terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Comissão promove Simpósio de Formação Ecumênica sobre liberdade religiosa; inscrições abertas


A Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, o Simpósio de Formação Ecumênica, com o tema “Liberdade Religiosa: dom de Deus e direito humano”. O evento será realizado de forma on-line, pela plataforma Zoom, das 19h30 às 21h. As inscrições estão abertas e podem ser feitas (AQUI).

O simpósio tem como objetivo favorecer a reflexão conjunta entre Igrejas cristãs e diferentes tradições religiosas, diante dos desafios contemporâneos ao pleno exercício da liberdade religiosa no Brasil. A proposta é aprofundar o tema tanto sob a perspectiva da realidade social e jurídica quanto do pensamento teológico e da ação pastoral.

No dia 24 de fevereiro, a programação será dedicada à análise do contexto brasileiro. A abertura contará com a conferência “Atual panorama religioso no Brasil”, que abordará as transformações no cenário da fé e o crescente pluralismo religioso. Em seguida, especialistas tratarão da liberdade religiosa na legislação brasileira, destacando as garantias constitucionais, os avanços conquistados e os desafios ainda presentes.

Já no dia 25 de fevereiro, o enfoque será teológico e pastoral. Um dos destaques é a reflexão sobre a Declaração Dignitatis Humanae, do Concílio Vaticano II, que afirma a liberdade religiosa como expressão da dignidade da pessoa humana e orienta a relação da Igreja com o mundo contemporâneo. O Simpósio será concluído com um painel pastoral inter-religioso, promovendo o diálogo, o respeito mútuo e a convivência pacífica entre as diferentes tradições de fé.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail ecumenismo@cnbb.org.br.


Leão XIV: consagrados são chamados a testemunhar que Deus está presente na história


Em sua homilia da missa do 30° Dia Mundial da Vida Consagrada, o Papa destacou as figuras de Simeão e Ana, reconhecendo neles "um ícone da missão dos religiosos e religiosas na Igreja e no mundo, conforme exortou o Papa Francisco: «Espero que “desperteis o mundo”, porque a nota característica da vida consagrada é a profecia»".

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Leão XIV presidiu a missa do 30° Dia Mundial da Vida Consagrada, na Basílica de São Pedro, nesta segunda-feira (02/02), Festa da Apresentação do Senhor.

Em sua homilia, o Papa destacou que, "no Templo, Jesus é reconhecido e anunciado como o Messias por Simeão e Ana", e este é um "encontro entre dois movimentos de amor: Deus que vem salvar o homem e o homem que, com fé vigilante, espera a sua vinda".

“Da parte de Deus, ter sido Jesus apresentado no grande cenário de Jerusalém como filho de uma família pobre, mostra-nos como Ele se oferece a nós, respeitando plenamente a nossa liberdade e partilhando totalmente a nossa pobreza. Com efeito, não há nada de coercitivo nas suas ações, mas apenas o poder desarmante da sua gratuidade desarmada.”

"Por outro lado", disse ainda o Papa, "da parte do homem, nos dois anciãos, Simeão e Ana, a expectativa do povo de Israel é representada no seu auge, como o ponto culminante de uma longa história de salvação, que se desenrola desde o jardim do Éden até aos pátios do Templo; uma história marcada por luzes e sombras, quedas e ressurgimentos, mas sempre percorrida por um único desejo vital: restabelecer a plena comunhão da criatura com o seu Criador".

“Celebramos o XXX Dia da Vida Consagrada com base neste episódio, reconhecendo nele um ícone da missão dos religiosos e religiosas na Igreja e no mundo, conforme exortou o Papa Francisco: «Espero que “despertem o mundo”, porque a nota característica da vida consagrada é a profecia». Queridos irmãos e irmãs, a Igreja pede a vocês para serem profetas: mensageiros e mensageiras que anunciam a presença do Senhor e preparam o seu caminho.”

O Papa recordou que os fundadores e fundadoras dos institutos, "com a força da graça, lançaram-se em iniciativas arriscadas, tornando-se presença orante em ambientes hostis e indiferentes, mão generosa e ombro amigo em contextos de degradação e abandono, testemunho de paz e reconciliação no meio de cenários de guerra e ódio, prontos também a sofrer as consequências de uma ação contracorrente que os tornou em Cristo «sinal de contradição», às vezes até ao martírio".

