ANO B - DIA 10/01/2014 - Tempo do Natal após a Epifania (branco)
"É necessário que ele cresça e eu diminua"
Jesus e seus discípulos foram para a região da Judeia. Ele ficava lá com eles e batizava. João também estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. [...] Surgiu então, da parte dos discípulos de João, uma discussão com um judeu, a respeito da purificação. Eles foram falar com João: “Mestre, aquele que estava contigo do outro lado do Jordão, e de quem tu deste testemunho, está batizando, e todos vão a ele”. João respondeu: “Ninguém pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu. Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Cristo, mas fui enviado à sua frente’. Quem recebe a noiva é o noivo, mas o amigo do noivo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria, quando ouve a voz do noivo. [...] É necessário que ele cresça, e eu diminua”.
COMENTÁRIOS
"A missão do Batista"
Nosso texto é a sequência do diálogo de Jesus com Nicodemos, que é uma verdadeira catequese batismal. A notícia de que Jesus batizava e, mais adiante, a sua correctio, revelam uma disputa entre os discípulos de Jesus e os de João Batista. Talvez os discípulos de João não estivessem convencidos de que ele não era o Messias. Este trecho do evangelho tem dupla finalidade: dirimir um equívoco e esclarecer o específico da missão de João Batista em relação à de Jesus. Já no prólogo do evangelho se afirma que João não era a Luz, mas testemunho da Luz verdadeira. João Batista é consciente de sua missão de precursor e de testemunha; por isso, a atividade de Jesus e de seus discípulos não desperta em João nenhum ciúme ou inveja. Ao contrário, a presença de Cristo, o “noivo”, dá a João a alegria de contemplar a promessa feita ao longo de todo o Antigo Testamento sendo realizada. Com o surgimento da Luz verdadeira, o ministério de João Batista chega ao fim – é o que significa a afirmação “é necessário que ela cresça e eu diminua”.
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