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quinta-feira, 13 de julho de 2023

4 conselhos de um ex-protestante convertido para a defesa da fé católica ante os ataques

O ex-pastor protestante convertido ao catolicismo, Dr. Fernando Casanova, deu quatro conselhos para os católicos que buscam defender sua fé ante os insultos e ameaças.

Em diálogo com o Grupo ACI, o reconhecido conferencista internacional, doutor em teologia e apresentador das séries de EWNT “Defenda tua Fé” e “Estou em casa”, quis oferecer estas pautas após revelar que não só recebeu ataques de membros de igrejas protestantes formadas de maneira “raivosamente anticatólica”, mas também de vários católicos que o classificaram de “fanático conservador”, “apóstata liberal” e por não promover ou aceitar uma nova “revelação”.

A seguir, os quatro conselho de Dr. Fernando Casanova:

1. Paciência

“Não se trata de que os católicos estejamos equivocados ou que a Bíblia diga tal coisa; trata-se do preconceito (para com o catolicismo). Deve-se ter paciência para ter a calma, a clareza de mente e análise, para demonstrar a mansidão e a humildade de Jesus Cristo que, ao final das contas, manifesta sua verdade e autoridade”, indicou Dr. Casanova.

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2. Formação

O conferencista internacional destacou que a “formação inclui saber” e, portanto, “informação”. Porém, isso não é tudo.

“É claro que é preciso aprender e ter dados, conteúdos; é preciso estudar, pesquisar, consultar. Porém, é algo mais. Formação do caráter cristão; formação e práticas e vivências espirituais. Trata-se de que vejam um pacote completo, que não haja contradição, de convencer com a palavra e com o caráter”, indicou.

Nesse sentido, disse que “a palavra é o que se diz, o que poderia dissuadir, mas o exemplo, o testemunho, a atitude, convencem e arrasam”.

“Primeiro, espiritualidade de verdade: católica, sólida, madura, sinceramente humilde. Depois, os livros, estudos e essas coisas. Permitam-me aqui outra máxima: ‘não se pode dar o que não se tem’”, afirmou o apresentador de séries da EWTN.

3. Testemunho

Dr. Casanova reiterou que uma pessoa bem formada sempre “é de bom testemunho”, porque assim “veriam em nós o melhor cristão possível”.

Do mesmo modo, referiu-se ao testemunho que se relata a outros, por exemplo, “podem ser coisas milagrosas, até mesmo restituições, curas, eventos eloquentes de aprendizagem e crescimento espiritual”.

“Eu uso, como se sabe, acontecimentos de minha vida passada e presente, e testemunho de outras pessoas também, que demonstram a pertinência e a veracidade de nossa fé e do poder que a Igreja dispensa”, destacou Dr. Casanova, acrescentando a importância de validar o que foi dito usando a doutrina correta e a Bíblia.

4. Santo Terço

“Esta é minha arma secreta. Devemos considerar esta oração mariana de forma especialíssima. É uma devoção de muita piedade que desperta o fervor e provê muitos frutos espirituais e apostólicos”, afirmou o doutor em teologia.

Nesse sentido, recordou que “a Virgem entregou pessoalmente o terço a santo Domingo de Gusmão como uma arma poderosíssima para a conversão dos que não estavam em comunhão com a Igreja”.

Por esse motivo, recomendou “a todos, mas em especial aos que estamos em diálogo ou expostos, e a nossos pastores também, que rezem devotamente o terço todos os dias”.

“Que peça, entre outras intenções, pela conversão desses irmãos em questão, e pela nossa santificação, dos fiéis da Igreja”, concluiu.


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quinta-feira, 16 de junho de 2022

Um grande testemunho sobre a Eucaristia


Conheça o belo testemunho que o Prof. Felipe Aquino relatou em sua palestra na Canção Nova no dia de Corpus Christi de 2015

Alguns meses antes de sua morte, o Bispo Fulton J. Sheen foi entrevistado pela rede nacional de televisão: “Bispo Sheen, milhares de pessoas em todo o mundo inspiram-se em você. Em quem você se inspirou? Foi por acaso em algum Papa?”.

O Bispo Sheen respondeu que sua maior inspiração não foi um Papa, um Cardeal, ou outro Bispo, sequer um sacerdote ou freira. Foi uma menina chinesa de onze anos de idade.

Explicou que quando os comunistas apoderaram-se da China, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria, próximo à Igreja. O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo e dirigiram-se ao santuário. Cheios de ódio profanaram o tabernáculo, pegaram o cálice e, atirando-o ao chão, espalharam-se as hóstias consagradas.

Eram tempos de perseguição e o sacerdote sabia exatamente quantas hóstias havia no cálice: trinta e duas.

Quando os comunistas retiraram-se, talvez não tivessem percebido, ou não prestaram atenção, a uma menininha, que rezando na parte detrás da igreja, viu tudo o que ocorreu. À noite, a pequena regressou e, escapando da guarda posta na reitoria, entrou no templo. Ali, fez uma hora santa de oração, um ato de amor para reparar o ato de ódio. Depois de sua hora santa, entrou no santuário, ajoelhou-se, e inclinando-se para frente, com sua língua recebeu Jesus na Sagrada Comunhão. (Naquele tempo não era permitido aos leigos tocar a Eucaristia com suas mãos).

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A pequena continuou regressando a cada noite, fazendo sua hora santa e recebendo Jesus Eucarístico na língua. Na trigésima noite, depois de haver consumido a última hóstia, acidentalmente fez um barulho que despertou o guarda. Este correu atrás dela, agarrou-a, e golpeou-a até mata-la com a parte posterior de sua arma.

Este ato de martírio heroico foi presenciado pelo sacerdote enquanto, profundamente abatido, olhava da janela de seu quarto convertido em cela.

Quando o Bispo Sheen escutou o relato, inspirou-se de tal maneira que prometeu a Deus que faria uma hora santa de oração diante de Jesus Sacramentado todos os dias, pelo resto de sua vida. Se aquela pequena pôde dar testemunho com sua vida da real e bela Presença do seu Salvador no Santíssimo Sacramento então, o bispo via-se obrigado ao mesmo. Seu único desejo desde então seria atrair o mundo ao Coração ardente de Jesus no Santíssimo Sacramento.

A pequena ensinou ao Bispo o verdadeiro valor e zelo que se deve ter pela Eucaristia; como a fé pode sobrepor-se a todo medo e como o verdadeiro amor a Jesus na Eucaristia deve transcender a própria vida.

Uma sugestão…

ORAÇÃO PARA ANTES DA COMUNHÃO – São Tomás de Aquino

Ó DEUS eterno e todo poderoso, eis que me aproximo do Sacramento de Vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Impuro, venho à fonte da misericórdia; cego, à luz da eterna claridade, pobre e indigente, ao Senhor do Céu e da terra.

Imploro pois a abundância de Vossa imensa liberalidade para que Vos digneis curar minha fraqueza, lavar minhas manchas, iluminar minha cegueira, enriquecer minha pobreza, e vestir minha nudez.

Que eu receba o Pão dos Anjos, o Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores, com o respeito e a humildade, a pureza e a fé, o propósito e a intenção que convém à salvação de minha alma.

Dai-me receber não só o Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, mas também Seu efeito e sua força.

Ó Deus de mansidão, dai-me acolher com tais disposições o corpo que Vosso Filho único, Nosso Senhor JESUS CRISTO, recebeu da Virgem Maria, que eu seja incorporado a Seu corpo místico e contado entre seus membros.

Ó Pai cheio de amor, fazei que, recebendo agora o Vosso Filho sob o véu do sacramento, possa na eternidade contemplá-lo face a face. Ele que Convosco vive e reina na unidade do ESPIRITO SANTO. Amém.


ORAÇÃO PARA DEPOIS DA COMUNHÃO – São Tomás de Aquino

Eu Vos dou graças, ó Senhor Pai Santo, DEUS eterno e todo poderoso, porque sem mérito algum de minha parte, mas somente pela condescendência de Vossa misericórdia, Vos dignastes saciar-me a mim pecador, Vosso indigno servo, com o sagrado Corpo e precioso Sangue de Vosso Filho Nosso Senhor JESUS CRISTO.

E peço que esta santa comunhão não me seja motivo de castigo, mas salutar garantia de perdão.

Seja para mim armadura da fé, escudo de boa vontade e libertação dos meus vícios.

Extinga em mim a concupiscência e os maus desejos, aumente a caridade e a paciência, a humildade e a obediência e todas as virtudes.

Defenda-me eficazmente contra as ciladas dos inimigos, tanto visíveis como invisíveis.

Pacifique inteiramente todas as minhas paixões, unindo-me firmemente a Vós, DEUS uno e verdadeiro, feliz consumação de meu destino.

E peço que Vos digneis conduzir-me, a mim pecador, a aquele inefável convívio em que Vós com o Vosso FILHO e o ESPÍRITO SANTO, Sois para os Vossos Santos a luz verdadeira, a plena saciedade e a eterna alegria, a ventura completa e a felicidade perfeita.

Por CRISTO Nosso Senhor. Amém.




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terça-feira, 24 de maio de 2022

Um testemunho da poderosa intercessão de Nossa Senhora


“A prova de sua maternidade viria para mim somente quando tomei a decisão de me deixar ser seu filho”… assim afirmou Scott Hahn, ex-pastor presbiteriano.

O caminho da minha conversão me levou para o ministério presbiteriano. Ao longo dessa caminhada, tive meus momentos antimarianos a partir de uma culpa juvenil.

Meu primeiro encontro com a devoção mariana veio quando minha avó faleceu. Ela era a única católica dos dois lados da minha família, uma calma, humilde e santa alma. Como eu era o único praticamente de uma religião na família, meu pai me deu os artigos religiosos de minha avó quando de seu falecimento.

De repente, eu olhei para aquilo horrorizado. Segurei seu rosário entre minhas mãos e, à parte, arrebentei-o, dizendo: “Deus, liberte-a das correntes do catolicismo que a prendiam”. Eu quis dizer isso mesmo. Eu via o Rosário e a Virgem Maria como obstáculos que se colocavam entre minha avó e Jesus Cristo.

Mesmo quando lentamente fui me aproximando da fé Católica – atraído inexoravelmente por uma verdade após outra da doutrina –, eu não poderia aceitar para mim mesmo os ensinamentos da Igreja sobre Maria.

A prova de sua maternidade viria para mim somente quando tomei a decisão de me deixar ser seu filho. Apesar de todos os poderosos escrúpulos da minha formação Protestante – lembre-se, havia poucos anos, eu dilacerara as contas do terço de minha avó –, eu mesmo, um dia, peguei o terço e comecei a rezar. Rezei numa intenção bem específica, praticamente impossível de ser atendida.

No dia seguinte, peguei o terço e rezei de novo, e no outro dia também, e no outro, e no outro… Meses se passaram antes de eu perceber que minha intenção, uma situação praticamente impossível, tinha sido revertida desde o primeiro dia em que peguei no rosário e comecei a rezar. O meu pedido tinha sido atendido.

A partir desse momento, eu conheci minha mãe. A partir desse momento, acreditei, realmente conheci a minha casa na aliança da família de Deus: sim, Cristo era meu irmão. Sim, Ele me ensinara a rezar o “Pai-Nosso”. Agora, no meu coração, eu aceitava a Sua ordem para “receber” a minha mãe.

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Retirado do livro: “Salve, Santa Rainha”. Scott Hahn. Ed. Cléofas.
Sobre o livro SALVE, SANTA RAINHA

Assim relata o autor:

Neste livro eu gostaria de compartilhar esse conhecimento – e sua inabalável fundamentação bíblica – com muitos cristãos que me escutarão, em oração, com uma mente aberta.

Especialmente, desejo endereçá-lo aos irmãos católicos romanos, porque muitos de nós precisamos redescobrir a nossa Mãe, descobri-la pela primeira vez, ou talvez, vê-la com novos olhos. Mesmo aqueles que permanecem fiéis à Mãe de Deus podem, por vezes, fazê-lo de maneira a aprofundar seu embasamento na Escritura, dando mais sentido às suas devoções. Prendam-se a um conjunto de citações do Novo Testamento como uma espécie de último recurso mariano. Estes bons católicos, embora honrem sua Mãe, não entendem plenamente seu significado no plano divino.

Maria enche as páginas da Escritura, desde o começo do primeiro livro até o final do último. Ela está lá, no plano de Deus, no início dos tempos, assim como os Apóstolos estavam, assim como a Igreja e o Salvador; e ela estará lá no momento em que tudo for consumado.

Quem é o Dr. Scott Hahn?

Scott Hahn,tem 57 anos, nasceu em Pittsburgh, nos Estados Unidos. É casado com Kimberly Hahn, há 36 anos, com quem tem seis filhos. É bacharel em Teologia, Filosofia e Economia; e Ph.D. em Teologia Sistemática. Durante dez anos de sua juventude participou de congregações protestantes. Converteu-se à fé católica na Páscoa de 1986 (há 29 anos). Ex-pastor protestante, doutor em Sagrada Escritura, hoje é um homem apaixonado pela Igreja Católica. É autor dos livros: “Todos os caminhos levam a Roma”, cujo conteúdo é sobre a conversão e a experiência de fé vivida por ele e pela esposa, em sua caminhada cristã; “O Banquete do Cordeiro”, que traz uma nova visão sobre a Santa Missa, “Razões para crer”, um verdadeiro manual de apologética e “Salve, Santa Rainha”, um estudo sobre a mãe de Deus na Palavra de Deus. Seus livros são recomendados por mais de 10 arcebispos americanos e alguns já foram traduzidos para mais de 30 idiomas.



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terça-feira, 30 de julho de 2019

Como lidar com uma angústia sem fim?

Esse tema parece tão normal hoje em dia! Tantas pessoas, principalmente mulheres, que se vêem numa angústia sem fim, uma dor no peito que parece não ter remédio, uma tristeza que parece nunca sumir, uma fraqueza… Fraqueza da alma, do cérebro, do corpo. Já me senti assim muitas vezes. Acometida por uma doença que foi se agravando, acabei me descobrindo assim. Depressiva, enfraquecida, num estado que parece não ter solução.

Como eu saí dessa situação? Bom, precisei de ajuda. Precisei da ajuda do meu esposo, que me entendeu, levou-me ao médico, sofreu com meu sofrimento, sustentou a casa, os afazeres e o cuidado com os filhos. Precisei de ajuda da minha comunidade, que rezou por mim, visitou, ajudou e encaminhou. Precisei da ajuda médica, de remédios. Precisei de irmãos e irmãs que entendiam, profissionalmente, o que eu estava passando e me orientaram. Precisei da minha mãe, que cuidou de mim. Precisei de Deus, de oração, confissão e direção espiritual. Precisei de Bíblia, de Eucaristia. Precisei ouvir pregações, ler livros de santos. Precisei de oração. Cada pessoa é única diante de Deus.

Com este mundo tão acelerado em que vivemos, parece que chega um momento em que não conseguimos acompanhar o ritmo; então, travamos, sentimo-nos inúteis e sem condições de continuar. Sentimos que paralisa alguma coisa em nós. Somos incapazes de corresponder a tudo que parece exigir de nós, e nossa defesa é parar. Parece que todas as nossas forças já foram usadas, mas ainda não foi o suficiente; então, ficamos muito fracas. Na verdade, em muitos casos, explicou-me uma especialista, as forças acabam mesmo. O cérebro não tem mais energia para mandá-la ao corpo, por isso precisamos de ajuda médica.
Foto ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Como sair desse estágio de angústia ou não chegar nele?

Como cuidar para não cair nessa fraqueza total? Como cuidar de mim, para continuar minha missão de esposa, mãe, filha, profissional, leiga engajada na Igreja?

Quem mais me ajudou, nesse processo, foi Nossa Senhora. A ela pedia socorro, para que colocasse, em minha vida, as pessoas ou os materiais necessário para aquele tempo. Um diretor espiritual me disse uma vez ao me atender: Você está pensando demais. Sua cabeça não para. Pensamento acelerado. Já ouviu isso? Foi aí que ele me deu a seguinte tarefa: “Você vai ler, em uma semana, os quatro Evangelhos. Quando estiver com os pensamentos querendo atormentá-la, pegue a Bíblia e comece a ler. Vá lendo, seguidamente, tudo o que aconteceu nos Evangelhos até ver que já foi o suficiente. Leia uns quatro capítulos por dia”. Eu fiz uma cara de assustada. Ele disse: “Se a sua mente está vivendo algo absurdo de tantos pensamentos, o remédio tem que ser absurdo”. E disse ainda: “Lendo várias vezes os Evangelhos, fará com que tenha os pensamentos em Cristo”.

Fiz a experiência e funcionou. Fazia o que tinha de fazer e, em algum momento livre do dia, em vez de fazer alguma outra coisa, pegava a Bíblia e começava a leitura. Não sobrava espaço para os pensamentos que me atormentavam, para as coisas que eu não tinha solução, mas que eu ficava ruminando. Foi um santo remédio para esse tempo!
O exemplo dos santos

Uma outra grande ajuda foi ler histórias da vida dos santos e assistir a filmes da vida deles. Ver como investiram a vida, como gastaram seu tempo, dá-nos esperança e nos mostra que existe algo para cada um neste mundo, mas não é o “mundo todo” minha responsabilidade.

Li, por exemplo, no Diário de Santa Faustina, um trecho onde ela se encontrava como eu, num determinado momento. Ela dizia que não conseguia levantar da cama, que não tinha forças para nada. Eu li esse trecho várias vezes, que é maior do que isso, lógico. Chorei com Santa Faustina. Vi que os santos também passaram por essa “fraqueza”, por depressão, estafa. Chorava e me entregava a Deus.

Esse foi um tempo em que eu não tinha forças para rezar, então, apertando o travesseiro, o terço e, muitas vezes, a mão do meu esposo, eu dizia: “Senhor, por essa angústia e fraqueza, salvai almas agora. Salvai muitas almas. É muito ruim o que sinto, então, que não seja em vão! Salvai almas, convertei os pecadores. Santificai a mim, aos meus e a quem for preciso”.

Essa foi e é uma da minhas maiores armas. Diante do sofrimento, seja ele qual for, oferecer a Deus. Oferecer em sacrifício pela salvação das almas e pela conversão dos pecadores, como nos pediu Nossa Senhora em sua aparição em Fátima. Assim, cumprimos também o que diz na Palavra: “O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.” (colossenses 1,24)
A força da Palavra

Ler os Salmos é outro remédio ótimo. Quem me ensinou foi a Luzia Santiago, cofundadora da Canção Nova, logo nos meus primeiros anos de comunidade. Ela disse: “Comece a ler os Salmos, comece pelo Salmo 1 e vai lendo direto o 2, 3…” No momento em que você se deparar com um versículo que tem a ver com o que está vivendo, naquele dia, e sentir que, ali, Deus quer falar com você, pare, reze, chore se preciso, desabafe com Deus. No outro dia, continue daí em diante, sempre com esse propósito de parar quando a Palavra for para você.

Houve outras épocas, em minha fraqueza humana, quando os pensamentos me atormentavam e não queria pensar em nada e em nenhum problema humano para resolver; eu queria ver filmes, essa era minha fuga humana. Uma vez ou outra, faz bem, mas fazer disso o meu refúgio não era bom, começou a virar um vício, um mau hábito.

Então, com a graça de Deus, o Espírito Santo me fazia, de alguma forma, perceber que precisava me cuidar. Eu me confessava e fazia o propósito de, se realmente precisasse ver um filme para me distrair os pensamentos, que, então, eu veria só filmes cristãos e da vida dos santos. Fiz isso como penitência de Quaresma, fiz como novena (por nove dias) e em outros momentos que precisava retomar.

Assim, vamos descobrindo nossas fraquezas e o remédio espiritual para elas. Vemos que nossa vida é um caminho de lutas e retomadas. Em cada retomada, tornamo-nos mais fortes em Deus, mesmo que fracos em nossa humanidade.
A relação com Nossa Senhora

Nossa Senhora me ajudou muito! Chegou em minhas mãos o livro ‘Cura e libertação pelo Jejum’, escrito pela Ir. Emanuel2, que tem uma comunidade em Medjugorje. Ela escreve o livro contando testemunhos de pessoas que vivem o que Nossa Senhora pede em suas mensagens. Desde Fátima, Lourdes, em todos os lugares que Nossa Senhora apareceu, ela pede e continua pedindo oração, jejum, penitência, e nos mostrando o poder que isso tem em nossa vida.

Estar em sintonia com Nossa Senhora, com aquilo que o Céu tem nos revelado por meio dela, dá-me muita força e ânimo. Li também o livro de São Luiz de Monfort, da ‘Verdadeira devoção a Nossa Senhora’3. Reli as mensagens de Fátima, fiz a consagração e passei a ter Maria como minha companheira, meu socorro certo, aquela que me aproxima de Jesus e me impele a retomar cada vez que estou vacilando, esfriando, enfraquecendo. Como me ajudou Maria! Ela é um socorro certo.

Aqui, já falo do terço, de rezar o terço todos os dias. Como tenho mudado o jeito de rezar! Tenho pedido a ela a graça de rezar com o coração e tenho insistido. Como é eficaz essa oração! Contemplar os mistérios da vida de Cristo e, realmente, tomar posse do Seu amor e da Sua salvação. Ali, no terço, derramar minhas angústias, meus sofrimentos interiores e entregar todas as pessoas com as quais me preocupo! Derramar minha desatenção quando estou muito fraca, e saber que, mesmo nesses dias, ela colhe minha oração e a oferece a Jesus. Rezem o terço, minha gente! Rezem o terço!

Li uma vez, num livro, que, ao ouvir a mensagem de Nossa Senhora, nestes tempos, precisamos rezar o terço em família. Uma mulher disse: “Lá em casa, ninguém vai querer. Meu marido bebe, o filho é rebelde e a filha também”. Então, disseram àquela mulher: “Reze o terço em família, mesmo que comece com você sozinha”.

Ela fez isso. Começou a rezar o terço em família, sozinha na sala. Depois de algum tempo, a filha se juntou a ela. As duas rezaram por um bom tempo, depois o filho se juntou. Por último, depois de mais um tempo, o esposo veio. O tempo é de Deus e não nosso. É preciso dar o passo e cumprir a nossa parte, pois se nós ouvimos o chamado, nós é que respondemos primeiro. Santa Mônica rezou por 30 anos pela conversão de Santo Agostinho! Não posso desistir de rezar. Ajuda-me sempre, Virgem Maria.
Qual arma devo usar?

Partilhei, aqui, alguns momentos de luta e algumas armas que usei. Deus, que vê seu coração, vai iluminá-lo com a arma que você pode lutar em cada momento que precisar.

Se estiver tomando remédios ou precisar deles, tome-os, pois foi uma das ajuda que precisei mais de uma vez. Não se desespere, mantenha a luta na vida de oração, porque fará uma grande diferença na sua vida. E como você viu, as formas de alimentar a alma são muitas, graças a Deus. Usufrua delas!

Nossa Senhora rogue por ti!

Autora: Roseni Valdez

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Ordenado às escondidas, celebrou sua única Missa no campo de concentração


Redação da Aleteia | Jun 17, 2019

Uma das mais arrepiantes músicas que você vai ouvir: “Estou morrendo, é verdade, mas estou morrendo para estar contigo eternamente”
A trajetória do jovem padre Karl Leisner, vítima do inferno nazista e hoje beato em processo de canonização, é uma história repleta da luz de Deus no meio da escuridão do horror e da morte.

Quem resume a sua breve e intensa passagem por este mundo como sacerdote de Nosso Senhor Jesus Cristo, ordenado às escondidas em pleno campo de concentração, é outro sacerdote, também alemão, que compôs em sua homenagem a belíssima e arrepiante canção que você poderá ouvir logo abaixo.


“Era 17 de dezembro de 1944. No campo de concentração nazista de Dachau, um prisioneiro de 29 anos de idade foi ordenado sacerdote às escondidas. Apenas três meses depois da sua libertação, em 4 de maio de 1945, o pe. Karl Leisner não pôde mais resistir à sua severa tuberculose e morreu, perdoando seus carrascos. Nesta canção, eu tento imaginar o que se passava no coração dele naqueles instantes” (Pe. Albert Gutberlet, compositor e intérprete da música “Dying to be with you” – “Morrendo para estar contigo”)

O pe. Karl é o primeiro e único caso na história da Igreja de seminarista prestes a morrer que foi ordenado num campo de concentração com todo o risco adicional de uma celebração que precisava ser organizada sem que nenhum dos carcereiros se desse conta – e muito menos os superiores dos carcereiros. E foi no próprio campo de concentração que ele celebrou a sua primeira e única Santa Missa.

Acionando o vídeo seguinte, você pode ouvir a interpretação da música e acompanhar abaixo a letra em inglês e sua tradução ao português.

Dying to be with you
Morrendo para estar contigo

I was born into your friendship without a merit on my part.
The call to follow in your footsteps became the passion of my heart.
My youth, a flower I chose to give you, was crushed the day of its first bloom,
Before the blazing winds of summer choked the joy of loving you.

Eu nasci para ser teu amigo sem nenhum mérito da minha parte.
O chamado para seguir os teus passos se transformou na paixão do meu coração.
A minha juventude, uma flor que decidi te dar, foi esmagada no próprio dia em que desabrochou,
antes que os ventos ardentes do verão cortassem a alegria de te amar.

Now that you take my life away, I can feel you just a breath away from me.
I’m dying, that’s true, but I am dying to be with you eternally!
And it really takes my breath away that you should come to take me home to stay with you.
My fears are all gone, the battle is won, and legends have come true.

Agora que Tu levas minha vida embora, eu te sinto a apenas um fôlego de mim.
Estou morrendo, é verdade, mas estou morrendo para estar contigo eternamente!
E me deixa mesmo sem fôlego que venhas me buscar para ficar contigo em casa!
Meus medos se acabaram, a batalha está ganha e o que era lenda virou realidade!

Behind cold walls and thick barbed wire, a sweet and painful dream came true:
I was ordained and blessed your body, a glimpse of heaven close to you!
And with the treasures that you gave me, I lit the darkness of this place
I’ve seen smiles as clear as sunlight in the reign of deep disgrace!

Por trás dos muros frios e do grosso arame farpado, um sonho doce e doloroso se tornou real:
fui ordenado e consagrei o teu corpo… Um vislumbre do céu, perto de ti!
E, com os tesouros que me deste, iluminei a escuridão deste lugar;
vi sorrisos tão claros quanto a luz do sol no reinado da desgraça profunda!

Now death has found me ‘neath soft blankets,
my heart explodes, at last the prize is near.
I’d like the world to know how deep and overwhelming
has your presence been in cruelty, pain and fear.

Agora a morte veio ao meu encontro sob os cobertores finos.
Meu coração explode: finalmente, o prêmio está próximo!
Eu queria que o mundo soubesse o quanto a tua presença foi profunda e arrebatadora
no meio da crueldade, da dor e do medo.

Fonte: aleteia.org

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Polônia: a história do padre Michał Łos que comove o mundo

Exemplo de fé: polonês MIkhal Los,  paciente terminal ordenado sacerdote

O vídeo da primeira Missa celebrada pelo padre Michał Łos, de 31 anos, viralizou nas redes sociais, com mais de 350 mil visualizações. Paciente terminal, internado no hospital militar de Varsóvia, emitiu os votos perpétuos como Filho da Divina Providência (Dom Orione) na última quinta-feira. Foi ordenado diácono e sacerdote, graças às dispensas concedidas pelo Papa Francisco

"Nada poderá jamais me separar do amor de Jesus Cristo", disse o jovem padre Michał Łos: um verdadeiro "programa de fé" anunciado de seu leito no hospital, durante a celebração de sua primeira Missa.

Na redes sociais, sua história rapidamente deu a volta ao mundo, porque padre Michał Los está hospitalizado devido a uma doença grave que, segundo os médicos, deixa pouca esperança. E foi justamente dentro do hospital que padre Michał Łos, clérigo orionita no momento da admissão, fez sua profissão religiosa perpétua na Congregação dos Filhos da Divina Providência, unindo-se à Província "Nossa Senhora de Czestochowa".

Seu maior sonho, de fato, era poder celebrar a Santa Missa, para estar ainda mais unido a Cristo. E foi o Papa Francisco quem concedeu todas as dispensas necessárias para sua ordenação diaconal e sacerdotal, de modo a permitir que padre Michał Łos realizasse seu sonho.

Os frutos do seu testemunho

Seu testemunho de força e fé imediatamente deu frutos: muitos pacientes do Hospital do Câncer de Varsóvia, depois de terem tomado conhecimento da ordenação do padre Michał Łos, começaram a ir até seu quarto para pedir uma bênção, para se reconciliarem com o Senhor, ou apenas para sentir um pouco do conforto que somente o Senhor pode dar. E também no resto do mundo muitas pessoas, orionitas ou não, têm rezado pela recuperação de sua saúde. 

Na direção geral da Congregação, em Roma, uma chama acesa diante da imagem do beato Francisco Drzewiecki, mártir orionita em Dachau, simboliza a proximidade de toda a família religiosa e recorda precisamente uma frase de São Luís Orione: "Tudo irá reviver, se levarmos ardente nas mãos e elevado no coração o fogo da caridade de Jesus Cristo” e “amemos todos em Cristo. Sirvamos a Cristo nos pobres. Renovemos Cristo em nós e restauremos tudo em Cristo. Salvemos sempre, salvemos todos, salvemos à custa de todo sacrifício, com Paixão Redentora e com holocausto redentor.”
350.000 pessoas assistiram o vídeo de sua primeira Missa


Até mesmo o mundo da mídia e das redes sociais imediatamente "acordou" para a história de padre Michał Łos, rapidamente postada em sites, em perfis no Facebook e Instagram. São pessoas da Coreia, Índia, Japão, Quênia, Costa do Marfim, Burkina Faso, Porto Rico, Uruguai, Argentina, Chile, Brasil e quase toda a Europa. Apenas o vídeo de sua primeira Missa, foi visualizado por mais de 350 mil pessoas.

Outras informações e imagens: https://orione.pl/

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Patti Mansfield conta sobre a história de Duquesne na Festa do Jubileu - RCC 50 ANOS


Patti Gallagher Mansfield (EUA), autora do livro testemunhal, “Como em um Novo Pentecostes – o surpreendente início da Renovação Carismática Católica no mundo”, que relata a experiência do nascimento da Renovação Carismática Católica (RCC) no mundo, lançado por ocasião das Bodas de Prata da RCC (1997), testemunhou aos participantes do Jubileu de Ouro da RCC, o que aconteceu naqueles dias na casa de retiro “A Arca e a Pomba”, no Fim de Semana Histórico de Duquesne (17 a 19 de fevereiro de 1967) e de como esta experiência se perpetua até hoje.

O livro foi reeditado e lançado em edição especial nesse ano jubilar para a RCC, mas durante o testemunho, Patti quis ressaltar alguns aspectos aos participantes da Festa do Jubileu. Para Patti Mansfield o livro e o testemunho em si, formam uma história de amor, que deve ser sempre lembrada. “Eu espero que vocês não se cansem de ouvir, porque é uma história de Amor. É a história do Amor tremendo de Deus e de como Ele manifestou esse amor por nós, através deste Espírito Santo que nos foi dado”, lembrava Patti aos participantes do Jubileu.

Narrando os fatos tal como aconteceram em cada dia do retiro de Duquesne, Patti Mansfield chamou a atenção para dois aspectos em particular: o primeiro, o que Deus fez em seu coração antes do retiro e o segundo, sobre os exercícios preparatórios que fizeram antes do Fim de Semana histórico. E convidou os presentes a experimentarem as duas coisas. Patti confessou que não costuma partilhar os aspectos que ela experimentou de forma particular antes daquele retiro, mas se motivou a fazer isso hoje, na Festa do Jubileu: “E eu não costumava partilhar esses detalhes, mas se vocês também quiserem se aprofundar no futuro, nós devemos permitir que o Espírito Santo desperte em nós silêncio, oração, procura por Deus”, convidava Patti, ao lembrar que Deus a conduzia, naqueles dias, a uma busca maior de silêncio, oração e procura da vontade de Deus e da experiência pessoal com Deus. Ela recordou e exortou todos a viverem a moção dada por Deus e ministrada durante a pregação da ex-presidente do ICCRS, Michelle Moran, no primeiro dia do Jubileu: “É um chamado! É um desejo! Um profundo chamado a profundidade”.

Além do chamado a aprofundar a experiência com Deus, propôs que todos realizassem os três exercícios espirituais que os jovens fizeram em Duquesne:

1- Rezar com fé expectante, e esperar que Deus fará algo

2- Ler até o capítulo 4 do livro de Atos dos Apóstolos

3- Ler o livro “A Cruz e o Punhal”, de David Wilkerson

O retiro baseou-se em uma Assembleia penitencial, na renovação das promessas do Batismo e na experiência que tiveram na capela, dia 18/02/1967, onde todos ficaram cheios do Espírito Santo. Entre as experiências vividas pelos jovens, Patti Mansfield ressaltou que todos sentiam um profundo temor a Deus nos corações e um desejo de serem por completo deles.

No final do seu testemunho, Patti chamou Michelle Moran e Gilberto Gomes Barbosa, presidente da Frater internacional, para clamarem um Novo Pentecostes. “Fogo, Fogo, Fogo, de norte a sul, de leste a oeste, Fogo, Fogo, Fogo!”, rezavam e clamavam os seis mil carismáticos presentes no encontro. O momento foi sucedido por uma profecia, dada por Deus a Gilberto, que concluiu: “O Senhor toma a direção”. Dom Alberto Taveira confirmou e disse: “O Pai não pode deixar de conceder aquilo que é pedido em nome de Jesus”. E encerrou o momento da pregação e oração, confirmando o desejo de todos, de um Novo Pentecostes, com sua benção episcopal.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Vivia na rua entre o álcool e as drogas: agora é sacerdote e ajuda indigentes

Pe. Claude Paradis. Foto: Captura de vídeo

MONTREAL, 16 Jan. 17 / 05:00 pm (ACI).- Pe. Claude Paradis foi um indigente nas ruas de Montreal (Canadá) e vivia entre o álcool e as drogas. Agora, realiza um apostolado para ajudar tanto fisicamente como espiritualmente os indigentes, as mulheres dedicadas à prostituição e os detentos.

“A rua me levou à Igreja, e a Igreja finalmente me trouxe de volta às ruas”, disse o sacerdote ao ‘Journal Metro’.

Em dezembro do ano passado e como uma mostra da sua proximidade e solidariedade com os moradores de rua, o presbítero decidiu dormir durante todo o mês na rua e atender as pessoas com solidariedade e caridade. A sua ideia de acompanhar as pessoas nessa situação difícil deseja demostrar que é possível sair da miséria e encontrar um sentido à vida.

Além disso, quis conscientizar os cidadãos de Montreal a respeito da dura realidade dos moradores de rua, seguindo o apelo do Papa Francisco.

O Pe. Paradis fundou uma instituição chamada Notre Dame-de-la-rue (Nossa Senhora da Rua). Diariamente, especialmente nas noites, sai pelas ruas da cidade entregando comida e agasalho aos pobres, acompanhado por um dos seus colaboradores, Kevin Cardin, que também foi dependente químico, mudou de vida e agora tem uma família.

O sacerdote também administra os sacramentos, celebra a Eucaristia e inclusive preside funerais.

Esta iniciativa conta com o apoio do Arcebispo de Montreal, Dom Christian Lépine, e foi definida pela Arquidiocese como “uma presença da Igreja para consolar”. Também tem o apoio do município local.

“A nossa missão é especialmente levar consolo”, assinalou o Pe. Paradis e disse que “nós somos os que saímos ao encontro das pessoas, é como um serviço de porta em porta. Conversamos com eles, rezamos juntos antes deles voltarem para a dureza das ruas”.

O Pe. Paradis sabe o quanto é dura a vida nas ruas. Nasceu em Gaspésie, na costa de Québec, e trabalhou como enfermeiro em Cowansville. Aos 25 anos, chegou a Montreal e nunca encontrou emprego. Naquele momento, “o isolamento e o desespero começaram a entrar na minha vida”.

Teve que morar na rua e pensou em se suicidar. “Comecei a usar cocaína e logo passei ao crack”.

Em uma carta, publicada no site ‘La Victoire de l'Amour’ (a vitória do amor), o Pe. Paradis contou como foi o seu encontro com Deus.

“Tive o privilégio de encontrar a Deus em um momento no qual duvidava dele, em uma pequena rua de Montreal, abandonada pelos homens, onde não havia ninguém. Passei em frente a uma igreja antiga e entrei”.

Naquele momento, teve um encontro profundo e intenso com Deus. Percebeu que não queria morrer e quis se converter “em um homem da Igreja”. O sacerdote lutou contra seus vícios e conheceu providencialmente o então Pe. Christian Lépine, que seria nomeado Arcebispo de Montreal em 2012. Ele o ajudou a encontrar o sentido da sua vida e, finalmente, o ordenou sacerdote.

O presbítero de 57 anos rechaçou a ideia de ser pároco porque “é na rua onde eu quero estar, até a morte”.

domingo, 25 de setembro de 2016

Revista Cosmopolitan publica testemunho de uma virgem consagrada “felizmente casada com Deus”

Carmen Briceno / Foto: Facebook Carmen Briceno

DENVER, 17 Set. 16 / 09:00 am (ACI).- Esta semana a revista Cosmopolitan, dirigida ao público feminino e que com frequência promove uma imagem frívola da sexualidade, compartilhou o testemunho de Carmen Briceno em um artigo intitulado “Estou felizmente casada com Deus: Como uma virgem consagrada”.

Uma virgem consagrada é uma mulher que opta por consagrar sua virgindade a Deus e faz um voto de castidade. Não é uma religiosa, não vive em um convento nem usa um hábito. Permanece celibatária e leva uma vidanormal como qualquer pessoa: trabalha, está com a sua família e com os seus amigos, viaja e realiza diversos trabalhos apostólicos.

A publicação é o testemunho contado por Carmen. Ela começa o seu relato narrando que é filha de um diplomático, nasceu na Venezuela, mas viveu nos Estados Unidos durante quase toda a sua vida. Indicou que seu país tem uma forte tradição católica, mas que a sua família não era muito religiosa e apenas frequentava a missa aos domingos.

Quando se mudou para Virginia conheceu uma jovem cristã e “ela foi o instrumento de como queria que fosse a minha relação com Deus” porque “vi Jesus vivo nela. Pensei. Isso é o que eu desejo”.

Carmen começou a aproximar-se mais à religião católica em 2005, na Jornada Mundial da Juventude em Colônia (Alemanha), com um grupo de 20 jovens e um sacerdote. “Foi uma semana forte de oração, serviço e de encontro com o Papa. Nunca havia visto nada parecido. As pessoas falavam com amor de Deus e não tinham medo de expressá-lo”.

Foi durante a JMJ que ela sentiu o primeiro chamado à vocação. “Deus simplesmente me disse: Você dedicou o seu tempo a outros noivos, mas alguma vez pensou em mim? Por que não me dá uma oportunidade? Eu tinha que escutar. Tinha que dar uma oportunidade a Deus”.

Em seguida, voltou para os Estados Unidos e com a ajuda de um sacerdote, começou a aprofundar mais no que Deus queria para ela, começou a estudar a Bíblia e a procurar uma resposta para todas as perguntas que estavam surgindo.

“O sexo e a virgindade são presentes que você dá, não é algo que você perde. Não se trata de algo religioso; trata-se da beleza de ser humano. Relacionei melhor que a ideia de expressar o amor não se trata somente de sexo. Trata-se de querer o melhor para a outra pessoa”, assinalou Carmen.

Esta jovem considera que a virgindade é um grande presente e indicou que antes de discernir a sua vocação “queria esperar até o matrimônio, porque entendia o propósito do sexo”.

Ao princípio, sua decisão de ser uma virgem consagrada gerou uma tensão na relação dela com a família, mas depois “eles viram as mudanças que ocorriam em mim (...) viram-me profundamente apaixonada pela minha fé e assim eles começaram um processo de conversão”.

“Chamava-me a atenção a vida de uma virgem consagrada pelas suas lindas e antigas raízes, nos primeiros anos da Igreja, as mulheres faziam votos privados para pertencer completamente a Cristo e não se casar”.

“Essas eram as virgens mártires como Ágata e Lúcia que morreram por não querer casar-se com cidadãos romanos, porque já haviam feito seus votos a Deus. Viviam com suas famílias e se dedicavam a praticar obras de misericórdia em sua comunidade. Amavam tanto o Senhor que queriam entregar-se totalmente a Ele”.

Logo depois de um profundo discernimento vocacional, em 2009 Carmen tomou a decisão e fez o pedido para ser uma virgem consagrada na sua diocese. Este foi aprovado e no dia 22 de agosto deste ano, vestida de noiva e com uma aliança, se casou com Jesus Cristo. “Foi um lindo dia”, recordou.

Como virgem consagrada, Carmem leva uma vida normal. Trabalhou em uma paróquia, levou grupos de adolescentes a missões internacionais e viajou pelo mundo dando palestras a jovens.

Atualmente vive das doações que recebe em suas palestras e tem uma loja online, chamada Sacred Print, onde vende agendas decoradas com personagens católicos que ela mesma desenha.

Fonte: 

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Juliana e Marílson dos Santos com o filho Miguel.
Foto: Facebook Juliana dos Santos

RIO DE JANEIRO, 11 Ago. 16 / 07:00 am (ACI).- Marílson dos Santos e Juliana dos Santos são um casal de atletas brasileiros, católicos e que pela segunda vez disputam uma grande competição no próprio país. Em 2007, ambos foram medalhistas nos Jogos Pan-Americanos, no Rio de Janeiro, agora, voltam a competir na Olimpíada Rio2016.

Já em 2007, o casal demonstrou que sua afinidade vai muito além do atletismo e se completam como esposos que torcem um pelo outro e que confiam em Deus. Naquela época, Marílson conquistou a prata nos 10.000 metros pouco antes de Juliana entrar na pista e conquistar o ouro nos 1.500 metros.

“Pedi a Deus para que, se pudéssemos ganhar uma medalha de ouro, fosse para ela”, declarou o esportista na ocasião.

A esposa, por sua vez, retribuiu ao afirmar: “Essa medalha é do Marílson também. Ele tem sido fundamental para mim; me passou confiança, determinação. É ele que controla a minha parte emocional. Depois de ver a prova dele, como ele perdeu por tão pouco o ouro depois de batalhar o tempo todo, entrei pensando que não podia sair da pista sem o ouro, por nós dois”.

