quarta-feira, 6 de maio de 2026

Aumenta o número de católicos no mundo. No Brasil, análise do Censo 2022 orientou construção das DGAE


Foi divulgado, nesta semana, o aumento do número de católicos no mundo. De acordo com os dados do Anuário Pontifício 2026 e do Annuarium Statisticum Ecclesiae 2024, os católicos no mundo somam pouco mais de 1,422 bilhão de pessoas em 2024, ante 1,406 bilhão em 2023. O aumento foi de 1,14%, cerca de 16 milhões de fiéis. Os números proporcionam interpretações, análises e guiam tomadas de decisão em toda parte. Aqui no Brasil, atentos à missão de anunciar o Evangelho a todos, os bispos consideraram os dados do Censo 2022 na reflexão das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE).

Estabilidade
Os dados do Anuário Pontifício mostraram que a participação dos católicos na população global permaneceu estável, em torno de 17,8%. A América continua como o continente com maior número de católicos, concentrando 47,7% do total mundial e com 64% da população que se declara católica.

No Brasil, os dados do Censo 2022 apontaram para o número de 56,7% de católicos no país, uma redução de 8,3% em relação a 2010. Porém, a redução foi menor que a década anterior. Outro destaque diz respeito ao aumento no número de pessoas sem religião, freando a expectativa de aumento crescente no número de evangélicos.

Mudança de cenário
Os dados do Censo 2022 “constatam uma mudança importante”, segundo a análise do Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi (Inapaz) apresentada na 62ª Assembleia Geral da CNBB.

“O Brasil deixa de ser um país hegemonicamente católico para se configurar como uma nação religiosamente plural e dinâmica”.

Essa análise reforça o que tem sido apresentado pelo Inapaz desde o ano passado, quando começaram a ser divulgados os recortes sobre religião a partir do Censo. A compreensão é de que os números censitários “são insuficientes para uma aproximação mais consistente da realidade verificada no ethos religioso brasileiro. Eles precisam ser interpretados, entre outros aspectos, à luz de aspectos culturais mais amplos”.

Assim, as análises de conjuntura eclesial elaboradas pelo Inapaz tiveram a preocupação de analisar não só os dados do Censo, mas o modo como pessoas e grupos lidam com a vida, com a dimensão religiosa em geral e com o catolicismo em particular, o chamado ethos religioso.

De acordo com o Inapaz, a experiência religiosa brasileira se deslocou de um perfil monocêntrico, institucional, doutrinal e estático para um perfil altamente plural, individualizado. “O Brasil está passando da cristandade para a pós-cristandade, no qual o cristianismo se torna uma escolha pessoal em um contexto bastante plural, perdendo força institucional”.

Além desses aspectos há um contexto mundial de policrise, o que é entendido a partir do termo utilizado por Edgar Morin a respeito das mudanças nos diversos âmbitos da vida humana como sintomas de uma crise maior da civilização ocidental.

Assim, observa o Inapaz, “o desafio consiste em anunciar o Evangelho em um contexto no qual crer já não significa necessariamente pertencer nem seguir”.

“Trata-se de redescobrir a força do testemunho, da comunidade e do encontro pessoal como caminhos privilegiados para que a fé cristã continue a oferecer sentido, esperança e horizonte à existência humana no Brasil de hoje. Trata-se de buscar itinerários para que a fé seja transmitida às novas gerações, seja alimentada e mantenha seu vigor profético-solidário”.

Nesse cenário, a ação evangelizadora não pode se limitar à conservação de estruturas e métodos herdados de um contexto de cristandade, alertou o Inapaz. A exigência, é de uma “conversão pastoral e missionária que coloque a Igreja em estado permanente de missão”, apontou inspirado no Documento de Aparecida.

“Tal conversão passa pela redescoberta da centralidade do encontro pessoal com Jesus Cristo, pela valorização das pequenas comunidades como mediações privilegiadas em uma sociedade fragmentada, pelo fortalecimento da iniciação à vida cristã, pela adequada animação bíblica da vida e da pastoral, pela integração entre liturgia e piedade popular e pelo compromisso com a transformação da realidade à luz do Evangelho”.


As novas Diretrizes que recolhem os apontamentos da análise
Após um percurso de quatro anos, o episcopado brasileiro concluiu, durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, a construção das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). O texto recolhe, entre as diversas fontes que o inspiram, as contribuições oferecidas pelo Inapaz.

Elas são a forma com a qual os bispos propõem uma resposta ao apelo do Espírito “a ser uma tenda sempre aberta, capaz de ampliar a escuta e o acolhimento, sustentada por estacas firmes na fé, esperança e caridade, diante dos desafios atuais”.

As Diretrizes querem assegurar que a Igreja no Brasil permaneça fiel às suas três tarefas permanentes: anunciar, santificar e testemunhar a fé.

Os bispos, cientes da nova realidade, convidam a Igreja a “rever os métodos de anúncio da Boa-Nova, de transmissão da fé e de fortalecimento do senso de pertença à comunidade eclesial”. Nas novas DGAE, também falam em “reavivar em toda a Igreja no Brasil a busca pela santidade e o sentido de participação e comunhão orientados pela missão”.

A imagem da tenda, assim como no processo do Sínodo sobre a Sinodalidade vivido por toda a Igreja, foi escolhida para expressar o espírito que vai nortear a ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Essa figura da tenda pode ser entendida como o chamado à Igreja a ser “comunidade que se alarga, escuta os sinais dos tempos, faz o discernimento para a conversão pastoral e sai em missão”.

O texto será publicado nas próximas semanas e estará disponível para todas as comunidades do Brasil para aquisição na editora oficial da CNBB, a Edições CNBB.

Papa: a Igreja não anuncia a si própria, mas aponta para a salvação em Cristo

Continuando o ciclo de catequeses sobre a Constituição Dogmática "Lumen Gentium", Leão XIV dedicou sua catequese desta quarta-feira, 6 de maio, para a dimensão escatológica da Igreja, com frequência esquecida. "Somos chamados a considerar a dimensão comunitária e cósmica da salvação em Cristo e a voltar o nosso olhar para este horizonte final, a medir e a avaliar tudo a partir desta perspectiva."

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

Depois da viagem à África, o Papa retomou suas catequeses sobre os documentos conciliares, comentando hoje o Capítulo VII da Lumen Gentium. Neste tópico, a Constituição sobre a Igreja do Concílio Vaticano II reflete sobre uma das suas características definidoras: a dimensão escatológica.

"A Igreja, de fato, percorre esta história terrena sempre orientada para o seu objetivo final, que é a pátria celeste", explicou o Pontífice. Essa é uma dimensão essencial que, no entanto, muitas vezes é negligenciada ou minimizada porque se foca no que é imediatamente visível e nas dinâmicas mais concretas da vida da comunidade cristã.

Denunciar o mal em todas as suas formas
Povo de Deus que caminha na história, a Igreja tem o Reino de Deus como fim de todo o seu agir. Isto significa que ela não se identifica perfeitamente com o Reino de Deus, pois o cumprimento definitivo deste somente ocorrerá no fim dos tempos. Guardiã de uma esperança que ilumina o caminho, afirmou o Papa, é também investida da missão de pronunciar palavras claras para rejeitar tudo o que mortifica a vida e impede o seu desenvolvimento e a tomar posição em favor dos pobres, dos explorados, das vítimas da violência e da guerra e de todos os que sofrem, no corpo e no espírito.

“Sinal e sacramento do Reino, a Igreja é o povo de Deus em peregrinação na terra, que, partindo da promessa final, lê e interpreta a dinâmica da história a partir do Evangelho, denunciando o mal em todas as suas formas e anunciando, por palavras e ações, a salvação que Cristo deseja realizar para toda a humanidade e o seu Reino de justiça, amor e paz. A Igreja, portanto, não anuncia a si própria; pelo contrário, tudo nela deve apontar para a salvação em Cristo.”

Papa pronuncia a sua catequese (@Vatican Media)

Nenhuma instituição eclesial pode ser absolutizada
Nesta perspetiva, a Igreja é chamada a reconhecer humildemente a fragilidade humana e a transitoriedade das suas instituições, que, embora sirvam o Reino de Deus, transportam a imagem fugaz deste mundo (cf. LG, 48). "Nenhuma instituição eclesial pode ser absolutizada", recordou Leão XIV. Pelo contrário, já que vivem na história e no tempo, são chamadas à conversão contínua, à renovação das formas e à reforma das estruturas, à regeneração constante das relações, para que possam verdadeiramente corresponder à sua missão.

Na comunhão dos santos, formamos uma única Igreja
No contexto do Reino de Deus, outro ponto a ser compreendido é a relação entre os cristãos que cumprem a sua missão hoje e aqueles que já concluíram a sua existência terrena e se encontram em estado de purificação ou beatitude.

A Lumen Gentium, de fato, afirma que todos os cristãos formam uma só Igreja, que existe uma comunhão e partilha dos bens espirituais fundada na união de todos os fiéis com Cristo, uma fraterna sollicitudo entre a Igreja terrena e a Igreja celeste. Ao rezarmos pelos defuntos e ao seguirmos os passos daqueles que já viveram como discípulos de Jesus, também nós somos amparados na nossa caminhada e fortalecemos a nossa adoração a Deus.

"Sejamos gratos aos Padres Conciliares por nos terem recordado essa dimensão tão importante e bela do ser cristãos, e procuremos cultivá-la nas nossas vidas", pediu o Santo Padre, ao concluir a sua catequese.

Papa saúda a multidão (@Vatican Media)

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EVANGELHO DO DIA (Jo 15,1-8)

ANO - "A" - DIA: 06.05.2026
5ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Ficai em mim, e eu em vós ficarei, diz Jesus; quem em mim permanece, há de dar muito fruto.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 1 "Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2 Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3 Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4 Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. 5 Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6 Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7 Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8 Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A videira verdadeira"

A videira como fonte da nossa fidelidade
Nós queremos, neste dia, trazer ao seu coração algo muito importante. Jesus é a verdadeira videira e dele brota a fonte da vida. Evangelho de São João, diz o seguinte para nós:

“Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. O ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Eu sou a videira, vós os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer” (João 15, 1-8).

O Evangelho de São João nos coloca dentro de uma das imagens mais profundas usadas por Jesus. A videira e os ramos. Não é somente uma comparação bonita, mas uma revelação do mistério da vida cristã.

A videira verdadeira e a revelação do mistério cristão
Quando Jesus afirma “Eu sou a verdadeira videira”, no Antigo Testamento, o povo de Israel, frequentemente, comparava-se a uma videira que era plantada por Deus. Porém, muitas vezes, essa videira não produziu os frutos necessários e esperados.

Agora, Jesus aparece como essa nova videira, aquela que realiza perfeitamente o plano de Deus. Ou seja, o que eu quero trazer para você é o seguinte: que, na vida espiritual, se nós não estivermos enxertados na videira, que é Cristo, não produziremos fruto nenhum e nossa vida será estéril. Ou seja, podemos dizer que somos católicos, que somos cristãos, que vamos à Missa, mas se não estivermos enxertados na videira, que é o Cristo, não teremos nem daremos frutos. E a nossa vida não será conforme aquilo que agrada a Deus.

O convite à dependência divina
Por isso Jesus diz claramente: “Sem mim, nada podeis fazer”. O grande engano da vida espiritual é achar que nós damos frutos por nós mesmos. Mas Jesus está afirmando: “Sem mim, nada podeis fazer”. Essa palavra é um convite à humildade espiritual. Muitas vezes, pensamos que podemos conduzir a nossa vida sozinhos, mas o Evangelho nos recorda que a graça vem de Cristo.

Peçamos a Deus que o nosso coração esteja enxertado, verdadeiramente, na videira que é nosso Senhor, para que possamos dar bons frutos, e frutos que permaneçam.

Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!


Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


Antes morrer do que pecar

São Domingos Sávio: o pequeno gigante da santidade

São Domingos Sávio é um exemplo de que a santidade é um caminho acessível a todos. Falecido com apenas 15 anos de idade, ele atingiu a plenitude dos dons de Deus seguindo um modelo de vida simples: colaborar com a graça divina, cumprir os deveres com alegria e dedicar-se ao próximo com amor.

Domínio Público

Infância e o lema “Antes morrer do que pecar”
Vindo de uma família humilde, filho de um ferreiro e uma costureira, Domingos demonstrou maturidade espiritual precocemente. Aos sete anos, em sua primeira comunhão, traçou o programa de vida que seguiria fielmente: “Antes morrer do que pecar”.

O encontro com São João Bosco
Aos doze anos, Domingos pediu a Dom Bosco que o levasse para Turim para estudar. Em um diálogo célebre, Dom Bosco afirmou que ele parecia um “bom tecido” para uma túnica ao Senhor, ao que Domingos prontamente respondeu: “Eu entro com o tecido e você faz o trabalho do alfaiate”. Para Domingos, a santidade era uma meta absoluta, afirmando que nada teria feito no mundo se não a alcançasse.

A defesa dos colegas e o espírito de sacrifício
Sua alma cândida foi evidenciada quando assumiu a culpa por um erro cometido por um colega para evitar que este fosse expulso, justificando que, por não ter precedentes, ele próprio poderia contar com o perdão do professor. Além disso, demonstrava coragem ao intervir em brigas, chegando a colocar-se entre jovens que trocariam pedradas, pedindo que atirassem a primeira pedra nele.
A fórmula da santidade de Dom Bosco
Dom Bosco levou a sério o desejo de Domingos de ser santo e lhe entregou uma fórmula composta por três pilares fundamentais: Alegria: 
o que tira a paz não vem de Deus.
Deveres de estudo e piedade: aplicação nas aulas e empenho na oração.
Fazer o bem aos outros: ajudar os colegas mesmo com sacrifício pessoal.

O fim da vida e a canonização
Embora desejasse ser padre, Domingos pressentia sua morte prematura. Ao despedir-se dos colegas por motivo de doença, afirmou que voltariam a se ver na eternidade. No dia 10 de março de 1857, após rezar as orações da boa morte com seu pai, faleceu tendo uma linda visão. São Domingos Sávio foi canonizado pelo Papa Pio XII em 1957.

São Domingos Sávio


Domingos Sávio nasceu em 2 de abril de 1842, em Turim, na Itália e morreu de uma doença incurável quando tinha pouco mais de 15 anos. Ele é padroeiro das mulheres grávidas e dos cantores infantis.

Seus pais eram camponeses muito pobres, mas cristãos muito devotos. Domingos cresceu querendo ser sacerdote e santo.

Foi aceito no colégio de Dom Bosco em Valdocco para estudar e assumiu para si a espiritualidade salesiana, marcada por uma vida alegre e responsável. Ele fazia trabalhos simples como varrer o chão e tinha especial paciência e cuidado com os jovens mais travessos.

Quando fez a primeira comunhão ele disse: “Confessarei e comungarei com frequência, meus amigos serão Jesus e Maria, antes morrer do que pecar”.

No dia 8 de dezembro de 1854, quando foi proclamado o dogma da Imaculada Conceição, Domingos Sávio se consagrou a Nossa Senhora, para confiar a ela o seu caminho de santidade. Em 1856, fundou a "Companhia da Imaculada", uma ação apostólica de grupo, na qual junto com seus amigos, rezavam e cantavam para a Virgem Maria.

Na biografia de Domingos Sávio escrita por São João Bosco ele narra que em várias ocasiões viu Domingos extasiado depois de receber a Comunhão.

Certa vez Domingos pediu a Dom Bosco a permissão para ir a sua casa. Seu formador lhe perguntou o motivo e o jovem respondeu: “Minha mãe está muito delicada e a Virgem quer curá-la”.

Dom Bosco perguntou de quem tinha recebido notícias e Domingos respondeu que de ninguém, mas que ele sabia. O sacerdote, que já conhecia seus dons, deu-lhe dinheiro para a viagem.

Sua mãe estava grávida e com fortes dores e a criança com dificuldade de nascer, ambos poderiam morrer, quando o jovem chegou para vê-la, abraçou-a fortemente, beijou-a e lhe deu um escapulário, depois foi embora. O bebê nasceu bem e sua mãe recuperou a força.

Tempo depois, Domingos disse à sua mãe que conservasse e emprestasse aquele escapulário às mulheres grávidas que necessitassem. Assim se fez e muitas afirmavam ter obtido graças de Deus com a ajuda do escapulário de Nossa Senhora.

Domingos tinha dons espirituais extraordinários, reconhecia a necessidade das pessoas e conseguia profetizar o futuro.

Ele foi diagnosticado com tuberculose. No dia 9 de março de 1857, Domingos, pediu ao pai para rezar com ele, terminada a oração, disse estar tendo uma linda visão e morreu.

Domingos Sávio tinha dois sonhos na vida, tornar-se padre e alcançar a santidade. O primeiro não conseguiu porque a terrível doença o levou antes, mas o sonho maior foi alcançado com uma vida exemplar.

Ele foi canonizado em 1957 pelo Papa Pio XII que o definiu como "pequeno, porém um grande gigante de alma". Suas relíquias são veneradas na basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Torino, Itália, perto das de São João Bosco. A sua festa foi marcada para o dia 6 de maio.

Textos: Padre Evaldo César de Souza, C.Ss.R 
Colaboração: Nathália Queiroz de Carvalho Lima

Reflexão:

São Domingos Sávio mostra-nos na sua pequena trajetória de vida, que se cultivarmos o amor a Deus, o amor e o respeito ao próximo e a tolerância com alguns contratempos, poderemos evitar diversos acontecimentos dramáticos como os que vem acontecendo nas escolas, alunos agredindo professores, brigando entre si, crianças e adolescentes sem limites e sem horizontes na vida. Que a vida de São Domingos Sávio inspire muitos jovens a buscar a verdadeira felicidade que é viver uma vida de entrega e amor a Deus e aos irmãos, aspirando sempre a santidade.

Oração:

São Domingos Sávio, que com sua firme resolução "quero ser santo" obteve na juventude o esplendor da santidade, obtenha também para nós a perseverança nas boas resoluções para fazer de nossas almas o templo vivo do Espírito Santo e merecer um dia a bem-aventurança eterna no céu. Que assim seja, Amém!

terça-feira, 5 de maio de 2026

Comissão Episcopal para Cultura e a Educação prepara encontro nacional da Pastoral da Educação e Ensino Religioso


A Comissão Episcopal para a Cultura e a Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoverá, em 2026, o XXIII Encontro Nacional da Pastoral da Educação (Enape), em conjunto com o XIII Encontro Nacional do Ensino Religioso (Ener). Realizados a cada dois anos, os encontros se consolidam como um espaço privilegiado de reflexão, partilha de experiências e fortalecimento da missão educativa da Igreja no Brasil.

Com o tema “Educar com o coração do Mestre: desenhando novos mapas de esperança”, o encontro tem como objetivo aprofundar e renovar o compromisso eclesial com a educação, promovendo uma formação integral da pessoa humana. Inspirado nas propostas do Papa Leão XIV e à luz do exemplo de Jesus Mestre, o evento busca fortalecer a articulação entre os agentes da Pastoral da Educação e os professores de Ensino Religioso, incentivando práticas conjuntas e sinodais no ambiente educativo.


O XXIII Enape e o XIII Ener acontecerão entre os dias 18 e 20 de setembro de 2026, em formato híbrido, com etapa presencial na Casa Dom Luciano, em Brasília (DF), e transmissão pelas plataformas digitais da CNBB. As inscrições devem ser realizadas junto aos coordenadores regionais ou pelo e-mail educacao@cnbb.org.br

A realização conjunta dos encontros evidencia o esforço da Igreja em integrar cada vez mais as diferentes frentes da ação educativa. Trata-se de um caminho que favorece a comunhão, a partilha de saberes e a construção de uma presença mais articulada e significativa no campo da educação.

Dom Francisco Agamenilton Damascena, bispo referencial do Setor Educação destaca o sentido profundo da iniciativa:

“Com alegria renovada, nosso coração, como educadores discípulos missionários de Jesus Cristo, se enche de esperança ao saber que nos reuniremos com tantos irmãos e irmãs que abraçam a bela missão de educar evangelizando e evangelizar educando. Neste ano, ao realizarmos nosso encontro em comunhão com o XIII Encontro Nacional de Ensino Religioso, somos convidados a somar esforços e caminhar juntos, experimentando de forma concreta a beleza e a força da sinodalidade na vida da Igreja”.

Como parte do processo preparatório, é disponibilizado um Texto de Trabalho em formato e-book, elaborado por um comitê pedagógico-pastoral. O material tem como finalidade envolver comunidades, escolas, paróquias e dioceses na reflexão, oração e preparação para o encontro. A proposta é que o Enape não seja apenas um evento pontual, mas um verdadeiro itinerário de escuta, discernimento e renovação do compromisso educativo, fortalecendo redes de colaboração e incentivando práticas que promovam a cultura do encontro, da solidariedade e da paz.

Para Maria Beatriz, assessora do Setor Ensino religioso, a realização do evento também marca um momento histórico para o Ensino Religioso no Brasil:

“A realização do XIII Encontro Nacional do Ensino Religioso (ENER) não apenas marca um reencontro há muito aguardado, mas configura-se como um momento histórico na trajetória do Ensino Religioso no Brasil. Após 28 anos – sendo o último ENER realizado em 1998 -, este novo encontro reacende a caminhada comum e renova horizontes. Assim, o XIII ENER se apresenta não somente como um espaço de encontro, mas como um verdadeiro ponto de partida para novos avanços, reafirmando o compromisso coletivo com um Ensino Religioso cada vez mais qualificado, significativo e transformador.”

Acesse (AQUI) o E-book em pdf.

Com informações da Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB

Terra Santa, do sinal da cruz vem a força e a esperança do cristão


Diante dos recentes episódios de violência em Jerusalém e no Líbano, os fiéis em Cristo são chamados a viver o Evangelho a cada dia e a se reconhecerem Nele, especialmente nos tempos atuais que parecem "difíceis e complexos".

De Ibrahim Faltas

Nas minhas primeiras lembranças da infância é forte a imagem da minha mãe que me ajudada com as mãos e a voz a fazer o sinal da cruz. Ela tinha ensinado aos meus irmãos mais velhos e, depois de mim, aos mais novos. Todos nós a seguíamos em seus gestos e palavras ao acordar de manhã e antes de dormir à noite, ao começar o almoço e sempre que sentíamos vontade de pedir a ajuda e a proteção de Deus. Usar uma cruz no pescoço, uma medalha com a imagem da Virgem Maria ou de um santo, e vestir trajes religiosos, especialmente para quem faz parte de uma minoria em sua localidade, é um sinal de pertencimento a Cristo. Os cristãos egípcios, como eu, têm uma pequena cruz tatuada na mão, que indica a identidade cristã adquirida pelo batismo.

Situações intoleráveis​​de violência
Em Jerusalém, situações intoleráveis ​​de violência, insultos e ultrajes contra lugares sagrados, figuras religiosas e cristãos têm ocorrido cada vez mais. O ataque físico sofrido por uma religiosa francesa que caminhava pela estrada que leva ao Cenáculo foi particularmente brutal. As imagens documentam uma agressão repetida e cada vez mais violenta contra uma mulher indefesa. O agressor estava sozinho naquela ocasião; frequentemente, porém, são grupos de pessoas que insultam, assediam e cometem atos de desprezo contra figuras religiosas, fiéis e locais cristãos. São palavras, gestos e pichações que refletem um ódio carregado de ferocidade e arrogância: esses ataques são sempre injustificáveis, mas são particularmente inaceitáveis ​​quando ocorrem na Cidade Santa das três religiões monoteístas.

A convivência possível
Jerusalém é dividida e disputada por fiéis que rezam e se vestem de maneiras diferentes. Essa diversidade, no entanto, não justifica a tensão que continua tornando a vida insuportável para cada pessoa que se encontra nas ruas e vielas estreitas da Cidade Velha. A convivência pacífica é possível se respeitarmos nossas vidas e as dos outros. A paz é possível se formos capazes de conhecer melhor a vida dos outros, se criarmos e estabelecermos relações entre vidas que se tocam, mas não se conhecem.

Um ódio que destrói
Uma escola cristã em uma aldeia no Líbano foi demolida, arrasada por tratores. Era o único edifício restante, juntamente com o convento das freiras, que ainda não havia sido bombardeado, e meios mecânicos cancelaram ponto de referência espiritual e educacional para centenas de crianças e jovens. Em nome de quem e por qual motivo lugares sagrados podem ser destruídos e ultrajados, seres humanos ofendidos e humilhados, sinais e símbolos religiosos pisoteados? Que perigo pode representar um local de culto, uma escola ou um convento? Essa violência nasce de uma ideologia, preconceitos ou racismo cego? O que causa tanto ódio contra outros seres humanos histórias de fé e vida diferentes? Tais atos violentos não são respostas ao comportamento daqueles que professam a fé cristã, porque os cristãos da Terra Santa não reagem à provocação; eles são acolhedores, abertos ao perdão e amorosos com seus semelhantes. Eles se orgulham e se sentem honrados por pertencerem a Cristo e por terem nascido na Terra que viu suas obras terrenas e ouviu sua voz revelar o amor do Pai e o poder do Espírito Santo.

Sinais que identificam um cristão
Não acredito que as guerras ocorram por causa de conflitos religiosos; as razões são outras e diversas. No entanto, acredito que devemos prevenir e denunciar episódios que sejam sintomáticos de um clima tenso e situações que possam se agravar ainda mais. Viver o Evangelho, seguir os ensinamentos de Jesus a cada dia e nos reconhecermos Nele são os sinais que identificam um cristão que professa a fé com um coração puro e em liberdade. As primeiras comunidades cristãs sofreram perseguição, os primeiros mártires testemunharam Cristo oferecendo suas vidas. Os tempos são outros, mas a percepção de viver em tempos difíceis e complexos permanece forte. Da cruz, sinal indelével da paixão e morte de Nosso Senhor, floresceu a esperança da vida através da ressurreição. O sinal da cruz, o gesto espontâneo e confiante de quem confia na misericórdia de Deus, é a nossa força. Olhemos para a cruz que ajuda, sustenta e conforta. E, graças a Deus, em Jerusalém, ainda podemos ver muitas delas!

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EVANGELHO DO DIA (Jo 14,27-31a)

ANO "A" - DIA: 05.05.2025
5ª SEMANA DA PÁSCOA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
 Era preciso que Cristo sofresse e ressuscitasse dos mortos, para entrar em sua glória, aleluia!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27 "Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28 Ouvistes que eu vos disse: 'Vou, mas voltarei a vós'. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29 Disse-vos isto, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. 30 Já não falarei muito convosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31a mas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A verdadeira segurança na paz de Cristo"

A paz de Deus é a alegria do discípulo
Nesta data, nós comemoramos o dia em que a Canção Nova foi consagrada a Virgem de Fátima no altar do mundo. Também quero consagrar o seu coração, a sua família e tudo aquilo que, hoje, você oferece a nosso Senhor. O Evangelho de João vai nos mostrar algo muito importante para cada um de nós:

Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz, não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o vosso coração, nem se atemorize. Ouvistes que eu vos disse, vou e volto a vós. Se me amardes, certamente há vez de alegrar-vos que vou para junto do Pai, porque o Pai é maior do que eu. (João 14, 27-31)

Amados irmãos e irmãs, quando Jesus diz “dou-vos a minha paz”, Ele não fala de uma paz superficial como a do mundo, a qual não gera confiança, não gera mudança nem conversão.

A paz de Deus que excede todo o entendimento
A paz que vem de Deus nos dá toda a segurança. A paz do mundo, geralmente, significa ausência de conflitos, segurança material ou tranquilidade exterior, mas é frágil e passageira. Por isso a paz de Cristo é diferente. Ela nasce da comunhão do discípulo com Deus, ou seja, é a paz que permanece em meio às dificuldades, às tribulações e a todo sofrimento.

O descanso em Deus
A paz do mundo não nos dá estabilidade, mas a paz que vem de Deus nos dá estabilidade perante os conflitos, perante as adversidades e perseguições, ela nos dá forças para continuar na vontade de Deus. Santo Agostinho nos lembra o seguinte: o nosso coração está inquieto enquanto não repousa em Deus.

A verdadeira paz é fruto de um coração que se abandonou à vontade do Pai. Por isso, meus irmãos e minhas irmãs, quero trazer algo importante para vocês. Diante de dificuldades e tribulações, a paz de Deus é a sua segurança, porque não é a paz que vem do mundo, mas a que vem do Pai.

Que Deus nos abençoe e que Ele dê e continue dando a nós a sua paz. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova