sexta-feira, 13 de março de 2026

CNBB participa do I Fórum do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural em Brasília (DF)



Entre os dias 3 e 6 de março, Brasília (DF) sediou o I Fórum do Sistema Nacional de Patrimônio Cultural – Tecendo redes e fortalecendo territórios. Promovido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o encontro reuniu gestores públicos, representantes da sociedade civil, detentores de bens culturais e parceiros institucionais com o objetivo de construir coletivamente a política nacional de patrimônio cultural no Brasil.


A abertura do evento, na manhã do dia 3, contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da secretária de Economia Criativa, Cláudia Leitão. Em sua fala, a ministra ressaltou a importância da criação do sistema nacional voltado à preservação do patrimônio cultural.

Segundo ela, a iniciativa representa um novo capítulo no desenvolvimento cultural do país.

“Estamos inaugurando mais uma página no desenvolvimento da cultura brasileira: o Sistema Nacional de Patrimônio Cultural. Ele é chave, porque fazer cultura não é tratar de um setor isolado; a cultura é uma ferramenta de transformação”, afirmou.

Menezes destacou ainda que o patrimônio cultural – material e imaterial – guarda a memória, a identidade e os saberes dos diversos grupos que formam o povo brasileiro, sendo também um elemento estratégico para o desenvolvimento.


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também esteve presente no evento, participando das atividades dos grupos de trabalho, mesas, painéis e oficinas. A representação esteve a cargo de Raquel Tonini Rosenberg Schneider, assessora do Setor Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal para a Liturgia.

Entre as atividades promovidas pela Coordenação-Geral de Autorização e Fiscalização do IPHAN, destacou-se o painel “ACT Iphan e CNBB: ações conjuntas para a preservação, conservação e valorização do patrimônio histórico, artístico e cultural da Igreja Católica”, que apresentou experiências e boas práticas relacionadas ao tema.

O painel foi mediado por Elisa Machado Taveira e contou com exposições de diferentes especialistas. Virgynia Corradi apresentou um panorama do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o IPHAN e a CNBB. Já Raquel Schneider destacou iniciativas da CNBB voltadas ao cuidado e à preservação do patrimônio histórico e artístico da Igreja no Brasil, desde a criação da entidade em 1952 até as ações mais recentes desenvolvidas pelos setores de Espaço Litúrgico e de Bens cullturais.
 
Raquel Schneider, assessora do Setor Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB

Durante sua apresentação, Schneider ressaltou a importância do trabalho conjunto entre instituições e destacou avanços e desafios enfrentados desde a assinatura do primeiro Acordo de Cooperação Técnica, em 16 de julho de 2021.

Também participou do painel Denia Gonçalves, que apresentou experiências práticas de preservação do patrimônio em iniciativas realizadas no Mosteiro de São Bento de Salvador e na Catedral de São Pedro de Alcântara, destacando os desafios e resultados das intervenções realizadas nesses espaços históricos.

O novo Acordo de Cooperação Técnica entre IPHAN e CNBB foi renovado em julho de 2025. Conforme explicou dom Gregório Paixão, presidente da Comissão para a Cultura e a Educação da CNBB, a parceria tem como objetivo promover ações conjuntas para a preservação e valorização do patrimônio cultural material da Igreja Católica. Entre os temas discutidos estão os desafios e alternativas para a recuperação e manutenção de igrejas, prédios históricos e obras de arte, incluindo a possibilidade de criação de um fundo nacional para preservação desses bens.

O fórum também contou com a presença de dom Hernaldo Farias, presidente da Comissão para a Liturgia da CNBB, cuja participação foi destacada pelos organizadores e participantes como um sinal de aproximação e diálogo entre as instituições envolvidas na preservação do patrimônio cultural.

Ao final, os participantes ressaltaram a relevância do painel na programação do fórum, bem como a riqueza do diálogo estabelecido entre os expositores e o público. O encontro foi considerado uma oportunidade importante para divulgar o acordo de cooperação entre IPHAN e CNBB e fortalecer a parceria em favor da memória e da preservação do patrimônio histórico e artístico no Brasil.

Com informações da Comissão para a Liturgia da CNBB | Setor Espaço Litúrgico.