“Na verdade, ainda hoje, com a profissão dos conselhos evangélicos e com os múltiplos serviços de caridade que oferecem numa sociedade onde, em nome de um conceito falso e reduzido da pessoa, a fé e a vida parecem cada vez mais distanciar-se uma da outra, vocês são chamados a testemunhar que Deus está presente na história como salvação para todos os povos.”

“Vocês são chamados a testemunhar que, antes de tudo, o jovem, o idoso, o pobre, o doente, o prisioneiro têm o próprio lugar sagrado no seu Altar e no seu Coração e, ao mesmo tempo, que cada um deles é um santuário inviolável da sua presença, diante do qual se deve ajoelhar para o encontrar, adorar e glorificar.”

"Prova disso são os numerosos “baluartes do Evangelho” que muitas de suas comunidades conservam nos contextos mais variados e desafiantes, mesmo no meio de conflitos. Não vão embora; nem fogem; mas permanecem, despojadas de tudo, para ser um apelo, mais eloquente do que mil palavras, à sacralidade inviolável da vida na sua mais pura essência – mesmo onde retumbam as armas e onde parece prevalecer a prepotência, o interesse e a violência", sublinhou.

De acordo com o Papa, "a vida religiosa, com o seu sereno desapego de tudo o que passa, ensina a indissociabilidade entre o cuidado mais autêntico pelas realidades terrenas e a esperança amorosa daquelas eternas, escolhidas já nesta vida como fim último e exclusivo, capaz de iluminar todo o resto".

Leão XIV lembrou que "o Concílio Vaticano II nos recorda que «a Igreja […] só na glória celeste alcançará a sua realização acabada, […] quando, juntamente com o gênero humano, também o universo inteiro […] for perfeitamente restaurado em Cristo»". "Esta profecia também está confiada a todos vocês, homens e mulheres com pés bem assentes na terra, que ao mesmo tempo aspiram «sempre às coisas do alto»", disse ainda o Papa, acrescentando:

“Cristo morreu e ressuscitou para «libertar aqueles que, por medo da morte, passavam toda a vida dominados pela escravidão», e vocês, empenhados em segui-lo mais de perto, participando no seu “despojamento” para viver no seu Espírito, podem mostrar ao mundo, na liberdade de quem ama e perdoa sem medida, o caminho para superar conflitos e semear fraternidade.”

Leão XIV concluiu, dizendo aos consagrados e consagradas que a Igreja agradece hoje ao Senhor pela presença deles, "e os encoraja a ser, onde quer que a Providência os envie, fermento de paz e sinal de esperança".

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EVANGELHO DO DIA (Mc 5,21-43)

ANO "A" - DIA: 03.02.2026
4ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22 Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23 e pediu com insistência: "Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!" 24 Jesus então o acompanhou. Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia. 25 Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26 tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27 Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28 Ela pensava: "Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada". 29 A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30 Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: "Quem tocou na minha roupa?" 31 Os discípulos disseram: "Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: 'Quem me tocou?'" 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33 A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34 Ele lhe disse: "Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença". 35 Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: "Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?" 36 Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: "Não tenhas medo. Basta ter fé!" 37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38 Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39 Então, ele entrou e disse: "Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo". 40 Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41 Jesus pegou na mão da menina e disse: "Talitá cum" — que quer dizer: "Menina, levanta-te!" 42 Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43 Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A cura pela fé: Jairo salvou sua filha por acreditar em Jesus"

O Evangelho de Marcos ensina que a fé alcança o milagre
“Jesus voltou de barco para o outro lado do mar, e uma grande multidão reuniu-se em volta dele. (…) Um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, aproximou-se e, vendo Jesus, caiu a seus pés e pediu com insistência: ‘Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela para que ela sare e viva'” (cf. Marcos 5,21-43).

Comemoramos hoje a memória de São Brás, bispo e mártir. Queremos contemplar toda essa graça através do Evangelho que nos fala de Jesus ao entrar na sinagoga. Vemos a situação do filho de Jairo, que se encontra doente, e como Jesus nos traz a salvação plena pela graça de Deus.

Neste dia especial, somos convidados a renovar nossa fé no Senhor, que é o autor de toda cura e libertação. A vida de São Brás nos ensina que o martírio e a entrega total a Deus geram frutos de intercessão que atravessam os séculos e alcançam as nossas dores hoje.

