quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Reunião Ampliada Nacional das CEB’s prepara o 16ª Intereclesial a ser realizado em Cachoeiro de Itapemirim (ES), em 2027


Terminou neste domingo, 1º de fevereiro, a Ampliada Nacional das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) do Brasil, realizada na Casa de Encontros Maria Mãe da Igreja, em Jerônimo Monteiro, no Caparaó capixaba. O encontro foi encerrado com a celebração da Santa Missa, presidida pelo bispo diocesano de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Fernando Lisboa, CP, reunindo lideranças das CEBs de todas as regiões do país em um momento de profunda espiritualidade, comunhão e envio missionário.

A celebração eucarística foi apontada como um dos momentos mais marcantes do encontro. Em uma das celebrações, a homilia foi partilhada entre Dom Luiz, Dom Gabriel Marchesi, bispo referencial nacional das CEBs, e Dom Lúcio Nicoletto, da Diocese de São Félix do Araguaia. Cada um abordou aspectos complementares da vivência cristã, como a realidade da imigração, a escuta de Deus nos dias de hoje e o compromisso com as bem-aventuranças e o Sermão da Montanha. A riqueza da celebração também foi destacada pelo professor Marcos Antônio, do Regional Nordeste 3.


Fidelidade ao Evangelho
“Dom Luiz trouxe à reflexão a questão da imigração, Dom Gabriel provocou a assembleia a escutar Deus nos dias de hoje, a partir dos sinais dos tempos, e Dom Lúcio enfatizou a fidelidade ao Evangelho, recordando que o compromisso cristão começa pelo cumprimento das bem-aventuranças. Mais importante do que olhar se o outro cumpre ou não, é nós cumprirmos as bem-aventuranças, sermos comprometidos com o Sermão da Montanha”, afirmou.

Realizada entre os dias 29 de janeiro e 1º de fevereiro, a Ampliada Nacional reuniu cerca de 60 lideranças, entre articuladores, articuladoras e assessorias dos 19 regionais da CNBB, com o objetivo de refletir, articular e planejar os próximos passos da caminhada das Comunidades Eclesiais de Base no Brasil. O encontro integra o processo preparatório para o 16º Encontro Intereclesial das CEBs, previsto para julho de 2027, na cidade de Cachoeiro de Itapemirim (ES).

Durante a programação, os participantes realizaram visitas técnicas a paróquias e espaços que deverão acolher as mini plenárias e demais atividades do Intereclesial. Para Marilza José Lopes Schuina, do Setor CEBs da Comissão Episcopal para o Laicato da CNBB, a avaliação dos locais foi bastante positiva. “As paróquias que visitamos apresentaram espaços adequados, com salões amplos, igrejas em boas condições, infraestrutura com banheiros, cozinhas e pátios. Podemos dizer que são espaços muito bons, muito bem preparados para receber o povo das comunidades”, afirmou.

Marilza destacou ainda o espaço que deverá sediar a estação central do 16º Intereclesial, localizado no bairro Aeroporto. “Chamou a atenção o espaço maior que nos foi apresentado, onde será a estação central das CEBs do Brasil. Ali, já pudemos começar a sentir o cheiro da presença do povo das comunidades que virão de todo o Brasil”, ressaltou. Segundo ela, a ciranda realizada no local, com cantos e danças, expressou a mística das CEBs e fortaleceu os vínculos entre articuladores, assessores dos 19 regionais da CNBB e o secretariado local.

A avaliação positiva foi reforçada por Vanda Maria de Carvalho Lima, assessora das CEBs do Regional Nordeste 4, que também participou das visitas. “São espaços grandiosos, com salas amplas, bem arejadas, banheiros acessíveis e locais para secretaria e comunicação. Cada paróquia tem sua organização própria, mas todas com estrutura adequada para as oficinas e mini plenárias”, explicou. Mesmo com algumas paróquias ainda em processo de adequação, ela demonstrou confiança. “Já conseguimos visualizar a multidão de pessoas passando, cantando e fazendo a ciranda. A acolhida será com muito aconchego e alegria”, completou.