Papa Leão XIV: “Todo ato de amor ao próximo é um reflexo da caridade divina”

Papa Leão XIV: “Todo ato de amor ao próximo é um reflexo da caridade divina”
Em mensagem pelos 50 anos do FADICA, o Pontífice agradece o apoio da rede filantrópica a iniciativas da Igreja e ao cuidado com os mais vulneráveis.

Matheus Macedo - Vatican News

Nesta sexta-feira (13/03), o Papa Leão XIV enviou uma mensagem por ocasião do 50º aniversário da Rede de Filantropia Católica (FADICA), instituição estadunidense que reúne fundações e doadores para apoiar atividades e iniciativas da Igreja Católica.

No texto, o Pontífice expressa sua gratidão pelo generoso apoio oferecido a diversos Dicastérios da Cúria Romana ao longo de cinco décadas de colaboração, além das iniciativas católicas promovidas nos Estados Unidos e em outras partes do mundo.

Leão XIV recorda que o encontro dos membros da rede ocorre durante o tempo da Quaresma, quando, além da oração e do jejum, a Igreja convida todos os católicos a realizarem obras de misericórdia com maior fervor.

Papa Leão XIV durante almoço com os pobres no Vaticano. (ANSA)
“Jesus nos ensinou que, ao discernir como ajudar o nosso próximo, devemos imitar o exemplo do Bom Samaritano, que doou de maneira altruísta o seu tempo e os seus recursos a alguém que nunca havia encontrado antes”, escreve o Papa. Segundo ele, essa parábola revela o “estilo de Deus”, que o Papa Francisco costumava resumir como “proximidade, compaixão e ternura”.

O Pontífice acrescenta que, quando ajudamos quem está em necessidade, especialmente aqueles que não podem retribuir, tornamo-nos instrumentos do Senhor, pois “todo ato de amor ao próximo é, de certo modo, um reflexo da caridade divina”.

Na mensagem, Leão XIV também destaca que as contribuições da instituição para “sustentar programas que promovem a justiça social, fortalecem a educação católica, defendem a dignidade humana e cuidam dos mais vulneráveis” constituem uma verdadeira manifestação da caridade divina.

Entre sorrisos e gestos de proximidade, o Papa Leão XIV tira uma foto com crianças durante encontro na Diocese de Albano Laziale. (@Vatican Media)

O Papa expressa ainda o desejo de que o trabalho realizado pela rede inspire outras pessoas a um renovado encontro com Cristo por meio do serviço aos mais necessitados e a uma participação cada vez mais consciente na missão da Igreja. Ele também encoraja os membros da organização a perseverarem em sua missão, recordando que “o Altíssimo não se deixa vencer em generosidade por aqueles que o servem nos mais necessitados”.

Ao assegurar suas orações, o Pontífice confiou os membros do FADICA – (Rede de Filantropia Católica) à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, e concedeu sua Bênção Apostólica como sinal de paz e alegria no Senhor.

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EVANGELHO DO DIA (Mc 12,28b-34)

ANO "A" - DIA: 13.03.2026
3ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

- Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos!
- Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o Reino de Deus!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 28b um mestre da Lei, aproximou-se de Jesus e perguntou: "Qual é o primeiro de todos os mandamentos?" 29 Jesus respondeu: "O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30 Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31 O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes". 32 O mestre da Lei disse a Jesus: "Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33 Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios". 34 Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: "Tu não estás longe do Reino de Deus". E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"O maior de todos os preceitos é a essência do amor"

O sentido dos preceitos está em deixar a regra e assumir com a vida
Naquele tempo, um mestre da lei aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” Jesus respondeu: “O primeiro é este, ouve ó Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força. O segundo mandamento, amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não existe outro mandamento maior do que estes” (Marcos 12,28-34).

Bom, o amor é a alma da moralidade cristã. No alto da cruz, o Pai Celeste nos entregou as novas tábuas da lei, o Seu Filho Jesus. O mundo judaico era sempre agitado, né? Pela hierarquia dos preceitos presentes na Torá, que era a lei judaica, preocupava-se muito em ordenar qual era o maior mandamento, qual vinha primeiro.