A conquista do Pan de 2007 foi a primeira ocasião em que Juliana mostrou ao mundo também a sua devoção à Virgem, ao subir no pódio carregando um terço. Esse gesto se repetiu no ano passado, quando a atleta ganhou nos 5.000 metros nos Jogos Pan-Americanos no Canadá.

“A minha vitória vem da graça de Deus e da minha entrega ao Senhor”, disse Juliana à ACIDigital na época, acrescentando que “Deus está no meio de nós. É difícil dizer que vamos expor nossa fé, erguer o terço. Mas, não podemos ter medo. É Ele quem nos dá a vitória”.

Juliana e Marílson são pais do pequeno Miguel, hoje com cinco anos. Após a conquista de 2015, a esportista deixou claro que não é fácil “ser mãe e voltar a ser atleta nesse nível”, mas ressaltou que ela e o marido querem acompanhar o filho. “Falamos que vamos ser bons atletas, mas que vamos ser bons pais também”, declarou.

Ao Grupo ACI, Juliana admitiu: “Se estou aqui hoje, é porque Deus permitiu. Vou continuar se Ele permitir, se não, serei apenas mãe”.

Esse testemunho de família, amor a Deus e devoção mariana são também expressos através das redes sociais, onde a atleta costuma postar agradecimentos aos Senhor por suas conquistas, por seu marido e filho.

Em uma das postagens mais recentes, em 6 de agosto, ela comemorou o aniversário de Marílson escrevendo que só tem que “agradecer a Deus pela sua vida e por tudo o que tem feito por nós”.

Já em outra publicação, ao agradecer a Deus pela vitória nos 3.000 metros no evento teste da Rio 2016, em maio, a atleta postou não só fotos da competição e do estádio, mas também uma imagem de um espaço preparado especialmente para Nossa Senhora, com uma estampa da Virgem, a Bíblia, seu terço e a medalha.

Na Olimpíada Rio 2016, Juliana competirá nos 3.000 metros com obstáculos, no dia 13 de agosto, e Marílson disputará a maratona no dia 21 de agosto.

Confira também:

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Testemunhos que comoveram o Papa na vigília das lágrimas

VATICANO, 05 Mai. 16 / 06:00 pm (ACI).- O Papa Francisco presidiu hoje na Basílica São Pedro a Vigília de oração “para enxugar as lágrimas” no qual escutou vários intensos testemunhos que o comoveram.

O primeiro testemunho foi o de uma família italiana de Salerno formada por Giovanna, de 48 anos, casada com Domenico desde 1995. Eles têm dois filhos, Rafaele e Chiara. Há algum tempo e quando tinha apenas 15 anos, Antonio, seu filho mais velho se suicidou.

Giovanna compartilhou o sofrimento que isto lhe causou: “Antonio também me colocou em sua tumba, minha vida, minha mente, minha alma. Nesse terrível momento somente me restava o amor de Deus… minha existência. Ele secou todas as minhas lágrimas e me fortaleceu. Este amor fez com que não me destruísse”.

Rafaele, que tinha apenas 9 anos quando ocorreu a tragédia, disse que nesse momento “me senti perdido, abandonado. Tinha muita raiva, sobretudo contra Deus, porque não podia encontrar uma razão para o suicídio do meu irmão”. Logo se afastou da Igreja, mas pouco a pouco voltou para a fé com a ajuda de seus pais.

Por sua parte, o pai, Domenico, recordou que no dia do funeral de Antonio “me sentia arrasado, confuso…. Onde foi que eu errei? Como pai, como esposo, como cristão me sentia péssimo”.

Um dia, em uma igreja, continuou, alguém que passou pela mesma experiência com uma filha o abraçou. “Nesse momento senti verdadeiramente que esse abraço vinha do céu, que era o consolo de Deus para que eu renovasse minha confiança na presença de Deus, para me abraçar a sua misericórdia”, relatou.

O segundo testemunho foi do paquistanês Kaizer Felix, que estava acompanhado pela sua família. Quando vivia a realidade da minoria católica, foi vítima “da violência brutal e da perseguição que promove a lei de blasfêmia”.

A lei de Blasfêmia no Paquistão agrupa várias normas contidas no Código Penal inspiradas diretamente na Sharia – lei religiosa muçulmana – para sancionar qualquer ofensa de palavra ou obra contra Alá, Maomé ou o Corão, pode chegar até a pena de morte. A lei é usada com frequência para perseguir a minoria cristã.

Por seu trabalho, Felix recebeu um prêmio em 2007 e foi considerado “uma ameaça para o Islã”. Quando pediu o apoio da polícia, ninguém o ajudou e finalmente teve que fugir, mudando-se para Roma, onde pouco a pouco vai construindo o seu futuro.

O terceiro testemunho foi o do italiano Maurizio Frattemico e seu irmão gêmeo Enzo, que “tinha tudo” em um certo momento: dinheiro, êxito, mulheres, embora ao final “me sentia vazio, sem sentido”.

Maurizio teve um intenso questionamento sobre sua vida em março de 2002 e agradeceu a sua mãe que chorou muito por ele, como “Santa Mônica por Santo Agustinho”. Após essa experiência na África, encontrou-se alguns dias depois com seu irmão “que estava muito alegre, diferente”.

Enzo lhe contou que tudo era por Deus e o abraçou. Maurizio comenta que “nesse abraço senti o amor que nunca me julgou nem me condenou”.

Logo depois de cada testemunho, acenderam uma vela ante o relicário da Virgem das Lágrimas de Siracusa, exposta nesta ocasião para a veneração dos fiéis na Basílica de São Pedro.

O Papa entregou em seguida a dez pessoas o Agnus Dei (antigo objeto de devoção usado nos anos jubilares desde 1470), como símbolo de consolo e esperança, abençoado por ele mesmo. De forma ovalada e elaborado com cera branca, este objeto tem a imagem do Cordeiro Pascal gravada em um lado e do outro, o logotipo do Jubileu da Misericórdia.

Entre as pessoas que o receberam estão: uma que perdeu um filho em um acidente de trânsito, outra que perdeu um familiar no trabalho, outra que perdeu seus familiares no genocídio em Ruanda e outra que esteve presa.