O mês de novembro é voltado para a prevenção e a conscientização a respeito do câncer de próstata. O médico urologista Dr. Frederico Vilella responde às principais dúvidas e fala sem tabus acerca do assunto.
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O que é o câncer de próstata e qual a sua incidência no Brasil?
Dados e epidemiologia da doença
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, ficando atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. Estima-se que aproximadamente de 13% a 15% (cerca de 1 em cada 6 a 8 homens) desenvolverão a doença ao longo da vida.
No Brasil, registram-se por volta de 78 mil novos casos anuais, ocorrendo cerca de 17 mil mortes por ano decorrentes dessa neoplasia.
Fatores de risco e idade recomendada para exames
Quem apresenta maior risco de desenvolver a doença?
Os dois principais fatores de risco associados ao câncer de próstata são:Histórico familiar: Presença da doença em parentes diretos (pai, irmãos ou tios);
Etnia: Homens negros apresentam maior incidência do tumor.
O aparecimento de câncer de próstata em homens com menos de 40 anos de idade é considerado extremamente raro.
Com qual idade iniciar o rastreamento precoce?População geral: Início do rastreamento aos 50 anos de idade.
Grupos de risco (homens negros ou com histórico familiar): Início do rastreamento a partir dos 45 anos de idade.
Métodos de rastreamento e sintomas
Como é feito o diagnóstico precoce?
O rastreamento efetivo da doença deve ser realizado de forma combinada por meio de dois exames essenciais:Exame de sangue PSA (antígeno prostático específico);
Exame digital da próstata (toque retal).
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O câncer de próstata apresenta sintomas no início?
Não. Em sua fase inicial — que é o momento ideal para a realização do diagnóstico —, o câncer de próstata é totalmente assintomático.
Os sintomas (como dores ósseas) manifestam-se apenas na fase tardia, quando o tumor já se espalhou pelo corpo (metástase). Por esse motivo, é fundamental manter a rotina de exames sem aguardar a presença de dor ou desconforto.
Modalidades de tratamento e efeitos colaterais
Opções de tratamento para a fase inicial e vigilância ativa
Quando o diagnóstico ocorre precocemente, antes de a doença se espalhar, a chance de cura é excelente. As abordagens terapêuticas iniciais incluem:Cirurgia;
Radioterapia;
Braquiterapia: Tipo de radioterapia interna realizada com o implante de sementes radioativas na próstata (pouco frequente no Brasil);
Vigilância ativa: Tumores identificados como pouco agressivos podem ser apenas monitorados periodicamente pelo urologista, sem necessidade de tratamento imediato. Se a doença mostrar evolução para um padrão agressivo, o tratamento é discutido e estabelecido antes da ocorrência de metástases.
Tratamento em fases avançadas
Para casos tardios em que a doença já se espalhou pelo organismo, o tratamento indicado é a hormonioterapia.
Possíveis efeitos colaterais dos tratamentos
Todos os tratamentos carregam riscos de complicações que devem ser acompanhados: Cirurgia: Riscos de disfunção erétil (impotência sexual), incontinência urinária, estreitamento na anastomose (junção entre bexiga e uretra), além de complicações precoces como infecção e sangramento (que são majoritariamente preveníveis).
Radioterapia: Riscos de disfunção erétil, incontinência urinária e processo inflamatório actínico (atingindo bexiga, intestino reto e ânus).
Fonte: formacao.cancaonova.com
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