Da contagem dos preceitos à liberdade do Amor
Bom, os doutores da lei, que eram juristas, classificaram em 613 preceitos a lei judaica, sendo que 365 eram negativos: “não faça isso, não faça aquilo”. Até porque 365 correspondiam aos dias do ano. E outros 248 eram preceitos positivos: faça isso, faça aquilo. E 248, naquela época, correspondia aos ossos conhecidos do corpo humano, ou seja, em toda a sua vida, com todos os seus dias e com todo o seu ser, você precisa obedecer a Deus.

Dois mandamentos e uma única missão
Jesus propõe, simplificadamente, os dois preceitos primários daquela grande lista: amar a Deus e amar ao próximo como a si mesmo. O amor deve ser o pano de fundo de todas as relações humanas, o motor de todo comportamento moral. Todos nós temos dois rostos para contemplar, o de Deus e o do próximo que está à nossa volta.

Quem ama a Deus não deixa de honrá-lo na participação dominical, nas palavras, no lugar que se dá a ele, no coração. Quem ama o próximo vai respeitá-lo integralmente, seja ele uma mãe, um pai, uma esposa, um amigo, um vizinho. Quem ama, não poderá ver o outro como sendo um adversário, contra quem se compete, aspirando ter o que o outro tem, fazendo o que o outro faz. O amor é, de fato, o motor de toda a vida humana.

Por isso, amemos a Deus, com todo o nosso coração, e ao próximo como a nós mesmos.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


Sem santidade não há conquista


Pregadora: Irmã Maria Raquel
Instituto Hesed

Muitas pessoas me fazem a seguinte pergunta: “Irmã Maria Raquel, como saber qual é a vontade de Deus para a minha vida?” Porque a gente aprende que, na vontade de Deus, a gente é feliz. Então, muitas pessoas se perguntam: “Como saber qual é a vontade de Deus para mim?”

E eu vou lhe dizer que a vontade de Deus é que nós sejamos santos. A vontade de Deus para você, para os seus, para a sua família, é que sejam santos.

O que o mundo entende por santidade
E, ao contrário daquilo que o mundo entende por santidade, o mundo rotula a santidade como se fosse uma vida triste. Tem gente que, sem conhecimento de causa, olha para uma freira, para um consagrado, e diz: “Que pena dele! A vida dele é tão triste!”.

Que povo triste é esse aqui? Não para de pular e de celebrar, exalando alegria! Tem felicidade mais verdadeira do que essa? Eu desafio.

A felicidade verdadeira de quem caminha com o Senhor
Pode ter muita gente tão feliz como eu, mas não existe ninguém mais feliz do que eu nesta terra. E você pode dizer talvez o mesmo, se você decidiu caminhar com o Senhor.

Isso significa que não há dificuldades no caminho? Isso significa que a gente não atravesse períodos de crise? Isso significa que eu nunca derramo lágrimas de dor? Não.

Dificuldades, todos os dias. A cruz nos toca todos os dias. Mas a grande diferença exatamente está aí: é que essa felicidade, essa alegria, nos acompanha em todos os momentos.

Felizes na dor e na alegria
Somos felizes celebrando, louvando. Somos felizes também atravessando os mistérios dolorosos da nossa vida, porque a nossa felicidade vem dessa intimidade com o Senhor.

A dor passa, a cruz passa, a crise é vencida, a batalha é superada, mas essa alegria, essa felicidade permanece eternamente.


quinta-feira, 12 de março de 2026

CNBB manifesta preocupação com escalada de violência no Oriente Médio e convoca fiéis à oração pela paz


A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota manifestando profunda preocupação com os recentes acontecimentos e a escalada de violência que ameaçam ampliar o conflito no Oriente Médio. No texto, os bispos alertam para as graves consequências da guerra para a população civil e para a estabilidade internacional.

Em comunhão com o Papa Leão XIV, a CNBB recorda o apelo recente do pontífice em favor da paz. Segundo o pontífice, “a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças mútuas, nem com armas, que semeiam destruição, dor e morte, mas apenas através de um diálogo razoável, autêntico e responsável”. A Presidência da entidade afirma unir-se ao chamado da Igreja em diversas partes do mundo para que prevaleçam a prudência, a responsabilidade política e o compromisso sincero com a paz.

