sexta-feira, 19 de junho de 2026

CNBB divulga mensagem ao povo brasileiro por ocasião das eleições de 2026


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de seu Conselho Permanente, divulgou nesta quinta-feira, 18 de junho, uma mensagem ao povo brasileiro por ocasião das eleições de 2026. No texto, os bispos reafirmam o compromisso da Igreja com a promoção da vida, da dignidade humana e do bem comum, ao mesmo tempo em que destacam a importância da participação consciente dos cidadãos no processo eleitoral.

Inspirada na passagem bíblica “Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5, 21), a mensagem recorda que a Igreja Católica não indica candidatos nem partidos políticos. Entretanto, ressalta que a fé cristã e a Doutrina Social da Igreja reconhecem a política, quando orientada pela ética, como uma das mais elevadas formas de caridade e serviço à sociedade.

Os bispos afirmam que as eleições representam uma oportunidade privilegiada para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social. Segundo o texto, mais do que escolher governantes e representantes, os brasileiros são chamados a renovar o compromisso com valores fundamentais para a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade.

Desafios que afetam a vida pública
A mensagem também faz um alerta diante de desafios que afetam a vida pública do país. A CNBB manifesta preocupação com a desigualdade social, a corrupção, a compra de votos, o uso indevido de recursos públicos e a disseminação deliberada de notícias falsas. Os bispos ressaltam ainda que o abuso do poder econômico e político, assim como as diversas formas de violência, fragilizam a confiança nas instituições democráticas e comprometem a convivência social.

Outro ponto destacado é a necessidade de fortalecer a democracia por meio do respeito às instituições da República, à Constituição Federal, ao Estado Democrático de Direito e aos mecanismos legítimos de apuração da vontade popular. O texto reafirma a importância da confiança no processo eleitoral, do respeito aos resultados das urnas e da observância da Lei da Ficha Limpa.

Ao dirigir-se aos eleitores, a CNBB convida cada cidadão a assumir sua responsabilidade no processo democrático. A mensagem observa que a abstenção não é a melhor escolha e propõe um discernimento que vá além das promessas de campanha, considerando a trajetória de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos.

“O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social”, afirmam os bispos.
A Conferência destaca, ainda, que a esperança cristã se expressa por meio da participação, do diálogo, da defesa da verdade, da proteção da democracia e da promoção da justiça. Os bispos convidam todos os homens e mulheres de boa vontade a serem promotores da paz social e construtores da fraternidade.

Ao final, a mensagem encerra com uma oração pela nação brasileira, confiando o país à proteção de Nossa Senhora Aparecida e pedindo que Deus ilumine cada eleitor e eleitora no exercício de sua responsabilidade cidadã.
Baixe a mensangem:

Acesse (aqui) a mensagem na íntegra.

Papa: contra a idolatria do lucro, construir a civilização do amor


Na saudação aos participantes da primeira edição dos “Diálogos do Borgo”, realizada em Castel Gandolfo, Leão XIV alertou para os riscos da desumanização provocada pela busca desenfreada pelo lucro e convidou a construir a “Nova Jerusalém”, uma sociedade fundada no amor, na responsabilidade compartilhada e no cuidado com cada pessoa.

Thulio Fonseca - Vatican News

A construção de uma nova liderança moral, capaz de responder aos desafios do mundo contemporâneo, esteve no centro da mensagem dirigida pelo Papa Leão XIV aos participantes da primeira edição dos “Diálogos do Borgo”, encerrada nesta sexta-feira (19/06), no Borgo Laudato Si’, em Castel Gandolfo. Durante dois dias, especialistas, líderes e profissionais de diversas partes do mundo se reuniram para refletir sobre temas que também preocupam a Igreja Católica, entre eles a inteligência artificial e sua relação com a humanidade, o envelhecimento e a vitalidade, o esporte e a diplomacia, além do futuro da sustentabilidade.

Repensar a liderança em um mundo fragmentado
O Pontífice, ao receber o grupo de participantes no Vaticano, definiu a iniciativa como o primeiro passo de um processo destinado a “renovar e repensar a liderança moral” em uma sociedade que, segundo ele, “parece fragmentada e esquecida das próprias raízes históricas”. Leão XIV recordou ainda o apelo lançado na Encíclica Magnifica humanitas, no qual convida a Igreja a dialogar com todos os homens e mulheres do nosso tempo para identificar novos caminhos em favor do bem comum e da promoção de uma vida digna para todos.

