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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Dia da Infância Missionária: "Os últimos serão os primeiros"

Cidade do Vaticano (RV) - Na solenidade da Epifania do Senhor celebra-se também o Dia Mundial da Infância Missionária, que este ano se realiza com o tema “Os últimos serão os primeiros”. Trata-se de uma festa que pretende sensibilizar crianças e adolescentes a serem protagonistas do anúncio do Evangelho através de escolhas e estilos de vida próprios da idade deles. Entrevistado pela Rádio Vaticano, o diretor das revistas das Pontifícias Obras Missionárias, Pe. Giulio Albanese, nos explica o motivo do tema deste ano:
-“O tema faz referência ao Dia missionário mundial dos adultos, que celebramos em outubro passado, ‘Periferias, coração da missão’. Trata-se aí de ajudar as crianças e adolescentes a compreenderem a lógica das Bem-aventuranças, o mundo invertido de Deus. Se fôssemos nós a escrever as Bem-aventuranças, certamente não as teríamos escritas assim: teríamos escrito ‘bem-aventurados aqueles que estão bem, que não têm problemas’... Digamos que esta inversão – por assim dizer – narrativa serve para ajudar as crianças e adolescentes a compreenderem aquilo que lemos no Livro dos Atos dos Apóstolos, um entre aspas atribuído a Jesus que não encontramos nos Evangelhos, mas, de fato, nos Atos dos Apóstolos: na vida, no fundo, há mais alegria em dar do que em receber. Portanto, ser cristãos significa vencer o próprio egoísmo, significa, em primeiro lugar e sobretudo, ficar do lado dos pobres, daqueles que vivem nos alagados da história.”

RV: Concretamente, o que se faz neste Dia da Infância Missionária?

Pe. Giulio Albanese:- “Em primeiro lugar é um momento de oração no contexto da celebração eucarística dominical: ajudar as crianças e adolescentes a compreenderem que a oração é a primeira forma de contemplação. Há, porém, um segundo aspecto muito importante, que é o da coleta de fundos: ela serve a ajudá-los a entender que é preciso aprender a dividir o pão, o pão que encontramos todos os dias em nossas mesas. A dimensão da partilha é fundamental, a solidariedade. Há, ainda, um terceiro aspecto, que não se pode esquecer, que é o vocacional: indubitavelmente nestes últimos anos houve uma diminuição consistente do número dos missionários ‘ad gentes’ italianos e isto, num certo sentido, significa que também houve um esfriamento da dimensão ‘ad gentes’ e, portanto, o Dia da Santa Infância serve para ajudar as crianças e adolescentes a entenderem que a nossa fé, em primeiro lugar e sobretudo, deve ser testemunhada, e que é preciso rezar ao Senhor da messe ‘para que – como diz Jesus mesmo – mande operários para trabalhar pela causa do Reino.” (RL)

sábado, 27 de setembro de 2014

Jaraguá do Sul (SC) realiza Congresso da Infância e Adolescência Missionária


A Infância e Adolescência Missionária (IAM) da comarca de Jaraguá do Sul (SC) realizou no dia 20 de setembro, o seu 4º Congresso. O evento reuniu na paróquia Nossa Senhora das Graças em Jaraguá do Sul, cerca de 300 crianças e adolescentes provenientes de seis paróq uias. Durante a programação cada grupo teve a oportunidade de apresentar um musical, teatro ou dança com temas missionários.

O Congresso contou com a presença também do padre Lindolfo Neves, representantes da Equipe da IAM do Regional Sul 4 (Santa Catarina), membros da Juventude Missionária (JM) de São Francisco do Sul e Rio do Sul (SC).

Momento marcante foi o testemunho da missionária Comboniana, Irmã Giane Kirschbauer que em outubro próximo partirá em Missão para Moçambique, África.

Segundo a assessora local da IAM, Sheila Cristine, “o Congresso da comarca é aguardado com muita ansiedade todos os anos, pois é um momento onde os assessores, pais e principalmente crianças e adolescentes nos reunimos para mostrar a todos, como é bom fazer parte da Infância e Adolescência Missionária”. A assessora afirma que é uma oportunidade para que os grupos se confraternizem com todos os outros membros. “Quem participa quer sempre voltar”, finaliza.

Informações da IAM Jaraguá do Sul (SC).

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Como preparar o Natal?

Quatro semanas preparam o Natal. A Palavra de Deus nos indica o caminho. Ao longo do caminho encontramos o profeta Isaías, o precursor João Batista, a mãe Maria com seu esposo José: todos vão a Belém, e é para lá que eles nos levam. Com eles, vamos ao encontro de Jesus. Na caminhada, há muita coisa a abandonar, há obstáculos a superar, buracos a cobrir, elevações a aplainar…

Primeiro domingo do Advento – Palavra de Deus por boca de Isaías. Façamos nossa sua prece: “Nunca se ouviu dizer nem chegou aos ouvidos de alguém, jamais olhos viram que um Deus, exceto Tu, tenha feito tanto pelos que nele esperam… Senhor, Tu és nosso pai, nós somos barro; Tu, nosso oleiro, e nós todos, obra de tuas mãos” (Isaías 64,3.7).

Sim, o nosso Deus é um Deus que vem ao nosso encontro, é um Deus-conosco. Ele ama suas criaturas, particularmente os seres humanos, feitos à sua imagem e semelhança. Não somos nós que vamos a ele, é Ele que vem a nós. Como vem a nós? No seu Filho Jesus. Tudo, pois, se resume em acolher Deus que vem a nós na pessoa de Jesus. Nesse sentido, podemos aplicar a nós as palavras de Jesus nesse primeiro domingo do Advento: “Cuidado! Ficai atentos, porque não sabeis quando chegará o momento” (Marcos 13,33). Quem “dorme”, quem não vigia, não se encontra com Jesus no Natal!

Segundo domingo do Advento – Isaías é acompanhado por João Batista, o precursor. Isaías levanta a voz e grita: “Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus. Nivelem-se todos os vales, rebaixem-se todos os montes e colinas; endireite-se o que é torto e alisem-se as asperezas” (Isaías 40,3-4).

João Batista faz eco a Isaías: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas” (Marcos 1,3). São Pedro nos exorta: “O Senhor não tarda a cumprir sua promessa… Ele está usando de paciência para convosco. Pois não deseja que alguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se” (2 Pedro 3,9). Quem não “endireita” os caminhos tortos da vida não celebra o Natal.

Terceiro domingo do Advento – Retornam os profetas Isaías e João Batista. A vinda do Senhor é motivo de alegria: Ele vem nos salvar! Quem é Ele? Aquele do qual Isaías profetizou: “O espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa-nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para o que estão presos; para proclamar o tempo da graça do Senhor” (Isaías 61,1-2).

Sim, o Salvador é só Jesus. João Batista não é o Messias. O precursor é sincero: “Eu não sou o Messias… No meio de vós está aquele que vós não conheceis” (João 1,20.26). O Deus que vem a nós é Jesus, mas é preciso que nós o procuremos. Encontrando-o, encontramos a alegria. Por isso, São Paulo exclama: “Irmãos, estai sempre alegres!” (1 Tessalonicenses 5,16). “Jesus, alegria dos homens”: conhece a cantata de Bach? Quem não encontra em Jesus a verdadeira alegria não celebra o Natal.

Quarto domingo do Advento – Deus que, em Jesus, vem ao nosso encontro é o Rei dos séculos. Ele vem através do seio de Maria, sua Mãe. o somos levados até a soleira da porta de Belém. Palavra do profeta Samuel a Davi: “Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho” (2 Samuel 12.14).

Palavra do arcanjo Gabriel a Maria: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberá e dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre… e o seu reino não terá fim” (Lucas 1,30-33). Quem, no caminho para Belém, não acompanha – ou não se faz acompanhar por – Maria, Mãe de Jesus, não celebra o Natal. É com Maria que vamos a Jesus. E Jesus é o Natal!

Dom Hilário Moser, SDB

domingo, 4 de agosto de 2013

IAM do Brasil visita Moçambique e realiza formação de assessores

Por Assessoria de Imprensa 
03 / Ago / 2013 11:35


O secretário nacional da Obra da Infância e Adolescência Missionária (IAM), padre André Luiz de Negreiros e a coordenadora estadual da IAM do Paraná, Elaine Machado viajaram para Moçambique onde realizam encontros de formação para assessores e líderes de grupos de IAM em algumas dioceses. A cooperação faz parte do apoio que as Pontifícias Obras Missionárias (POM) do Brasil vêm dando ao trabalho nas missões naquele país da África austral.

O primeiro encontro de formação aconteceu na região norte, na diocese de Nampula que, entre os dias 31 de julho e 2 de agosto, reuniu 54 assessores de sete paróquias daquela diocese. “Percebemos o comprometimento desses assessores em atuar como IAM, mesmo em meio a tantas dificuldades. Existe uma vontade imensa de formação e das visitas da equipe de coordenação. Isso revela uma vida de testemunho”, explica Elaine Machado em relato feito por email sobre os trabalhos em curso. “Em Nampula aconteceu uma partilha muito rica onde pudemos ouvir seus anseios e seus desafios”, complementa.


As dificuldades enfrentadas pelas lideranças não os desanima. “Uma vida sem dificuldades não vale a pena ser vivida” comenta Danilo José Daniel, assessor da IAM na paróquia São Pedro que, juntamente com os colegas manifesta o desejo de conhecer o trabalho da Obra no Brasil.

O encontro foi assessorado pelo padre André que desenvolve vários temas relacionados à história, carisma, metodologia e espiritualidade da IAM a exemplo do que vem sendo feito no Brasil. A alegria é contagiante e as crianças em suas apresentações declamaram poemas e cantos saindo do fundo de seus corações o que demonstra uma amizade muito grande com Jesus. Nas celebrações os cantos são muito afinados e cantam com a alma.

     
                            
Entusiasmando, o diretor nacional das POM em Moçambique, padre Atanásio Camira, comenta: “O futuro da Igreja está nestas flores que são as crianças, sua fé é contagiante, pois têm Jesus em seus corações”. Para Aniceto César, assessor da IAM na paróquia São José, “ser assessor é querer ser criança para ver o irmão crescer”, diz.

Aconteceu ainda uma reunião com a equipe de coordenação da diocese de Nampula que contou com a presença do diretor das POM nacional. Padre Leonel Toledo, IMC, coordenador da IAM na diocese está muito motivado com o trabalho e também com o apoio das POM do Brasil. “É importante para nós aprender e realizar a IAM, ressaltando o carisma da Obra, pois as crianças de hoje serão as lideranças de amanhã”, avalia.

                                                                           

Numa visita, o bispo de Nampula dom Tomé Makhwéliha disse que a IAM na diocese está pegando fogo. “Estamos muito contentes pelas crianças que garantem o futuro da Igreja e que desde cedo estão se conscientizando para serem missionários, graças ao esforço dos assessores que, muito empenhados estão levando a mensagem de Jesus a elas”, destacou.

Moçambique conta com pelo menos 200 missionárias e missionários brasileiros atuando em diversas frentes da missão. Durante a visita, padre André e a leiga Elaine Machado estão se encontrando com algumas comunidades como a da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, fundada pela Santa Madre Paulina.

“Nossos agradecimentos aos padres Scalabrinianos, Remildo Boldori e Rodenei Sierpinski, ambos brasileiros e a leiga missionária, Daniela Gamarra do Regional Sul 3, que aqui nos acolheram e estão nos acompanhando em todos os lugares. É muito bom saber que juntos podemos fazer com que Jesus seja conhecido e amado”, ressalta Elaine.

Nos próximos dias, de 3 a 7 de agosto, a o mesmo trabalho será feito na cidade de Cuamba, na diocese de Lichinga.

sábado, 1 de junho de 2013

Juventude Missionária

A Juventude Missionária (JM/POM) é parte da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, Obra fundada por uma leiga, Paulina Maria Jaricot (1799-1822), em 3 de maio de 1822, em Lyon (França), tornando-se Obra Pontifícia, isto é, do Papa e da Igreja universal, em 1922, sendo hoje uma das quatro Pontifícias Obras Missionárias (POM).

A JM visa despertar, ativar, formar e manter o espírito missionário universal dos jovens, ajudando-os a realizar a Missão, em âmbito local e universal. No Brasil existem outros grupos de Juventude Missionária que não estão vinculados às POM, que são acompanhados por movimentos, congregações religiosas, etc, possuindo, portanto, outra orientação e metodologia.

A JM animada pela Propagação da Fé surge como fruto da Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária (IAM), fundada em 1843 pelo bispo D. Carlos de Forbin-Janson (1785-1844), em Paris (França).

Com o passar do tempo, as crianças da IAM cresceram e tornaram-se jovens desejosos de continuar vivendo a experiência de grupo e espiritualidade da Missão universal e sua metodologia. Surge então a Juventude Missionária, que em poucos anos se espalhou e continua a se espalhar por todas as regiões do país. Mas são também muitos os jovens que, mesmo não tendo feito a experiência da IAM, sentem-se atraídos pelo carisma da JM, que é a Missão universal, tornando-se também eles, Jovens Missionários.


A METODOLOGIA
- A idade proposta para os integrantes dos grupos de JM é de 15 a 25 anos.

- O número de participantes ideal por grupo é de 12, podendo chegar a 20.

- A metodologia proposta é a das quatro áreas integradas: Realidade Missionária (ver); Espiritualidade Missionária (iluminar); Compromisso Missionário (agir); Testemunho Missionário (celebrar e avaliar);

- A JM promove a participação nas ações missionárias (formação) aquém e além-fronteiras.

- Os jovens que não possuem caminhada missionária e que queiram inserir-se no grupo da JM deverão passar por um processo de formação e integração que lhe esclareça o carisma do grupo do qual irão participar.

- O grupo de JM reunir-se-á semanalmente.

- O grupo da JM deverá escolher entre seus membros um coordenador, e deverá buscar apoio de um assessor.

O ASSESSOR
- O assessor deverá ser o elo entre o grupo e a comunidade eclesial.

- O assessor não é membro do grupo, mas o orienta e garante o carisma do mesmo.

- Um assessor pode dar acompanhamento a um ou a mais grupos.

- Tenha uma experiência de vida missionária.

O COORDENADOR
- O coordenador é responsável pela animação e organização das atividades do grupo.

- O coordenador faz parte do grupo e deverá ser eleito anualmente pelos próprios colegas.

PERFIL DO JOVEM MISSIONÁRIO
1. Possui o sentido de pertença às Pontifícias Obras Missionárias (POM), as conhece, as difunde e está disposto a levar a outros a dimensão missionária que elas oferecem.

2. Descobre sua vocação missionária que o leva a viver plenamente, a universalidade do mandato missionário de Cristo (cf. Mt. 28,16).

3. Possui una experiência viva e profunda de Cristo, está disposto a dá-lo a conhecer àqueles que não o conhecem.

4. A exemplo de Maria vive e anuncia a Boa Nova da Salvação.

5. Tem visão universal, disposto a cumprir o mandato de Cristo “Vão e anunciem o Evangelho a todos os povos” (Mt. 28) e assim fazer possível que chegue a todas as pessoas.

6. É capaz de conhecer, aceitar e transformar sua realidade pessoal e social à luz do Evangelho.

7. Vive um processo de crescimento e formação integral missionário.

8. Assume responsavelmente seu compromisso missionário como batizado.

9. É testemunha autentica de vida a partir de uma espiritualidade sacramental centrada na Eucaristia, como fonte e ponto de chegada da missão.

10. Caminha participando da missão da Igreja, vivendo a riqueza da fraternidade a exemplo do testemunho das primeiras comunidades cristãs.

11. Ama sua cultura, respeita e valoriza a dos outros.

12. Com sua alegria, simplicidade e responsabilidade é testemunha de esperança, capaz de assumir novos desafios em um mundo em constante mudança.

A IDENTIDADE DA JUVENTUDE MISSIONÁRIA
- A JM deverá estar engajada na caminhada eclesial (pastoral de conjunto).

- A JM não é um movimento nem uma pastoral, é um grupo de jovens missionários vinculados à Obra Pontifícia da Propagação da Fé.

- A Obra Pontifícia da Propagação da Fé poderá viabilizar projetos para o envio de jovens à Missão além-fronteiras.

- A JM seja reconhecida e faça parte do COMIPA/COMIDI/COMIRE.

- Os frutos da cooperação missionária destinam-se à animação missionária além-fronteiras.

- Faz parte da espiritualidade da JM a oração, o sacrifício, a solidariedade concreta.

- O grupo da JM deverá buscar sua auto-sustentação financeira.

- Os padroeiros são Francisco Xavier e Santa Teresinha do Menino Jesus.



QUEM PODE PARTICIPAR?
Qualquer jovem que esteja disposta conhecer e aceitar o perfil dos membros da Juventude Missionária.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Cartaz comemorativo dos 170 anos da IAM

Com a Santíssima Trindade, Diocese de Campina Grande (PB), abre o ano da IAM


Na solenidade da Santíssima Trindade, grande festa Cristã, a Igreja do Brasil abriu o Ano da Infância e Adolescência Missionária. Em todas as Dioceses do Brasil, aconteceu a primeira Jornada Nacional da IAM. A Diocese de Campina Grande viveu este momento numa belíssima celebração no dia 26 de maio, às 10h, na Catedral de Nossa Senhora da Conceição.

Representações das paróquias, Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - Bodocongó, Nossa Senhora do Carmo – (Puxinanã), Nossa Senhora da Conceição – Pocinhos, Imaculado Coração de Maria e Sagrado Coração de Jesus, São Cristovão e Santa Rosa de Lima. Todos representados pelas crianças da Infância e Adolescência Missionária e seus assessores.

A Pontifícia Obra da IAM foi fundada por Dom Carlos de Forbin Janson, Bispo de Nancy na França em 1843, tem como finalidade suscitar o espírito missionário universal das crianças e adolescentes desenvolvendo seu protagonismo na solidariedade e na evangelização e, por meio delas em todo o povo de Deus: Ajudar as crianças por meio das crianças” ou criança evangeliza e ajuda criança, foi o grande lema do Bispo fundador.

Com a graça de Deus continuaremos a missão com as crianças da IAM. Nosso objetivo é crescer e implantar a IAM em toda a nossa Diocese.

Pela equipe de Coordenação, Ir. Maria Augusta

domingo, 26 de maio de 2013

O que é a Infância e Adolescência Missionária?

A Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária (IAM) foi fundada por Dom Carlos Forbin-Janson, Bispo de Nancy, França, em19 de maio de 1843.

Carlos Forbin Janson sempre se interessou muito pela realidade e evangelização dos povos. Já na adolescência manteve estreita ligação com os missionários da China. Seu desejo era ir à China e ser missionário com os missionários.

Era frequente receber cartas como estas, da qual copia­mos estas passagens:

“Encontro-me rodeado, mesmo sem saber como, de uma dezena de crianças, umas de peito, outras de dois, três, quatro anos de idade, algumas cobertas de sarna, outras, de feridas. Os pobrezinhos já não têm o que comer e se cansam de chorar. É preciso conseguir comida para eles, e pagá-la... Enquanto isso, para não morrerem de fome, vejo-me obrigado a preparar-lhes eu mesmo um prato de farinha e açúcar, depois tento arranjar-lhes roupa, medicá-los, lavá-las, dar-lhes um teto, enfim, fazer às vezes de uma mãe... Deus concede-me As forças para sustentar tantas crianças, mas, se u não for ajudado com alguma esmola, morrerei com eles”. "(...) falando de batizados, refiro-me a adultos. Na realidade, balizamos muitas crianças que são expostas diariamente nas ruas (...). Para nós, uma das primeiras preocupações é mandar todas as manhãs nossos catequistas para todos os arredores da cidade e batizar as crianças que ainda estão vivas. De 20 a 30 mil que são expostas cada ano, nossos catequistas conseguem batizar cerca de três mil".

De posse de informações a respeito do sofrimento de milhares de crianças, o bispo teve a inspiração de convocar as crianças católicas para se organizarem com o objetivo de prestar socorro às crianças nas mais tristes situações.

Como fazer? Dom Carlos conversou com Paulina Jaricot. Ela, quando jovem, tinha dado início à Obra da Propagação da Fé. Ouvindo o plano de Dom Carlos, apoiou a ideia dele, definiu essa iniciativa como "Obra da Propagação da Fé para as crianças". Ela mesma expressou seu desejo de se alistar como primeira associada para a divulgação da Obra.

Era preciso fazer alguma coisa: Dom Carlos Forbin Janson resol­veu convocar as crianças para socorrer as crianças. Propôs às crianças da França que ajudassem outras crianças, recitando uma Ave Maria por dia e doando um dinheiro por mês; assim surgiu a Pontifícia Obra da Infância e Adolescência Missionária.

Era, sem dúvida, a primeira vez que na história da Igreja se confiava às crianças um papel missionário específico: salvar as crianças inocentes, para fazer delas pequenos discípulos missionários.

Embora tenha nascido para socorrer a triste situação das crianças chinesas, logo abriu seus horizontes para o mundo inteiro. O resgate, o batismo, o sustento e a educação das crianças dos povos que não conhecem Jesus Cristo foram, desde o início, os objetivos da Infância e Adolescência Missionária. Um plano ambicioso: prestar todos os socorros materiais, morais, intelectuais e religiosos de que necessitam as crianças de todos os lugares, culturas, raças e crenças.

Dom Carlos tinha em mente visitar uma após a outra as nações da Europa, pregando esta nova cruzada de batismo, educação e resgate das crianças chinesas, e, uma vez garantida a Obra, embarcar ele próprio para aquele país, onde esperava que Deus lhe desse a graça de misturar seu sangue ao sangue dos outros mártires. Mas, esgotado com tanta atividade, sua saúde não resistiu, enquanto sua Obra se ia difundindo. No dia de sua morte repentina, em 11 de julho de 1844, a Obra da Santa Infância estava estabelecida em 65 dioceses. Hoje a IAM está presente em todos os continentes, em mais de 130 países.

EM 1922, o Papa Pio XI a declarou Pontifícia, isto é, do Papa, e, portanto, de toda a Igreja, juntamente com as obras missionárias da Propagação da Fé e de São Pedro Apóstolo, às quais uniu-se, em 1956 (Pio XII), a União Missionária, constitui-se as Pontifícias Obras Missionárias. No Brasil, ela foi trazida por missionários franceses, em 1958. A partir de 1993, nas comemorações dos 150 anos de fundação, sua "chama ainda fumegante" readquiriu novo ardor, organizando-se e difundindo-se em todo o país.

Em 2003, por ocasião dos 160 anos da fundação da Obra Pontifícia da Infância Missionária, Sua Santidade, o Papa João Paulo II enviou às crianças do mundo inteiro uma mensagem. Nela, entre outras coisas, recordava:

" Na primeira metade do século 19, a Europa viveu uma grande expansão missionária, e a Igreja, consciente do potencial missionário da infância, começou a pedir a elas que se tornassem protagonistas no anúncio do Evangelho às outras crianças. (...) Em pouco tempo, esta iniciativa missionária de apoio material e espiritual ultrapassou as fronteiras da França e espalhou-se por outros países..."

Por que Infância?
Porque os protagonistas são as crianças e adolescentes, que se dedicam em favor das crianças do mundo inteiro, independentemente da cultura, raça ou religião. O nome “Infância e Adolescência Missionária” vem de uma devoção existente então na França: a infância do Menino Jesus. Por isto surgiu com o nome de “Santa Infância”.

Por que Missionária?
É missionária porque educa as crianças no crescimento da fé, inserindo-as nas atividades missionárias numa dimensão universal. Pelo compromisso do batismo, vivem concretamente a experiência da partilha da fé e seus bens com todas as crianças do mundo.

Por que é uma Obra Pontifícia?
Porque se diferencia de uma atividade apostólica transitória. Sua organização, a presença em todo o mundo, pelo seu testemunho e eficiência, tendo sido aprovada e assumida pelo Papa (Pio XI) como Obra evangelizadora a serviço de toda a Igreja.

Qual a sua finalidade?
Tem como finalidade suscitar o espírito missionário universal nas crianças, desenvolvendo-lhes o protagonismo na solidariedade e na evangelização e, por meio delas, em todo o Povo de Deus: "Crianças ajudam e evangelizam crian­ças". São crianças em favor de outras crianças.

Tomando como exemplo a vida de Jesus e de seus discípu­los, a Infância Missionária tem em Maria, a mãe de Jesus, uma fiel testemunha da autêntica ação evangelizadora. Inspira-se tam­bém em São Francisco Xavier e Santa Teresinha do Menino Jesus, Padroeiros das Missões. Ambos viveram ardentemente o carisma missionário universal, doando suas vidas pelo anúncio do Evangelho.

Objetivos
O fato de salvar da morte certa e dar-lhes oportunidade de sobreviver e serem batizadas fez com que o novo projeto de Dom Carlos despertasse a simpatia e acolhida, enquanto expressão de caridade cristã e solidariedade universal.

Assim foram definidos seus objetivos pelo fundador:
- salvar as crianças da miséria e da morte;
- batizá-las e educá-las como cristãs;
- prepará-las para serem apóstolos de outras crianças orientando-as na vocação e profissão.

Desde a segunda metade do século 19 até os nossos dias, graças à atividade de educadores com espírito missionário, centenas de milhares de crianças foram sensibilizadas e comprometeram-se nesse movimento de solidariedade universal.

Uma Obra aberta ao mundo inteiro
Embora a Obra tenha nascido para socorrer a triste situação das crianças chinesas, logo abriu seus horizontes para o mundo inteiro. O resgate, o batismo, o sustento e a educação das crianças dos povos que não conhecem Jesus Cristo foram, desde o início, os objetivos da Infância e Adolescência Missionária. Um plano ambicioso: prestar todos os socorros materiais, morais, intelectuais e religiosos de que necessitam as crianças de todos os lugares, culturas, raças e crenças.

"Pertencer à Infância Missionária, mais que a um simples grupo,é um compromisso muito sério"!

(Clarissa - IAM de Cairu, BA).