A nota ressalta que os acontecimentos atuais recordam que a guerra nunca é solução para os conflitos entre os povos. Para os bispos, a violência armada provoca sofrimento incalculável, especialmente entre os mais vulneráveis, e aprofunda feridas que comprometem o futuro das nações.

A CNBB também expressa solidariedade às vítimas e às comunidades que vivem sob o peso da insegurança e do medo nas regiões afetadas. Ao mesmo tempo, encoraja os líderes das nações a não cederem à lógica da escalada militar, mas a retomarem com urgência os caminhos da diplomacia, do diálogo e da negociação.

Inspirada na tradição da Doutrina Social da Igreja, a Conferência recorda que a paz não é apenas ausência de guerra, mas fruto da justiça, da responsabilidade moral e da busca sincera pelo bem comum da família humana.
Proposta de oração

Na nota, os bispos brasileiros convidam ainda o povo a intensificar as orações pela paz, especialmente pelas populações atingidas pela violência. A CNBB propõe que, no dia 19 de março, na solenidade de São José, as comunidades rezem durante as celebrações eucarísticas e outros momentos de oração a prece da iniciativa Reza com o Papa, unindo-se espiritualmente à Igreja em todo o mundo pela causa do desarmamento e da paz.

Ao final da nota, a Presidência da CNBB pede a intercessão de São José, reconhecido como homem justo e guardião da Sagrada Família, para que os líderes das nações tenham sabedoria e coragem de escolher sempre os caminhos da vida, da dignidade humana e da paz.

Acesse a nota na íntegra (aqui).

Acesse (aqui) a oração pela Paz.

O Papa: paz no Irã e em todo o Oriente Médio, muitas vítimas civis e crianças inocentes


Ao final da Audiência Geral, Leão XIV pediu orações pelos países devastados por conflitos, por aqueles que perderam a vida e por aqueles que se encontram em dificuldades. Recordou o padre Pierre El-Rahi, morto na segunda-feira passada no Líbano, onde nestes dias as aldeias do sul "estão vivendo mais uma vez o drama da guerra. Estou próximo a todo o povo libanês neste momento de grande provação".

Tiziana Campisi – Vatican News

“Continuemos a rezar pela paz no Irã e em todo o Oriente Médio, em particular pelas numerosas vítimas civis, entre as quais muitas crianças inocentes. Que a nossa oração seja um conforto para aqueles que sofrem e uma semente de esperança para o futuro.”

As áreas asiáticas em guerra estão no coração de Leão XIV que antes de encerrar a Audiência Geral, desta quarta-feira (11/03), convidou a rezar para que cessem as hostilidades e os conflitos e exortou a não esquecer aqueles que vivem na dor e estão em dificuldades.

Papa recorda as aldeias cristãs do Líbano
Enquanto em Qlayaa, no Líbano, se realizam os funerais do pároco, padre Pierre El-Raii, morto na segunda-feira passada pelos ataques israelenses no sul do país, da Praça São Pedro o Papa recordou os povoados cristãos atingidos pelos bombardeios.

“Nestes dias, eles estão vivendo mais uma vez o drama da guerra. Estou próximo a todo o povo libanês neste momento de grande provação.”

O testemunho do padre Pierre
O Pontífice deteve-se, em seguida, no exemplo dado pelo sacerdote maronita, de 50 anos, gravemente ferido enquanto prestava socorro à população da aldeia de Qlayaa e que faleceu pouco depois de chegar ao hospital, para onde tinha sido transportado.

“O padre Pierre foi um verdadeiro pastor, que permaneceu sempre ao lado de seu povo com o amor e o sacrifício de Jesus, o Bom Pastor. Assim que soube que alguns paroquianos tinham sido feridos por um bombardeio, sem hesitar, correu para ajudá-los. Que o Senhor faça com que seu sangue derramado seja semente de paz para o amado Líbano.”

O risco da emergência humanitária
No País dos Cedros, há uma emergência após o aumento das tensões entre Israel e o Hezbollah. No início do mês, a organização xiita iniciou ataques com mísseis contra Israel, que respondeu imediatamente, de modo que as ordens de evacuação emitidas pelo exército israelense para os habitantes dos bairros ao sul da capital libanesa se intensificaram rapidamente, atingindo pelo menos 700 mil pessoas, e há risco de uma catástrofe humanitária.

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EVANGELHO DO DIA (Lc 11,14-23)

ANO "A" - DIA: 12.03.2026
3ª SEMANA DA QUARESMA (ROXO)

- Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
- Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
-Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 14 Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar, e as multidões ficaram admiradas. 15 Mas alguns disseram: "É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios". 16 Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17 Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: "Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18 Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19 Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20 Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22 Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23 Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa".

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

COMENTÁRIOS:
"Idolatria de Israel e o poder de Jesus sobre o mal"

A vitória de Jesus sobre a antiga idolatria de Israel
Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio que era mudo. Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar e as multidões ficaram admiradas. Mas alguns disseram: “É por Beuzebú, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”. Outros, para tentar Jesus, pediram-lhe um sinal do céu (Lucas 11,14-23)

Acusar Jesus de expulsar demônios pela força de Beuzebú. Vejam a que extremo chegaram aquelas pessoas! No Antigo Testamento, nós temos os cananeus, população indígena da terra de Israel, onde esse nome significava, literalmente,“ Baal”, o príncipe – Baal quer dizer “senhor”. Era o apelativo da divindade, da fecundidade e da vida na cultura dos cananeus.
Da idolatria à libertação em Cristo

Este Deus, Beuzebú, era o príncipe do pânteon cananeu e tinha como símbolo o touro, sinal de fertilidade. Basta recordar a tentação de Israel no deserto, que quis representar Deus na imagem de um touro de ouro. Bom, exatamente por ser o tentador de Israel, para a idolatria, Beuzebú é considerado o príncipe e o chefe dos demônios.

Eles viam, nesta realidade, por ser o tentador de Israel, para conduzir Israel à idolatria, ele se tornou príncipe e chefe dos demônios.
O Reino inabalável de Deus contra o mal dividido

Jesus é acusado de agir em comunhão com Beuzebú. Já que, nos seus exorcismos, Jesus é capaz de submeter todos os demônios ao seu poder. Jesus se defende com um argumento bastante lógico. Como é que Satanás poderia se autolesionar, destruir a si mesmo, dividir-se contra si mesmo? Jesus finaliza o argumento apresentando-se como agente do dedo de Deus em favor dos homens contra as forças do mal.

É esse mal que somos chamados a vencer, nesta caminhada, qual é o mal que estamos fazendo. É nos unindo a Cristo, vencedor de todo o mal, é que seremos vencedores contra as forças do mal, que combatem contra nós e contra nossas famílias. Jesus é o nosso libertador. Aproximemo-nos dele.

Sobre todos vós, dê-se a bênção do Deus Todo-Poderoso: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Padre Donizete Heleno Ferreira
Sacerdote da C. Canção Nova


A Igreja Católica


A Igreja Católica: a fé e o legado de São Pedro

Homilia da Santa Missa – Padre José Augusto
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo, Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros ainda a Jeremias ou algum dos Profetas.” Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus Vivo.” Jesus lhes disse: “Feliz é tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está nos céus. Por isso, eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus e tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus. Tudo o que tu desligares na terra será desligado no céu.” Palavra da salvação. Glória a vós, Senhor.

O Significado da Cátedra de São Pedro
Vamos falar sobre a Cátedra de São Pedro. Quando participamos de uma Missa, encontramos vários símbolos e espaços de grande significado. O púlpito, por exemplo, é o local onde a Palavra é proclamada, nos alimentando espiritualmente. O altar é o lugar onde acontece o sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ali, o pão e o vinho se transformam no corpo e sangue de Cristo. Esses momentos são essenciais para nossa fé e para nossa vida de oração.

Nas igrejas católicas, encontramos também o crucifixo, que simboliza a cruz com Jesus crucificado, e não uma cruz vazia. Isso nos lembra do sacrifício que Jesus fez por nós. O Santíssimo Sacramento, que fica no sacrário, também tem grande importância, pois é ali que guardamos as espécies do corpo e sangue de Cristo e onde prestamos nossa adoração.

Essa adoração ao Santíssimo Sacramento nos conecta diretamente com o mistério de nossa fé: a presença real de Cristo em nosso meio.