Outro destaque foi a utilização de elementos litúrgicos doados pelo artista da caminhada das CEBs, Toni Cálice. O cálice, o ambão e a patena em forma de prato contribuíram para uma celebração inculturada, fortalecendo a identidade e a espiritualidade das comunidades. A comunhão sob as duas espécies e a participação da tríade nacional das CEBs expressaram a unidade e o desejo de que esse jeito de ser Igreja continue vivo e se irradie por todo o Brasil.

Ao final do encontro, Marilza José agradeceu à Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, às paróquias e comunidades locais e ao Regional Leste 3 da CNBB pela acolhida. Segundo ela, a Ampliada Nacional reafirmou o compromisso das CEBs com uma Igreja enraizada na realidade do povo, participativa, missionária e fiel ao Evangelho.

Com informações e fotos da diocese de Cachoeiro de Itapemirim


Papa: Deus fala através da Bíblia, é importante interpretá-la sem fundamentalismos



Na Audiência Geral desta quarta-feira (4/02), Leão XIV destacou que Deus continua a falar aos homens e mulheres de todos os tempos por meio da Bíblia, mas que essa Palavra divina se exprime em linguagem humana e, por isso, deve ser acolhida e interpretada sem reducionismos.

Thulio Fonseca – Vatican News

“A Constituição Conciliar Dei Verbum, sobre a qual temos refletido nas últimas semanas, aponta na Sagrada Escritura, lida na Tradição viva da Igreja, para um espaço privilegiado de encontro no qual Deus continua a falar aos homens e mulheres de todos os tempos, para que, ao ouvi-Lo, possam conhecê-Lo e amá-Lo”, afirmou o Papa Leão XIV no início da catequese, ao dar continuidade ao ciclo de reflexões sobre o Concílio Vaticano II, na Audiência Geral desta quarta-feira, 4 de fevereiro, realizada na Sala Paulo VI, com a presença de milhares de fiéis.

Leão XIV recordou que os textos bíblicos não foram escritos em uma linguagem celestial ou sobre-humana, mas em línguas humanas, marcadas pela história e pela cultura dos seus autores. Assim, Deus escolheu comunicar-se assumindo a linguagem dos homens, como já havia feito ao encarnar-se em Jesus Cristo.
(@Vatican Media)
A colaboração entre Deus e os autores humanos

O Papa explicou que, ao longo da história da Igreja, refletiu-se amplamente sobre a relação entre o Autor divino e os autores humanos da Escritura. Se durante séculos se insistiu quase exclusivamente na inspiração divina, hoje a Igreja reconhece também o verdadeiro papel dos hagiógrafos. Deus é o principal autor da Escritura, mas os escritores sagrados são, ao mesmo tempo, “verdadeiros autores” dos livros bíblicos, e completou:



“Deus nunca menospreza o ser humano e as suas potencialidades!”
Evitar leituras fundamentalistas

Segundo o Santo Padre, uma interpretação correta dos textos sagrados não pode ignorar o contexto histórico em que se desenvolveram e as formas literárias:

“Abandonar o estudo das palavras humanas usadas por Deus corre o risco de resultar em leituras fundamentalistas ou espiritualistas da Escritura que traem o seu significado. Este princípio também se aplica ao anúncio da Palavra de Deus: se perde o contato com a realidade, com as esperanças e os sofrimentos da humanidade, se utiliza uma linguagem incompreensível, incomunicativa ou anacrônica, é ineficaz. Em cada época, a Igreja é chamada a reapresentar a Palavra de Deus com uma linguagem capaz de se encarnar na história e de chegar aos corações.”
A Escritura como Palavra viva para hoje

Por outro lado, o Pontífice advertiu contra o risco oposto: considerar a Escritura apenas como um texto do passado ou como objeto de estudo técnico. Especialmente quando proclamada na liturgia, a Palavra de Deus é destinada a falar à vida dos fiéis hoje, iluminando escolhas e decisões.

Isso só é possível quando os textos são lidos sob a ação do mesmo Espírito que os inspirou. Nesse sentido, Leão XIV citou Santo Agostinho: “Quem crê, compreendeu as Sagradas Escrituras [...]; se, por meio dessa compreensão, não for capaz de edificar a dupla caridade, para com Deus e para com o próximo, ainda não as compreendeu”.
(@Vatican Media)
A Palavra que conduz à vida plena

O Papa concluiu destacando que o Evangelho não pode ser reduzido a uma mensagem meramente filantrópica ou social, pois é o anúncio da vida plena e eterna oferecida por Deus em Jesus Cristo.

“Queridos irmãos e irmãs, demos graças ao Senhor porque, em sua bondade, não permite que nossas vidas fiquem sem o alimento essencial da sua Palavra”, exortou o Pontífice, pedindo também que as palavras e a vida dos cristãos não obscureçam o amor de Deus que nela se manifesta.



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EVANGELHO DO DIA (Mc 6,1-6)

ANO "A" - DIA: 04.02.2026
4ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Minhas ovelhas escutam minha voz; eu as conheço e elas me seguem.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2 Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: "De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3 Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?" E ficaram escandalizados por causa dele. 4 Jesus lhes dizia: "Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares". 5 E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6 E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A fé abre espaço para Deus agir"

A fé que remove barreiras e permite a ação de Deus em nós
Naquele tempo, “Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: ‘De onde lhe vem tudo isso? Que sabedoria é essa? Que esses milagres que se realizam por suas mãos? Não é este o filho do carpinteiro, o filho de Maria, irmão de Tiago, José, Judas e Simão?'” (Marcos 6,1-6)

A vida espiritual exige de nós uma constante vigilância sobre o estado do nosso coração. No Evangelho de hoje, somos convidados a refletir sobre como a nossa postura interior pode facilitar ou bloquear as maravilhas que o Senhor deseja realizar em nossa história. Muitas vezes, a graça está batendo à porta, mas as trancas do preconceito e da desconfiança impedem a sua entrada.

O perigo da familiaridade e do preconceito
A familiaridade excessiva pode se tornar uma armadilha perigosa para a fé. Quando achamos que já conhecemos tudo sobre Deus ou sobre as pessoas que Ele usa para falar conosco, corremos o risco de fechar o coração ao novo de Sua graça. O preconceito cria barreiras invisíveis que nos tornam cegos para a sabedoria divina que se manifesta na simplicidade do cotidiano.

Ser rejeitado por aqueles que amamos é uma das dores mais profundas que podemos enfrentar. No entanto, Jesus nos ensina que não devemos permitir que a incompreensão alheia apague a chama da nossa fé. A incredulidade é o grande mal que impede a ação de Deus; ela é a escama que nos impede de ver que o Senhor pode realizar o impossível mesmo através das situações mais adversas.

O testemunho de um coração aberto ao Espírito
Recordo-me de quando recebi a graça do Batismo no Espírito Santo. Naquele momento, a dúvida não teve lugar: eu acreditei piamente que Jesus poderia transformar minha vida e meu coração. Essa mesma transformação profunda e concreta está disponível para você hoje. Deus não precisa de grandes méritos, Ele precisa apenas de um coração que se abra e remova os empecilhos que bloqueiam o Seu agir.

Basta abrir o coração e permitir que a luz do Senhor dissipe as trevas da dúvida. Quando retiramos as barreiras da incredulidade, damos liberdade para que o Pai, o Filho e o Espírito Santo habitem em nós e renovem todas as coisas.

Que a bênção de Deus nos acompanhe neste propósito de viver uma fé sem reservas.

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova


Quanto aprendizado adquirimos por meio do sofrimento que vivenciamos!

O dia 4 de fevereiro foi estabelecido como o Dia Mundial do Câncer

A cada ano, nas proximidades dessa data, iniciativas de inúmeras áreas, especialmente da saúde, passam a ser mais visíveis entre os ambientes hospitalares e organizacionais bem como nas redes sociais. Fazer emergir o tema é uma forma de acender o alerta de que o câncer é uma doença que pode – infelizmente – acometer a qualquer pessoa.

Crédito: FatCamera / GettyImages

A sociedade contemporânea vem adquirindo o hábito crescente de uma consciência preocupada com a saúde plena. Horas de academia semanais, procedimentos estéticos, alimentação equilibrada. Práticas que favorecem a saúde física da pessoa. No entanto, o desafio diante desse cenário é desprender o tempo devido também à saúde mental e espiritual, tão importantes quanto a física. Adotar algumas dessas práticas é um caminho que favorece para manter a saúde por completo. Favorece, mas não garante.

