Nesta Segunda-feira do Anjo, Leão XIV rezou a oração do Regina Caeli e refletiu sobre o Evangelho que relata um contraste de interpretações sobre a vitória de Cristo sobre a morte: o anúncio da verdade, através das mulheres, e o da mentira, pelos guardas subornados, que fala muito sobre "o valor do testemunho Cristão". "A Páscoa de Cristo significa dar nova voz à esperança" sobretudo aos oprimidos pela maldade. Papa também recorda Francisco, que faleceu na segunda-feira de Páscoa de 2025.
Andressa Collet - Vatican News
“Queridos irmãos e irmãs, Cristo ressuscitou! Feliz Páscoa! Esta saudação, repleta de maravilha e alegria, irá acompanhar-nos durante toda a semana. Ao festejar o dia novo que o Senhor fez para nós, a liturgia celebra a entrada da criação inteira no tempo da salvação: o desespero da morte é eliminado para sempre, em nome de Jesus.”
Assim o Papa Leão XIV começou a alocução antes da oração do Regina Caeli, que se reza ao invés do Angelus a partir desta Segunda-Feira do Anjo até o final da Páscoa, no dia de Pentecostes. Neste 6 de abril, o Pontífice junto aos cerca de 8 mil fiéis presentes na Praça São Pedro fizeram memória aos anjos, servidores e mensageiros de Deus. Em especial, ao Anjo que, no sepulcro, anunciou às mulheres que Jesus tinha ressuscitado. Aquelas mulheres descritas pelo Evangelho de hoje (Mt 28, 8-15), as primeiras que anunciaram a vitória de Cristo sobre a morte. Mas o Papa comentou que a Palavra de Deus também traz o relato dos guardas, que foram subornados pelos chefes do sinédrio (v. 11-14), com a versão de que Jesus "não ressuscitou, mas o seu cadáver foi roubado. A partir de um único dado, o túmulo vazio, surgem duas interpretações: uma é fonte de vida nova e eterna, a outra de morte segura e definitiva", refletiu o Pontífice. Esse contraste fala muito "sobre o valor do testemunho cristão e sobre a honestidade da comunicação humana".
Dar nova voz à esperança diante das guerras
A "narrativa da verdade é ofuscada pelas fake news, como se diz hoje, ou seja, por mentiras, insinuações e acusações infundadas", continuou o Papa, mas aos invés de permanecer escondida, "vem ao nosso encontro, viva e resplandecente, iluminando as trevas mais densas", como aconteceu com as mulheres ao chegarem ao sepulcro. Sem medo, Jesus se torna para elas e para o mundo "a boa nova": "a Páscoa do Senhor é a nossa Páscoa, a Páscoa da humanidade, porque este homem, que morreu por nós, é o Filho de Deus, que deu a sua vida por nós", afirmou o Papa, ao encorajar ao anúncio pascal quem hoje vive em meio à destruição das guerras:
"Caríssimos, como é importante que este Evangelho chegue sobretudo aos oprimidos pela maldade, que corrompe a história e confunde as consciências! Penso nos povos atormentados pela guerra, nos cristãos perseguidos por causa da sua fé, nas crianças privadas de instrução. Anunciar, em palavras e obras, a Páscoa de Cristo significa dar nova voz à esperança, caso contrário será asfixiada às mãos dos violentos. Na verdade, quando é proclamada no mundo, a Boa Nova ilumina qualquer tipo de sombra, em todos os tempos."
Cerca de 8 mil pessoas rezaram com o Papa a oração do Regina Caeli na Praça São Pedro (@Vatican Media)
Leão XIV recorda o Papa Francisco
Ao final da reflexão, os pensamentos do mundo e do próprio Leão XIV se voltaram a 2025 com a despedida do Papa Francisco: o Pontífice argentino faleceu no início da manhã da Segunda-feira do Anjo. Era 21 de abril quando o anúncio foi dado, com pesar, direto da Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano. E Leão XIV convidou todos os fiéis a rezarem em sua memória:
“À luz do Ressuscitado, recordemos hoje com especial carinho o Papa Francisco, que na segunda-feira de Páscoa do ano passado entregou a sua vida ao Senhor. Ao fazermos memória do seu grande testemunho de fé e amor, rezemos juntos à Virgem Maria, Sede da Sabedoria, para que possamos tornar-nos, cada vez mais, anunciadores luminosos da verdade.”
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