quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Cimi lança na próxima quinta-feira, 13, relatório sobre violência contra povos indígenas em 2025



O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) lança, na próxima quinta-feira (13), às 14h30, o Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025. O evento de lançamento da publicação anual do Cimi ocorrerá na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF), e será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Cimi.

O relatório reúne 19 categorias de análise das violências e violações praticadas contra os povos originários no Brasil, divididas em três seções: violência contra o patrimônio indígena, violência contra a pessoa e violência por omissão.

No capítulo sobre patrimônio indígena, o levantamento reúne dados sobre conflitos territoriais, invasões a terras indígenas, danos ao patrimônio indígena, exploração ilegal de recursos nesses territórios e morosidade na regularização das terras. Na seção sobre violência contra a pessoa, o relatório traz dados atualizados sobre assassinatos de indígenas, agressões e ameaças. Já no terceiro capítulo, são reunidas informações sobre a desassistência nas áreas da saúde e da educação, mortalidade na infância e suicídios.

“O levantamento reúne dados sobre conflitos territoriais, invasões a terras indígenas, danos ao patrimônio indígena, exploração ilegal de recursos nesses territórios e morosidade na regularização das terras”

O relatório sistematiza informações de diferentes fontes. Além dos registros feitos pelas equipes regionais do Cimi, levantadas junto a comunidades indígenas, órgãos públicos e veículos de comunicação, são analisados dados obtidos a partir da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e de secretarias estaduais de saúde.

Em 2025, os direitos territoriais dos povos indígenas seguiram sob forte ataque. Medidas legislativas e decisões judiciais contrárias aos direitos constitucionais dos povos originários somaram-se à vigência da Lei nº 14.701/2023, conhecida como Lei do Marco Temporal e alvo de contestação desde sua promulgação.

Ainda em vigor, a medida tem fragilizado os direitos constitucionais indígenas, marcando mais um ano de violência contra os povos originários. Enquanto os povos indígenas em luta pela terra sofrem com a violência e a vulnerabilidade, em terras indígenas demarcadas as ações de invasores não cessaram, apesar das operações de desintrusão realizadas.

“Em 2025, os direitos territoriais dos povos indígenas seguiram sob forte ataque”
Em 1996, o relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil trazia na capa uma enorme cratera aberta por garimpeiros na terra dos Nambikwara. Três décadas depois, a TI Sararé retorna à capa da publicação para retratar uma nova intensificação do garimpo ilegal, em um contexto ainda mais crítico.

Esse cenário é retratado novamente pela atual edição do relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. A publicação reúne, ainda, análises sobre as ameaças aos povos indígenas em isolamento voluntário no país e artigos com reflexões sobre temas relacionados aos dados sistematizados na publicação, como o racismo contra os povos indígenas, a política indigenista brasileira, os direitos indígenas no sistema de justiça criminal e a luta por justiça, memória e verdade.

Participarão do lançamento lideranças indígenas, representantes da CNBB, do Cimi e de organizações parceiras da causa, além de um dos organizadores do relatório, Roberto Antonio Liebgott.

Serviço
O quê: lançamento do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)
Quando: 13 de agosto, às 14h30 (horário de Brasília)

Formato: presencial com transmissão ao vivo pelo canal do Cimi no YouTube
Onde: auditório Dom Helder Câmara, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), situada no Setor de Embaixadas Sul, quadra 801, conjunto B, em Brasília (DF)


Por Assessoria de Comunicação do Cimi

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