Conheço pessoas com hábitos alimentares e com rotina de exercícios exemplares, mas que gradualmente se entregam ao estresse ou à falta de contemplação das coisas belas da vida e acabam por se tornar vítimas fáceis de um sistema imunológico desequilibrado.
O que fazer então?

Sugiro que cada um encontre o seu próprio caminho de autocuidado e de cuidado com quem está em volta. Há dias em que você precisa sair de si para olhar ao lado e ver que tem alguém próximo (um colega de trabalho, um amigo, um vizinho, um familiar, o cônjuge) que está passando pela descoberta ou tratamento contra o câncer. “Aproveite” (bem entre aspas!) para olhar para essa pessoa e dedicar a ela um pouco do seu tempo, da sua atenção e da sua ajuda prática. Não a julgue como uma coitadinha entregue à morte. Não! O que você pode fazer por ela? E o que a vivência dela pode fazer por você?

Quantos são os aprendizados adquiridos através do sofrimento que vivenciamos ou assistimos! O cuidado com a saúde – física e espiritual – passa pelo sentido dado a cada sofrimento também.

Na vida cristã, somos mais que convidados; é nosso compromisso o cuidado com a vida própria e do outro.

Que o Dia Mundial do Câncer alcance o seu propósito, chamando a minha e a sua atenção para despertar ao que precisa ser feito.

Camila Carvalho Duarte (@camilacarvalhoduarte) – Administradora, Mestre em Planejamento e Desenvolvimento Regional. Educadora na Rede de Desenvolvimento Social Canção Nova. Casada. Mãe. Sobrevivente do câncer. Autora do livro Minha Vida Imperfeitamente Feliz.

São João de Brito, santo português e grande evangelizador na Índia

Origens
São João de Brito é um santo português, nasceu em Lisboa no ano de 1647.

Relação com o Brasil
Em 1640, seu pai Salvador Pereira de Brito foi enviado pelo rei Dom João IV para ser governador no Brasil, lugar onde faleceu. São João de Brito, com sua mãe e seus irmãos, permaneceram na corte. Desde cedo, São João dava testemunho da busca de viver em Deus.

Saúde na infância
Com sua saúde fragilizada, os médicos chegaram a perder as esperanças. Sua mãe, voltando-se para o céu em oração e intercessão, fez também uma promessa a São Francisco Xavier, e o pequeno João recobrou a saúde milagrosamente. São João passou um ano com uma batina, pois isso fazia parte do cumprimento da promessa. Mais do que isso, Deus foi trabalhando a vocação em seu coração, até que, com 15 anos apenas, ele entrou para a Companhia de Jesus.

São João Brito: a ida para Índia e o difícil sacerdócio
Sacerdócio na Índia
Em 1673, foi ordenado sacerdote e enviado para evangelizar na Índia. Viveu em Goa, depois no Sul da Índia, onde aprofundou-se nos estudos; e todo aquele lugar, toda aquela região conheceu o ardor deste apóstolo. Homem que comunicava o Evangelho com a vida, ele buscava viver a enculturação para que muitos se rendessem ao amor de Deus num diálogo constante com as culturas, o que não quer dizer que sempre encontrou acolhimento.

Perseguição e intervenção de Deus
Junto aos povos de Maravá, ele evangelizou, e muitos foram batizados. Ao retornar desta missão, ele e outros catequistas acabaram sendo presos por soldados pagãos e anticristãos, e fizeram de tudo para que este sacerdote santo renunciasse à fé. Ele renunciou à própria vida e estava aberto para o martírio se fosse preciso. O rei chegou a condená-lo, mas um príncipe quis ouvir a doutrina que ele espalhava e muitos mudavam de vida e abandonavam os deuses; a conclusão daquele príncipe pagão era de que aquela doutrina era justa e santa. São João foi liberto junto com os outros.

O retorno a Portugal
Não demorou muito, por obediência, voltou para Portugal, mas o seu coração queria, de novo, retornar para a Índia e até mesmo ser mártir. Foi o que aconteceu.
O Martírio de São João Brito e o seu legado

Páscoa
Após dar seu testemunho em vários colégios dos jesuítas em Portugal, voltou para a Índia. Logo foi preso. Desta vez, até um príncipe pagão chegou a se converter. Mas o rei se revoltou, mandou castigar aquele padre. Em 4 de fevereiro de 1693, foi degolado. Sofreu muito antes disso, mas tudo ofereceu por amor a Cristo e pela salvação das almas.

Santuário na Índia
Foi canonizado por Pio XII em 22 de junho de 1947. No local do seu martírio, em Oriyur, na Índia, foi construído um Santuário. Conta-se que o seu sangue abençoou o solo, tornando-o vermelho. Os peregrinos consideram esta areia vermelha como sagrada e encontram nela cura para os seus males.

São João de Brito no Brasil
Na Diocese de Santo Amaro (SP), o santo é padroeiro de uma paróquia desde 1951. Tal devoção surgiu após uma visita do então bispo de Santo Amaro a Portugal, que trouxe uma imagem que ganhou no país europeu e sugeriu que a nova Paróquia que surgia levasse o nome de São João de Brito.

Minha oração
“Ó santo sacerdote, exímio missionário e evangelizador, fortalecei e encorajai aqueles que têm a mesma missão de evangelizar os povos mais distantes. Intercedei pelas vocações, a fim de suscitar outros homens e mulheres com a mesma generosidade. Amém.”
São João de Brito, rogai por nós!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Comissão promove Simpósio de Formação Ecumênica sobre liberdade religiosa; inscrições abertas


A Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, nos dias 24 e 25 de fevereiro de 2026, o Simpósio de Formação Ecumênica, com o tema “Liberdade Religiosa: dom de Deus e direito humano”. O evento será realizado de forma on-line, pela plataforma Zoom, das 19h30 às 21h. As inscrições estão abertas e podem ser feitas (AQUI).

O simpósio tem como objetivo favorecer a reflexão conjunta entre Igrejas cristãs e diferentes tradições religiosas, diante dos desafios contemporâneos ao pleno exercício da liberdade religiosa no Brasil. A proposta é aprofundar o tema tanto sob a perspectiva da realidade social e jurídica quanto do pensamento teológico e da ação pastoral.

No dia 24 de fevereiro, a programação será dedicada à análise do contexto brasileiro. A abertura contará com a conferência “Atual panorama religioso no Brasil”, que abordará as transformações no cenário da fé e o crescente pluralismo religioso. Em seguida, especialistas tratarão da liberdade religiosa na legislação brasileira, destacando as garantias constitucionais, os avanços conquistados e os desafios ainda presentes.

Já no dia 25 de fevereiro, o enfoque será teológico e pastoral. Um dos destaques é a reflexão sobre a Declaração Dignitatis Humanae, do Concílio Vaticano II, que afirma a liberdade religiosa como expressão da dignidade da pessoa humana e orienta a relação da Igreja com o mundo contemporâneo. O Simpósio será concluído com um painel pastoral inter-religioso, promovendo o diálogo, o respeito mútuo e a convivência pacífica entre as diferentes tradições de fé.

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail ecumenismo@cnbb.org.br.


Leão XIV: consagrados são chamados a testemunhar que Deus está presente na história


Em sua homilia da missa do 30° Dia Mundial da Vida Consagrada, o Papa destacou as figuras de Simeão e Ana, reconhecendo neles "um ícone da missão dos religiosos e religiosas na Igreja e no mundo, conforme exortou o Papa Francisco: «Espero que “desperteis o mundo”, porque a nota característica da vida consagrada é a profecia»".

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Leão XIV presidiu a missa do 30° Dia Mundial da Vida Consagrada, na Basílica de São Pedro, nesta segunda-feira (02/02), Festa da Apresentação do Senhor.

Em sua homilia, o Papa destacou que, "no Templo, Jesus é reconhecido e anunciado como o Messias por Simeão e Ana", e este é um "encontro entre dois movimentos de amor: Deus que vem salvar o homem e o homem que, com fé vigilante, espera a sua vinda".

“Da parte de Deus, ter sido Jesus apresentado no grande cenário de Jerusalém como filho de uma família pobre, mostra-nos como Ele se oferece a nós, respeitando plenamente a nossa liberdade e partilhando totalmente a nossa pobreza. Com efeito, não há nada de coercitivo nas suas ações, mas apenas o poder desarmante da sua gratuidade desarmada.”

"Por outro lado", disse ainda o Papa, "da parte do homem, nos dois anciãos, Simeão e Ana, a expectativa do povo de Israel é representada no seu auge, como o ponto culminante de uma longa história de salvação, que se desenrola desde o jardim do Éden até aos pátios do Templo; uma história marcada por luzes e sombras, quedas e ressurgimentos, mas sempre percorrida por um único desejo vital: restabelecer a plena comunhão da criatura com o seu Criador".

“Celebramos o XXX Dia da Vida Consagrada com base neste episódio, reconhecendo nele um ícone da missão dos religiosos e religiosas na Igreja e no mundo, conforme exortou o Papa Francisco: «Espero que “despertem o mundo”, porque a nota característica da vida consagrada é a profecia». Queridos irmãos e irmãs, a Igreja pede a vocês para serem profetas: mensageiros e mensageiras que anunciam a presença do Senhor e preparam o seu caminho.”

O Papa recordou que os fundadores e fundadoras dos institutos, "com a força da graça, lançaram-se em iniciativas arriscadas, tornando-se presença orante em ambientes hostis e indiferentes, mão generosa e ombro amigo em contextos de degradação e abandono, testemunho de paz e reconciliação no meio de cenários de guerra e ódio, prontos também a sofrer as consequências de uma ação contracorrente que os tornou em Cristo «sinal de contradição», às vezes até ao martírio".

“Na verdade, ainda hoje, com a profissão dos conselhos evangélicos e com os múltiplos serviços de caridade que oferecem numa sociedade onde, em nome de um conceito falso e reduzido da pessoa, a fé e a vida parecem cada vez mais distanciar-se uma da outra, vocês são chamados a testemunhar que Deus está presente na história como salvação para todos os povos.”

“Vocês são chamados a testemunhar que, antes de tudo, o jovem, o idoso, o pobre, o doente, o prisioneiro têm o próprio lugar sagrado no seu Altar e no seu Coração e, ao mesmo tempo, que cada um deles é um santuário inviolável da sua presença, diante do qual se deve ajoelhar para o encontrar, adorar e glorificar.”

"Prova disso são os numerosos “baluartes do Evangelho” que muitas de suas comunidades conservam nos contextos mais variados e desafiantes, mesmo no meio de conflitos. Não vão embora; nem fogem; mas permanecem, despojadas de tudo, para ser um apelo, mais eloquente do que mil palavras, à sacralidade inviolável da vida na sua mais pura essência – mesmo onde retumbam as armas e onde parece prevalecer a prepotência, o interesse e a violência", sublinhou.

De acordo com o Papa, "a vida religiosa, com o seu sereno desapego de tudo o que passa, ensina a indissociabilidade entre o cuidado mais autêntico pelas realidades terrenas e a esperança amorosa daquelas eternas, escolhidas já nesta vida como fim último e exclusivo, capaz de iluminar todo o resto".

Leão XIV lembrou que "o Concílio Vaticano II nos recorda que «a Igreja […] só na glória celeste alcançará a sua realização acabada, […] quando, juntamente com o gênero humano, também o universo inteiro […] for perfeitamente restaurado em Cristo»". "Esta profecia também está confiada a todos vocês, homens e mulheres com pés bem assentes na terra, que ao mesmo tempo aspiram «sempre às coisas do alto»", disse ainda o Papa, acrescentando:

“Cristo morreu e ressuscitou para «libertar aqueles que, por medo da morte, passavam toda a vida dominados pela escravidão», e vocês, empenhados em segui-lo mais de perto, participando no seu “despojamento” para viver no seu Espírito, podem mostrar ao mundo, na liberdade de quem ama e perdoa sem medida, o caminho para superar conflitos e semear fraternidade.”

Leão XIV concluiu, dizendo aos consagrados e consagradas que a Igreja agradece hoje ao Senhor pela presença deles, "e os encoraja a ser, onde quer que a Providência os envie, fermento de paz e sinal de esperança".

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EVANGELHO DO DIA (Mc 5,21-43)

ANO "A" - DIA: 03.02.2026
4ª SEMANA DO TEMPO COMUM (VERDE)

- Aleluia, Aleluia, Aleluia.
- Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21 Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia. 22 Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando viu Jesus, caiu a seus pés, 23 e pediu com insistência: "Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!" 24 Jesus então o acompanhou. Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia. 25 Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma hemorragia; 26 tinha sofrido nas mãos de muitos médicos, gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais. 27 Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão, e tocou na sua roupa. 28 Ela pensava: "Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada". 29 A hemorragia parou imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si que estava curada da doença. 30 Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: "Quem tocou na minha roupa?" 31 Os discípulos disseram: "Estás vendo a multidão que te comprime e ainda perguntas: 'Quem me tocou?'" 32 Ele, porém, olhava ao redor para ver quem havia feito aquilo. 33 A mulher, cheia de medo e tremendo, percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e contou-lhe toda a verdade. 34 Ele lhe disse: "Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença". 35 Ele estava ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e disseram a Jairo: "Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?" 36 Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: "Não tenhas medo. Basta ter fé!" 37 E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João. 38 Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga, Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando. 39 Então, ele entrou e disse: "Por que essa confusão e esse choro? A criança não morreu, mas está dormindo". 40 Começaram então a caçoar dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde estava a criança. 41 Jesus pegou na mão da menina e disse: "Talitá cum" — que quer dizer: "Menina, levanta-te!" 42 Ela levantou-se imediatamente e começou a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43 Ele recomendou com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer à menina.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"A cura pela fé: Jairo salvou sua filha por acreditar em Jesus"

O Evangelho de Marcos ensina que a fé alcança o milagre
“Jesus voltou de barco para o outro lado do mar, e uma grande multidão reuniu-se em volta dele. (…) Um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, aproximou-se e, vendo Jesus, caiu a seus pés e pediu com insistência: ‘Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as mãos sobre ela para que ela sare e viva'” (cf. Marcos 5,21-43).

Comemoramos hoje a memória de São Brás, bispo e mártir. Queremos contemplar toda essa graça através do Evangelho que nos fala de Jesus ao entrar na sinagoga. Vemos a situação do filho de Jairo, que se encontra doente, e como Jesus nos traz a salvação plena pela graça de Deus.

Neste dia especial, somos convidados a renovar nossa fé no Senhor, que é o autor de toda cura e libertação. A vida de São Brás nos ensina que o martírio e a entrega total a Deus geram frutos de intercessão que atravessam os séculos e alcançam as nossas dores hoje.

Jesus nos traz salvação e cura
Neste Evangelho, contemplamos a filha de Jairo que está enferma. O que devemos compreender do significado do nome de Jesus? Significa que Deus salva, Deus cura e Deus liberta. Jairo acredita que Jesus, ao tocar em sua filha, ela seria curada.

Muitas vezes, nos falta a fé que este homem teve. Ele teve a coragem de dizer: “Se o Senhor tocar apenas na minha filha, ela será curada”. Isso mostra que o poder de Deus é acessível a todos nós, basta que tenhamos a disposição de nos aproximar d’Ele com humildade.

São Brás e a graça da intercessão
Vemos na memória de São Brás essa mesma graça. Deus concedeu a ele o dom da intercessão porque ele entregou sua vida no martírio. Por meio de sua entrega, Deus permitiu que todos aqueles que pedirem sua ajuda sejam curados dos males da garganta.

Tenho o testemunho em minha própria família: minhas irmãs, Claudineia e Simone, foram curadas de câncer na tireoide (garganta) pela intercessão deste grande santo. Já se passaram quase 12 anos e não existe nenhum resquício da doença ou de células cancerígenas. Isso demonstra o poder que Deus tem para restaurar a saúde.

O Senhor é quem realiza o milagre
É importante ressaltar: não é São Brás quem cura. Ele intercede a Jesus para que a cura aconteça. Por ser um homem que já está junto de Deus, ele apresenta nossas súplicas e a graça divina se manifesta em nossa história.

Convido você, que hoje sofre com algum mal na garganta ou no coração, a permitir que Nosso Senhor toque sua vida através da intercessão de São Brás. Que ele rogue por nós neste dia. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Padre Edison Oliveira
Sacerdote da C. Canção Nova