Jesus nos traz salvação e cura
Neste Evangelho, contemplamos a filha de Jairo que está enferma. O que devemos compreender do significado do nome de Jesus? Significa que Deus salva, Deus cura e Deus liberta. Jairo acredita que Jesus, ao tocar em sua filha, ela seria curada.

Muitas vezes, nos falta a fé que este homem teve. Ele teve a coragem de dizer: “Se o Senhor tocar apenas na minha filha, ela será curada”. Isso mostra que o poder de Deus é acessível a todos nós, basta que tenhamos a disposição de nos aproximar d’Ele com humildade.

São Brás e a graça da intercessão
Vemos na memória de São Brás essa mesma graça. Deus concedeu a ele o dom da intercessão porque ele entregou sua vida no martírio. Por meio de sua entrega, Deus permitiu que todos aqueles que pedirem sua ajuda sejam curados dos males da garganta.

Tenho o testemunho em minha própria família: minhas irmãs, Claudineia e Simone, foram curadas de câncer na tireoide (garganta) pela intercessão deste grande santo. Já se passaram quase 12 anos e não existe nenhum resquício da doença ou de células cancerígenas. Isso demonstra o poder que Deus tem para restaurar a saúde.

O Senhor é quem realiza o milagre
É importante ressaltar: não é São Brás quem cura. Ele intercede a Jesus para que a cura aconteça. Por ser um homem que já está junto de Deus, ele apresenta nossas súplicas e a graça divina se manifesta em nossa história.

Convido você, que hoje sofre com algum mal na garganta ou no coração, a permitir que Nosso Senhor toque sua vida através da intercessão de São Brás. Que ele rogue por nós neste dia. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


Chamados pelo nome e enviados no sim de cada dia

“Aprendi a viver a minha vocação a cada dia. Foi um aprendizado muito concreto.” Aprendi vivendo. Foi assim que aconteceu: eu já estava no meu décimo primeiro ano de seminário e deveria fazer os votos para sempre; no final do curso de Teologia, seria ordenado padre. Diante de tão grande responsabilidade, nasceu uma grande interrogação em minha cabeça: “Será que eu conseguirei ser um bom padre?”. Olhando para as limitações, eu sabia que não seria capaz de sê-lo. Esse sentimento foi me apavorando de tal forma que, em meu coração, não havia mais paz.
Créditos: Arquivo cancaonova.com

Já não dormia nem comia direito. Eu não poderia ser padre de qualquer maneira. Então, resolvi conversar com meu diretor. Ele me escutou até o fim e, sorrindo, disse: “Jonas, você será, no futuro, o padre que você precisa ser hoje. A única maneira de garantir a qualidade da sua vocação é vivendo o hoje da melhor forma possível”.

No mesmo instante, eu compreendi tudo. A partir desse dia, comecei a viver a minha vocação dia a dia.
Viver a vontade de Deus no agora de nossa vida

Temos de viver a vontade de Deus no agora de nossa vida. O passado já é passado. O futuro não existe ainda. Só temos o momento presente. Reze já pedindo ao Senhor a graça de viver bem sua vocação a cada dia: “Senhor, dá-me a graça de ser, hoje, tudo aquilo que eu devo ser. De fazer, hoje, tudo que eu devo fazer. Amanhã será outro dia, e eu serei aquilo que Tu queres que eu seja hoje.”

Decidi ser fiel dia a dia. Porém, a cada dia, comprometi-me a ser fiel em tudo o que o Senhor me confiaria.

É importante, na nossa oração, pedir a Deus a graça da fidelidade nas pequenas coisas, para que, diante das grandes dificuldades, não esmoreçamos.

Que o nosso ser deseje viver o hoje da nossa vocação. O padre que serei no dia de amanhã, eu o realizo no dia de hoje.

Monsenhor Jonas Abib – vídeos sobre vocação:

A vocação do matrimônio também deve ser vivida dia a dia

Você, que é uma pessoa casada, pai ou mãe de família, a forma que precisa ser e viver no futuro se concretiza vivendo o hoje de cada dia. Deus nos deu a grande graça de poder dividir a nossa vida em dias. “Não vos preocupeis com o dia de amanhã: o dia de amanhã se ocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal” (Mateus 6,34).

A vocação do matrimônio também deve ser vivida dia a dia. Se meus pais não tivessem vivido a sua vocação ao matrimônio, eu não seria padre. Cada dia é um dia de fidelidade. Os solteiros, que são chamados ao matrimônio, serão pais e mães no futuro, porém, é preciso que a vocação deles também seja construída no dia de hoje. Você será amanhã tudo aquilo, e somente aquilo, que viver hoje.

Leia mais:

A grande alegria é poder começar tudo de novo

Também para você, que já é pai e mãe, será no seu dia a dia que a sua vocação acontecerá. Muitos pais e mães se consomem mais do que padres ou uma pessoa consagrada.

Muitas vezes, nosso coração fica apertado, as lágrimas rolam de nossos olhos, vamos dormir com um peso enorme no coração, mas, se você viveu a sua vocação naquele dia, você pode dizer: “Hoje, eu sou feliz assim, tenho a Ti, meu Deus”.

Problemas, dificuldades, tentações, sempre os teremos. Nossa grande alegria é poder começar tudo de novo porque fazemos a nossa vida dia por dia. Se hoje não conseguimos, recomeçamos no dia seguinte.

Qual é o chamado de Deus para você?
Saiba que o bonito não é realizar o nosso próprio sonho, mas realizar o sonho de Deus. E qual é o sonho de Deus para você? Querer realizar o sonho de Deus é renunciar aos seus próprios sonhos. É isso que fará você feliz.

Eu poderia ser um bom pai de família, tinha todas as condições de me casar. Tenho plena certeza de que faria feliz a minha esposa e seria um bom pai… Mas esse não era o sonho de Deus para mim. O sonho d’Ele era que eu abrisse mão de tudo para seguir a vocação a que Ele me chamou.

Custe o que custar, você precisa ser generoso e dizer sinceramente ao Senhor: “Tudo me pediste, nada eu te neguei”. Não há vocação sem cruz. Não há amor sem renúncia. Aquele que é chamado ao matrimônio renuncia aos valores da vida religiosa. Os que são religiosos renunciam a ter esposa e filhos.

Para ser aquilo que Deus quer, só temos o dia de hoje
Todo caminho vocacional é um caminho de renúncia, e ela acontece porque visamos a algo mais. Não é a renúncia pela simples renúncia, mas é optar por algo mais. É optar por aquilo que Deus escolheu para nós como vocação.

Tenho muitos filhos espirituais, é uma família imensa! Verdadeiramente, é o cêntuplo se realizando em minha vida. Contínuo, porém, vivendo o meu dia a dia cheio de dificuldades, problemas, dores… E sempre há, pelo menos, uma cruz no meu dia, mas continuo dizendo:

“Tudo te entreguei, nada me restou, livre eu fiquei para te amar, meu Deus.

Tudo me pediste, nada eu te neguei. Hoje eu sou feliz assim, tenho a ti, meu Deus.”

Veja: que renúncia você precisa fazer para seguir a sua vocação? Abrace a sua cruz e deixe de lado todos os medos, dificuldades e tudo o que o impede de realizar sua vocação. Pois para ser aquilo que Deus quer, só temos o dia de hoje.

Deus o abençoe!

Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova

São Brás


São Brás nasceu na Armênia, Turquia, em meados do século III, uma época de perseguição religiosa à Igreja Católica. Foi médico, procurando curar o corpo mas também, através do apostolado, a alma dos seus pacientes.

Por tamanhas virtudes, a comunidade cristã de Sebaste, onde habitava, o elegeu como bispo. Diante das perseguições, deu exemplo de firmeza na fé, exortando os fiéis a perseverar ainda que Licínio, o imperador romano, fizesse muitos mártires em Sebaste (como Eustácio Carcério e os 40 soldados colocados para morrer, nus, num campo gelado). Jesus havia aconselhado que, se perseguidos, os discípulos deveriam fugir para outra cidade (cf. Mt 10,23), Assim fez São Brás, recolhendo-se a um lugar deserto, mas de onde permanecia a pastorear o seu rebanho. Este local foi descoberto e soldados romanos o foram prender; a eles, disse o santo: “Sede benditos, vós me trazeis uma boa-nova: que Jesus Cristo quer que o meu corpo seja imolado como hóstia de louvor”.

