sexta-feira, 10 de julho de 2026

Dom Ricardo apresentou aos novos bispos a CNBB, sua organização e histórico de serviço ao Brasil


“A CNBB: uma história de comunhão, profecia e serviço ao Brasil” foi o título e fio condutor da apresentação que o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Ricardo Hoepers, fez, na tarde do dia 8 de julho, aos bispos de recente nomeação presentes na sede da conferência, em Brasília, para encontro promovido pela Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada.

Em sua introdução, dom Ricardo enfatizou que a CNBB não nasceu para substituir o ministério de nenhum bispo, mas para “ajudá-lo a ser mais plenamente bispo em comunhão com todos os irmãos”, disse.

O bispo auxiliar de Brasília apresentou aos novos bispos a organização, a estrutura e como funciona a CNBB que atualmente, com 498 bispos, figura como a maior conferência episcopal da Igreja Católica no mundo. A apresentação do prelado refez o percurso histórico da Conferência, desde sua criação, em 1952, até os dias atuais.

Espírito missionário
Dom Ricardo mostrou ao grupo os atuais números da Igreja no Brasil com suas 281 circunscrições eclesiásticas, entre as quais 48 arquidioceses, 218 dioceses, 7 prelazias, 3 eparquias, 1 exarcado, 1 ordinariado para os fieis de rito oriental, 1 ordinariado militar do Brasil, 1 administração apostólica pessoal e 1 arquieparquia.

Outro ponto que mereceu destaque na apresentação do secretário-geral da CNBB foram os números de padres diocesanos (15.587) e do clero religioso (6.895), sendo um total de 22.482 presbíteros. O número de 5.947 diáconos; 8 mil seminaristas, sendo 5 mil diocesanos e 3 mil religiosos; O número de membros dos institutos seculares: 2.073; religiosas de vida consagrada: 23.150 e irmãos de votos religiosos: 4.895; e 120 mil catequistas.

O secretário-geral pediu que os novos bispos incentivem em suas igrejas o espírito missionário e de solidariedade, especialmente para com as prelazias da Igreja no Brasil.

Dom Ricardo também apresentou os presidentes e secretários executivos dos 19 regionais e os presidentes e membros das 12 Comissões Episcopais da Conferência, chamando a atenção para a possibilidade de que os novos bispos, em determinado momento de sua trajetória, também sejam convidados a assumirem esses serviços à Igreja no Brasil.


Por Willian Bonfim


Papa almoça com os pobres: a fragilidade como força para as comunidades


A iniciativa do Centro de Alta Formação Laudato Si’, que neste 11 de julho acolherá em Borgo Laudato Si’ duzentas pessoas em situação de vulnerabilidade acompanhadas pela Diocese de Roma, entre elas 35 crianças, quer ser um sinal de uma Igreja aberta, de uma família, porto seguro para quem mais necessita. Donatella Parisi: “São justamente essas pessoas que oferecem muito, enriquecendo com sua presença e com seu pedido de uma visão diferente da sociedade”.

Antonella Palermo – Vatican News

Esperança, acolhida e inclusão. Estes são os sentimentos que inspiraram os organizadores da iniciativa “Almoço com o Papa”, que será realizada em 11 de julho nos jardins de Castel Gandolfo. Duzentas pessoas (entre elas 35 crianças) em situação de vulnerabilidade — acompanhadas pela Diocese de Roma e por associações ligadas a ela — passarão um dia inteiro marcado pela beleza e por uma espiritualidade vivida em um lugar extraordinário. “Este lugar tão precioso, que permaneceu fechado ao mundo por 400 anos e depois foi aberto pelo Papa Francisco e hoje está amplamente acessível graças ao Papa Leão, acolhe essas pessoas que para nós são os convidados de honra”, destaca Donatella Parisi, coordenadora de comunicação do Centro de Alta Formação Laudato Si’. A Missa pela manhã será presidida pelo cardeal Fabio Baggio, diretor-geral do Centro de Alta Formação Laudato Si’, e concelebrada pelo prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade, dom Corrado de San Martín. Em seguida, haverá um momento de confraternização e uma visita guiada conduzida pelos operadores de Borgo Laudato Si’ para os convidados.

A Igreja é uma família, aberta a todos
Borgo Laudato Si’ “conta muito da história de Roma, com os vestígios da Villa de Domiciano, da história dos Papas que, desde o século XVII, vêm aqui para descansar, e também da beleza da natureza, com um jardim botânico que reúne mais de quatro mil plantas de trezentas espécies diferentes”. Trata-se de um tesouro de beleza e harmonia que abre suas portas como símbolo de uma Igreja sem barreiras. “Sim, a mensagem é também que a Igreja seja cada vez mais aberta a todos, sobretudo àqueles que vivem uma periferia existencial. O Papa Leão repete isso muitas vezes e nós também lemos este evento como uma etapa que dá continuidade à viagem a Lampedusa, onde o Pontífice chamou a atenção do mundo para aquela pequena ilha no centro do Mediterrâneo, que se tornou testemunha involuntária de milhares de mortes no mar, de pessoas que buscam um futuro melhor, muitas vezes fugindo de guerras, pobreza e injustiças sociais. Assim, hoje estamos às vésperas de um evento que reafirma que a Igreja está aberta a qualquer pessoa e é família, comunidade e porto seguro para quem mais precisa neste momento”, afirma Parisi.



A iniciativa, realizada nos Jardins do Vaticano em Castel Gandolfo, intitula-se “Almoçando com o Papa” e tem como objetivo reproduzir a experiência de agosto de 2025, quando o ...

São os pobres que mudam a perspectiva
A ideia é que, a cada ano, o evento acolha pessoas provenientes de uma diocese diferente. No ano passado foi a vez de Albano; neste ano, Roma. “Haverá refugiados, mães solteiras com seus filhos, pessoas que participaram do Borgo de cursos de formação profissional e que retornam para celebrar um percurso que hoje olha com renovada confiança para a integração e para a conquista de um emprego. Haverá também pessoas com diferentes capacidades. Estará representada aquela parcela da sociedade e da Igreja frequentemente vista apenas como ‘aqueles que precisam de ajuda’. Na realidade, nós experimentamos todos os dias aqui no Borgo Laudato Si’ que são justamente essas pessoas que dão, e dão muito, enriquecendo o Borgo e, eu diria, toda a Igreja com sua presença e com seu pedido de uma visão diferente da sociedade, um olhar capaz de transformar a fragilidade em uma nova força para as nossas comunidades.”

O almoço foi oferecido com grande generosidade e espontaneidade por um restaurante de Roma, o L’Isola della Pizza. Já o lanche da manhã será oferecido pelo Bar Duomo de Albano, profundamente envolvido nos projetos do Borgo Laudato Si’. “É um testemunho muito bonito de atenção a uma iniciativa como esta”, afirma Parisi. O cardápio será composto por pratos da culinária italiana, mas com sensibilidade também para aqueles que vêm de outros contextos e culturas.

A iniciativa está inserida em uma visão muito forte que o Papa tem deste lugar. “O Santo Padre ama profundamente os Jardins Pontifícios e acompanha de perto este projeto”, confirma Parisi, recordando a audiência realizada no Vaticano em 19 de junho passado, ao término dos dois dias de trabalhos dos Borgo Dialogues, que reuniram representantes de numerosas realidades industriais e empresariais em nível internacional para refletir sobre como tornar os processos produtivos e os ambientes de trabalho mais sustentáveis, tornando-nos “cada vez mais responsáveis e cada vez menos dominadores”. A inspiração, já presente nas encíclicas do Papa Francisco e reafirmada em Magnifica Humanitas, continua sendo a de nos reconhecermos como “criaturas entre as criaturas”.

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EVAGELHO DO DIA (Mt 10,16-23)

ANO "A" - DIA: 10.07.2026
14ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Quando o paráclito vier, o Espírito da verdade, ele vos conduzirá a toda a verdade, lembrar-vos-á de tudo o que eu tenho falado.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16 "Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17 Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18 Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19 Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20 Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21 O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22 Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Permanecer no Sagrado Coração de Jesus"

Permanecer no amor, o chamado para uma fé profunda
Hoje é sexta-feira! E, na Igreja, nós dedicamos toda sexta-feira ao Sagrado Coração de Jesus. Quero mandar um abraço para aqueles que nos acompanham lá da Estônia, do Camarão, de Andorra, da Geórgia, da Tanzânia. Que você possa viver a experiência de permanecer no amor de Deus, que é toda a linha para essa pregação, para essa homilia. No Evangelho de São João, Jesus diz para nós:

“Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor. Assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor” (João 15, 9-11).

A palavra central do Evangelho de hoje é permanecer. Jesus não quer uma fé passageira. Jesus não quer uma fé superficial ou vivida apenas em momentos estratégicos. Ele deseja que nós tenhamos com ele uma união constante, profunda e fiel com cada um de nós.

Permanecer verdadeiramente
Permanecer significa ficar ligado a Cristo todos os dias nas alegrias e também nas provações. Jesus revela que a medida do amor é o próprio amor do Pai. Quando aqui nós ouvimos: “Assim como o Pai me amou, também eu vos amei.” Isso é extraordinário, meu irmão, minha irmã. Cristo não nos ama de maneira limitada ou interesseira. O amor de Jesus é total. O amor de Jesus é fiel, misericordioso e eterno.

O amor de Jesus e o amor do mundo
Muitas vezes, o mundo oferece a cada um de nós um amor condicionado. Ama enquanto convém, mas Jesus ama até o fim. E como permanecer nesse amor, meu irmão? O próprio Jesus responde: “Se guardares os meus mandamentos”. Na linguagem bíblica, guardar não significa apenas obedecer de forma externa, mas acolher no coração, viver e transformar a sua vida, segundo a Palavra de Deus.

Quem ama verdadeiramente procura viver aquilo que agrada ao Senhor. Que Ele nos dê essa graça de permanecermos no Seu amor para amar de forma gratuita e serena.

Que o Senhor nos ajude a permanecer n’Ele e a guardar os Seus mandamentos.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


Profeta Ezequiel: a renovação pelo Espírito


Nossa caminhada e o desvio do propósito

Em que ponto estamos na caminhada? Quão perto estamos daquilo para o qual fomos criados? Perdemo-nos em tantos atalhos… Nosso coração se endurece e resiste em desfrutar da graça que lhe é concedida. Tornamo-nos um povo que já não ouve a voz d’Aquele que quer nos conduzir ao lugar da nossa bem-aventurança.


A salvação como pura graça e a promessa de um coração novo
No livro do Profeta Ezequiel, encontramos um Deus que salva o seu povo não para cumprir as suas promessas, mas para defender a honra de seu nome. A salvação aqui não é recompensa por um “retorno” do povo ao caminho de Deus, à prática da Lei, mas pura graça do Senhor. É o próprio Deus que dá um coração novo e que infunde no homem um espírito novo:

“Dar-vos-ei um coração novo, porei no vosso íntimo espírito novo, tirarei do vosso peito o coração de pedra e vos darei um coração de carne” (Ezequiel 36, 26).

A graça de Deus vem ao encontro do homem mesmo antes que este se arrependa de ter se desviado do caminho de fidelidade. É claro que, conforme cada ser humano dá passos na intimidade com Deus, o Espírito Santo vai conduzindo-o a uma contrição cada vez mais perfeita. O primeiro passo, contudo, sempre é de Deus. Ele nos amou primeiro (I João 4,19).

O contexto histórico e a missão sacerdotal do profeta Ezequiel
O profeta Ezequiel esteve entre os exilados da Babilônia e, ali, exerceu todo o seu ministério entre os anos 593 e 571 a.C. Um profeta sempre recebe de Deus a sua missão, e a de Ezequiel foi guardar o culto da Lei, separando o que era sagrado do que era profano. Ele era um sacerdote e, naturalmente, já se dedicava às necessidades do Templo, mas Deus usou deste zelo também em sua missão de profeta — tanto para o Templo presente, que se encontrava maculado pelos ritos impuros, quanto para o futuro Templo, que Ezequiel descreveu detalhadamente e para o qual viu Deus voltar.

Assim precisa acontecer com o nosso coração: uma purificação pelo Espírito Santo, de forma que Deus possa ali habitar. “Uma pessoa que ama a Deus só tem intenção de unir-se inteiramente a Deus” (Santo Afonso de Ligório).


Oráculos e visões: o mistério da benevolência divina
Além de exercer as funções de sacerdote, Ezequiel também foi um profeta em ação. Profeta ao proferir oráculos de censura e ameaças contra os israelitas antes do cerco de Jerusalém; profeta nos oráculos contra os infiéis e seus cúmplices; profeta ao consolar o seu povo, durante e após o cerco, trazendo as promessas de Deus que asseguravam um futuro melhor. Em sua obra, o Profeta Ezequiel apresenta visões importantes, manifestando um mundo fantástico, tais como a visão dos quatro seres viventes que sustentam o trono de Deus, os ossos ressequidos que recobram a vida pelo Espírito de Deus e o Templo novo, de onde brotava um rio que aumentava rapidamente de profundidade — rio este que traria vida e fecundidade por onde passasse. Todas as visões criam um ambiente em que se contempla o mistério do divino, a grandiosidade de Deus e também a Sua benevolência.

Deus, em sua bondade e misericórdia, quer nos dar um coração novo. É preciso acolher tudo o que o Espírito Santo está movendo e purificando em nós. Assim, teremos um coração de carne, e não mais um coração carnal. Pulsará, então, em nós um coração tão humano, humilde e simples, que reconhecerá a voz de Deus, seguí-Lo-á e viverá somente do Seu amor. Um coração que andará nos Seus caminhos e que não se desviará pelos atrativos do mundo, pois já não encontrará nada que o atraia como o Senhor o atrai.

Autora: Débora Rodrigues
Membro da C. Canção Nova

Santo Érico

Santo Érico (em Sueco, Erik den helige, Erik Jedvardsson, Sankt Erik), filho de um nobre chamado Jedvard, nasceu na cidade de Uppsala, província de Uppsala, a leste da região de Svealand, no centro-sul da Suécia. Em 1150 foi eleito rei desta província, enquanto que no resto do território sueco reinava Suérquero I. Com o assassinato deste, em 1156, Érico tornou-se soberano de todo o país, e fundou a Casa de Érico, uma das dinastias reais suecas.

As suas principais ações governamentais estão relacionadas ao aspecto religioso católico. Facilitou a evangelização do reino, atuando ele mesmo como missionário na conversão de pagãos; terminou a construção da Igreja da Velha Uppsala e a consagrou; enviou Henrique de Uppsala (na verdade de nacionalidade inglesa), bispo, santo e mártir, para cristianizar a Finlândia, em 1155.

Esta iniciativa permitiu o catolicismo e a regência sueca neste país até o século XIX, dentro do espírito da época, ou seja, não o de governo tirânico, mas de evangelizar. Além disso dirigiu sabiamente a Suécia, e defendeu os direitos das mulheres.

Assistia à Missa diariamente. No dia da Ascensão do Senhor, 18 de maio de 1160, saindo da igreja de Velha Uppsala, foi abordado e derrubado do cavalo por vários homens, que o mataram com espadas e punhais. Acredita-se que os assassinos eram ligados à Casa de Suérquero, em busca de retomar o controle do país.

Entre os milagres atribuídos a Érico está a da fonte que surgiu no local onde seu sangue foi derramado, provavelmente correspondente à de Slottkäla, próxima à Catedral de Uppsala. O rei e mártir ficou conhecido como "o Santo", "o Legislador", "Érico Jedvardsson" ou "Santo Érico". É o padroeiro da Suécia e de Estocolmo, capital do país; o escudo de armas desta cidade apresenta a sua efígie. Sua festa é citada também para o dia 18 de maio.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

O reinado, ou governo da nossa vida, deve ser de Cristo e para Cristo. Só assim conquistaremos territórios de santidade, promovendo o verdadeiro bem dos irmãos, particularmente aqueles pelos quais somos diretamente responsáveis. A ambição pelos meros poderes e bens terrenos fazem com que assassinemos Aquele que é o soberano legítimo da nossa alma, caindo do que nos transporta a Deus para nos trespassar rasteiramente com as lâminas do pecado. O pecado nos afasta da fonte de água viva que brota a partir do sangue do Salvador, presente unicamente no Seu Corpo Místico, a Igreja Católica; o pecado nos impede de acessar a fonte que nos salva; o pecado nos faz separar-nos do Corpo a que pertencemos. E sair da Igreja é morrer. Sábio é não desejar o controle das nações, mas o serviço da Pátria Celeste. O que nos trará a nobreza verdadeira, e a única que importa, a do espírito, é colocar no nosso brasão a efígie de Cristo.

Oração:

Senhor Deus, Rei do Universo e Rei dos Reis, por intercessão de Santo Érico concedei a todos os homens a vassalagem ao Vosso divino Coração; e a todos os que governam neste mundo a graça da permanente conversão, para se conduzirem, e levar aos que conduzem, somente para Vós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo e Nossa Senhora. Amém.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Bispos Referenciais e assessores da Pastoral Familiar debatem aprofundamento da evangelização das famílias


A Pastoral Familiar reúne, em Brasília, durante esta semana, cerca de 130 pessoas no Encontro Nacional de Bispos Referenciais e Assessores (as) da Pastoral Familiar, promovido pela Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio da Comissão Nacional da Pastoral Familiar. A reunião é oportunidade para discutir formas de fortalecer a unidade pastoral e favorecer o aprofundamento da evangelização das famílias em todo o país.

Neste ano, o encontro aborda “O aggiornamento da Teologia do Matrimônio em Amoris Laetitia”. O objetivo é formar e fortalecer os assessores e as assessoras da Pastoral Familiar para que, em comunhão com a Igreja e à luz do Evangelho da família, possam acompanhar, discernir e integrar, com unidade, zelo pastoral e espírito missionário, a ação evangelizadora junto às famílias.

“Estamos em Brasília estudando com os padres e bispos esse caminho que a Igreja fez desde o Concílio Vaticano II até hoje, como a Igreja atua junto às famílias lá no dia a dia da vida paroquial com o apoio da Pastoral Familiar. Queremos apontar caminhos para auxiliar os padres em suas paróquias e comunidades”, explicou bispo de Ponta Grossa (PR) e presidente da Comissão Vida e Família da CNBB, dom Bruno Elizeu Versari.

Quem assessora o encontro é padre Jonas Emerim Velho, da diocese de Criciúma (SC). Ele aponta a importância da discussão sobre as Exortações Apostólicas Amoris Laetitia e Familiaris Consortio, dois documentos que dão luzes para o agir da Pastoral Familiar no mundo.

“São resultados de um trabalho sinodal que olham a realidade da família, que iluminam segundo a luz do evangelho e como a Igreja pode se colocar diante dela como uma comunidade vivendo em aliança no sacramento que manifesta o amor e a presença do nosso Deus”, apontou.

O bispo auxiliar de Porto Alegre (RS), dom Bertilo João Morsch, está presente no encontro e ressaltou a expectativa de aprofundar a caminhada do matrimônio dentro das relações na vida familiar. “Muito se questiona sobre as dificuldades e os caminhos que apresentamos para as famílias. E quando temos esse fundamento que vai ajudando a criar essa base concreta, damos esperança e sentido para as elas”, disse.

Na terça-feira, o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, foi ao encontro para saudar os participantes.



Luiz Lopes Jr. com Portal Vida e Família

Papa à Venezuela: “nas minhas orações, recordo as vítimas do terremoto”

Leão XIV, ao final da oração mariana do Angelus deste domingo (05/07), dirige seus pensamentos à Venezuela. Em espanhol, o Pontífice disse rezar pelas vítimas do país, dramaticamente atingido por dois fortes terremotos: o último balanço fala de quase 3 mil mortes.

Benedetta Capelli e Beatrice Guarrera – Vatican News

Ele usa o espanhol para expressar seus sentimentos de afeto e solidariedade, consolando aqueles que, desde 24 de junho, choram a perda de seus entes queridos. O Papa Leão, após o Angelus, pensa na Venezuela, onde se contabilizam os mortos após os dois tremores de terra que marcaram irremediavelmente La Guaira, epicentro da catástrofe a 40 Km da capital, Caracas.

“Sempre lembro, em minhas orações, as vítimas do terremoto e todo o povo venezuelano: que o Senhor o sustente neste momento tão difícil.”

Leão XIV durante o Angelus deste domingo (05/07) (@Vatican Media)

Um novo balanço divulgado pelo Ministério das Comunicações da Venezuela aponta 2.954 mortos e 16.592 feridos duplo terremoto, um dos mais poderosos e devastadores da América Latina. O governo não divulgou números sobre os desaparecidos, mas as Nações Unidas estimam que possam chegar a 50 mil. O Ministério das Comunicações indicou ainda que mais de 16 mil pessoas ficaram desabrigadas e 856 edifícios foram danificados. Muitos desabrigados ainda estão nas ruas ou refugiados em condições precárias. Além disso, as equipes de resgate vindas dos Estados Unidos, do Chile e de outros países estão gradualmente encerrando as buscas por sobreviventes entre os escombros. Na última quinta-feira (02/07), por exemplo, um homem que ficou soterrado sob os escombros por oito dias foi salvo, em um raio de esperança em meio à tragédia.

A assembleia dos bispos foi adiada
Enquanto isso, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou medidas financeiras de apoio à população. Já a Conferência Episcopal Venezuelana, por sua vez, informou que, devido aos compromissos pastorais dos bispos neste momento difícil, a CXXVI Assembleia Ordinária Plenária, prevista para os próximos dias, foi adiada para data a ser definida. “Neste momento — diz a mensagem publicada nas redes sociais — nossos bispos estarão totalmente dedicados a acompanhar pastoralmente e a ajudar nossos irmãos venezuelanos atingidos por esta situação dolorosa, levando proximidade, esperança e o consolo do Evangelho àqueles que mais precisam. Convidamos todo o povo de Deus a permanecer unido na oração e na solidariedade com as famílias afetadas, confiando que, com a ajuda do Senhor, poderemos enfrentar juntos este momento de provação”.

Os dois terremotos ocorreram com 39 segundos de intervalo entre si em 24 de junho e atingiram principalmente o norte da Venezuela. De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto de magnitude 7,5 é o mais forte a atingir o país desde 1900, em um momento em que, entre outras coisas, o país enfrenta um período de crise econômica e política.

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EVANGELHO DO DIA (Mt 9,18-26)

ANO "A" - DIA: 06.07.226
14ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Jesus Cristo Salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecíveis.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

18 Enquanto Jesus estava falando, um chefe aproximou-se, inclinou-se profundamente diante dele, e disse: "Minha filha acaba de morrer. Mas vem, impõe tua mão sobre ela e ela viverá". 19 Jesus levantou-se e o seguiu, junto com os seus discípulos. 20 Nisto, uma mulher que sofria de hemorragia, há doze anos, veio por trás dele e tocou a barra do seu manto. 21 Ela pensava consigo: "Se eu conseguir ao menos tocar no manto dele, ficarei curada". 22 Jesus voltou-se e, ao vê-la, disse: "Coragem, filha! A tua fé te salvou". E a mulher ficou curada a partir daquele instante. 23 Chegando à casa do chefe, Jesus viu os tocadores de flauta e a multidão alvoroçada, 24 e disse: "Retirai-vos, porque a menina não morreu, mas está dormindo". E começaram a caçoar dele. 25 Quando a multidão foi afastada, Jesus entrou, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26 Essa notícia espalhou-se por toda aquela região.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Fé expectante o caminho para alcançar milagres"

A fé expectante que gera cura e vida
A Palavra de Deus hoje, tirada do Evangelho de São Mateus, mostra para nós algo que é essencial para a nossa salvação: a fé. Nós vamos ver aqui um chefe que se aproxima de Jesus, com o coração ferido pela dor e pela morte de sua filha.

Mas, no caminho, também nós vamos ver uma mulher hemorroíssa que, há 18 anos, enfrenta esta enfermidade. Em ambos os casos, vemos pessoas que colocam toda a sua esperança no Cristo. E o Evangelho diz assim para nós:

“Coragem, filha, a tua fé te salvou”, “A menina não morreu, está dormindo” (Mateus 9, 18-26).

Essas palavras revelam quem é Jesus, ou seja, aquele que vence o sofrimento, devolve a dignidade e traz vida nova.

A fé expectante de um pai
O chefe da sinagoga, em um gesto de profunda humildade, ajoelha-se diante de Jesus e diz: “Minha filha acaba de morrer, mas vem, impõe a tua mão e ela viverá”.

Nós vemos aquilo que o padre Jonas diz, de uma fé expectante, que acredita sem ainda ter recebido o milagre. Ou seja, ele coloca toda a sua confiança no Cristo, sabendo que Ele poderia realizar o milagre de ressuscitar a sua filha.

Humanamente, já não havia esperança. Mas aquele homem acreditava na presença do Cristo, que poderia transformar da morte para a vida. Nós temos que ter esta fé expectante, para não desanimarmos diante dos desafios e diante das dificuldades que se levantam contra nós.

Basta um toque com fé
E depois nós vemos também aquela mulher que disse: “Se eu apenas tocar na orla do manto de Jesus, eu ficarei curada”. Ela não faz um discurso, ela não chama a atenção, apenas toca em Jesus com fé. Aquele momento, aquele toque, muda toda a sua vida, e o sangramento se estanca naquele momento.

Termino dizendo o seguinte para você: quando nós temos a coragem de estar perto de Deus, exteriormente, nós precisamos também estar com o nosso coração bem próximo para receber a graça de Deus.

Que o Senhor nos abençoe e que aumente em nós a nossa fé. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova