quinta-feira, 9 de abril de 2026

CNBB realiza sua 62ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP), a partir do próximo dia 15 de abril



Na próxima semana, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) inicia sua 62ª Assembleia Geral. De 15 a 24 de abril, os bispos de todo o Brasil estarão reunidos no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), para dias de convivência, oração e definições importantes para a missão da Igreja Católica no país.

Órgão supremo da CNBB, a Assembleia Geral é “a expressão e a realização maior do afeto do colegial, da comunhão e da corresponsabilidade dos Bispos da Igreja no Brasil”. O Estatuto da CNBB estabelece que este órgão tem a finalidade de realizar os “objetivos da CNBB, para o bem do povo de Deus”. Nesse encontro, são tratados assuntos pastorais relacionados à missão da Igreja e aos problemas das pessoas e da sociedade, sempre na perspectiva da evangelização.

Tema Central
O tema central desta assembleia é a aprovação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Após um processo de atualização adiado para receber as contribuições do Sínodo sobre a Sinodalidade, o texto com os acréscimos e contribuições recebidos também das dioceses, pastorais e organismos chega ao conjunto do episcopado para ser votado e aprovado.

As diretrizes formam o documento que direciona e orienta a missão da Igreja de evangelizar. Elas auxiliam as dioceses de todo o país na sua atuação pastoral a partir do discernimento da realidade e oferece propostas para iluminar a vida eclesial e a sociedade a partir dos valores do Evangelho.

Além do tema central, os bispos também vão tratar de três temas prioritários, 20 temais diversos, 4 mensagens e 10 comunicações. O encontro dos bispos também conta com um retiro espiritual, que acontece nos primeiros dias de assembleia.

Entre os temas prioritários está o relatório da Presidência da CNBB, e entre os temas diversos as análises de conjuntura social e eclesial; o processo de implantação do Sínodo sobre a Sinodalidade no Brasil; aprovações de textos litúrgicos; as Campanhas da CNBB; a Tutela de Menores e adultos vulneráveis; o Congresso Americano Missionário (CAM 7), marcado para 2029; o Bicentenário das Relações Diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé; a atualização do Documento “Evangelização da Juventude” (Doc. 85 CNBB); e o 19º Congresso Eucarístico Nacional, marcado para 2027.


Programação
A programação diária dos bispos tem início às 8h, com a oração das Laudes, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida. A primeira das quatro sessões diárias começará às 8h30 e a segunda às 11h. Já às 10h30, bispos definidos pela Presidência concedem entrevista coletiva à imprensa, com transmissão pelas redes sociais da CNBB.
À tarde, as sessões retornam às 15h, com a oração da Hora Média. Às 18h, os bispos celebram a Eucaristia com a oração das Vésperas, no altar central da basílica de Aparecida.

Nos primeiros dias, os bispos vivenciarão um retiro espiritual, com início na tarde do dia 15 de abril e conclusão com a Eucaristia, na noite de quinta-feira. Antes da celebração, prevista para 18h, os bispos rezarão o terço durante procissão do Centro de Eventos até a Basílica do Santuário Nacional.

No sábado e no domingo, as missas serão pela manhã: no dia 18, às 7h, e no dia 19, às 8h.

Quem participa
São convocados para a Assembleia Geral da CNBB os membros da Conferência: cardeais, arcebispos, bispos diocesanos, auxiliares e coadjutores. Os bispos eméritos, administradores diocesanos e representantes de organismos e pastorais da Igreja são convidados.

A Igreja Católica no Brasil possui 281 circunscrições eclesiásticas. O número de bispos no país é de 497, dos quais 324 estão no exercício do governo pastoral de alguma diocese/arquidiocese e outros 173 são bispos eméritos. Destes, 373 estão inscritos na 62ª Assembleia Geral da CNBB.

Para acompanhar
Será possível acompanhar o encontro dos bispos pelos meios de comunicação da CNBB e pelas emissoras de rádio e de TV de inspiração católica. A sessão de abertura, as coletivas de imprensa e as missas serão transmitidas ao vivo, tanto no canal da CNBB no Youtube, quanto nas emissoras de TV.

A Assessoria de Comunicação da CNBB vai levar ao público vários conteúdos especiais na cobertura da Assembleia Geral, tanto para o Portal da CNBB, quanto para as redes sociais e para os veículos de comunicação católicos. Confira abaixo a programação:Live sobre a pauta do dia – 7h45
CNBB Confere – 9h
Coletiva de imprensa – 10h30
Podcast – 11h45
Boletim de Rádio para emissoras de inspiração católica- 17h
Boletim Igreja no Brasil – 19h



Luiz Lopes Jr | Foto: Thiago Leon

Papa aos atletas: em tempos de guerra, o esporte promove a lógica do encontro


Após os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, Leão XIV recebeu, nesta quinta-feira, no Vaticano, atletas, dirigentes e representantes do esporte. O Pontífice destacou que o verdadeiro sucesso não se mede pelas medalhas, mas pela qualidade das relações, e advertiu contra as tentações do doping, do lucro e da espetacularização.

Thulio Fonseca – Vatican News

Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 reuniram cerca de 2.900 atletas de 90 países, em 116 provas de 16 modalidades, entre 6 e 22 de fevereiro. Já os Jogos Paralímpicos contaram com mais de 660 atletas de 56 nações, de 6 a 15 de março, em uma edição marcada pelo 50º aniversário das Paralimpíadas de Inverno. Foi a terceira vez que a Itália sediou os Jogos Olímpicos de Inverno, depois de Cortina d'Ampezzo, em 1956, e Turim, em 2006.

Foi a alguns desses protagonistas que o Papa Leão XIV dirigiu sua saudação na manhã desta quinta-feira, 9 de abril, no Vaticano, ao receber os atletas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Milão-Cortina 2026. O Santo Padre agradeceu pelo testemunho oferecido durante as competições e afirmou que o esporte, quando vivido de forma autêntica, “não permanece apenas uma prestação: é uma forma de linguagem, uma narração feita de gestos, de esforço, de espera, de quedas e de recomeços”.

                       Papa com os atletas de Milano-Cortina 2026 (@VATICAN MEDIA)

Ninguém vence sozinho
No início do discurso, Leão XIV recordou que, durante os Jogos, o mundo não viu apenas corpos em movimento, mas histórias de sacrifício, disciplina e perseverança. Referindo-se de modo particular às competições paralímpicas, o Papa ressaltou que “o limite pode tornar-se lugar de revelação: não algo que impede a pessoa, mas algo que pode ser transformado, até transfigurado, em qualidades reencontradas”. E acrescentou: “Vocês, atletas, tornaram-se biografias que inspiram muitíssimas pessoas”.

O Pontífice destacou ainda que toda vitória é fruto de um caminho compartilhado: “O entrosamento entre vocês nos recorda que ninguém vence sozinho”, afirmou, recordando o papel das famílias, das equipes e dos longos dias de treinamento, pressão e solidão que acompanham a preparação esportiva. Segundo Leão XIV, é precisamente nessas experiências que se forma o caráter. O esporte, disse o Papa, ensina “a conhecer o próprio corpo sem idolatrá-lo, a governar as emoções, a competir sem perder o sentido da fraternidade, a acolher a derrota sem desespero e a vitória sem arrogância”.
No texto, publicado nesta sexta-feira (6/02) por ocasião dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno, o Pontífice destaca o esporte como caminho de formação humana, fraternidade ...

Um espaço de paz diante das guerras
Para o Santo Padre, o esporte permanece autêntico quando conserva sua vocação de “escola de vida e de talento”. Nessa escola, explicou, aprende-se que “o verdadeiro sucesso se mede pela qualidade das relações: não pela quantidade dos prêmios, mas pela estima recíproca, pela alegria compartilhada no jogo”. Leão XIV relacionou essa visão com a expressão evangélica “vida em abundância”, escolhida como título da carta publicada pelo Papa por ocasião do início dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Num mundo “marcado por polarizações, rivalidades e conflitos que desembocam em guerras devastadoras”, o Papa afirmou que o compromisso dos atletas adquire um valor ainda maior. “O esporte pode e deve tornar-se verdadeiramente um espaço de encontro! Não uma exibição de força, mas um exercício de relação”, declarou o Pontífice, recordando também o valor da trégua olímpica. Segundo Leão XIV, os atletas tornaram visível “esta possibilidade de paz como uma profecia nada retórica: romper a lógica da violência para promover a do encontro”.

Contra o doping e a lógica do mercado
Na parte final do discurso, o Papa advertiu sobre as tentações que ameaçam o mundo esportivo. Entre elas, mencionou “a prestação a qualquer custo”, que pode levar ao doping; “o lucro”, que transforma o jogo em mercado; e “a espetacularização”, que reduz o atleta a uma imagem ou a um número.

“Contra estas derivações, o testemunho de vocês é essencial”, insistiu Leão XIV, convidando os atletas a continuarem mostrando que “é possível competir sem odiar-se. Que se pode vencer sem humilhar. Que se pode perder sem perder a si mesmos”. Ao concluir, o Santo Padre confiou aos presentes uma missão: “Continuar a fazer com que a pessoa permaneça no centro do esporte em todas as suas expressões”.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 24,35-48)

ANO "A" - DIA: 09.04.2026
OITAVA DA PÁSCOA-QUINTA FEIRA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 35 os dois discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36 Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: "A paz esteja convosco!" 37 Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38 Mas Jesus disse: "Por que estais preocupados, e porque tendes dúvidas no coração? 39 Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho". 40 E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41 Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: "Tendes aqui alguma coisa para comer?" 42 Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43 Ele o tomou e comeu diante deles. 44 Depois disse-lhes: "São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos". 45 Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46 e lhes disse: "Assim está escrito: O Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47 e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48 Vós sereis testemunhas de tudo isso".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A paz que liberta e transforma dor em alegria"

Jesus traz paz ao nosso coração
Hoje, nós vamos perceber, no Evangelho, algo que falta ao nosso coração muitas vezes: a paz que vem de Deus, e o Evangelho de Lucas vai nos falar sobre essa realidade.

“Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão” (Lucas 24,35-48).

O Evangelho nos apresenta uma das aparições de Jesus ressuscitado: os discípulos, reunidos, estão com medo e precisam compreender os acontecimentos da Paixão, da Morte e da Ressurreição de Jesus, pois a paz do Ressuscitado vence o medo.

A paz que substitui o medo
Quantos de nós vivemos perturbados, assustados, com traumas de muitas realidades que nos colocam para baixo, sem olhar para o Alto, de onde vem a nossa salvação, de onde vem o nosso socorro e a nossa ajuda! Isso revela o estado interior daqueles que caminhavam com Jesus.

Corações feridos, corações inseguros e incapazes de compreender plenamente o mistério da ressurreição. Mas olha que bonito: Jesus lhes traz uma palavra de ânimo: “A paz esteja convosco!” Não é qualquer paz, é a paz que vem do Ressuscitado, a paz que é fruto da vitória sobre o pecado e a morte.

A vitória na Cruz gera alegria
A cruz parece uma derrota para aqueles que não creem, mas, agora, ela se revela como caminho de salvação. Jesus quer que compreendamos que só Ele pode nos trazer a paz. Mesmo na dor, mesmo na incompreensão, mesmo quando tudo parece difícil, quem experimenta a paz de Jesus não se deixa abalar, não se deixa ser tocado pela tristeza; mas é revestido da alegria.

Quantas vezes nós vivemos como os discípulos: inquietos, inseguros e dominados por medos interiores! O Ressuscitado continua vindo ao nosso encontro para dizer: “A paz esteja convosco”. Essa paz nasce da certeza de que Cristo venceu definitivamente o mal e traz paz ao nosso coração. Não perturbeis o vosso coração. Tendes fé em Cristo Jesus.

E que Deus o abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!


Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


Santo Acácio


Santo Acácio viveu no século V, sendo bispo e confessor em Amida, cidade localizada na margem esquerda do rio Tigre, na Mesopotâmia, atual Diyarbakir na Turquia.

Teodósio II era o Imperador Romano do Oriente, em Constantinopla, que o enviou em 419 como embaixador em Gueartaxaro no Assuristão, pertencente ao reino persa, para convocar um concílio junto às igrejas desta região que haviam abraçado a heresia nestoriana, negadora da divindade de Jesus.

Estando Acácio na Pérsia, em 422, começa a guerra entre Teodósio e os persas. O exército romano fez 7.000 prisioneiros em algumas províncias para além do Rio Tigre, que ficaram em situação miserável e deixados para morrer de fome. Acácio, sabendo disto, vendeu cálices, pátenas e todos os objetos de ouro que pôde reunir, desejando obter dinheiro suficiente para dar de comer aos prisioneiros persas e pagar o preço do seu resgate.

Esse gesto de grande caridade converteu muitos dos cativos ao cristianismo, que, após o batismo, voltaram à Pérsia. O rei persa, então, parou a perseguição aos cristãos; e em 422 Acácio, em nova missão diplomática, conseguiu a paz.

Faleceu por volta de 425, após contribuir para a superação de um cisma e para a unidade das igrejas na Pérsia, e o dia 9 de abril foi dedicado à sua celebração.

Colaboração: José Duarte de Barros Filho

Reflexão:

A caridade de Santo Acácio não teve contações políticas; e se evitou a fome e conseguiu a liberdade dos cativos, muito mais os alimentou com o Pão da Vida, no Batismo, e na libertação de uma vida no pecado. O auxílio necessário nas carências materiais devem ser reflexo do amor maior, que visa antes de tudo a felicidade infinita da alma. Os persas convertidos não o foram de modo forçado, nem por uma barganha, pois a Verdade se impõe por Si mesma, e Cristo é a Verdade, o Caminho e a Vida. Muitos, mesmo conhecendo Jesus e Suas obras, mesmo vendo por exemplo a ressurreição de Lázaro, não seguiram o Senhor… portanto, a caridade de Santo Acácio, longe de impor uma conversão, apenas despertou aos combatentes cativos o motivo certo pelo qual lutar, e é mérito de cada um deles ter se alistado espontaneamente no exército espiritual da igreja. De fato, “Acácio” significa “o que não tem malícia”, e foi por amor e não por cálculo ou interesse que este santo agiu para o bem material dos soldados. Que seja também esta a nossa motivação, sem desvirtuar a caridade em argumento ou viés político, algo que infelizmente é uma triste realidade dos nossos dias.

Oração:

Senhor Deus, que desejais para nós muito mais do que o pão material e a falsa liberdade mundana, dai-nos a graça de, pela intercessão de Santo Acácio, praticarmos a verdadeira e desinteressada caridade, levando ao próximo o amor pela Eucaristia e pela santa guerra contra o pecado, de modo a obtermos a paz nesta vida e a volta definitiva para a nossa Pátria Celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, e Nossa Senhora. Amém.

Transformando feridas em pérolas de vitória

A ostra que não é ferida não produz pérola

Nunca houve noite que pudesse impedir o nascer do sol, e não há problema que possa impedir as mãos de Jesus de ajudar você. Se você sente que chegou ao seu limite, que está vivendo o que parece ser a sua morte, saiba que Jesus quer mudar a sua sorte. Você é um milagre e Deus tem algo maravilhoso para realizar na sua vida hoje.

Padre Marcelo Rossi no Rebanhão 2026 | Foto: Adailton Batista / Canção Nova

Ao celebrar 31 anos de sacerdócio — o Jubileu de Nácar —, recordo que Deus usa as realidades humanas, como o casamento, para falar da nossa intimidade com Ele. Você sabe o que é o nácar? É a substância que a ostra produz quando é ferida por um objeto estranho. Ela envolve aquela dor, aquela agressão, com uma substância lustrosa até transformá-la em uma pérola preciosa.

Preste bem atenção: a ostra que não é ferida vira apenas refeição; mas a ostra que é ferida se torna uma pérola. Se você já foi traído, machucado ou passou por problemas terríveis na família, não desanime. Pelas mãos de Jesus, sua ferida física, emocional ou espiritual será envolvida pelo Seu amor e transformada em algo precioso. Nós somos pérolas preciosas.

A força da oração e o jeito certo de “mastigar” a palavra
Para viver essa transformação, precisamos aprender a “orar sem cessar”, como ensina São Paulo. No mundo do fast food, as pessoas engolem a comida e a vida sem saborear. Com a Palavra de Deus é a mesma coisa: você precisa “mastigar” a Bíblia, começando pelo Novo Testamento e pelas cartas de João, para que ela realmente o alimente.

Vencendo a mente
Muitas vezes, o inimigo nos ataca através dos pensamentos e preocupações que nos tiram o sono. Se você brigar com esses pensamentos, você perde; mas se usar as armas de Deus, você vence. A Bíblia diz, em II Coríntios 10, que devemos cativar todo pensamento à obediência de Cristo.

Quando a depressão ou a angústia baterem à sua porta, não lute sozinho. Repita com autoridade: “Eu sou vitorioso pelo sangue de Jesus”. Use essa frase como um escudo contra as tentações e o desânimo. O sangue de Jesus tem poder para purificar e quebrar toda palavra maldita que lançaram sobre você, como “você não vale nada”. Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus.

Fazendo novas todas as coisas
Jesus deixou o sepulcro vazio; a morte não O segurou. Da mesma forma, Ele quer rolar a pedra que prende você e dar-lhe vida nova. Ele faz novas todas as coisas! O que era velho passou; hoje Ele renova em ti o amor e a esperança.

O testemunho da alegria que contagia o mundo
A sua alegria é o maior testemunho que você pode dar ao chegar em casa. Olhe para o seu irmão ao lado: ele é alguém cheio do Espírito ou está com “cara de mosquito”? Deus nos chama a ser canais de bênçãos. Se você tem alguém magoado ou precisando de uma palavra, use sua tecnologia, mande uma mensagem de esperança, uma foto da sua alegria, e contagie o mundo com o amor de Cristo.

Transcrição e adaptação Jaqueline Scarpin.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Irã, Papa: a trégua é um sinal de esperança viva. Somente com o diálogo a guerra poderá terminar


Irã, Papa: a trégua é um sinal de esperança viva. Somente com o diálogo a guerra poderá terminar
Ao final da Audiência Geral, Leão XIV expressou satisfação com o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de um cessar-fogo de duas semanas. Ele exortou a todos a acompanharem "este período de delicado trabalho diplomático" com a oração e reiterou seu convite para participar da Vigília de Oração pela Paz, convocada por ele para o próximo sábado, 11 de abril, na Basílica de São Pedro.

Salvatore Cernuzio – Vatican News

Ao final da Audiência Geral, desta quarta-feira (08/04), o Papa Leão XIV expressou sua "satisfação" com o anúncio feito na noite da última terça-feira, 07, pelo presidente dos EUA, Donald Trump, de estender o prazo do ultimato ao Irã por duas semanas. Isso ocorreu horas depois de Trump ter alertado sobre uma ação irreversível contra a República Islâmica, capaz de "aniquilar" toda uma civilização. Essas palavras deixaram o mundo em suspense e alarmaram o próprio Leão XIV, que, na noite de terça-feira, em frente à sua residência em Castel Gandolfo, falou de uma "ameaça inaceitável". Ao mesmo tempo, o Papa exortou a todos a rezarem e a tentarem se comunicar com membros do Congresso e autoridades para dizer: "Não queremos guerra, queremos paz".

Diálogo e negociação
Eis que essa paz — que ainda parece uma miragem —, com o anúncio da trégua (da qual o Líbano permanece excluído), parece dar um tímido passo à frente, enquanto ainda está em fase de definição um acordo de longo prazo entre os EUA e o Irã, levando em conta as diferentes condições para o Estreito de Ormuz. Leão XIV acolhe, entretanto, “com satisfação” as duas semanas de cessar-fogo, que chegam após “as últimas horas de grande tensão para o Oriente Médio e para o mundo inteiro”. São “um sinal de viva esperança”, afirma o Pontífice diante dos milhares de peregrinos reunidos numa Praça São Pedro lotada e ensolarada.

“"Somente através do retorno às negociações poderemos alcançar o fim da guerra. Exorto-os a acompanhar este período de delicado trabalho diplomático com a oração, na esperança de que a disponibilidade a dialogar possa se tornar o instrumento para a resolução de outros conflitos no mundo."”

Convite para a Vigília pela Paz em 11 de abril
A esperança do Papa é, portanto, estabelecer um mecanismo — o do diálogo, como ele sempre defendeu — que possa servir de modelo para outras guerras que dilaceram o mundo. Por fim, Leão XIV convida mais uma vez os fiéis e não só ​​para a Vigília de Oração pela Paz, evento anunciado no Domingo de Páscoa da sacada central da basílica de São Pedro durante a mensagem Urbi et Orbi. Este evento — na sequência de muitos outros semelhantes convocados pelo Papa Francisco ao longo dos anos — se realiza depois do de 11 de outubro de 2025, quando o Pontífice estadunidense presidiu um momento de oração e reflexão na Praça São Pedro para implorar a paz para o mundo.

“Reitero o convite a todos para se unirem a mim na vigília de oração pela paz que celebraremos aqui na Basílica de São Pedro no sábado, 11 de abril.”

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EVANGELHO DO DIA (Lc 24,13-35)

ANO "A" - DIA:08.04.2026
OITAVA DE PÁSCOA-QUARTA FEIRA (BRANCO)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
-Glória a vós, Senhor.

13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: "O que ides conversando pelo caminho?" Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: "Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?" 19 Ele perguntou: "O que foi?" Os discípulos responderam: "O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu". 25 Então Jesus lhes disse: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?" 27 E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: "Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!" Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: "Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?" 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém, onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: "Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!" 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Os discípulos de Emaús e o encontro com o Ressuscitado"

Os discípulos de Emaús e o perigo de retornar à vida velha
Estamos na quarta-feira das oitavas da Páscoa. Continuamos, agora, dentro de um itinerário onde nós vamos ver os discípulos de Emaús, os quais foram tocados pelo Senhor, que fala aos corações. Corações que estavam endurecidos, corações que estavam tristes, mas que, ao ouvir a voz do Senhor, se aquecem e são transformados.

“Nesse mesmo dia, os dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém 60 estádios. Iam falando um com ou outro de tudo o que tinha se passado. Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhavam com eles” (Lucas 24, 13-35).

Amados irmãos e irmãs, o Evangelho segundo São Lucas nos apresenta um dos relatos mais profundos da experiência pascal. O encontro de Jesus Ressuscitado com os discípulos de Emaús. Este texto é uma verdadeira catequese sobre como o Ressuscitado caminha conosco, ilumina nossa vida pela Palavra e Se revela plenamente na Eucaristia.

De Emaús à conversão
É o caminho da tristeza e da decepção, ou seja, os dois discípulos estavam indo para um povoado chamado Emaús, afastados de Jerusalém – o lugar da promessa. E aqui está o ponto importante deste Evangelho: os discípulos estavam caminhando com Jesus onde Ele morreu, onde ressuscitou. Mas porque o coração deles estava endurecido, triste, decepcionado, eles voltaram para Emaús, ou seja, voltaram para a vida velha, voltaram de onde o Senhor os havia chamado. Por isso, meus irmãos, Jerusalém é o lugar da promessa, é o lugar da dor, mas também o lugar da ressurreição.

A nossa fuga diante do silêncio de Deus
Eles caminham tristes, decepcionados e confusos. Aqui, aparece o drama humano: quando Deus não corresponde às expectativas que criamos, nosso coração se entristece. Quantas vezes nós também fazemos o que os discípulos de Emaús fizeram?!

Quando Deus não fala mais ao nosso coração, quando Ele parece estar em silêncio, nós desistimos, vacilamos. Retornamos para onde não deveríamos voltar: uma vida afastada de Deus. Emaús significa justamente isso: aqueles que estavam caminhando com o Senhor voltam para a vida antiga.

Que o Senhor nos ajude a caminhar sempre com os olhos fixos n’Ele, porque Ele caminha conosco, Ele alimenta o nosso coração pela palavra e pela Eucaristia.

Que o Senhor nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Ricardo Rodolfo
Sacerdote da C. Canção Nova


É preciso nascer de novo

Nascer de novo
Meu tema hoje é: nascer de novo. Qual é o tema? Nascer de novo! Que dia você nasceu? As mulheres falem o ano baixinho, não precisa falar alto não! Mas o convite para nós, que está lá em João 3,3, é para nascer de novo.

Havia um homem muito importante, o Nicodemos, mas ele era “politicamente correto”, tinha medo de assumir a fé, como muitos cristãos hoje. Ele foi falar com Jesus de noite e começou com elogios: “Sabemos que o Senhor é um mestre…”. Mas Jesus já era vacinado contra elogio e mandou o papo reto. Fala comigo, repete aí: “Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo não poderá ver o Reino de Deus”. Tira o caroço de manga da goela para falar com vontade!

Nicodemos, que era inteligente do jeito dele, estranhou: “Como pode um homem renascer sendo velho? Vai entrar na barriga da mãe de novo?”. Já viu aqueles vídeos na internet do filho grandão querendo entrar no colo da mãe? O parto, na verdade, é a criança sendo expulsa; ela não quer sair dali, tá quentinho, tem comida… Mas Jesus repete: “Quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino dos Céus“. Isso é quase um juramento de Deus; não é só uma mudancinha, é um novo ser.

Diácono Nelsinho / Rebanhão 2026 – Canção Nova

O que é nascer de novo na prática?
Primeiro: é crer em Jesus. Quem crê, diga “eu”! Quem é batizado? Quem é católico? Quem paga o dízimo? (Ih, abaixou a mão, né? Mão de vaca! Antes de ir embora, passa ali e acerta suas contas, por favor!).
Eu amo celebrar Batismo! Casamento eu também gosto, mas eu desafio os noivos: só faço se for para sempre! Uma vez, um rapaz desistiu do casamento porque ficou pensando nisso. Ele viu que tratava mal a própria mãe, dava presente caro para a sogra e um “xingling” para a mãe dele… Ele viu que não estava pronto.

No dia do seu Batismo, o Espírito Santo veio morar em você. Faz assim: “Dentro de mim! Não mereço, mas agradeço!”. Naquele dia, você recebeu uma veste branca, foi lavado do pecado. Mas a gente cresce e as decepções, as mágoas, as perdas… tudo isso vai manchando essa roupa. Por isso precisamos renovar essa graça. O Batismo nos salva, nos dá uma boa consciência para com Deus.
Carnaval, Quaresma e jejum da língua
Vocês sabem que “Carnaval” vem de carnevale, a despedida da carne? Antigamente, os cristãos faziam quatro dias de churrasco porque iam jejuar na Quaresma. Mas aí misturaram com festa pagã, bagunça, e deu no que deu hoje.

Mas olha, não adianta fazer jejum de carne e ser um “demônio” dentro de casa. Tinha uma senhora que o marido jejuava, mas ficava tão nervoso que chutava o gato, xingava os filhos… que penitência é essa? O Papa Francisco fala do jejum da língua. Fala comigo: evitar fofoca, crítica, ofensa e murmuração!

Não adianta fazer jejum de carne e ser um “demônio” dentro de casa
Tem a “fofoca espiritual” também: “Vamos rezar pela Dona Maria porque ela bate no marido…”. Isso não! Vamos banir três coisas de casa:

1. A palavra “desgraçado”.
2. Dizer que “minha casa é um inferno”.
3. Palavrões.

Vamos falar menos e ouvir mais. Usar palavras que edifiquem. Nada de ser “jumento batizado”, falando a verdade sem caridade para machucar os outros. Jejum de reclamação e de negatividade!
O ambiente da família
Para uma pessoa crescer e ser curada, ela precisa de um ambiente de família. E esse ambiente não vem pronto; é você quem constrói! Como você trata seu pai, sua mãe, seu irmão? Tem cristão que não fala com o próprio irmão… isso é um pecado que clama aos céus! Onde está o teu irmão?

Eu vi isso na minha casa. Minha mãe, a Dona Rosa, ficou velhinha e brava. A gente ia dar banho e ela: “Para que isso?”. Minha esposa, a Márcia, cuidou dela como uma filha, trocando fralda com todo amor. Meus filhos viram isso e aprenderam. Minha filha Miriam, com 16 anos, disse: “Vou cuidar dos meus pais como eles cuidam dos avós”. Isso é nascer de novo na prática!

Família a gente defende. Pode quebrar o pau lá dentro, mas para fora a gente protege. Nunca admiti que falassem mal da Canção Nova na minha casa, porque família tem defeito, mas a gente trata com amor.

Talvez você precise reconstruir sua casa hoje. Perdoar aquele irmão por causa de briga de herança ou bobeira. Quem quer nascer de novo? Vamos pedir essa graça: “Meu Deus, eu não sei por onde começar, mas que venha o Teu Espírito sobre a minha família”.

“Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer de novo, não poderá ver o Reino de Deus!” Vem, Espírito Santo!

Transcrição e adaptação Amanda Martins