Depois de processado e condenado, submeteram-no a cruéis torturas, e em seguida o penduraram num andaime e o deixaram para morrer. Mas como isto não ocorreu, descarnaram os seus ossos usando pentes de ferro; finalmente, o degolaram, pois ainda não havia morrido.

A tradicional bênção de São Brás, ou “bênção da garganta”, concedida pela Igreja neste dia, está relacionada a um dos muitos milagres do santo. Uma mãe, em desespero, lhe apresentou o filho pequeno sufocando, com uma espinha de peixe entalada na garganta. Brás o curou imediata e miraculosamente. A bênção e a iconografia do santo incluem um par de velas que ele segura, cruzadas, pois teria recebido, no calabouço escuro do cativeiro, um par de velas de um amigo, as quais o iluminavam e aqueciam. São Brás é venerado tanto no Ocidente como no Oriente.


Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, C.Ss.R.

Reflexão:

A barbárie das perseguições aos cristãos dos primeiros séculos ainda hoje nos impressiona, e os mártires de então foram repletos da graça de Deus e de glória, merecendo os nossos louvores até o fim dos tempos. Hoje persistem as perseguições cruentas em alguns lugares do mundo, muitas delas, talvez, tão monstruosas quanto as do início da cristandade, talvez menos divulgadas e conhecidas; e na maior parte do globo existe a perseguição moral, política, ideológica, cultural e midiática, que tanto afasta, de modo mais disfarçado – e por isso, eventualmente, mais perigoso – as almas de Deus. Contra ambas as formas, necessário é que confiemos em Cristo e perseveremos no Seu amor, pois também os impérios mundanos de hoje cairão, e a promessa de Cristo se cumprirá: as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja (cf. Mt 16,18).

Oração:

Senhor Deus Todo Poderoso, pela intercessão e heroico exemplo de São Brás, concedei-nos a graça da firmeza na Fé, diante de qualquer dificuldade nesta vida, para que possamos, como ele, receber a luz e o calor infinitos do Vosso amor, na verdadeira e definitiva vida futura. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que não hesitou em sofrer por nós o martírio da Cruz, e por Nossa Senhora, Vossa e nossa Mãe, e nossa infalível protetora. Amém.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Carta para o Dia da Vida Consagrada: Consagrados, sementes de paz onde a dignidade é ferida


A Igreja celebra, na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, o 30º Dia Mundial da Vida Consagrada. Para a data, o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica do Vaticano divulgou uma carta na qual expressa “gratidão pela fidelidade ao Evangelho e pelo dom de uma vida que se torna semente espalhada nas dobras da história”.

O texto é assinado pela prefeita do dicastério, irmã Simona Brambilla; pelo pró-prefeito, cardeal Ángel Fernández Artime; e pela secretária, irmã Tiziana Merletti.

O título “Profecia da presença: vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada” resume a reflexão motivadora enviada aos consagrados de todo o mundo, numa “presença que permanece” ao lado dos povos e das pessoas feridas, nos lugares onde o Evangelho é vivido muitas vezes em condições de fragilidade e de provação. São recordados contextos marcados por conflitos, instabilidade social e política, pobreza, marginalização, migrações forçadas, minorias religiosas, violências e tensões que põem à prova a dignidade das pessoas, a liberdade e, por vezes, a própria fé.

O 30º Dia Mundial da Vida Consagrada será celebrado na próxima segunda-feira, 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, e culminará com a Missa presidida pelo Papa Leão XIV na Basílica de São Pedro às 17h no horário de Roma (13h no horário de Brasília), com transmissão em português pelos canais de Vatican Media.

Confira a carta na íntegra:

Cidade do Vaticano, 28 de janeiro de 2026

Profecia da presença:
vida consagrada onde a dignidade é ferida e a fé é provada

Queridas consagradas, queridos consagrados,
com esta carta desejamos chegar idealmente até vocês em todas as partes do mundo, nos lugares da vida e da missão de cada um de vocês, para expressar gratidão pela fidelidade ao Evangelho e pelo dom de uma vida que se torna semente espalhada nas dobras da história. Uma vida às vezes marcada pela provação, mas sempre vivida como sinal de esperança.

Ao longo do último ano, durante as viagens e visitas pastorais do Dicastério, tivemos o dom de tocar e de nos deixar alcançar por esta vida, encontrando os rostos de tantas pessoas consagradas chamadas a partilhar situações complexas: contextos marcados por conflitos, instabilidade social e política, pobreza, marginalização, migrações forçadas, minorias religiosas, violências e tensões que põem à prova a dignidade das pessoas, a liberdade e, por vezes, a própria fé. Experiências que revelam o quão forte é a dimensão profética da vida consagrada como «presença que permanece»: ao lado dos povos e das pessoas feridas, nos lugares onde o Evangelho é vivido muitas vezes em condições de fragilidade e de provação.

Este «permanecer» assume diferentes formas e esforços, porque diferentes são as complexidades das nossas sociedades: onde a vida quotidiana é marcada por fragilidades Institucionais e insegurança, onde as minorias religiosas vivem pressões e restrições; onde o bem-estar coexiste com solidões, polarizações, novas pobrezas e indiferença; onde as migrações, as desigualdades e a violência generalizada desafiam a convivência civil. Em muitas partes do mundo, a situação política e social põe à prova a confiança e desgasta a esperança: e é precisamente por isso que a presença fiel de vocês, humilde, criativa e discreta se torna um sinal de que Deus não abandona o seu povo.

O «permanecer» evangélico nunca é imobilidade nem resignação: é esperança ativa que gera atitudes e gestos de paz: palavras que desarmam precisamente onde as feridas dos conflitos parecem apagar a fraternidade; relações que testemunham o desejo de diálogo entre culturas e religiões; escolhas que protegem os pequenos, mesmo quando ficar do lado deles exige um preço a pagar; paciência nos processos, mesmo dentro da comunidade eclesial; perseverança na busca de caminhos de reconciliação a construir na escuta e na oração; coragem na denúncia de situações e estruturas que negam a justiça e a dignidade das pessoas. Precisamente por isso, este permanecer não é apenas uma escolha pessoal ou comunitária, mas torna-se uma palavra profética para toda a Igreja e para o mundo.

Neste «permanecer» como semente que aceita morrer para que a vida floresça, em formas diferentes e complementares, expressa-se a profecia de toda a vida consagrada. A vida apostólica torna visível uma proximidade operosa que sustenta a dignidade ferida; a vida contemplativa guarda, na intercessão e na fidelidade, a esperança quando a fé é provada; os Institutos seculares testemunham o Evangelho como fermento discreto nas realidades sociais e profissionais; o Ordo virginum manifesta a força da gratuidade e da fidelidade que abre para o futuro; a vida eremítica recorda o primado de Deus e o essencial que desarma o coração. Na diversidade das formas, uma única profecia toma corpo: permanecer com amor, sem abandonar, sem calar, fazendo da própria vida a Palavra para este tempo e para esta história.

É precisamente dentro desta profecia de permanência que amadurece um testemunho de paz. O Papa Leão XIV insistiu nisso nas suas intervenções, indicando a paz não como uma utopia abstrata, mas como um caminho exigente e quotidiano que requer escuta, diálogo, paciência, conversão da mente e do coração, rejeição da lógica da prevaricação do mais forte. A paz não nasce da oposição, mas do encontro, da responsabilidade partilhada, da capacidade de escuta e do caminho sinodal, do amor por todos na linha do Evangelho, segundo o qual todos são irmãos. Por isso, a vida consagrada, quando permanece ao lado das feridas da humanidade sem ceder à lógica do confronto, mas sem renunciar a dizer a verdade de Deus sobre o homem e sobre a história, torna-se — muitas vezes sem alarde — artífice da paz. Caríssimas e caríssimos, agradecemos-vos pela vossa perseverança quando os frutos parecem distantes, pela paz que semeais mesmo quando não é reconhecida.

Continuemos a guardar com gratidão na memória a experiência do Jubileu da Vida Consagrada, que nos chamou a ser peregrinos de esperança no caminho da paz: não é um slogan ou uma fórmula. Vivemos essa experiência concretamente também no caminho que nos preparou para nos encontrarmos em Roma. É, ao invés, um estilo evangélico a ser encarnado, todos os dias, onde a dignidade é ferida e a fé é provada.

Confiamos cada um e cada uma de vocês ao Senhor, para que vos torne firmes na esperança e mansos no coração, capazes de permanecer, de consolar, de recomeçar: e assim de ser, na Igreja e no mundo, profecia da presença e semente da paz.

Ir. Simona Brambilla, M.C.
Prefeita

Ángel F. Card. Artime, S.D.B.
Pró-Prefeito

Ir. Tiziana Merletti, S.F.P.

Papa sobre as tensões entre EUA e Cuba: não aumentar o sofrimento dos cubanos


Leão XIV se uniu a uma mensagem dos bispos cubanos publicada no sábado, 31 de janeiro, pedindo "diálogo sincero e eficaz" entre os dois países vizinhos, "para evitar a violência e qualquer ação que possa aumentar os sofrimentos do querido povo cubano".

Vatican News

O Papa manifestou sua preocupação com as notícias acerca do aumento das tensões entre Cuba e Estados Unidos. Após a oração mariana do Angelus, o Pontífice fez um apelo convidando todos os responsáveis a promover um "diálogo sincero e eficaz, para evitar a violência e qualquer ação que possa aumentar os sofrimentos do querido povo cubano". Unindo-se à mensagem dos bispos locais, Leão XIV pediu a intercessão de Nossa Senhora:

“Que a Virgem da Caridade do Cobre assista e proteja todos os filhos daquela amada terra!”

Em mensagem dirigida “a todos os cubanos de boa vontade”, os bispos da Conferência Episcopal expressam sua profunda preocupação com a deterioração da situação social e econômica do país. Os prelados alertam para o risco de um novo colapso social, especialmente após as recentes decisões que afetaram o abastecimento energético do país. O risco de caos social e violência entre os cidadãos da mesma nação é real, afirmam, esclarecendo que nenhum cubano de boa vontade pode se alegrar com tal cenário.

No texto publicado no sábado, 31 de janeiro de 2026, os bispos refletem o sentimento generalizado em toda a ilha: “Aqueles que estão atentos e respeitam o sofrimento alheio ouvem constantemente que as coisas não estão bem, que não podemos continuar assim”. Trata-se de um apelo, sublinham, que interpela toda a sociedade, mas “fundamentalmente aqueles que têm as maiores responsabilidades quando tomam decisões para o bem da nação”.

Reiterando o apelo lançado em junho passado por ocasião do Ano Jubilar, eles enfatizam que a realidade “dolorosa e premente” não só não melhorou, mas “piorou, e a angústia e o desespero se intensificaram”.

Tensões externas e risco social
“As notícias recentes, que anunciam, entre outras coisas, a eliminação de qualquer possibilidade de entrada de petróleo no país, fazem soar o alarme, especialmente para os mais vulneráveis. O risco de caos social e violência entre os filhos de um mesmo povo é real. Nenhum cubano de boa vontade se alegraria com tal cenário”, afirmaram os bispos.

Nesse contexto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nos últimos dias uma ordem executiva que declara estado de emergência nacional em relação ao que considera uma ameaça por parte de Cuba à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos. De acordo com o decreto, o governo estadunidense pode impor tarifas adicionais aos países que fornecem direta ou indiretamente petróleo a Cuba, com o objetivo de interromper o acesso de produtos petrolíferos à ilha e exercer pressão sobre o governo de Havana. A Casa Branca afirma que o governo cubano colabora com países e grupos hostis aos Estados Unidos e representa um risco extraordinário.

Daí o apelo dos bispos: Cuba precisa de mudanças, “e elas são cada vez mais urgentes”, mas não pode suportar “mais angústia e dor”. Em termos diretos, eles pedem que sejam evitadas mais mortes e sofrimentos, especialmente em detrimento dos pobres, idosos, doentes e crianças. Nesse contexto, eles lembram as palavras pronunciadas por São João Paulo II durante sua visita à ilha em 1998, quando alertou que o isolamento tem “repercussões indiscriminadas sobre a população, aumentando as dificuldades dos mais vulneráveis”.

A tensão está relacionada ao abastecimento de petróleo na Ilha (Norlys)

Diálogo, dignidade e bem comum
Em linha com o ensinamento constante da Santa Sé, o Episcopado reitera que os conflitos devem ser resolvidos através do diálogo e da diplomacia, nunca com coerção. “Porque as pessoas, conversando, se entendem”, afirmam, convencidos de que, com boa vontade, é sempre possível encontrar caminhos para a verdade, a justiça e a paz.

Ao mesmo tempo, eles enfatizam que a dignidade e a liberdade das pessoas dentro do país não podem ser condicionadas por conflitos externos. Um clima de respeito, pluralismo e participação – reiteram – não enfraquece uma nação, mas pode até favorecer a distensão internacional. Portanto, parafraseando São João Paulo II, pedem “que o mundo se abra a Cuba”, mas também que “Cuba se abra ao seu povo, a todos os cubanos, sem exclusão”.

A Igreja, a serviço da esperança
Os bispos enfatizam, então, que a Igreja Católica continuará a acompanhar o povo cubano através de sua missão: rezar, anunciar o Evangelho e servir, sobretudo, os mais vulneráveis. Reiteram, além disso, sua disponibilidade para colaborar, se solicitado, na criação de espaços de encontro e cooperação para o bem comum.

Por fim, em comunhão com o Papa Leão XIV, recordam as suas palavras no início do pontificado: “Esta é a hora do amor!” E, confiando Cuba à intercessão da Virgem da Caridade, Mãe do povo cubano, lançam um último apelo: que prevaleçam a razão e o bom senso e que todos os filhos desta terra possam viver “aqui em paz, dignos e felizes”.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 2,22-40)

ANO "A" - DIA: 02.02.2026
4ª SEMANA DO TEMPO COMUM (BRANCO)
APRESENTAÇÃO DO SENHOR

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Sois a luz que brilhará para os gentios, e para a glória de Israel, o vosso povo.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
-Glória a vós, Senhor.

22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na Lei do Senhor: "Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor." 24 Foram também oferecer o sacrifício - um par de rolas ou dois pombinhos - como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26 e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 "Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel". 33 O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: "Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma". 36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37 Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38 Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39 Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40 O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. Palavra da Salvação

COMENTÁRIOS:
"A festa da apresentação do Senhor e o sentido da consagração batismal"

O encontro no templo: a apresentação de Jesus ao Pai
“Quando se completaram os dias para a purificação segundo a lei de Moisés, levaram Jesus a Jerusalém para o apresentarem ao Senhor conforme está escrito na lei do Senhor: todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor” (Lucas 2,22-32).

Hoje, a Comunidade Canção Nova está em festa! É o Dia do Consagrado, é o dia do nosso compromisso. Neste tempo favorável, não apenas os membros da comunidade, mas todos vocês que nos acompanham pelo Sistema Canção Nova de Comunicação, pelas homilias diárias e pelos nossos programas, são chamados a renovar esse compromisso de amor com Deus.

A celebração de hoje nos convida a olhar para o mistério da entrega. Ser consagrado é reconhecer que a nossa vida pertence ao Senhor e que cada passo da nossa jornada deve ser orientado pela Sua vontade e pelo desejo de santidade.
Jesus: o templo vivo que purifica o mundo

A apresentação do Senhor marca o encontro de Jesus com o seu povo. Maria e José, em obediência à lei, levam o Filho de Deus ao templo. Aquele que é a própria presença divina entra no templo para se consagrar; é o momento da revelação silenciosa e humilde do Deus infinito que faz morada no meio de nós.

Ele se deixa carregar nos braços de Simeão, o profeta e sacerdote. Precisamos compreender, meus irmãos, que este Menino é o verdadeiro Templo Vivo, que purifica o antigo templo com a Sua presença. Nele, a promessa feita a Israel se cumpre e se expande para o mundo inteiro, revelando que a salvação é universal.

A missão inclusiva e o chamado a consagração batismal
A missão de Cristo é inclusiva e redentora. Precisamos recuperar a consciência que o mundo tem perdido: enquanto vemos exclusões e pessoas se afastando da salvação, Jesus vem para incluir. Somos salvos pela nossa consagração, pelo nosso batismo e pelo desejo sincero de sermos todos de Deus.

O Catecismo da Igreja Católica nos ensina algo fundamental: o homem tem sede de Deus e deseja estar perto d’Ele. Viemos do Senhor e para Ele voltaremos um dia. Que Ele nos ajude a viver com fidelidade a nossa consagração batismal. Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Pe Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova