Devoção mariana e o debate protestante
Dialogar com protestantes sobre a devoção mariana é um desafio, pois eles baseiam sua fé exclusivamente na Bíblia. Já a Igreja Católica fundamenta-se no tripé da Bíblia, da Tradição e do Magistério, instituído por Cristo.
Os três pilares da fé
O Magistério, guiado pelo Espírito Santo, interpreta a Bíblia e a Tradição. Através dele, a Igreja compreendeu dogmas essenciais, como a Maternidade Divina de Maria, sua Virgindade Perpétua, sua Imaculada Conceição e sua Assunção ao Céu.
O embate histórico sobre a devoção mariana
Muitos protestantes não aceitam esses dogmas e mantêm-se em heresias antigas, como o Nestorianismo do século V. Essa doutrina negava que Maria fosse a Mãe de Deus, o que foi refutado pelo Concílio de Éfeso em 431.
O Concílio reafirmou que Maria é Theotokos, a Mãe de Deus, pois Jesus é uma só pessoa, divina e humana. Sem essa base comum de aceitação da Tradição e do Magistério, o diálogo muitas vezes torna-se improdutivo.
Dessa forma, quando o argumento limita-se apenas ao que está explicitamente escrito na Bíblia, a conversa perde o sentido. Nesses casos, o melhor caminho pode ser evitar o conflito, pois a falta de fundamentos compartilhados impede o entendimento mútuo.
Transcrito e adaptado por Jaqueline Scarpin
Fonte: formacao.cancaonova.com

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