Ao mesmo tempo, alertou para aquilo que definiu como uma “cegueira espiritual e cultural” dos nossos tempos, marcada por um falso pragmatismo que busca romper com a memória histórica e alimenta a ilusão de que as tragédias do século XX não possam voltar a acontecer.

Construir a civilização do amor
O Papa destacou que os diálogos foram construídos a partir da visão sinodal da Igreja, baseada na escuta e na promoção da unidade global, reunindo pessoas provenientes de diferentes culturas, competências e experiências, mas unidas pelo compromisso com a transformação ecológica, social e econômica do mundo. Diante da tentação de construir a “torre de Babel”, explicou Leão XIV, símbolo da idolatria do lucro em detrimento dos mais vulneráveis e do crescente risco de desumanização, todos são chamados a colaborar na edificação da “Nova Jerusalém”, a civilização do amor.

“Nessa civilização, o amor deve ser o único princípio orientador da vida econômica, política e cultural”, afirmou o Pontífice.

Conhecimento local e responsabilidade global
Ao agradecer a participação dos presentes, Leão XIV destacou a importância de unir o conhecimento local à responsabilidade global, impulsionando a formação de uma liderança corajosa, algo que considera indispensável nos dias atuais. O Papa manifestou ainda o desejo de que esse processo tenha continuidade em outros contextos e produza novos avanços em favor da humanidade.

Por fim, confiou os participantes à bênção de Deus e os encorajou a serem “humildes construtores da Nova Jerusalém”, uma cidade capaz de oferecer “água viva aos sedentos” e de proporcionar “cuidado, reconhecimento, palavras amáveis e mãos capazes de ternura a cada ser humano”.

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.

EVANGELHO DO DIA (Mt 6,19-23)

ANO "A" - DIA: 19.06.2026
11ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Felizes os humildes de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 19 "Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. 20 Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. 21 Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 22 O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23 Se o teu olho está doente, todo o teu corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O tesouro no Céu"

O tesouro verdadeiro na riqueza espiritual
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não ajunteis o tesouro aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. Ao contrário, juntai para vós um tesouro no céu, onde a traça, nem a traça, nem a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mt 6,19-23).

Descobrir o lugar em que colocamos o nosso coração é o desafio de hoje, pois precisamos descobrir o que é um tesouro para nós, o que consideramos um tesouro. Podemos ter a ingrata surpresa de descobrir que o nosso tesouro está sendo corroído pela traça e pela ferrugem, ou que está em posse dos ladrões. No fim, nós temos um belo baú, mas completamente vazio.

Tesouro acumulado e o que levamos deste mundo
Os bancos de hoje estão propondo rendimentos atraentes, fundos de investimento que prometem fortunas no futuro, com as famosas bets. Apostas que se multiplicam assustadoramente, sobretudo pegando o público masculino nos intervalos dos jogos, das partidas de futebol. Todos são tentados a colocar sua esperança nos bens dessa Terra e a viver a vida apenas contando com o imanente, com aquilo que se corrói aqui mesmo.

Quer um choque bem prático das verdades do Evangelho de hoje? Tire um dia para você assistir à exumação de um cadáver. Não sei se você já passou por essa experiência terrível lá no cemitério. Todas aquelas jóias, os dentes de ouro, os colares, as belas roupas que foram colocadas naquele defunto, agora estão ali, solitárias, naquele caixão, só com ossos. Prova de que, quando nós morremos, nós não levaremos nada conosco para a eternidade.

Cultivar e ajuntar virtudes
Apenas o outro tesouro, que é o tesouro espiritual, as boas amizades, o amor pela família, a caridade feita a um desconhecido, a partilha dos bens, a fidelidade aos nossos compromissos, à nossa vocação. Apenas essas coisas se tornarão tesouros na eternidade. E se na Terra o nosso coração estiver apoiado nessas coisas, nós teremos uma grande contradição.

Por isso, não apeguemos o nosso coração às coisas materiais, mas às espirituais, porque, se o nosso coração estiver ligado a essas coisas espirituais que eu falei, nós teremos um grande tesouro na vida eterna. Por isso, invista no tesouro dos tesouros, que é o céu, ancorando o teu coração às coisas que nunca vão passar.

Sobre todos vós desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


Salvação: a minha alma tem que ser povoada de coisas boas


A Palavra de Deus vem nos trazer a salvação
Queridos amigos, irmãos, aqueles que nos assistem, agora, pelos meios de comunicação social da Fundação João Paulo II e Canção Nova, quero dizer para vocês que nós estamos muito alegres de ter você, agora, neste momento, nos assistindo. Isso nos faz muito bem, porque nos sentimos potentes em estudar cada vez mais, estar mais perto de Deus para poder levar essa mensagem dia a dia a vocês.

E eu quero dizer que a Canção Nova foi feita para todos. Quanto mais — não é que seja melhor —, é mais união que nós temos, mais força nós teremos para poder Deus agir em nós. Tornamo-nos cada vez mais família Canção Nova. Tem um jeito de ser. E a palavra que Deus nos dá, hoje, é Romanos 10,9, certo? É o que vem nos trazer a salvação.

A salvação é para todos os filhos de Deus
A salvação é para todos. Deus, quando nós nascemos, marcou, na nossa testa ou em algum lugar do nosso corpo, um “você é o escolhido”. Não o “bonito” de tudo, mas que nós nascemos iguaizinhos. Pode ser rico, pobre, preto, branco, azul, o que for… Nasceu igualzinho, certo? É filho de Deus.

Quanta interrogação e quantas brigas há sobre o aborto! Por quê? Porque, quando a criança começa a se formar na barriga da sua mãe, ela começa a ser filho de Deus. E quero dizer mais ainda: antes do seu relacionamento com seu marido, ele é fruto de Deus. Não é seu fruto, não é da sua mãe, não. Eu não faço filho para depois eu pensar: “Ah, meu filho, quando eu ficar velho eu vou…”. Não, eu faço o meu filho, a minha filha para Deus. Até onde terminar o tempo de amadurecimento, a responsabilidade é minha. Então fica Deus, eu e aquilo que Ele me deu, que é o sagrado, que é o meu filho, é a minha filha, são os meus filhos, as minhas filhas, certo?

Depois, o filho vai seguir a sua vida, o filho vai seguir a sua vida… cada um tem um destino. E se eu tenho Deus, é o que eu quero. Lógico, a família faz falta, e nós precisamos dela, pois a família nos enriquece, joga-nos para cima! Mas o principal é estarmos em Jesus, certo?

A salvação como um compromisso individual entre a alma e Deus
Eu rezo para que os meus filhos estejam cada vez mais em Jesus. É o meu dever agora. Se você sabe disso, então, chegou a hora de você e Deus. Só tem você e Ele. Coração, coração, mente, tudo certo. O que eu vou fazer, o que deixo de fazer, tudo é você e Deus. Então, a salvação é para todos.
Ah, quando eu morrer, vou para onde? Todos nós nascemos para estar no céu. Você acredita no céu? Se você não acredita no céu, não adianta. Se você não tem essa fé em Deus, em Jesus Cristo, para poder chegar ao céu, você não tem como. Você nasceu para viver na terra, morrer na terra e voltar a ser pó da terra. Mas a sua alma vai para onde? Esse problema é só seu. Você pode ser a pessoa mais rica do mundo ou a mais pobre do mundo; pode ser o mais bonito ou o mais feio. Então, tudo isso é problema seu.

A alma individual e o seu alimento espiritual em Jesus
Não tem por que você não buscar a felicidade. Ótimo! Todo mundo, todos nós buscamos a felicidade. Mas eu quero dizer uma coisa importante para você. Você já parou e pensou: “Eu tenho fé suficiente para levar Jesus para o meu interior?”. Nós falamos muito do coração, e o coração é um órgão. Mas nós temos que falar da nossa alma, certo? A nossa alma. Nossa Senhora disse: “A minha alma glorifica o Senhor”.

Precisamos alimentar a nossa alma, enxergarmos tudo de bom para nossa alma estar sossegada – não podemos destrui-la. Que, quando prestarmos conta para Deus, não vai ser o nosso corpo, não vai ser o nosso dinheiro, não vai ser o nosso emprego, não vai ser nada. É nossa alma.

Então, minha alma precisa de alimento, e esse alimento só vem de Jesus e de mais ninguém. De mais ninguém. No seu corpo você fica forte, bonito, e aí sim você precisa trabalhar. Olha como é que Deus faz. Você precisa trabalhar. Se você não trabalhar, como é que você vai comer? Você não pode comer se não trabalhou. Enquanto você é novo, tudo bem, seu pai está ali. Mas, depois, quem vai alimentar você? Você vai ser filho do papai com a mamãe até quando? É uma realidade da vida. Hoje, eu sou neném, não sou estudante, não sou trabalhador, não sou nada, sou neném, sou filho do pai e da mãe. Chega uma hora que eu não sei como conseguem… os filhos também querem liberdade, tem que dar liberdade para eles crescerem, para eles serem o que Deus quer, porque a minha alma é individual, entende?

O compromisso de povoar a alma com coisas boas
A prestação de conta da minha alma com Deus é aquilo que é a minha cabeça, o meu coração, o meu corpo, os meus desejos, as minhas vontades; tudo alimentou minha alma. Por isso que vem o ateu… não é que a pessoa não acredita em nada. A alma dele está vazia. Ou só se alimentou de poder, ou só se alimentou de dinheiro, ou só se alimentou de desejo. Aí você vai enumerando. Eu alimentei só daquilo.

A minha alma tem que ser povoada de coisas boas. E aonde eu vou encontrar essas coisas boas? Só em Jesus, não tem outro lugar. O meu emprego é sadio? Louvado seja Deus. É mais um fruto de Deus. Porque a consciência, a sabedoria que você teve para entrar nesse emprego que é maravilhoso para você, foi Deus que lhe deu. E se Ele desse uma piscada na hora da sua entrevista com o seu diretor do RH, como é que faria? Deus só dava uma “desviadinha” e você estava no pó, entende? Porque tudo é Deus.

A perfeição da vida e a conquista da salvação em Jesus
Eu não entendo como a pessoa pode chegar e falar assim: “Eu sou ateu, não acredito em nada”. Mas como não acredita? Você está de pé, o sangue está correndo.

“Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e no teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo”. Deus nos ressuscitou e não ficou na terra. Já pensou se Ele, como Deus, ficasse aqui na terra? Que coisa boa, né? Mas já teria 30 partidos contra. Deus Pai foi providente: pegou o Filho e o levou para o céu. Do jeito que estava na terra, levou para o céu. Mas olha a vida de Jesus que está nas Escrituras, de Gênesis a Apocalipse. Você vê Jesus em todos os livros.

Por que isso? Porque a salvação é para todos. Salvação não é só para mim, nem só para você. Todos nós temos, como disse o Padre Jonas Abib, lá no céu, uma cadeira escrita com o seu nome. Está lá: Wellington, Eto… então, está lá o meu lugar, está lá no céu. Agora, para chegar lá, eu tenho que conquistar, não é de graça também. Eu tenho que entender que Deus me colocou na terra para mim fazer o melhor em nome dele. Aí eu vou ganhar o meu lugar no Senhor. E o convite não é só para mim, é para você também. Que Deus abençoe você.

Do seu amigo,
Wellington Silva Jardim – Eto Cofundador da Comunidade Canção Nova

São Romualdo

Romualdo nasceu em Ravena, na Itália, no ano de 956. Membro de família nobre, porém sem vínculo algum com religião.

A origem de sua vocação parece ligada a um acontecimento sangrento na família onde em um duelo seu pai acabou assassinando um primo. Chateado com o ocorrido, ele decidiu se tornar um monge e entrou no antigo mosteiro de Santo Apolinário em Classe. Mas ali não se sentia à vontade, pois a vida daqueles monges era bastante descontraída.

Após conhecer o abade Guarino, um dos mais importantes monges refundadores do século X; Romualdo o acompanhou até sua abadia de Cuixà, na Catalunha. Lá, Romualdo permaneceu por dez anos e completou sua formação.

Retornando à Itália em 988, dedicou-se a uma vida eremita, perto de Ravena. Por volta de 1014 Romualdo fundou uma ermida em Sitria. Foi o promotor da Congregação Camaldulense, ramo reformado da Ordem Beneditina. Romualdo buscou incessantemente a solidão mais radical para conduzir sua conversa com Deus.

Romualdo viveu cerca de 75 anos: morreu em 19 de junho de 1027 na abadia de San Salvatore em Valdicastro, na mais perfeita solidão.

Ele foi canonizado apenas cinco anos após sua morte e foi declarado santo em 1595 pelo Papa Clemente VIII.

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

Reflexão:

São Romualdo foi um monge interessado pelos problemas do seu tempo. Tinha o dom da contemplação e foi homem de uma vida profundamente dedicada a Deus e aos irmãos. Seu retiro num mosteiro não o impediu de viver preocupado com as dificuldades do seu povo e procurou, por palavras e ações, fazer acontecer o Reino de Deus na vida das pessoas. Que nós também saibamos nos interessar pelos desafios do nosso mundo e façamos nossa parte na construção do reino da justiça e da partilha.

Oração:

Ó Deus, que nos destes no Abade São Romualdo um testemunho de perfeição evangélica, fazei-nos em meio às agitações deste mundo, fixar o coração nos bens eternos. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Acompanhe, ao vivo, o lançamento das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período 2026-2032


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza o lançamento oficial das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2026-2032, aprovadas durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, realizada em abril deste ano, em Aparecida (SP).

O Documento, de número 114 da CNBB, apresenta as orientações que irão inspirar e nortear a ação evangelizadora da Igreja no Brasil nos próximos seis anos, oferecendo referências pastorais para dioceses, paróquias, comunidades, movimentos e organismos eclesiais em todo o país.

A cerimônia de lançamento acontece no Auditório Dom Hélder Câmara, às 18h30, na sede da CNBB, em Brasília (DF), e conta com transmissão ao vivo pelas redes sociais da CNBB (@cnbbnacional) e das Edições CNBB (@cnbbedicoes).

Acompanhe no link da transmissão abaixo:

Participantes do lançamento

Participam do evento o presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS); o arcebispo de Santa Maria (RS) e presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom Leomar Antônio Brustolin, responsável pela coordenação da redação das novas Diretrizes; o secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers; e o diretor-geral das Edições CNBB, monsenhor Jamil Alves de Souza.

Durante a cerimônia, os participantes apresentam o processo de elaboração do documento, suas principais inspirações e perspectivas pastorais, além de indicarem os próximos passos para sua implementação nas diversas realidades eclesiais do país.

As DGAE e seu processo de construção
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil constituem um importante instrumento de comunhão, planejamento e animação pastoral, contribuindo para que a missão evangelizadora da Igreja responda aos desafios do tempo presente à luz do Evangelho e da caminhada sinodal. Com validade até 2032, o documento orientará a ação pastoral da Igreja no Brasil a partir de compromissos missionários, formativos e sinodais assumidos pelo episcopado brasileiro.

As novas Diretrizes são fruto de um amplo processo de escuta, participação e discernimento iniciado em 2022. Ao longo de quatro anos, bispos, dioceses, organismos eclesiais e agentes de pastoral contribuíram para a construção do texto, em sintonia com o caminho da sinodalidade vivido pela Igreja. O processo incluiu consultas às Igrejas particulares, estudos pastorais, debates em âmbito regional e nacional e a análise de mais de 1.500 emendas apresentadas pelos bispos durante a Assembleia Geral da CNBB. O texto aprovado propõe a imagem da “tenda do encontro” como inspiração para a missão evangelizadora, expressando uma Igreja acolhedora, missionária e aberta à participação de todos.

Leão XIV reconhece virtudes heroicas do Pe. Júlio Maria De Lombaerde


O sacerdote belga chegou ao Brasil em 1913. Atuou por 16 anos no Norte e Nordeste (como no Amapá) e 16 anos em Minas Gerais. Faleceu tragicamente em um acidente automobilístico em 24 de dezembro de 1944, em Alto Jequitibá (MG), aos 66 anos. O Papa também reconheceu o martírio de sacerdotes espanhóis, mortos por ódio à fé em 1936, e as virtudes heroicas de religiosas italianas, espanhola e estadunidense.

Vatican News

Durante a audiência concedida na manhã desta quinta-feira (18/06), ao prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos, cardeal Marcello Semeraro, o Sumo Pontífice autorizou o mesmo Dicastério a promulgar os Decretos referentes:

- ao martírio dos Servos de Deus Juan Torres Torres e 19 Companheiros, sacerdotes diocesanos, assassinados entre agosto e setembro de 1936, por ódio à fé, no território da Diocese de Ibiza (Espanha), no contexto da mesma perseguição;

- às virtudes heroicas do Servo de Deus Júlio Maria De Lombaerde (nascido Júlio Emilio Alberto), sacerdote professo da Congregação dos Missionários da Sagrada Família e fundador da Congregação das Filhas do Imaculado Coração de Maria, da Congregação dos Missionários de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento e da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento, nascido em Waregem (Bélgica) em 7 de janeiro de 1878 e falecido próximo ao atual município de Alto Jequitibá (Brasil) em 24 de dezembro.

O Servo de Deus Júlio Maria De Lombaerde foi um missionário católico belga naturalizado brasileiro, tendo se destacado como escritor e evangelizador. Sua vida e legado religioso são marcados por realizações específicas. Nascido na Bélgica, adotou o nome "Maria" por devoção à Virgem Santíssima e suprimiu "Emílio Alberto". Chegou ao Brasil em 1913. Atuou por 16 anos no Norte e Nordeste (como no Amapá) e 16 anos em Minas Gerais. Faleceu tragicamente em um acidente automobilístico em 24 de dezembro de 1944, em Alto Jequitibá (MG), aos 66 anos. Além da fundação das três Congregações religiosas, escreveu dezenas de obras literárias de apologética e catequese, além de atuar fortemente na construção de hospitais, patronatos e escolas para os vulneráveis.

- às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Teresa Tallon (nascida Julia Teresa), fundadora da Congregação das Visitadoras Paroquiais de Maria Imaculada, nascida em 6 de maio de 1867, em Hanover, EUA, e falecida em 10 de março de 1954, em Monroe, EUA;

- às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Agnese Tribbioli, religiosa professa e fundadora da Congregação das Irmãs Pias Operárias de São José, nascida em 20 de abril de 1879, em Florença, Itália, e lá falecida em 27 de janeiro de 1965;

- às virtudes heroicas da Serva de Deus Clara Andreu y Malferit (nascida Barbara Onofria), monja professa do Mosteiro dos Jerônimos de San Bartolomeo de Inca, nascida em 4 de dezembro de 1596, em Palma de Maiorca, Espanha, e falecida em 24 de junho de 1628, em Inca, Espanha;

- às virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Petra Giordano (nascida Nicoletta), monja professa da Ordem das Pregadoras, nascida em 4 de julho de 1912, em Nápoles, Itália, e falecida em 21 de junho de 2006, em Bibbiena, Itália.

Obrigado por ter lido este artigo. Se quiser se manter atualizado, assine a nossa newsletter clicando aqui e se inscreva no nosso canal do WhatsApp acessando aqui.

EVANGELHO DO DIA (Mt 6,7-15)

ANO "A" - DIA: 18.06.2026
11ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Recebestes um espírito de adoção, no qual clamamos Aba! Pai!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 "Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8 Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9 Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12 Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13 E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14 De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15 Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Orar com autoridade de filho"

Jesus nos ensina a orar com a verdade do coração
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. Não sejais como eles, pois o vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais” (Mt 6,7-15).

No mundo de hoje, está cada vez mais comum uma pessoa poliglota, isto é, que sabe falar muitos idiomas. Neste mundo globalizado, hoje está muito mais fácil você aprender um outro idioma. Isso é uma coisa maravilhosa! Porque com isso você pode viajar por muitos países e se comunicar com diversas pessoas.

Orar não é apenas jogar palavras
Por exemplo: se você fala espanhol, você pode viajar por 22 países e falar tranquilamente com as pessoas daquele lugar. Se você falar português, como é o nosso caso, daria para você se comunicar com 260 milhões de pessoas ao redor do mundo que falam a língua portuguesa. E, finalmente, se você dominar o inglês, você viajaria para 86 países tranquilamente, sem morrer de fome! Você saberia muito bem, pelo menos, pedir uma comida.

Eu trouxe esses dados porque o Evangelho de hoje fala algo parecido. Ele fala da polylogía, falar muito, muitas palavras, muitos dizeres, porém, sem serem compreendidos pela pessoa mais importante, que é o Pai do Céu.

Você pode ter a capacidade de elaborar orações esplêndidas, maravilhosas, mas você corre o risco de elas não serem ouvidas por Deus, por falta de algo fundamental, não ser capaz de chamar Deus de Pai, tecer uma relação com Ele que não é uma relação de filiação. Por isso Jesus fez questão de ensinar Seus discípulos a orar de verdade.

A oração deve ressoar na vida
O Evangelho continua depois, com a oração do Pai Nosso. Aqui, só um parênteses quanto, ao uso das palavras rezar e orar. Alguns desinformados por aí dizem que os católicos não rezam, porque nós só repetimos coisas, como a Ave-Maria, por exemplo

Eu prefiro repetir a saudação do Arcanjo Gabriel cinquenta vezes no meu terço do que ousar dizer as minhas palavras, e elas não saírem do teto do meu quarto. Então, eu estou confiante, repetindo a saudação do Arcanjo Gabriel, mas eu posso também honrar a Deus que se dignou visitar a nossa humanidade, tendo a Virgem Maria como representação muito forte desse mistério.

As palavras que eu digo a Deus em oração precisam ressoar na minha vida. Senão, por mais belas, por mais ungidas que pareçam essas orações, elas serão apenas palavras jogadas ao vento. Por isso Jesus está nos ensinando a rezar de verdade.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova