolhimento

A história da Igreja é marcada por santos que viveram o Evangelho de maneira concreta, especialmente no cuidado com os mais frágeis. Entre eles, destaca-se São Francisco de Assis, reconhecido por sua profunda compaixão pelos marginalizados, doentes e vulneráveis.

Sua vida continua sendo um grande chamado para que a Igreja seja, de fato, uma casa de portas abertas, onde todos tenham dignidade, espaço e pertença. Ao refletirmos sobre a inclusão das pessoas com deficiência na comunidade cristã, o exemplo de São Francisco se torna ainda mais atual. Ele nos ensina que a fé não se limita a palavras ou discursos, mas se revela principalmente na forma como acolhemos aqueles que o mundo costuma rejeitar.

Cigoli, Public domain, via Wikimedia Commons

O abraço que mudou tudo: Francisco e o leproso
Um dos momentos mais decisivos da conversão de Francisco foi o encontro com um leproso. Na sociedade medieval, os leprosos eram evitados, considerados impuros e excluídos do convívio social. Francisco, porém, fez o contrário do esperado: desceu do cavalo, aproximou-se, beijou o leproso e lhe ofereceu ajuda. Esse gesto simples foi profundamente evangélico.

Francisco compreendeu que, ao tocar o ferido, estava tocando o próprio Cristo. Esse episódio nos ensina que a inclusão começa quando vencemos o medo e o preconceito. Muitas vezes, não excluímos por maldade, mas por desconhecimento ou insegurança. Francisco nos mostra que o amor cristão sempre encontra um caminho.

São Francisco não apenas ajudava os pobres e doentes de longe. Ele decidiu viver entre eles. Sua escolha pela pobreza não era apenas um estilo de vida, mas uma forma de dizer ao mundo que os últimos têm valor. Ele chamava os mais simples de “irmãos” e “irmãs”, porque acreditava que todos pertencem à mesma família de Deus. Esse olhar fraterno é fundamental para a inclusão: a pessoa com deficiência não deve ser vista como alguém “diferente”, mas como irmão e irmã dentro da comunidade.

💻Leia mais:

Uma Igreja sem hierarquias de valor
Diferente de muitas estruturas sociais de sua época, a ordem fundada por São Francisco acolhia pessoas de diversas origens, sem hierarquias baseadas em status, aparência ou capacidade física. Isso é uma lição importante para a Igreja de hoje: ninguém deve ser visto como “menos importante” por causa de uma deficiência. A pessoa com deficiência não é um “caso especial”. Ela é um membro da Igreja.

Outro aspecto essencial da espiritualidade franciscana é a ternura. Francisco não evangelizava com dureza, mas com proximidade, delicadeza e compaixão. Ele entendia que o amor de Deus precisa ser comunicado com gestos simples e acessíveis. Isso tem tudo a ver com inclusão pastoral: muitas pessoas com deficiência, ou suas famílias, precisam antes de tudo de acolhida humana, de escuta e respeito. Uma Igreja acessível começa com um coração aberto.

O próprio Francisco conheceu a fragilidade
Nos últimos anos de sua vida, São Francisco sofreu diversas doenças, incluindo uma grave enfermidade nos olhos que o deixou quase cego. Ele passou a experimentar, no próprio corpo, aquilo que muitas pessoas vivem: limitações, dependência e sofrimento e essa experiência aumentou ainda mais sua empatia. Francisco nos recorda que a fragilidade não diminui a dignidade humana. Pelo contrário: pode se tornar um lugar de encontro profundo com Deus.

Mesmo doente e quase cego, Francisco compôs o famoso Cântico das Criaturas, louvando a Deus pela vida, pela natureza e pela beleza da criação. Isso mostra que a pessoa não perde sua missão por causa da deficiência ou da limitação. A inclusão na Igreja é também isso: ajudar cada pessoa a perceber que sua vida continua tendo sentido, valor e vocação.

Incluir é restaurar a Igreja
Durante uma oração, Francisco ouviu o chamado: “Francisco, restaura a minha Igreja”. Ele entendeu que essa restauração não era apenas física, mas espiritual. Era um retorno ao Evangelho vivido com simplicidade e misericórdia. Hoje, restaurar a Igreja significa também construir comunidades onde as pessoas com deficiência tenham acesso pleno à vida cristã.

Uma Igreja inclusiva não é uma Igreja “moderna”. É uma Igreja fiel ao Evangelho.
O Papa Francisco, inspirado no santo de Assis, denuncia frequentemente a “cultura do descarte”, que rejeita os frágeis e valoriza apenas os produtivos. A inclusão das pessoas com deficiência é um sinal profético contra essa lógica. Quando a comunidade cristã acolhe os vulneráveis, ela proclama que cada vida tem valor, porque cada pessoa é imagem de Deus.

São Francisco de Assis nos ensina que a verdadeira fé se manifesta no amor concreto. Ele abraçou os excluídos, caminhou com os doentes e reconheceu Cristo nos feridos.

Sua vida continua sendo um chamado para a Igreja de hoje: não basta dizer que acolhemos, é preciso incluir, porque restaurar a Igreja é também restaurar a dignidade dos que foram esquecidos.

São Francisco de Assis, rogai por nós!

São Benedito

São Benedito, cuja festa é celebrada no dia 5 de outubro, é uma figura venerada na tradição católica, que deixou um profundo impacto tanto pela sua vida simples quanto pela espiritualidade fervorosa que o caracterizou. Ele era filho de escravos africanos e experimentou desde cedo as dificuldades da discriminação racial.

Nascido em 1526, na Sicília, Itália, ele era filho de escravos africanos e experimentou desde cedo as dificuldades da discriminação racial. Benedito ingressou na Ordem Franciscana como irmão leigo, onde dedicou sua vida à oração, ao serviço aos necessitados e à penitência. É venerado por muitos católicos brasileiros que com carinho e fervor o invocam como São Benedito, o Negro.

A biografia de São Benedito é marcada por sua humildade e devoção à Eucaristia. Ele passava longas horas diante do Santíssimo Sacramento, mergulhando em profunda contemplação. Por sua origem e disposição para servir a todos é reconhecido como padroeiro dos escravos e dos cozinheiros.

Sua simplicidade e amor pelo próximo eram igualmente notáveis, dedicando-se a cuidar dos pobres, doentes e órfãos. Sua reputação de santidade cresceu rapidamente, e muitos buscavam sua orientação espiritual.

Colaboração: Yara Fonseca

Reflexão:

O legado de São Benedito transcende sua época, inspirando gerações futuras a viverem com compaixão, humildade e devoção à fé católica. Seu exemplo nos lembra da importância da igualdade e da valorização da dignidade de cada ser humano, independentemente de sua origem étnica. Hoje, ele é símbolo de esperança para aqueles que enfrentam a discriminação racial e nos convida a viver na simplicidade do amor universal.

Oração:

São Benedito, humilde servo de Deus, que em sua vida terrena encontrou força e consolo na Eucaristia e no serviço aos necessitados, interceda por nós junto ao Senhor. Que possamos seguir seu exemplo de amor, humildade e devoção, e que sua intercessão nos guie em nossos momentos de dificuldade. Ajude-nos a reconhecer a dignidade de todos os seres humanos, independentemente de sua origem, e a trabalhar pela justiça e igualdade. São Benedito, rogai por nós, para que possamos viver uma vida de fé profunda e caridade sincera. Amém.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Comissões da CNBB se reúnem para aprofundar compromisso com a justiça social e renovar respostas pastorais


O Dicastério para a Comunicação do Vaticano divulgou na última terça-feira, 29, o tema que será aprofundado pelo Papa Leão XIV na próxima mensagem para o Dia Mundial das Comunicações, em maio de 2027. “Um novo olhar: “prestar atenção” na era do clickbait” é o convite feito pelo Papa e que ganhará uma reflexão do Papa Leão XIV. O assessor de Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Arnaldo Rodrigues, comentou que a proposta é “muito importante para o nosso tempo”.

“Ao escolher como tema do Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2027 “Um novo olhar: ‘prestar atenção’ na era do clickbait”, o Papa nos chama a refletir sobre algo que vai muito além da comunicação nas redes sociais. Ele nos convida a perceber como estamos olhando para o mundo, para as pessoas e até para nós mesmos”, disse padre Arnaldo.

Isca de clique
O assessor da CNBB explicou que o chamado clickbait (“isca de clique”) é uma estratégia de comunicação digital que utiliza títulos, imagens ou chamadas exageradas, provocativas, ambíguas ou incompletas para despertar curiosidade e levar o usuário a clicar em determinado conteúdo.

“Em geral, explora emoções como surpresa, medo, indignação ou expectativa. O problema surge quando a chamada promete mais do que o conteúdo efetivamente entrega ou distorce informações para aumentar audiência e engajamento; por isso, embora possa gerar muitos cliques no curto prazo, o uso recorrente do clickbait pode prejudicar a credibilidade, a confiança e a reputação de quem comunica”, pontuou.

No contexto da economia da atenção, padre Arnaldo destaca a proposta do Papa Leão de que a comunicação não deve significar capturar ou vender a atenção do outro, mas que deve estar a serviço do encontro, da verdade e da relação humana.

“E aqui está a grande provocação para nós: Será que estamos apenas chamando a atenção das pessoas ou estamos realmente prestando atenção nelas?”, refletiu, adicionando que “prestar atenção significa olhar para o outro com interesse verdadeiro, escutar sua história, reconhecer sua dignidade e tentar compreender antes de julgar”.

Para o padre Arnaldo, a mensagem do Papa trará o convite a reaprender a olhar com atenção e com amor, “para enxergar o mundo, os outros e também a nós mesmos como Cristo nos vê: chamados pelo nome e amados”.

Reflexão para comunicadores da Igreja
Aos comunicadores da Igreja, padre Arnaldo destaca que a reflexão indica que não basta publicar conteúdos religiosos, alcançar muitas pessoas, ter números, curtidas ou visualizações.

“Precisamos nos perguntar: O nosso conteúdo aproxima ou afasta? Informa ou apenas provoca? Evangeliza ou simplesmente busca engajamento? Estamos comunicando uma mensagem ou estamos encontrando pessoas?”, provoca, apontando para o chamado a oferecer presença.

“Não precisamos entrar na lógica de fazer barulho para sermos ouvidos. Precisamos comunicar com verdade. Precisamos olhar com amor. Precisamos escutar antes de responder. Precisamos compreender antes de julgar. Precisamos encontrar pessoas, e não apenas alcançar públicos”, pontua.

A Mensagem do Papa Leão XIV para o 61º deverá ser divulgada no próximo dia 24 de janeiro, quando a Igreja celebra a Memória de São Francisco de Sales.

Luiz Lopes Jr.

Papa: um milhão de crianças rezam 50 milhões de Ave-Marias pedindo a paz no mundo

A iniciativa "Um milhão de crianças rezam o Terço", recordou o Papa a partir da Gruta de Lourdes nos Jardins do Vaticano, significa que são "50 milhões de 'Ave-Marias' que sobem ao Céu de todas as partes e em todas as línguas da terra pedindo a paz, e que se unem como em uma única e grandíssima coroa do Rosário, para abraçar e unir entre si todos os continentes, as raças e as nações do planeta". Até 7 de outubro, Dia de Nossa Senhora do Rosário, todos são convidados a rezar o terço pela paz.

Andressa Collet - Vatican News

O Papa Leão XIV encontrou cerca de 700 crianças e outras 500 pessoas, entre pais, sacerdotes e acompanhantes dos pequenos, para rezar pela paz no mundo. O encontro foi diante da Gruta de Lourdes, nos Jardins do Vaticano, no final da tarde desta quinta-feira (01/10), primeiro dia da Semana Mundial de Oração que, até 7 de outubro, dia de Nossa Senhora do Rosário, deve reunir "Um milhão de crianças" para rezar o terço em todo o mundo.

Essa iniciativa, explicou o cardeal Kurt Koch, presidente internacional da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN), que promove o evento, e prefeito do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos, "convida as crianças a descobrirem que podem levar a Jesus, juntamente com Maria, os sofrimentos do mundo. É justamente a voz dos mais pequeninos, que se confiam a Ele com fé, que encontra uma escuta privilegiada no coração de Deus".


O pedido de paz para todas as crianças do mundo
A partir do Vaticano, disse o Pontífice, as crianças começam a rezar junto a "todos esses amigos" ao redor do planeta. Além de se comprometer em se comportar bem em casa, na escola, na catequese, quando brinca e faz esporte, com os pais e com todos, recomendou o Papa, as orações "devem sempre ser acompanhadas de boas obras, com gestos de amor. É assim que cresce a paz!", explicou ainda Leão 14 às crianças, que se disse estar feliz com a presença de todos no Vaticano, sobretudo, "com as duas pessoas que nos amam mais do que qualquer outra. Quem são elas?", questionou o Papa, já ao responder: "o Senhor Jesus e a sua Mãe, Maria, que nunca nos deixam sozinhos e que estão sempre ao nosso lado". Leão, então, pediu se esse amor era compartilhado também pelas crianças:

"Nós também os amamos, não é mesmo? Vamos dizer isso a eles? Vamos tentar e repetir juntos: eu te amo Jesus. Eu te amo Maria. Sim, nós amamos vocês, Jesus e Maria, e esta noite pedimos um dom especial: a paz para todas as crianças do mundo, especialmente para aquelas que vivem onde há guerra, em tantos países da Terra."

"Um milhão de crianças rezam o Terço" é o título da iniciativa (VATICAN MEDIA)

São "50 milhões de Ave-Marias", recorda o Papa
O pedido é feito com a oração do terço, continuou o Papa, "que é uma oração simples, que todos podem rezar", além de gestos como o de oferecer flores, "como sinal de amor"; acender velas e refletir sobre momentos importantes da vida de Jesus que trouxeram "luz e paz a tantas pessoas" no mundo. Por isso, Leão XIV convida novamente as centenas de crianças a agradecer pelos dons maravilhosos da vida de Cristo: "vamos fazer isso juntos, mais uma vez. Digamos todos a Ele: obrigado, Jesus. E peçamos a Ele com confiança, todos unidos: dá-nos a paz!".

“Nesta noite e nestes dias não somos só nós que estamos rezando. Em todo o mundo, um milhão de crianças reza conosco. Um milhão! Pensem nisso: cinquenta milhões de 'Ave-Marias' que sobem ao Céu de todas as partes e em todas as línguas da terra pedindo a paz, e que se unem como em uma única e grandíssima coroa do Rosário, para abraçar e unir entre si todos os continentes, as raças e as nações do planeta.”

Leão XIV com uma família vestida com a camisa da Fundação Ajuda à que Sofre promotora da iniciativa (VATICAN MEDIA)

As intenções de oração
Após a saudação, o Papa abençoou os terços que cada criança recebeu para começar a recitação do terço, em várias línguas (italiano, árabe, alemão e espanhol). Como o cardeal Koch havia antecipado, nos "cinco mistérios luminosos, contemplamos Cristo como a luz do mundo, que ilumina as feridas e as esperanças dos povos". As orações foram dirigidas às "crianças da Ucrânia e todas as vítimas da guerra; às famílias da Síria, do Líbano e da Terra Santa, forçadas a abandonar suas casas; aos cristãos perseguidos no Paquistão e em outros lugares; à reconciliação no Sudão do Sul; às famílias de Cuba e da Venezuela, para que não percam a esperança". E o presidente internacional da ACN concluiu:

"Ao contemplarmos Cristo ressuscitado, pedimos que o medo e o ódio não tenham a última palavra. Maria nos ensina a acolher o amor de Deus e a deixá-lo agir em nossa vida. Assim, a oração também educa nossos corações para a paz, o perdão e o cuidado com os outros."

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.

EVANGELHO DO DIA (Mt 18,1-5.10)

ANO "A" - DIA: 02.10.2026
26ª SEMANA DO TEMPO COUM (BRANCO)
MEMÓRIA DOS SANTOS ANJOS DA GUARDA

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Bendizei ao Senhor Deus, os seus poderes, seus ministros que fazeis sua vontade!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
- Glória a vós, Senhor.

Naquela hora, 1 Os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: "Quem é o maior no Reino dos Céus?" 2 Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3 e disse: "Em verdade vos digo, se não vos converterdes, e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4 Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5 E quem recebe em meu nome uma criança como esta, é a mim que recebe. 10 Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Como crianças, devemos depender de Deus Pai"

Como crianças, alcançar o Céu pela humildade
Hoje, a Igreja comemora os Santos Anjos da Guarda. Cada um de nós é protegido por um anjo, cujo nome não sabemos, mas que Deus nos deu para ficar lado a lado, para nos proteger do mal, das insídias de Satanás.

Nos momentos de perigo, devemos recorrer ao Santo Anjo da Guarda. Você tem tido essa intimidade com o seu anjo da guarda? Se não tem, procure viver este relacionamento. E nós vamos ver isso no Evangelho de Mateus:

Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus.” (Mateus 18, 1-5.10)

Interessante, meu irmão, minha irmã, que, quando Jesus se aproxima dos discípulos, Ele faz uma pergunta que, no fundo, revela um coração ainda marcado pela lógica do mundo: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” Aqui, levantam-se várias posições, honras, prestígio, mas Jesus não está interessado nisso.
Como crianças, confiar no Bom Pai

Jesus coloca aquela criança no meio, ali no centro, para que nós possamos responder a Ele com um coração humilde e de criança. O que essa criança representa dentro do Evangelho? Representa a dependência de Deus, a simplicidade, a confiança e a humildade.

Por isso que Jesus está dizendo: se nós não formos como esta criança, não entraremos no Reino dos Céus, ou seja, quem não for humilde, simples, quem não confiar nem depender de Deus. Cristo afirma que a grandeza do Reino não consiste em ser maior que os outros, mas em reconhecer que tudo recebemos e dependemos de Deus.

A verdadeira grandeza está na generosidade
Num mundo marcado por querer ser melhor que os outros, até mesmo fazer o mal em detrimento de estar acima do outro, Jesus nos fala que a lógica do Reino é totalmente contrária. É a lógica de servir. Jesus Cristo não veio para ser servido, mas para servir. Se nós não tivermos este coração de criança, dificilmente entraremos no Reino dos Céus. Por isso, peçamos ao Senhor a graça de sermos pequenos, fracos, simples. E peçamos a intercessão dos nossos Santos Anjos da Guarda para vivermos a vontade de Deus.

Que os Santos Anjos da Guarda nos protejam e que o Senhor nos abençoe: em nome do Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova