Ano B - DIA 05/11/2015
31ª semana do Tempo Comum (verde)
"A misericórdia de Deus"
Todos os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus e os escribas, porém, murmuravam contra ele. “Este homem acolhe os pecadores e come com eles”. Então ele contou-lhes esta parábola: “Quem de vós que tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? E quando a encontra, alegre a põe nos ombros e, chegando em casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’. Eu vos digo: assim haverá no céu alegria por um só pecador que se converte, mais do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende a lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente até encontrá-la? Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido! Assim, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.
Comentários
"A alegria de Deus está em encontrar quem se perdeu"
A murmuração dos escribas e dos fariseus os impede de entrar no mistério de Deus revelado em Jesus. O capítulo quinze do evangelho de Lucas é uma sucessão de três parábolas de misericórdia. As três parábolas constituem a resposta de Jesus à murmuração dos fariseus e dos escribas acerca da refeição que Jesus fazia com os publicanos e pecadores. Ao contrário de Lc 5,29-32, que situa a refeição na casa de Mateus, aqui, em nosso texto, não se diz nada a respeito do local. No Antigo Testamento, Deus é o pastor que procura a ovelha que se perdeu (Ez 34,16). Incansável e pacientemente, ele procura a ovelha que se perdeu. Deus deixa as noventa e nove em segurança e vai atrás da que se perdeu até encontrá-la. As duas parábolas nos ajudam a compreender que Deus não desiste do ser humano. A alegria de Deus está em encontrar quem se perdeu; na conversão do pecador. Se Jesus acolhe os pecadores e come com eles, é porque ele é a “imagem do Deus invisível”; seu comportamento está enraizado no modo como Deus age.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj
Fonte: www.paulinas.org.br
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