Paris, 9. Mais de cem milhões de cristãos no mundo padecem discriminações, perseguições e violências. A situação é particularmente grave no Próximo e Médio Oriente, onde se assiste a um autêntico êxodo: no Iraque só ficaram 300.000 cristãos. Antes da guerra de 2003 eram mais de um milhão. O avanço do chamado Estado islâmico na planície de Nínive, no Verão de 2014, obrigou à fuga um milhão e meio de pessoas, na maioria cristãos.
Como explicou o ministro dos Negócios estrangeiros francês, Laurent Fabius, a estratégia elaborada inclui quatro pontos: antes de tudo, o compromisso comum para não deixar que desapareça «a diversidade milenária do Médio Oriente sem reagir»; a ajuda humanitária será intensificada para fazer face às necessidades dos refugiados em países como Líbano, Jordânia, Turquia, e Iraque; as diplomacias concernidas pedirão ao Conselho de segurança da Onu que «explore a via da denúncia» dos crimes mais graves no Tribunal penal internacional; finalmente, foi anunciada uma «cooperação interparlamentar» para a adopção e a aprovação de leis que «tenham como prioridade os direitos humanos, incluindo a liberdade religiosa».
Fonte: www.osservatoreromano.va
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